4 de junho de 2026

PIB cresce 0,4% no 2º trimestre, puxado por serviços e indústria

Os serviços, que representam a maior fatia da economia, cresceram 0,6%, com destaque para as atividades financeiras, de informação e comunicação e de transporte
Crédito: Arquivo/ Agência Brasil

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou 0,4% no segundo trimestre de 2025 em relação aos três primeiros meses do ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado, já descontados os efeitos sazonais, foi impulsionado principalmente pelos setores de serviços e indústria, enquanto a agropecuária apresentou leve retração.

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Os serviços, que representam a maior fatia da economia, cresceram 0,6%, com destaque para as atividades financeiras (2,1%), de informação e comunicação (1,2%) e de transporte (1,0%). O comércio ficou estável, e a administração pública recuou 0,4%.

Na indústria, houve expansão de 0,5%, sustentada pelo forte avanço de 5,4% nas indústrias extrativas. Em contrapartida, caíram os segmentos de eletricidade e gás, água e saneamento (-2,7%), transformação (-0,5%) e construção (-0,2%). Já a agropecuária recuou 0,1%.

Do lado da demanda, o consumo das famílias avançou 0,5%, apoiado pela massa salarial e pelo crédito. O consumo do governo caiu 0,6% e a formação bruta de capital fixo — que mede investimentos — recuou 2,2%. No setor externo, as exportações subiram 0,7%, enquanto as importações tiveram queda de 2,9%.

Na comparação com o segundo trimestre de 2024, a economia brasileira cresceu 2,2%. O resultado foi puxado sobretudo pela agropecuária, que avançou 10,1%, com forte desempenho das lavouras de milho (19,9%), soja (14,2%), arroz (17,7%), algodão (7,1%) e café (0,8%).

A indústria cresceu 1,1% no período, impulsionada pelas indústrias extrativas (8,7%), favorecidas pela alta na extração de petróleo, gás e minério de ferro. A construção teve leve alta (0,2%), enquanto a indústria de transformação ficou estável e o setor de eletricidade e gás caiu 4%.

Nos serviços, a expansão foi de 2,0%, com destaque para informação e comunicação (6,4%), atividades financeiras (3,8%) e outras atividades de serviços (2,7%).

A demanda interna também mostrou fôlego. O consumo das famílias cresceu 1,8%, e os investimentos avançaram 4,1%, impulsionados pelas importações de bens de capital e pelo desenvolvimento de software. As exportações e importações subiram 2,0% e 4,4%, respectivamente.

Alta de 3,2% em quatro trimestres

Considerando os quatro trimestres encerrados em junho, o PIB acumula alta de 3,2% frente ao mesmo período anterior. Nesse intervalo, a agropecuária cresceu 5,8%, a indústria 2,4% e os serviços 2,9%. Entre os destaques estão a construção (3,6%) e as indústrias de transformação (3,1%).

No mesmo período, o consumo das famílias avançou 3,4%, enquanto os investimentos cresceram 8,3%. No comércio exterior, as exportações subiram 1,2%, mas as importações tiveram expansão mais intensa, de 12,8%.

Avanço de 2,5%

No acumulado do primeiro semestre de 2025, o PIB brasileiro cresceu 2,5% em relação ao mesmo período de 2024. A agropecuária voltou a liderar a alta (10,1%), seguida pela indústria (1,7%) e pelos serviços (2,0%).

As exportações de bens e serviços cresceram 1,6% e as importações avançaram 9%. Já a formação bruta de capital fixo teve expansão de 6,6% nos seis primeiros meses do ano.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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