Sugerido por Leo V
Do Uninômade
Por Silvio Pedrosa, professor de história da rede municipal (Rio de Janeiro) e UniNômade
“Quem de nós pode ou poderia afirmar ligações com Caio? Pouquíssimos. Talvez ninguém. Para nossa vergonha, pois o ‘pobre’ não passa de uma figura conceitual em nossas bocas e teclados, em nossos textos e teses.”
–
“se olhei para o sol resplandecente
ou para a lua que caminha com esplendor,
e meu coração se deixou seduzir secretamente,
e minha mão lhes enviou um beijo;
também isso seria crime digno de castigo,
pois teria renegado ao Deus do alto.”
Jó, 31, 26-28.
Caio Silva de Souza, o acusado pelo manuseio do artefato explosivo que, lançado ao chão, serpenteou pelo ar, atingiu e vitimou o cinegrafista Santiago Andrade, é um jovem trabalhador de apenas 22 anos. Sob descomunal pressão, inclusive de seu próprio advogado, ele confessou ter segurado o rojão que, no dia 6 de fevereiro, durante manifestação contra o aumento das passagens de ônibus, matou o funcionário da Rede Bandeirantes de Televisão. No momento em que tudo ocorreu, a tropa de choque da polícia militar lançava uma chuva de bombas de gás sobre os manifestantes, dando prosseguimento a uma repressão brutal, iniciada momentos antes dentro da estação Central do Brasil (mesma repressão que, aliás, ocasionou a morte de Tasman Accioly, um ambulante atropelado por um ônibus desgovernado em razão da confusão instaurada pela PM e tornado estatística instantaneamente, como acontece com a vasta maioria das mortes produzidas pela ação das nossas forças policiais).
Morador de Nilópolis, na Baixada Fluminense, Caio e sua mãe moravam de favor na casa de parentes. Ele dormia no sofá da sala. A mãe não tem condições de trabalhar, pois a esquizofrenia de seu pai (avô de Caio) requer cuidados. Para ajudá-lo na rotina diária, ela, há cerca de um ano, passou a pagar, com parte da pensão do pai, o aluguel de uma quitinete próxima à estação de Olinda – assim ele teria que tomar apenas uma condução para ir e voltar ao trabalho. Auxiliar de serviços gerais no Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, Caio era um precário, trabalhando temporariamente para uma empresa terceirizada em troca de um salário mínimo.
Caio, segundo a própria mãe, se considera um herói, responsável coletivamente pela redução das passagens de ônibus, resultado das mobilizações multitudinárias de junho de 2013. Ele ia a todas as manifestações, confirmando, do seu celular (pois não tem computador pessoal), a presença nas mobilizações marcadas nas redes sociais. Nelas colocava seu próprio corpo em risco, resistindo à violência policial, para que outros manifestantes pudessem se afastar em segurança do centro do conflito, para que a brecha democrática aberta pelas mobilizações sociais não se fechasse, varrida pela violência que as polícias despendem para quem ousa exercer o seu direito de manifestação.
Denunciado por outro manifestante, Fabio Raposo, ele foi capturado na Bahia quando tentava chegar ao Ceará na casa de avós. A prisão foi transmitida ao vivo, irrompendo na programação da madrugada como notícia de última hora, pois a Rede Globo de Televisão teve acesso privilegiado à informação de sua prisão, mediada pelo advogado de seu próprio delator (que anteriormente havia defendido milicianos e emergiu misteriosamente na defesa de Raposo) que, ato contínuo, tornou-se o seu próprio advogado. Antes mesmo de prestar depoimento à polícia, Caio foi interrogado pela repórter que acompanhava o seu caso. A mídia corporativa dava mais um passo no processo de se tornar uma instância decisória do judiciário brasileiro. Foi indiciado por homicídio doloso (com intenção) qualificado (por uso de explosivo – legalmente vendido em qualquer esquina do país e usado às toneladas a cada final de ano) ao arrepio das leis, ao arrepio do direito, como esclareceu o jurista Nilo Batista. Como provas da sua culpa apenas a própria confissão, extraída sob condições completamente excepcionais, e fotos e imagens de TV completamente inconclusivas.
Caio é mulato, pobre, morador da periferia e sem conexões políticas. Após a prisão, ele confessou receber 150 reais por manifestação, insinuando que tal dinheiro viria de partidos (e organizações) de extrema-esquerda, cujas campanhas eleitorais são financiadas, com parcos recursos, a partir de doações de pessoas físicas. Um dos quadros mais conhecidos de um desses partidos políticos, que recentemente alcançou quase um milhão de votos na eleição para a prefeitura do Rio de Janeiro, estaria supostamente envolvido no esquema. Durante dias, durante semanas, mobilizaram-se diversas redes da esquerda carioca na defesa do nome desse político. Todos tinham ligações com ele e as exaltavam com orgulho nas redes sociais. Caio não só não mereceu qualquer mobilização, como foi tratado de forma protocolar pela maioria das organizações de esquerda da cidade e do estado: ‘as culpas precisam ser apuradas e os envolvidos punidos!’ ouvimos e lemos. Alguns dentre estes devem ter aludido às passagens de Caio pela polícia para desqualifica-lo (dando um crédito seletivo à mídia corporativa, aquela mesma que fabricava um ‘factoide’ contra o seu político predileto – as passagens não passavam de detenções para averiguação não confirmadas).
O próprio político, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do estado do Rio de Janeiro, não se movimentou para apurar as condições suspeitas nas quais Caio havia sido envolvido no incidente do dia 6 de fevereiro. Limitou-se a defender a própria ‘trajetória’, declarando-se contrário a ‘qualquer violência’ e partidário do ‘isolamento’ dos manifestantes violentos (no discurso midiático-policial: ‘vândalos’ e ‘baderneiros’). À essa altura Caio era só mais um pobre encarcerado nas prisões brasileiras. Sua identidade já havia sido subsumida pela onda de criminalização e perseguição política para a qual ele serviu apenas de pretexto. Caio era apenas uma peça de carne negra a ser moída no moinho satânico da mídia corporativa. Apenas um anel (um símbolo que representava a perniciosidade da esquerda autonomista que surgiu nas ruas e redes em 2013) a ser cedido em troca do cessar-fogo e da manutenção da mão da esquerda partidária.
Quem de nós pode ou poderia afirmar ligações com Caio? Pouquíssimos. Talvez ninguém. Para nossa vergonha, pois o ‘pobre’ não passa de uma figura conceitual em nossas bocas e teclados, em nossos textos e teses. E, no entanto, estaríamos circunscrevendo nossas relações de forma excessivamente judicial (talvez inconscientemente a única forma pela qual poderíamos pensar – com horror – estar relacionados a Caio) sem sequer notar que muitos de nós que tivemos (e exaltamos) ligações com o deputado estadual envolvido no caso talvez também jamais tenhamos mantido qualquer relação comprovável com ele.
Pode-se mesmo (e certamente alguns terão dito como forma de não macular essa ala do espectro ideológico) dizer que Caio não é de esquerda. Não possui, certamente, ‘formação política’. Não seria necessário, então, ou mesmo possível esboçar ‘ligações com Caio’. E nem seria recomendável, sob pena de incluir variáveis complexas ao cálculo político-eleitoral.
O quê Caio possuía, entretanto, era um impulso de justiça, que declarou na madrugada em que foi preso à funcionária das organizações Globo: queria uma educação pública melhor (para outros Caios mais jovens, moradores de Nilópolis e da periferia carioca e fluminense) um sistema de saúde mais digno (para seu avó, esquizofrênico, para sua mãe, que padece de problemas neurológicos). Os ‘realistas’ de esquerda, sobretudo, apologistas da realidade, dirão que Caio foi ingênuo. Que não se muda o mundo nas ruas. Que é preciso engajar-se numa organização, militar num partido: ‘disputar as instituições’. A ‘ingenuidade’ de Caio teria sido, então, a crença num dos lugares comuns que garantem pertencimento à esquerda: a insatisfação com o atual estado de coisas e a disposição para participar de um movimento real que o possa abolir.
Nossas ligações com Caio são de ordem ontológica. Caio estava conosco em 17 de junho, na ‘batalha da ALERJ’. Em 20 de junho, Caio deve ter enfrentado a violência policial, o ‘caveirão’, enquanto muitos de nós corríamos para longe do confronto. Também deve ter estado nas ruas quando os professores grevistas foram atacados na Cinelândia enquanto seu futuro profissional era decidido no interior de uma Câmara de vereadores cercada e defendida por centenas de policiais. A ‘ingenuidade’ de Caio se manifestava na alegria de estar junto, de agir politicamente em comum, construindo uma democracia, uma democratização por dentro de uma ordem oligárquica, cujas instituições apenas formalmente delineiam uma expectativa de soberania popular. Caio era (e é) uma expressão de singularidade, de desejo por outro mundo.
Eu tenho ligações com Caio. Não por ser um dos grevistas que ele, provavelmente, protegeu em outubro de 2013 da sanha fascista da polícia militar. Mas por ter compartilhado nas ruas das mesmas dores que ele, por ter descoberto, talvez junto com ele, a potência do agir em comum. Por ter concebido junto com ele que o tempo não é uma forma de ser, mas uma força constitutiva, que nos constitui, ao mesmo tempo que é constituída pelo nosso agir, pelo nosso viver. Eu tenho ligações com Caio. Todos temos. E deveríamos exaltá-las. Deveríamos defendê-las. Para defender Caio, mas também para defender o direito de outros Caios irem às ruas. Para defender o direito de outros Caios tomarem o porvir em suas mãos. Para defender o direito de outros Caios serem dignos do seu próprio tempo.
Ivan de Union
25 de fevereiro de 2014 10:46 am“Caio era apenas uma peça de
“Caio era apenas uma peça de carne negra a ser moída no moinho satânico da mídia corporativa. Apenas um anel (um símbolo que representava a perniciosidade da esquerda autonomista que surgiu nas ruas e redes em 2013) a ser cedido em troca do cessar-fogo e da manutenção da mão da esquerda partidária”:
Mentira deslavada.
Leo V
25 de fevereiro de 2014 3:15 pmÉ a visão do autor. Não dá
É a visão do autor. Não dá pra dizer que não faz sentido.
Ivan de Union
25 de fevereiro de 2014 5:06 pmNao, nao faz. Nao existe
Nao, nao faz. Nao existe “esquerda autonomista” sendo gigolada pela media nem no resto do mundo. Nao vai ser no Brasil que isso vai acontecer.
Existe manipulacao de fatos e pessoas, e tentativas abertas de assassinatos de reputacao de gente de partidos nanicos, como Freixas, usando essa “esquerda” das ruas como ESCUDO para ideias DA DIREITA.
Quem esta atraz deles e os incentivou desde o principio eh a media.
Leo V
25 de fevereiro de 2014 5:47 pmBem, se vc acha que não
Bem, se vc acha que não existe esquerda autônoma ou autonomista, diante de tudo que tem acontecido ultimamente, realmente vivemos em outro mundo.
Eu realmente devo ser um esquizofrênico que vivo em outra realidade, pois meu circulo social basicamente é feito de gente dessa esquerda autônoma a partidos.
Precisa avisar a mim e a esse a ess amultidão de pessoaos, que conheço a décadas, que eles são manipulados por alguém que eles nem conhecem.
Ivan de Union
25 de fevereiro de 2014 6:25 pm“se vc acha que não existe
“se vc acha que não existe esquerda autônoma ou autonomista”:
Ler a sentenca completa ajuda:
Nao existe “esquerda autonomista” sendo gigolada pela media nem no resto do mundo.
Leo V
25 de fevereiro de 2014 8:17 pmAh claro,
a criminalização
Ah claro,
a criminalização dos manifetsantes que vão às ruas, das manifestações, a cobertura sempre enviesada, não vem da mídia não…
Apenas durante uma ou duas semanas de junho a mídia não criminalizou quem ia às ruas. Foi na tentativa, até certo ponto bem sucedida, de por um período transformnar manifestações de esquerda que não weram controláveis, em manifestações com pautas difusas, e que acabarm se voltando a um caráter moralista (anti-corrupção) em parte, inflada pela base dessa grande imprensa: os coxinhas.
Se não fosse a criminalização das manifestações operada pela imprensa a PM de São Paulo não teria folga para reprrimir a manifestação do ultimo dia 22 da forma que fez.
Ivan de Union
25 de fevereiro de 2014 8:37 pmEntre outros erros, voce esta
Entre outros erros, voce esta tentando USAR e SE APROPRIAR de manifestacoes POPULARES -nao “de esquerda”- que pipocaram no pais inteiro em centenas de cidades, e ainda por cima as confundir com a extrema esquerda da qual voce faz parte.
Nao vai dar certo.
Rui Daher
25 de fevereiro de 2014 11:35 amPostura
A postura agressiva, mostrada em fotos de manifestações anteriores, não ajudam na canonização desse moço. Nem se trata de pensar em propósito específico, de mira certeira, mas da estupidez em não pensar que qualquer ato com aquela espécie de artefato pode ser fatal. Shit happens. E as consequências são cruéis para todos os envolvidos.
Maria Izabel L Silva
25 de fevereiro de 2014 11:43 amCaio usava mascara e
Caio usava mascara e pelo relato de sua militancia aqui colocado, deve ser tão brutal e violento quanto os policiais que praticam a tal “repressão brutal” . Provavelmente, por causa de professores como o autor anonimo do texto, Caio não tem a minima noção da merda em que se meteu. A unica vitima nessa história é o cinegrafisdta morto.
Jaime Balbino
25 de fevereiro de 2014 12:21 pmO Autor não está anônimo. É
O Autor não está anônimo. É um texto corajoso e necessário. Alguém precisa mesmo dar o contraponto e até fazer a defesa se achar possível. Foi um crime coletivo e não individual que envolve a ação da PM, a condição de trabalho do jornalismo, a tática dos manifestantes, o papel da imprensa, o judiciário…
Achei que desse ponto de vista Freixo e todos nós caimos no jogo de isolar is acusados para criminalizar todo mundo sem direito a defesa também. Se os moleques podem prescindir do Estado de Direito sem nossa defesa, nós também podemos ser linchados da mesma forma.
Leo V
25 de fevereiro de 2014 5:45 pmUma rara voz sensata aqui no
Uma rara voz sensata aqui no meio. Parabéns!
Juliano Santos
25 de fevereiro de 2014 1:28 pm“esquerda autonomista que
“esquerda autonomista que surgiu nas ruas e redes em 2013”
Caro Leo V, admiro sua tenacidade, mas tal coisa não existe. O que “surgiu” em 2013 foi uma massa de jovens, de todas as classes, mas principalmente média, que aderiu a um “movimento” esquizofrênico, em que reivindicações legítimas se misturaram a pautas as mais diversas e muitas vezes opostas. Dessa maluquice não se extraiu nada, a não ser adiar o aumentos dos tais vinte centavos.
A agenda do transporte público foi prejudicada por essa espetacularização da “primavera brasileira”. A questão da “caixa preta” das empresas de onibus sumiu (os caras agradecem). O MPL mostrou sua irresponsabilidade ao não liderar nas ruas a luta pela faixa exlusiva e o aumento progressivo do Iptu (que segundo a proposta da Erundina, financiaria o passe livre).
Os partidos de oposição à esquerda (PSTU, PSOl, PCO) preferem ser fiel a sua pirraça com o PT (“traidor da esquerda”) e continuar tendo mídia junto aos black blocs, nesse movimento inútil “#nãovaitercopa”.
Só que voces são irrisórios nessa pendenga. Não há discussão de “esquerda” nesse questionamento da Copa. O que há é sabotagem. Movido a muito slogan, tipo “escola padrão Fifa”. Há de ser ingênuo ou de má-fé para não saber que o dinheiro do estado para a Copa é investimento, devido aos impostos que serão recolhidos na dinheirama que rolará durante o evento. Ao contrário da grana que vai para juros, que é um buraco sem fundo. Disso nada falam, não dá mídia.
Dito isso, também considero o Caio uma vítima, embora seja fato incontestável que foi ele quem acendeu o rojão. Ele é vítima de grupos oportunistas e irresponsáveis que usaram sua condição de pobre para fazê-lo de bucha de canhão. Mas nem acho que o fato de receber 150 Reais deveria agravar sua pena. Só nesse sentido fecho com o texto. Homicídio culposo.
Leo V
25 de fevereiro de 2014 3:02 pmEngraçado, vc faz uma citação
Engraçado, vc faz uma citação como se eu tivesse escrito isso.
Daí se vê bem a capacidade de raciocínio e o nível de argumentação dos neocons que votam na Dilma.
Cite alguma coisa que eu escrevi e podemos conversar.
Leo V
25 de fevereiro de 2014 3:14 pmVocê deveria entender mais a
Você deveria entender mais a lógica das faixas exclusivas antes de fazer esse tipo de crítica.
Na verdade a lógica é interessante: um movimento social é criticado por não sair às ruas para defender todas as políticas do prefeito.
Óbvio que os socialistas são a favor do imposto progressivo. Mas colocar o caminhão na rua sem um projeto do prefeito para esse imposto financiar o caminho para a tarifaz zero (que é a pauta do movimento), seria simplesmente se deixar ser instrumentalizado.
Faixa exclusiva de ônibus aparentemente é legal. Prioriza o trasnporte público em detrimento do individual. Mas não muda em nada a lógica mercantil dos transportes coletivos. Com a faixa exclusiva veio o corte de linhas, parte da mesma política, que se colocasse o usuário em primeiro lugar os cortes não teriam ocorrido. A questão é que o interesse do empre´sario é que continua em primeiro lugar na gestão Haddad. Cortar linhas para ter ônibus mais lotados, girar mais catracas tendo que fazer baldeação. Faixas exclusivas podem ser bom para o usuário, mas só foram implementadas por são boas para os empresários de ônibus, pois reduzem custos de combustível e tempo. A lógica de visar o maior lucro dos empresários em detrimento dos trabalhadores continua na política de transporte da atual gestão da prefeitura de São Paulo.
Então, não, não há como um movimento social se colocar na defesa da política de transporte do atual prefeito.
Álvaro Noites
25 de fevereiro de 2014 1:52 pmQuem pariu Mateus que o
Quem pariu Mateus que o embale.
iron
25 de fevereiro de 2014 2:23 pmCaio é semelhante aos
Caio é semelhante aos integrantes das organizadas. Sós, são extremamente mansos, porem em grupo acham-se poderosos para quebrar, arrebentar. Não se enganem, o verdadeiro prazer, orgasmo mesmo, tanto das organizadas quanto dos BBs, é sentir este poder. Esta história de time do coração é mero pretexto. Quanto ao autor do post, não adianta querer romancear a situação do Caiozinho. O cagão, depois de entrega-ser à policia mudou completamente seu primeiro depoimento, procurando ridiculamente transferir toda a barbarie que fez para outros. E mais ridícula ainda é a mea culpa do autor, boyzinho estudado que usou os “proletas” como massa de manobra.
Gilson AS
25 de fevereiro de 2014 2:25 pmPelo que entendi, o prezado
Pelo que entendi, o prezado autor quer colocar na conta do governo atua,l as mazelas do nosso país que não foram resolvidas em 500 anos, que foi o tempo que a elite comandou este país.
Não dá para fazer tudo em 14 anos.
Leo V
25 de fevereiro de 2014 3:41 pmComeçando a achar que é
Começando a achar que é paranóia.
Enxergam fantasmas em todos os lugares. Enxergam crítica ao governo num texto que faz uma crítica ao comportamento da esquerda em geral de querer se distanciar do Caio, do pobre, da pessoa comum que vai pra rua tentar mudar as coisas, guiada por um senso se justiça.
Ivan de Union
25 de fevereiro de 2014 5:32 pmA “esquerda” nao vai carregar
A “esquerda” nao vai carregar mulas da direita nas costas. Pode esquecer.
Leo V
25 de fevereiro de 2014 8:12 pmÉ verdade,
se vc entendeu o
É verdade,
se vc entendeu o texto, um jovem pobre, que luta por uma fatia de justiça social, é o que existe de mais essencial na esquerda.
Se vc vê um pobre que sai às ruas com outro para lutar pro transporte e mobilidade alguém de direita, vc vive em outro mundo que eu.
J Fernando
25 de fevereiro de 2014 2:35 pmUm herói?
Sinceramente, são outros tempos, outras lutas. Não estamos sob o jugo de uma ditadura para lutarmos violentamente em prol das sugeridas revindicações (transporte, saúde e ensino público de melhor qualidade). Lutar, protestar, sim, mas pacificamente. O fato do jovem aparecer em outras fotos claramente provocador sugere que ele não é este “herói” em que o texto tenta transformá-lo.
Considero o jovem Caio vítima também, mas excessivamente ingênuo na questão de responsabilidades. Acreditar que a tática black bloc de violência vai gerar conquistas é ingenuidade mesmo. Ele agiu, provocou uma morte e percebeu que a partir deste momento, ninguém mais se interessava por ele.
O relato que o deputado famoso sequer lembra do jovem encarcerado, sim, é algo a destacar do texto.
lenita
25 de fevereiro de 2014 2:58 pmMuito bem ! Concordo em
Muito bem ! Concordo em partes. Porém quem postou o artigo, está deixando mais claro a cada dia, a que partido pertence e o que defende realmente. Ninguem defendeu o Caio, que não passa de um pobre marionete em mãos bem mais politizadas, do que ele.” Agora é um negro moído”, um pobre morador de Nilópolis, frequentador de todas as manifestações, mas que trabalhava para ajudar no sustento da família, portanto facilmente manobrável por 150,00. Eu daria mais que isto para saber o que ele confessou à polícia, ou se somente ficou na repetição do que o “adv ogado” disse. Tb daria mt para saber quem está pagando o já “famoso” Dr. Alguem já disse algo s/ isso e eu perdi, ou o processo está em “sigilo de justiça”. O culpado será o rojão, como o helicóptero ?
Leo V
25 de fevereiro de 2014 3:07 pmMaior violência talvez seja a
Maior violência talvez seja a simbólica, de chamar alguém de “pobre marionete”, como se o pobre e não muio politizado não pudesse ter autonomia de pensamento e de ação.
Não precisa ler Marx para ter o sentido de justiça e de luta por direitos.
Ivan de Union
25 de fevereiro de 2014 5:13 pm“Maior violência talvez seja
“Maior violência talvez seja a simbólica, de chamar alguém de “pobre marionete”, como se o pobre e não muio politizado não pudesse ter autonomia de pensamento e de ação”:
Da pra ler o que VOCE escreve antes de comentar?
Maior violencia?!
Que historia eh essa de “nao muito politizados” quererem “autonomia de pensamento e acao” POLITICAS? Nao era hora dele ler um livro?
E qual a “autonomia de pensamento e acao” POLITICAS de alguem que supostamente (eu nao acredito) confessou os 150 reais? E se for verdade?
Leo V
25 de fevereiro de 2014 5:42 pmIvan,
vou desenhar: ele
Ivan,
vou desenhar: ele tinha autonomia de pensamento e ação quando era um manifestante, não quando era um preso linchado midiaticamente, acuado, nas mãos de um advogado de milícia.
Ele decide se está na hora de ler um livro, não vc.
Ivan de Union
25 de fevereiro de 2014 6:22 pm“ele tinha autonomia de
“ele tinha autonomia de pensamento e ação POLITICAS quando era um manifestante”:
E assim comecaram os problemas dele e terminaram os de Santiago. Nao da pra reclamar dele nao as ter mais porque esta preso!
Leo V
25 de fevereiro de 2014 8:11 pmFala isso pra Dilma então
Fala isso pra Dilma então quando ela estava sendo presa e torturada.
Quando ela mentiu sob tortura, diz pra ela: “Não dá pra reclamar de não ter mais autonomia porque está presa!”
Vou desenhar de novo, talvez com uma analogia vc entenda.
Dilma tinha autonomia quando estava lutando contra o “sistema”, certo?
Quando ela estava presa, ou sob tortura, não tinha mais, certo?
Dilma mentiu quando estava sob tortura.
Um rapaz, muito pobre, preso, acuado, diante de um linchamento midiático desse tamanho, faz o que o advogado manda ele fazer, já não possui autonomia. Diz que recebeu 150 reais porque o advogado manda.
Resumindo: sob forte constrangimento ninguém possui autonomia. Simples não?
Ivan de Union
25 de fevereiro de 2014 8:27 pmSofista aqui nao chega muito
Sofista aqui nao chega muito longe nao…
Maria Luisa
25 de fevereiro de 2014 4:11 pmNem heroi nem bandido ?
Concordo em muitos pontos com o texto. Esse moço ja foi condenado, inclusive por muitos aqui. Nesse caso, parece com qualquer acusação contra um petista. Não gosto do tom conservador de alguns aqui, que sao contra as manifestações por inumero motivos, e até com razão, mas dai sair dizendo que o moço é era isto ou aquilo, como saber ? Prefiro dar tempo ao tempo e não vou atras dessas reportagens espetaculares, esses perfis suspeitos; uns à procura de num martir outros de um bandido.
Anarquista Lúcida
26 de fevereiro de 2014 2:29 amClap, clap, clap, clap! Alguns aqui tao me dando vergonha alheia
.
gilbertocal
25 de fevereiro de 2014 4:41 pmUm perfil de CAIO
O cinegrafista morto sabia onde estava trabalhando.
O ambiente de trabalho dele era uma praça de guerra e ele propositalmente, para obter um bom ângulo de filmagem, estava na linha de fogo e não imaginou o que poderia acontecer e aconteceu. Ele estava entre a policia e os manisfestantes e todos alí sabiam dos fogos e das granadas.
Jaime Balbino
25 de fevereiro de 2014 5:47 pmE o equipamento antiquado
E o equipamento antiquado dele não lhe permitia agilidade. Tinha que manter a pesada câmera fixa na mesma direção ou não filmava nada. Seria mesmo morto por um manifestante ou por um policial. Ou então seria gravemente ferido. Tudo pela falta de cuidado, de treinamento, de equipamento adequado e de proteção para seu corpo, já que sua câmera permitia zoom ótimos e ele não precisava se expor tanto para cumprir a pauta do seu patrão.
iron
25 de fevereiro de 2014 6:41 pmPQP o culpado agora é a
PQP o culpado agora é a vítima. Me dá nojo.
Leo V
25 de fevereiro de 2014 8:05 pmEu acho interessante e
Eu acho interessante e necessa´rio ver pelo ângulo de “acidente de trabalho”. Mas culpar o cinegrafista é retirar a responsabilidade da empresa. É ela que pressiona os funcionários a se arriscar, para ter a melhor imagem, a melhor foto, a melhor matéria.
Ivan de Union
25 de fevereiro de 2014 8:26 pm“culpar o cinegrafista é
“culpar o cinegrafista é retirar a responsabilidade da empresa”:
E culpar Caio? Eh “retirar a responsabilidade” da SUA esquerda ou voce so tropecou na lingua de novo?
Ivan de Union
25 de fevereiro de 2014 8:57 pm“durante uma ou duas semanas
“durante uma ou duas semanas de junho a mídia não criminalizou quem ia às ruas. Foi na tentativa, até certo ponto bem sucedida, de por um período transformnar manifestações de esquerda que não weram controláveis, em manifestações com pautas difusas”:
Otimo, vamos aas suas perolas sobre “esquerda” e sua incapacidade de parar de gigolar e usar e abusar las -quando lhe convem- para beneficio da SUA extrema esquerda:
1–Enxergam crítica ao governo num texto que faz uma crítica ao comportamento da esquerda em geral de querer se distanciar do Caio
2–um jovem pobre, que luta por uma fatia de justiça social, é o que existe de mais essencial na esquerda
3–se vc acha que não existe esquerda autônoma ou autonomista, diante de tudo que tem acontecido ultimamente, realmente vivemos em outro mundo. Eu realmente devo ser um esquizofrênico que vivo em outra realidade, pois meu circulo social basicamente é feito de gente dessa esquerda autônoma a partidos.
So no ULTIMO comentario, numero tres -three, troix, halahala- voce nos diz que eh da “esquerda autonomista” que o autor esta fazendo questao de separar da “esquerda partidaria”.
So que quem ELE chama de “extrema esquerda” eh exatamente a esquerda partidaria real onde todo mundo tem nomes que ele nao nomeia porque esta inventando uma separacao artificial para gigolar los, e partidos que ele igualmente nao nomeia -porque seria processado. Mas ninguem aqui esta se confundindo: ele esta falando em nome de uma extrema esquerda que nao tem nome, nao tem endereco, nao tem programa, nao tem ideologia, nao tem tecnica politica, mas tem… sofistas.
Ora, va plantar batatas, cara. Va gigolar OUTRA esquerda pro beneficio dasua extrema esquerda -nem o Psol passou incolume por essa tentativa, nao vai ser voce que vai passar.
Anarquista Lúcida
26 de fevereiro de 2014 1:58 amDá uma tristeza tudo isso.
Nao acho que o rapaz seja um inocente. Também nao é um monstro. Deu bobeira, foi escolhido a dedo para bode expiatório, e agora todos estao adorando isso. Nesse ponto o autor do texto tem razao, foi muito conveniente o surgimento dele, nao é?
Nao é inocente, mas é um pobre diabo. E vai pagar um preço muito alto por algo de que ele fez parte, mas nao é o responsábel. Porque nao tem como se defender.
E dá tristeza ver o pessoal daqui pedindo vingança, completamente indiferente à injustiça contida em tudo isso.
Juliano Santos
26 de fevereiro de 2014 2:48 amAnarquista, quem está
Anarquista, quem está pedindo vingança? Eu não vi. Vi pedirem justiça. Não há dúvida que foi ele,e o outro, os responsáveis pela morte do Santiago.
Não acho que o menino seja um monstro, foi um infeliz, um desastrado e no fundo vítima dos grupos oportunistas que querem sabotar o Brasil.
Mas ele terá que acertar as contas com a justiça, não tem jeito. Mas na minha opnião seria homicídio culposo com agravantes, devido a uso de material explosivo e etc. Alias ampliaria a investigação para enquadrar muito mais gente, os que manipulam, principalmente
Anarquista Lúcida
26 de fevereiro de 2014 3:15 amAh, Juliano, francamente. Tá precisando de óculos?
O rapaz deve ser punido sim. Mas nao da forma como vem sendo clamado. Você leu o texto do Nilo Batista sobre a relaçao causa e efeito PREVISÍVEL necessária para ser considerado homicídio? Se soltar um rojao pode ser consideradoassumir risco de matar alguém, há mais de um milhao de culpados todo dia de Ano Novo.
Ele deve ser punido por participar das badernas. Ponto. Se pegar 6 meses de cadeia, será educativo. Pegar anos e anos é estragar a vida de um jovem para sempre, e provavelmente fabricar um bandido.
E há todo o problema de se ele foi ou nao pressionado a confessar pelo advogado mafioso dele, para ocultar outras pessoas. É nitidamente um bode-expiatório.
taturanous
26 de fevereiro de 2014 3:02 amPovo
O povo,pobre povo ,quem acha que este tipo de manifestaçoes,protestos e em nome do povo
e completamente idiota basta prestar atençao no sufoco das pessoas no meio desta cretinice
que nao sabe pra que lado corre e uma tremenda judiaçao,covardia,falta total de respeito ao proximo
sao os tipos que nao cedem lugar em onibus , trem para as pessoas idosas mulhers gravidas e etc
e faz, CARA DE BOI SONSO?