Jornal GGN – A Vale registrou lucro líquido de R$ 115 milhões em 2013, um resultado que foi 98,8% menor que o de 2012, quando a empresa teve ganhos de R$ 9,89 bilhões. No quarto trimestre, a empresa teve prejuízo de R$ 14,868 bilhões, 172% acima do registrado mesmo período de 2012.
De acordo com analistas, os dados foram afetados pela adesão da empresa ao Refis (programa de refinanciamento de dívidas tributárias) no mês de novembro, para o pagamento de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido de controladas e coligadas no exterior para o período de 2003 a 2012. A companhia decidiu pelo pagamento à vista do principal (a parcela das dívidas, e não apenas os juros) para os anos de 2003, 2004 e 2006 e pelo parcelamento do principal, multas e juros para os outros anos.
Apesar desse ponto, os agentes consideraram o resultado divulgado positivo. “A Vale apresentou um sólido resultado operacional, impulsionado principalmente pela elevação nos preços de minério e pela desvalorização cambial no período. O segmento de metais, com destaque para o níquel, também ajudou a impulsionar o resultado da companhia”, diz o BB Investimentos, em relatório assinado pelo analista Victor Penna. “A companhia ainda segue sustentada por bons fundamentos e sem a pressão da dívida junto ao Governo após a adesão ao REFIS”..
Na visão dos analistas da Concórdia Corretora, a melhora observada ao longo do ano foi pautada na estratégia de redução de custos e despesas, através do aumento da produtividade e redução da estrutura organizacional, e desinvestimentos – US$ 6 bilhões, com US$ 3,9 bilhões recebidos em 2013 –, com consequente diminuição dos gastos com Pesquisa & Desenvolvimento, por meio do foco em ativos do core business.
De acordo com a companhia, a redução de despesas com SG&A (-38,7%) foi acima da planejada inicialmente, de 20%, e, para 2014, traçou como meta um abatimento de 10%. Adicionalmente, permanece o objetivo de aumentar a geração de caixa, expandir volume, reduzir endividamento e remunerar o acionista, com aumento gradual dos dividendos.
“Por fim, a evolução de projetos importantes devem contribuir, não só para o aumento de volume, mas como para a elevação da qualidade, permitindo preços melhores. Em relação a preço, seus executivos não esperaram uma queda sustentável, do preço do minério, abaixo dos US$ 110”, ressaltam os analistas, colocando como ponto de atenção a desaceleração da economia chinesa e as indefinições a cerca do novo Código de Mineração.
Receita com minério e pelotas sobe 7,6%
O resultado da Vale no quarto trimestre de 2013 apresentou crescimento na receita operacional de minério de ferro e pelotas de 7,6% em relação ao trimestre anterior, sobretudo devido ao aumento de 7% no preço médio de minério e de 9,5% no volume vendido de pelotas. Apesar da queda de 2,2% na produção após problemas de excesso de chuvas que afetaram as
operações e embarques no Sistema Sudeste, a Vale adquiriu 3,8 milhões de toneladas de minério de ferro de terceiros e manteve o volume de vendas do insumo estável no comparativo trimestral. A China ampliou a representatividade na receita operacional para 41,9%, demonstrando uma aparente recuperação em seu desempenho econômico.
Em 2013, a receita de bulk materials avançou 28,0% sobre o ano anterior, devido à desvalorização cambial, maiores preços e volumes vendidos.
Já o segmento de metais básicos registrou desempenho distinto uma vez que, enquanto o volume de níquel avançou 11,3% sobre o trimestre anterior, em parte amparado pelo reinício das operações em Onça Puma, o de cobre recuou 3,7% no mesmo comparativo.
“ Como o preço médio praticado de níquel se manteve praticamente estável, e o de cobre continuou sofrendo pressão diante do receio em relação às novas ofertas entrando no mercado nos próximos anos, a receita operacional do primeiro avançou 10,6%, enquanto do segundo acabou recuando 12,6%”, pontua o BB Investimentos.
Para o resultado do início do ano, a corretora acredita que a Vale deverá ser beneficiada pelos fortes volumes de importação de minério na China, mas que podem ser parcialmente compensados por um preço médio praticado – em dólar – menor.
Jossimar
4 de março de 2014 3:14 pmVai entender o tal mercado.
Vai entender o tal mercado. Para ele a Petrobrás com lucro de 30 bilhões e o maior plano de investimentos do mundo em andamento não valem nada e a empresa está prestes a quebrar se não aumentar o preço da gasolina.
Não dizem que aumento da gasolina significa retirar dinheiro do bolso da população e colocar no bolso dos “acionistas”. Choram miséria, apesar do lucro maior do que o do Banco do Brasil e do ITAU juntos.
Já a CVRD, ou VALE, uma empresa que ficou dez anos sem pagar impostos – agora que deve estar precisando de crédito, por isto aderiu ao REFIS e só por isto pagou parte do que devia, ou não teria crédito público – declara um lucrinho de 115 milhões(quase 1/30 do da Petrobrás), e mesmo que não pagasse os impostos atrasados seria 1/3 do lucro da Petrobrás, é ótima.