4 de junho de 2026

Ator preso por engano ainda deverá provar que é inocente

Sugerido por luka

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Do Extra

Apesar da copeira Dalva Maria Costa Santos ter voltado atrás, admitindo que errou ao apontar o ator Vinícius Romão como sendo o homem que a assaltara, no último dia 10, o ator ainda vai demorar para provar , na Justiça, que nada tem a ver com o crime. Para isso, será necessário que o juiz da 33ª Vara Criminal, onde o caso tramita, declare o processo extinto. No entanto, o juiz só poderá tomar esta decisão depois que o Ministério Público opinar pela extinção, e comunicar o fato por escrito.

Até ontem, segundo a assessoria do Tribunal de Justiça, nenhum comunicado havia chegado ao juízo da 33ª Vara Criminal. Por enquanto, no banco de dados da Polícia Civil ainda consta que o ator foi preso e autuado em flagrante por assalto.

— Será preciso que o juiz declare o processo extinto e comunique o fato à polícia. Então a anotação é retirada — explicou o delegado José Pedro, diretor do Departamento Geral de Polícia de Capital (DGPC).

O delegado titular da 25ª, Niandro Lima, disse que o delegado de plantão William Lourenço Bezerra, teve convicção para autuar o ator em flagrante, baseado no depoimento da copeira e do inspetor Waldemiro Antunes, que prendeu o ator. Perguntado o porque o plantonista não fez um auto reconhecimento de acordo com os padrões do Código Processual Penal ( colocando o acusado junto com outras pessoas com características semelhantes), o delegado Niandro Lima explicou que isto não seria possível.

—Este tipo de reconhecimento, se fosse feito, estaria maculado. A vítima já havia apontado o Vinícius como sendo o autor do crime e acompanhou o momento da prisão dele. Se o ator fosse colocado ao lado de outras pessoas, ela o apontaria novamente – disse Niandro Lima

O inspetor e o delegado plantonista William Lourenço prestaram depoimento,ontem, na corregedoria de Polícia Civil. Uma investigação foi aberta para apurar se houve irregularidade na prisão do ator.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

9 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. rosenvald flavio barbosa

    27 de fevereiro de 2014 4:54 pm

    culpado ou inocente

    até algum tempo passado, o ônus da prova era do acusador.

    depois da AP470, segundo certo ministro de nome Luis Fux, o ônus da prova é do acusado.

    é uma loucura esta nossa justiça.

  2. Ivan de Union

    27 de fevereiro de 2014 5:03 pm

    “Ator preso por engano ainda

    Ator preso por engano ainda terá que provar na Justiça que não cometeu crime“:

    Em outras palavras, caso policial tem precedencia sobre o judiciario brasileiro.

    Entendi.

  3. antonio francisco

    27 de fevereiro de 2014 5:08 pm

    E se ele não fosse ator?

    Acho que ia ser mais complicado provar sua inocência se não fosse ator.

    1. Fernando Bento

      27 de fevereiro de 2014 5:12 pm

      Ralemente. Se ele não fosse

      Ralemente. Se ele não fosse ator e se seu caso não fosse repercutido ele seria apenas mais uma pessoa presa injustamente e esquecida em algum presíd. A repercussão deste caso poderia chamar atenção para outros casos semelhantes.

    2. Fabio (o outro)

      27 de fevereiro de 2014 5:57 pm

      Se ele não fosse ator , foi o

      Se ele não fosse ator , foi o que aconteceu com este outro rapaz há dois anos !

      Os casos são recorrentes , e parece que não existe uma instância superior capaz de coibir que esses abusos policiais parem de acontecer a todo momento :

      http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2012/01/agente-de-saude-permanece-preso-mesmo-sem-provas-em-sao-paulo.html

      Agente de saúde permanece preso mesmo sem provas em São Paulo

      Prisão em flagrante irregular aconteceu há mais de dois meses.
      Agente de saúde passou as festas de fim de ano longe da família.

      Um agente de saúde da prefeitura de São Paulo está preso irregularmente há mais de dois meses. Foi um fim de ano triste na casa de seu Luís e Eliane Silveira Souza.

      O filho deles, Michel Silveira, de 26 anos, está preso há mais de dois meses acusado de roubo à mão armada, mas os pais têm certeza que ele é vítima de uma injustiça.

      “Você não espera uma coisa dessa pra o seu filho. Pra um filho bom, não”, fala a mãe do preso, Eliane.

      Michel Silveira foi visto na rua pela vítima de um assalto, que procurou a polícia e disse que ele era o autor do crime. Mas no dia do roubo, Michel, que é agente de saúde na periferia de São Paulo, estava trabalhando. Ele foi gravado pelas câmeras de segurança do posto médico. Assinou a ficha de frequência e depois foi para um curso acompanhado por um grupo de colegas.

      “Ele estava com a gente no ambiente fechado. Todo mundo é testemunha que ele estava presente no evento”, fala o colega de trabalho, Rogéria Vasconcelos.

      A secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse, em nota, que não houve flagrante. A secretaria afirmou ainda que, na fase do inquérito policial, o acusado não apresentou provas de que estaria trabalhando no dia do crime. Mas no boletim de ocorrência consta que Michel foi preso  em flagrante nove dias depois do assalto.

      A justiça negou os pedidos de liberdade para Michel. No último deles, o desembargador Camilo Léllis justificou que não há ilegalidade na prisão. Agora, falta o julgamento do mérito do habeas corpus, que não tem data para acontecer porque o judiciário está em recesso e só volta a funcionar na segunda-feira da semana que vem.

      Enquanto isso, o agente de saúde vai continuar preso mesmo sem a existência de provas materiais contra ele.

  4. Pedro Penido dos Anjos

    27 de fevereiro de 2014 6:38 pm

    É que ele já era um dos

    É que ele já era um dos culpados de sempre. Até prova em contrário!

  5. W K

    27 de fevereiro de 2014 6:53 pm

    Esse cidadão deveria,

    isto sim, declarar em alto e bom som, para quem quisesse ouvir: 

    “Sou inocente e quem me pôs na cadeia é que tem que provar.” E só. 

    Uma boçalidade dessas, um indivíduo inocente preso, a causa da prisão foi revogada e o coitado ainda tem que provar tudo isso, não pode! 

    O delegado que ordenou a prisão, a testemunha, todos eles deveriam ser responsabilizados, e pagar os danos morais sofridos. 

    Lembro uma vez, algum bananão da Polícia Federal, querendo fazer seu show perante as câmeras de TV, invadiu um concurso público e algemou e tirou da sala da prova uma candidata; mais tarde ficou esclarecido que a coitada não tinha nada a ver com a investigação em andamento; ela, por assim dizer, caiu de gaiato. Salvo engano, era um telefone que ela tinha passado adiante e que estava sendo grampeado. 

    Essa cidadã deveria pura e simplesmente exigir da banca examinadora do concurso todos os pontos da prova; afinal, ela cumpriu com a sua parte no concurso, e a banca permitiu que o bananão entrasse no meio da história.

    Se eu estivesse na dela sala nessa hora, mesmo nada tendo a ver com o tal processo, iria cobrar uns pontinhos também, em vista do constrangimento generalizado. Ou então que se anulasse o concurso, pela falta clara de segurança por parte do patrocinador. 

    Esse comportamento policial idiota acaba quando as tais “otoridades” tiverem de indenizar os inocentes com seus recursos próprios. 

  6. alessandroduarte

    27 de fevereiro de 2014 8:46 pm

    Basta aplicar o “silogismo”:

    Basta aplicar o “silogismo”: todo culpado esconde provas; não há provas; logo é culpado

  7. Véio Zuza

    28 de fevereiro de 2014 12:52 am

    A culpa é da copeira. Ora,
    A culpa é da copeira. Ora, onde já se viu, acusar um ator?

Recomendados para você

Recomendados