5 de junho de 2026

Fumar aumenta o risco de todos os subtipos de diabetes tipo 2, aponta estudo europeu

Estudo constatou que fumar pode prejudicar a capacidade do corpo de responder à insulina
Crédito: Pixabay

Um estudo apresentado na reunião anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD), em Viena, revelou que o tabagismo aumenta significativamente o risco de desenvolver diabetes tipo 2 em todos os seus quatro subtipos reconhecidos. A pesquisa foi conduzida por cientistas da Suécia, Noruega e Finlândia.

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Os subtipos da doença incluem:

  • SIRD (diabetes grave resistente à insulina), quando o corpo não responde adequadamente à insulina;
  • SIDD (diabetes grave com deficiência de insulina), caracterizado pela baixa produção desse hormônio;
  • MOD (diabetes leve relacionado à obesidade), geralmente ligado à obesidade em pessoas mais jovens;
  • MARD (diabetes leve relacionado à idade), que costuma surgir mais tarde na vida.

Segundo os pesquisadores, a análise de dados de quase 3.400 pessoas com diabetes tipo 2 e 3.900 sem a doença mostrou que fumantes — atuais ou ex-fumantes — apresentaram maior probabilidade de desenvolver qualquer um desses subtipos em comparação com não fumantes. A associação mais forte foi observada no SIRD: fumantes tinham mais que o dobro de risco de desenvolver essa forma grave da doença.

Nos demais subtipos, o tabagismo elevou o risco em 20% a 30%. Estima-se que mais de um terço dos casos de SIRD tenham relação direta com o hábito de fumar. Entre fumantes pesados — definidos como quem fuma o equivalente a um maço por dia durante 15 anos ou mais —, o risco foi ainda maior: mais que o dobro para SIRD e até 57% para os outros subtipos.

O estudo também identificou que o consumo excessivo de snus — produto de tabaco sem fumaça comum na Escandinávia — esteve associado a maior risco dos subtipos graves SIRD e SIDD. Além disso, fatores genéticos potencializaram os efeitos do tabagismo: indivíduos com predisposição genética para baixa produção de insulina tiveram até três vezes mais chances de desenvolver SIRD caso fossem fumantes pesados.

Para a pesquisadora Emmy Keysendal, do Instituto Karolinska, em Estocolmo, os resultados reforçam a necessidade de ampliar ações de prevenção e apoio à cessação do tabagismo.

“Está claro que fumar aumenta o risco de diabetes tipo 2, independentemente do subtipo”, explicou ela. “A associação mais forte foi com resistência grave à insulina, sugerindo que fumar pode prejudicar a capacidade do corpo de responder à insulina.”

Os cientistas destacam que abandonar o cigarro não apenas protege o coração e os pulmões, mas também reduz significativamente as chances de desenvolver qualquer forma de diabetes tipo 2.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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