4 de junho de 2026

Sobre os imóveis de Pizzolato na Espanha

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Diário do Centro do Mundo
 
 
por Paulo Nogueira   
 
Má fé cínica ou obtusidade córnea.
 
A célebre sentença de Eça de Queirós me ocorreu ao refletir sobre a informação da Folha de S. Paulo a respeito das compras de imóveis de Pizzolato na Espanha.
 
Mas há na verdade uma terceira hipótese, uma combinação de ambas as coisas, má fé e obtusidade.
 
Não há contexto no que a Folha trouxe. Pizzolato simplesmente, por força das circunstâncias, aparece aos olhos do leitor como um gatuno.
 
O site O Cafezinho fez o que a Folha não fez: pesquisou. Encontrou uma reportagem do Correio Braziliense de alguns meses atrás sobre o mesmo Pizzolato.
 
Nela, Pizzolato, aparece se desfazendo dos imóveis que tinha no Brasil. Importante: todos os imóveis estavam em sua declaração de renda, esmiuçada pela Receita Federal.

 
Pizzolato tinha vendido seus imóveis já há alguns anos por razões estritamente lógicas. Ele ao ver a fúria assassina do STF temia que o patrimônio de uma vida inteira fosse ficar indisponível exatamente na hora em mais precisava dele.
 
Na mesma linha da lógica da sobrevivência ele se separou legalmente da mulher Andrea, mas não de fato. Assim, ele poderia pôr seus bens no nome dela.
 
A reportagem do Correio Braziliense conta que ele chegou a morar na Espanha, com intenções de se fixar lá.
 
Tudo isso que estou colocando aqui estava ao alcance da Folha com um simples clique no Google. Por que o jornal não fez nada?
 
Voltamos então à frase de Eça de Queirós.
 
A “revelação” da Folha foi suficiente para provar teses de colunistas arquiconservadores. Reinaldo Azevedo por exemplo, disse que as compras de Pizzolato tornavam ridículas as vaquinhas dos condenados do mensalão.
 
Azevedo – que tem uma comovente fixação por mim desde que critiquei seu amigo Diogo Mainardi alguns anos atrás – é o mesmo que disse que Margareth Thatcher morreu pobre. Thatcher, como todo mundo sabia exceto Azevedo, deixou uma casa em Mayfair, o bairro mais nobre de Londres, no valor calculado de 15 milhões de reais. A casa era apenas um dos bens de Thatcher.
 
A mesma disposição que a Folha sente em investigar Pizzolato não se manifesta, infelizmente, quando se trata de alguém poderoso. A Folha abandonou abjetamente a investigação da sonegação bilionária da Globo depois de ter dado uma única nota. Recebeu um pito da Globo, provavelmente.
 
No planeta Folha a sonegação – documentada – simplesmente deixou de existir. Este é o jornal que durante anos nos atormentou com o slogan publicitário em que dizia que não tinha rabo preso com ninguém.
 
O caso Pizzollato tem sim que vir à luz. Mas não do jeito que a Folha está fazendo.
 
Mais uma vez: é má fé ou inépcia – ou ambas as coisas.

Redação

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24 Comentários
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  1. Lionel Rupaud

    25 de fevereiro de 2014 1:42 pm

    Globo, folha se merecem e…

    reciprocamente! Também merecem a veja. Não vou citar o estadinho por que está na UTI, e não se atira em inimigo ferido (só eles podem por que são mafiosos ou pior).

  2. Rudo

    25 de fevereiro de 2014 2:22 pm

    O fato de PeTistas não se

    O fato de PeTistas não se interessarem mais em dar entrevistas a “colaboradores” do PIG, onde tudo que digam será usado contra eles mesmos, tem obrigado o PIG a praticar espionagem. Quando, por exemplo queriam ver a reação do Dirceu durante as transmissões ao vivo do BBB-171, fotografos se escondiam atras de persianas em apartamentos vizinhos ao do Dirceu. O que eu vi foi uma sala de tres por quatro, janelas pequenas e mal acabadas, cadeiras e mesas de terceira e uma TV de 20″. Cadê a fortuna destes homens?? Ou vão deixar para as Titias?? As casas do Pizzolato, tanto no Brasil como na Espanha, são casas de classe media BAIXA. Nada demais para um executivo que trabalhou trinta ou mais anos. Quem tem casas, no entanto, em Buzios, Paris e Miami, é de outra categoria e ninguem do PIG questiona, porque são seus vizinhos..

  3. ArthurTaguti

    25 de fevereiro de 2014 2:44 pm

    “Pizzolato tinha vendido seus

    “Pizzolato tinha vendido seus imóveis já há alguns anos por razões estritamente lógicas. Ele ao ver a fúria assassina do STF temia que o patrimônio de uma vida inteira fosse ficar indisponível exatamente na hora em mais precisava dele.”

    Pizzolato, antes do processo do mensalão chegar ao fim, falsificou documentos (com a história do passaporte do irmão), fraudou a execução (ao se desfazer do seu patrimônio), simulou negócios jurídicos (separando de direito, mas não de fato da esposa), mas ainda assim faz-se de tudo para justificar seu comportamento.

    Os fins justificam os meios, né?

    Dizer que a Folha manipulou ao falar dos imóveis na Espanha, vá lá. Agora justificar também este tipo de subterfúgio, que empresários usam diariamente para escapar do pagamento de créditos trabalhistas/credores, já é demais.

     

    1. José Carlos Lima

      25 de fevereiro de 2014 3:22 pm

      Pizzolato é inocente

      Os fins justificam os meios, né?

      E os fins de Barbosa e cia justificam seus meios, né?

      De todos estes possiveis atos de Pizzolato apontados por vc, nenhum deles diz respeito ao mentiraão(sic, mensalão) em si, ou seja, são extra-processuais. Pior do que esses atos de Pizzolato, que vc aponta como crime hediondo, foi o julgamento injusto ao qual ele fora submetido, afinal de contas, ponha-se no lugar de alguém que está em vias de puxar 10 anos de cadeia sem que tenha cometido os crimes que lhe são imputados, nem todo mundo tem sangue de barata, e fica tranquilo que a Globo vai conseguir a extradição de Pizzolato, claro que vai, como aponta Miguel do Rosário neste texto, a fortuna dos irmão Marinho é fichinha diante  do magnata Berlusconi:

      O artigo de Paulo Nogueira sobre Pizzolato & outra histórias, por Miguel do Rosário, em O Cafezinho

      Reproduzo abaixo um artigo do Paulo Nogueira, em seu blog, e aproveito para acrescentar alguns comentários.

      Preparem-se para todo o tipo de baixaria e armação quando o tema é Pizzolato, porque é efetivamente o seu caso que pode desmoralizar a farsa da Ação Penal 470.

      A primeira baixaria é essa: criminalizar o dinheiro que Pizzolato ganhou em mais de 40 anos como alto funcionário do Banco do Brasil, fundador e presidente da CUT do Paraná e conselheiro da Previ, o maior fundo de pensão do país. Todas essas funções, e isso é importante dizer, ele alcançou através de eleições livres dos próprios funcionários. Foi o primeiro funcionário do Banco do Brasil a ascender profissionalmente a partir de eleições internas. Antes dele, se ascendia apenas por indicação política vinda do alto. Pizzolato não ascendeu por pertencer ao PT, mas apesar de pertencer ao PT, porque sempre foi fortemente discriminado politicamente dentro do Banco do Brasil, até hoje dominado por tucanos. Ao contrário do que se lê na mídia ou do senso comum, as grandes empresas públicas federais são dominadas por uma burocracia de classe média que lê Globo e Veja e, portanto, tem forte tendência antipetista.

      Pizzolato nunca foi dirigente partidário do PT. Foi sim, candidato a governador do Paraná, numa campanha sem dinheiro, na qual ele se engajou apenas para ajudar o partido.

      Eu conheci Pizzolato em 2013, e tive várias conversas com ele. Imagino que oito anos de tortura midiática quebram a crista de qualquer um, e suponho que, antes desse tormento, ele deveria ser mais altivo, quiçá até arrogante. O Pizzolato que eu conheci, porém, era um homem muito simples (apesar de rico, como eu vim a saber bem mais tarde, embora isso fosse óbvio, em função da longa carreira já mencionada; mas nem disso eu tenho certeza, pois ele também gastou muito com sua defesa) e extremamente cordato. Me pareceu uma boa pessoa. Claro que posso estar enganado. Mas essa foi a impressão. Ele chamava sempre jornalistas, advogados, militantes, intelectuais, curiosos, para reuniões onde explicava a sua situação, apresentava provas de sua inocência, sempre repetindo, com paciência infinita os argumentos principais de sua defesa.

      Nenhum “bandido” perderia tempo, como Pizzolato fazia, explicando para o militante mais simples, mais modesto, as arbitrariedades que foram cometidas contra ele. Sua mulher, Andrea Haas, dizia que o problema de Pizzolato era ser “bobo” demais, “pacato” demais.

      Avaliem vocês mesmos quem era o sujeito. Neste vídeo, ele explica, a um grupo de militantes do PT, os absurdos cometidos contra ele:

       

      Qualquer tentativa de pintar Pizzolato como um sujeito “perigoso”, aí sim, é profundamente ridícula.

      Um leitor falou uma coisa interessante. É impressionante como a polícia achou Pizzolato com facilidade. Já aquele Roger Abdelmassih, acusado de dezenas de estupros, ganhou habeas corpus do STF e nunca mais foi visto. E a polícia nem aí. Não acharam contas dele, nem imóveis, nem nada. Já com Pizzolato, descobrem tudo num minuto: onde tem conta, quanto tem, onde comprou casa, quanto custou a casa, etc.

      Tenho receio, contudo, que os tentáculos da nossa mídia, cujo poder eu não subestimo, já que é controlada pela família mais rica do país, cheguem até a Itália. A família Marinho é três vezes mais rica que Berlusconi. Então, estou preparado para tudo.

      A imprensa jamais fez qualquer matéria sobre os “bens” dos Marinho, que, com certeza, não se limitam a uma casa de classe média numa cidadezinha litorânea da Espanha.

      No escândalo do ISS da prefeitura de São Paulo, a imprensa descobriu que apenas 4 servidores envolvidos tinham um patrimônio somado superior a R$ 100 milhões. Só um deles tinha quase 200 apartamentos em São Paulo.

      Já Pizzolato, envolvido no “maior escândalo da história”, compra 3 imóveis (após ter vendido todo seu patrimônio no Brasil, por razões óbvias) e isso é um “descalabro” para o coxinha útil leitor de jornais.

      Pelos meus cálculos, se Pizzolato vendeu 8 imóveis no Brasil entre 2006 e 2012 (segundo reportagem do Correio Braziliense), pode ter apurado até 6 milhões de reais. Ou mais ou menos isso. E nem estou contando com possível herança familiar ou patrimônio à parte de sua esposa, sobre quem sei menos ainda.

      O imóvel que ele comprou na Espanha foi onde ele morou com a esposa, de 2006 a 2012.

      É possível que ele ou sua esposa tenham mais dinheiro guardado no exterior? Sim, é possível. Aliás, espero que sim. Mas eles também podem não ter mais quase nada. Não sei. Não importa. Não me interessa. É a vida particular dele. O que me importa é a arbitrariedade, cometida não apenas contra Pizzolato, mas contra o Brasil, já que usaram-no para chancelar uma farsa política de enormes proporções.

      Como Pizzolato tem o dom de não conseguir esconder nada, nem a si mesmo, daqui a pouco será revelado ao mundo todos os centavos que ele tem guardado em cada canto desse mundo. E obviamente a imprensa tentará escandalizar isso ao máximo.

      Entretanto, precisamos separar eventuais ilícitos ligados a sua fuga, à que foi forçado pela fúria assassina do STF e da Procuradoria, dispostos a transformá-lo num bode expiatório de todos os males da nação, dos crimes dos quais foi injustamente acusado.

      Na minha opinião, Pizzolato deveria receber um indulto presidencial, por ter sido condenado por um crime que não cometeu. Os ilícitos que porventura tenha cometido ao fugir, deveriam ser perdoados como forma de indenização ao dano moral causado a ele e a sua família pela violência arbitrária de instituições públicas contaminadas politicamente.

      – See more at: http://www.ocafezinho.com/2014/02/24/o-artigo-de-paulo-nogueira-sobre-pizzolato-outras-historias/#sthash.SqSl82Av.dpuf

      1. ArthurTaguti

        25 de fevereiro de 2014 4:15 pm

        Eu não estava falando do

        Eu não estava falando do mensalão especificamente.

        A falsificação de documentos é elemento suficiente para dar a Pizzolato uma condenação criminal, independente do fato de ter sido justo ou não o resultado da AP 470.

        Isto sem falar o quão ridículo é defender o esvaziamento do patrimônio por parte do acusado, justamente em um país em que empresários usam este instrumento a torto e a direito pra dar o cano em credores e empregados.

        Nessa tentativa de erguer mártires, acabam se enrolando pra defender o indefensável. Se todo réu que se julgasse injustiçado tivesse o direito de fazer o que Pizzolato fez, simplesmente ninguém com alguma posse seria condenado em nosso país.

         

        1. José Carlos Lima

          25 de fevereiro de 2014 7:55 pm

          Não misture alhos com bugalhos

          Que ridículo vc insistir nestes atos que nada tem a ver com o mensalão, nada mais justo que ele responda pelo crime de falsificação de documentos e o absolvam dos crimes, de peculato por exemplo, do qual o acusam injustamente, justiça boa é justiça justa, não é mesmo

  4. alexis

    25 de fevereiro de 2014 3:12 pm

    Defendendo o que?

    O Cafezinho, assim como outros comentaristas, exercitam uma tremenda puxação de saco ao Pizzolato. História mal contada. Tirando o mensalão, onde acho todos inocentes, Pizzolato foge com cara de culpado. O Pizzolato age como tucano ferido na estrada, ferido pelas suas próprias arrumações e nada isso tem a ver com o mensalão. Ainda, Pizzolato e a mulher dele fazem chantagem ao PT. Ele que explique o seu patrimônio e, a gente aqui, segue a luta de punho em alto em relação ao tal de mensalão. Ficasse Pizzolato aqui teríamos feito também uma vaquinha e não precisaria vender nada do seu patrimônio, mas, ele preferiu, desde 2006, seguir estratégia de culpado e fujão, separando-se (no papel) da mulher, para esconder o patrimônio.

    1. ArthurTaguti

      25 de fevereiro de 2014 3:25 pm

      Sem entrar no mérito se a

      Sem entrar no mérito se a condenação de Pizzolato foi justa ou não (de fato eu não sei, acho a questão muito complexa, cheia de nuances, afeta a uma questão técnico/jurídica, com várias argumentações e milhares de páginas e documentos, mas o pessoal aqui é cheio de certezas), não dá para defender o que ele fez antes do julgamento.

      Ele tem o direito de se julgar inocente, mas se permitirmos, ou encontrarmos justificativas morais para que todos que se julguem inocentes fraudem documentos, fujam do país e desfaçam-se de seu patrimônio, estamos feitos. O pessoal dos blogs elegeu-o como mártir, mas está cada dia mais difícil defendê-lo.

      1. Anarquista Lúcida

        25 de fevereiro de 2014 4:16 pm

        Taguti se mostrando… O quinta coluna que é

        1. ArthurTaguti

          25 de fevereiro de 2014 5:02 pm

          Eu nunca me declarei petista

          Eu nunca me declarei petista ou apoiador do governo, para ser considerado um “Quinta-Coluna”.

          É proibido agora ter opinião diversa da maioria dos comentaristas?

           

          1. Anarquista Lúcida

            25 de fevereiro de 2014 6:32 pm

            Nao te acho quinta coluna só por esse comentário

            Você surgiu aqui na época das manifestaçoes de junho, sempre puxando a coisa para críticas ao governo, mas fazendo de cotna que nao. O problema nao é criticar, é fazer críticas de má fé. Anda calado há algum tempo (bem como outras pessoas), talvez por ter defendido tanto o “caráter revolucionário” das manifestaçoes que agora tá difícil, né? 

          2. Webster Franklin

            26 de fevereiro de 2014 4:08 am

            Analú,
            Prazer em revê-la por

            Analú,

            Prazer em revê-la por aqui. Estais coberta de razão, muitos que defendiam o “caráter revolucionário” das manifestações destinando críticas ao governo, não conseguiram disfarçar suas verdadeiras intenções. Os fatos ocorridos posteriormente com o crescimento da violência, mostraram quais o grupos que estavam por trás dessas manifestações que de revolucionários não tinham nada, apenas golpistas tentando tomar o poder pela promoção do caos no país. Abs 

          3. Anarquista Lúcida

            26 de fevereiro de 2014 7:33 pm

            Pois é. Concordo em gênero, número e grau

            Agora andam calad@s. Ele, a Alcaguete mor, e outros. 

    2. José Carlos Lima

      25 de fevereiro de 2014 4:33 pm

      Qual crime?

      Mas qual crime Pizzolato cometeu no ‘mensalão”? Pior do que este crimes no varejo cometido por Pizzolato foi a injustiça cometida pelo STF e cia, quem que tivesse cidadania italiana não faria o mesmo, isso me lembra “O Processo”, de Franz Kafka,,,esse video é do tradutor da obra de Kafka,,ele analisa “O Processo” a partir do min 59:00

      [video:http://www.youtube.com/watch?v=cGCW-OuQnqc%5D

  5. JorgeLuis

    25 de fevereiro de 2014 3:17 pm

    Então o negócio era ele

    Então o negócio era ele esperar para ver o que ia acontecer, como fez o Azeredo? Daí Pizzolato também poderia renunciar ao seu cargo (epa!) e ser julgado em primeira instância, com direito ao duplo grau de jurisdição, como determinado pelo pacto de São José da Costa Rica, do qual o Brasil é signatário desde 1992, em vez de ser condenado a regime fechado em um único julgamento, sem direito a recurso.

    Pimenta no dos outros… vocês sabem o resto.

  6. lenita

    25 de fevereiro de 2014 3:33 pm

    Não vou defender o Pizzolato,

    Não vou defender o Pizzolato, mesmo pq não tenho procuração p/ isso. Ele foi empregado em banco p/ muito tempo e deve conhecer o “caminho das pedras”, mais que ninguem. Prefiro  mostrar a MANCHETE da Folha/UOL que achei maravilhosa e dígna do jornal maior do Brasil : “Governo registra arrecadação recorde em Janeiro, mas alta é fraca”. Por outro lado, prá dizer que morde e assopra : Nº de alunos em período integral no fundamental, cresce 139% em 4 anos.

  7. anarquista sério

    25 de fevereiro de 2014 3:40 pm

     
    Mais um post que não

     

    Mais um post que não consigo ler o final.

     Tenta NOS CONVENCER da má fé da Folha e não do gatuno.

       Então pergunto:

      Que nome se dá a quem compra imóveis,movimenta contas, VOTA, em nome de um irmão morto há trocentos anos?

         São Arcanjo Gabriel?

    1. Marcos Antônio

      25 de fevereiro de 2014 4:52 pm

      Se voce estivesse para ser

      Se voce estivesse para ser condenado INJUSTAMENTE o que faria?

      Se NENHUM RECURSO COUBESSE ALEM DA PALAVRA DOS QUE QUEREM TE CONDENAR?

      Se NUMHUMA SEGUNDA CHANCE EM OUTRO TRIBUNAL?

  8. José Carlos Lima

    25 de fevereiro de 2014 3:41 pm

    Hipócritas

    Quer dizer que Cacciola pode fugir que o STF garante mas Pizzolato, que não cometeu qualquer crime, não pode, vamos refrescar a memória, afinal de contas nós brasileiros somos assim meio esquecidos de coisas que aconteceram ontem, será que o ministro mudou de idéia por causa do “mensalão”:

    “O acusado tem direito de fugir”, diz Marco Aurélio. Por Felipe Recondo – O Estado de São Paulo

    O ex-banqueiro Salvatore Cacciola fugiu do Brasil em 2000, dias após ter a prisão relaxada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio. Ontem, o ministro afirmou que sua decisão foi acertada e disse que repetiria tudo hoje, mesmo sabendo que o ex-banqueiro fugiria.

     

    Ele argumentou que é direito do réu tentar fugir da Justiça enquanto o processo não foi concluído. ””O que temos de considerar é que a liminar foi deferida quando ele era um simples acusado, não havendo a sentença condenatória””, afirmou. ””Enquanto a culpa não está formada, o acusado tem o direito, que eu aponto como natural, de fugir.””

     

     

  9. José Carlos Lima

    25 de fevereiro de 2014 3:48 pm

    Ministro do STF já defendeu direito de fuga para injustiçados

    Direito à fuga volta ao centro de debate entre juristas

    Ministro do STF defende que ””todo cidadão”” que cometer um crime pode fugir se achar que é vítima de injustiçaFelipe Recondo – O Estadao de S.Paulo 

    Ele não está descrito em nenhum código ou lei, e também não está previsto na Constituição. Ao senso comum parece até absurdo, mas é visto com bons olhos pelo judiciário. O direito à fuga voltou a ser tema de debate entre juristas com a prisão do ex-banqueiro Salvatore Cacciola em Mônaco, no dia 15. Condenado a 13 anos de prisão em 2005, ele deixou o Brasil em 2000 sem nenhuma restrição da Justiça.

     

    Todo cidadão que cometer um crime pode fugir se achar que é vítima de injustiça. Não tem a obrigação, portanto, de colaborar com a Justiça. ””É direito natural do homem fugir de um ato que entenda ilegal. Qualquer um de nós entenderia dessa forma. É algo natural, é inato ao homem””, diz o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello.

     

    Mas esse direito, ao contrário das garantias individuais previstas na Constituição, não tem aceitação unânime – procuradores do Ministério Público (MP) o abominam. ””Minha posição é não admitir o chamado direito de fuga, e até me causa uma certa perplexidade a expressão direito de fuga””, afirma o ex-procurador-geral da República, Cláudio Fonteles .

     

    Até pouco tempo atrás, um réu que fugisse da Justiça podia ser preso preventivamente sob o argumento de que havia risco de nunca mais ser achado e, conseqüentemente, de não cumprir a pena a que fosse condenado. Agora, a fuga – ou a mera ameaça de fuga – não justifica um pedido de prisão, na opinião de ministros do STF.

     

    Foi com esse entendimento que o ministro Marco Aurélio concedeu liminar em 2000 para que Cacciola deixasse a prisão. Dias depois, o ex-banqueiro, acusado de peculato e gestão fraudulenta, fugiu para a Itália.

     

    O ministro mantém seu entendimento a ponto de dizer que concederia novamente liminar a Cacciola para que respondesse o processo em liberdade, mesmo com a ameaça confirmada de fuga. Fonteles discorda.

     

    Se dependesse do MP, Cacciola ficaria preso até que fosse concluído o julgamento. ””Já há duas condenações contra ele. Na minha opinião, ele deve ficar preso””, diz o procurador.

     

    Marco Aurélio cita a Constituição para defender sua opinião: ””Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.””

     

    Fonteles lembra o Código de Processo Penal para dizer que um acusado pode ser preso preventivamente para que seja garantida a ordem pública e para assegurar a aplicação da lei.

     

    Cada leitura tem também suas conseqüências. Para Marco Aurélio, o Brasil voltaria aos tempos da ditadura se pessoas fossem presas sob o argumento de que a ordem pública precisa ser preservada.

     

    Para Fonteles, as decisões de deixar que um réu fuja e correr o risco de que ele não seja punido geram na população o sentimento da impunidade e estimulam a criminalidade.

     

    Nessa discussão, a palavra final é do STF. Cabe aos ministros, em última instância, decidir se alguém continuará preso antes da conclusão do julgamento. Na quase totalidade dos casos, a liberdade tem sido garantida para autores de pequenos crimes, acusados de crimes hediondos e réus confessos. ””Gostemos ou não da decisão da Justiça, temos de cumpri-la””, admite Fonteles. ””A sociedade brasileira, neste momento, está indefesa.””

     

    Cacciola era dono do Banco Marka e foi condenado por crimes de gestão fraudulenta, peculato e corrupção passiva durante a crise cambial que resultou na desvalorização do real, em 1999. O Marka e outro banco, o FonteCindam, foram socorridos pelo Banco Central (BC) para não provocar uma crise no sistema bancário, e teriam dado prejuízo de R$ 1,6 bilhão ao governo.

     

    Frases

     

    Marco Aurélio Mello

    Ministro do STF

     

    ””É direito natural do homem fugir de um ato que entenda ilegal. É algo natural, é inato ao homem””

     

    1. anarquista sério

      25 de fevereiro de 2014 4:33 pm

       
      Não há NOVIDADE nisso.
        A

       

      Não há NOVIDADE nisso.

        A fuga é um direito de qualquer presidiário.

          Isso é ponto pacífico e sem contestação.

              Mas se for capturado terá que arcar com as consequências.

                  Muito mais severas do que pelo crime do qual foi preso.

                  Normal.

                 Um contrato de risco como se fosse uma aplicação financeira do modo””arriscado”.

                    Há quem prefira consevador,

                    Eu tenho muita vontade de dar um grande golpe.Tenho planos que considero infalível.

                        Mas sou covarde pra arcar com as consequências no caso de ser pego.

                          Acima de Qualquer Suspeita o suspeito é um promotor que transa com a promotora e ela é morta com o sêmem dele encontrado nela= não foi ele,mas só saberemos no final.

                    Eu não sei se no livro( 100x 0 melhor que no filme) ou no filme há esses dizeres no tribunal:

                    ”Se vc não aguenta cadeia não cometa o delito”

                  Por isso que tento não pratticar o delito.

                        Num mundo sem punição e nem ética( família e amigos), nem eu vc estariamos vivos pra ler o que escrevi

                            

      1. Maria Luisa

        25 de fevereiro de 2014 5:37 pm

        Aos inimigos, a lei!

        Tem certeza, anarquista ? Ai em São Paulo esta cheio e estão todos bem vivos !

  10. Marcos Antônio

    25 de fevereiro de 2014 4:57 pm

    Se a Dilma não espera, pode

    Se a Dilma não espera, pode esperar…

    Este ano teremos uma tentativa de golpe!

    TODAS AS VARIÁVEIS POSSÍVEIS ESTÃO LANÇADAS…

    FALTA ENCONTRAR OS ELOS OCULTOS!

    QUEM ESTÁ FINANCIANDO, QUEM SÃO SEUS ARQUITETOS!

    1. iron

      25 de fevereiro de 2014 9:27 pm

      Opa jah sei. Sao os macons.

      Opa jah sei. Sao os macons. Teoria da conspiracao eh com eles mesmos.Pode ter certeza que eles estao no mensalao, STF, Venezue,a, Ucrania,……….. Arqitetos do universo’ tem mais tosco que isto ???

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