4 de junho de 2026

NASA vai lançar novo satélite construído com tecnologia de smartphones

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Jornal GGN – A Agência Espacial Norte-americana (NASA) está prestes a lançar a quinta missão espacial de satélites feitos com tecnologias de smartphones disponíveis no mercado comum. O PhoneSat vai ser mandado para a órbita do planeta por meio da SpaceX-3, uma missão comercial de reabastecimento de carga para a Estação Espacial Internacional (ISS). O lançamento está previsto para o próximo dia 16 de março, da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida.

Uma vez em órbita, a pequena nave espacial irá demonstrar o poder de componentes de smartphone em suportar sistemas de comunicações espaciais e sobreviver no ambiente radiação de baixa órbita terrestre, em uma altitude de 220 milhas (354 quilômetros). A missão de demonstração também pode vir a abrir caminho em definitivo para uma nova geração de pequenos satélites cooperativos programados a partir deste ano.

Apesar de ser chamado PhoneSat, o satélite em nada se parece com qualquer modelo de telefone celular inteligente existente no mercado. Isso porque os pesquisadores usam o telefone apenas como base, mas o adaptam para a nova funcionalidade. Eles o desmontam e remontam em uma nova plataforma, mas utilizam todos os principais recursos comuns nos telefones, como alta capacidade de memória, rápidos processadores, GPS, giroscópio e magnetômetro, sensores e câmeras de alta resolução.

Quando pronto, o satélite é um equipamento medindo dez centímetros quadrados (cerca de quatro centímetros de cada lado). A missão tem três objetivos: determinar se um sistema comercialmente disponível e de relativo baixo custo pode trabalhar no espaço; verificar se um smartphone pode oferecer suporte a sistemas de comunicações espaciais, e, por fim, fornecer mais confiança no conceito e componentes da metologia PhoneSat, investigando sua capacidade para sobreviver a longo prazo no ambiente de radiação espacial.

Além dessa nova missão, a NASA pretende realizar outros três lançamentos. Todos os satélites são idênticos (10×15 centímetros e pesando 2,5 kg), com base na arquitetura PhoneSat. Cada satélite será capaz se comunicar com os demais para que os engenheiros possam estudar as comunicações feitas exclusivamente no ambiente do espaço e quão pequenos e de baixo custo os satélites podem ser para, mesmo assim, desempenhar funções de monitoramento do clima.

“Ao promover o desempenho do preço de nanosatélites usando produtos eletrônicos de consumo, podemos fazer algumas das ideias mais radicais se tornam economicamente viáveis”, explica Jasper Wolfe, do Sistema de Controle PhoneSat da NASA. A missão anterior, do PhoneSat 2.4, foi lançada em novembro do ano passado e alcançou os seus objetivos principais. Ele continua a transmitir dados, o que significa que seus painéis solares, circuito de carga da bateria e demais recursos ainda estão operando corretamente.

No início de janeiro, porém, o Phonesat 2,4 começou a experimentar resets recorrentes, coincidindo com um período de inúmeras explosões solares. Como resultado, o satélite passou a não executar o software de aplicação voo. “Esperamos que PhoneSat 2.5 tenha vida orbital de pelo menos seis semanas”, diz Cedric Priscal, cientista integrante da missão. “Desta vez, a operação vai nos ajudar a demonstrar que o sistema pode sobreviver à altas doses de radiação e nos ajudar a reunir dados sobre os efeitos que a radiação tem sobre os satélites”.

Nenhum smartphone tem uma bateria que dure seis semanas. Para contornar o problema, a NASA equipou os seis lados dos PhoneSats com painéis solares para ajudar a repor as baterias e manter a nave espacial em funcionamento. “Estamos respondendo à pergunta sobre o quão útil são os eletrônicos voltados ao consumidor para a ciência atmosférica ou da Terra, as comunicações ou outras aplicações espaciais”, diz Ken Oyadomari.

Com informações do Phy.org

Redação

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