O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade) foi confirmado na manhã desta quinta-feira (18) como o relator da PEC da Anistia na Câmara. A informação foi avalizada pelo presidente da Casa, o deputado Hugo Motta (Republicanos).
Alegando pacificação do país e poder de decisão da Câmara, Motta permitiu o avanço da votação, em regime de urgência, da proposta que visa anistiar os crimes praticados em 8 de Janeiro de 2023. Na data, uma horda bolsonarista invadiu e destruiu os prédios dos Três Poderes, em Brasília, causando prejuízos que passaram dos R$ 8 milhões em danos ao patrimônio público apenas no STF. Os manifestantes pediram intervenção militar, ou seja, um golpe de Estado para impedir a posse do governo Lula.
A Câmara dos Deputados aprovou na quarta (17) o requerimento de urgência para o Projeto de Lei 2162/23, do deputado Marcelo Crivella (Republicanos), sobre anistia aos participantes de manifestações ocorridas entre o dia 30 de outubro de 2022 e o dia de entrada em vigor se a proposta virar lei. Foram 311 votos a favor, 163 contra e 7 abstenções. A data de votação do projeto ainda será definida.
“Confesso aos senhores que a sensação que vem num momento como esse é de uma traição à democracia brasileira. (…) Ministros, STF, não caiam nesse engodo. Daqui não virá mais a pacificação. O dia de hoje entra para a história como o dia de reedição, deste parlamento, a essa política golpista da extrema-direita”, disse o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias.
A deputada Tabata do Amaral (PSB) disse que o avanço da PEC da Anistia foi uma retribuição dada pelo Centrão à bancada bolsonarista, que contribuiu com o andamento da PEC da Blindagem, também chamada de PEC da Bandidagem, que impede que políticos com mandato sejam investigados sem autorização do Congresso.
O deputado Marcelo Freixo (PT) disse que a PEC da Anistia, assim como a PEC da Blindagem, “é um escárnio, um absurdo”. “A anistia é inconstitucional, não vai passar. Pode ter a maioria dos votos, mas é inconstitucional, rasga a Constituição de 88, mas vai ser barrada no STF, como tem que ser”.
Mestre em Direito, o advogado Andrei Kampff endossou que a PEC da Anistia é inconstitucional. “Golpe contra a democracia não é passível de perdão. E isso não é casuísmo: é jurisprudência no STF. Nem no Senado passa”, disse. Para ele, “deputados querem aproveitar o tema para aprovar também sua blindagem: quando um congressista cometer crime, será o próprio Congresso que decidirá se ele pode ou não ser investigado. Teremos duas castas de cidadão, o congressista e o não congressistas, com direitos diferentes.”
O deputado Reimont, do PT, disse que o “PL da anistia não é apenas um retrocesso, é um ataque direto à justiça e à memória e vontade do nosso povo. É inconstitucional.”
A deputada Erika Hilton, do PSOL, afirmou que o avanço da PEC da Anistia visa a impunidade de Jair Bolsonaro e outros réus no Supremo Tribunal Federal pela tentativa de golpe. Na semana passada, o ex-presidente foi condenado a 27 anos de prisão no STF pelo plano golpista.
“O lugar de Bolsonaro é na Papuda, sendo aos poucos esquecido por quem ele ama e vendo o poder escapar de suas mãos. Não nas ruas do nosso país causando mais morte, precarização política e danos à nossa democracia”, disse a parlamentar.
O deputado Guilherme Boulos (PSOL) convocou ato para o próximo domingo (21/9) contra a aprovação, em menos de 24 horas, das duas propostas rejeitadas por governistas. O ato será realizado na Avenida Paulista (SP), com concentração no MASP a partir das 14 horas.
Jose Carlos
18 de setembro de 2025 11:50 amO mais absurdo é eu ter votado num deputado constituinte em 88 pra redigir e promulgar uma CF que agora é reescrita por reles deputados sem poder constituinte, isso não existe em nenhum lugar do mundo e pode até ser legal mas é anti ético e ilegitimo. Quem hoje reescreve a CF em 88 so conseguiu aprovar a anistia pra torturadores, por 1 voto. Mas agora reescreve a mesma CF em cuja elaboração não tinha poder nenhum. E o pais não reclama dessa excrescência juridica, a próxima PEC será pra privatizar o BC e entregar tudo, com sistema pix e reservas de mais de 1 trilhao de reais ao Trump. PEC cada vez mais anti povo, anti-economia e anti-soberania virão. Com essa elite sem visão descolonial o Trump nao precisa de armas como as que tem disparado contra a Venezuela
Rui Ribeiro
18 de setembro de 2025 12:32 pmhttps://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2025/09/gestora-do-theatro-municipal-resiste-em-demitir-funcionario-que-divulgou-post-a-favor-de-morte-de-kirk.shtml
Liberdade de expressão apenas para a direita.
O Cara não fez nada, apenas planejou
O que o funcionário fez não é nenhum ato preparatório nem executório do assassinato do Kirk. Logo, acho que o Fux também não o demitiria.
“Teve um dia em que estavam tentando incriminar quem comemorasse a morte do Fascista Charlie Kirk. Apesar de “nenhum homem ser uma ilha isolada; nada obstante cada homem ser uma partícula do continente, uma parte da terra; apesar de um torrão arrastado para o mar diminuir a Europa, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; eu não comemoro a morte de quem quer que seja, porque tal morte me diminui, já que eu sou parte do gênero humano. Mas, ainda assim, eu falei: primeiro que nós estamos no Brasil. Então assim, caguei para o Nikolas e para sua indignação hipócrita e seletiva. Segundo: o Nikolas não é flor que se cheire, assim como seu herói não era flor que se cheirasse. Não é porque morreu que virou santo”.
Marcio Cruzeiro
19 de setembro de 2025 6:54 amCom o Paulinho da Farsa, é a certeza que seremos Rifados !!
Rui Ribeiro
19 de setembro de 2025 8:03 amO Pizzaiolo Paulinho da Força vai dar o jeitinho brasileiro de garantir a quase impunidade dos bandidos. O Brasil tá se mexicanizando com a Pec da Bandidagem e com a garantia de impunidade de criminosos. Vou morar em Aruanda. Tô de saco cheio desse Bananistão cheio de gente hipócrita, a começar por mim.
+almeida
19 de setembro de 2025 9:27 amTemos o livre arbítrio para pensar, raciocinar e tomar a decisão. Toda a responsabilidade sobre essa decisão é e sempre será nossa. Não há justificativa e não há desculpa que mereça indulto ou anistia, para amenizar a gravíssima violência que a crimunosa insubordinação a lei, a constituição federal, a ordem pública, ao estado de direito e a democracia. Alguém já se perguntou o que aconteceria se a horda insana e descontrolada pelo ódio, em plena ação de terrorismo e subversão, tivesse encontrado pela frente o presidente, o vice presidente, os minidtros do STF ou o presidente do senado? Alguém considera possível que essas autoridades saíram ilesas dos domínios ensandecidos do ódio e da violência gratuita que espalhavam por todos os cantos onde passavam?
Agora trazem logo quem, para fazer o papel de apaziguador e intermediador? Parece piada, mas é não é. Convocaram Paulinho da Força, que como primeira missão foi procurar os não menos golpistas Michel Temer e Aécio Neves. Esse debochado escárnio que fazem com a gravíssima tentativa de golpe e de tomada de poder nada mais é que a comprovação de que o golpe ainda continua se reestruturando, para retornar com mais poder, mais sangue e mais punhais estrangeiros na veia.
Rui Ribeiro
19 de setembro de 2025 10:08 amParece que os Manés Golpistas vão ganhar.
No Caminho com Maiakóvski
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho e nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
Eduardo Alves da Costa
Rui Ribeiro
19 de setembro de 2025 1:43 pmSinta o cheiro de pizza no ar:
“Eu não sei se o meu texto vai agradar a todos, ou vai salvar o Bolsonaro, digamos assim”. – Paulinho da Farsa
Ora, Paulinho, se seu texto agradar os golpistas e salvar o Bolsonaro, ele vai desagradar os trabalhadores do Brasil e se ele agradar os trabalhadores do Brasil, ele vai desagradar os criminosos golpistas.
Não é possível agradar a Gregos e a Troianos ao mesmo tempo.