4 de junho de 2026

Catalunha independente pode não ser reconhecida pela União Europeia, diz ministro espanhol

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Do Diário de Notícias de Lisboa

Catalunha independente seria excluída da UE para sempre

por Lusa, publicado por Luís Manuel Cabral

O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel Garcia-Margallo, advertiu hoje que uma declaração unilateral de independência na Catalunha “condená-la-ia a errar pelo espaço sem reconhecimento e a ser excluída da União Europeia para sempre”.

O governante falava durante um encontro com o vice-primeiro-ministro e ministro da Economia e Desenvolvimento Sustentável da Georgia, Giorgi Kvirikashvili, organizado pelo Fórum Nova Economia, em que foi questionado pelo direito a decidir.

“O direito a decidir exerce-se sempre dentro da lei”, disse Garcia-Margallo.

O chefe da diplomacia espanhola evocou o caso das regiões separatistas georgianas da Abkházia e Ossétia do Sul, cuja independência foi reconhecida em 2008 pela Rússia.

Estas regiões “só contam com o reconhecimento internacional da Rússia, Venezuela, Nicarágua e de três micropaíses do Pacífico”, adiantou.

“Aqueles dois territórios, de um ponto de vista de reconhecimento internacional, estão num limbo jurídico”, insistiu.

Garcia-Margallo assinalou que uma declaração unilateral da independência na Catalunha — “já que outra coisa não é possível, de acordo com a Constituição” — condenaria a Catalunha “a errar pelo espaço sem reconhecimento e a ser excluída da União Europeia para sempre”.

Os “altíssimos riscos” da decisão devem ser conhecidos pela população da Catalunha, defendeu.

Redação

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10 Comentários
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  1. Helio J. Rocha-Pinto

    10 de março de 2014 3:46 pm

    É apenas…

    … chantagem castelhana

    1. raf

      10 de março de 2014 5:29 pm

      Na mosca, Helio!
       
      Se

      Na mosca, Helio!

       

      Se acontecer da Catalunya se mandar do Reino logo depois é a vez de Euskal Herria e se bobear da Galiza, essa última mais difícil sair da união. Mas a Catalunya e Euskal Herria são regiões industrializadas, o buraco é mais embaixo.

      Não sei como é a coisa na Andaluzia, mas outros nacionalismos linguistas como o leonés e o quase-morto aragonés têm ensaiado um ressurgimento.

      Mas basta Euskal Herria e Catalunya se mandarem pra todo o resto mudar de figura dramaticamente.

      No norte da Europa, ao que tudo indica a Escócia não vai ter peito de votar pela independência. Mas naquela ilha o cenário não é de céu de brigadeiro (não muito comum por aquelas bandas, de qualquer forma). O desconforto dos galeses, que sofrem preconceito dos ingleses, nunca baixa.

      França e Itália também têm movimentos separatistas fortes. O único país importante sem separatismos que eu conheça é Alemanha. Alguém sabe de alguma coisa?

      1. Paulo F.

        10 de março de 2014 11:04 pm

        Irlanda do Norte!
        A ação do

        Irlanda do Norte!

        A ação do Reino Unido é comparável, senão pior que ao da Russia na Chechenia (insuflado também pelo Ocidente).

    2. alexis

      10 de março de 2014 8:02 pm

      Parece ser isso mesmo

      Daqui a pouco precisaremos de um novo “El Cid” para unir Espanha.

  2. -Charlie-

    10 de março de 2014 4:16 pm

    Revogaram o Princípio da

    Revogaram o Princípio da Autodeterminação dos Povos, previsto na Carta da ONU?

  3. Filipe Rodrigues

    10 de março de 2014 4:34 pm

    Mas, se as “nações” indígenas

    Mas, se as “nações” indígenas declarassem independência na Amazônia brasileira, a União Européia apoiara, não tenham dúvidas…

     

  4. ruyacquaviva

    10 de março de 2014 5:07 pm

    PArece que o Sr.

    PArece que o Sr. Garcia-Margallo não lembra-se muito bem do que ocorreu na antiga Yugoslávia quando a Croácia e a Eslovênia declararam independência contra a vontade do poder central de Belgrado e a União Européia apoiou incondicionalmente.

    Não tenho ingerências a fazer sobre a questão do separatismo catalão, que é complexa e eu não conheço suficientemente para opinar, mas é flagrante que a União Européia trata casos de separatismo com critérios diferentes de acordo com a conveniência política de momento.

    Agora eles são contra o separatismo por causa da questão da Ucrânia, mas na época da divisão da Yugoslávia eles eram completamente a favor. Amanhã mudam de novo, quando for conveniente.

  5. Sérgio Lamarca

    10 de março de 2014 5:50 pm

    Catalunha Independente.

    Viva a Catalunha e a sua independência.

  6. Athos

    10 de março de 2014 6:03 pm

    A Rússia deveria financiar e

    A Rússia deveria financiar e dar um acordo comercial  vantajoso para a região, hehehe.

  7. Pedro Penido dos Anjos

    10 de março de 2014 10:49 pm

    AHH É?
     
    “O produto interior

    AHH É?

     

    “O produto interior bruto (PIB), o volume de negócios e as exportações da Catalunha contam-se entre as mais altas de Espanha. O PIB catalão representa quase 20 % do PIB espanhol representando, a indústria catalã, uma quarta parte da espanhola”

    “A Catalunha é conhecida pelas suas actividades de alto valor acrescentado. É líder nos sectores químico, farmacêutico, de embalagens, agro-alimentar, automóvel e electrónica de consumo entre outros. Muitas empresas estrangeiras têm realizado investimentos na Catalunha em sectores emergentes e em crescimento como é o caso da bio-tecnologia, a aeronáutica, as energias renováveis e a reciclagem. A Catalunha usufrui também de um grande prestígio internacional nas áreas de I+D, design e engenhariaUma quinta parte das fábricas da Catalunha exporta os seus produtos. Uma percentagem de 36% das empresas exportadoras espanholas está localizada na Catalunha. As exportações catalãs representam quase 30% das espanholas.
    Uma percentagem de 75% das exportações catalãs está dirigida a mercados da UE e mais de 60% das importações procede de países também da UE.”

    “….A Catalunha tem sido, tradicionalmente, um destino de preferência para o investimento estrangeiro directo e tem o potencial e a capacidade necessários para acolher projectos muito diversos. Actualmente, operam na Catalunha mais de 3.300 empresas estrangeiras e mais de 5.500 empresas estabelecidas na Catalunha têm participação estrangeira no seu capital”.

    “Os projectos de investimento estão integrados nos diversos sectores industriais (alimentação, químico, automóvel, metalurgia, farmacêutico, biotecnológico, etc.), bem como nas áreas de I+D, design, logística, centros de serviços partilhados, que operam basicamente a escala internacional, e outros serviços empresariais”.

     

    População: 7.3 milhões, 16% da população espanholaÁrea: 32.106 Km2, 6,3% da espanholaPIB(pm) 2008: 195.403 milhões de euros, quase 20% do PIB espanholPIB (pm) per capita 2009: 26.831 euros, superior à média europeia (EU 25)Exportações 2009: 41.158 milhões de eurosImportações 2009: 58.802 milhões de eurosDespesa total em I+D (2008): 1.64% do PIB

     

    * Fonte http://accio.gencat.cat/offices/lisbon/pt/catalonia-barcelona.jsp

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