
O presidente da Argentina, Javier Milei, pediu paciência ao eleitorado e prometeu aumentar os gastos sociais após um ciclo de dois anos de austeridade.
O presidente argentino prometeu reajustar os gastos com o pagamento de pensões, educação e saúde em 5%, 8% e 17%, respectivamente, acima da inflação – gastos esses que foram propostos pelo Congresso, de maioria opositora, e que foram vetados por Milei.
Segundo o jornal britânico Financial Times, Milei sofreu uma derrota expressiva nas eleições locais da província de Buenos Aires, que concentra quase 40% da população do país.
Em meio a uma crise política mediante o escândalo de corrupção envolvendo sua irmã e chefe de gabinete, Karina Milei, o presidente encontra-se sob pressão para aumentar a popularidade junto ao eleitorado com a proximidade das eleições de meio de mandato, programadas para o dia 26 de outubro.
Pesquisas também mostram que os eleitores argentinos ficaram desiludidos com o escândalo e com a desaceleração no ritmo de recuperação da economia, uma vez que o crescimento estagnou na medida em que o foco do governo é manter o controle das pressões sobre os preços.
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