4 de junho de 2026

PIB e Copom ajudam bolsa de valores a subir 2,16%

Jornal GGN – Uma série de dados econômicos favoráveis ajudou a bolsa brasileira a encerrar as atividades de quinta-feira em alta, retomando o patamar dos 47 mil pontos. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou a quinta-feira em alta de 2,16%, aos 47.606 pontos e um volume negociado de R$ 5,387 bilhões. Com isso, o índice acumula uma perda mensal de 0,07%,de  -7,57% no ano e de -16,88% em 12 meses.

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O Ibovespa abriu em alta e manteve um ritmo discreto, mas constante, de avanço ao longo do dia. “Começamos no exterior com as bolsas na Europa sentindo um pouco dos efeitos gerados pelo conflito entre Rússia e Ucrânia e, nos Estados Unidos, saíram alguns dados de bens duráveis e desemprego. O discurso de Janet Yellen não trouxe novidades, e o Ibovespa mostrou-se mais forte devido ao efeito pipoca dos resultados financeiros e pelo PIB”, diz o analista Pedro Galdi, da SLW Corretora.

De acordo com os analistas do BB Investimentos, as ações avançaram na esteira da melhoria do humor dos investidores em relação ao Brasil, fazendo com que o chamado “efeito final de mês” recebesse um acréscimo considerável durante o penúltimo pregão do mês.  O PIB (Produto Interno Bruto) doméstico divulgado registrou crescimento de 2,3% em 2013, que foi muito bem considerado pelo mercado. “As evoluções positivas dos índices bursáteis em Nova York colaboraram para o bom desempenho da Bovespa hoje. Os investidores parecem mais otimistas em relação ao País, que, inclusive, poderá realizar, em breve, uma nova emissão de títulos soberanos no mercado internacional”, ressalta o BB Investimentos. Além disso, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu ajustar a taxa básica de juros (Selic) em 25 pontos, levando a taxa para 10,75% ao ano, que era o consenso da maioria do mercado. Em seu comunicado o Banco Central deixou em aberto futuras movimentações de sua política monetária.

Outro ponto que influenciou as negociações foi a divulgação do resultado financeiro da Vale que, segundo Pedro Galdi, foi “excelente, apesar do prejuízo maior por fatores não recorrentes e o reconhecimento adicional de perda na Argentina. A sinalização foi bem favorável e o papel se manteve com alta forte”. Segundo os dados divulgados, a mineradora apresentou um prejuízo líquido de US$ 6,451 bilhões no quarto trimestre, perda 146,7% ante o mesmo período de 2012, ao passo que o resultado anual apontou um lucro de US$ 584 milhões, ante um resultado favorável de US$ 5,454 bilhões em 2012. “A divulgação de outros resultados também ajudou, e vimos um ajuste técnico. A semana foi meio chata para a nossa bolsa, e estamos vendo recuperação”, diz Galdi.

No câmbio, a cotação da moeda à vista no mercado de balcão recuou 1,36%, a R$ 2,3220. Segundo informações do serviço Broadcast, da Agência Estado, a cotação atingiu seu menor nível ante o real desde o começo de dezembro de 2013, devido à pressão decorrente da entrada de recursos no mercado ao longo do dia, pelo resultado PIB brasileiro e pelo discurso da presidente do Federal Reserve (o Banco Central norte-americano), Janet Yellen, realizado no Senado dos Estados Unidos, onde disse que a autoridade monetária pode reavaliar os próximos passos caso ocorra uma mudança significativa nas perspectivas, mas reiterou que espera por uma redução gradual das compras de bônus.

A agenda macroeconômica de sexta-feira contará com uma série de dados importantes, como o resultado nominal e a balança orçamentária do governo brasileiro, os números de consumo pessoal, vendas de imóveis pendentes e o PIB dos Estados Unidos; as vendas no varejo na Alemanha, a taxa de desemprego na zona do euro, a produção de veículos no Japão e o PMI (índice dos gerentes de compras) da manufatura da China.

O mercado acionário brasileiro não funcionará na próxima segunda-feira e terça-feira por conta dos feriados de carnaval e abrirá somente na parte da tarde da “quarta-feira de cinzas” (dia 5 de março).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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