4 de junho de 2026

De língua presa e outras canções, dois compositores da nova MPB

Jornal GGN – Dois paulistanos da última geração da Música Popular Brasileira. Suas músicas falam de amor e a instrumentalidade é refinada em suas composições. Ambos têm a língua presa, a voz doce e um domínio da língua portuguesa que engrandece suas canções.

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Marcelo Jeneci tem 31 anos. É sanfoneiro, pianista e cantor. Filho de um pernambucano que trabalhava consertando equipamentos eletrônicos e instrumentos musicais. Nesse meio, que pegou naturalmente o acordeão para dedilhar.

Com 17 anos, pegou a sanfona e se apresentou para Chico César, que estava procurando um sanfoneiro que tocasse piano. Ganhou a vaga e apareceu. Teve ajuda de Vanessa da Mata para sua primeira composição, “Amado”. Fez canção com Arnaldo Antunes e Betão Aguiar, a “Longe”, cantada por Leonardo. Zélia Duncan também emprestou as músicas do novato para seu último disco.

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Teve suas canções compiladas no primeiro disco, lançado no final de 2010, “Feito para Acabar”. Está no segundo, “De Graça” (2013), que traz a parceria da doce voz de Laura Lavieri, também paulistana, de 23 anos.

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Dani Black, de 27 anos, é o outro “achado” da MPB, como já disseram os críticos. Coincidentemente, teve o segundo disco lançado no ano passado, “EP Dani Black Ao Vivo SP”. Já primeiro, “Dani Black”, saiu um ano depois do de Jeneci, no final de 2011.

[video:http://www.youtube.com/watch?v=BHlt23vbvr8

Filho da cantora Tetê Espíndola e do compositor Arnaldo Black. As melodias de Chico César também trazem marcas nas músicas de Black, em mistura de Lenine e vanguarda paulistana de Arrigo Barnabé. Em 2009, já era vencedor do FAMPOP, de Avaré, mas Dani Black ganhou as distâncias do Brasil com Maria Gadú, que ao seu lado interpretou a música autoral “Aurora”.

[video:http://www.youtube.com/watch?v=U20EX6-zywY

Depois disso, foi elogiado por Milton Nascimento, Djavan, Chico César, Lenine, Zélia Duncan, Moska, Ney Matogrosso, e por assim foi.

Além da peculiaridade que traz à música a singela língua presa – tornando-se a característica como um charme, Dani Black e Marcelo Jeneci seguram a música de formas únicas, com o primor de suas letras e belezas de voz.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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1 Comentário
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  1. morallis

    25 de fevereiro de 2014 6:03 pm

    tributo a língua presa

    [video:http://youtu.be/1Yvu4ienOhI%5D

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