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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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31 Comentários
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  1. alfredo machado

    6 de março de 2014 3:19 am

    Recorde no Petróleo

    Nassif,

    247 – A Petrobras bateu novo recorde de produção no pré-sal, a 412 mil barris de petróleo por dia em 27 de fevereiro, informou a petroleira em nota à imprensa nesta quarta-feira (5). “Essa marca, obtida com apenas 21 poços produtores, evidencia a elevada produtividade dos campos do pré-sal”, afirmou a estatal.

    A empresa deu início em 18 de fevereiro à operação de um poço que alcançou a maior produção na região –36 mil barris diários– a partir de uma nova tecnologia.

    O poço 9-SPS-77A, no campo de Sapinhoá, está interligado ao FPSO Cidade de São Paulo por um modo pioneiro de conexão à plataforma, cujo sistema tem sustentação em uma boia submersa ancorada com peso de 1,9 mil toneladas.

    “Resultados como esses, decorrentes de ações gerenciais objetivas, levaram a companhia em 2013 a realizar lucro líquido de R$ 23,6 bilhões, 11% superior ao de 2012”, acrescentou a companhia.

    A Petrobras ainda manteve sua meta de produção de óleo e gás para 2020 em 5,2 milhões de barris ao dia, na comparação com o plano de médio prazo divulgado no ano passado.

    1. Geraldo Reco

      6 de março de 2014 3:36 am

      2020

      Ué. Não era só para 2020? 

      1. Raí

        6 de março de 2014 3:20 pm

        Cadê o destaque ?

        O planejamento estratégico e baseado em cálculos internacionais de empresas especializadas em prospecção de petróleo, previam esta extração, para 2020, porem o alto índice de produtividade da Petrobrás, conseguiu atingir esta produção, com 6 anos de antecedencia, e mesmo assim, a nossa imprensa escrita, e de rádio e Tv, não destacam isso.

        É a tese Ricuperiana: “O que é ruim, a gente mostra; O que é bom(para o governo) a gente omite”.

  2. Gustao

    6 de março de 2014 3:32 am

    será deboche?

    Paginas no facebook da Marcha da família pela liberdade:

     

    https://pt-br.facebook.com/pages/Marcha-da-Família-com-Deus-2014/246183012217531

    https://www.facebook.com/MarchaDaFamiliaComDeusPelaLiberdade

  3. Gilson AS

    6 de março de 2014 3:45 am

    E o Boni afundou a Beija-Flor

    Este carnaval teve uma grande surpresa  que muitos  não  deram  atenção. Todos conhecem a competência da comissão de carnaval da Beija-Flor, como os caras são profissionais em todos os quesitos. Mas este ano pela escolha do enredo( na minha opinião enredo comprado), a Beija-Flor ficará de fora do desfile das campeãs. E isto não acontece desde 1992, ou seja, há 22 anos a escola sempre desfila no desfile das campeãs. Muitos não sabem, mas o enredo da Beija Flor deste ano foi o Boni. Ele mesmo, o todo poderoso da Globo, um dos homens mais influente do país.No quesito enrendo, nenhum jurado deu nota 10. A escola estava cheia de atores globais, e o último carro estava repleto de atores e diretores que atuaram na época do Boni. Não curto carnaval, mas tenho simpatia pela Beija-Flor por ser uma escola de comunidade, e porque 90% das fantasias da escola são doadas à comunidade a custo zero. Confesso que este ano torci muito contra a escola por causa do enredo. Mas o que ficou claro para mim com o resultado, que de uma certa forma foi excepcional do ponto de vista negativo, é que a Globo com os seus atores não influenciam mais as pessoas como no passado. Nem o público se empolgou com a passagem da escola. Tenho minhas dúvidas se os jurados não são simpatizantes do PT,rs,rs, porque recentemente em entrevista o Boni admitiu que manipulou a edição daquele famoso debate de 1989 Entre Lula e Collor, colocando no ar os melhores momento do Collor e os piores momento do Lula, o que influenciou o resultado das eleições. Que bom ! Ainda bem que a toda poderosa, devargazinho, está perdendo o poder.

    1. Gilson AS

      6 de março de 2014 3:58 am

      Cuidado Boni, vai vendo o que te espera, rs. !

      1. Gilson AS

        6 de março de 2014 3:37 pm

        Novo grito de guerra.

        Andam dizendo por aí, que por causa do resultado da escola neste ano, o grito de guerra da escola vai mudar.

        No ano que vem o grito de guerra que o Neguinho dará será o seguinte: ” Olha a cambaxirra ai geeeeeente, chora cavaco “

        E o Neguinho será mais conhecido como Neguinho da cambaxirra.

    2. Carlos Alberto Lemes de Andrade

      6 de março de 2014 11:58 am

      E no camarote…

      É Gilson,… E no camarote de Boni na Sapucaí, 300 garrafas de champagne Don Perignon comemoravam o desfile da Beija Flor… É curioso como a notícia dada pela coluna do Ancelmo Góis no O Globo nos lembra episódio ligado à Revolução Francesa que acabou por se tornar verdadeiro na história. É a pretensa frase de Maria Antonieta sobre a fome do povo parisiense nos dias da Revolução… “Por que não comem brioches?…

      1. ruyacquaviva

        6 de março de 2014 1:44 pm

        Tomara que esse camarote seja

        Tomara que esse camarote seja um tipo de baile da Ilha Fiscal para o império da Globo.

        A Globo é um câncer que ameaça acabar com o Brasil.

      2. Raí

        6 de março de 2014 3:02 pm

        Baile da Ilha Fiscal ?

        Hilário !

        O camarote dos convidados da Beija-flor, “entupido” de globais, que desfrutavam das melhores iguarias e das mais caras bebidas, era a cara do baile da ilha fiscal, do fim do império, quando às vésperas de derrubada daquele regime, os “donos do poder” festejavam enquanto a banda passava.

        E a banda passou, a Beija-flor e os globais, comemoraram a (quase) queda da escola, e “Carolina” não viu !

  4. Gilberto Cruvinel

    6 de março de 2014 4:13 am

    Drones sobre golfinhos e baleias em Dana Point e Maui

    {Life}Buzz

    Capitão Dave Anderson do safari de golfinhos e baleias em Dana Point, California, recentemente filmou e editou este video de 5 minutos feito a partir de um drone (veículo aéreo não tripulado). Ele mostra milhares de golfinhos, três baleias cinzentas migrando da costa de São Clemente e uma baleia corcunda conduzindo seu filhote em Maui.

    [video:http://youtu.be/Bo_f8mV5khg%5D

  5. Mara L. Baraúna

    6 de março de 2014 4:21 am

    Carlos Drummond de Andrade CONVERSA COM O LIXEIRO

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=s14K_ekxBxo%5D

     

    Amigo lixeiro, mais paciência.
    Você não pode fazer greve.
    Não lhe falaram isto, pela voz
    do seu prudente sindicato?
    Não sabe que sua pá de lixo
    é essencial à segurança nacional?

    A lei o diz (decreto-lei que
    nem sei se pode assim chamar-se,
    em todo caso papel forte,
    papel assustador). Tome cuidado,
    lixeiro camarada, e pegue a pá,
    me remova depressa este monturo
    que ofende a minha vista e o meu olfato.

    Você já pensou que descalabro,
    que injustiça ao nosso status ipanêmico, lebloniano,
    sanconrádico,
    barramárico,
    se as calçadas da Vieira Souto e outras conspícuas
    vias de alto coturno continuarem
    repletas de pacotes, latões e sacos plásticos
    (estes, embora azuis), anunciando
    uma outra e feia festa: a da decomposição
    mor das coisas do nosso tempo,
    orgulhoso de técnica e de cleaning?
    .
    Ah, que feio, meu querido,
    essa irmanar de ruas, avenidas,
    becos, bulevares, vielas e betesgas e tatatá
    do nosso Rio tão turístico
    e tão compartimentado socialmente,
    na mesma chave de perfume intenso
    que Lanvin jamais assinaria!

    Veja você, meu caro irrefletido:
    a Rua Cata-Piolho, em Deus-me-livre,
    equiparada à Atlântica Avenida
    (ou esta àquela)
    por idêntico cheiro e as mesmas moscas
    sartrianamente varejando,
    os restos tão diversos uns dos outros,
    como se até nos restos não houvesse
    a diferença que vai do lixo ao luxo!

    Há lixo e lixo, meu lixeiro.
    O lixo comercial é bem distinto
    do lixo residencial, e este, complexo,
    oferece os mais vários atrativos
    a quem sequer tem lixo a jogar fora.
    Ouço falar que tudo se resume
    em você ganhar um pouco mais
    de mínimos salários.
    Ora essa, rapaz: já não lhe basta
    ser o confiscável serviçal
    a que o Rio confere a alta missão
    de sumir com seus podres, contribuindo
    para que nossa imagem se redobre
    de graças mil sob este céu de anil?

    Vamos, aperte mais o cinto,
    se o tiver (barbante mesmo serve)
    e pense na cidade, nos seus mitos
    que cumpre manter asseados e luzidos.

    Não me faça mais greve, irmão-lixeiro.
    Eu sei que há pouco pão e muita pá,
    e nem sempre ou jamais se encontram dólares,
    jóias, letras de câmbio e outros milagres
    no aterro sanitário.

    E daí? Você tem a ginga, o molejo necessários
    para tirar de letra um samba caprichado
    naqueles comerciais de televisão,
    e ganhar com isto o seu cachê
    fazendo frente ao torniquete
    da inflação.

    Pelo que, prezadíssimo lixeiro,
    estamos conversados e entendidos:
    você já sabe que é essencial
    à segurança nacional
    e, por que não, à segurança multinacional.
    .
    Carlos Drummond de Andrade

  6. Observando ...

    6 de março de 2014 5:18 am

    E alguns querem importar um modelo que até Cuba não mais aceita!
    04/03/2014 – Copyleft

    Cuba: renovando a Revolução (I)

    Passados oito anos, muita coisa em Cuba mudou, embora nenhuma reforma um pouco mais ampla tenha sido feita no sistema político, na estrutura de poder.

    0   A+Eric Nepomuceno (*) Arquivo

     

    Desde agosto de 2006, quando Fidel Castro se afastou da presidência cubana por razões de saúde, o país viu crescerem as expectativas da população por mudanças. Na verdade, essa espera vinha de muito, muito antes. Mas o afastamento de Fidel abriu novas esperanças, e a chegada de Raul Castro ao poder veio cercada delas.

    Passados oito anos, muita coisa em Cuba mudou, embora nenhuma reforma um pouco mais ampla tenha sido feita no sistema político, na estrutura de poder. 

    Essa espécie de dualidade acabou pautando o cotidiano dos habitantes da Ilha. É muito o que se avançou em alguns segmentos, é muito o que falta avançar em outros. Mas são visíveis e concretas as mudanças levadas adiante por Raul Castro, e que transformaram radicalmente parte do cotidiano dos cubanos.

    É como se na cúpula do governo se tenha chegado à conclusão de que é preciso renovar, e muito, e rápido, para preservar a Revolução.

    Aliás, desde seu discurso inaugural Raul Castro deixou claro que muita coisa mudaria. Chegou criticando, reclamando, denunciando. Foi quase um susto. Já em 2007 começaram a ser implantadas as primeiras reformas. E, passados quase sete anos, o que se constata é que Cuba vive as mais importantes reformas econômicas das últimas muitas décadas.

    E não foram mudanças apenas na economia: também na própria estrutura do país, a começar pela entrega a camponeses, em sistema de usufruto, terras estatais ociosas. Até o segundo semestre do ano passado foram distribuídos um milhão e 500 mil hectares a 180 mil cubanos.

    A propósito, em 2010 chegou-se à conclusão que entre um milhão e 800 mil e dois milhões de funcionários públicos são absolutamente desnecessários. O maior problema é criar tantas vagas no sistema de trabalhadores por conta própria. No ano seguinte, estava previsto que um milhão deles seriam demitidos. Dois anos depois, as demissões mal passaram de 360 mil. É que não há o que fazer com os que continuam na lista de dispensa.

    Foi implantado o estímulo às atividades privadas em uma longa relação de ofícios e atividades, num total de 222 categorias. No ano passado, 124 delas entraram em vigor, o que resultou na concessão de 430 mil licenças para trabalhar por conta própria. Também são concedidos incentivos para a formação de cooperativas de produção não rural (essas existem há muito tempo) e de prestação de serviços.

    Os cubanos agora podem ter mais de um emprego, foi autorizado o transporte privado de carga e de passageiros, e foi permitido o acesso a hotéis e restaurantes que até então, e isso desde 1989, eram restritos a turistas estrangeiros.

    E mais: os cubanos podem vender, comprar e alugar imóveis, e também veículos particulares, novos ou usados. Entre 2011 e 2012 foram vendidas 45 moradias em Cuba. É uma parcela mínima do total de imóveis particulares da ilha (menos de 1,5%), mas não deixa de ser algo inédito.

    Para fechar esse ciclo inicial de reformas, desde janeiro do ano passado os cubanos podem viajar para onde quiserem (ou puderem), sem nenhuma autorização prévia e sem pagar pelo ‘permiso de salida’.

    Essas e outras medidas, esperada há décadas, fazem parte daquilo que o congresso do Partido Comunista realizado em 2011 chamou de ‘atualização do modelo’. Não de trata, de acordo com o que se decidiu naquela ocasião, de abandonar o planejamento central da economia e abraçar o mercado. Por trás das palavras solenes e dos números gelados, o que existe é a corrida contra o tempo, para atender às demandas e exigências da população e sair do imobilismo.

    Algumas das inovações, na verdade, já haviam sido implantadas, em menor escala, entre 1975 e 1986, quando Cuba experimentou uma espécie de bonança que melhorou a vida de milhares de pessoas. Todas elas acabaram sendo abandonadas aos poucos primeiro, e definitivamente depois, quando o bloco socialista foi dissolvido e a União Soviética virou memória.

    Continuam pendentes, porém, outras mudanças essenciais, já que sem elas o que foi feito até agora corre o risco de dar em nada.

    A questão salarial, por exemplo. E também a necessidade de implantar novas regras para a associação entre capital privado estrangeiro e o Estado cubano, em várias frentes de atividades, e para o investimento estrangeiro.

    É preciso, enfim, definir o destino que será dado a mamutes estatais que só produzem prejuízos imensos.

    As reformas políticas realizadas até agora se limitaram a libertar presos políticos, permitir a entrada e a saída do país de alguns dissidentes (antes, quando muito podiam sair; voltar, nem pensar), o combate à corrupção (uns 300 funcionários de diversos escalões foram presos), a nomeação de representantes das minorias (raciais e sexuais) para importantes postos nas diferentes esferas do governo. E, claro, a fixação de um prazo máximo de cinco anos para cargos e postos no governo e no partido. Com isso, Raul Castro fixou para si mesmo um limite na presidência: o ano de 2018.

    É um quadro intrincado, complexo, difícil. As reformas obedecem a uma dinâmica lenta. E há dois aspectos que terão de ser tocados já, para serem implementados até no máximo o ano que vem: a questão dos salários, comprimidos e esvaziados, e a questão da existência de duas moedas no país.

    Sim, é verdade: falta muito. Mas o que foi feito até agora já serviu para mudar o rosto do país e o cotidiano de boa parte de sua gente.

     

    Créditos da foto: Arquivo Voltar para o Índice 0    

      

    1. Raí

      6 de março de 2014 2:56 pm

      Reforma política ?

      “Em mais de 8 anos, nada avançou politicamente” .

      Avanço político. Grande utopia !

      O que os cubanos precisavam, e que o camarada Fidel demorou a implantar, não eram reformas políticas, e sim de inclusão social e de liberdade de iniciativa privada, e isso, este atual governo tem feito, mesmo tendo contra a ilha caribenha, o maior de todos os embargos economicos do mundo: O do seu visinho E.U.A, e uma imprensa de seus visinhos, que só mostra o atrazo de Cuba, sem dar o mesmo destaque, para os seus avanços, e com esta abertura economica, que o Pres. Raul Castro permitiu, está havendo uma grande transformação na economia cubana, e num futuro próximo, eles conseguirão atingir índices de crescimento de 1º mundo, sem que tenham que abrir mão de sua ideologia socialista moderna, nem aceitar a “cartilha” neo-liberal do visinho capitalista explorador.

  7. Aroeira

    6 de março de 2014 9:59 am

    Essa Dilma realmente é louca

     

    Mais Médicos supera meta e garante atendimento a mais de 51 milhões de brasileiros

    Fonte: http://www.conversaafiada.com.br/economia/2014/03/05/mais-medicos-atende-mais-de-51-milhoes-que-horror/

    O Mais Médicos encerra seu quarto ciclo de seleção com a participação de mais 5.479 profissionais e previsão de chegar ao mês de abril com mais de 14,9 mil médicos atuando nos municípios do interior e na periferia das grandes cidades. Com isso, o governo federal passará a garantir assistência em atenção básica para mais de 51 milhões de brasileiros, ultrapassando a meta estabelecida para o programa no primeiro trimestre deste ano – de 13 mil médicos atendendo a 44,8 milhões de pessoas.

    Entre os 5.479 médicos da quarta etapa estão 1.078 profissionais brasileiros que optaram por migrar do Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab) para o Mais Médicos e 4.000 cubanos que, assim como nos outros ciclos, vão ocupar as vagas não preenchidas pelos demais candidatos. Também integram o grupo os 401 candidatos selecionados em primeira chamada pelo edital, sendo 197 com diplomas do Brasil e 204 formados no exterior.

    Atualmente, os 9.425 médicos que integram o programa estão distribuídos em 3.241 cidades e 32 distritos indígenas. Parte desse grupo, pouco mais de 2.000, ainda está finalizando o processo de avaliação e deve iniciar o atendimento nos municípios em março.

    Novo termo de ajuste

    Os 4.000 profissionais cubanos do quarto ciclo chegarão, a partir desta quarta-feira (5), a seis cidades brasileiras – Gravatá (PE), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Guarapari (ES), Fortaleza (CE) e São Paulo (SP), onde vão cursar o módulo de acolhimento e avaliação do programa junto com os demais estrangeiros.

    A chegada deste novo grupo e a manutenção dos demais médicos que vieram ao Brasil por meio de cooperação entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) será viabilizada por um novo termo de ajuste deste acordo. O documento prevê investimento de R$ 973,94 milhões nos próximos seis meses, sendo 86% do valor previsto para os gastos diretos com o profissional, como o pagamento da bolsa-formação e da ajuda de custo de instalação. O aumento no valor se deve à presença de 11.400 médicos.

    O novo termo, cujo extrato foi publicado no Diário Oficial da União nesta quarta-feira, segue o mesmo padrão do anterior, cujo cálculo de recursos considerou o pagamento de passagens, ajuda de custo e bolsa de formação mensal com base nos mesmos valores estipulados para os demais participantes do programa, sejam eles brasileiros ou estrangeiros. Além disso, o valor repassado à OPAS cobre os gastos com curso de acolhimento e avaliação de três semanas obrigatório a todos os participantes com diplomas do exterior, incluindo hospedagem, alimentação, estrutura física e equipamentos.

    Na última semana, o Ministério da Saúde anunciou aumento do valor da bolsa recebido no Brasil pelos médicos cubanos, que passou para U$ 1.245, o equivalente a R$ 3 mil por mês. Este reajuste é resultado de articulação do governo federal brasileiro ao longo dos últimos meses junto à OPAS e ao governo de Cuba. O valor toma como parâmetro a bolsa para os médicos residentes no Brasil, de R$ 2.976 brutos.

    O reajuste da bolsa repassado diretamente pelo governo de Cuba para os médicos será realizado sem qualquer custo adicional para o Brasil, mantendo o valor de referência de R$ 10,4 mil mensais por profissional.

    As regras gerais adotadas entre o Brasil, a OPAS e o governo de Cuba para a realização do Mais Médicos seguem o mesmo padrão das demais cooperações realizadas por Cuba em 63 países para o provimento de profissionais de saúde.

  8. Diogo Costa

    6 de março de 2014 11:14 am

    Incorretas associações

    A EXCEÇÃO NÃO PODE VIRAR REGRA – Não sei se todos concordam, mas me parece que está presente em largos setores da esquerda brasileira, desde sempre, uma certa aversão ao futebol em si, e também em relação às Copas do Mundo. Isto se deve especialmente ao trauma da ditadura militar. 

    Os militares tentaram se utilizar do futebol brasileiro, através da Seleção, para se auto promoverem mundo afora. É compreensível esta quase repulsa de certos setores de esquerda com relação a este tema (isto sem falar na grosseira exploração política que a ditadura fazia, por exemplo, no campeonato brasileiro).

    Ocorre que é preciso colocar, ou recolocar as coisas no seu devido lugar. 

    O povo brasileiro, em sua grande maioria, é apaixonado por futebol desde sempre. Antes mesmo de sediarmos a Copa de 1950 o futebol já embalava os sonhos de milhões nesta terra tropical. Somos hoje a Seleção mais prestigiada e vitoriosa do futebol mundial. Temos cinco conquistas mundiais. 

    E aqui está o ponto que é preciso destacar. 

    Destas cinco conquistas mundiais, apenas uma se deu no período da ditadura militar (1970). As outras quatro conquistas (1958, 1962, 1994 e 2002) se deram em períodos de total normalidade democrática! 

    Percebam também que o Brasil disputou cinco Copas do Mundo no período ditatorial (1966, 1970, 1974, 1978 e 1982) e venceu apenas em 1970. Ou seja, os planos dos ditadores fardados literalmente foram por água abaixo. 

    Por tudo isto que foi demonstrado, nota-se que é um evidente e rotundo erro associar o futebol brasileiro, e a Seleção Brasileira, ao período das trevas ditatoriais.

    O Brasil, que é reconhecida e merecidamente o país do futebol, não o é por causa do ufanismo de golpistas. Ao contrário! O Brasil é o país do futebol desde sempre, e apesar dos golpistas fardados.

    É por isso que vou torcer pelo Hexa, entre junho e julho. 

    Torcer para que a conquista do sexto caneco mundial venha em regime de plena democracia, como já vieram outros quatro títulos que conquistamos ao longo da história. 

    E é a história que confirma. O futebol brasileiro não pode e não merece ser associado à ditadura, mas sim à democracia. E que assim permaneça.

  9. Marco St.

    6 de março de 2014 2:27 pm

    The Americans: Os espiões na Guerra Fria

    EUA X Russia: Melhores Momentos.

     

    Se você gosta de histórias de espionagem (ao velho estilo pré-NSA), onde os agentes só teriam chances de se aproximar dos segredos dos inimigos através do relacionamento pessoal e da manipulação e omissão de informações, os agentes duplos, traições e sexo, o seriado The Americans torna-se absolutamente obrigatório.

    Lançado em 2013 pelo canal FX, a série que começou sem muito barulho, começou a cair no gosto da audiência americana e mundial a cada novo episódio. Agora, já na segunda temporada, ganha elogios e reportagens especiais da mídia especializada e vai ganhando ares de cult entre os aficcionados.

    A série criada por Joe Weisberg conta a história de dois espiões da KGB, em plena guerra fria da era Ronald Reagan (anos 80), e que se fazem passar por um casal americano vivendo nos subúrbios de Washington. Tentando manter seus disfarces, a medida que o tempo passa Phillip (Matheus Rhys) e Elizabeth (Kery Russel)  precisam contrabalançar  uma postura de casal juntamente com a de  espiões. Atendendo as exigências de seu governo eles têm como missão controlar a rede de informações entre os espiões que operam no país. Enquanto isso, os filhos do casal, sem desconfiarem da verdadeira identidade dos pais, vivem como dois típicos pré-adolescentes americanos.

     

    A grande sacada da série é misturar fatos que realmente aconteceram, (como a tentativa de assassinato do presidente Ronald Reagan), com histórias ficcionais extremamente bem construídas. Em The Americans, seguindo uma tradição provavelmente iniciada com The Sopranos e que ganhou o mundo com Breaking Bad, não há vilões ou mocinhos. Nenhuma lição de moral gratuíta. Os espiões russos e os agentes do FBI vivem as mesmas situações e conflitos. Cometem as mesmas arbitrariedades e acertos. A série deixa até transparecer uma certa ética entre espiões. Algo impensável nos dias de hoje, com a espionagem eletrônica e invasiva que temos.

    Do ponto de vista dramático a série é de tirar o folêgo, a atuação dos espiôes e seus métodos e recursos “old school” são sensacionais,  e ainda tem como brinde uma excelente trilha sonora com ícones dos anos 80 como The Cure, Echo, Bauhaus, Sisters of Mercy e etc.

     

  10. jns

    6 de março de 2014 2:49 pm

    Malvinas

    A Argentina ainda sente o trauma da humilhação na guerra de 1982.

    Mercosur bloc and Falklands

    Os países do bloco do Mercosul e as Ilhas Malvinas

    Resolute: Margaret Thatcher sent a task force of 100 ships to regain control of the Falklands Islands after the Argentine junta invaded

    Thatcher enviou uma força-tarefa de 100 navios para recuperar o controle das Ilhas Malvinas depois da invasão ordenada pela junta militar argentina .

    The Mount Pleasant airbase is a key strategic site 38 miles away from Stanley

    A base aérea de Mount Pleasant está, estrategicamente, localizada a 60 km de distância de Port Stanley.

    A famosa imagem das tropas britânicas yomping para Port Stanley, nas Ilhas Malvinas, com a Union Jack voando em junho de 1982   Royal Marines in San Carlos raising the Union Jack during the Falklands War

    Tropas britânicas avançam para Port Stanley, nas Ilhas Malvinas, empunhando a Union Jack, em junho de 1982.

    Royal Marines erguem a bandeira da Inglaterra em San Carlos durante a Guerra das Malvinas.

    Deterrent? Nuclear submarine HMS Trafalgar taking part in an exercise. Lord West has said sending one to the Falkland Island would tell Argentina Britain was serious about its defence

    Submarino nuclear HMS Trafalgar participando de exercício naval (Lord West disse que o envio de um submarino nuclear mostraria para a Argentina que a Grã-Bretanha estava falando sério sobre a sua defesa da Ilha Falkland)

    Prepared: The first Typhoon to be sent to the Falklands landed at RAF Mount Pleasant in 2009 after being delivered from the UK

    O primeiro caça Typhoon da RAF a desembarcar em Mount Pleasant nas Malvinas.

    Head to head: How the forces compare

    Comparação entre as Forças Armadas da Argentina e da Inglaterra

    Superação: Catedral de Stanley na capital das Malvinas seria envolto em uma bandeira azul e branca

    A Catedral de Stanley, erguida na capital das Malvinas, era pintada nas cores azul e branca.

    As informações e as imagens foram publicadas pelo MAIL Online no dia 22 de dezembro de 2011.

    1. jns

      6 de março de 2014 3:38 pm

      O Cenário na Época da Guerra das Malvinas

      A Argentina vivia sob uma ditadura, talvez, mais violenta que a do Brasil, com uma enorme crise econômica. Como o Brasil, era governada por uma junta militar e o seu presidente, Leopoldo Galtieri, apoiado pela junta militar, tentou reconquistar as Ilhas Malvinas dos ingleses.

      A Argentina, há anos, vinha pleiteando a soberania das ilhas, mas, em 1982, o governo militar decidiu pela ação militar em busca de apoio popular, esperando fazer o povo desviar a atenção da crise econômica e da falta de liberdade.  

      Galtieri adotou a solução armada acreditando que a enorme distancia do Reino Unido até as Malvinas, aliada às dificuldades logísticas, desencorajariam os britânicos a tentarem uma resposta militar e que eles apenas protestariam contra a invasão.

      Os argentinos esperavam, inclusive, receber o apoio dos EUA, considerando-se que eles foram os responsáveis pela implantação das ditaduras de direita, como a da Argentina, em toda a América Latina.

      A Argentina confiava que a sua forte ligação com os EUA resultaria, no mínimo, na sua neutralidade durante a investida sobre as Malvinas.

      Do lado britânico as coisas também não andavam bem e o governo de Margaret Thatcher enfrentava uma crise econômica de grandes proporções, com inflação nelevada e nível de desemprego alarmante. Tatcher estava sob forte pressão política e, até a vitória na Guerra das Malvinas, era considerada a primeira ministra mais impopular da história, segundo diversos historiadores. A guerra caiu como uma luva para o seu governo, ao recuperar o apoio perdido devido a crise e ao desemprego.

      As forças britânicas eram superiores, mas devido a enorme distancia do Reino Unido, a vantagem pendia para o lado argentino devido a proximidade das Malvinas com o continente. As forças britânicas não estavam completamente preparadas para uma guerra convencional, devido a contenção e cortes de despesas.

      Após o inicio das hostilidades ficou evidente que não seria fácil para os britânicos reconquistarem as ilhas apesar do apoio americano. 

      Os EUA desrespeitaram totalmente a OEA e compromisso de ajuda mútua, dando total apoio aos ingleses, enquanto os argentinos, por sua vez, recusaram o apoio soviético.

      Do Geographika Blog

  11. Raí

    6 de março de 2014 3:10 pm

    Reclamem com o Ibama.

    Uma burguesinha do Jd. Paulista, acaba de ser entrevistada no SPTV da Globo, e “jogar” nas costas da Prefeitura, a culpa pela queda de uma árvore centenária, que caiu em cima de sua mansão, naquele bairro nobre, e no alto tributo do IPTU paulistano, o descaso, pelas árvores velhas, como se a Prefeitura pudesse sair cortando indiscriminadamente, as pouquíssimas árvores, ainda existentes na nossa cinzenta cidade.

    Se ela não sabe, quem pode autorizar(porem dificulta ao máximo) o corte ou a poda das árvores da cidade, é o Ibama, e qualquer ação sem a autorização deste órgão, pode ser punida severamente. 

  12. Gão

    6 de março de 2014 3:29 pm

    Passou dos limites ?

    Suicídio em reality show gera polêmica na Coreia do Sul

    http://noticias.terra.com.br/mundo/asia/suicidio-em-reality-show-gera-polemica-na-coreia-do-sul,a87b83cab5494410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

  13. Gilson AS

    6 de março de 2014 3:42 pm

    Morre em São Paulo aos 66 anos o deputado tucano Sérgio Guerra

    http://oglobo.globo.com/pais/morre-em-sao-paulo-aos-66-anos-deputado-tucano-sergio-guerra-11798324

    
Ex-presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra Foto: PSDB / DivulgaçãoPernambucano lutava contra um câncer e estava internado havia 15 dias no Hospital Sírio-Libanês

    BRASÍLIA- Ex-presidente nacional do PSDB, o deputado federal Sérgio Guerra, morreu na manhã desta quinta-feira aos 66 anos no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde estava internado havia 15 dias. O pernambucano lutava contra um câncer de pulmão.

    A informação foi transmitida pelo deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) aos colegas, segundo a assessoria da liderança do partido na Câmara. De acordo com o site da legenda, o parlamentar será velado e enterrado em Recife.

    Sérgio Guerra estava internado por conta de uma pneumonia. Desde que descobriu o câncer, ele foi submetido a duas cirurgias no cérebro, por onde a doença se alastrou, além de fazer tratamentos com radioterapia.

     

     

  14. Nilva de Souza

    6 de março de 2014 4:18 pm

    PEQUEÑO INVASOR Este niño entró a la cancha tras el Sudáfrica vs
    Las cosas bellas del fútbol. Un pequeño 'invasor' se metió en la cancha del amistoso Sudáfrica vs Brasil y salió cargado en brazos de la selección brasileña: http://foxd.tv/INV-SDBRA

#RESPECTLas cosas bellas del fútbol. Un pequeño ‘invasor’ se metió en la cancha del amistoso Sudáfrica vs Brasil y salió cargado en brazos de la selección brasileña:http://foxd.tv/INV-SDBRA

     

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=Hdr6ULk_bc0%5D

  15. Mara L. Baraúna

    6 de março de 2014 4:31 pm

    Cem anos de solidão

    Gabriel José García Márquez (Aracataca, 6 de março de 1927)

    Cem Anos de Solidão, o livro que criou uma geração de leitores

    A América Latina é uma região diferenciada do mundo — quanto à história da construção de sua identidade. As instabilidades políticas, aliadas à insuficiência de recursos, muito contribuiu para a eclosão de movimentos típicos da alma latino-americana: ditaduras, guerras, guerrilhas, repressões, exílios e exportação de refugiados são fatos próprios de nossa história. Uma história de solidão, como bem definiu um de seus maiores intérpretes. Na visão desse intérprete, isso se deve a um nó que evidencia “a in­suficiência dos recursos convencionais para tornar nossa vida acreditável”. 

    Esse mesmo intérprete delineou, com a inteligência que lhe é peculiar, o perfil inerente ao continente latino-americano. Continente que revela o muito que tem de demente, mesmo após a libertação do império espanhol, que por anos dominou a maioria dos países latino-americanos. Trans­crevamos parte de um discurso desse intelectual, quando do recebimento da maior honraria que um homem de letras pode receber neste mundo: o Prêmio Nobel de Literatura.

    “O general Antonio López de Santana, que foi três vezes ditador do México, mandou enterrar com funerais magníficos a perna direita que perdeu na chamada Guerra dos Bolos. O general García Mo­reno governou o Equador durante dezesseis anos como monarca absoluto, e seu cadáver foi velado com seu uniforme de gala e sua couraça de condecorações, sentado na poltrona presidencial. O general Maximiliano Hernández Martínez, o déspota teósofo de El Salvador que fez exterminar numa matança bárbara 30 mil camponeses, tinha inventado um pêndulo para averiguar se os alimentos estavam envenenados, e mandou cobrir de papel vermelho a iluminação pública para combater uma epidemia de escarlatina.”

    Se quisermos trazer esse espírito da América Latina para bem junto de nós, basta observar o que foram o culto à personalidade do chavismo, as ditaduras militares da Argentina e do Chile — e, lógico, o Brasil pós-1964.

    Nosso reconhecido intérprete aponta números, no seu discurso de premiação, que espantam quando o assunto é a repressão no Continente. Os dados são estarrecedores. Cinco guerras e dezessete golpes de Estado, 120 mil desaparecidos, morte de 20 milhões de crianças antes de completar dois anos, “mais que todas as crianças que nasceram na Europa ocidental desde 1970”.

    O quadro não se altera se o assunto for o número de exilados e refugiados que a região exporta mundo afora. Um milhão de pessoas do Chile, um em cada cinco uruguaios sofrem a dor do exílio. E mais: a cada 20 minutos, El Salvador produz um refugiado. Enfim, todas essas adversidades representam mais que a população da Noruega. Sim, de fato nosso principal intérprete mostrou que conhece profundamente a alma da América Latina. Demonstrou isso não só naquele memorável discurso de sua premiação, mas, sobretudo, pelas obras-primas que produziu para a humanidade ao longo de sua produtiva vida dedicada à literatura.

    A solidão latino-americana se torna mais visível ainda se o assunto for a economia da região. Somos condenados àquilo que a Comissão Para o Desenvolvimento da América Latina (Cepal) dicotomiza entre centro e periferia, que nos condena a eternas trocas desiguais. Numa primeira fase de nossa história, a exportação de matérias-primas e importação de produtos industrializados; numa segunda fase, em tempos de globalização, nossa recente industrialização nos tornou dependentes numa nova e prisioneira subordinação corporificada pela dependência tecnológica. Ou seja, a inovação tecnológica produzida nos centros mais dinâmicos tornou nossas indústrias suas prisioneiras.

    Construir a história latino-americana tão repleta de guerras e solidão a partir da árvore genealógica de uma família, que na realidade é a sua. Fazer isso articulando gerações e gerações sem perder o fio da meada não é tarefa para qualquer um. Transportar o leitor para o mundo de solidão dos personagens tão apegados a guerras inúteis, à solidão e magia inerente a sociedades lentas e subdesenvolvidas, léguas distante da modernidade, sem citar explicitamente aonde quer chegar, mas levando leitores mais experientes a intuírem a mensagem do escritor não é tarefa para um autor comum. Enfim, elaborar tudo isso num ambiente narrativo repleto de imaginação, recorrendo à fantasia para revelar a realidade, é o que fez desse escritor um mestre num estilo que conhecemos como realismo mágico. É o que conhecemos como arte. Arte por meio da escrita é o que construiu o colombiano Gabriel García Márquez na obra definitiva, que certamente muito contribuiu para que a ele fosse merecidamente concedido o Prêmio Nobel de Literatura, de 1982.

    A obra de que falo é considerada a mais importante escrita em língua hispânica depois de “Dom Quixote”, do espanhol Miguel de Cervantes. Falo de “Cem Anos de Solidão”, um sucesso absoluto com mais de 50 milhões de exemplares vendidos. Um clássico da literatura mundial. É dela que falaremos a seguir, depois de apresentar o autor — se é que ele ainda precise de apresentação.

    Escritor, jornalista, editor e ativista político, Gabriel García Márquez nasceu no dia 6 de março de 1927, em Aracataca, Colômbia. Com a mudança dos pais para Barranquilla, conviveu intensamente com os avós maternos, que o criaram em sua primeira infância, e de quem recebeu intensa influência. Do avô, um veterano da Guerra dos Mil Dias, escutou histórias que muito influenciaram suas obras literárias. Estudou Direito e Ciências Políticas na Universidade Nacional da Colômbia, mas não chegou a se graduar.

    García Márquez leu e viajou por muitas partes do mundo. Os autores que mais o influenciaram foram o tcheco Franz Kafka, o mexicano Juan Rulfo e o norte-americano William Faulkner. Foi-lhe concedido o Prêmio Nobel de Literatura pelo conjunto de sua obra. “Cem Anos de Solidão” é considerado o romance introdutor de um estilo literário: o realismo mágico. Como ativista político, García Márquez se tornou um respeitado interlocutor de governos latino-americanos. Dentre seus amigos, destacam-se Fidel Castro, de Cuba, e o ex-presidente francês François Mitterrand.

    A solidão da América Latina

    Uma família, um povoado, o passar do tempo e a imaginação de um escritor de talento foi suficiente para nascer o romance que mais identifica a América Latina consigo mesma. E aqui vai logo uma dica: a família Buendía e sua extensa genealogia publicada na primeira página de “Cem Anos de Solidão” é um guia fundamental para que o leitor entenda o que uma narrativa fluente, constituída de longos períodos, quer dizer. Aconselho a todos a segui-la.

    “Minha família é mais importante que meus livros”, assim disse recentemente Gabo (conhecido por esse apelido entre os mais íntimos) na senectude de sua vida. Os Buendía e o povoado, Macondo, fizeram parte da infância desse colombiano, vivenciada ao lado dos avós. Macondo muito se assemelha com sua cidade natal, Aracataca. Os Buendía têm muito a ver com os Márquez. Tudo isso, acrescido de coisas imaginárias, como aquelas ditas por Gabo no pronunciamento quando recebera o Prêmio Nobel, em Estocolmo, na Suécia. Coisas que o tornaram o mestre de um estilo que mundialmente o consagrou: o realismo mágico. “Porcos com o umbigo no lombo, e uns pássaros sem patas cujas fêmeas usavam as costas dos machos para chocar […] cabeça e orelhas de mula, corpo de camelo, patas de cervo e relincho de cavalo.” É bem verdade que o homenageado se referia a impressões de um navegante florentino sobre a América meridional, Antonio Pigafetta, por ocasião de sua primeira viagem ao redor do mundo. Mas também é verdade que coisas muito parecidas com essas foram contadas por seus avós. E elas rechearam a imaginação de García Márquez e se fizeram presentes no retrato da genealogia da família Buendía, que se confunde com a história da América Latina, história tão repleta de revoluções, golpes e, lógico, muita solidão. Solidão característica que conhecemos como subdesenvolvimento. A grandeza da literatura de García Márquez se revela exatamente neste ponto: utilizar seu micromundo para construir uma obra verdadeiramente universal, contada por meio de coisas surreais.

    A impossibilidade de espaço nos impede de contar toda a história do século de solidão vivenciado pelos Buendía, geração após geração. Mas não nos impede de abordar o espírito que permeia seus personagens principais. Falemos um pouco deles, pois são importantes para o entendimento do todo do romance, que se alicerça em torno da genealogia da família.

    26 meses de travessia da serra em busca de uma saída para o mar resultaram num esforço que deu em nada. Para não fazer o caminho de volta, José Arcádio Buendía fundou o povoado de Macondo. E assim nasceu “a aldeia mais arrumada e laboriosa que qualquer outra que seus habitantes tivessem conhecido. Era de verdade uma aldeia feliz, onde ninguém tinha mais de trinta anos e onde ninguém tinha morrido”.

    José Arcádio, casado com sua prima Úrsula, teve nela a companheira que deu suporte àquele espírito empreendedor do marido. “A diligência de Úrsula andava passo a passo com a de seu marido. Ativa, miúda, severa, aquela mulher de nervos inquebrantáveis” foi ela a única a sobreviver e acompanhar as seis gerações que englobam o século da árvore genealógica da família Buendía. Acompanhou Úrsula o nascimento de filhos, netos, bisnetos, tataranetos em torno de algo comum que os identificava: a solidão.

    Todos os descendentes da família Buendía eram solitários, inclusive uma pessoa que não fazia parte da família, mas era próximo de José Arcádio, numa identificação que os unia pelo gosto que ambos tinham pelo poder da magia e da ciência. Falo do cigano Melquíades, que era dotado de poderes mágicos, inclusive o de adivinhar o futuro. “A ciência elimina distâncias […] daqui a pouco o homem vai poder ver o que acontece em qualquer lugar da terra sem sair de casa.”

    O cigano Melquíades carregava consigo uma previsão sobre a família Buendía, que só seria decifrada um século depois, no momento em que um membro da família conseguisse entender os pergaminhos do mago. Falaremos disso mais adiante.

    A segunda geração da família gerou três filhos legítimos. Digo legítimos, porque se geraram filhos ilegítimos, originados do ventre de prostitutas ou não. E aqui fazemos um parêntese: a constância de prostitutas nos romances de García Márquez se deve à forte presença delas na vida do autor. Em suas memórias, ele confessa que frequentou muitos bordéis para espantar algo que sempre o acompanhou: a solidão.

    A personagem que emerge no romance para representar o universo das prostitutas surge na segunda geração. Trata-se de Pilar Ternera, que se torna amante dos dois filhos de José Arcádio Buendía: Arcádio e o coronel Aureliano. Estes dois, e Amaranta, a outra filha, formam a tríade de solidão da segunda geração da família. Petra Cotes seria, duas gerações mais tarde, a outra prostituta a ter relações com membros da família Buendía.

    A ambiência das relações extraconjugais pode ser percebida na intimidade do coronel Aureliano Buendía e sua amante: “Vim dormir com a senhora — disse ele. Estava com a roupa besuntada de lodo e vômito. Pilar Ternera, que naquela época vivia com seus dois filhos menores, não fez nenhuma pergunta. Levou-o para a cama. Limpou seu rosto com um trapo úmido, tirou sua roupa, e depois despiu-se por completo e baixou o mosquiteiro para que seus filhos não a vissem, caso acordassem. Tinha cansado de esperar pelo homem que ficou, pelos homens que se foram, pelos incontáveis homens que erraram o caminho de sua casa confundidos pela incerteza das cartas do baralho”.

    Vale ressaltar outra passagem do romance que evidencia o quanto o mundo da prostituição teve influência na obra de García Márquez: “Vem cá, você também — disse ela [a prostituta] — São só vinte centavos. Aureliano jogou uma moeda na caixinha que a matrona tinha nas pernas e entrou no quarto sem saber para quê. A mulata adolescente, com suas tetinhas de cadela, estava nua na cama. Antes de Aureliano, naquela noite sessenta e três homens tinham passado pelo quarto”.

    Todos os personagens do romance padecem da solidão, não só pelo isolamento de Macondo, mas, sobretudo, pelo próprio estado de espírito que caracteriza o passar do tempo para a família Buendía.

    É o caso de Amaranta, que, tendo “chegado à velhice com todas as suas nostalgias vivas”, morre solteira, relembrando amores por ela mesma rejeitados. Rebeca, mulher do também solitário José Arcádio (da segunda geração), é outra solitária que “tinha precisado de muitos anos de sofrimento e miséria para conquistar os privilégios da solidão”.

    E assim, a solidão segue seu fluxo ante o passar das gerações da família Buendía. É o que se pode constatar em Remédios, a bela filha de Aureliano Segundo (esse, da terceira geração) e Santa Sofia de la Piedad. “Remédios, a Bela, ficou vagando pelo deserto da solidão, sem cruzes nas costas, amadurecendo em seus sonos sem pesadelos, em seus banhos intermináveis, em suas comidas em seus horários, em seus profundos e prolongados silêncios.” Meme, filha de Aureliano Segundo (da quarta geração) e Fernanda del Carpio, é outra que padece do mal da solidão: “Estava tão segura de si mesma, tão aferrada à sua solidão, que Aureliano Segundo teve a impressão que já não existia mais nenhum vínculo entre eles”.

    Resumindo: a solidão é o estado de espírito que passa de geração para geração, como um rio que segue seu curso até o rumo final. No caso da família Buendía, entre arcádios e aurelianos que se envolvem em revoluções, inventos, amores na casa grande e na senzala, corrupções, a identidade da América Latina vai sendo delineada, tendo como instrumento narrativo o realismo mágico. É exatamente nesse ponto que se destaca a prodigiosa imaginação do autor que sabe como ninguém construir a realidade por meio do inverossímil. Por trás dos malabaristas de seis braços, do ancião de quase duzentos anos que havia vencido o duelo de repentes, do padre que levita 12 centímetros do chão, da mulher que come areia, dos filhos que nascem com rabo de porco, existe a história contada da solidão de um continente que se construiu de uma maneira própria.

    O Dom Quixote de García Marquéz

    Atente para as proezas surreais do herói construído pela imaginação para delinear o perfil de seu Quixote: promoveu trinta e duas rebeliões armadas, não ganhando nenhuma delas; teve dezessete filhos com dezessete mulheres diferentes; escapou de quatorze atentados, de setenta e três emboscadas e do pelotão de fuzilamento; sobreviveu a uma tentativa de suicídio. Foi liberal até o fim, lutando contra os conservadores. Depois dessa odisseia amalucada, morreu na mais absoluta solidão, na velhice. Velhice que, para o Dom Quixote de García Márquez, nada mais era do “que um pacto honrado com a solidão”. Morrer só, “enfiando a cabeça entre os ombros, como um franguinho, e ficou imóvel com a testa apoiada no tronco da castanheira. A família não ficou sabendo até o dia seguinte, às onze da manhã, quando Santa Sofia de la Piedad foi jogar o lixo baldio dos fundos e reparou que os urubus estavam baixando”.

    Este é o perfil do coronel Aureliano Buendía, um herói de causas perdidas, que tanto se assemelha com o espírito de nossa América Latina, tão cheia de revoluções, golpes e contragolpes sem sentido. Por meio do espírito quixotesco do coronel Aureliano Buendía, García Márquez revela nossa identidade, ao conectar o micromundo mágico das histórias contadas pelos seus avós com o terreno mais nobre que a literatura proporciona aos leitores: o deleite da realidade interior com a exterior. Ou seja, a conexão do espírito de nosso ser com a realidade política e econômica de um continente solitário.

    Os temas políticos do romance

    Que fatores mantêm a América Latina presa às amarras do subdesenvolvimento? Certamente muito desses fatores encontram suas explicações na natureza política comum aos países da região que nos condena a ser o que ainda somos: uma periferia do capitalismo mundial.

    Na condição de grande intelectual compromissado com a região, García Márquez não deixa de denunciar todas essas adversidades em sua obra maior. Para isso, aponta as lutas do coronel Au­reliano Buendía como resultantes do conflito entre duas ideologias políticas: a dos liberais e a dos conservadores.

    Ser liberal era ser maçom, contra a igreja, favorável ao matrimônio civil, ao divórcio, ao reconhecimento de filhos legítimos e ilegítimos e contra o autoritarismo. Ser conservador é encontrar-se no espectro diametralmente oposto: é ser favorável à manutenção da ordem, apoiar a igreja e a moral familiar. O coronel Aureliano Buendía se identifica por completo com a causa liberal e luta por ela.

    A perpetuação no poder, tão comum nos regimes autoritários, é outro tema que García Márquez não deixa escapar. “O governo conservador, com o apoio dos liberais, estava reformando o calendário para que cada presidente ficasse cem anos no poder.”

    Além disso, os desequilíbrios gente-terra, corporificados pela reforma agrária, é outra questão abordada por García Márquez, que muito se atrela à solidão e ao subdesenvolvimento do continente. “Os latifundiários liberais, que no começo apoiavam a revolução, haviam firmado alianças secretas com os latifundiários conservadores para impedir a revisão dos títulos de propriedade.”

    Outro malefício que mantém a A­mérica Latina subdesenvolvida é sem dúvida a maior praga do subdesenvolvimento: a corrupção. Esta se encontra presente no romance, na figura de Arcádio (da terceira geração), prefeito de Ma­condo: “Anos depois, quando o coronel Aureliano Buendía examinou os títulos de propriedade, encontrou registradas em nome de seu irmão todas as terras que se avistavam da colina de seu pátio até o horizonte, inclusive o cemitério, e que nos onze meses de seu mandato Arcádio havia carregado não apenas o dinheiro dos tributos mas também o que cobrava do povo pelo direito de enterrar seus mortos nas terras de José Arcádio [da segunda geração]”.

    A Companhia Bananeira, que se instala em Macondo, simboliza a face mais visível da inserção da América Latina no capitalismo mundial: a de eterna exportadora de matéria-prima. Aos ciclos de decadência sucedem os ciclos de euforia, mantendo todo um povo preso às amarras do subdesenvolvimento. Um observador arguto como García Marquéz não deixou de estar atento ao problema: “Macondo estava em ruínas. Nas imensas poças d’água das ruas restavam móveis despedaçados, esqueletos de animais cobertos de lírios colorados, últimas recordações das hordas de aventureiros que fugiram de Macondo tão atarantados como haviam chegado. As casas levantadas com tanta urgência durante a febre da banana tinham sido abandonadas. A companhia bananeira desmantelara suas instalações. Da antiga cidade cercada só restavam os escombros”.

    Uma estirpe condenada

    O fecho de “Cem Anos de Solidão” se dá no momento em que os pergaminhos do cigano Melquíades são decifrados pelo filho bastardo de Meme (da quinta geração) com Maurício Babilônia: Aureliano Babilônia (da sexta geração). Neles, estava prevista uma maldição para a família Buendía: a de que duas outras pessoas dessa mesma família não poderiam ter filhos juntas, pois estes nasceriam com alguma deformidade. José Arcádio Bu­endía e Úrsula era primos. A consanguinidade não poderia se repetir.

    Aureliano Babilônia teve um filho com Meme sem saber que esta era sua tia legítima. Repetiu-se a consanguinidade, concretizando-se, assim, a previsão do cigano: o rebento, Aureliano (da sétima geração), nasceu com um rabo de porco e morreu devorado por formigas. Encerra-se assim a arvore genealógica da família, pois, como estava previsto nos pergaminhos do cigano, “era irrepetível desde sempre e para sempre, porque as estirpes condenadas a cem anos de solidão não tinham uma segunda chance sobre a terra”.

    E assim García Márquez conseguiu materializar com muito suor e talento o estalo que teve na estrada da cidade do México para Acapulco, quando sentiu que estava maduro para conceber sua obra-prima. Escreveu o seu Quixote, que o colocou no primeiro time dos maiores escritores do século 20. Um escritor reconhecido por todos — inclusive pela Academia Sueca, que lhe concedeu a glória de ser laureado com um Prêmio Nobel de Literatura. Gabriel García Márquez será sempre eterno.

     

     

     

    Bom lembrar que a famosa carta de despedida é um hoax

    http://www.quatrocantos.com/lendas/31_marioneta.htm

    Retirado de http://www.revistabula.com/671-cem-anos-de-solidao-o-livro-que-criou-uma-geracao-de-leitores/

  16. Gão

    6 de março de 2014 5:07 pm

    EUA: CIA investigada por espionar assessores de senadores

    EUA: CIA investigada por espionar assessores de senadores

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    Foto: EPA

     

    A Agência Central de Informações norte-americana (CIA, na sigla em inglês) está sendo objeto de uma investigação interna por ter feito espionagem a colaboradores parlamentares do Senado, confirmou uma senadora na quarta-feira.

    Os espionados estavam fazendo investigações sobre o programa secreto e controverso de “interrogatório musculado” nos anos 2000, acrescentou a mesma fonte.

    A democrata Dianne Feinstein, presidente da comissão senatorial de Informações, confirmou que a inspeção-geral da CIA tinha aberto um inquérito, como revelou na terça-feira o The New York Times.

    “O inspetor-geral se interessou pela situação”, declarou aos jornalistas.

    O diário especificou que o inquérito começou quando os parlamentares fizeram queixas por seus colaboradores, os quais possuiam nível de acesso a assuntos reservados de defesa, estavam sendo vigiados pela CIA.

    O jornal cita, sob anonimato, uma fonte que explica que a CIA conseguiu penetrar na rede informática do Senado utilizada por estes colaboradores para redigir um longo relatório, que foi aprovado à porta fechada pela comissão, em dezembro de 2012 e que concluiu que a criação de “locais negros” clandestinos tinha sido um “erro terrível”.

    O relatório, confidencial, com seis mil páginas e resultado de três anos e meio de investigação, concluiu que as técnicas de interrogatório musculado, como a simulação de afogamento, não tinham conduzido à obtenção de informações que permitissem localizar Ossama bin Laden, morto em 2011 no Paquistão. E até hoje ainda não foi desclassificado.

    A vigilância destas pessoas pela CIA marca um aumento nas tensões entre o mundo da espionagem e a sua potente comissão de tutela, a quem tem que constitucionalmente prestar contas.

    — Diário Digital com Lusa

    http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_03_06/EUA-CIA-investigada-por-espionar-assessores-de-senadores-2940/

     

  17. Cláudio José

    6 de março de 2014 5:25 pm

    Boicote do Google

    Nassif já faz tempo que o seu blog está sofrendo um boicote do Google, antigamente eles não atualizavam, agora estam falando que o seu blog está com vírus! Bota a boca no trombone Nassif, pois isso é censura!

    1. Gão

      6 de março de 2014 6:05 pm

      Cabe um processo

           se não conseguir morder o bolso deles pelo menos coloca o caso em evidência.

      1. Ricardo,.,.,

        7 de março de 2014 2:09 am

        Pois é. Fui tentar ler no

        Pois é. Fui tentar ler no horário do almoço no tribunal, apareceu uma tela com tanta ameaça que fiquei receoso de abrir e vir um vírus. Aqui em casa, já está normal. Será que o Obama mandou colocar essa tela em todos os sites que tenham as palavras “povo” e “Ucrânia”?

  18. Anarquista Lúcida

    6 de março de 2014 6:51 pm

    Nassif, URGENTE. Aviso de malware nos tópicos do Blog

    Alguém fez uma ursada com o Blog, e o Chrome está denunciando malware a cada vez que a gente abre 1 tópico, e tem que dar 2 cliques a mais para conseguir finalmente abri-lo. Por favor, tome providências. 

  19. Gão

    6 de março de 2014 8:00 pm

    Venezuela: 2 morrem em novos protestos em Caracas

    Venezuela: 2 morrem em novos protestos em Caracas

    Com os falecimentos desta quinta-feira, sobe para 20 o número de mortos em manifestações na Venezuela

    Oficiais da Polícia Nacional Bolivariana se protegem da explosão de um artifício lançado por manifestantes anti-governo durante confrontos em Caracas, em 5 de março Foto: AP Oficiais da Polícia Nacional Bolivariana se protegem da explosão de um artifício lançado por manifestantes anti-governo durante confrontos em Caracas, em 5 de março Foto: AP  

    Um policial da Guarda Nacional Bolivariana e um motociclista foram mortos em um confronto com manifestantes de oposição que montaram uma barricada ao longo de uma avenida em Caracas, disse nesta quinta-feira o vice-presidente do governista Partido Socialista.

     

    Segundo as autoridades, o incidente que provocou as mortes ocorreu quando um grupo de motoqueiros tentava desmontar uma barricada que obstruía as ruas há dias.

     

    Testemunhas assinalaram que os disparos surgiram do grupo de manifestantes opositores. No entanto, o presidente da Assembleia Nacional e número dois do chavismo, Diosdado Cabello, atribuiu as mortes a “franco-atiradores”.

     

    Manifestantes que exigem a renúncia do presidente Nicolás Maduro têm realizado protestos e montado barricadas há semanas, resultando em confrontos com as forças de segurança e com apoiadores do governo. Ao menos 20 pessoas morreram.

     

    Tropas foram convocadas ao bairro de Los Ruices, no leste de Caracas, na quinta-feira, e usaram gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar centenas de manifestantes que estavam em uma barreira ao longo de uma avenida bastante movimentada.

     

    “Fomos informados que um motociclista foi morto por um atirador”, disse Diosdado Cabello em entrevista coletiva sobre outro assunto na Assembleia Nacional. “E um membro da Guarda Nacional também foi morto no mesmo lugar por um atirador.”

     

    O prefeito de Sucre, onde aconteceram as mortes, disse via Twitter que um membro da Guarda Nacional havia morrido. Autoridades não responderam a pedidos por informações sobre como o soldado foi morto e detalhes adicionais sobre o incidente.

     

    Na quarta-feira, Maduro pediu aos grupos pró-governo conhecidos como “coletivos”, que são descritos por líderes de oposição como paramilitares, para quebrar barricadas montadas por manifestantes principalmente em bairros prósperos.

    http://noticias.terra.com.br/mundo/america-latina/venezuela-policial-morre-durante-protestos-em-caracas,a3ee83cab5494410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

  20. Edivaldo Dias Oliveira

    7 de março de 2014 11:39 am

    TAM, nas asas da truculencia.

     

     Claudio MullerHoje aconteceu a situação mais constrangedora que vi em um Vôo, no JJ8091 da TAM Airlines de Miami para SP.

    Um casal, com filho de 3 meses, comprou assento com berço para a criança. Pagaram, além do upgrade para assentos especiais, mais uma taxa pelo berço. Pelo que entendi, um total extra de 400 dólares. Só que ao chegar, não havia lugar para o berço.

    Como eles reclamaram, o despachante de solo mandou chamar a polícia pois os passageiros estavam causando uma desordem. Os passageiros foram presos e saíram escoltados pela polícia americana e embora o policial pedisse desculpas porque ele claramente dizia: EU SEI QUE A COMPANHIA ESTÁ ERRADA, mas eu preciso prendê-los por desordem! prenderam o casal e uma criança de 3 meses.

    A classe Business estava parcialmente vazia, mas reacomodar os passageiros lá, não era uma
    opção para TAM. Melhor mandar prender pessoas que somente pediram por algo que eles PAGARAM.

    Como houve a comoção, umas 15 pessoas da econômica ficaram trocando de lugar até conseguir um local para acomodar a criança para dormir. Ou seja, o casal foi fichado, sei lá se poderão voltar aos EUA algum dia e quem resolveu o problema, foram os passageiros.

    As aeromoças pediram milhões de desculpas, mas a autoridade é o despachante em solo, que ainda se sentia no direito de insultar os outros passageiros e ameaçava chamar a polícia se as pessoas não se calassem.

    Ou seja, essa é a política da TAM. Não resolve o problema que ela mesma criou e manda prender quem reclama.
    Imagine se isso virar regra. Você compra algo, paga e não recebe. Ao reclamar, você é preso.

    Tenho amigos que trabalham para a TAM, lamento pela empresa que vocês trabalham.
    Os comissários tentaram, mas aparentemente a política da TAM não dá autonomia alguma para eles.

    Eu estava no assento ao lado. Toda história vista e ouvida.

    Gostaria de pedir aos meus amigos que compartilhem isso. O casal vai processar a TAM de qualquer forma e eu faço questão de ser testemunha de tamanha barbaridade que essa companhia aérea fez. Isso realmente não deveria ficar assim

     

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