4 de junho de 2026

Silvia Viana ao pedido de entrevista: na ‘Veja’ a linguagem nasce morta

da Carta Campinas

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‘Preferiria não’: a resposta da socióloga Silvia Viana ao pedido de entrevista da Revista Veja

Veja a resposta da socióloga Silvia Viana, autora de “Rituais de sofrimento” à revista Veja. Ao final ela conclui ao estilo do personagem de  Bartleby (o Escrivão), do escritor Herman Melville: “prefiriria não”.

Procurada pela segunda vez pela revista semanal ‘Veja’ para uma entrevista sobre o BBB14, a socióloga Silvia Viana, disse ao jornalista:

Silvia Viana

Os segredos da revista Veja

“Respondo seu e-mail pelo respeito que tenho por sua profissão, bem como pela compreensão das condições precárias às quais o trabalho do jornalista está submetido. Contudo, considero a ‘Veja’ uma revista muito mais que tendenciosa, considero-a torpe. Trata-se de uma publicação que estimula o reacionarismo ressentido, paranoico e feroz que temos visto se alastrar pela sociedade; uma revista que aplaude o estado de exceção permanente, cada vez mais escancarado em nossa “democracia”; uma revista que mente, distorce, inverte, omite, acusa, julga, condena e pune quem não compartilha de suas infâmias – e faz tudo isso descaradamente; por fim, uma revista que desestimula o próprio pensamento ao ignorar a argumentação, baseando suas suposições delirantes em meras ofensas.

Sendo assim, qualquer forma de participação nessa publicação significa a eliminação do debate (nesse caso, nem se poderia falar em empobrecimento do debate, pois na ‘Veja’ a linguagem nasce morta) – e isso ainda que a revista respeitasse a integridade das palavras de seus entrevistados e opositores, coisa que não faz, exceto quando tais palavras já tem a forma do vírus.

Dito isso, minha resposta é: Preferiria não.

Atenciosamente, Silvia Viana

(facebook da Boitempo Editorial)

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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30 Comentários
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  1. Paulo Figueira

    1 de março de 2014 12:02 pm

    Um exemplo a ser seguido,
    Um exemplo a ser seguido, denunciar o comportamento desse tipo de mídia tornou-se uma obrigação para qualquer cidadão que preze a democracia.

  2. daniel_danielg

    1 de março de 2014 12:04 pm

    Ja teve outra – alguem pode indicar?

    Resposta boa…

    Mas ja vi uma melhor…

    Alguem se lembra de uma resposta, acho que de um ministro, ou do Tarso Genro,  a um pedido da Veja p fazer uma entrevista?

     

    1. JB Costa

      1 de março de 2014 6:49 pm

      Foi o Marco Aurélio

      Foi o Marco Aurélio Garcia(assessor especial da presidência da República para assuntos internacionais) que, instado pelo Diogo Mainardi para dar uma entrevista(nesse tempo o escrotão Mainardi tinha uma página na VEJA), respondeu que “nem todo o meu apreço pela liberdade de imprensa me fará te dar uma entrevista”. 

  3. Roberto Vieira

    1 de março de 2014 12:22 pm

    Veja

    Muito bom. Excelente! Um exemplo a ser seguido. As pessoas do bem não deveriam atender essa “revista”. Parabéns para Silvia Viana.

  4. Pedro luiz

    1 de março de 2014 12:28 pm

    revista veja

    A revista Veja já não está em todos os consultórios brasieleiros como há dez anos atrás, mais ou menos.E assim vai aos poucos perdendo seu espaço de revista mmais “lida” no país.As suas páginas amarelas realmente estão amareladas como tempo.Suas capas ainda são “bombásticas e mentirosas como sempre.DIGA NÃO A VEJA. Suas leituras merecem publicações que digam aquilo que você quer ler para formar sua opinião. Essa ex-revista é de opinião formada com sua editoria “se achando” a dona da bola. DIGA NÃO A VEJA. Faz bem.

  5. Esgotado

    1 de março de 2014 12:33 pm

    O assédio e o esculacho

    Hoje quando recebo ofertas telefônicas, de esgoto fico penalizado pelas telemarqueteiras, que não arrumaram emprego melhor.

    Peço desculpas a elas primeiro ,alertando que não é com elas e depois extravaso o que não posso dizer aos donos, editores e coloneiros…

    M mas, ma mas, mmm … mas …

    Tadinhas. Que consigam logo algo melhor.

  6. Paiva

    1 de março de 2014 12:34 pm

    Deselegante ao extremo.

    Deselegante ao extremo.

    1. Adma Andrade Viegas

      1 de março de 2014 1:14 pm

      Sim, a Veja é deselegante ao

      Sim, a Veja é deselegante ao extremo. A socióloga foi elegantíssima e deu um tapa de luva  de pelica muito bem dado.

  7. Murdok

    1 de março de 2014 12:55 pm

    Ainda bem que ainda existem

    Ainda bem que ainda existem pessoas sensatas.

  8. Maria Luisa

    1 de março de 2014 1:07 pm

    Torpe

    Deselegante ao extremo ? O problema é que a Veja nunca soube o que é elegância e sua redação sempre se faz de desentendida; não é com eles, como no caso Cachoeira X Policarpo, o que acarreta que mais dia menos dia, iriam levar respostas assim. Tem uma hora que as pessoas cansam de deixar passar e dizem um ‘preferia NAO’, irrevogavel.  

  9. Amauri Barros

    1 de março de 2014 1:10 pm

    Que resposta espetacular

    Ganhei o fim de semana. Que resposta espetacular. Foi a primeira matéria que li neste sábado preguiçoso e nublado. Quero parabenizar a Socióloga Silvia Viana pela resposta não, mas sobretudo porque não.

    1. Ricardo Cesar

      1 de março de 2014 2:28 pm

      Para mim, também. Foi a

      Para mim, também. Foi a primeira matéria que eu li hj. Eu também passei os olhos pela faia, mas na faia não tem matéria, ou melhor, tem matéria fétida, e não por acaso eu a leio no banheiro, quando acordo e faço minhas necessidades!

  10. Edivaldo Dias Oliveira

    1 de março de 2014 1:52 pm

    Como compartilhar?

    Alguem pode ensinar a esse semi analfabeto digital, como reproduzir uma matéria desta importancia em sua página do face. Especialmente quando não tem indicação embaixo para compartilhar como algumas máterias tem. Parece que é de veneta, uma tem outras não, por que seu Nassif?

    1. Anarquista Lúcida

      1 de março de 2014 8:16 pm

      Nao sei ajudar, mas fiquei atônita c/ a única estrela

      Nao tenho Face, nao sei como postar matérias lá, por isso nao posso te ajudar. Mas nao entendo em que um pedido de ajuda merece ser reprovado. O que há com a pessoa que fez isso? Nunca pediu ajuda na vida, ou na web? 

  11. Marlene P.

    1 de março de 2014 1:55 pm

    Nossa!! Fez a revolução!!!

    Nossa!! Fez a revolução!!! Escreveu mensagem particular, em resposta ao amigo jornalista e a tornou pública? Sua atitude vai mudar este país injusto, pobre, infeliz e desigual!!! Precisando aparecer para ganhar convites de trabalho, né? Boa sorte!!

    1. Affon

      1 de março de 2014 3:38 pm

      Tem gente que age sem pensar em $$

      Tem gente que age sem pensar em $$.

      Mas pra alguém que é Marlene P. isso pode ser incompreensível.

      1. Anarquista Lúcida

        1 de março de 2014 8:19 pm

        Provavel/ é troll novo no pedaço, Affon. Isso tá uma praga

        O Blog anda cada vez mais invadido. E ela nao é cadastrada, como dá para ver colocando o mouse sobre o ícone. Em vez de “perfil do usuário tal” aparece “imagem de tal”. 

  12. Pedro II

    1 de março de 2014 2:20 pm

    Silvia maravilhosa!

    Cara Silvia, te amo de montão!!!  Finalmente alguém do seu nível  deixa claro com todas as letras o que essa ” coisa maldita” travestida de revista  realmente é e, o que representa. Sempre me pergunto até quando a opinião pública deste país sera mantida em cativeiro por  essa corja de vampiros que domina a nossa mídia, da qual essa revista VEJA é uma digníssima representante. Parabéns minha cara Silvia!! Você acaba de transformar o meu carnaval numa festa muito mais que maravilhosa. A nossa elite um dia irá acordar!!!!

  13. lenita

    1 de março de 2014 2:38 pm

    a revista merece !

    Merece isto e mt mais. Quem sabe agora “certas pessoas” seguirão o exemplo e passem a refletir s/ o que significa dar entrevistas p/ a VEJA ou seria veja ? Até Cubanos estão percebendo.

  14. Jairo Fonseca

    1 de março de 2014 2:45 pm

    RESPOSTA CONVITE DE VEJA

    Simples assim: “Prefiria não.”

  15. Aline C Pavia

    1 de março de 2014 5:12 pm

    A suprema delícia

    De rasgar ofertas de assinatura da Folha e da Abril sem abrir.

    Tem algo de vandalismo aí. Rasgar uma correspondência sem sequer abrir. Sem nem mesmo me atentar se era o meu nome mesmo no destinatário – só sei que estava poluindo minha caixa de correio.

    Hey, Mr. Postman!! 

    E o prazer inefável, quase transcendental, diremos nirvânico, de rasgar essas merdas sem abrir.

    Perdoem o vernáculo hoje. Me escapou um palavrão e comecei uma frase com pronome oblíquo.

    “Isso me escapuliu” (Chaves)

  16. Juliano Santos

    1 de março de 2014 5:17 pm

    Viu como se faz, Zé Cardozo e

    Viu como se faz, Zé Cardozo e Paulo Bernardo?

  17. Gilney

    1 de março de 2014 7:43 pm

    Opinião
    Peremptório assim? A opinião de uma pessoa define a verdade? Achava você mais esclarecido (me enganei). A maioria dos leitores de Veja e das demais do gênero não são assim alienadas.

    1. Anarquista Lúcida

      1 de março de 2014 8:21 pm

      Sao muito mais, nao é mesmo? Ora, ora

      Nao vem com conversa para boi dormir que ninguém aqui é idiota (só os trolls, mas eles tb nao sao, apenas representam). 

  18. Fr@ncisco

    1 de março de 2014 10:11 pm

    A DÚVIDA QUE FICA

    A dúvida que fica é se, com o gesto de Sílvia Viana e a reação positiva ao mesmo, Bernardo, Mercadante e Zé Cardozo, entenderão finalmente que fazem parte do governo eleito por nós, para gestos como esse da socióloga, que não se deixa seduzir pelo acender dos holofotes e mariposismos egoístas de ocasião.

  19. Cristina Bastos

    2 de março de 2014 11:52 am

    Máscaras morrem quando postas sobre a mesa

    Não é possível que as pessoas não estejam vendo o absurdo dessa situação. Começa com a comparação com um clássico da literatura, que vai fundo na questão apartidária. A não ação como ação (desobediente civil).  Vejam bem, estão se apropriando de um texto com outra dimensão e fazendo exatamente o que condenam! Deturpando… O que é isso?

    Ressaca do carnaval?

    As máscaras grudaram?

     

     

    1. lebowski

      2 de março de 2014 3:39 pm

      deturparm o quê? o texto está

      deturparm o quê? o texto está na íntegra não é mesmo?

       

  20. NNN

    2 de março de 2014 12:41 pm

    Concorrências…

    Fico cá pensando numa cena de concorrência comercial à “moda lusitana”: a quitanda do Joaquim fazendo estardalhaço porque a freguesa dona Maria, além de se negar a comprar na quitanda do Manuel, ainda a esculhambou em panfleto na… quitanda do Joaquim 🙂

  21. Paulo Figueiredo

    3 de março de 2014 1:57 am

    Resposta da Socióloga Silvia x Críticas a Veja

    A socióloga perdeu uma grande oportunidade, de avaliar se aquilo que pensa de fato ocorreria com ela (caso desse a entrevista). 

    Assim como tem os que criticam a linha editorial da revista Veja, tem também os que esperam por ela para ter informações, e que julgam o que lêem. E ler a revista não significa que ela faça a cabeça. Não é preciso concordar com tudo que ela edita.

    Os que não gostam dela, possivelmente não a compram; assim, nem deveriam estar preocupados com o que ela influi ou não aos seus leitores; até porque, estes (leitores dela) a querem.   Os que a criticam podem eleger outro periódico que represente suas idéias.

     

  22. Vagalume do Brejo

    5 de março de 2014 3:54 pm

    Só acho que ela se explicou

    Só acho que ela se explicou de mais, o correto é só dizer não, o por que, eles já estao cegos de tanto ver.

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