O histórico julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado teve início nesta terça-feira (02). Confira, a seguir, algumas falas de destaque do ministro relator, Alexandre de Moraes, no julgamento:
Por Alexandre de Moraes:
“Se constatou a existência de condutas dolosas e conscientes de uma verdadeira organização criminosa que, de forma jamais vista anteriormente em nosso país, passou a agir de forma covarde e traiçoeira com a finalidade de tentar coagir o Poder Judiciário, em especial este Supremo Tribunal Federal, e submeter o funcionamento da Corte ao crivo de outro estado estrangeiro.”
“As instituições mostraram sua força.”
“O Brasil chega hoje com uma democracia forte.”
“O país e sua Suprema Corte só têm a lamentar que, mais uma vez na história republicana brasileira, se tenha novamente mais uma vez tentado um golpe de Estado, atentando contra as instituições e a democracia, pretendendo-se uma ditadura.”
“A pacificação do país, que é o desejo de todos nós, depende do respeito à Constituição, da aplicação das leis e do fortalecimento das instituições, não havendo possibilidade de se confundir a saudável e necessária pacificação com a covardia do apaziguamento, que significa impunidade.”
“A história nos ensina que a impunidade, a omissão e a covardia não são opções para a pacificação.”
“Mauro César Barbosa Cid firmou o acordo de colaboração premiada por livre e espontânea vontade.”
“[Disse a defesa de Mauro Cid que] não é possível afirmar que Mauro César Barbosa Cid não falou tudo o que sabia, muito menos que ele tivesse mentido ou omitido fato relevante que tinha a obrigação contratual de falar.”
“A Procuradoria-Geral da República ressaltou que o grupo liderado por Jair Messias Bolsonaro e composto por figuras-chave do governo, das Forças Armadas e de órgãos de inteligência, estruturou e executou o plano progressivo e sistemático de ataque às instituições democráticas, com a finalidade de prejudicar a alternância legítima de poder nas eleições de 2022 e minar o livre exercício dos demais poderes constituídos, especialmente do Poder Judiciário.”
“Coragem institucional e defesa à soberania nacional fazem parte do universo republicano dos membros dessa Suprema Corte, que não aceitará coações ou obstruções no exercício de sua missão constitucional conferida soberanamente pelo povo brasileiro por meio de sua Assembleia Nacional Constituinte.”
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Fábio de Oliveira Ribeiro
2 de setembro de 2025 2:55 pmA questão mais importante hoje não é saber se o STF condenará ou não os líderes do golpe ou o tamanho da pena que cada um deles receberá. A pergunta que realmente importa é:
Quantas pessoas teriam sido assassinadas, torturadas e encarceradas caso a ditadura do seu Jair tivesse se tornado realidade?