A exploração de terras raras no Brasil tem ganhado espaço seja por conta da grande demanda internacional (em especial dos Estados Unidos), como também pela própria possibilidade de estruturação de uma indústria em torno desses minérios.
Na visão de Gustavo Pessoa, diretor da Taleb Capital Hedge Fund, o mercado segue com bastante volatilidade – e oportunidades.
“Nos Estados Unidos, o governo, o próprio Departamento de Defesa anda fazendo investimentos em empresas diretamente. Eles têm um certo caixa e investem”, explica Pessoa em entrevista exclusiva ao jornalista Luis Nassif na TV GGN 20 horas, transmitido de segunda à sexta no canal da TV GGN no YouTube.
O executivo lembra que a grande maioria das empresas de terras raras ou minerais críticos é de pequeno ou médio porte, “pois muitas das operações são operações são pré-operacionais ou então tão muito no início”.
“O que acontece muito: pequenas empresas, com poucos funcionários, que conseguem uma autorização de lavra. Na hora que conseguem uma certa viabilidade financeira, ela acaba sendo adquirida por um grande grupo, e aí você consegue uma supervalorização de seus papéis”, pontua.
No Brasil, isso pode ser visto na região sul de Minas Gerais, onde pequenas empresas australianas estão obtendo lavra para exploração de território.
Burocracia e segurança jurídica
O grande ponto a ser discutido envolve a segurança jurídica do projeto, uma vez que a autorização de lavra e as autorizações ambientais são necessárias para legalizar uma operação.
“Hoje em dia não é difícil você demorar em torno de 10 anos para conseguir. Então, é difícil algum tipo de investidor no mercado financeiro, principalmente, e querer colocar um dinheiro, esperar 10 anos e torcer para que dê certo”, diz Pessoa.
Diante disso, o executivo destaca a importância de se acelerar a obtenção de tais autorizações, desde que todas as legislações sejam respeitadas.
“O grande problema que temos hoje é que, quando você vai tentar implementar uma mina, você tem muitos órgãos sobrepostos, que você não sabe quem se submete a quem e muito menos eles. Então, esse é um grande problema”.
Clique abaixo e veja mais a respeito do assunto na entrevista exclusiva de Gustavo Pessoa ao jornalista Luis Nassif.
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