Enviado por Antônio Ateu
Do Blog Convergência
Os intelectuais do “governismo-bloc” e a criminalização dos protestos
Por Rejane Carolina Hoeveler
http://www.youtube.com/watch?v=iNqfS75nGa4]
Em artigo publicado sexta-feira 14, no blog “Conversa Afiada”, do jornalista Paulo Henrique Amorim, o renomado cientista político Wanderley Guilherme dos Santos dá sua contribuição à atual ofensiva conservadora contra aqueles que protestam contra as injustiças sociais nas condições da limitada democracia vigente no Brasil, dirigido já há mais de dez anos por um governo, segundo ele, “dos trabalhadores”. Propagando o ódio a estes supostos “propagadores de ódio”, o professor Wanderley Guilherme praticamente acusa os intelectuais que se opõem ao atual estado de coisas no Brasil de serem “mentores do assassinato”, referindo-se implicitamente à morte do cinegrafista da Band – um caso, como se sabe, repleto de, digamos, “curiosidades” jurídicas, políticas e midiáticas.
Intitulado “Os whiteblocs são os assassinos intelectuais”, seu artigo, no melhor estilo “Veja governista”, se dirige a “vetustos blogueiros, artistas sagrados como marqueteiros crônicos, jovens colunistas em busca da fama que o talento não assegura, políticos periféricos ao circuito essencial da democracia, teóricos sem obra conhecida e de gogó mafioso, estes são os mentores da violência pela violência, anárquica, mas não acéfala”; intelectuais que abençoariam “um suposto legítimo ódio visceral contra as instituições, expresso em lamentável, mas compreensível linguagem da violência, segundo estimam, busca seduzir literariamente os desavisados”.[i]
Caracterizando o período que vivemos como uma “era de violência”, uma violência por sinal injustificável contra nossas “democráticas instituições”, o autor parece esquecer que a política moderna é entendida como marcada pela “violência” pelo menos desde Maquiavel, e que em nenhum período da história contemporânea houve qualquer momento em que não estivesse presente. Não precisamos nem recorrer à análise marxista do Estado, para a qual todo regime de dominação de classe é intrinsecamente violento contra os de baixo, mesmo nos períodos de aparente tranqüilidade política. O artigo de Wanderley consegue a proeza de estar à direita daqueles que como José Murilo de Carvalho brilhante em seu liberalismo bastante conservador, fazem no mínimo questionar a ação desproporcional das polícias militares nos protestos, algo hoje destacado em toda imprensa internacional e que o nosso governismo bloc procura esquecer, ou não tratar como “violência”.[ii]
Evidentemente a posição política do petista não se refere apenas ao Black-bloc, e não se trata absolutamente de divergência tática ou estratégica com seja lá o que signifique politicamente o Black Bloc. Não. A posição do professor, e de todo o governismo bloc, que tem desesperadamente tentado impedir protestos neste ano eleitoral, além de garantir a estabilidade política para defender os grandes interesses privados envolvidos nos mega-evento, se dirige a todo o conjunto da esquerda e dos lutadores que se negam a sair das ruas, mesmo com todas as balas de borracha e gases venenosos, prisões e manipulações da mídia corporativa (cujos interesses, nesse sentido, estão intimamente ligados ao do governo).
Está cada vez mais patente o avanço dos defensores da ordem, governistas ou não, em criminalizar toda a esquerda que não se vendeu e os movimentos sociais não enquadrados na atual ordem política. Até mesmo movimentos muito mais tradicionais e enraizados como o MST não têm escapado do recrudescimento repressivo, como demonstra o caso da marcha em Brasília ocorrida na última quarta-feira, 12, que deixou 32 feridos pelos desmandos da polícia de um governo petista, enquanto, aliás, a presidenta Dilma festejava com Kátia Abreu e Blairo Maggi. Já é sabido, por exemplo, que no Rio de Janeiro o sanguinolento governo de Sérgio Cabral, junto com o governismo bloc, se empenha agora em difundir a tese de que não há nada de errado no Brasil, e que os protestos seriam o resultado não de insatisfações generalizadas, mas de uma grande e obscura conspiração de partidos de esquerda que pagariam manifestantes para “promover o quebra-quebra”. Em São Paulo as forças repressivas do governo do tucanato não ficam para trás, como ficou mais uma vez claro no episódio em que um jovem trabalhador foi sem mais nem menos baleado pela PM nos arredores da Avenida Paulista durante uma manifestação contra os efeitos da Copa, cujo grande legado, claro está, consiste num conjunto de medidas draconianas e cerceadoras de direitos.
O governo do PT, tão diferente daqueles dos tucanos, fechou os olhos para este e outros inúmeros dramáticos episódios de violência política, ao mesmo tempo em que autorizava colocar o Exército para reprimir as manifestações durante a Copa. A lógica retórica utilizada para justificar coisas assim é sempre algo como “porque senão, a direita vai voltar e todos sabemos como era ruim na ditadura” – quando qualquer pessoa podia ser baleada numa manifestação ou ser presa sem acusação… Muito coerente! Só que não.
Os intelectuais governistas preferem assim fazer coro com “The Globe”, que em sintomático editorial desta semana, intitulado “Inimigos da democracia”, retoma seu passado “glorioso” de apoio ao golpe de 1964 e à toda a ditadura, em nome da democracia, deixando claro que sua “auto-crítica” do ano passado nada mais foi do que um “limpar a ficha” para sujar de novo. [iii]
Não. O alvo do renomado professor não é nem a mídia conservadora (o famoso PIG), nem as polícias truculentas ou a legislação draconiana de restrição aos direitos democráticos em curso; seus inimigos são os supostos “mentores” da violência política, que seriam “professores universitários do Rio de Janeiro, de São Paulo e outras universidades”, que “falam do governo dos trabalhadores (sic) como se fosse o governo do ditador Médici, embora durante aquele período não abrissem o bico”.
Curioso que Wanderley mencione isto, já que ele sim, “abriu o bico” exatamente durante o governo Médici, e não foi tanto para denunciar o terrorismo de Estado daquele que foi o período mais tenebroso de todo o regime ditatorial, como faziam professores como Florestan Fernandes. Não. Preocupado estava com a garantia de uma transição “tranqüila” e “estável” para uma democracia que viria das mãos dos militares, sua atuação à época foi de colaborar com aquele nefasto regime em sua estratégia para uma transição que mudasse tudo para não mudar nada. Senão, vejamos.
Colaboracionismo, ontem e hoje
Poucos conhecem essa faceta da obra do renomado cientista político, lembrado por sua participação tanto no antigo ISEB, junto aos intelectuais comunistas e nacionalistas, quanto por sua simpatia ao PT, que na década de 1980 foi o ator político que mais denunciou a transição pactuada da ditadura. Mas é bom recordar, ainda mais num ano de efemérides relacionadas aos 50 anos do golpe empresarial-militar de 1964.
O fato é que o então diretor do Departamento de Ciência Política da Faculdade Candido Mendes e professor visitante da Universidade da Califórnia, participou, em 20 de setembro de 1973, de conferência organizada pelo Instituto de Pesquisas, Estudos e Assessoria do Congresso Nacional (IPEAC), então presidido pelo senador José Sarney (ARENA/MA), intitulada “Seminário Problemas Brasileiros”. A iniciativa do IPEAC de Sarney contou com a participação, nada mais nada menos, de figuras que dispensam maiores apresentações, como Roberto Campos, Octavio Gouvêa de Bulhões, Mário Henrique Simonsen e Carlos Langoni, todos figuras de peso da ditadura. Segundo noticiou a própria imprensa à época,[iv] a conferência mais marcante foi sem dúvida a de Wanderley Guilherme dos Santos,[v] e o principal motivo disto era justamente o fato de que se tratava não de uma figura, como as demais, comprometidas com o regime até a medula, mas justamente de uma voz da oposição. Isso afinal dava muito mais legitimidade ao debate que à época se fazia sobre a chamada “institucionalização da revolução”. Sua atuação revela o caráter da oposição consentida ao regime, expressa por exemplo nas posições políticas da “ala moderada” do MDB.
Em seu paper, Wanderley Guilherme dos Santos apresentou a caracterização de que havia uma “crise institucional” em curso, presumindo um acordo sobre a necessidade de superá-la, porém desacordo sobre como fazê-lo. Definindo por crise institucional “não a instabilidade das instituições (…), mas a não institucionalização da estabilidade”, o autor já apresenta, logo de entrada, o problema da institucionalização política, preocupação comum de outros intelectuais, estes organicamente vinculados à ditadura, como o conhecido cientista político norte-americano Samuel Huntington, que escreve em 1973, sob encomenda do governo Médici, um documento chamado “Abordagens da descompressão política”, que guarda inúmeras semelhanças com o paper do professor brasileiro.[vi] O objetivo do autor era apresentar uma contribuição própria para a solução desta crise institucional, colaborando para a elaboração de uma “estratégia não-revolucionária”[vii] (leia-se: conservadora) de substituição do sistema político autoritário para outro, mais estável porque institucionalizado.
Segundo o paper do professor Wanderley, em primeiro lugar, a política de descompressão deveria ser “uma política incrementalista”, controlada a partir de cima, e cuja “gradualidade” da introdução de medidas garantiria assim o máximo de previsibilidade política (para o regime, evidentemente). A recomendação do cientista político era para que se evitasse “a simultaneidade das pressões”, ficando excluída da política de descompressão “a discussão de modelos globais, onde a decisão se estrutura em função de distintos ‘pacotes’ de medidas”.
Coerente com sua proposta de descompressão controlada, o professor Wanderley não apenas justificava como imprescindível a repressão ao que fosse considerado (pelo governo) como um “abuso da liberdade concedida”, mas também a criação de mecanismos de coação “suficientemente fortes e de rápida aplicação”.[viii] Garantida a coerção organizada, o outro passo, segundo o autor, seria “garantir processos compensatórios”, pois a estabilidade política dependeria de tal balanceamento. Assim, o equilíbrio da nova ordem política decorreria tanto da “disseminação de lealdade pela persuasão” e da “imobilidade pela coação”, afinal, segundo o autor, “o poder público não pode apenas abrir mão de sua capacidade genérica de coagir sem paralelamente aumentar a distribuição da lealdade ao sistema”.
Segundo o autor, a lealdade ao sistema (sic) seria criada tanto pelo que o sistema faz (positiva), quanto pelo que o sistema impede que os outros façam (negativa). A participação dos “atores políticos” poderia assumir diversas modalidades, na “geração de alternativas de decisão”, na “discussão das alternativas”, sendo a decisão propriamente dita (por exemplo, eleições diretas) apenas uma dessas “modalidades” possíveis.
Como se vê, tratava-se de um receituário com premissas políticas bem explícitas, no essencial muito análogas às orientações de Samuel Huntington e de outras figuras que estavam pensando em como garantir o fim da ditadura sem o fim de suas instituições (entre eles o próprio Roberto Campos); ou seja, nada mais que uma democracia restrita e controlada como a que temos hoje.
Nada mais coerente que quem colaborou com uma transição conservadora de uma ditadura, colabore hoje com a criminalização dos movimentos sociais fora da ordem. A conjuntura é muito distinta, mas a lógica é a mesma: construir “instituições fortes”, estáveis, ficando em segundo plano a que custo político. A democracia se resume a um conjunto de procedimentos e instituições que devem ser preservadas mesmo contra o povo.
Viva o governo! Viva o regime e suas instituições! Viva o Estado!, é o que gritam os mentores dos “revoltados a favor”. Mas ao contrário do que afirma nosso cientista político, são eles que não vão vencer no grito, pois, por mais que se esforcem, não podem abafar o grito das ruas.
[i] http://www.conversaafiada.com.br/politica/2014/02/14/wanderley-os-whiteblocs-sao-os-assassinos-intelectuais/
[ii] Ver http://oglobo.globo.com/rio/o-perigo-white-bloc-11589577.
[iii] http://oglobo.globo.com/opiniao/os-inimigos-da-democracia-11575241
[iv] Ver por exemplo Folha de São Paulo, 20 de setembro de 1973, p.3; Folha de São Paulo, 30 de setembro de 1973, p.3, ou Folha de São Paulo, 30 de agosto de 1974, , onde a intervenção de Wanderley Guilherme é comparada á de Samuel Huntington, como também em Folha de São Paulo, 08 de agosto de 1975. Consultar também Anais do Senado, sessão ordinária de 1º de novembro de 1973, p.57/58, onde um senador da Arena elogiava as elaborações do professor. Lembrar também que até um moderado como Ulisses Guimarães era à época crítico das proposições gradualistas, como aparece explicitamente em declaração sua publicada na Folha de São Paulo, em 19 de setembro de 1973, sob o título “MDB pode apoiar Geisel”.
[v] A Conferência foi publicada pelo próprio IPEAC em 1973, e também republicada em 1978 em conjunto com outros ensaios do autor. SANTOS, Wanderley Guilherme dos. Poder & política. Crônica do autoritarismo brasileiro. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1978.
[vi] HUNTINGTON, Samuel. Abordagens da descompressão política. (mimeo). Disponível em: http://cpdoc.fgv.br/acervo/arquivospessoais. Para uma análise do mesmo, ver HOEVELER, Rejane. “Ditadura e democracia restrita: a elaboração do projeto de descompressão controlada no Brasil”. Monografia de conclusão de curso. Rio de Janeiro: IH/UFRJ, 2012. (disponível em: https://www.academia.edu/3563103/Ditadura_e_democracia_restrita_a_elaboracao_do_projeto_de_descompressao_controlada_no_Brasil_1972-1973.)
[vii] SANTOS, Op. Cit., p. 146.
[viii “A política de descompressão, ao renunciar aos instrumentos genéricos de coação (atos, cassações, censura, etc), precisa substituí-los por instrumentos específicos de coerção, que obriguem as áreas liberadas a não,extravasarem os limites da descompressão planejada, e isto com a mesma agilidade e velocidade com que o extravasamento tende a ocorrer.” SANTOS, Op. Cit., p.154.
rtguedes
22 de fevereiro de 2014 1:32 pmcriminalizar os protestos é mesmo um crime!
Cada um protesta como quiser, gente! O protesto, como todos sabem, tem VALOR EM SI MESMO. Só não vale protestar contra o protesto. Aí e crime!
DILMA = MADURO !!
Sul 21 > Marco Weissheimer > Direção do PT critica Bloco de Lutas por pichação “Dilma=Maduro”
Militante diz ao Sul21 que teor da pichação não expressa posição do Bloco, mas que o movimento “não criminaliza a metodologia de luta do pessoal”. Executiva Municipal do PT divulga nota oficial sobre o episódio (Foto: Daniel Damiani/Página no Facebook).
A sede municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) em Porto Alegre, localizada na Avenida João Pessoa, 785, foi pichada com os dizeres “Dilma=Maduro”, quinta-feira à noite, por manifestantes que participavam do ato convocado pelo Bloco de Luta pelo Transporte Público. A pichação expressando alinhamento entre a oposição a Dilma Rousseff no Brasil e a oposição ao governo de Nicolas Maduro na Venezuela, provocou surpresa e indignação entre dirigentes e militantes do PT.
O presidente municipal da sigla, Rodrigo Oliveira, manifestou-se a respeito da pichação em sua página no Facebook nesta sexta-feira:
A pichação “Dilma Maduro” só revela o perigoso caminho que o “Bloco” tomou: o encontro do esquerdismo inconsequente com a direita mais reacionária, em apoio a um movimento geopolítico americano em nosso continente. Eu, do PT, prefiro vir para a pauta que realmente interessa a causa popular: redução da jornada de trabalho, constituinte exclusiva sobre a reforma política, taxação de herança e grandes fortunas, redistribuição da riqueza e enfrentamento às desigualdades sociais, defesa e ampliação de direitos. É hora dos mais românticos “se ligarem”!
A Executiva Municipal do PT divulgou, na manhã desta sexta-feira, nota oficial criticando a pichação. A nota afirma:
A Executiva do PT de Porto Alegre lastima a pichação em frente a sua sede municipal, sobre a grafitagem recentemente feita por um artista do movimento Hip Hop. Ação típica de grupos políticos que possuem uma visão autoritária e, por não ter projeto estratégico para apresentar a sociedade, precisam criar fatos desse tipo.
Não surpreende que a ação tenha ocorrido na mesma semana em que vieram a público as declarações dos Deputados Luis Carlos Heinze (PP/RS) e Alceu Moreira (PMDB/RS), uma vez que esses grupos se assemelham ao incitarem a violência e a intolerância na sociedade.
Continuaremos lutando pela democracia e pela transformação na cidade de Porto Alegre, no RS e no Brasil, sempre mostrando a cara e assumindo em público nossas ações e opiniões.
O debate está repercutindo nas redes sociais. Daniel Damiani, professor de Sociologia no Colégio Estadual Júlio de Castilhos e militante do PT, rejeitou a ideia de que o Bloco de Lutas tenha aderido à campanha da direita venezuelana, mas apontou a despolitização do movimento como causa da pichação. Damiani escreveu:
Seria equivocado dizer que o Bloco de Lutas aderiu à campanha fascista das elites venezuelanas que buscam mais uma vez desestabilizar o governo democraticamente eleito da Venezuela. Nem que os fascistas daqui se infiltraram no Bloco. Significa o nível de despolitização do Bloco de Lutas, que comprou o discurso de direita reproduzido pela mídia contra a Revolução Bolivariana. Significa um ato limite de um processo que denunciamos desde que, pela opção de militantes anarquistas, do PSTU e do PSOL, decidiram expulsar o PT do Bloco, marcando o rebaixamento do horizonte político daquele espaço até então unitário e de esquerda, para engrossar as campanhas de algumas organizações políticas contra Dilma e o PT, deixando totalmente de lado a questão do transporte e renunciando completamente a travar os debates com profundidade no interior do Bloco.
A posição de um militante do Bloco de Lutas
Anderson Girotto, militante do Bloco de Lutas, disse por telefone ao Sul21 que a pichação foi feita por “um guri dos black bloc” e que o movimento não concorda com o teor da mesma, por entender que o processo conduzido pelo governo venezuelano é anti-imperialista. A pichação, enfatizou, não expressa a opinião do Bloco, que não assume responsabilidade pela mesma. Por outro lado, ressaltou que o movimento “não criminaliza a metodologia de luta do pessoal”. Girotto disse ainda que militantes do Bloco conversaram ontem à noite mesmo sobre o episódio e devem aprofundar o debate sobre esse tema nos próximos dias. “Há uma investida muito forte do campo da direita para surfar no movimento e atrelar a situação da Venezuela a do Brasil é incitar a violência. Tem gente mascarada vindo pra mobilização que não conhecemos”, afirmou, admitindo possíveis infiltrações.
Lucas Gomes
22 de fevereiro de 2014 4:35 pmprotestar contra o protesto é
protestar contra o protesto é claro que pode, como o PSTU faz com os black blocs.
O que não pode é criminalizar, como nos bons tempos de chumbo deste país.
Juliano Santos
22 de fevereiro de 2014 5:31 pmOs protestos é quem tem se
Os protestos é quem tem se crimanlizado a si mesmo, na medida que quebra patrimônio público e privado e joga rojões na cabeça das pessoas.
E quem diz isso não é nenhum “bloc governista”, é o código penal. Ou as pessoas aceitam que existe um código que rege os atos individuais e coletivos, definindo-os com dentro ou fora da lei, ou então é o caos.
Leo V
23 de fevereiro de 2014 3:09 amVc está falando de
Vc está falando de notícia.
Nós estamos falando de protestos, de manifestações, como ocorreram.
Será se vc não percebeu que na morte do cinegrafista o protesto já havia sido encerrado pela polícia, quando violentou manifestante e jornalistas dentro da Central do Brasil?
Será se vc não se deu conta que os dois protestos anteriores contra aumento de passagens no Rio não houve conflito pois a policia naquelas ocasiões nao reprimmiu?
Vc gosta tanto assim do PIG pra ficar repetindo a versão inveridica dos fatos que eles expõe?
Voc não aprendeu naa sobre o PIG depois da AP 470?
ruyacquaviva
23 de fevereiro de 2014 5:02 pmEu só aprendi com o que eu ví
Eu só aprendi com o que eu ví com meus próprios olhos nos protestos em São Paulo. E a violência foi iniciada por grupos organizados de msacarados obedecendo um comando central. Essa é a gênese das milicias fascistas.
Não ví nenhuma manifestação desses grupos organizados que me permitissem classifica-los de esquerda. As táticas fascistas saltam aos olhos.
É bom estar lá e ver ao vivo para não depender de versões mentirosas que acabamn sendo veiculadas por aí.
André Que Não Consegue Postar Comentários
22 de fevereiro de 2014 3:39 pmTaí a Líbia e o Egito
Taí a Líbia e o Egito “mostrando” que a preocupação do Prof. Wanderley a cerca de transiçõs violentas não tinham fundamento.
Danilo Morais
22 de fevereiro de 2014 3:52 pmMarilena Chaui ou Antônio
Marilena Chaui ou Antônio Cândido são intelectuais acadêmicos petistas, mas Wanderley G. dos Santos nunca o foi, mas para os propósitos difamadores do anti-petismo pretensamente de esquerda, sempre é bom chamar um adversário de “petista” (que pecado mortal!). Não dá para levar a sério…
Silvio Luiz Morais
22 de fevereiro de 2014 3:57 pmPosso também ser fascista?
A criminalização dos protestos não é apenas uma bobagem, é um atentado contra a democracia, porém não dá para ser conivente com determinadas práticas que ocorreram mais recentemente e também em junho de 2013. Dá para concordar com a destruição da sede de partidos políticos, sejam eles de esquerda ou de direita? É possível fechar os olhos para a agressão contra militantes, queima de suas bandeiras, proibição de participar conjuntamente dos protestos? Isso sem falar da destruição de patrimônio público, privado, promoção gratuita de quebra-quebra. O esforço maior deveria ser no sentido de garantir que as pessoas se manifestem apoiando ou atacando o que melhor lhes parecerem. Em outras palavras, controlar a violência das polícias, tentar de alguma maneira vencer o enorme despreparo dessa instituição para lidar com as mobilizações. Agora, não dá para ser ingênuo e não perceber que deteminados grupos, aliados organicamente com a direita, vão para a rua com o intuito deliberado de provocar o caos. Não acredito na necessidade de uma nova lei para lidar com essa situação, mas também não dá para lidar com essas figuras como se fossem os arautos da nova democracia.
Alexandre Bueno
22 de fevereiro de 2014 4:08 pmTenho acompanhado atentamente
Tenho acompanhado atentamente a onda de protestos que varreu o Brasil desde junho passado e é inegável que a natureza do movimento mudou.
Tudo teve inicio com o MPL, que marchou quase solitário pela Avenida Paulista (com megafones e não molotovs) e foi devidamente esculhambado pela classe média e a mídia. Dias depois, voltaram e tomaram borrachadas e bombas de gás da política. Um jornalista levou uma bala de borracha no olho. Foi este o estopim.
A onda de protestos, com um público de classe média varreu o Brasil. Veio o caso Amarildo, o OcupaCabral e os Atos contra PEC 37. Resultado: Descobriu-se que a polícia matou o pedreio, o OcupaCabral minou a popularidade do governador do Rio e a PEC37 foi regeitada. Ainda houve tentativas de pautar o movimento, tanto pela mídia (claramente no caso da PEC37) e a ultraesquerda, que prestou apoio logístico ao pessoal dos protestos.
A rigor tudo corria bem, quando iniciou-se uma onda de depredação de loja, agencias bancárias e assim por diante. O fato concreto é que à medida que camadas da classe média afastavam-se dos protestos, os Black Blocs passaram a protagonizá-los. E vice-versa.
Os jovens de perifieria mostraram que a praia deles é acesso ao consumo e o perfil das classe C, D e E é de mudança dentro da ordem, conforme muito bem descrito no artigo do Professor André Singer sobre o Lulismo. Na ausencia de volume nas manifestações, o recurso da violencia tornou-se um fim em si. Me perdoem, mas chega a ser ridículo o fulano chutar um colchão em chamas embaixo de um Fusca e depois dizer que o motorista foi imprudente. Pior, soltar um rmorteiro que arrebentou a cabeça e tirou a vida de uma pessoa. Isso é inaceitável sob qualquer aspecto e em qualquer regime político.
Neste jogo retórico asqueroso, o sujeito que reclama dos que querem ” ordem” é o mesmo gosta da energia elétrica fluindo para sua casa, que a água chegue limpa e tratada em sua casa e, se tiver cancer, caso não tenha plano de saúde, que o SUS o atenda de graça. É a ordem que possibilita que a vida das pessoas continue de uma maneira estruturada. A retórica da violencia não conscientiza as pessoas que elas devam lutar ou se pocisionar sobre abusos do poder e fraquezas nos serviços públicos. Pelo contrário. Apenas cria na sociedade uma sensação geral de avacalhação. Outro dia o deputado Ivan Valente do PSOL deu RT em um artigo no Valor sobre as obras e mobilidade urbana que não saem do papel. Execução de projetos públicos é um gargalo enorme no Brasil. Perguntei a ele o que poderia ser feito para melhorar isso. Estou esperando a resposta até agora…
E daí vem a pergunta: substituir o modelo atual, com todas as suas contradições (violencia policial, falta de gestão pública, corrupção etc) por um bando de moleques mascarados e alienados, intelectuais preguiçosos (que gostam da ordem quando a bolsa da Capes cai na conta corrente) e políticos demagodos e incompetentes tecnicamente é uma boa solução? Eu e a imensa maioria dos brasileiros acha que não.
Flávio Faria
22 de fevereiro de 2014 6:15 pm“Intelectuais” preguiçosos
“E daí vem a pergunta: substituir o modelo atual, com todas as suas contradições (violencia policial, falta de gestão pública, corrupção etc) por um bando de moleques mascarados e alienados, intelectuais preguiçosos (que gostam da ordem quando a bolsa da Capes cai na conta corrente) e políticos demagogos e incompetentes tecnicamente é uma boa solução? Eu e a imensa maioria dos brasileiros acha que não”.
Na veia, Alexandre. A crítica descolada da realidade não passa de retórica. Jovens, VEM PRA VIDA, VEM!!!
Retórica, fico com o Mestre:
[video:http://www.youtube.com/watch?v=6ZKGD2IIhjk%5D
Ivan da Silva
23 de fevereiro de 2014 1:49 pm“Neste jogo retórico
“Neste jogo retórico asqueroso, o sujeito que reclama dos que querem ” ordem” é o mesmo gosta da energia elétrica fluindo para sua casa, que a água chegue limpa e tratada em sua casa e, se tiver cancer, caso não tenha plano de saúde, que o SUS o atenda de graça. É a ordem que possibilita que a vida das pessoas continue de uma maneira estruturada. A retórica da violencia não conscientiza as pessoas que elas devam lutar ou se pocisionar sobre abusos do poder e fraquezas nos serviços públicos. Pelo contrário. Apenas cria na sociedade uma sensação geral de avacalhação. Outro dia o deputado Ivan Valente do PSOL deu RT em um artigo no Valor sobre as obras e mobilidade urbana que não saem do papel. Execução de projetos públicos é um gargalo enorme no Brasil. Perguntei a ele o que poderia ser feito para melhorar isso. Estou esperando a resposta até agora…
E daí vem a pergunta: substituir o modelo atual, com todas as suas contradições (violencia policial, falta de gestão pública, corrupção etc) por um bando de moleques mascarados e alienados, intelectuais preguiçosos (que gostam da ordem quando a bolsa da Capes cai na conta corrente) e políticos demagodos e incompetentes tecnicamente é uma boa solução? Eu e a imensa maioria dos brasileiros acha que não.”
Parabéns. Dois parágrafos arrasadores que conseguiram resumir TUDO e simplesmente ARRASAR a retórica vazia deste “movimento” alienado e acéfalo. Pra fazer corar de vergonha os defensores destas bestas manipuladas que julgam ser seu umbigo o centro do mundo.
Carlos FM
22 de fevereiro de 2014 4:21 pmImpunidade?
O assassinato de Santiago foi um crime cometido durante protesto; deve ficar impune por causa disso? Devem ficar impunes todos os outros cometidos em circunstâncias iguais? A lei? Ora, a lei…
Ivan de Union
22 de fevereiro de 2014 9:35 pmDa pra ler o post antes de
Da pra ler o post antes de comentar?
Nelsonz
22 de fevereiro de 2014 4:56 pmLiberdade de protestar não
Liberdade de protestar não inclui queimar fuscas, depredar agencias bancárias que já suficientemente atacadas por ladrões que as explodem, inviabilizar o direito de ir e vir de trabalhadores que precisam ganhar seu sustento de cada dia e não são sutentados por facções que só querem fazer valer seu direito no grito e na anarquia. Muito simtomático que o postulante do post se intitule ATEU. Deveras deve acreditar muito em si e nos seus manifestantes profissionais. Violência gera violencia isto é um axioma universal, só ele não quer entender e dar o braço a torcer. As esquerdas a que ele se refere em sua santidade ateistica são o PSOL/PSTU que são aliados de carteirinha de PSDB/DEM a vanguarda do atraso. Ateu não é você nem os seus manifestantes profissionais que elegeram o PT foi o povo que está a margem de suas manifestações NAZIFASCISTAS que exlcluiem mais e mais a possibilidade de um governo mais próximo dos trabalhadores do que de seus asseclas remçunerados para protestar. Eu acredito que os bandidos BLACK BLOCKS são soldados da desordem remçunerados por partidos extremistas e inclusive pelo PCC. É muito comodo para os desordeiros e bandidos que o CAOS se instale para que eles possam trabalhar me paz. Eu sou a favor que que se criminalize os responsáveis pela convocação de manifestações que acabem em desordem, pois eles que querem governar o BRASIL E O MUNDO devem minimamente serem capazes de governar uma passeata.
Nelsonz
22 de fevereiro de 2014 5:02 pmLiberdade de protestar não
Liberdade de protestar não inclui queimar fuscas, depredar agencias bancárias que já suficientemente atacadas por ladrões que as explodem, inviabilizar o direito de ir e vir de trabalhadores que precisam ganhar seu sustento de cada dia e não são sutentados por facções que só querem fazer valer seu direito no grito e na anarquia. Muito simtomático que o postulante do post se intitule ATEU. Deveras deve acreditar muito em si e nos seus manifestantes profissionais. Violência gera violencia isto é um axioma universal, só ele não quer entender e dar o braço a torcer. As esquerdas a que ele se refere em sua santidade ateistica são o PSOL/PSTU que são aliados de carteirinha de PSDB/DEM a vanguarda do atraso. Ateu não é você nem os seus manifestantes profissionais que elegeram o PT foi o povo que está a margem de suas manifestações NAZIFASCISTAS que exlcluiem mais e mais a possibilidade de um governo mais próximo dos trabalhadores do que de seus asseclas remçunerados para protestar. Eu acredito que os bandidos BLACK BLOCKS são soldados da desordem remçunerados por partidos extremistas e inclusive pelo PCC. É muito comodo para os desordeiros e bandidos que o CAOS se instale para que eles possam trabalhar me paz. Eu sou a favor que que se criminalize os responsáveis pela convocação de manifestações que acabem em desordem, pois eles que querem governar o BRASIL E O MUNDO devem minimamente serem capazes de governar uma passeata.
Marco St.
22 de fevereiro de 2014 5:42 pmCriminalizar protestos? Que
Criminalizar protestos? Que protestos?
O do aumento das passagens de ônibus? O Alkmin acabou de aumentar a passagem dos ônibus da EMTU. Não houve notícia muito menos protestos. Nessa o trabalhador não teve apoio de nenhum movimento social, muito menos dos psol e pstu da vida…
Caos e corrupção no Metrô e na CPTM? Isso não interessa!
Ah sim, é claro! O MPL foi conversar na calçada com o Secretário de Transportes da Prefeitura (Haddad) e reclamar da reorganização das linhas de ônibus da cidade. Tem que deixar tudo do jeito que está para não “prejudicar” o trabalhador. Então tá!
Ou será que a autora do texto estava se referindo aos protestos do “não vai ter copa”? Protestos que só surgiram agora no ano da Copa, quando a maioria esmagadora de brasileiros é amplamenta favorável a sua realização? E sempre foi diga-se de passagem. Há 7 anos atrás ninguém reclamou e todas as cidades se candidataram.
Sim, não devemos criminalizar os protestos mas temos todo o direito de chamar essas manifestações de “coxinhas”, “fascistas” ou simplesmente de idiotas.
“Falta conteúdo para cuspir na estrutura”
Lucas Gomes
22 de fevereiro de 2014 7:53 pmcoxinha é o PT, cuja
coxinha é o PT, cuja militância só aparece em manifestação convocada por outros partidos ou movimento social. De resto, o “petismo” se reduz a comentaristas de blog como você e uma aliança com as forças políticas que realmente mandam no país.
Diogo Costa
22 de fevereiro de 2014 9:18 pmMentem com entusiasmo, só falta convencer o povo brasileiro…
De resto, vejamos:
Votação no primeiro turno da eleição presidencial de 2010:
-PSOL: 0,87%
-PSTU: 0,08%
-PCB: 0,04%
-PCO: 0,01%
Como vemos, é o Partido dos Trabalhadores que realmente se afastou das massas…
O nano esquerdismo, em sua minúscula representatividade popular, adora criticar o Partido dos Trabalhadores. Ocorre que são elas, as nano organizações sectárias e absolutamente apartadas das massas populares, que precisam rever suas táticas e estratégias.
O nano esquerdismo sectário, principista e microscópico caminha neste ano de 2014, como em todos os anos anteriores, para o isolamento político, para um distanciamento quilométrico das aspirações populares. E quanto mais se afastam das massas, mais ficam raivosos.
Sentem raiva, ou deveriam sentir, da própria insignificância que lhes é característica. Ou da falência e do fracasso dos mesmos enquanto alternativa de esquerda para a classe trabalhadora.
O fracasso das nano agremiações as levou para o desespero, e até o ridículo, de saírem por aí fantasiadas e abraçadas com a reação para solapar as conquistas recentes do povo brasileiro. Não é a toa que são minúsculos e insignificantes.
Não é a toa que só aparecem enquanto cavalo de troia da direita.
Lucas Gomes
22 de fevereiro de 2014 9:51 pma tua lógica eleitoreira
a tua lógica eleitoreira resume a ópera da miséria do pensamento da esquerda governista. Escancara a realidade do petismo atual: VOTOS! a isso se limita a política. Quando o povo não precisar mais do partido para manter sua estabilidade econômica vão chorar dizendo que é tudo culpa da extrema-esquerda.
Diogo Costa
22 de fevereiro de 2014 11:31 pm.
A lógica eleitoral é apenas um dos aspectos, decorrente de outros vários. O problema de vocês é que não tem votos, nem apoio popular, nem coisa alguma. São apenas grupúsculos de fracassados apartados das massas. E ainda acham que comandam alguma coisa…
marcio gaúcho
22 de fevereiro de 2014 11:43 pmO COMUNISMO NÃO EXITE MAIS COMO DOUTRINA
O comunismo no leste europeu já comprovou que é um retundo fracasso. A social democracia, talvez seja a melhor saída para os momenos quee stamos vivenciando no mundo. Mas, o progresso só se faz com planejamento e muito trabalho. Os partidos comunistas no mundo estão na contra-mão da história, pois essa experiência não deu certo em lugar nenhum a longo prazo. Até o governo “comunista” chinês já está sofrendo pressões da população para promover a liberdade de decidir e será a grande derrocada do comunismo, a pá-de-cal que falta para enterrar de vez esse sistema nefasto, que somente produz desgraça e ignorâcia no planeta. Os ativistas remanescentes do comunismo não passam de sonhadores, de gente que quer que outros trabalhem para que eles tenha vida boa. Isso já acabou, acordem e arrumem um emprego decente para ganhar a vida!
Zanchetta
23 de fevereiro de 2014 2:15 pm20 estrelinhas!!!
20 estrelinhas!!!
ruyacquaviva
23 de fevereiro de 2014 4:34 pmE qual é a sua lógica? É a
E qual é a sua lógica? É a lógica das vanguardas que se acham melhores que o povo e dizem ter a “missão” de liderar e concientizar as massas.
Para mim não tem lógica mais distante do povo e da democracia que o sectarismos e o vanguardismo da esquerdinha festiva e deslumbrada com os afagos da mídia.
Ana Bednarski
23 de fevereiro de 2014 9:11 pmEntão o seu partido não quer votos?
O que ele quer? golpe?
Essa é boa, condenar um partido que quer votos???
Marco St.
22 de fevereiro de 2014 10:23 pmNão há o que responder para
Não há o que responder para vc Lucas Gomes.
Vc vive em uma utopia e a sua crença o faz ser usado pelos fascistas e direitalhas de plantão.
Vc pensa que está à esquerda do PT, mas na reaidade está à direita do DEM.
Viver no extremo dá nisso.
Leo V
23 de fevereiro de 2014 3:05 amEu acho que a direita é que
Eu acho que a direita é que está usando o PT.
Não vou falar de Maluf, Katia Abreu e Sarney, por exemplo.
Vou falar o seguinte:
Criar um aparato repressivo e leis de exceção e antiterroristas que estarão a serviço de uma maior exploração dos trabalhores, para reprimir, greves, movimentos sociais e qualquer expressão de descontentamento popular.
Eleição só serve para desviar o foco. E afinal, eleger a “esquerda” para reprimir trabalhador e deicar os capitalistas mais folgados para explorarem e cortarem direitos?
O PT hoje em dia é o braço direito da direita.
ruyacquaviva
23 de fevereiro de 2014 4:29 pmÉ por isso que a direita só
É por isso que a direita só xinga e ataca o PT e é “amiguinha” da esquerdinha festiva e deslumbrada com os afagos da mídia?
Essa patacoada da esquerdinha (bem “inha” mesmo) não consegue disfarçar os FATOS CONCRETOS que observamos acontecer.
A esquerdinha adora ser adulada pela extrema direita.
OPlha só com quem eles se unem e ao lado de quem eles comemoram:
Antonio Carlos Silva - RJ
23 de fevereiro de 2014 5:29 pmQuerido Marco St, eu já perdi
Querido Marco St, eu já perdi a paciência em comentar (as vezes olho o nome da figura e evito até ler) . Parece aqueles jogadores pernas de pau que entram no time adversário só pra desgastar emocionalmente um craque .
Tá lembrado daquele troll italiano que provocou aquela reação irracional do Zidane ?
Não é só aqui no blog que surgem figuras assim, as vezes até comprando pão você fica estressado ao ouvir uma tucanagem qualquer de um freguês ao lado .
Fr@ncisco
23 de fevereiro de 2014 4:14 amJuventude Revolucionária X Governo Democrático. Fácil Protestar
Marco St., está sendo muito “cruel e injusto” com o MPL no caso do aumento nos intermunicipais metropolitanos, acontece que os jovens dessa combativa organização, estão aguardando a convocação da mídia para os devidos protestos e como isso ainda não aconteceu (noticiaram, apenas em alguns jornais impressos, com notinhas minúsculas em cadernos de menor importancia, no canto inferior de página à esquerda) não tiveram as condições midiáticas para poderem iniciar o protesto. Coitadinhos, continuam desinformados em relação a esse aumento do Alckmin. Uma pena!
Mas fique tranquilo, pois assim que Haddad aumentar em dois centavos a tarifa dos municipais, haverá a convocação da mídia através de manchetes, e os jovens mplistas protestarão com certeza, com todo o vigor exigido pela midia democrática e sem outro interesses, que não os da população brasileira, né, não, instituto do Millenium?
Juliano Santos
22 de fevereiro de 2014 5:47 pmO professor escreveu o livro
O professor escreveu o livro “Quem dará o golpe no Brasil”, cla´ssico do genero. Então conhece muito bem a história quando se misturam a extrema-esquerda, a direita e um governo que começa a ficar acuado entre os dois.
Desde que abandonou os grupos que pregavam a guerrilha, condena a luta armada. Então não há incoerência. Continua o mesmo. Defende o combate político num ambiente de instituições democráticas estáveis.
Os “meninos” do black bloc acham que isso é coisa de corôa acomodado. Mas os marmanjos, na maioria são oporunistas irresponsáveis sim.
Esses movimentos novos que surgiram se autodenominndo “anarquistas e anticapitalistas” são tão elásticos e amorfos, que neles cabem facistas e pregadores da volta da ditadura sem que se perceba a diferença entre eles.
E os marmanjos “intelectuais” não se esforçam para explicar o que é o que. Querem é ser os gurus da garotada. Esse é o cerne do texto contundente do professor
José Carlos Lima
22 de fevereiro de 2014 10:20 pmMestres sem noção
Juliano, o que está acontecendo para esses professores como a autora deste texto estarem com a macaca no corpo querendo desabar tudo até o Estado, nada contra a produção acadêmica dos mestres, o que é louvável, como o é esta pesquisa da autora sobre a ditadura militar[link ao final do comentário] mas, no que diz respeito á “primavera” brasileira eles estão enganados, será que na hora do pega prá capar eles estarão nas trincheiras, a Venezuela aqui ao nosso lado está pegando fogo, pode até virar uma nova Siria, pois os ventos que chegam de lá dizem que, segundo manda a cartilha de Gene Sharp, se o governo não cair de forma “não violenta”[como na Ucrânia], cairá às custas de muito sangue[como na Síria] tomara que esses nossos mestres black blocs criem juizo
http://www.encontro2012.rj.anpuh.org/resources/anais/15/1338429251_ARQUIVO_Adistensaogradualista.pdf
EJ
22 de fevereiro de 2014 8:07 pm” a esquerda que não se vendeu”
Com todo o respeito à percepção de quem citou “a esquerda que não se vendeu”, acho mais apropriado dizer “a esquerda que resolveu fazer o jogo da direita”, para entregar-lhe o poder. Trata-se, a meu ver, do óbvio ululante e estridente. Basta examinar a história, que sempre se repete.
ruyacquaviva
23 de fevereiro de 2014 2:29 pmOlha a “esquerda que não se
Olha a “esquerda que não se vendeu” aqui:
Não se vendeu mesmo? Parece que que se vendeu sim…
Francy Lisboa
22 de fevereiro de 2014 8:48 pmParece mentira, mas não é. A
Parece mentira, mas não é. A Esquerda está esfacelada e pronta a servir ingenuamente aos interesses de quem a fragmentou. O debate sobre os “Bloc Governistas” é uma clara amostra da esquizofrenia que está tomando a Esquerda no Brasil. O fim do ciclo do PT na presidência não é uma vontade apenas de uma boa parcela da classe média brasileira; está claro que as forças pendulares querem manter o pêndulo balançando de modo a apontar a bússola ideológica do Governo brasileiro para o polo oposto. O que chama a atenção é a desconexão da realidade. E quando falo em realidade não é necessariamente conhecer o Brasil de Norte a Sul, seus problemas, estes são visíveis e sabidos por todos; falo desconexão no sentido de transe. Não há qualquer disposição ao debate, sempre há a disposição para a violência e o confronto físico e verbal na menor escala possível de civilidade, pois um dos demônios está devidamente caracterizado: a polícia. A não tendência ao debate, mostra que no fundo ninguém dentro dos movimentos confia em ninguém também de dentro dos movimentos, o que os torna devidamente anarquistas, pois a imagem de um líder, ou líderes, jogaria por terra toda a noção de um inimigo a ser combatido. E o que se pergunta é se a sociedade brasileira está pronta para permitir que percamos anos e mais anos gravitando problemas adicionais causados por protestos violentos sem fim, como se não tivéssemos problemas demais para lidar.
Não se pode associar as manifestações apenas aos chamados playboys e patricinhas. Muitos que são pobres, mas que não se veem como tal, também estão indo para as ruas protestar contra tudo que está aí. Mas estão indo para o que? O ódio gerado e direcionado à classe política mostra o transe em que muitos desses acordados estão vivendo. Há um crescente no número de indivíduos acreditando que o Brasil é uma ditadura; e o que é sintomático, é que também há um crescente de pessoas alardeando a nostalgia pelos tempos do período ditatorial do Brasil. Ou seja, querem derrubar a ditadura e voltar aos tempos da ditadura? Mas como esse tipo de sentimento pode ter sido propagado? Quem realmente acredita que na época da ditadura o Brasil era melhor está tão cegamente dominado pelo ódio à classe política que só os resta a internação psiquiátrica. O que é patente e nos deixa de fato entristecidos é ver as pessoas sem disposição para entender e gostar de política boa, aquela de debater soluções, pois estão mais interessadas em falar mal, brigar, e ver o circo pegar fogo. Nunca a máxima de que brasileiros só querem reclamar se fez tão literal, mas quando o circo pegar fogo de fato depois do leite derramado a única careta que se verá no rosto dos indignados sem argumentos é a de boi sonso.
Ivan de Union
22 de fevereiro de 2014 9:31 pm“Não se pode associar as
“Não se pode associar as manifestações apenas aos chamados playboys e patricinhas”:
Francy, a tecnica tradicional de aliciamento do crime consiste do que aconteceu quando a deputada norte americana foi baleada por um maluco que via, dia apos dia, insinuacoes do Tea Party a respeito de assassinato. (Quem tentou isso abertamente no Brasil ate agora foi so o cara-de-cavalo -a lista de assassinatos futuros dele pra serem praticados por “voluntarios” incluia Eduardo Guimaraes.)
TODO o movimento Black Bloc tem literatura mentalmente aleijada, feita especificamente pra eles pela grande media -sim, pelo PIG.
Nada errado com ser do Tea Party, nada errado com ser feio de nascenca, digo, com ser direitista lunatico no Brasil. Mas tem que haver um input mais equilibrado do que eles tem -e porque o tem?
Eh que o input intelectual deles eh direcionado a eles especificamente, e eh especificamente arquitetado para aleijados mentais como eles. Eh tecnica mundial de aliciamento, nao eh so no Brasil.
A “esquerda” generica (e genericamente) nao tem a ver com isso. A DIREITA tem.
CELSO ORRICO
22 de fevereiro de 2014 9:07 pmquero saber?
Nassif, quem é autora do post, que apito ela toca? pelo jeito o artigo de Wanderley a atingiu no fígado assim como deveter atingido a Ivana Bentes e outros “intelectuais”..virou cult nesse país defender mascarados e baderneiros violentos só para atingir o Governo.. é lamentável ver parte da esquerda cair no erro antigo da radicalização infantil, como diria Lenin, e ser defendido por aqueles que deveriam ter uma crítica mais consistente ao invés de jogar água no moinho daqueles que sempre mantiveram esse País na “coleira”..parece que vivem em outro Planeta e não percebem o que acontece na Ucrânia e Venezuela e já aconteceu em outros países..são as nossas riquezas seu estúpido!!!
Ivan de Union
22 de fevereiro de 2014 9:21 pmQuer fazer o grande favor de
Quer fazer o grande favor de se dirigir DIRETAMENTE a Ivana Bentes quando mentir a respeito dela? Ela faz parte do blog e eu ja disse isso antes.
CELSO ORRICO
22 de fevereiro de 2014 11:24 pme daí ?
eu a coloquei no conjunto dos “intelectuais” que embarcaram na onda “tá tudo ruim” e fiz um comentário no post, não é pq ela faz parte do blog que eu tenho de concordar com ela se vc concorda é uma opção sua..estou com o Wandeley e não abro até que me provem o contrário..o próprio dono do blog abre espaço para criticarem ele e não me parece que alguém aqui tenha blindagem às críticas..
Fabio Nogueira
22 de fevereiro de 2014 9:07 pmUma singela sugestão
[Isso estraga a brincadeira, mas aviso aos reacionaróides – da direita e da esquerda: isto é uma ironia; aos amigos da esquerda democrática progressista: pelo andar do camburão, isto pode deixar de ser apenas uma ironia]
Oras! Quem vai subsidiar as peças que os promotores levarão aos juízes, tendo como objeto os Crimes de Manifestação?
A Polícia Civil está sucateada e atolada em investigações de crimes comuns, aqueles crimes que não têm o pesado agravante de terem sido cometidos por manifestantes.
E investigar nunca foi atribuição da Polícia Militar – salvo as patrióticas missões dos P2. Por outro lado, as PMs nos estados já estão criando batalhões especificamente treinados para lidar com as multidões que badernam em protestos nas ruas.
Assim, me parece que será ato contínuo à aprovação das leis de PPP (Pacificação da Participação Política) a criação de uma polícia investigativa para atuar nos Crimes de Manifestação.
Afinal, os juízes, principalmente aqueles com fortes laços com a comunidade local (com a qual compartilham sua vida social), precisam da materialidade dos fatos em suas mesas para julgar, pela letra da lei. Essas ocorrências podem vir de qualquer lado: protestos por moradia, movimentos de ativistas sem terras ou ações perpetradas por sindicalistas. Certamente serão todos denunciados pelos Cidadãos-de-Bem.
Se haverá um conjunto de leis para dar ordenamento jurídico à expressão política dos cidadãos, se já estão constituídos batalhões para atuar de forma repressiva especificamente em manifestações e protestos, nada mais justo que garantir a aplicação das leis por meio de uma Polícia Investigativa, com atribuições específicas e pronta para reunir provas, dando todo o suporte às acusações que o bom povo brasileiro fará aos que desejam destruir nossa paz democrática.
Fica, assim, uma singela sugestão para nomear essa inédita seção policial: Departamento de Ordem Política e Social – DOPS.
Sérgio T.
22 de fevereiro de 2014 9:27 pmVale quase tudo
Sou das “antigas” e acho que a “lógica” utilizada pela maneira de fazer protestos contra a ditadura deveria continuar valendo. Então a única restrição que faço aos “protestantes” atuais, são as máscaras e a violência, pois em minha opinião quem protesta deve mostrar a cara, e por princípio, a violência sempre tem que partir do poder constituído contra o qual se protesta (mas defender-se desta violência pode!).
Fora isto, qualquer protesto pode, e sem pedir licença prá ninguém!
Um abraço.
EJ
22 de fevereiro de 2014 10:51 pmAplique-se a Constituição
A princípio, nós leigos temos a impressão de que a legislação existente no Brasil seria suficiente para coibir a violência nas manifestações, diga-se de passagem, com a colaboração, ao menos tácita, dos que se dizem pacíficos mas, claro, não se podem considerar de uma ingenuidade tão infantil.
Se as leis bastam, por que, então, nenhum dos Black Blocs fica preso? Por que eles podem, impunemente, ameaçar atacar delegações estrangeiras, provocar blackout etc, com apoio “desinteressado” da mídia que lhes propaga as ameaças? Por que bandidos mascarados frequentam manifestações e ninguém os detém? Sobre esses últimos, que se não são bandidos estão com má intenção, procuradores aqui do meu estado declararam que usar máscara não é infração constante do Código Penal e liberaram geral.
Sendo assim, defendo a aprovação de uma lei que regulamente os preceitos da Constituição Federal, relativos às manifestações, todos eles constantes do Artigo 5º.
Lá está explícito que (IV) nós podemos manifestar o nosso pensamento, mas nos é vedado o anonimato. Para que nos serviriam as máscaras ou os panos no rosto se não para nos manter anônimos? (XVI) Que nós podemos nos reunir pacificamente, sem armas, sem necessitarmos autorização de ninguém, mas temos obrigação de avisar, com antecedência, as autoridades; (XLIV) constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. Esse último copiei integralmente para mostrar que os Black Blocs cometem crimes inafiançáveis e imprescritíveis, porque são grupos armados, embora intelectuais “bem intencionados” (???) já tenham querido “explicar” que não se trata de grupos mas de método.
Pelo exposto, não há, a meu ver, qualquer fundamento nos argumentos dos que são contra uma lei, plenamente cabível e democrática (se ela se situar no limite constitucional), a não ser que os contra sejam tão “democratas” que considerem a Constituição apenas um detalhe sem importância, descartável ao sabor de suas preferências ideológicas.
Andrea Pinho
22 de fevereiro de 2014 11:54 pmQual o objetivo
Qual o objetivo de elevar a post um artigo com baixíssimo nível argumentativo e eivado de acusações ao Wanderley Guilherme dos Santos chamando-o de colaboracionista de uma ditadura militar? Será que não dá para debater sem tentar desqualificar quem está do outro lado do debate? Espero que você ofereça o mesmo espaço para o Professor se defender, pois as acusações são muito sérias.
Andrea Pinho
22 de fevereiro de 2014 11:56 pmQual o objetivo
Qual o objetivo de elevar a post um artigo com baixíssimo nível argumentativo e eivado de acusações ao Wanderley Guilherme dos Santos chamando-o de colaboracionista de uma ditadura militar? Será que não dá para debater sem tentar desqualificar quem está do outro lado do debate? Espero que você ofereça o mesmo espaço para o Professor se defender, pois as acusações são muito sérias.
ROGERIO FARIA
23 de fevereiro de 2014 2:16 am(Sem título)
Brasileiro aguerrido
23 de fevereiro de 2014 2:18 amEntão vale tudo é ?
O que
Então vale tudo é ?
O que está em jogo é a definição do que são regras de jogo. Alguns intelectuais, anarquistas e “esquerdistas” defendem que vale tudo quando se trata de manifestações. Que os mais pobres “não pŕecisariam seguir uma ética ou regra de conduta” pois afinal de contas isto seriam “etiquetas de burguês”.
Mas aí vai a pergunta, e se os protestos degenerassem para uma guerra civil ( que isto nunca aconteça) , com milhões de mortos, e inclusive os familiares destes que defendem vale tudo estivessem em risco? Esta esquerda vale tudo, é o tipo de intelectuais que só conhecem a realidade deste país pelos livros, pela internet.
E o Brasil, perdeu a noção da seridade de conflitos porque faz mais de 150 anos que não participa de guerra nenhuma. Os países com regras severas, claras foram os que já viveram guerras terríveis e tomaram todas as medidas de leis para que isto nunca mais se repita.
E na melhor das hipóterses na última vez em que tivemos protestos violentos, fomos presenteados com o AI – 5, e 20 anos de ditadura.
Mahatma Ghandi protestava sim, e nunca precisou matar ninguém, nem depredar, nem destruir, e venceu a guerra contra o colonialismo inglês sem violência nenhuma. Ele achava que um protesto só ganharia credibilidade se estivesse embasado nas normas do respeito e da boa conduta. E venceu.
E qual vitória os black blocks venceram até agora? Que a Dilma continua nas pesquisas como vencedora em primeiro turno? Pra que estão protestando então?
O Brasil precisa mesmo disto para mudar? Não tiramos o Collor do poder sem violência? E quem garante que a violência acabará após os manifestantes conseguirem o que querem? Que um protesto não gerará outro?
O poder que é obtido a força, pela força um dia será deposto. Combater fogo com fogo e tudo o que poderá restar serão cinzas. Será que o Brasil precisa mesmo seguir este rumo?
Meus votos para que o povo acorde e aprenda a protestar sem violência e com sabedoria.
Ricardo,.,.,
23 de fevereiro de 2014 3:27 amAté o momento, o legado que
Até o momento, o legado que estou vendo ficar da Copa, em São Paulo, é uma grande obra de engenharia – como gostava de fazer nosso engenheiro político, Paulo Maluf e também seus amigos militares – o prédio do Itaquerão; e uma obra de ciência social – a Polícia Militar mais violenta.
Se antes eles batiam na classe C, D, e E, agora a classe B entrou na dança do cacetete também, de forma a esvaziar qualquer manifestação popular (sim, popular. Somente na música brega é que se pode excluir a classe A e B do conceito de popular ou povo, sem maiores consequencias). Vai faltar apenas entrar a classe A na dança da vedação policial ao protesto para que volte um governo militar de fato, senão de Direito. Apesar da euforia momentânea de uns e outros, não me parece uma grande vitória política, nem um alargamento da democracia. Tenho a impressão de que teria sido melhor excluir a classe C dessa nefasta lista, para depois tentar retirar as outras duas classes também. Não foi o que realizamos. Preferimos ampliar a abrangência da doutrina do porrete.
Nesse exato momento a parcela mais relevante da nossa juventude, aquela parcela que pensa e sai na rua, está sendo fichada na polícia. Não poderão fazer concurso público, não poderão ser eleitos se condenados, não poderão fazer parte da construção do pensamento do Estado e do jogo democrático.
Estão sendo presos por serem Black Blocs comandados para um golpe de estado, todos eles? Ou existe uma maioria que está nas ruas por realmente ser contra o padrão do gasto público, gastando em um evento privado, controlado com mão de ferro pela Fifa, incluindo a alteração na legislação que é a Lei da Copa, e que inclui novos tipos penais muito parecidos o de um estado de exceção?
Essa molecada que está sendo fichada hoje, às centenas, e que está sendo convocada a depor a respeito de fato nenhum no Deic, apenas para esvaziar manifestações, lembra os jovens de 40 anos atrás: Dilma, Dirceu, Genoíno. Alguns dos quais queriam se opor violentamente ao estado. A História demonstrou que estavam corretos, senão nos métodos, ao menos na idéia. E o que mais se tem quando moleque é idéia boa com execução cretina.
Será que o país teria sido melhor se eles, fichados e reprimidos, fossem excluídos da vida política, partidária e estatal por uma lei da ficha limpa, por outra que impede aprovação em concurso para quem tem antecedentes?
Para quem acha que todo mundo que sai na rua é Black bloc, esse termo de fetichismo jornalístico feito para vender notícia, é bom entender que a consequência é a formação de um futuro quadro partidário acéfalo, de um estado sem verniz ideológico, formado apenas pela juventude não-fichada, gente que em vez de ir acompanhar o movimento BB, ficou em casa assistindo BBB e gritando contra esse vândalos do mundo todo.
Nos dois anos, entre Copa e Olimpíada, vai ser possível dizimar, pela via da pancada e do fichamento policial, qualquer juventude que não seja de pensamento estéril, anti-manifestação, e a favor da lei e da ordem (policial). Em 2030 a Dilma, o Lula e o Haddad não vão voltar para salvar o Estado e os partidos desse quadro de pessoal (coxinha) para a Admnistração Pública que, indiretamente, a polícia paulista do Alckimin está formando, sem qualquer oposição. Um falso sossego na Copa e em uma eleição que parece ganha vale tudo isso?
Vixe
23 de fevereiro de 2014 4:40 amQuero ver essa turba ignara
Quero ver essa turba ignara enfrentando tanques, balas, torturas, sequestros e sumiços para nunca mais aparecerem, quando eles coseguirem transformar isso aqui numa DITADURA.
Ser REVOLUCIONÀRIO de VIDEO GAME e contra um governo democrático é muito fácil.
Quero ver esses COXINHAS enfrentando uma ditadura sanguinolenta.
Carlos Adonias
23 de fevereiro de 2014 4:13 pmVixe, que enfrentar que nada,
Vixe, que enfrentar que nada, sô, o objetivo deles é jogar o país num regime de exceção. É o mesmo que queriam os marchadores da família com deus pela liberdade.
Antonio Passos
23 de fevereiro de 2014 11:38 amÉ, este governo é bloc mesmo.
É, este governo é bloc mesmo. Foi preciso ser muito bloc para tirar 40.000.000 (QUARENTA MILHÕES) de brasileiros da miséria depois de 500 anos de chibata da direita e de perfume ideológico de mauricinhos intelectuais como o autor do artigo acima.
Malu Lima
23 de fevereiro de 2014 12:02 pmPrecisamos de mais sensatez nas manifestações!
“…
A ausência de pautas políticas definidas também contribui para o estado caótico da base social que compõe os atos: há desde anarquistas e esquerdistas até setores conservadores, unificados apenas pelo discurso de serem contra tudo. O ápice desta falta de foco é o discurso “Não vai ter Copa”, que já nasce isolado da ampla maioria da sociedade e que não dialoga com os verdadeiros problemas do Brasil e do mundo. Como disse recentemente o dirigente do MST João Pedro Stédile, “os oito bilhões de reais (dos estádios) representam duas semanas de juros que o país paga para os bancos”.
…
No entanto essa discussão precisa ser feita também com os manifestantes que adotam a tática Black Bloc, sem criminalizar o conjunto destes, pois este tipo de criminalização coletiva termina acumulando para o discurso daqueles que pretendem marginalizar o conjunto das lutas e movimentos sociais. Não podemos culpar todas as pessoas de determinada identidade coletiva pelos erros de alguns indivíduos.
…
Para o futuro, nem o discurso do medo, que busca fortalecer a repressão e esvaziar as lutas e as ruas, defendendo que as “pessoas de bem” se escondam em casa e a barbárie policial para cima daqueles que estiverem nas ruas, e tampouco o discurso do “quanto pior melhor” que acredita no caos para subverter a ordem irão solucionar os nossos problemas.
Vivemos em momentos complicados em que “soluções” supostamente fáceis e que são muito erradas surgem aos montes. Somente com sabedoria poderemos construir um outro mundo necessário e possível.”
*Yuri Soares, é Historiador e Professor pela Universidade de Brasília
http://www.pagina13.org.br/2014/02/precisamos-de-mais-sensatez-nas-manifestacoes/
MarcosCN
23 de fevereiro de 2014 2:33 pmA esquerda que não se vendeu,
A esquerda que não se vendeu, não seria o PSOL, né? Pois este, ajudou a tirar 40 bilhões para a Saúde ao ano, junto com a turma de sempre psdb+dem+pps.
ruyacquaviva
23 de fevereiro de 2014 4:30 pmE olha a comemoração:
E olha a comemoração:
primo
23 de fevereiro de 2014 7:52 pmNessa foto da comemoracao
Nessa foto da comemoracao existem dois ministros atuais o da previdencia e o dos transportes.
Ana Bednarski
23 de fevereiro de 2014 9:03 pmmas nenhum dos dois é de um partido de esquerda
Certo?
Chamar o psol de esquerda é piada, eles são apenas um partido que faz “oposicinha” ao PT Eles deviam simplicar o estatuto deler para: “Fora PT” que é a única coisa que sai da boca deles quando a abrem.
CELSO ORRICO
23 de fevereiro de 2014 2:34 pmo/ o/ o/
Adriano S. Ribeiro
23 de fevereiro de 2014 2:38 pmoO
Eu até fui ler o texto achando que iria encontrar, finalmente, algum embasamento racional a favor das manifestações mascaradas dos idiotas dos black blocs. Mas só encontrei mais uma tentativa leviana e rasa de atacar o opositor, no caso o genial Wanderley Guilherme do Santos, que tem acertado todas as análises.
Leitura dispensável.
joao
23 de fevereiro de 2014 6:46 pmMemória Política: Jacob Gorender – A Esquerda Revelada
[video:http://www.youtube.com/watch?v=6HZOQTLQxVs%5D
joao
23 de fevereiro de 2014 6:48 pmDOCUMENTÁRIO: A Convergência Socialista e a Ditadura Militar
[video:http://www.youtube.com/watch?v=zZc9l7xMoZY%5D
joao
23 de fevereiro de 2014 7:12 pmPetista xingando Dilma do PT e diz que governo é Ditadura
[video:http://www.youtube.com/watch?v=NnkRMPKmEHo%5D
André Que Não onsegue Postar Comentários
23 de fevereiro de 2014 11:48 pmSe fosse uma ditadura ele não
Se fosse uma ditadura ele não estaria xingando a Dilma, estaria num pau-de-arara. É preciso ter um pouco mais de critério.
Luiz de Souza
24 de fevereiro de 2014 2:02 amO grande perigo
Acho muito mais próximo da realidade o artigo do Miguel do Rosário, do O Cafézinho, que trata da manipulação dos esquerdistas e infiltração dos Blac-blocks com vistas a confundir a sociedade, criar o caos e dificultar a governabilidade e a democracia.
http://www.ocafezinho.com/2014/02/23/o-grande-perigo-esta-de-volta/
Ruy P F Neto
24 de fevereiro de 2014 2:40 amSempre protestamos no Brasil
Sempre protestamos no Brasil contra qualquer ditadura, mas sem destruir o patrimônio público ou privado. Mas se a autora acha que protesto é anarquia e que o Vandelei é de direita, ela é esquizo block.
Marcellus
24 de fevereiro de 2014 5:04 amTextinho empolado e cheio de
Textinho empolado e cheio de afetação, rescendendo a ressentimento e azia, típico de quem vestiu a carapuça e não gostou. Só demonstra o quanto obtusos são na disputa de quem é mais à esquerda que o outro, enquanto ignoram, a despeito de um suposto estofo acadêmico, seja por falta de visão, ingenuidade ou delirio de grandeza, o contexto histórico alcançado pelo país na defesa possível dos mais fracos e a “delicadeza” da situação regional e mundial. Dão respaldo a slogans terroristas ridículos, como esse “Não vai ter Copa”, como se fossem grandes visionários que descobriram no evento o vilão de todas as mazelas do país, mas que se lixam para as conseqüências de um “manifestantismo” doentio e autista que se espraia em comunhão a motivos tão disformes quanto golpistas, e a ordas fascistas de ocasião, com as quais não parecem se incomodar, antes disso, parecem cerrar fileiras. Só pessoas inebriadas por miragens muito difusas e delirantes para enxergar nessas manifestações o estopim revolucionário de um povo em convulsão, propícios a uma reviravolta socialista, e não mais um capítulo sorrateiro de uma agenda de manipulações e interesses internacionais que já se vai adiantada no planeta.
edisilva
24 de fevereiro de 2014 11:08 amEsquerda que não se vendeu…
Os protestos são de esquerda? Que esquerda? Qual a pauta de esquerda dos novos protestantes?
Não defendo a ação policial e sim o direito de protestar, mas não vejo esquerda ali.
O que tem é muito “analista” achando que qualquer um que sai à rua com um cartaz ou uma máscara é de esquerda.
pedro cavalcante
24 de fevereiro de 2014 12:54 pmcom licença, Monsueto
Não vou me preocupar em ver
seu caso não é de ver prá crer: tá na cara…
PSTUbe!
CB
24 de fevereiro de 2014 1:23 pmO que a tal “esquerda” e a
O que a tal “esquerda” e a direita querem é o mesmo: baderna e radicalização e para tentar tirar algum proveito disto. Só um alienado não percebe o que ocorre na Venezuela e também tenta se implantar no Brasil: as oposições dos dois países foram governo por décadas, nunca fizeram coisa que preste pelas nações e foram deixadas de lado pelo povão que recebeu alguma atenção dos atuais governos. A única maneira destas minorias predatórias e entreguistas voltarem ao poder é pelo golpe e para isso é preciso criar tumulto, aí, contando com a mentiras divulgadas pela mídia, assessoria e apoio dos eua, voltariam ao poder. Esta “esquerda” partidária da tese do “quanto pior, melhor” tem mais é que ser deixada de lado assim como a extrema direita o foi. Tentar taxar os governos dos dois países de ditaduras revela mais do que burrice, revela uma enorme má intenção.