4 de junho de 2026

Rede Sustentabilidade desaprova aproximação de Campos com Aécio

Sugerido por Pedro Penido dos Anjos

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Do Estadão

 
Na comemoração dos 20 anos do plano econômico, presidenciável do PSB faz coro com tucano nos elogios a FHC
 
Isadora Peron e João Domingos
 
BRASÍLIA – A Rede Sustentabilidade, partido que a ex-ministra Marina Silva tenta criar e que, por ora, opera dentro do PSB, não aprova a aproximação do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, com o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves. Apesar da objeção, Campos tem dado sinais de que está disposto a investir na simbiose com os tucanos.
 
Na semana em que o PSDB comemorou os 20 anos do Plano Real, o pernambucano mostrou afinação com o discurso de Aécio e usou uma nova expressão para criticar os rumos da política econômica do governo federal. Durante um encontro realizado em Porto Alegre, no sábado passado, acusou a presidente Dilma Rousseff (PT) de combater a inflação como se fazia na era “pré-Real”, com o controle dos preços administrados.
 
Na segunda-feira, em uma palestra a empresários no Rio, o pré-candidato do PSB repetiu a tese e defendeu o plano econômico que levou à eleição de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 1994.

 
Segundo o deputado licenciado Walter Feldman, um dos principais operadores políticos do grupo de Marina, a diretriz adotada pela dobradinha PSB-Rede é reconhecer tanto as conquistas trazidas pelo PSDB, como pelo PT. Ele, no entanto, diz que a Rede não vai aceitar fazer uma “aliança das oposições”.
 
“Nós, da Rede, discordamos de uma aliança das oposições e defendemos que não haja uma linha de unidade”, disse o deputado, que já foi filiado ao PSDB.
 
“Precisaremos mostrar durante a campanha que existem visões e modelos diferentes (entre o PSB e o PSDB)”, afirmou.
 
Prováveis adversários na corrida presidencial, Campos e Aécio firmaram um pacto de não agressão e definiram o governo da presidente Dilma como um inimigo comum.
 
A dupla tem se encontrado com frequência para discutir o cenário eleitoral. Na semana passada, o tucano esteve no Recife e foi recebido em casa pelo governador. Na ocasião, Aécio disse que fazia uma visita pessoal a Campos, mas chegou a sugerir uma futura gestão conjunta com o pernambucano. “Eu gostaria muito de um dia poder construir um novo projeto de Brasil ao lado do governador Eduardo Campos.”
 
A parceria entre os dois, porém, não fica apenas no discurso. Eles articulam também a montagem conjunta de palanques. Nos seus Estados natais, acertaram uma troca de gentilezas. Em Pernambuco, o PSDB vai apoiar o candidato indicado por Campos, e, em Minas, o PSB vai endossar o nome tucano.
 
Concessões. Apesar da aproximação com Aécio, Campos tem feito concessões para agradar a Marina. Aceitou, por exemplo, lançar candidato próprio em São Paulo, onde o grupo da ex-ministra se recusava a apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
 
Em reunião anteontem no Recife, os dois conversaram sobre uma possível data para o lançamento da chapa, com Campos na cabeça e Marina na vice: seria no dia 15 de março, no Rio.
 
Para o PSB, a data é a ideal pois já está agendado um encontro para tratar das diretrizes do programa. Na Rede, entretanto, não há certeza quanto à escolha. “Esse é um assunto que ainda precisa ser melhor debatido”, disse o coordenador de organização da Rede, Pedro Ivo.

Redação

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10 Comentários
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  1. JB Costa

    27 de fevereiro de 2014 5:34 pm

    Tudo combinado. Jogo de cena.

    Tudo combinado. Jogo de cena. Querem fazer o eleitor de idiota, de burro. 

    Campos e Marina vão continuar nesse joguinho esquizofrênico a fim de “pescar” os votos dos incautos tanto propensos para a situação como para a oposição. 

    Muita sabedoria vira bicho e engole o sabichão, já dizia um velho cacique político que ora me foge o nome. 

    1. José Carlos Lima

      27 de fevereiro de 2014 7:17 pm

      Ela quer ficar aos beijos e

      Ela quer ficar aos beijos e abraços com Caiado, bornhausen e Heráclito mas  tudo por debaixo  dos panos

  2. Klaus BF

    27 de fevereiro de 2014 5:51 pm

    Piada

    “…Campos e Aécio firmaram um pacto de não agressão…”

    Lembro do pacto entre Hitler e Stalin! Pacto Caracu!

  3. peregrino

    27 de fevereiro de 2014 6:05 pm

    estão confiantes com o que nunca existiu…

    rede segue apenas como essência dos pequenos nadas

    não há que se falar de transferências de votos com quem não conseguiu sequer 500 mil assinaturas para fundar um partido

    praticamente todos os que viram algo de novo na rede já tinham pulado da canoa furada

  4. zanuja castelo branco

    27 de fevereiro de 2014 6:15 pm

    Nem posso comentar já que o

    Nem posso comentar já que o partido Rede não existe.

  5. Luiz Fernando de Souza

    27 de fevereiro de 2014 6:27 pm

    Já que Aécio e Eduardo tem

    Já que Aécio e Eduardo tem exatamente as mesmas ideias por quê não formam uma chapa com os dois.

  6. Alan Souza DF

    27 de fevereiro de 2014 6:57 pm

    A Rede, pra todos os efeitos

    A Rede, pra todos os efeitos nem fede e nem cheira. A Marina o abandonou. É a 3ª pessoa depois de ninguém. Marina pode aderir até ao Partido Nazista, que a Rede vai morrer esgoelando e ela (Marina) não estará nem tchuns!

  7. alessandroduarte

    27 de fevereiro de 2014 8:03 pm

    O que é isso, rede

    O que é isso, rede sustentabilidade? é de comer?

  8. lenita

    27 de fevereiro de 2014 8:20 pm

    E estes 2 traíras ainda tem a

    E estes 2 traíras ainda tem a petulância de ser cocntra o PT e fazer coligações com a demotucanalhada. Isto é que é coerência e NOVIDADE  na política. Eles vão aprender “com quantos páus se faz uma canoa”. Tenho fé !

  9. Flavio Martinho

    27 de fevereiro de 2014 9:45 pm

    Ainda bem que esse Eduardo

    Ainda bem que esse Eduardo não vai ganhar. Se ganhasse o fígado da Marina invibializaria seu governo.Nunca vi tanto rancor.

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