10 de junho de 2026

“Maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado”, afirma Lula

Presidente destaca operação policial em 10 estados e objetivo de “proteger cidadãos e consumidores” e garantir estabilidade econômica
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O Brasil assistiu à maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre as três operações deflagradas nesta quinta-feira (28/08) envolvendo os setores financeiro e de combustíveis em 10 estados.

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“Nosso compromisso é proteger cidadãos e consumidores: cortar o fluxo de dinheiro ilícito, recuperar recursos para os cofres públicos e garantir um mercado de combustíveis justo e transparente, com qualidade e concorrência leal”, registrou Lula nas redes sociais.

Lula afirmou que a ação coordenada da Polícia Federal, Receita Federal e Ministérios Públicos estaduais permitiu acompanhar toda a cadeia e atingir o núcleo financeiro que sustenta as práticas ilícitas.

“Seguiremos atuando com coordenação e seriedade para dar segurança às pessoas e estabilidade à economia”, finalizou o presidente.

Operações policiais

No final da manhã desta quinta-feira, uma entrevista coletiva detalhou as operações com a participação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski; do ministro da Fazenda, Fernando Haddad; do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; e da subsecretária de Fiscalização da Receita Federal, Andrea Costa Chaves.

“Nós estamos atuando hoje em 10 estados brasileiros. Então, é uma mega-operação que envolveu a fiscalização de fundos por onde passaram R$ 52 bilhões em quatro anos”, disse Haddad.

O ministro da Fazenda afirmou que o Estado brasileiro inaugurou uma nova forma de combate ao crime organizado ao integrar órgãos do Governo Federal, ministérios públicos e órgãos estaduais.

Segundo Haddad, esse enquadramento faz com que as fintechs tenham que cumprir rigorosamente as mesmas obrigações que os grandes bancos, o que aumenta o potencial de fiscalização.

Em linhas gerais, as operações Quasar, a Tank e a Carbono Oculto têm o objetivo de desarticular organizações criminosas envolvidas em esquemas bilionários de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e fraudes no setor de combustíveis.

De acordo com o ministro, um expediente muito utilizado pelos criminosos é o de abrir e fechar a CNPJ. “E há indícios claros de alguns poucos grupos econômicos que se valem desse tipo de manobra para escapar das malhas da Receita Federal”, diz Haddad.

As operações desta quinta-feira lançaram autos de infração que já somam R$ 8 bilhões. Esse volume, avalia Haddad, será muito maior quando as investigações forem concluídas.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    28 de agosto de 2025 7:20 pm

    Na esfera jurídica não é possivel separar o dinheiro da organização criminosa de sua origem criminosa. Então, os caras espertos do jornalismo Farialimer e financeiro já estão apelando para conceitos religiosos. Talvez o dinheiro tenha alma. Nesse caso, a alma do dinheiro sujo é fundamentalmente boa e pode ser salva. Lavar o dinheiro com água benta não é crime, mas um sacramento indispensável. Pax Uobiscum.😂😂😂😂😂

  2. Rui Ribeiro

    29 de agosto de 2025 11:09 am

    “Se o uso que o presidente Luiz Inácio da Silva faz do cargo para alimentar a campanha não é abuso de poder, adiante ficará difícil a Justiça dizer o que é”. – Dora Kramer

    Pode-se usar o poder a fim de alimentar a campanha. O que não se pode é abusar do poder para tal finalidade. Jenial

    Eu presto atenção no que eles dizem mas eles não dizem nada.

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