6 de junho de 2026

De olho em 2026, Lula pede estratégias para eleger a maioria no Congresso

Lula sugeriu que os estudantes presentes no congresso da UNE conversem com outros jovens, uma vez que este é o público mais vulnerável às fake news
Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta quinta-feira (17), do 60º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), encontro em que pediu que os presentes repensassem as estratégias para as eleições de 2026.

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“Uma coisa que a gente ter claro é pensar o que a gente quer estrategicamente neste país”, iniciou o presidente. “A esquerda toda que está aqui não tem mais que 140 deputados no congresso nacional de 513 deputados. Vocês têm de lembrar disso”, continuou. 

Lula lembrou que é preciso esforço para eleger metade dos senadores para que sonhos e desejos possam ser transformados em ação. Isso porque o PT e a esquerda, que foram capazes de eleger presidentes cinco vezes (três mandatos de Lula e dois de Dilma Rousseff), somam apenas 70 deputados federais.  

“Achamos que o nosso discurso é o verdadeiro. Será que o povo está nos compreendendo? Será que o povo está nos entendendo? Porque uma estratégia para poder aprovar tudo o que a gente quer é ter maioria no Congresso Nacional”, emendou. 

Como alternativa, Lula sugeriu que os estudantes presentes no congresso da UNE conversem com outros jovens, uma vez que este é o público mais vulnerável às fake news compartilhadas nas redes sociais. 

Lula adiantou ainda que o próximo pleito será uma guerra de Inteligência Artificial, cujo resultado pode ser nefasto, a exemplo da eleição de Donald Trump, nos Estados Unidos, e Javier Milei, na Argentina.

“Nós, se quisermos mudar o Brasil, para colocar em prática aquilo que a gente pensa, nós vamos ter de mudar de atitudes. É preciso a gente trabalhar um pouco mais, é preciso a gente se dedicar a saber o que vamos querer. O debate não pode ser só dentro da universidade. O debate tem de sair da universidade e ir pra rua”, complementou o presidente. 

Para tanto, pediu aos estudantes que ajudassem a politizar a sociedade brasileira, para que ela não seja enganada por mentirosos. 

Durante o encontro, o presidente sancionou projeto de lei para destinar recursos do Fundo Social à assistência estudantil, com foco em estudantes ingressantes por ações afirmativas nas instituições federais de ensino superior e de educação profissional e tecnológica. 

Soberania

O chefe de Estado aproveitou o discurso para falar sobre os ataques à soberania brasileira promovidos por Donald Trump, que impôs uma tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil na última semana. 

Lula relembrou a trajetória política iniciada no sindicalismo, em que liderava greves mas que sempre prezava pela negociação. 

“Aquele cara que é covarde, aquele sindicalista covarde, ele começa uma greve, mas não tem coragem de parar. Ele não tem coragem de reconhecer quando a coisa está ruim. Ele não tem coragem de dizer, porque como ele falou muita bobagem ao começar a greve, ele não tem coragem de voltar atrás”, apontou o presidente. 

Para Lula, um bom líder é aquele que comanda nos maus e nos bons momentos. “Eu nasci aprendendo a fazer negociação. Eu tenho certeza de que o presidente americano jamais negociou 10% do que eu negociei na minha vida. Jamais. Então, se tem uma coisa que eu sei na vida é negociar. E é por isso que o Brasil é defensor do multilateralismo, porque depois da II Guerra Mundial, o multilateralismo permitiu que os Estados pudessem viver mais ou menos em harmonia com respeito à soberania de cada Estado.”

O chefe do Executivo lembrou que a relação comercial com os Estados Unidos tem 201 anos e também que o déficit comercial de serviço e comércio do Brasil nos últimos 15 anos foi de US$ 410 bilhões. 

Tais motivos, além da exigência absurda que foi a de isentar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da denúncia de tentativa de golpe de Estado, não devem ser acatadas por Lula. 

“Nós vamos responder, da forma mais civilizada possível, da forma que um democrata responde. A primeira coisa é que nós não aceitamos que ninguém de nenhum país fora do Brasil se meta nos nossos problemas internos que é dos brasileiros”, garantiu. 

Lula tem convicção de que Jair Bolsonaro vai responder, ainda, criminalmente pelas mais de 700 mil mortes resultantes da pandemia de Covid-19. 

Empresas americanas e plataformas digitais também serão tarifadas pelo governo federal, tendo em vista que são canais utilizados para propagar o ódio e a violência contra minorias e crianças. 

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Paulo Dantas

    17 de julho de 2025 9:49 pm

    Caiu a ficha !

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