4 de junho de 2026

Preços da indústria em queda pelo sétimo mês consecutivo

Índice calculado pelo IBGE acumula alta de 0,48% em 12 meses, enquanto total acumulado no ano está em -3,62%
Foto de Fabio Teixeira via pexels.com

Os preços da indústria brasileira caíram 0,20% em agosto frente a julho (-0,31%), cravando assim sua sétima taxa negativa consecutiva após uma série de 12 resultados positivos em sequência, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Com isso, o Índice de Preços ao Produtor (IPP), assim, apresentou alta de 0,48% em 12 meses e o acumulado no ano ficou em -3,62%. Em agosto de 2024, a variação mensal foi de 0,66%.

Em agosto de 2025, 12 das 24 atividades industriais pesquisadas apresentaram variações negativas de preço em relação a julho, sendo que as variações mais intensas foram vistas em perfumaria, sabões e produtos de limpeza (-1,66%); madeira (-1,59%); equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (1,59%); e papel e celulose (-1,42%).

Ao mesmo tempo, as principais influências entre julho e agosto vieram de alimentos (-0,11 p.p.), outros produtos químicos (-0,08 p.p.), indústrias extrativas (-0,06 p.p.) e papel e celulose (-0,04 p.p.).

O setor de alimentos (-0,44%) segue apresentando variação negativa, a sétima no ano – apenas em abril houve variação positiva (1,52%) -, porém a menos intensa entre elas. Com isso, no ano, o acumulado foi de -7,55% e, em 12 meses, de 1,45%.

De julho para agosto de 2025, o setor de outros produtos químicos teve a segunda maior influência (-0,08 p.p.) no desempenho negativo da indústria. No ano, a indústria química reverteu o sinal da variação de preços acumulada até julho, registrando -0,26%, enquanto em 12 meses o acumulado foi de 0,28%.

Pela perspectiva das grandes categorias econômicas, a variação de preços observada na passagem de julho para agosto de 2025 repercutiu da seguinte forma: 0,38% de variação em bens de capital (BK); -0,14% em bens intermediários (BI); e -0,40% em bens de consumo (BC), sendo que a variação observada nos bens de consumo duráveis (BCD) foi de 0,27%, ao passo que nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) foi de -0,53%.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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