4 de junho de 2026

Reflexões para um ano que começou antes do carnaval

Por Rodrigo Medeiros

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Entre as muitas piadas que costumamos fazer sobre nós mesmos, há uma que diz ser o Brasil um país no qual o ano só “começa” depois do carnaval. O ano de 2014 possui um algo a mais no ar. Além das eleições, teremos algumas datas históricas que poderão estimular qualificados debates entre intelectuais – os 60 anos da morte de Vargas, 50 anos do golpe, 30 anos da campanha das diretas e os 20 anos do Plano Real.

Não pretendo me fixar nessa discussão das datas, embora ela tenha muito a ver com os impasses que vivemos no presente. Interessa-me propor algumas poucas reflexões a partir da leitura que fiz da edição de número 49 do Braudel Papers, texto de Norman Gall (2014), cujo título é “Tudo bem?”. O texto é crítico em relação ao nosso presente: “Já sabemos que 2014 deve ser um ano emblemático para o Brasil. Sediará a Copa do Mundo em junho e em outubro acontecerão as eleições que devem celebrar a consolidação da democracia e os grandes avanços na justiça social. Enquanto isso, o Brasil está caindo em um atoleiro institucional. Os aspectos mais visíveis desse atoleiro são a decadência da infraestrutura, a corrupção endêmica; o parasitismo fiscal, a escalada para a inflação crônica, epidemias de violência, altos custos e a rigidez institucional no mercado de trabalho, e a produtividade estagnada” (p.3).

Norman Gall levantou duas questões: “Onde estão as novas lideranças? Por que não aparecem” (idem)? Há quem defenda publicamente que estaríamos passando por uma espécie de revolução tocquevilliana no Brasil, um processo social de caráter democratizante. Para Tocqueville, a democracia seria um processo histórico das sociedades e contemplaria especificidades culturais de cada uma delas. Seu principal conteúdo seria a igualdade de condições.

Uma pesquisa de opinião do instituto Data Popular (julho/2013), “Oportunidades e desafios no novo Brasil”, apontou que 68% dos entrevistados reconheceram ter melhorado de vida ultimamente; 87% acreditam que essa melhoria se deu por conta própria, apesar da política, sendo que os jovens da classe média tradicional (“classe alta”) ganham 50% da renda dos pais. A crônica inflação não facilita a vida desses e eles estão com sérias dificuldades de reproduzir o padrão de vida dos pais. Os filhos da classe média emergente, que em média estudaram mais do que seus pais (64%), desejam avançar nas conquistas sociais dos últimos anos. O jovem é o novo formador de opinião da classe média.

Ainda seguindo os números do Data Popular, 52% dos brasileiros são de classe média, 104 milhões de pessoas. Para essa classe média, 70% acreditam ser a educação responsabilidade do Estado e 75% dizem ser a saúde dever do Estado. Quando questionados se preferiam uma ditadura competente ou uma democracia incompetente, 51% escolheram a primeira opção. Segundo o instituto, tal número reflete a demanda social por um Estado mais eficiente e que seja capaz de garantir serviços públicos de melhor qualidade. O índice geral de desconfiança nas instituições foi de 65,6% para a nova classe média. Felizmente, 65% dos jovens acreditam no poder transformador do voto para a melhoria da política.

Retornando ao texto de Norman Gall: “O Brasil precisa de um movimento cívico, que nasça fora da classe política, para abordar nossos problemas institucionais mais profundos” (p.19). Nesse sentido, podemos muito bem considerar que o ano de 2013 não acabou. Apesar de não termos passado pelo festejo popular do carnaval, o clima social manteve-se tenso até agora e dificilmente se pode hoje dizer com grande tranquilidade como se encerrará 2014, ou mesmo o que ocorrerá na Copa do Mundo em termos de protestos. Fortes emoções nos aguardam e espero que essas mesmas emoções não se transformem em grandes perplexidades logo adiante.

Rodrigo Medeiros é professor do Instituto Federal do Espírito Santo.  

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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38 Comentários
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  1. Gão

    20 de fevereiro de 2014 9:14 pm

    .

    http://i1.ytimg.com/vi/o92V9JTn2Qg/hqdefault.jpg

    1. Rodrigo Medeiros

      21 de fevereiro de 2014 11:41 am

      Admirável o seu esforço argumentativo.

      Sem mais comentários.

      1. ruyacquaviva

        21 de fevereiro de 2014 5:02 pm

        Uma imagem vale mais que mil palavras.

        Uma imagem vale mais que mil palavras.

         

        1. Rodrigo Medeiros

          24 de fevereiro de 2014 11:42 am

          Será?

          Depende de como a pessoa interpreta. Até slogans pobres como esse que você usou podem gerar um debate melhor. 

  2. João Sabóia Jr.

    20 de fevereiro de 2014 9:35 pm

    Norman Gall em Democracia na

    Norman Gall em Democracia na AL mostra que é um neoliberal ferrenho, defende o Consenso de Washigton e nesse trabalho afirma que o a privatização ocorrida no Brasil foi um fator primordial para alavancar a economia e que o único senão é que o país possui uma política de impostos alta.

    Fundou o Instituto Fernand Braudel que é um ninho de….tucanos!

    1. Rodrigo Medeiros

      21 de fevereiro de 2014 11:40 am

      Esqueceu?

      Você ouviu falar na Carta aos Brasileiros (2002)? Gostaria de entender o motivo de o presidente da Câmara, que era do PT, não ter aberto a CPI da Privatiaria Tucana, inspidada no livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., de 2011. Alguma pista? 

      1. João Sabóia Jr.

        21 de fevereiro de 2014 1:03 pm

        O que tem haver?

        Não entendi seu re-comentário… 

        1. João Sabóia Jr.

          21 de fevereiro de 2014 1:05 pm

          corrigindo-me – o que tem a ver

          o que tem a ver?

          1. Rodrigo Medeiros

            21 de fevereiro de 2014 1:51 pm

            Você citou o Consenso de Washington?

            Por que você não inclui a Carta aos Brasileiros (2002) na capitulação petista ao Consenso de Washington para deixar de ser seletivo na sua argumentação? “Neoliberal” só vale para tucanos? Acho pobre esse debate, mas você talvez goste. Respeito, porém não acho o melhor caminho.

          2. ruyacquaviva

            21 de fevereiro de 2014 5:00 pm

            Todo “apartidário” que vem no

            Todo “apartidário” que vem no blog reclamar do”Fla-Flu” (como eles dizem), se questionados mostram o bico defendendo os tucanos.

            A Carta aos Brasileiros de 2002 não tinha nada de neoliberal, foi apenas um compromisso de manter os contratos firmados e a estabilidade econômica. Eleito, Lula implementou uma política social-democrata com valorização do trabalho e dos salários e robustos programas sociais para combater a miséria (programas vitoriosos por sinal) e ao mesmo tempo manteve os compromissos assumidos na Carta aos Brasileiros.

            Não tem nada na carta que capitule ao Consenso de Washington.

            Mas porque o bicudíssimo missivista citou a Carta?

            Para defender os tucanos.

            Esses “apartidários” de bico e pena… Será que eles realmente acham que enganam alguém por aqui?

          3. Rodrigo Medeiros

            24 de fevereiro de 2014 11:38 am

            Você precisa estudar mais.

            Já pensou em estudar mais antes de trollar?

          4. João Sabóia Jr.

            21 de fevereiro de 2014 5:30 pm

            Um pouco de história talvez ajude

            Vamos lá, se você se lembrar na campanha presidencial de 2002 os economistas alinhados ao neoliberalismo, em suas análises, “vociferavam” contra o “perigo” Lula, que o dolár dispararia de forma vertiginosa e incontrolável e tornaria o país ingovernável (cotação do dólar junho = R$ 2,70 – cotação do dólar em outubro = R$ 3,50 – índices aproximados). A carta aos Brasileiros foi uma maneira de “acalmar” o mercado sanguessuga, uma maneira de deixar claro que não haveria radicalismos.

            A carta ao Brasileiros está muito longe de ser um documento neoliberal, veja abaixo se há compromissos com o neoliberalismo:

            “Carta ao povo brasileiro

            O Brasil quer mudar. Mudar para crescer, incluir, pacificar. Mudar para conquistar o desenvolvimento econômico que hoje não temos e a justiça social que tanto almejamos. Há em nosso país uma poderosa vontade popular de encerrar o atual ciclo econômico e político.

            Se em algum momento, ao longo dos anos 90, o atual modelo conseguiu despertar esperanças de progresso econômico e social, hoje a decepção com os seus resultados é enorme. Oito anos depois, o povo brasileiro faz o balanço e verifica que as promessas fundamentais foram descumpridas e as esperanças frustradas.

            Nosso povo constata com pesar e indignação que a economia não cresceu e está muito mais vulnerável, a soberania do país ficou em grande parte comprometida, a corrupção continua alta e, principalmente, a crise social e a insegurança tornaram-se assustadoras.

            O sentimento predominante em todas as classes e em todas as regiões é o de que o atual modelo esgotou-se. Por isso, o país não pode insistir nesse caminho, sob pena de ficar numa estagnação crônica ou até mesmo de sofrer, mais cedo ou mais tarde, um colapso econômico, social e moral.

            O mais importante, no entanto, é que essa percepção aguda do fracasso do atual modelo não está conduzindo ao desânimo, ao negativismo, nem ao protesto destrutivo.

            Ao contrário: apesar de todo o sofrimento injusto e desnecessário que é obrigada a suportar, a população está esperançosa, acredita nas possibilidades do país, mostra-se disposta a apoiar e a sustentar um projeto nacional alternativo, que faça o Brasil voltar a crescer, a gerar empregos, a reduzir a criminalidade, a resgatar nossa presença soberana e respeitada no mundo.

            A sociedade está convencida de que o Brasil continua vulnerável e de que a verdadeira estabilidade precisa ser construída por meio de corajosas e cuidadosas mudanças que os responsáveis pelo atual modelo não querem absolutamente fazer. 

            A nítida preferência popular pelos candidatos de oposição que têm esse conteúdo de superação do impasse histórico nacional em que caímos, de correção dos rumos do país.

            A crescente adesão à nossa candidatura assume cada vez mais o caráter de um movimento em defesa do Brasil, de nossos direitos e anseios fundamentais enquanto nação independente.

            Lideranças populares, intelectuais, artistas e religiosos dos mais variados matizes ideológicos declaram espontaneamente seu apoio a um projeto de mudança do Brasil.

            Prefeitos e parlamentares de partidos não coligados com o PT anunciam seu apoio. Parcelas significativas do empresariado vêm somar-se ao nosso projeto. Trata-se de uma vasta coalizão, em muitos aspectos suprapartidária, que busca abrir novos horizontes para o país.

            O povo brasileiro quer mudar para valer. Recusa qualquer forma de continuísmo, seja ele assumido ou mascarado. Quer trilhar o caminho da redução de nossa vulnerabilidade externa pelo esforço conjugado de exportar mais e de criar um amplo mercado interno de consumo de massas.

            Quer abrir o caminho de combinar o incremento da atividade econômica com políticas sociais consistentes e criativas. O caminho das reformas estruturais que de fato democratizem e modernizem o país, tornando-o mais justo, eficiente e, ao mesmo tempo, mais competitivo no mercado internacional.

            O caminho da reforma tributária, que desonere a produção. Da reforma agrária que assegure a paz no campo. Da redução de nossas carências energéticas e de nosso déficit habitacional. Da reforma previdenciária, da reforma trabalhista e de programas prioritários contra a fome e a insegurança pública.

            O PT e seus parceiros têm plena consciência de que a superação do atual modelo, reclamada enfaticamente pela sociedade, não se fará num passe de mágica, de um dia par ao outro. Não há milagres na vida de um povo e de um país.

            Será necessária uma lúcida e criteriosa transição entre o que temos hoje e aquilo que a sociedade reivindica. O que se desfez ou se deixou de fazer em oito anos não será compensado em oito dias.

            O novo modelo não poderá ser produto de decisões unilaterais do governo, tal como ocorre hoje, nem será implementado por decreto, de modo voluntarista. Será fruto de uma ampla negociação nacional, que deve conduzir a uma autêntica aliança pelo país, a um novo contrato social, capaz de assegurar o crescimento com estabilidade.

            Premissa dessa transição será naturalmente o respeito aos contratos e obrigações do país. As recentes turbulências do mercado financeiro devem ser compreendidas nesse contexto de fragilidade do atual modelo e de clamor popular pela sua superação.

            À parte manobras puramente especulativas, que sem dúvida existem, o que há é uma forte preocupação do mercado financeiro com o mau desempenho da economia e com sua fragilidade atual, gerando temores relativos à capacidade de o país administrar sua dívida interna e externa. É o enorme endividamento público acumulado no governo Fernando Henrique Cardoso que preocupa os investidores.

            Trata-se de uma crise de confiança na situação econômica do país, cuja responsabilidade primeira é do atual governo. Por mais que o governo insista, o nervosismo dos mercados e a especulação dos últimos dias não nascem das eleições.

            Nascem, sim, da graves vulnerabilidades estruturais da economia apresentadas pelo governo, de modo totalitário, como o único caminho possível para o Brasil. Na verdade, há diversos países estáveis e competitivos no mundo que adotaram outras alternativas.

            Não importa a quem a crise beneficia ou prejudica eleitoralmente, pois ela prejudica o Brasil. O que importa é que ela precisa ser evitada, pois causará sofrimento irreparável para a maioria da população. Para evitá-la, é preciso compreender que a margem de manobra da política econômica no curto prazo é pequena.

            O Banco Central acumulou um conjunto de equívocos que trouxeram perdas às aplicações financeiras de inúmeras famílias. Investidores não especulativos, que precisam de horizontes claros, ficaram intranquilos. E os especuladores saíram à luz do dia, para pescar em águas turvas.

            Que segurança o governo tem oferecido à sociedade brasileira? Tentou aproveitar-se da crise para ganhar alguns votos e, mais uma vez, desqualificar as oposições, num momento em que é necessário tranquilidade e compromisso com o Brasil.

            Como todos os brasileiros, quero a verdade completa. Acredito que o atual governo colocou o país novamente em um impasse. Lembrem-se todos: em 1998, o governo, para não admitir o fracasso do seu populismo cambial, escondeu uma informação decisiva. A de que o real estava artificialmente valorizado e de que o país estava sujeito a um ataque especulativo de proporções inéditas.

            Estamos de novo atravessando um cenário semelhante. Substituímos o populismo cambial pela vulnerabilidade da âncora fiscal. O caminho para superar a fragilidade das finanças públicas é aumentar e melhorar a qualidade das exportações e promover uma substituição competitiva de importações no curto prazo.

            Aqui ganha toda a sua dimensão de uma política dirigida a valorizar o agronegócio e a agricultura familiar. A reforma tributária, a política alfandegária, os investimentos em infra-estrutura e as fontes de financiamento públicas devem ser canalizadas com absoluta prioridade para gerar divisas.

            Nossa política externa deve ser reorientada para esse imenso desafio de promover nossos interesses comerciais e remover graves obstáculos impostos pelos países mais ricos às nações em desenvolvimento.

            Estamos conscientes da gravidade da crise econômica. Para resolvê-la, o PT está disposto a dialogar com todos os segmentos da sociedade e com o próprio governo, de modo a evitar que a crise se agrave e traga mais aflição ao povo brasileiro.

            Superando a nossa vulnerabilidade externa, poderemos reduzir de forma sustentada a taxa de juros. Poderemos recuperar a capacidade de investimento público tão importante para alavancar o crescimento econômico.

            Esse é o melhor caminho para que os contratos sejam honrados e o país recupere a liberdade de sua política econômica orientada para o desenvolvimento sustentável.

            Ninguém precisa me ensinar a importância do controle da inflação. Iniciei minha vida sindical indignado com o processo de corrosão do poder de comprar dos salários dos trabalhadores.

            Quero agora reafirmar esse compromisso histórico com o combate à inflação, mas acompanhado do crescimento, da geração de empregos e da distribuição de renda, construindo um Brasil mais solidário e fraterno, um Brasil de todos.

            A volta do crescimento é o único remédio para impedir que se perpetue um círculo vicioso entre metas de inflação baixas, juro alto, oscilação cambial brusca e aumento da dívida pública.

            O atual governo estabeleceu um equilíbrio fiscal precário no país, criando dificuldades para a retomada do crescimento. Com a política de sobrevalorização artificial de nossa moeda no primeiro mandato e com a ausência de políticas industriais de estímulo à capacidade produtiva, o governo não trabalhou como podia para aumentar a competitividade da economia.

            Exemplo maior foi o fracasso na construção e aprovação de uma reforma tributária que banisse o caráter regressivo e cumulativo dos impostos, fardo insuportável para o setor produtivo e para a exportação brasileira.

            A questão de fundo é que, para nós, o equilíbrio fiscal não é um fim, mas um meio. Queremos equilíbrio fiscal para crescer e não apenas para prestar contas aos nossos credores.

            Vamos preservar o superávit primário o quanto for necessário para impedir que a dívida interna aumente e destrua a confiança na capacidade do governo de honrar os seus compromissos.

            Mas é preciso insistir: só a volta do crescimento pode levar o país a contar com um equilíbrio fiscal consistente e duradouro. A estabilidade, o controle das contas públicas e da inflação são hoje um patrimônio de todos os brasileiros. Não são um bem exclusivo do atual governo, pois foram obtidos com uma grande carga de sacrifícios, especialmente dos mais necessitados.

            O desenvolvimento de nosso imenso mercado pode revitalizar e impulsionar o conjunto da economia, ampliando de forma decisiva o espaço da pequena e da microempresa, oferecendo ainda bases sólidas par ampliar as exportações.

            Para esse fim, é fundamentar a criação de uma Secretaria Extraordinária de Comércio Exterior, diretamente vinculada à Presidência da República.

            Há outro caminho possível. É o caminho do crescimento econômico com estabilidade e responsabilidade social. As mudanças que forem necessárias serão feitas democraticamente, dentro dos marcos institucionais.

            Vamos ordenar as contas públicas e mantê-las sob controle. Mas, acima de tudo, vamos fazer um compromisso pela produção, pelo emprego e por justiça social.

            O que nos move é a certeza de que o Brasil é bem maior que todas as crises. O país não suporta mais conviver com a idéia de uma terceira década perdidas.

            O Brasil precisa navegar no mar aberto do desenvolvimento econômico e social. É com essa convicção que chamo todos os que querem o bem do Brasil a se unirem em torno de um programa de mudanças corajosas e responsáveis.

            Luiz Inácio Lula da Silva

            São Paulo, 22 de junho de 2002″

          5. Rodrigo Medeiros

            24 de fevereiro de 2014 1:41 pm

            O fato e suas versões?

            Existem outras versões para esse fato. 

  3. will

    20 de fevereiro de 2014 10:42 pm

    Surge uma simples questão:

    E agora?

    1. Rodrigo Medeiros

      21 de fevereiro de 2014 11:33 am

      Boa pergunta.

      Alguém arrisca dizer algo fora do Fla-Flu entre PT e PSDB?

  4. Marco St.

    20 de fevereiro de 2014 10:43 pm

    Fujam para as colinas, Capítulo 56.

    Isso é propaganda eleitoral do PSDB?

    1. Rodrigo Medeiros

      21 de fevereiro de 2014 11:32 am

      Não é verdade.

      Não é propaganda, apenas uma modesta reflexão. Estamos presos à armadilha da renda média, porém muitos não sabem o que é isso.

      1. ruyacquaviva

        21 de fevereiro de 2014 4:53 pm

        Uma modesta reflexão do

        Uma modesta reflexão do PSDB.

        Realmente muitos não sabem o que é a armadilha da renda média.

        Muitos não sabem nem o que é renda.

        E outros não sabem o que é  a armadilha da miséria.

        1. Rodrigo Medeiros

          24 de fevereiro de 2014 11:35 am

          Onde está o seu argumento?

          Por que você não apresenta argumentos? 

          1. ruyacquaviva

            24 de fevereiro de 2014 1:39 pm

            Porque você não apresentou

            Porque você não apresentou nenhum. Seu texto é vazio, um simples amontoado de clichês e lugares comuns que já foram respondidos em diversos posts no blog. Seu texto não tem mérito algum nem ao menos para sucitar debate, porque é a repetição, da repetição, da repetição de palavras de ordem e clichês sem conteúdo.

          2. Rodrigo Medeiros

            24 de fevereiro de 2014 1:43 pm

            Não é verdade…

            Esse é um espaço para debates de ideias, não para a imposição de “verdades”. Apresentei uma argumentação no artigo postado pelo Nassif e estou pacientemente perdendo o meu tempo contigo. 

  5. Serralheiro 70

    20 de fevereiro de 2014 11:37 pm

    Estou conhecendo  Rodrigo

    Estou conhecendo  Rodrigo Medeiros através deste texto no qual discordo praticamente em tudo excluindo as constatações de que 2014 eh o ano da copa e de eleições.Se temos problemas de infra-estrutura isto se deve ao longo período que nós submetemos aos constrangimentos do FMI, que se iniciaram nos governos militares. Depois de quebrar a nossa capacidade de fazer planejamentos e projetos por mais de 20 de profunda inatividade estamos recuperando nossa capacidade de Investir em infra-estrutura, progressivamente mais intensamente. Parece não tardar nesse passo uma mudança radical na questão de infr-estrutura . No cenário internacional, vemos expectativas de dias melhores. Embora desconhecido pela nossa mídia nunca tivemos um ambiente interno tão bom para inclusão social e, emprego e renda . Estah em curso verdadeira revolução em termos de educação neste pais, visto participações expontâneas nos Enems, isto eh promissor. As mudanças estão no caminho certo. Se a velocidade ainda não está adequada,isto se deve a parte da sociedade que ainda rema em outras direções , função de suas escolhas políticas.

     

    1. Rodrigo Medeiros

      21 de fevereiro de 2014 11:30 am

      Será?

      Será que estamos no caminho certo? Segundo o Pisa (2012), não é essa a constatação: posição 58 de um ranking de 65. Esse debate não deveria ser objeto de mais um Fla-Flu político. Como andam as dificuldades financeiras de Eletrobras e Petrobras? Má gestão?

      1. BRAGA-BH

        21 de fevereiro de 2014 12:06 pm

        Ranking de posições

        Estes números do ranking de posições só servem para apimentar o debate e não levam a lugar nenhum. è só perguntar a maioria da população brasileira como foi e como está a sua vida nestes ultimos anos. Houve melhoria? Há satisfação?

        É claro que não vivemos num mar de rosas. O mundo continua em crise e o Brasil está inserido nele. Tudo que acontece na China, no Japão, na Ucrania ou nos EUA, indiferente de querermos ou não, de alguma forma irá nos afetar.

         

        O governo tem um saldo em dólares que suporta a carga de Petrobrás e Eletrobrás, esta última penalizada não pelos desmando dos governos petistas e sim ainda pelos desarranjos das privatizações do setor elétrico que não funcionaram e tiveram que ser devolvidas e absorvidas pela União.

        Aqui no Blog não debatemos no estilo Fla-Flu (pelo menos eu não!) mesmo porque sou cruzeirense! Mas se torna dificil um debate sério, maduro e que vá frutificar em algo bom e de bom nível se todos não apresentarem suas idéias e apenas ficarem colocando conjecturas. Deixem os ‘se’, o ‘talvez’ para a grande mídia que é mestre em utilizá-los!

        1. Rodrigo Medeiros

          21 de fevereiro de 2014 1:46 pm

          Argumentação seletiva.

          Alguns argumentam de forma seletiva sim no blog. Fla-Flu… Basta ver os adjetivos usados para os supostos “inimigos”. Quanto ao resto que você disse, posso concordar com partes e divergir em outras. Faz parte do jogo.

      2. ruyacquaviva

        21 de fevereiro de 2014 4:51 pm

        Primeiro escreve:
        “Esse

        Primeiro escreve:

        “Esse debate não deveria ser objeto de mais um Fla-Flu político.”

        para em seguida colocar uma frase que é típica do “Fla-Flu” político:

        “Como andam as dificuldades financeiras de Eletrobras e Petrobras? Má gestão?”

        E é que pergunto:

        Como anda a dificuldade de ser coerente? Má fé?

        1. Rodrigo Medeiros

          24 de fevereiro de 2014 12:11 pm

          Ataque infantil é má fé?

          Onde estão os seus argumentos?

          1. ruyacquaviva

            24 de fevereiro de 2014 1:34 pm

            Onde está sua coerência?

            Onde está sua coerência?

          2. Rodrigo Medeiros

            24 de fevereiro de 2014 1:37 pm

            No artigo postado pelo Nassif.

            Precisamos debater ideias neste espaço, sem ficar muito preocupados com nomes e partidos políticos. A divergência é saudável, mas é precido debater ideias. Argumentos ajudam.  

  6. ruyacquaviva

    21 de fevereiro de 2014 1:27 am

    BLÁ BLÁ BLÁ…
    Argh!!!

    BLÁ BLÁ BLÁ…

    Argh!!!

    1. Rodrigo Medeiros

      21 de fevereiro de 2014 11:19 am

      Esclarecedor…

      Muito esclarecedora e madura a sua tese. Seus argumentos são sólidos. 

      1. ruyacquaviva

        21 de fevereiro de 2014 4:47 pm

        Tão sólidos quanto essa

        Tão sólidos quanto essa patacoada do texto do post.

        Só fui mais sucinto, mas em termos de conteúdo está igual.

         

        1. Rodrigo Medeiros

          24 de fevereiro de 2014 11:32 am

          Onde estão os seus argumentos?

          Não vi qualquer argumento seu? Apenas um ataque infantil ao meu artigo.

  7. Rodrigo Medeiros

    21 de fevereiro de 2014 11:17 am

    Perda de qualidade do debate no blog

    Luís Nassif,

    Não posso deixar de manifestar preocupação com a queda da qualidade do debate de ideias. A desqualificação e a partidarização são partes desse jogo político vigente. Triste ver que a seleção adversa opera inclusive nos debates em nosso país. 

    Abraço,

    Rodrigo

     

    1. will

      21 de fevereiro de 2014 2:06 pm

      debate

      O tópico convida para uma reflexão e debate naturalmente.

      Mas 2014 realmente está bem conturbado…

       

  8. Alcides Oliveira Pinto

    21 de fevereiro de 2014 9:07 pm

    Muito bem fundamentada a matéria

    Caro Rodrigo, parabéns!

    O seu artigo está muito bem fundamentado. Percebo que não há qualquer conotação partidária na sua matéria, pelo contrário são extremamente esclarecedoras, inteligentes e reflexivas.

    A propósito, não gosto de política e nem de radicalismos “extremistas” (roxo). Sendo assim, se alguém discordar do meu comentário não perderei tempo refutando.

    Quiçar tivéssemos outros intelectuais de excelentes ideias como as suas e assim a discussão poderia ser de altíssimo nível.

  9. Alcides Oliveira Pinto

    21 de fevereiro de 2014 9:12 pm

    Excelente matéria e muito inteligente

    Caro Rodrigo, parabéns!

    O seu artigo está muito bem fundamentado. Percebo que não há qualquer conotação partidária na sua matéria, pelo contrário são extremamente esclarecedoras, inteligentes e reflexivas.

    A propósito, não gosto de política e nem de radicalismos “extremistas” (roxo). Sendo assim, se alguém discordar do meu comentário não perderei tempo refutando.

    Quiçar tivéssemos outros intelectuais de excelentes ideias como as suas e assim a discussão poderia ser de altíssimo nível.

  10. RODRIGO MENDES PEREIRA

    22 de fevereiro de 2014 5:12 pm

     “O Brasil precisa de um

     “O Brasil precisa de um movimento cívico, que nasça fora da classe política, para abordar nossos problemas institucionais mais profundos”. Para mim, isto é até poético… seria “tudo de bom”. Mas… confesso que tenho dificuldades para imaginar um tal movimento neste sentido, ao mesmo nestes moldes… Explico: hoje os valores são outros (…) e, desculpem-me a sinceridade, mas… há tanto egoísmo, ou melhor, “egocentrismo” – talvez ligados ao neoliberalismo e outros tantos “ismos” que ficaram impregnados na consciência coletiva; filosofias ateias…. que se “esquecem” da existência de um Deus, de quem emana os mais elevados valores humanos… (aliás, verdadeiro “pecado” é falar em Deus hoje em certos locais… ). Também as pessoas se embriagaram com as facilidades da vida moderna… e acham que podem… ou ao menos “querem” resolver tudo de maneira fácil… (registre-se o fato do elevado consumo dos livros de “auto-ajuda” e manuais com títulos “descubra os segredos” disto ou daquilo). Enfim, pode até ser que para muitas coisas se possa dar um “jeitinho”, simplificar… mas na VIDA mesmo, nem sempre é assim… Será que estou equivocado???

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