Esta semana o ex-presidente Lula publicou um artigo no jornal “Valor Econômico” que lança luzes sobre os desconfortos do momento atual.
Diz ele:
* Nos últimos 11 anos, o PIB em dólares cresceu 4,4 vezes.
* O comércio externo saltou de US$ 108 bilhões para US$ 480 bilhões ao ano.
* O Brasil tornou-se um dos cinco maiores destinos do investimento internacional.
* O país tornou-se líder mundial em carnes, soja, açúcar, laranja e etanol.
* A dívida pública líquida caiu de 60,4% do PIB para 33,8%.
* Foram criados 21 milhões de empregos, 36 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza e 42 milhões alcançaram a classe média.
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É evidente que há muito a caminhar. E o principal problema é a estagnação da economia.
O relevante nos dados apresentados, em todo caso, é entender que, hoje em dia, tem-se um país fundamentalmente diferente do país de 8, ou 11 ou 20 anos atrás. A escala é outra, a maturidade é outra. Mais importante: os problemas são outros. A arte do desenvolvimento é resolver velhos problemas e gerar novos, que, sendo resolvidos, gerarão novos saltos de desenvolvimento e novos problemas.
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A dinâmica social é de uma riqueza intensa, fora do alcance dos cabeças de planilha.
Tomem-se os anos 20. Depois de décadas de estagnação da economia, os movimentos migratórios do final do século 19 começam a despejar nas escolas e no mercado os filhos de imigrantes. Segue-se o imenso desconforto com a Velha República que resulta na Aliança Liberal e na ascensão de Getúlio e na mudança de patamar do desenvolvimento.
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No governo Jango, dois fenômenos deflagram as insatisfações: a entrada nas escolas e no mercado dos filhos da urbanização, trazendo uma vontade imensa de discutir e entender o Brasil; e a necessidade das reformas para abrigar os novos incluídos pela grande salto modernizante (e concentrador) do período JK.
O “milagre econômico” dos anos 70 criou uma nova classe de incluídos: os metalúrgicos do ABC. Antes do “milagre” grande parte deles eram imigrantes nordestinos sem maiores oportunidades. O ambiente econômico permitiu sua inclusão e sua transformação em classe média ascendente. Encerrado o ciclo do milagre, minguaram as expectativas em relação ao futuro. E resultou daí os movimentos grevistas que abriram espaço para a redemocratização futura. Ou seja, o metalúrgico militante dos comícios da Vila Euclides não tinha a mais remota relação com o imigrante que ele era antes da ampliação do setor.
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Como o país de hoje é imensamente maior do que o de 11 anos atrás, a infraestrutura, a parte institucional não dá conta. Daí a necessidade premente de, em cada canto de política pública, se pensar na reinvenção do Estado.
Alguma coisa já se caminhou. Por exemplo, constatou-se a enorme dispersão de projetos da logística em diversos ministérios e autarquias. A solução foi agrupá-los na Empresa Brasileira de Planejamento.
No caso da política industrial, fez-se o mais difícil: a criação de um clima de entendimento com o setor privado nas câmaras setoriais da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial). Mas o sistema de deliberações continuou disperso, dependendo do MDIC, da Fazenda, do Tesouro. Daí a necessidade de uma reengenharia concentrando em um único órgão o leque de instrumentos destinados a melhorar o ambiente econômico.
É esse fogo de transformações que se espera dos candidatos às próximas eleições presidenciais.
Diogo Costa
27 de fevereiro de 2014 11:25 amNo rumo certo
BRASIL VAI BEM NO ENFRENTAMENTO DA CRISE MUNDIAL – Os países que optaram pelo caminho do neoliberalismo galopante, dos acordos bilaterais de livre comércio e de apego às ‘vantagens comparativas’ são os mais afetados pelo Crash de 15 de setembro de 2008.
O Brasil, ao contrário, optou por estimular uma política industrial interna (com destaque para os setores de autopeças, petróleo, gás, plataformas petrolíferas, compras governamentais e navios).
Mais do que isto, o Brasil optou por uma política anti-cíclica que preservou o pleno emprego, a distribuição de renda e a diminuição das desigualdades sociais e regionais, além de manter um diversificado mercado de países para nossas exportações (não ficando dependente de nenhum deles em especifico).
E não é só isso. O Brasil mantém uma vigorosa política de criação, manutenção e aprimoramento de um amplo mercado interno de massas, longa aspiração dos desenvolvimentistas nacionais, com destaque, entre outros, para Celso Furtado.
Este amplo mercado interno de massas, que ganhou destaque a partir de 2005, tem blindado a economia brasileira de choques internacionais, como o atual que por ora presenciamos e que é o maior desde o Crash de outubro de 1929.
A prova do sucesso do Brasil nestes últimos 05 anos, onde Crash de 2008 tem destronado várias economias ao redor do globo terrestre, é que em que pese a severidade da crise já referida, continuamos distribuindo renda e aumentando a proporção da massa salarial em relação ao PIB. Optamos pela acertada política econômica anti-cíclica, ao contrário da Europa e dos EUA.
A exitosa política anti-cíclica do governo federal, iniciada com Lula em 2009 e mantida e aprofundada por Dilma, tem vários aspectos. Para ficar apenas num deles, cumpre relembrar a questão do superávit primário da economia (utilizado para pagar juros e amortizações da dívida pública).
Nos 04 primeiros anos do governo Lula, em função da colossal herança maldita herdada, o Brasil teve uma meta de superávit primário de 4,25% do PIB. É um número colossal. Este superávit começou a ser flexibilizado em 2007 (com Guido Mantega, logo após a saída de Antônio Palocci do Ministério da Fazenda).
Depois do Crash de 2008, já em 2009, houve uma redução não muito significativa, e, a partir do governo de Dilma Rousseff, o superávit primário foi drasticamente reduzido para dar conta da política industrial e anti-cíclica que se fazia (e que se faz) necessária para enfrentar a brutal crise econômica mundial.
Para 2014 o superávit primário está fixado em 1,9% do PIB. Esta é uma notícia alvissareira e amplamente positiva para o Brasil. Dilma Rousseff, em matéria de economia política, está à esquerda do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Por tudo o que foi exposto (e que é apenas uma pequena parte) é que se tem a confirmação de que o Brasil está no caminho certo, remando contra as teses neoliberais que legaram ao mundo a Crise de 2008. O Brasil está menos vulnerável que os hermanos latinos (aplaudidos dia e noite pela imprensa neoliberal) justamente porque optou por um caminho diverso dos mesmos.
Para finalizar, é preciso dizer também que como proporção do PIB o Brasil exporta mais do que os EUA!
Esta é a nossa salvação e o nosso colchão protetor. É isto que garante ao Brasil enfrentar as turbulências. É preciso manter e aprofundar a construção de um pujante mercado interno de massas.
Este é o caminho correto. Este é o caminho atual. Este é o caminho defendido com ênfase por Luiz Inácio Lula da Silva e por Dilma Rousseff.
sergior
27 de fevereiro de 2014 1:02 pmSELIC subindo
Está bem. Mas o BC subiu a SELIC para 10,75% e continuará a subi-la, mesmo com a queda da inflação, com o baixo desempenho da economia. O dólar começa, suavemente, a cair de valor internamente e o real a se apreciar, de novo. Como diz alguém, o PT pode até ganhar a presidência, mas quem continua a governar, de fato, são os tucanos.
Roberto São Paulo-SP 2014
27 de fevereiro de 2014 11:35 amPetrobras -Plano de Negócios e Gestão 2014-2018
A meta de produção de óleo e LGN (líquido de gás natural) no Brasil é de 3,2 milhões bpd em 2018 e 4,2 milhões bpd em 2020. Para o ano de 2014 a meta de crescimento da produção é de 7,5% em relação a 2013 (+/- 1 ponto percentual). No período de 2014 a 2018, 28 novas unidades de produção (UEPs) entrarão em operação, assegurando o atingimento das metas. Nos anos de 2017 e 2018 a maioria dos projetos do Pré-sal e da Cessão Onerosa entrará em operação, resultando em aceleração do crescimento da curva de óleo. O Pré-sal representará 52% da produção total de óleo em 2018.
A meta de produção total de óleo, LGN e gás natural no Brasil é de 3,9 milhões de boed em 2018 e de 5,2 milhões de boed em 2020.
A produção total de óleo e LGN operada pela Petrobras em 2020 será de 4,86 milhões de bpd, incluindo a parte dos parceiros.
——-Plano de Negócios e Gestão 2014-2018 (PNG 2014-2018)

Alinhado ao PE 2030 e com foco no curto e médio prazo, o Conselho de Administração (CA) também aprovou o Plano de Negócios e Gestão 2014-2018 que totaliza investimentos Petrobras de US$ 220,6 bilhões.
O PNG 2014-2018 mantém o princípio da gestão de projetos dos Planos anteriores, passando a ser estruturado em três carteiras de projetos: Carteira em Implantação, Carteira em Processo de Licitação e Carteira em Avaliação. Na Carteira em Processo de Licitação estão incluídos os projetos de E&P no Brasil que ainda passarão pelo processo de contratação de suas unidades e os projetos das refinarias Premium I e Premium II que terão seus processos licitatórios conduzidos em 2014. A Carteira em Implantação contempla todos os projetos em Execução (Obras) e projetos já licitados de todas as Áreas, além dos recursos necessários para os estudos dos projetos da Carteira em Avaliação. Juntas, as duas Carteiras, em Implantação e em Processo de Licitação, somam US$ 206,8
bilhões, a serem investidos pela Petrobras.
A Carteira em Avaliação, com US$ 13,8 bilhões, engloba, exceto E&P no Brasil, projetos que atualmente se encontram em Fase I (identificação de oportunidade), Fase II (projeto conceitual) e Fase III (projeto básico). Seus projetos possuem menor maturidade e não causam impacto nas curvas de produção de petróleo e de processamento de derivados no Brasil, até 2020.
Aos US$ 220,6 bilhões a serem investidos pela Petrobras no período 2014-2018, se somam US$ 63,0 bilhões que as empresas parceiras deverão aportar nos projetos deste PNG no Brasil, totalizando US$ 283,6 bilhões.
Todos os projetos do PNG 2014-2018 incorporam o acompanhamento das Curvas S (gráfico que representa a evolução física e financeira do projeto) e as projeções futuras são feitas a partir da análise da execução destas curvas, que são acompanhadas pela Diretoria Executiva e que irão suportar o alcance das metas do Plano—-
PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. – PETROBRAS Companhia Aberta—-FATO RELEVANTE———-Download-pdf
Plano Estratégico Petrobras 2030 e Plano de Negócios e Gestão 2014 – 2018
Rio de Janeiro, 25 de fevereiro de 2014 – Petróleo Brasileiro S.A. –
Petrobras comunica que seu Conselho de Administração aprovou o Plano Estratégico Petrobras 2030 (PE 2030) e o Plano de Negócios e Gestão 2014-2018 (PNG 2014-2018).
Plano Estratégico Petrobras 2030 (PE 2030)
O contexto do ambiente de negócios atual, do Plano Estratégico Petrobras 2030, difere daquele de 2007, quando foi elaborado o Plano anterior, com destaque para as repercussões da crise econômica mundial de 2008; o fenômeno do shale gas e tight oil nos Estados Unidos que vem mudando a geopolítica da energia no Mundo e as mudanças do marco regulatório brasileiro com a criação dos regimes de Cessão Onerosa e Partilha. Neste contexto mundial e brasileiro, a Petrobras fez as suas Grandes Escolhas que orientam o Plano Estratégico Petrobras 2030.
As Grandes Escolhas e as Estratégias dos Negócios da companhia representam os caminhos para o alcance da Visão 2030. Neste sentido, o Plano Estratégico Petrobras 2030 tem como premissa fundamental o crescimento da produção de petróleo da Petrobras até 2020 e sua sustentação no período 2020-2030 com potencial de produzir em média 4,0 milhões de barris de óleo por dia (bpd).
Na fundamentação desta meta de produção, foram considerados diferentes ritmos de leilões a serem promovidos pelo Governo, onde estimamos, com os dados hoje disponíveis, que a produção de óleo no Brasil (Petrobras + Terceiros + Governo) alcançará a média de 5,2 milhões de bpd no período 2020-2030.
A partir do crescimento da produção de óleo foram definidas as estratégias dos segmentos de negócios da Empresa, com destaque para a atuação integrada da produção de petróleo e gás natural com a expansão da capacidade de refino para 3,9 milhões de bpd em 2030 e com o crescimento da oferta de gás natural para o mercado brasileiro.
Mantendo seu posicionamento de ser uma Empresa Integrada de Energia, o Plano Estratégico Petrobras 2030 define as Grandes Escolhas de suas Áreas de Negócio como sendo:
— Exploração e Produção: Produzir em média 4,0 milhões de bpd no período 2020-2030, sob titularidade da Petrobras no Brasil e no exterior, adquirindo direitos de exploração de áreas que viabilizem este objetivo;
–Refino, Transporte, Comercialização e Petroquímica: Suprir o mercado brasileiro de derivados, alcançando uma capacidade de refino de 3,9 milhões de bpd, em sintonia com o comportamento do mercado doméstico;
— Distribuição: Manter a liderança no mercado doméstico de combustíveis, ampliando a agregação de valor e a preferência pela marca Petrobras;
— Gás, Energia e Gás-Química: Agregar valor aos negócios da cadeia de gás natural, garantindo a monetização do gás do Pré-sal e das bacias interiores do Brasil;
— Biocombustíveis: Manter o crescimento em biocombustíveis, etanol e biodiesel, em linha com o mercado doméstico de gasolina e diesel; e
–Internacional: Atuar em E&P, com ênfase na exploração de óleo e gás na América Latina, África e EUA.
–A Visão 2030 da Petrobras é: “Ser uma das cinco maiores empresas integradas de energia do mundo (*) e a preferida dos seus públicos de interesse”.
(*) Métrica: uma das cinco maiores produtoras de petróleo, dentre todas as empresas, com ou sem ações em bolsa.———
———-Financiabilidade
Os pressupostos da financiabilidade considerados para o PNG 2014-2018 foram os seguintes:
Manutenção do grau de investimento:
— Retorno dos indicadores de endividamento e alavancagem aos limites em até 24
meses (**) ;
— Alavancagem menor que 35%;
— Dívida líquida/EBITDA menor que 2,5x.
–Não há emissão de novas ações;
–Convergência dos preços de diesel e gasolina no Brasil com as referências internacionais (**) ;
—Parcerias e reestruturações nos modelos de negócio.
(**) Fato Relevante de 29 de novembro de 2013.
Para fins de análise de financiabilidade, a Companhia considera como premissas o preço por barril do petróleo (bbl) tipo Brent de US$ 105/bbl em 2014, diminuindo para US$ 100/bbl até 2017 e paraUS$ 95/bbl no longo prazo. A taxa de câmbio média é de R$2,23/US$ em 2014, valorizando para R$1,92/US$ no longo prazo.
A análise das condições de financiabilidade considera as Carteiras em Implantação e em Processo de Licitação, totalizando US$ 206,8 bilhões. Os recursos necessários para o financiamento dos projetos em Implantação mais os projetos em Processo de Licitação serão provenientes da geração operacional de caixa e desinvestimentos (US$ 182,2 bilhões), uso de caixa excedente (US$ 9,1 bilhões), reestruturações nos modelos de negócio (US$ 9,9 bilhões) e captações (US$ 60,5 bilhões bruta e US$ 5,6 bilhões líquida).
A análise da financiabilidade demonstra exequibilidade fundamentada nos seguintes pontos:
A geração operacional de caixa do período 2014-2018 indica Fluxo Caixa Livre antes de dividendos, a partir de 2015, em decorrência do crescimento da produção de petróleo e LGN, da menor dependência de importações de derivados pela expansão do parque de refino e das reestruturações nos modelos de negócio, que reduzem a necessidade de caixa no horizonte do Plano;
A alavancagem financeira será decrescente, dentro do limite máximo de 35% a partir de 2015 e o indicador dívida líquida/EBITDA retornará, a partir de 2015, ao limite definido pela Companhia de até 2,5x.
A Companhia mantém seu compromisso com o investment grade e com a não emissão de ações.
Almir Guilherme Barbassa—Diretor Financeiro e de Relações com Investidores—Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras
URL:
http://investidorpetrobras.com.br/pt/comunicados-e-fatos-relevantes/fato-relevante-plano-estrategico-petrobras-2030-e-plano-de-negocios-e-gestao-2014-2018.htm
drigoeira
27 de fevereiro de 2014 11:50 amA economia brasileira está no Brasil.
A economia brasileira está no Brasil. Nosso país tem a robustes de sustentar sua própria economia por 200 anos.
Tem que parar com esta preocupação sobre a balança comercial, Selic, dólar, PIB. Tem que enxergar para dentro do país, a demanda reprimida é enorme, a qualidade dos serviços são ruins a medianos, a produção industrial também vai de ruim para mediano em qualidade e quantidade.
Um exemplo: se construir uma fábrica de automóveis nacionalizada somente para vender dentro do país, teria produção para toda a vida.
O Brasil tem que reviver a economia básica, primeiro atender a demanda interna, depois o excedente (se tiver) exportar.
Nosso país está atrasado, em termos de desenvolvimento, 100 anos em comparação aos países de primeiro mundo.
Alexandre Weber - Santos -SP
27 de fevereiro de 2014 1:50 pm100 anos de atraso
Drigoeira, seu raciocínio isolacionista têm um apelo, mas penso que não funciona em um planeta conectado e unificado, como é a Terra do século XXI.
Sobre estarmos atrasados 100 anos em termos de desenvolvimento me fez lembrar do filme Skyfall do 007 que foi reprisado ontém ou anti-ontém na TV, têm uma cena que é passada em Xangai e antes dele chegar lá existe uma panorâmica da cidade à noite, com seus monumentais arranha-céus féericamente iluminados, a impressão que se têm é que ele está chegando em outro planeta e não em outra cidade, a ação que se passa é também surreral, sem pessoas ou mesmo uma ligação firme com o enredo, enfim, algo de outro planeta mesmo.
A sequência é tão fora do contexto do resto do filme que fiquei a imaginar o que significaria na realidade, a conclusão que cheguei é a de que ela demonstra o atraso da Inglaterra em relação ao mundo moderno, os Inglêses estariam 50 anos atrás em desenvolvimento dos Chinêses e o o Brasil mais 100 atrás dos Inglêses.
Agora por paradoxal que possa parecer, a África que sofre uma invasão chinesa irá se atualizar mais rapidamente do que o Brasil, caso não se façam os ajustes políticos necessários para a incorporação cotidiana dos novos avanços tecnológicos.
Penso que não dá mais para isolar um país do resto do planeta sem transformá-lo em cinco anos numa Coréia do Norte.
A Oposição e o Governo não podém enfiar a cabeça na terra e imaginar que o problema do desenvolvimento do planeta não é com eles, vão transformar o Brasil numa África ou Coreia do Norte antes de melhorar-mos.
A se continuar as políticas de privilégios e cartórios, com suas igrejinhas e panelinhas, o Brasil está fadado a um fracasso no concerto das nações de proporções Homéricas.
Acorda, Dilma!
drigoeira
27 de fevereiro de 2014 6:48 pmEconomia básica.
A China não é comparação para o Brasil, seu porte físico é insustentável, tem gente demais e gente pobre demais. Aquilo lá não se sustenta.
O Brasil tem espaço físico de demanda interna para 200 anos de desenvolvimento e o pessoal aqui fica preocupado em produzir e mandar para fora, sendo que os maiores consumidores estão no país.
Setor automobilístico novamente (porque é o xodó do governo) – se implementar uma campanha de renovação de frota, reciclando os veículos com mais de 20 anos, com o objetivo de diminuir a poluíção e economia de combustível, as fábricas de automóveis entram em faléncia por não conseguir atender a demanda interna. Isto não impede de vender veículos para fora, mas o excedente da produção.
Alexandre Weber - Santos -SP
28 de fevereiro de 2014 1:27 amA China não democrática, mas desenvolvimentista
Do artigo da The Economist sobre a democracia que vêm claudicando no planeta. A China não é democrática, mas pelo que li é dona do maior programa de inclusão social, levando aposentadoria para 240 milhões de chineses que viviam sem pensão ou ajuda do Estado.
Meanwhile, the Chinese Communist Party has broken the democratic world’s monopoly on economic progress. Larry Summers, of Harvard University, observes that when America was growing fastest, it doubled living standards roughly every 30 years. China has been doubling living standards roughly every decade for the past 30 years. The Chinese elite argue that their model—tight control by the Communist Party, coupled with a relentless effort to recruit talented people into its upper ranks—is more efficient than democracy and less susceptible to gridlock. The political leadership changes every decade or so, and there is a constant supply of fresh talent as party cadres are promoted based on their ability to hit targets.
China says its model is more efficient than democracy and less susceptible to gridlock
China’s critics rightly condemn the government for controlling public opinion in all sorts of ways, from imprisoning dissidents to censoring internet discussions. Yet the regime’s obsession with control paradoxically means it pays close attention to public opinion. At the same time China’s leaders have been able to tackle some of the big problems of state-building that can take decades to deal with in a democracy. In just two years China has extended pension coverage to an extra 240m rural dwellers, for example—far more than the total number of people covered by America’s public-pension system.
http://www.economist.com/news/essays/21596796-democracy-was-most-successful-political-idea-20th-century-why-has-it-run-trouble-and-what-can-be-do?fsrc=scn/gp/tl/img/feb27
Raí
27 de fevereiro de 2014 2:32 pmIsolacionismo, seria a solução ?
Drigoeira, até concordo contigo, no que concerne a sermos uma nação quase planeta, que poderia muito bem, voltar seus “olhos” para o mercado e o consumidor interno, e a busca da solução dos nosso problemas básicos, e somente após desenvolvermo-nos internamente, e numa hipotética “sobra” exportar estes excedentes.
E por que não fazemos isto ? Porque ao aceitarmos participar da globalizada economia de mercado, atamo-nos às economias mais desenvolvidas, ávidas(elas sim!) pelo nosso consumidor, e como são eles, os detentores dos recursos que não temos, permitimos que eles investam aqui, e produzam não somente para atender à demanda interna, e explorem-nos, pois não podemos isolar-nos deste emaranhado economico da globalização, aonde os gigantes, esmagam os menores, e obrigam estas economias ascendentes, a seguirem seus conceitos capitalistas e concentradores.
Alguns países que partiram para um isolacionismo a princípio benéfico para seus habitantes, ficaram isolados da distribuição dos recursos financeiros, que hoje flutuam nas economias que aderiram àquela cartilha globalizada, imoral, porem forte demais, para ser vencida pelos menores.
Roberto São Paulo-SP 2014
27 de fevereiro de 2014 11:54 amPetróleo, Reservas Cambiais e Dívida Pública Externa
O fato é que estamos diante de um novo e inédito cenário para o Brasil
Além disso, hoje o Brasil não depende mais do Petróleo importado para elaborar uma plano de desenvolvimento econômico e social, já que estamos muito próximo do ponto em que será gerado um excedente exportável de Petróleo, o que terá grande impacto na Balança comercial e nas contas correntes.
Hoje as Reservas Cambiais é imensamente maior do que a de 11 anos atrás, são US$ 376 bilhões, 10 vezes a mais do que os US$ 37,6 Bilhões do início de 2003.
Hoje a Dívida Pública externa, representa cerca de 3% do PIB, bem menos do que os quase 20% do PIB no início de 2003.
Todos estes fatores permitem a continuação do atual processo de fortalecimento da distribuição de renda e do mercado interno no Brasil.
Creio que a maioria dos analistas no Brasil e no mundo, ainda estão olhando para o retrovisor em relação ao Brasil, principalmente em relação ao fim da dependência do Petróleo importado e do baixo nível da dívida externa pública.
Durante décadas o alto preço do Petróleo e a dependência do petróleo importado limitaram o crescimento econômico, bem como eram os principais fatores a serem considerados na elaboração de qualquer Política Econômica.
tiim
29 de março de 2014 9:34 pmtudo certo!
prezado amigo, em seu cometário no Brasil a coisa caminha muito bem. Então poque não eleger a
Dilma novamente! Quem sabe em 2100 o PT não seja mais uma grande opção de governo.
Roberto São Paulo-SP 2014
27 de fevereiro de 2014 12:13 pmEm 2013, PIB cresce 2,3% e totaliza R$ 4,84 trilhões
IBGE—Comunicação Social—–27 de fevereiro de 2014
Em relação ao terceiro trimestre, o PIB do quarto trimestre de 2013 cresceu 0,7%, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal. Os serviços apresentaram expansão de 0,7%, a agropecuária teve variação nula e a indústria variação negativa de 0,2%.
Na comparação com o quarto trimestre de 2012, o PIB cresceu 1,9%, sendo que o valor adicionado a preços básicos aumentou 1,7%, e os impostos sobre produtos, 3,1%. Registraram crescimento a agropecuária (2,4%), os serviços (1,8%) e a indústria (1,5%).
No ano de 2013, o PIB aumentou 2,3% em relação a 2012, fruto do crescimento de 2,1% no valor adicionado e 3,3% nos impostos. Nessa comparação, a agropecuária (7,0%), os serviços (2,0%) e a indústria (1,3%) cresceram. Em 2013, o PIB em valores correntes alcançou R$ 4,84 trilhões. O PIB per capita ficou em R$ 24.065, apresentando uma alta, em volume, de 1,4%, em volume, em relação a 2012.
A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/pib/defaultcnt.shtm
Em relação ao 3º tri de 2013, PIB cresce 0,7%
Na comparação com o 3º trimestre do ano, os serviços apresentaram expansão de 0,7%, a agropecuária teve variação nula e a indústria variação negativa de 0,2%.
Nos serviços, todas as atividades apresentaram resultados positivos, com destaque para serviços de informação (4,8%). Intermediação financeira e seguros cresceu 2,0%, seguida por outros serviços (1,2%), comércio (0,8%), transporte, armazenagem e correio (0,4%), administração, saúde e educação pública (0,4%) e atividades imobiliárias e aluguel (0,2%).
Dentre os subsetores que formam a indústria, a indústria de transformação registrou recuo de 0,9%, enquanto que a extrativa mineral e a construção civil mantiveram-se praticamente estáveis (-0,1% e 0,0%, respectivamente). Este resultado foi contrabalançado pela expansão observada em eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (1,4%).
Pela ótica do gasto, todos os componentes da demanda interna apresentaram crescimento. A despesa de consumo da administração pública se expandiu em 0,8%, seguida pela despesa de consumo das famílias (0,7%) e pela formação bruta de capital fixo (0,3%). No que se refere ao setor externo, as exportações de bens e serviços cresceram 4,1%, enquanto que as importações apresentaram variação negativa de 0,1%.
PIB cresce 1,9% em relação ao 4º trimestre de 2012
Quando comparado a igual período do ano anterior, o PIB apresentou crescimento de 1,9% no quarto trimestre de 2013. Dentre as atividades que contribuem para a geração do valor adicionado, a agropecuária cresceu 2,4%. Os produtos agrícolas cujas safras são significativas no 4º trimestre e que registraram crescimento na estimativa de produção foram o trigo (30,4%), a cana de açúcar (10,0%) e o fumo (5,5%), enquanto a laranja (-14,8%) e a mandioca (-9,5%) tiveram queda, segundo o LSPA/IBGE divulgado em fevereiro de 2014.
A indústria apresentou expansão de 1,5%. Nesse contexto, a indústria de transformação apresentou crescimento de 1,3%. O seu resultado foi influenciado pelo aumento da produção de máquinas e equipamentos; material eletrônico e equipamentos de comunicação; outros equipamentos de transporte; perfumaria; refino de petróleo e álcool; e produtos de madeira. A construção civil também apresentou aumento no volume do valor adicionado de 2,4%, eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana apresentou crescimento de 3,4% e a extrativa mineral recuou 0,9% em relação ao último trimestre de 2012.
O valor adicionado de serviços cresceu 1,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com destaque para os serviços de informação (7,6%). O comércio (atacadista e varejista) apresentou expansão de 2,9%, seguido por administração, saúde e educação pública (2,4%), transporte, armazenagem e correio (2,2%), serviços imobiliários e aluguel (1,5%) e Intermediação financeira e seguros (1,1%). Já a atividade de outros serviços apresentou recuo de 0,6% no trimestre.
Dentre os componentes da demanda interna, destaque para o crescimento de 5,5% da formação bruta de capital fixo, justificada pela expansão da produção interna de bens de capital. A despesa de consumo das famílias apresentou crescimento de 1,9%, sendo esta a 41ª variação positiva consecutiva nessa base de comparação. A despesa de consumo da administração pública cresceu 2,0% na comparação com o mesmo período de 2012. Pelo lado da demanda externa, tanto as exportações (5,6%) quanto as importações (4,8%) de bens e serviços apresentaram aumento.
Em 2013, PIB cresce 2,3% e PIB per capita cresce 1,4%
O PIB em 2013 acumulou crescimento de 2,3% em relação ao ano anterior. Em 2012, o crescimento acumulado no ano foi de 1,0%. Já o PIB per capita alcançou R$ 24.065 (em valores correntes) em 2013, após ter crescido (em termos reais) 1,4% em relação a 2012.
A expansão do PIB resultou do aumento de 2,1% do valor adicionado a preços básicos e do crescimento de 3,3% nos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. O resultado do valor adicionado neste tipo de comparação refletiu o desempenho das três atividades que o compõem: agropecuária (7,0%), indústria (1,3%) e serviços (2,0%).
O crescimento em volume do valor adicionado da agropecuária decorreu do comportamento de várias culturas importantes da lavoura que registraram aumento na estimativa anual de produção e ganhos de produtividade, com destaque para soja (24,3%), cana de açúcar (10,0%), milho (13,0) e trigo (30,4%).
Na indústria, destacou-se o crescimento da atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (2,9%), puxado pelo consumo residencial de energia elétrica. Já a extrativa mineral acumulou queda de 2,8%, influenciado pela queda na extração de minérios. A construção civil e a indústria de transformação cresceram, ambas, 1,9% em relação a 2012.
Todas as atividades que compõem os serviços registraram crescimento acumulado no ano: serviços de informação (5,3%), transporte, armazenagem e correio (2,9%), comércio (2,5%), serviços imobiliários e aluguel (2,3%), administração, saúde e educação pública (2,1%), intermediação financeira e seguros (1,7%) e outros serviços (0,6%).
Na análise da demanda, o crescimento de 6,3% da formação bruta de capital fixo foi o destaque, puxado pelo aumento da produção interna de máquinas e equipamentos. A despesa de consumo das famílias cresceu 2,3%, sendo este o 10º ano consecutivo de crescimento. Tal comportamento foi favorecido pela elevação da massa salarial e pelo acréscimo do saldo de operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres para as pessoas físicas. A despesa do consumo da administração pública aumentou 1,9%.
No âmbito do setor externo, tanto as exportações (2,5%) quanto as importações (8,4%) de bens e serviços cresceram. Entre as exportações, destaque para produtos agropecuários; outros equipamentos de transporte; veículos automotores e refino de açúcar. Já nas importações, os destaques foram indústria petroleira; serviços de alojamento e alimentação; máquinas e equipamentos; óleo diesel e peças para veículos automotores.
A taxa de investimento no ano de 2013 foi de 18,4% do PIB, ligeiramente acima do observado no ano anterior (18,2%). A taxa de poupança foi de 13,9% em 2013 (ante 14,6% no ano anterior).
Comunicação Social—27 de fevereiro de 2014
URL:
http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&idnoticia=2591&busca=1&t=2013-pib-cresce-2-3-totaliza-r-4-84-trilhoes
Geraldo Fortes
27 de fevereiro de 2014 2:52 pmPIB
Sr. Roberto, poderia esclarecer se nos 2,3% já se encontram incluídos a inflação do ano passado e a desvalorização da moeda? Em outras palavras, o PIB de 2013 foi 2,3% maior, inclusive em dólares?
Abs.
ruyacquaviva
27 de fevereiro de 2014 5:16 pmO que eu posso esclarecer é
O que eu posso esclarecer é que os 2,3% de aumento foram calculados usando os mesmos critérios usdos para o cálculo do PIB de outros anos e de outros países.
Se fossem usados cálculos diferentes não seria possível fazer comparações.
Luiz Eduardo Brandão
27 de fevereiro de 2014 1:32 pmNovos anseios
Além dos novos problemas — Nassif apontou alguns de ordem institucional –, afirmam-se também novos anseios. Os rolezinhos mostraram os anseios de consumo dos até então deserdador, marginalizados pelo desenvolvimento. Mas há outro anseio que me parece esteja passando despercebido. Melhor dizendo, não um anseio novo — este é antigo –, mas uma alteração no ranking dos anseios. Até outro dia, no top dos anseios ficava a educação. Nas últimas pesquisas, a saúde parece ter passado na frente como a principal reivindicação dos brasileiros.
Mauro Kozerski
27 de fevereiro de 2014 2:08 pmO Brasil e as dores do crescimento
Parabéns Nassif pela matéria! Ela é muito esclarecedora pelo ponto de vista comparativo, pois a oposição realça somente os pontos negativos expondo determinados números, e a situação, por sua vez , expõe os pontos positivos olhando para a mesma cena.
Esta matéria esclarece e ensina que devemos lançar o “olhar” para determinada situação ponderando sobre o que realmente os números dizem, não podemos omitir esse ou aquele número pois estaremos sendo injustos com os atores desta história. A mim foi bastante elucidativa essa matéria, pois a avalanche de informações negativas estavam realmente me induzindo a uma avaliação equivocada da atual conjuntura econômica. Não estamos as mil maravilhas, mas com certeza estamos muito melhor que alguns profetas do apocalipse querem nos fazer crer.
Alexandre Weber - Santos -SP
27 de fevereiro de 2014 2:55 pmAssimetria de informações levam a erros crassos
Observe a sanha alucinada da Dilma e do PT para impedir uma CPI da Petrobrás, ou o desespero com a liberação dos empréstimos do BNDES.
Quem conhece estas informações faz um juízo mais completo das situações e mantem o poder de negá-las a quem de direito as necessita, O POVO e A NAÇÃO.
Quem não deve, não teme.
Como temem, estão desqualificados para a crítica, só lhes resta a mentira.
Gelson Otavio da Silva
27 de fevereiro de 2014 3:39 pmO brasil e as dores do crescimentos
Parabens Nacif pela matéria,você conta um pouco de nossa história passada e presente, Getulio Vargas e as mudanças fundamentais feitas em seu governo; sobre o governo JK,que culminou em um avanço das Industrias no País, é claro que uma grande inclusão dos urbanizados,daí por diante eu me incluo no processo como Operario Naval,saído do SENAI, no Governo Jango, acho que não foce a turbulencia politica na época o caminhar seria mas sólidos e o milagre economico dos anos 70 mas conscistente. Não quero mencionar o quanto foi perdido nos finais dos anos 70, ao começo da decáda que estamos vivendo. O momento atual como menciona você é outro, e na politica Industrial precisa de uma reengenharia, e espera dos candidatos a Presidencia da Republica um fogo de transformações.
Nacif, nós precisamos de partidos políticos fortes com programas de governos consolidados nas suas báses, para fazer as transformações que a Nação nescessita.
Joab Gouveia
27 de fevereiro de 2014 4:46 pmPrimeiramente parabens pela
Primeiramente parabens pela reportagem nassif, expõe muito bem o momento em que vivemos !
Duas questões a serem postas :
* O “the economist” estava “pedindo a cabeça” do Ministro Guido, será dor de cotovelo ? O que há por trás deste apedrejamento?
* Não vejo maturidade politica, tão pouco propostas por parte da oposição……as eleições neste apecto serão “facéis” ?
Rodrigo Sousa
27 de fevereiro de 2014 5:10 pmExcelente Mátéria, mas o final dela é so um sonho
Excelente matéria nassif, parabéns por explanar tão bem a situação para nós.
A parte que mais gostei foi essa: “A dinâmica social é de uma riqueza intensa, fora do alcance dos cabeças de planilha.” rs.
Realmente, tenho a percepção que tem muito a se fazer.
O seu comentário final falando do MDIC, da Fazenda, do Tesouro e a necessidade de ter um orgão centralizador é uma saída brilhante que não tinha pensando antes, rombe com o velho sistema, que como bem demonstrou seu texto, não serve aos problemas atuais.
Mas o final acho que é utopico, a oposição não terá esse pensamento, vai ser o mesmo jogo acusatorio para cima do PT e a velha politica de sempre que eles costumam fazer, esse debate, infelizmente, nunca ira existir por parte da oposição. O PIG, eles vão continuar apostando no golpe. Vai chegar o dia em que a oposição terá como oposição a própria oposição, tamanha a incompetência da direita em debater soluções para o país.
Jose de Almeida Bispo
27 de fevereiro de 2014 7:27 pmA depender do triste
A depender do triste histórico… você está cobertíssimo de razão, caro Rodrigo!
“Tudo neste pais se faz com prodigiosa lentidão, dizia Le Barbinais ao seu correspondente; pela menor coisa é necessário um requerimento com todos os requisitos”
TAUNAY, Afonso de. Na Bahia colonial. De 1610 a 1764, III (Lentidão nas coisa do Brasil). Le Barbinais, 1717. IN Revista do IHGB, T-90, vol. 144. p.251
Mais um exemplo, e da mesma época: a um simples transporte de quatro escravos, olha só quanto gente comendo taxas (Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, vol. 18. pp.100-101)
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LC
27 de fevereiro de 2014 7:23 pmCâmbio e educação vão nos quebrar
Muitas verdades Nassif, mas vc e o ex-Presidente não apontaram dois problemas críticos: o câmbio, onde ele repetiu o modelo do FHC, espécie de âncora câmbio e desindustrialização, que seguraram a inflação, mas reduzem o crescimento potencial do país tremendamente; e a educação, que progrediu, mas ainda muito pouco se comparada ao nossos principais concorrentes. Estou falando de Coréia do Sul e China. Pelo amor de Deus não venham falar bobagem citando Argentina, México e Paraguai.
De resto o diagnóstico da cegueira do governo, espelhado nos comentários abaixo. Para o nosso nível de renda o Brasil é disparado o país mais fechado do mundo, e ainda tem maluco querendo fechar ainda mais.
Citar exploração dos ricos é outra bobagem. A ìndia arrebenta em TI e fala inglês fluente. O que aconteceu nos setores de TI nos EUA? Desemprego de americanos e emprego de indianos. Queria muito que tivéssemos esse problema, Apple e IBM empregando todo mundo que sai da faculdade no RJ SP etc, com formação em TI. Pelo visto isso não está acontecendo.
O diagnóstico de crescimento de 4 vezes em dólar é uma monumental bobagem. A maxi está vindo aí, PIB em dólares não quer dizer nada, nem hoje, e nem quando o Real estava super desvalorizado (2004).
Para quem gosta de intervenção estatal (e acho que alguma é necessária) o planejamento é fundamental. Os últimos 4 anos foram gastos com renúncia fiscal para montadora estrangeira (que envia lucros monumentais para a matriz) e formação de bolha imobiliária e de crédito.
Curioso que os fanáticos não mencionam uma linha a respeito da desoneração malucap/montadoras estrangeiras.
Finalmente, Nassif, acho que a sua tese meritória de denunciar os cabeças de planilha foi p/espaço. Quando não se faz rigorosamente nada de política fiscal responsável (marca registrada do inacreditável), a única solução (péssima, por sinal) é aumentar a Selic.
ArthurTaguti
27 de fevereiro de 2014 8:38 pmNo Brasil segue-se aquele
No Brasil segue-se aquele eterno adágio do viver o dia como se fosse o último. O problema é que o dia seguinte sempre vem bater a nossa porta.
O nosso país vive as dores do crescimento porque tem cultura zero de planejamento. Imagine fazer igual aos chineses, construindo estradas sem muita circulação de carros, ou cidades ainda inabitadas. O governante seria enxovalhado, linchado publicamente como inepto, malversador do erário.
É que a nossa cultura administrativa é reativa. Quando um governante planeja uma obra pública, não o faz pensando na demanda para 5, 10, 20 anos. Economiza-se dinheiro construindo aeroportos que já nascem no seu limite de operação, mas inaugurados 2 meses antes das eleições para trazer votos ingênuos.
Você escreve que o Brasil cresceu na última década, e por isso precisa de uma infra-estrutura melhorada.
Ora, isto não era previsível lá em, sei lá, 2003? Os técnicos do Ministério da Fazenda não têm a menor ideia de qual será a demanda por portos, aeroportos, rodovias e ferrovias no médio prazo que seja? Então, governos operam no limite da ineficiência, e quando é gritante a falta de infraestrutura, tiram a bunda da cadeira para construir algo que quando inaugurado, lá no futuro, já começará no seu limite.
É só dar uma olhada nos níveis dramáticos dos reservatórios de água em SP para notar que este vício contamina todo o espectro político nacional. É muito tempo e dinheiro perdido para a incompetência e para o populismo.
Chico Pedro
27 de fevereiro de 2014 11:10 pmSem a menor sombra de dúvida.
Sem a menor sombra de dúvida. O texto concentra forças numa tal teoria de ciclos como se já não soubéssemos há tempos de problemas duradouros e incorrigíveis, fora aqueles recentes como crescimento caótico das metrópoles.
O governo tem seus méritos na última década mas soa ingênuo demais pensar que foram políticas públicas de distribuição de renda e aumento real de salário mínimo que nos alçou para outro patamar.
Parece que vivemos numa ilha descolada do restante de um mundo que não conta com a presença de chineses comprando minério e irrigando nossas prateleiras ou investidores interessados no nosso imenso mercado de consumo.
Mercado de consumo atraente desde que o desenvolvimento urbano atraiu trabalhadores para fábricaas inauguradas no período getulista, para ficar em apenas um exemplo. Incrivelmente o texto relata tais episódios, são não faz qualquer associação com a não solução de problemas graves desde então: massas incultas, baixo capital social, ausência de planos de longo prazo, sistema político elitista, altíssima desigualdade e por aí afora.
Vive-se aqui no mundo da ilusão.
Chico Pedro
27 de fevereiro de 2014 8:39 pmO viés economicista
O viés economicista preponderou, benefícios materiais são tábua de salvação, importa pouco a precariedade da vida das pessoas em grandes centros urbanos ou no meio rural, os baixíssimos índices de cobertura do saneamento básico, escolaridade, segurança, mobilidade, sistema político e tributário exclusivistas.
Logo no início do ano a Carta Capítal soltou uma edição especial com uma série de propostas para diferentes áreas. Não há uma única sequer que requer poucos esforços. Para uma, o planejamento urbano, a questão é desalentadora, está sob o domínio de jogos agressivos de prepadadores.
Wilson Cano já havia salientado o problema, em algumas entrevistas comenta sobre as dificuldades de hoje serem ainda maiores que de algumas décadas atrás. Jessé de Souza, por sua vez, fala sobre o conteúdo farsesco do discurso eleitoral da nova classe média, abarca o esfolamento do trabalhador no dia-dia, o tanto que este se arrebenta na periferia.
Enfim, seria a parte vazia do copo que poderiam – no mínimo – levar em consideração para um debate de alto nível. Mas não, o bacana é vender a idéia que estamos num patamar totalmente diferente comerciando no mercado externo soja e minério super valorizados, vendo países com grau semelhante de industrialização apresentarem – TAMBÉM – índices robustos de crescimentos.
Para ficar apenas num único item, claro que o país é um destino privilegiado. Os gringos compram os filés de um mercado de massas desde muito tempo. Dominam completamente mercadorias com alto valor agregado e onde estão os grandes lucros. Sobram para os brasileiros, quando muito, o setor de alimentos e vestuário.
O principal problema é então a qualidade de vida com o viés da renda média, o desafio de fazer a “economia do país crescer”.
Com todo respeito, a mim parece que o cúmulo do planilhismo é justamente o que o texto apresenta. Façamos a máquina andar investindo na infra, todo o resto (que realmente importa) cuida para nós a divina providência.
LC
27 de fevereiro de 2014 9:41 pmTese do cabeça de planilha afundou
Pois é Chico, me lembro daqueles dias finais do Armínio Fraga no Bacen em 2002, não havia simplesmente nenhuma ideia nova. A tese do cabeça de planilha era perfeita. Não deixa de ser irônico que 12 anos depois estamos novamente em um beco sem saída. O que essa senhora chama de desenvolvimentismo eu chamo de estímulo a bolhas imobiliária e de crédito. O planejamento é inexistente, o governo federal é uma catástrofe.
O Lula (que ao contrário do que pensam muitos aqui não é Deus) realmente não teve um segundo de descanso da grande mídia. Não é o caso dessa senhora, que insiste (por ignorância ou má-fé) com uma área econômica absolutamente perdida.
Semana passada um colega meu disse que vai votar nela para que ela tenha que resolver os problemas que, ou não resolveu, ou ajudou a piorar. Não é o meu caso, voto em qualquer um que chegue no segundo turno, até na obscura Marina.
Moral da história, é melhor um Ministro da Fazenda cabeça de planilha do que um Ministro sem-cabeça, pau mandado de uma incompetente…
Chico Pedro
27 de fevereiro de 2014 11:19 pmEla pode ser uma grande
Ela pode ser uma grande decepção, mais pela estrutura que não a permite ir muito mais longe que por seus próprios equívocos.
A verdade é que a acanhada receitinha de bolo que procura fazer muito com poucos esforços de mudança na estrutura social chegou ao fim.
Distribuir renda e aumentar salários não seria bom mas ótimo se não fosse tão fácil e de alcance limitado no tempo e no espaço. E digo que é fácil porque uma coisa é um cartão magnético com senhas para saque de dinheiros, outra é alterar o modelo de distribuição de recursos através de uma reforma tributária.
Aí podem falar.: “ah, mas isso é MUITO difícil”. É sim. Todos os principais produtos responsáveis pelo progresso tem alto custo político. O problema é não haver como escapar deles se é o caso de – aí sim – alcançar outro patamar de desenvolvimento.
Ocorre que não temos essas pessoas para tanto nem tampouco ambiente onde se elabora e aplicam tais práticas. O que nós temos são grandes peritos eleitorais, o inverso do que precisamos.
O perito eleitoral é aquele que foge das discussões realmente graves e realça os feitos imaginários.
Clever Mendes de Oliveira
27 de fevereiro de 2014 9:44 pmUma proposta para o século XXII: reinventar o Estado
Luis Nassif,
Concordo bem com suas descrições neste seu post “O Brasil e as dores do crescimento” de quinta-feira, 27/02/2014 às 06:00. Você é muito bom nas memorizações, embora no afogadilho, às vezes, não cheque os fatos e datas e cometa alguns equívocos, que se ressalve, não me pareceu ter ocorrido no caso deste post.
É bem verdade que a frase “E o principal problema é a estagnação da economia” pareceu-me um pouco fora do lugar. Sozinha a frase daria um post cujo título seria “O principal problema é a estagnação da economia”. E presumivelmente se iria falar das razões e soluções para a estagnação econômica. Ai o tema ficaria vasto, pois só na rememoração das causas produzidas pelo Plano Real, a relação ficaria interminável.
O título que você deu ao post “O Brasil e as dores do crescimento” não ficou tão distante do outro título que eu dei a partir de frase sua. O problema do seu título é que ele traz à memória a expressão “dores do parto” e dá a sensação de que você quer dizer que o Brasil parte para o crescimento. De todo modo, como eu disse, se o título fosse o que eu sugeri – “O principal problema é a estagnação da economia” – o tempo necessário para enfocar com correção as razões ou causas da estagnação e as propostas de soluções que permitam que o Brasil parta para o crescimento econômico ficarem além da razoabilidades .
Além disso, há que reconhecer que você faz uma proposta que a transcrevo nas suas palavras:
“Como o país de hoje é imensamente maior do que o de 11 anos atrás, a infraestrutura, a parte institucional não dá conta. Daí a necessidade premente de, em cada canto de política pública, se pensar na reinvenção do Estado”.
Não entendi bem o que você quis dizer com “a infraestrutura, a parte institucional não dá conta”. Você quis dizer “a parte institucional da infraestrutura”? Não entendi bem o que significa esta expressão a menos que você queira dizer “a parte pública da infraestrutura”. Ou seria “a infraestrutura e a parte institucional não dão conta”?
Mais importante, entretanto, é a sua proposta de “se pensar na reinvenção do Estado”. É uma proposta para o imediato ou para o século XXII? Esta proposta me fez lembrar de um post recente de Paul Krugman. Trata-se do post “Strutural Reform is the Last Refuge of Scoundrels” de sexta-feira, 21/02/2014 às 08h 02min am. Em uma tradução feita a partir do tradutor da Google o título do post é “Reforma Estrutural é o último refúgio dos canalhas”. Como este título “Reforma Estrutural é o último refúgio dos canalhas” transcrevo a seguir já traduzido a partir do tradutor da Google o post de Paul Krugman na integra. A tradução tem lá algumas falhas, mas a trouxe pela reclamação que originais em inglês em geral sucita aqui no blog. De todo modo todos os endereços indicados são o do post original “Structural Reform is the Last Refuge of Scoundrels”. Diz lá Paul Krugman:
– – – – – – –
Reforma Estrutural é o último refúgio dos canalhas (http://krugman.blogs.nytimes.com/2014/02/21/structural-reform-is-the-last-refuge-of-scoundrels/?_php=true&_type=blogs&_r=0)
OK , vamos deixar claro: Eu sou a favor de uma reforma estrutural (contanto que ela seja o tipo certo de reforma). Eu também sou a favor da paz, bondade e bom café para todos.
Mas quando eu vejo pessoas influentes [Eu teria dito aqui pessoas inteligentes] pedindo reformas estruturais como a resposta universal para todos os problemas econômicos, eu fico com raiva.
Daí a minha ira matinal com a OCDE (http://www.oecd.org/economy/ambitious-structural-reforms-can-pave-the-return-to-strong-and-sustainable-growth.htm).
Alguns antecedentes: a OCDE é, definitivamente, um dos vilões da crise. Lá em 2010, ela não só endossou entusiasticamente a austeridade fiscal, como exigiu taxas de juros muito mais altos (http://krugman.blogs.nytimes.com/2010/05/27/conventional-madness/) também. Quando austeridade e estímulo monetário inadequado levaram a Europa a um desempenho econômico agora em linha com o de 1930 (http://krugman.blogs.nytimes.com/2013/12/15/if-only-it-were-the-1930s/), a OCDE advertiu veementemente (http://krugman.blogs.nytimes.com/2013/04/30/the-beatings-must-continue-2/) contra qualquer mudança de rumo.
Agora, com o crescimento terrível e desinflação – indo para deflação uma ameaça real – em grande parte graças às políticas fiscais apertadas e políticas monetárias inadequadas aplaudidos pela OCDE – a OCDE adverte que as coisas não parecem boas. E a resposta é … uma reforma estrutural!
Sinto muito: Isso pode parecer sério, mas é intelectualmente preguiçoso e covarde”.
– – – – – – – –
No início da década de 90, quando comecei a ler Paul Krugman, eu não gostava muito das idéias dele. Eu era um entusiasmado com a intervenção do FMI no Brasil em 1983 e que nos deixou de legado a possibilidade de se ter um saldo mensal de R$1 bilhão de dólares para exportações que mal chegavam a R$25 bilhões de dólares ao ano, mesmo sabendo que o saldo na Balança Comercial é um excedente interno que se consegue mediante redução do consumo. Como o saldo nos liberava da dependência financeira externa e dava impulso ao crescimento via exportação, eu considerava um equivoco ficar contra o saldo comercial como se posicionava Paul Krugman. Depois é que eu entendi que ele queria dizer que ele combatia a idéia de que saldo comercial elevado fosse demonstração de força econômica. Ao contrário sinalizava mais uma fraqueza. Nações ricas e fortes tinham déficit.
Ultimamente, entretanto, Paul Krugman não prega nada que me contrarie (Não me contraria, embora eu não concorde com ele, a idéia dele de que os CEOs estão ganhando mais do que deviam. Pode existir falta de alíquotas mais progressivas, mas no sistema capitalista na média a remuneração é de acordo com a oferta e a procura). Aqui no seu blog, o MauroBrasil tem traduzido bons textos de Paul Krugman. Um último que eu lembro e de que eu gostei muito foi o que deu origem ao post “Classificações de risco ideológicas, por Paul Krugman” de sexta-feira, 08/11/2013 às 15:46 contendo o artigo “Classificações de risco ideológico”. O momento é propício para reler esta crítica de Paul Krugman. Deixo então o endereço do post “Classificações de risco ideológicas, por Paul Krugman” que é:
https://jornalggn.com.br/noticia/classificacoes-de-risco-ideologicas-por-paul-krugman
Junto ao post “Classificações de risco ideológicas, por Paul Krugman”, eu fiz um comentário para MauroBrasil e o enviei sexta-feira, 08/11/2013 às 19:17, e nele há um trecho que merece também um destaque aqui neste post “O Brasil e as dores do crescimento”. Em meu comentário eu faço referência ao post “Paul Krugman Is Tired of Trying to Reason with You People: John Taylor’s Award-Winning Paragraphs: Noted” de quarta-feira, 30/10/2013 às 08:58, no blog de Brad DeLong. Trata-se de um post muito ilustrativo do papel que Paul Krugman tem desempenhado nos últimos anos. Como penso que vale a pena, deixo aqui o endereço do post “Paul Krugman Is Tired of Trying to Reason with You People: John Taylor’s Award-Winning Paragraphs: Noted”:
http://delong.typepad.com/sdj/2013/10/paul-krugman-is-tired-of-trying-to-reason-with-you-people-john-taylors-award-winning-paragraphs-noted.html
O post de Brad DeLong é só uma foto montagem de Paul Krugman, mas que deixa entender que Paul Krugman seria uma espécie de arrasa quarteirões à direita (Às vezes ele arrasa também os da esquerda).
Bem, você não é a OCDE, nem é canalha e nem está nos quarteirões à direita, mas vai que Paul Krugman esteja com aquela ira matinal, então, neste caso, esta história de reinvenção do Estado não lhe dá um bom álibi para se proteger.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 27/02/2014
Alexandre Weber - Santos -SP
28 de fevereiro de 2014 1:33 amSerá que a democracia já deu o que tinha para dar
A The Economist de hoje faz um artigo de fôlego, 6 páginas, sobre as revoltas que pipocam por todo o planeta de norte a sul e de leste a oeste e arrisca dizer que o modelo democrático não funciona.
O Artigo está aqui.
http://www.economist.com/news/essays/21596796-democracy-was-most-successful-political-idea-20th-century-why-has-it-run-trouble-and-what-can-be-do?fsrc=scn/gp/tl/img/feb27
What’s gone wrong with democracy
Democracy was the most successful political idea of the 20th century. Why has it run into trouble, and what can be done to revive it?
THE protesters who have overturned the politics of Ukraine have many aspirations for their country. Their placards called for closer relations with the European Union (EU), an end to Russian intervention in Ukraine’s politics and the establishment of a clean government to replace the kleptocracy of President Viktor Yanukovych. But their fundamental demand is one that has motivated people over many decades to take a stand against corrupt, abusive and autocratic governments. They want a rules-based democracy.
It is easy to understand why. Democracies are on average richer than non-democracies, are less likely to go to war and have a better record of fighting corruption. More fundamentally, democracy lets people speak their minds and shape their own and their children’s futures. That so many people in so many different parts of the world are prepared to risk so much for this idea is testimony to its enduring appeal.
Yet these days the exhilaration generated by events like those in Kiev is mixed with anxiety, for a troubling pattern has repeated itself in capital after capital. The people mass in the main square. Regime-sanctioned thugs try to fight back but lose their nerve in the face of popular intransigence and global news coverage. The world applauds the collapse of the regime and offers to help build a democracy. But turfing out an autocrat turns out to be much easier than setting up a viable democratic government. The new regime stumbles, the economy flounders and the country finds itself in a state at least as bad as it was before. This is what happened in much of the Arab spring, and also in Ukraine’s Orange revolution a decade ago. In 2004 Mr Yanukovych was ousted from office by vast street protests, only to be re-elected to the presidency (with the help of huge amounts of Russian money) in 2010, after the opposition politicians who replaced him turned out to be just as hopeless.
Between 1980 and 2000 democracy experienced a few setbacks, but since 2000 there have been many
Democracy is going through a difficult time. Where autocrats have been driven out of office, their opponents have mostly failed to create viable democratic regimes. Even in established democracies, flaws in the system have become worryingly visible and disillusion with politics is rife. Yet just a few years ago democracy looked as though it would dominate the world.
In the second half of the 20th century, democracies had taken root in the most difficult circumstances possible—in Germany, which had been traumatised by Nazism, in India, which had the world’s largest population of poor people, and, in the 1990s, in South Africa, which had been disfigured by apartheid. Decolonialisation created a host of new democracies in Africa and Asia, and autocratic regimes gave way to democracy in Greece (1974), Spain (1975), Argentina (1983), Brazil (1985) and Chile (1989). The collapse of the Soviet Union created many fledgling democracies in central Europe. By 2000 Freedom House, an American think-tank, classified 120 countries, or 63% of the world total, as democracies.
Representatives of more than 100 countries gathered at the World Forum on Democracy in Warsaw that year to proclaim that “the will of the people” was “the basis of the authority of government”. A report issued by America’s State Department declared that having seen off “failed experiments” with authoritarian and totalitarian forms of government, “it seems that now, at long last, democracy is triumphant.”
Such hubris was surely understandable after such a run of successes. But stand farther back and the triumph of democracy looks rather less inevitable. After the fall of Athens, where it was first developed, the political model had lain dormant until the Enlightenment more than 2,000 years later. In the 18th century only the American revolution produced a sustainable democracy. During the 19th century monarchists fought a prolonged rearguard action against democratic forces. In the first half of the 20th century nascent democracies collapsed in Germany, Spain and Italy. By 1941 there were only 11 democracies left, and Franklin Roosevelt worried that it might not be possible to shield “the great flame of democracy from the blackout of barbarism”.
A high-water mark?
Freedom score, by country
AfricaAsia northAsia southEuropeMiddle EastNorth AmericaSouth America % of total19721975198019851990199520002005201020130255075100 Not freePartly freeFree2013 Sources: Freedom House; The Economist
The progress seen in the late 20th century has stalled in the 21st. Even though around 40% of the world’s population, more people than ever before, live in countries that will hold free and fair elections this year, democracy’s global advance has come to a halt, and may even have gone into reverse. Freedom House reckons that 2013 was the eighth consecutive year in which global freedom declined, and that its forward march peaked around the beginning of the century. Between 1980 and 2000 the cause of democracy experienced only a few setbacks, but since 2000 there have been many. And democracy’s problems run deeper than mere numbers suggest. Many nominal democracies have slid towards autocracy, maintaining the outward appearance of democracy through elections, but without the rights and institutions that are equally important aspects of a functioning democratic system.
Faith in democracy flares up in moments of triumph, such as the overthrow of unpopular regimes in Cairo or Kiev, only to sputter out once again. Outside the West, democracy often advances only to collapse. And within the West, democracy has too often become associated with debt and dysfunction at home and overreach abroad. Democracy has always had its critics, but now old doubts are being treated with renewed respect as the weaknesses of democracy in its Western strongholds, and the fragility of its influence elsewhere, have become increasingly apparent. Why has democracy lost its forward momentum?
The return of history
THE two main reasons are the financial crisis of 2007-08 and the rise of China. The damage the crisis did was psychological as well as financial. It revealed fundamental weaknesses in the West’s political systems, undermining the self-confidence that had been one of their great assets. Governments had steadily extended entitlements over decades, allowing dangerous levels of debt to develop, and politicians came to believe that they had abolished boom-bust cycles and tamed risk. Many people became disillusioned with the workings of their political systems—particularly when governments bailed out bankers with taxpayers’ money and then stood by impotently as financiers continued to pay themselves huge bonuses. The crisis turned the Washington consensus into a term of reproach across the emerging world.
Meanwhile, the Chinese Communist Party has broken the democratic world’s monopoly on economic progress. Larry Summers, of Harvard University, observes that when America was growing fastest, it doubled living standards roughly every 30 years. China has been doubling living standards roughly every decade for the past 30 years. The Chinese elite argue that their model—tight control by the Communist Party, coupled with a relentless effort to recruit talented people into its upper ranks—is more efficient than democracy and less susceptible to gridlock. The political leadership changes every decade or so, and there is a constant supply of fresh talent as party cadres are promoted based on their ability to hit targets.
China says its model is more efficient than democracy and less susceptible to gridlock
China’s critics rightly condemn the government for controlling public opinion in all sorts of ways, from imprisoning dissidents to censoring internet discussions. Yet the regime’s obsession with control paradoxically means it pays close attention to public opinion. At the same time China’s leaders have been able to tackle some of the big problems of state-building that can take decades to deal with in a democracy. In just two years China has extended pension coverage to an extra 240m rural dwellers, for example—far more than the total number of people covered by America’s public-pension system.
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Many Chinese are prepared to put up with their system if it delivers growth. The 2013 Pew Survey of Global Attitudes showed that 85% of Chinese were “very satisfied” with their country’s direction, compared with 31% of Americans. Some Chinese intellectuals have become positively boastful. Zhang Weiwei of Fudan University argues that democracy is destroying the West, and particularly America, because it institutionalises gridlock, trivialises decision-making and throws up second-rate presidents like George Bush junior. Yu Keping of Beijing University argues that democracy makes simple things “overly complicated and frivolous” and allows “certain sweet-talking politicians to mislead the people”. Wang Jisi, also of Beijing University, has observed that “many developing countries that have introduced Western values and political systems are experiencing disorder and chaos” and that China offers an alternative model. Countries from Africa (Rwanda) to the Middle East (Dubai) to South-East Asia (Vietnam) are taking this advice seriously.
China’s advance is all the more potent in the context of a series of disappointments for democrats since 2000. The first great setback was in Russia. After the fall of the Berlin Wall in 1989 the democratisation of the old Soviet Union seemed inevitable. In the 1990s Russia took a few drunken steps in that direction under Boris Yeltsin. But at the end of 1999 he resigned and handed power to Vladimir Putin, a former KGB operative who has since been both prime minister and president twice. This postmodern tsar has destroyed the substance of democracy in Russia, muzzling the press and imprisoning his opponents, while preserving the show—everyone can vote, so long as Mr Putin wins. Autocratic leaders in Venezuela, Ukraine, Argentina and elsewhere have followed suit, perpetuating a perverted simulacrum of democracy rather than doing away with it altogether, and thus discrediting it further.
The next big setback was the Iraq war. When Saddam Hussein’s fabled weapons of mass destruction failed to materialise after the American-led invasion of 2003, Mr Bush switched instead to justifying the war as a fight for freedom and democracy. “The concerted effort of free nations to promote democracy is a prelude to our enemies’ defeat,” he argued in his second inaugural address. This was more than mere opportunism: Mr Bush sincerely believed that the Middle East would remain a breeding ground for terrorism so long as it was dominated by dictators. But it did the democratic cause great harm. Left-wingers regarded it as proof that democracy was just a figleaf for American imperialism. Foreign-policy realists took Iraq’s growing chaos as proof that American-led promotion of democratisation was a recipe for instability. And disillusioned neoconservatives such as Francis Fukuyama, an American political scientist, saw it as proof that democracy cannot put down roots in stony ground.
Democracy’s ups and downs
PortugalAPR 1974
A military-led coup ends the dictatorship. Amid mass demonstrations, carnation flowers are put into the barrels of soldiers’ guns. Parliamentary elections follow.
GreeceJUL 1974
The military government, which seized power in 1967, collapses. Former prime minister Constantine Karamanlis sets up a caretaker government and wins the ensuing elections.
Spain1975
After the death of Francisco Franco, King Juan Carlos takes over as head of state and steers the country towards democracy. A new constitution is agreed and approved in 1978.
Argentina1976
A military junta takes over after deposing president Isabel Perón in a coup. Thousands of government opponents are “disappeared” in the following years.
Latin America1980
Military rule gives way to democracy in Peru (1980), Bolivia (1982), Argentina (1983), Uruguay (1984), Brazil (1985) and Chile (1987).
Soviet Union1985
Mikhail Gorbachev takes over as Soviet leader and begins a series of political reforms under the slogans “glasnost” (opening) and “perestroika” (restructuring).
South KoreaJUN 1987
Widespread protests at the lack of political reform force the military government to agree to constitutional revisions and direct presidential elections in December.
ChinaAPR-JUN 1989
Pro-democracy protests in Tiananmen Square, led by students, are violently suppressed by the government. Hundreds (possibly thousands) of protestors are killed.
GermanyNOV 1989
The Berlin Wall falls as political changes and civil unrest erode government authority across the pro-Soviet Eastern Bloc.
CzechoslovakiaNOV 1989
Mass demonstrations, led by students, prompt the resigation of the government in the “Velvet Revolution”. Vaclav Havel becomes president on December 29th.
Baltic StatesSEP 1990
Baltic States: The Soviet Union recognises the independence of Estonia, Lithuania and Latvia, setting a precedent for other Soviet republics to secede from the Soviet Union.
GermanyOCT 1990
East and West Germany, divided since the end of the second world war, are reunited to form a single state.
Eastern EuropeFEB 1991
The Warsaw Pact is disbanded following the collapse of Communist governments in Hungary, Czechoslovakia, Albania, East Germany, Poland, Romania and Bulgaria.
Soviet UnionDEC 1991
The Soviet Union is dissolved and its 12 republics become independent states, ending the cold war.
South AfricaMAY 1994
Nelson Mandela becomes South Africa’s first black president, following the country’s first elections with universal suffrage.
RussiaMAR 2000
Vladimir Putin is elected president of Russia, which begins a gradual slide into authoritarianism under his leadership.
Venezuela2001
Hugo Chávez begins his second term as president, during which he becomes increasingly authoritarian.
Former Soviet Union2000s
Colour revolutions overthrow leaders in Georgia (2003), Ukraine (2004) and Kyrgyzstan (2005), but fail to establish full democracy.
IraqMAR 2003
Having failed to find any weapons of mass destruction, America justifies its intervention as an effort to spread democracy. Elections in 2005 fail to quell post-invasion chaos.
Iran2009
The disputed re-election of Mahmoud Ahmadinejad as president leads to widespread protests and chants of “Where is my vote?”. Dozens are killed as the protests are suppressed.
China2010
China overtakes Japan to become the world’s second-largest economy. Its success shows that rapid growth is possible without democracy.
Middle East2011
The Arab spring seems to herald a new wave of democratisation. Dictators are ousted in Tunisia, Egypt and Libya, and elections follow.
Europe2011
Technocratic governments staffed by unelected professionals take over in Italy and Greece to push through unpopular austerity policies.
PakistanMAR 2013
For the first time in Pakistan’s 66-marker history, an elected government completes its term and the country makes a peaceful democratic transition to its successor.
EgyptJUL 2013
Mohammed Morsi, elected president in 2012, is deposed in a coup led by the army.
A third serious setback was Egypt. The collapse of Hosni Mubarak’s regime in 2011, amid giant protests, raised hopes that democracy would spread in the Middle East. But the euphoria soon turned to despair. Egypt’s ensuing elections were won not by liberal activists (who were hopelessly divided into a myriad of Pythonesque parties) but by Muhammad Morsi’s Muslim Brotherhood. Mr Morsi treated democracy as a winner-takes-all system, packing the state with Brothers, granting himself almost unlimited powers and creating an upper house with a permanent Islamic majority. In July 2013 the army stepped in, arresting Egypt’s first democratically elected president, imprisoning leading members of the Brotherhood and killing hundreds of demonstrators. Along with war in Syria and anarchy in Libya, this has dashed the hope that the Arab spring would lead to a flowering of democracy across the Middle East.
Meanwhile some recent recruits to the democratic camp have lost their lustre. Since the introduction of democracy in 1994 South Africa has been ruled by the same party, the African National Congress, which has become progressively more self-serving. Turkey, which once seemed to combine moderate Islam with prosperity and democracy, is descending into corruption and autocracy. In Bangladesh, Thailand and Cambodia, opposition parties have boycotted recent elections or refused to accept their results.
All this has demonstrated that building the institutions needed to sustain democracy is very slow work indeed, and has dispelled the once-popular notion that democracy will blossom rapidly and spontaneously once the seed is planted. Although democracy may be a “universal aspiration”, as Mr Bush and Tony Blair insisted, it is a culturally rooted practice. Western countries almost all extended the right to vote long after the establishment of sophisticated political systems, with powerful civil services and entrenched constitutional rights, in societies that cherished the notions of individual rights and independent judiciaries.
Anti-austerity protests in Greece, October 2010

“Nothing is more wonderful than the art of being free, but nothing is harder to learn how to use than freedom.”ALEXIS DE TOCQUEVILLE, “DEMOCRACY IN AMERICA”
Yet in recent years the very institutions that are meant to provide models for new democracies have come to seem outdated and dysfunctional in established ones. The United States has become a byword for gridlock, so obsessed with partisan point-scoring that it has come to the verge of defaulting on its debts twice in the past two years. Its democracy is also corrupted by gerrymandering, the practice of drawing constituency boundaries to entrench the power of incumbents. This encourages extremism, because politicians have to appeal only to the party faithful, and in effect disenfranchises large numbers of voters. And money talks louder than ever in American politics. Thousands of lobbyists (more than 20 for every member of Congress) add to the length and complexity of legislation, the better to smuggle in special privileges. All this creates the impression that American democracy is for sale and that the rich have more power than the poor, even as lobbyists and donors insist that political expenditure is an exercise in free speech. The result is that America’s image—and by extension that of democracy itself—has taken a terrible battering.
Nor is the EU a paragon of democracy. The decision to introduce the euro in 1999 was taken largely by technocrats; only two countries, Denmark and Sweden, held referendums on the matter (both said no). Efforts to win popular approval for the Lisbon Treaty, which consolidated power in Brussels, were abandoned when people started voting the wrong way. During the darkest days of the euro crisis the euro-elite forced Italy and Greece to replace democratically elected leaders with technocrats. The European Parliament, an unsuccessful attempt to fix Europe’s democratic deficit, is both ignored and despised. The EU has become a breeding ground for populist parties, such as Geert Wilders’s Party for Freedom in the Netherlands and Marine Le Pen’s National Front in France, which claim to defend ordinary people against an arrogant and incompetent elite. Greece’s Golden Dawn is testing how far democracies can tolerate Nazi-style parties. A project designed to tame the beast of European populism is instead poking it back into life.
The democratic distemper
EVEN in its heartland, democracy is clearly suffering from serious structural problems, rather than a few isolated ailments. Since the dawn of the modern democratic era in the late 19th century, democracy has expressed itself through nation-states and national parliaments. People elect representatives who pull the levers of national power for a fixed period. But this arrangement is now under assault from both above and below.
From above, globalisation has changed national politics profoundly. National politicians have surrendered ever more power, for example over trade and financial flows, to global markets and supranational bodies, and may thus find that they are unable to keep promises they have made to voters. International organisations such as the International Monetary Fund, the World Trade Organisation and the European Union have extended their influence. There is a compelling logic to much of this: how can a single country deal with problems like climate change or tax evasion? National politicians have also responded to globalisation by limiting their discretion and handing power to unelected technocrats in some areas. The number of countries with independent central banks, for example, has increased from about 20 in 1980 to more than 160 today.
From below come equally powerful challenges: from would-be breakaway nations, such as the Catalans and the Scots, from Indian states, from American city mayors. All are trying to reclaim power from national governments. There are also a host of what Moisés Naim, of the Carnegie Endowment for International Peace, calls “micro-powers”, such as NGOs and lobbyists, which are disrupting traditional politics and making life harder for democratic and autocratic leaders alike. The internet makes it easier to organise and agitate; in a world where people can participate in reality-TV votes every week, or support a petition with the click of a mouse, the machinery and institutions of parliamentary democracy, where elections happen only every few years, look increasingly anachronistic. Douglas Carswell, a British member of parliament, likens traditional politics to HMV, a chain of British record shops that went bust, in a world where people are used to calling up whatever music they want whenever they want via Spotify, a popular digital music-streaming service.
The biggest challenge to democracy, however, comes neither from above nor below but from within—from the voters themselves. Plato’s great worry about democracy, that citizens would “live from day to day, indulging the pleasure of the moment”, has proved prescient. Democratic governments got into the habit of running big structural deficits as a matter of course, borrowing to give voters what they wanted in the short term, while neglecting long-term investment. France and Italy have not balanced their budgets for more than 30 years. The financial crisis starkly exposed the unsustainability of such debt-financed democracy.
With the post-crisis stimulus winding down, politicians must now confront the difficult trade-offs they avoided during years of steady growth and easy credit. But persuading voters to adapt to a new age of austerity will not prove popular at the ballot box. Slow growth and tight budgets will provoke conflict as interest groups compete for limited resources. To make matters worse, this competition is taking place as Western populations are ageing. Older people have always been better at getting their voices heard than younger ones, voting in greater numbers and organising pressure groups like America’s mighty AARP. They will increasingly have absolute numbers on their side. Many democracies now face a fight between past and future, between inherited entitlements and future investment.
Adjusting to hard times will be made even more difficult by a growing cynicism towards politics. Party membership is declining across the developed world: only 1% of Britons are now members of political parties compared with 20% in 1950. Voter turnout is falling, too: a study of 49 democracies found that it had declined by 10 percentage points between 1980-84 and 2007-13. A survey of seven European countries in 2012 found that more than half of voters “had no trust in government” whatsoever. A YouGov opinion poll of British voters in the same year found that 62% of those polled agreed that “politicians tell lies all the time”.
Meanwhile the border between poking fun and launching protest campaigns is fast eroding. In 2010 Iceland’s Best Party, promising to be openly corrupt, won enough votes to co-run Reykjavik’s city council. And in 2013 a quarter of Italians voted for a party founded by Beppe Grillo, a comedian. All this popular cynicism about politics might be healthy if people demanded little from their governments, but they continue to want a great deal. The result can be a toxic and unstable mixture: dependency on government on the one hand, and disdain for it on the other. The dependency forces government to overexpand and overburden itself, while the disdain robs it of its legitimacy. Democratic dysfunction goes hand in hand with democratic distemper.
Democracy’s problems in its heartland help explain its setbacks elsewhere. Democracy did well in the 20th century in part because of American hegemony: other countries naturally wanted to emulate the world’s leading power. But as China’s influence has grown, America and Europe have lost their appeal as role models and their appetite for spreading democracy. The Obama administration now seems paralysed by the fear that democracy will produce rogue regimes or empower jihadists. And why should developing countries regard democracy as the ideal form of government when the American government cannot even pass a budget, let alone plan for the future? Why should autocrats listen to lectures on democracy from Europe, when the euro-elite sacks elected leaders who get in the way of fiscal orthodoxy?
The financial crisis has starkly exposed the unsustainability of debt-financed democracy
At the same time, democracies in the emerging world have encountered the same problems as those in the rich world. They too have overindulged in short-term spending rather than long-term investment. Brazil allows public-sector workers to retire at 53 but has done little to create a modern airport system. India pays off vast numbers of client groups but invests too little in infrastructure. Political systems have been captured by interest groups and undermined by anti-democratic habits. Patrick French, a British historian, notes that every member of India’s lower house under the age of 30 is a member of a political dynasty. Even within the capitalist elite, support for democracy is fraying: Indian business moguls constantly complain that India’s chaotic democracy produces rotten infrastructure while China’s authoritarian system produces highways, gleaming airports and high-speed trains.
Democracy has been on the back foot before. In the 1920s and 1930s communism and fascism looked like the coming things: when Spain temporarily restored its parliamentary government in 1931, Benito Mussolini likened it to returning to oil lamps in the age of electricity. In the mid-1970s Willy Brandt, a former German chancellor, pronounced that “western Europe has only 20 or 30 more years of democracy left in it; after that it will slide, engineless and rudderless, under the surrounding sea of dictatorship”. Things are not that bad these days, but China poses a far more credible threat than communism ever did to the idea that democracy is inherently superior and will eventually prevail.
Yet China’s stunning advances conceal deeper problems. The elite is becoming a self-perpetuating and self-serving clique. The 50 richest members of the China’s National People’s Congress are collectively worth $94.7 billion—60 times as much as the 50 richest members of America’s Congress. China’s growth rate has slowed from 10% to below 8% and is expected to fall further—an enormous challenge for a regime whose legitimacy depends on its ability to deliver consistent growth.
At the same time, as Alexis de Tocqueville pointed out in the 19th century, democracies always look weaker than they really are: they are all confusion on the surface but have lots of hidden strengths. Being able to install alternative leaders offering alternative policies makes democracies better than autocracies at finding creative solutions to problems and rising to existential challenges, though they often take a while to zigzag to the right policies. But to succeed, both fledgling and established democracies must ensure they are built on firm foundations.
Getting democracy right
THE most striking thing about the founders of modern democracy such as James Madison and John Stuart Mill is how hard-headed they were. They regarded democracy as a powerful but imperfect mechanism: something that needed to be designed carefully, in order to harness human creativity but also to check human perversity, and then kept in good working order, constantly oiled, adjusted and worked upon.
The need for hard-headedness is particularly pressing when establishing a nascent democracy. One reason why so many democratic experiments have failed recently is that they put too much emphasis on elections and too little on the other essential features of democracy. The power of the state needs to be checked, for instance, and individual rights such as freedom of speech and freedom to organise must be guaranteed. The most successful new democracies have all worked in large part because they avoided the temptation of majoritarianism—the notion that winning an election entitles the majority to do whatever it pleases. India has survived as a democracy since 1947 (apart from a couple of years of emergency rule) and Brazil since the mid-1980s for much the same reason: both put limits on the power of the government and provided guarantees for individual rights.
Robust constitutions not only promote long-term stability, reducing the likelihood that disgruntled minorities will take against the regime. They also bolster the struggle against corruption, the bane of developing countries. Conversely, the first sign that a fledgling democracy is heading for the rocks often comes when elected rulers try to erode constraints on their power—often in the name of majority rule. Mr Morsi tried to pack Egypt’s upper house with supporters of the Muslim Brotherhood. Mr Yanukovych reduced the power of Ukraine’s parliament. Mr Putin has ridden roughshod over Russia’s independent institutions in the name of the people. Several African leaders are engaging in crude majoritarianism—removing term limits on the presidency or expanding penalties against homosexual behaviour, as Uganda’s president Yoweri Museveni did on February 24th.
Foreign leaders should be more willing to speak out when rulers engage in such illiberal behaviour, even if a majority supports it. But the people who most need to learn this lesson are the architects of new democracies: they must recognise that robust checks and balances are just as vital to the establishment of a healthy democracy as the right to vote. Paradoxically even potential dictators have a lot to learn from events in Egypt and Ukraine: Mr Morsi would not be spending his life shuttling between prison and a glass box in an Egyptian court, and Mr Yanukovych would not be fleeing for his life, if they had not enraged their compatriots by accumulating so much power.
VIDEO
Democracy: A view from Cairo
Even those lucky enough to live in mature democracies need to pay close attention to the architecture of their political systems. The combination of globalisation and the digital revolution has made some of democracy’s most cherished institutions look outdated. Established democracies need to update their own political systems both to address the problems they face at home, and to revitalise democracy’s image abroad. Some countries have already embarked upon this process. America’s Senate has made it harder for senators to filibuster appointments. A few states have introduced open primaries and handed redistricting to independent boundary commissions. Other obvious changes would improve matters. Reform of party financing, so that the names of all donors are made public, might reduce the influence of special interests. The European Parliament could require its MPs to present receipts with their expenses. Italy’s parliament has far too many members who are paid too much, and two equally powerful chambers, which makes it difficult to get anything done.
But reformers need to be much more ambitious. The best way to constrain the power of special interests is to limit the number of goodies that the state can hand out. And the best way to address popular disillusion towards politicians is to reduce the number of promises they can make. The key to a healthier democracy, in short, is a narrower state—an idea that dates back to the American revolution. “In framing a government which is to be administered by men over men”, Madison argued, “the great difficulty lies in this: you must first enable the government to control the governed; and in the next place oblige it to control itself.” The notion of limited government was also integral to the relaunch of democracy after the second world war. The United Nations Charter (1945) and the Universal Declaration of Human Rights (1948) established rights and norms that countries could not breach, even if majorities wanted to do so.
The most successful new democracies managed to avoid the temptation of majoritarianism
These checks and balances were motivated by fear of tyranny. But today, particularly in the West, the big dangers to democracy are harder to spot. One is the growing size of the state. The relentless expansion of government is reducing liberty and handing ever more power to special interests. The other comes from government’s habit of making promises that it cannot fulfil, either by creating entitlements it cannot pay for or by waging wars that it cannot win, such as that on drugs. Both voters and governments must be persuaded of the merits of accepting restraints on the state’s natural tendency to overreach. Giving control of monetary policy to independent central banks tamed the rampant inflation of the 1980s, for example. It is time to apply the same principle of limited government to a broader range of policies. Mature democracies, just like nascent ones, require appropriate checks and balances on the power of elected government.
Governments can exercise self-restraint in several different ways. They can put on a golden straitjacket by adopting tight fiscal rules—as the Swedes have done by pledging to balance their budget over the economic cycle. They can introduce “sunset clauses” that force politicians to renew laws every ten years, say. They can ask non-partisan commissions to propose long-term reforms. The Swedes rescued their pension system from collapse when an independent commission suggested pragmatic reforms including greater use of private pensions, and linking the retirement age to life-expectancy. Chile has been particularly successful at managing the combination of the volatility of the copper market and populist pressure to spend the surplus in good times. It has introduced strict rules to ensure that it runs a surplus over the economic cycle, and appointed a commission of experts to determine how to cope with economic volatility.
Isn’t this a recipe for weakening democracy by handing more power to the great and the good? Not necessarily. Self-denying rules can strengthen democracy by preventing people from voting for spending policies that produce bankruptcy and social breakdown and by protecting minorities from persecution. But technocracy can certainly be taken too far. Power must be delegated sparingly, in a few big areas such as monetary policy and entitlement reform, and the process must be open and transparent.
And delegation upwards towards grandees and technocrats must be balanced by delegation downwards, handing some decisions to ordinary people. The trick is to harness the twin forces of globalism and localism, rather than trying to ignore or resist them. With the right balance of these two approaches, the same forces that threaten established democracies from above, through globalisation, and below, through the rise of micro-powers, can reinforce rather than undermine democracy.
Tocqueville argued that local democracy frequently represented democracy at its best: “Town-meetings are to liberty what primary schools are to science; they bring it within the people’s reach, they teach men how to use and enjoy it.” City mayors regularly get twice the approval ratings of national politicians. Modern technology can implement a modern version of Tocqueville’s town-hall meetings to promote civic involvement and innovation. An online hyperdemocracy where everything is put to an endless series of public votes would play to the hand of special-interest groups. But technocracy and direct democracy can keep each other in check: independent budget commissions can assess the cost and feasibility of local ballot initiatives, for example.
Voters in California cast their ballots, November 2012

“You must first enable the government to control the governed; and in the next place oblige it to control itself.”JAMES MADISON, AMERICA’S FOURTH PRESIDENT
Several places are making progress towards getting this mixture right. The most encouraging example is California. Its system of direct democracy allowed its citizens to vote for contradictory policies, such as higher spending and lower taxes, while closed primaries and gerrymandered districts institutionalised extremism. But over the past five years California has introduced a series of reforms, thanks in part to the efforts of Nicolas Berggruen, a philanthropist and investor. The state has introduced a “Think Long” committee to counteract the short-term tendencies of ballot initiatives. It has introduced open primaries and handed power to redraw boundaries to an independent commission. And it has succeeded in balancing its budget—an achievement which Darrell Steinberg, the leader of the California Senate, described as “almost surreal”.
Similarly, the Finnish government has set up a non-partisan commission to produce proposals for the future of its pension system. At the same time it is trying to harness e-democracy: parliament is obliged to consider any citizens’ initiative that gains 50,000 signatures. But many more such experiments are needed—combining technocracy with direct democracy, and upward and downward delegation—if democracy is to zigzag its way back to health.
John Adams, America’s second president, once pronounced that “democracy never lasts long. It soon wastes, exhausts and murders itself. There never was a democracy yet that did not commit suicide.” He was clearly wrong. Democracy was the great victor of the ideological clashes of the 20th century. But if democracy is to remain as successful in the 21st century as it was in the 20th, it must be both assiduously nurtured when it is young—and carefully maintained when it is mature.
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Joao Alencar
30 de março de 2014 11:18 amCitam apenas dados econômicos
Citam apenas dados econômicos favoráveis. Ótimo! Como com esse crescimento, a violência aumenta? Lula afirmava que a diminuição da distância social, diminuiria a violência. Hoje, ao contrário. Ate´aqui,SC, berço de paz, hoje já é um estado de S.Paulo a 20 anos atrás, nesse quadro de violência. E aí? A educação básica pública, função de municípios e estados, mas que deveriam e devem ter a coordenação do Gov. Federal, piora ano a ano. Basta ver o aumento dos analfabetos absolutos e as avaliações de nosso ensino por institutos sérios. Estamos na rabeira, final da fila. Os analfabetos funcionais, nas universidades, já são 38%!!!! O consumo de drogas, aumenta. Aqui em SC, na UFederal, tivemos um espetáculo dantesco, vergonhoso, onde a própria reitoria, defende o consumo na Universidade, criando um espaço aproprioado!!! E detalhe, havia, a reitora em julho passado solicitado a Pol. Fed. ajuda no combate ao tráfico internamente.
O país, caminha para um caos social, sem precedentes, pois a violência está aí como nunca. O consumo de drogas, não sofre repressão. Não entro no mérito de maleficio ou benefício da droga. Hoje, é proibida e como tal deve sofrer repressão.
Se o país está melhorando no setor educacional, qual a razão de não haver candidatos a vagas para cursos de humanas, como letras, matemática, física, geografia, história, química,etc. Faltam profissionais. Preferem ser “oficial de justiça”, do que segur a carreira de educador. País, com judiciário relavante, pais com grave doença social. E o PT, junto com FHC, nada fizeram para melhorar o quadro social. Apenas tutelas feudais, cotas,etc. Dividem a sociedade. Sociedade dividida, fácil manipulação.
E os médicos cubanos? Aqui em SC, uma médica, veio aqui trabalhar e obrigada que foi a deixar a filha de 1 ano, em Cuba!!! Isso é unir família? Mas os apaixonados pelo sistema virão aqui:”Ela tem tanto amor a profissão, e ao país, que deixou a filha”. Balela!! A profissional, sente a falta da filha, ou que mãe não sentiria? Ou que país, permite uma mãe deixar a filha aos cuidados de parentes? Vejo aqui, uma defesa intransigente ao sistema falido que vivemos, em que se entrarmos numa crise econômica, teremos uma guerrilha urbana. A pratica e a vivência do dia a dia, mostra isso.
Douglas -Santos14a
30 de abril de 2014 12:12 amPerfeito!
A sociedade brasileira progrediu nos últimos 10 ou 15 anos mais por conta da estabilidade da economia que por ações de governos. O governo, principalmente do PT, não teve competência para acompanhar a dinâmica do país, hoje somos vítimas desta incompetência. Violéncia, corrupção, falta de infraestrutra, estagnação, falta de competitividade…..isso é so o começo, nossa sociedade está podre por dentro . Basta uma viagem pelo mundo para ver o buraco que estamos.
É isso
12 de junho de 2014 10:06 pmObvaimente só não consegrui
Obvaimente só não consegrui superar em quase nada a Gloriosa. E surrge dúvidda de sempre: tendo quem pegou o pais na miséria total, sem absolutamente nada e fez uma das maiores potências do mundo do nada, porque ariscar com candidara meia boca, quiçá leve a perder-se tudo?
Hildermes José Medeiros
19 de setembro de 2014 1:12 pmE o que está dito não é
E o que está dito não é mentira, bazófia: reflete com muita aproximação, nas linhas mais importantes, o que está acontecendo no país. Claro que há críticas como faz o jornalista. Esse papo de que todo mundo é corrupto, tudo é corrupção, só há problemas e o país está afundando, poque está em mão desonestas e incompetentes não cola porque no dia a dia, na vida real, tudo não está acontecendo como a oposição quer que esteja e a mídia comenta desfavoravelmente e tudo propala com estardalhaço. Não dá para esquecer o colar de tomates usado pela Ana Maria Braga. Dificulta, e muito. E o que mais estarrece é que parte nada desprezível da oposição está na classe média, justamente o setor da população também fortemente beneficiado nesses novos tempos, superando a época em que com os filhos essa gente estava com sérias dificuldades de emprego, sendo de cor então, mesmo com qualificações, porque mais preparada e educada, até vaga de gari no Rio de Janeiro tentavam para sair do sufoco neoliberal do desemprego e do estado mínimo conduzido por FHC. Não dá para entender por que não percebem que foi a política iniciada e conduzida por Lula que abriu caminho para as melhoras que passaram a usufruir, levando uma vida melhor, farta e confortável, todos empregando-se e ganhando melhores salários, nas empresas que voltaram a produzir, nos ramos industriais ativados como petróleo e gás natural, siderurgia, automobilística e a reativação da indústria naval e, também a indústria da construção civil e a agricultura. Sem falar na reativação do setor estatal, quando foi mandado para as cucuias essa de estado mínimo: fiscais, juízes, promotores, engenheiros, economistas, administradores, contadores, estatísticos etc. tudo para colocar o aparato de estado à altura da demanda da população. Também os trabalhadores liberais, médicos, dentistas, veterinários e por aí vai foram beneficiados, além dos que, com a melhora da economia, partiram para negócios próprios. Que dizer dos estudantes negros, pardos e pobres que passaram a ter oportunidade nas universidades e empregos públicos federais? Vejo entretanto uma questão completamente absurda que possa um trabalhador seja qual for, não só o de salário mínimo, porque esse não se discute, também um negro, pardo (basta ir a um centro de compras para ver famílias, casais, patotas de jovens destes que antes só víamos nesses lugares executando trabalhos mais simples), índio, pobre e miserável dar ouvidos à oposição. Claro que votar é questão de foro íntimo. Cada um vota em quem quer.
Flavio Martinho
17 de outubro de 2014 12:45 pmÉ evidente que todos
É evidente que todos melhoramos economicamente. Não sei porque alguns insistem em derramar a agua da bacia com a criança junto. Depois vão reclamar junto a quem?
Ontem observei que os vendrores de amendoins nos sinais usam batas brancas, calças e tênis. Apresentam-se como se fossem empregados de um negocio regular. Antes eram uns pe-de-chenelo, literalmente, com bermudas, camisetas muitas vezes rasgadas de algum time de futebol, etc. O que isso significa. Significa que TODOS melhoraram. Todos se alimentam e se vestem melhor.