4 de junho de 2026

Clipping do dia

As notícias para serem lidas e comentadas.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

19 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Pedro Penido dos Anjos

    21 de fevereiro de 2014 3:36 am

    Primeirão!
     
    O alarme, por

    Primeirão!

     

    O alarme, por Luis Fernando Veríssimo

    Quem viu o filme de Stanley Kubrick “2001 — Uma odisseia no espaço” se lembra do monólito, aquela pedra lisa encontrada por um astronauta na órbita de Júpiter, que se revela estar ali há milhões de anos como uma espécie de alarme.

    Sua descoberta por terrenos significaria que essa raça predatória e assassina já tinha a capacidade técnica de invadir, e fatalmente envenenar, o Universo. O monólito era um aviso. Esta interpretação não fica clara no filme, mas o titulo do conto de Arthur C. Clarke no qual Kubrick e o próprio Clarke basearam seu roteiro é “O sentinela”.

    Haveria um momento na vida das pessoas ou das sociedades em que funcionaria um alarme parecido com o que alertou o Universo para a chegada dos temíveis humanos, no filme. Pode-se especular sobre qual seria esse momento para um judeu na Alemanha, nas primeiras manifestações do nazismo, por exemplo.

    Seria a pregação racista do partido mesmo antes de assumir o poder? Seria o que já se sabia do pensamento de Hitler e outros teóricos do fascismo? Qual o exato instante em que este hipotético judeu se convenceu que era preciso fugir do holocausto que se aproximava?
    Para muitos o aviso nunca veio, ou veio tarde. Muitos não acreditaram que o nazismo chegaria ao poder e depois aos seus excessos. E pagaram por não reconhecer o momento. Demorou algum tempo para que o resto do mundo se desse conta do que estava acontecendo na Alemanha nazista.

    O fascismo foi visto como um bem-vindo antídoto para a ameaça comunista. Já havia perseguição a judeus e outras minorias no país e a companhia Ford continuava fazendo negócios com a Alemanha — e continuou a fazer negócios depois do começo da guerra. Henry Ford era um notório antissemita, mas os produtores de Hollywood que desencorajavam críticas ao regime de Hitler nos seus filmes para não perder o mercado alemão eram todos judeus. Nenhum reconheceu o momento.

    Na falta de um sentinela para nos alertar que os bárbaros estão tomando conta, resta confiar no nosso instinto. Quando chegará o momento que nos convencerá que isto aqui não tem jeito mesmo, e a procurar uma saída? Será que o momento já veio e já foi, e nós não notamos? E sair pra onde? Pra dentro, para a alienação e a burrice induzida, ou para fora, com o euro caro desse jeito?

     

    Luis Fernando Veríssimo é escritor.

  2. Webster Franklin

    21 de fevereiro de 2014 4:53 am

    Alckimin coloca em risco o abastecimento de água em São Paulo

     

    Alckmin coloca em risco o abastecimento de água em São Paulo

    20/2/2014 14:33

    Por Cibele Buoro – de São Paulo

       
    Apesar dos alertas do Ministério Público, Alckmin participou de evento em Carapicuíba, na Grande São Paulo, no início desta semana, e descartou o racionamento de água no Estado

    Apesar dos alertas do Ministério Público quanto à escassez no sistema Cantareira, Alckmin participou de evento em Carapicuíba, na Grande São Paulo, no início desta semana, e descartou o racionamento de água no Estado

    Entre atender as recomendações do Ministério Público Estadual e Federal que há um mês alertam o governador sobre a severa crise no abastecimento de água nas cidades do interior e também na Grande São Paulo ou pôr em risco sua reeleição, Geraldo Alckmin não tem dúvidas: opta por extrair até a última gota dos rios do Estado e submeter toda a população à escassez de água sem precedentes. A explicação para isso encontra lastro no pleito de 2014.

    Se as quantidades colossais que estão sendo retiradas do Sistema Cantareira para abastecer a Grande São Paulo persistirem, toda a água se esgotará em menos de dois meses, alertam engenheiros do Consórcio das Bacias Piracicaba, Capivari e Jundiaí, o PCJ.

    Entenda porque faltará
    água no interior e em São Paulo

    O desconhecimento e a irresponsabilidade coordenam os atos do governador de São Paulo. O Sistema Cantareira é formado pelas represas dos rios Jaguari Jacareí, Cachoeira, Atibainha, Paiva Castro e Águas Claras. Todos estão com vazões críticas em razão da estiagem fora de época que traz altas temperaturas e falta de chuva. Quando tudo corre bem, ou seja, quando chove no verão, do total do volume de água que brota dessas seis represas, 31 m3 por segundo são destinados para o abastecimento da Grande São Paulo, ininterruptamente, 24 horas por dia. Outros 5m3 vão para as 76 cidades que integram o Consórcio PCJ, que também dependem do Sistema Cantareira.

    Contudo, em um evento extremo como o que estamos atravessando, não há água. E mesmo diante desse quadro, o governador de São Paulo insiste em retirar os 31m3, quando deveria adotar o racionamento. O resultado de sua política é a falta de água em muitos municípios desde janeiro, uma vez que São Paulo está levando toda a quantidade que nasce no Sistema Cantareira.

    O Consórcio PCJ já alertava desde dezembro de 2013 que os níveis de chuva bem abaixo da média, somados à quantidade de água que está entrando no Sistema e o que está sendo retirado para o abastecimento da Grande São Paulo trariam como resultado o consumo de toda a água dos reservatórios em 80 dias. Esse prazo hoje está em menos de 60 dias.

    Neste momento entram no Sistema Cantareira por seus rios de afluência entre 7 e 10 m3 por segundo. Desse volume 30,9m3 por segundo são enviados para São Paulo e 3 m3 por segundo para o Sistema PCJ, o que totaliza 33m3 por segundo. Atenção: entram 10m3 por segundo e são retirados 33m3 por segundo. Se persistirem essas quantidades nos próximos dias o Sistema será totalmente consumido até o mês de abril, quando o racionamento será inevitável também na Grande São Paulo. A diferença entre o que entra (10m3/s) e o que sai (33m3/s) é menos 23m3/s. Está saindo mais do que entra e esse saldo negativo das águas é o responsável pelo colapso do sistema hídrico já há mais de um mês enfrentado pelas cidades do interior que dependem do Sistema Cantareira. Caso o racionamento fosse adotado em São Paulo há mais tempo seria prolongada a vida útil dos reservatórios. O não racionamento em São Paulo com intuito de não incomodar os eleitores antes do pleito comprometeu o Sistema Cantareira ao ponto de os rios se recomporem e recuperarem suas capacidades de armazenar água somente daqui a cinco anos, indicam estudos do Consórcio PCJ e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

    Alckmin ignora
    recomendação do MPE e MPF

    No dia 4 de fevereiro, o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal expediram recomendação à Agência Nacional de Águas (ANA) e ao Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE) para que houvesse a desconsideração das regras de operação da outorga “a fim de evitar o agravamento da escassez hídrica e o desabastecimento da região”, com “risco de colapso do Sistema Cantareira e de desabastecimento público”.

    Pelas regras da outorga (instrumento de gestão previsto na Política Nacional de Recursos Hídricos que assegura o controle quantitativo e qualitativa do uso da água e o direito ao seu acesso), se São Paulo economizou em anos anteriores, tem o direito de fazer uso do banco de águas, que é um volume virtual (esse “banco” não existe, mas funciona a partir do seguinte raciocínio: se houve economia, há essa reserva para ser utilizada quando for preciso). E São Paulo não precisou desse banco nos últimos anos porque as chuvas foram compensatórias. Porém, como não chove há meses em volume suficiente para recompor os reservatórios, não há essa “reserva”. Neste momento de evento extremo com estiagem fora de época e com as represas que compõem o Sistema Cantareira em seus piores níveis dos últimos dez anos, o MPE e MPF solicitam que aos órgãos gestores dos Sistemas de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo e da União, e isso inclui Alckmin, revejam as regras da outorga.

    Além disso, a situação se agravará a partir de abril, quando as chuvas cessam e tem início, de fato, o período de estiagem.

    Apesar de a Agência Nacional de Águas (ANA) determinar a partir de seus estudos técnicos que o Sistema Cantareira precisa operar com 5% de seu volume para garantir um nível mínimo de segurança, este órgão do governo Federal e o DAEE vem “desconsiderando a excepcionalidade do momento, têm autorizado a retirada pela Sabesp de 33m3/s para abastecimento da região metropolitana de São Paulo”, diz a expedição dos MPE e MPF. Nos últimos dias o nível das Bacias PCJ está em menos de 3% do seu volume útil.

    – Há uma gritante desproporcionalidade entre as vazões disponibilizadas para São Paulo e para a região do PCJ – alerta o promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Meio Ambiente (Gaema) do Ministério Público do Estado de São Paulo, Rodrigo Sanches Garcia.

    Sanches chama a atenção para o momento de excepcionalidade, o que obriga São Paulo a abrir mão de seu banco de águas. “A situação é crítica e é preciso suspender temporariamente as regras da outorga, que é o uso do banco de águas. O sistema prevê um compartilhamento e sugere solidariedade, o que não está existindo por parte de São Paulo”, diz o promotor. Os riscos, alerta a expedição do MPE e MPF, são de esgotamento, comprometimento, colapso do sistema Cantareira e de desabastecimento público.

    – Se os atuais patamares de retirada de água forem mantidos por mais alguns dias, haverá incomensuráveis prejuízos a todos os dependentes do Sistema Cantareira, inclusive São Paulo – reitera Garcia.

    A força do pedido do MPE e MPF tem amparo na própria Lei nº 9.433/97, artig10, caput, da Portaria 1.213/04, que prevê: “As regras de operação apresentadas na outorga poderão ser desconsideradas em situações emergenciais, assim definidas aquelas em que fique caracterizado risco iminente para a saúde da população, para o meio ambiente e estruturas hidráulicas que compõem o Sistema Cantareira devido a acidentes ou cheias e, obviamente, a estiagem”.

    É citado, ainda, que, para minimizar os efeitos da seca, poderão os órgãos outorgantes, no caso em questão da Portaria 1213/04, ANA e DAEE, racionalizar o uso outorgado, conforme previsto no artigo 4º, X e parágrafo 2º da Lei 9.984/00.

    Ou seja, não há força de decretos e portarias que obrigue os órgãos gestores dos Sistemas de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo e da União – lembrando, Alckmin incluso – a fazerem valer a lei.

    A Grande São Paulo é abastecida pelo Sistema Cantareira desde 2004, quando a Sabesp obteve autorização por meio da Portaria nº 1213, de 6 de agosto de 2004, do DAEE do Estado de São Paulo, para transposição das águas das Bacias PCJ, pelo prazo de 10 anos. O prazo de expira em 5 de agosto de 2014.

    Atualmente, o Cantareira contribui com o abastecimento de aproximadamente 33m³/s para a RMSP, garantindo água para 8,8 milhões de pessoas nas zonas norte, central, parte da leste e oeste da Capital e nos municípios de Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Guarulhos (parte), Osasco, Carapicuíba, Barueri (parte), Taboão da Serra (parte), Santo André (parte) e São Caetano do Sul.

    – Diante de um momento tão crítico como este temos visto os prefeitos muito lenientes com a atitude do governador. Deveria agora estar ocorrendo uma grande movimentação entre eles, de irem ao Palácio dos Bandeirantes, ao DAEE e ANA para exigirem a aplicação imediata da regra de exceção – critica o promotor Rodrigo Sanches Garcia.

    A regra de exceção é aquela que, diante de um momento de excepcionalidade causado por eventos extremos, como a forte estiagem e escassez de água do momento, o uso do banco de águas é suspenso. “Isso exigiria articulação política de todos os prefeitos. Há muita dificuldade de se abrir uma crítica pública ao governador”, observa Garcia. “São Paulo precisa adotar o racionamento imediato. Se isso fosse acatado há mais tempo, quando alertamos o DAEE e ANA, a vida útil dos reservatórios seria prolongada. Falta articulação dos prefeitos, que não estão atendendo ao interesse público”.

    Garcia vai além: “O Governo do Estado tem uma postura desigual quando diz que em São Paulo não haverá racionamento, enquanto a região do PCJ passa dias sem água”.

    O secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, reforça a emergência em se adotar a regra de exceção, prevista na norma operativa. Ele explica que a Política Nacional de Recursos Hídricos evidencia que, quando se entra em regime crítico de escassez, a portaria estabelece que o banco de água deixa de existir, por motivo de estar em curso um regime de emergência. “São Paulo deveria abrir mão do banco de águas, não somente para poder prestigiar a região do PCJ, mas para prestigiar a longevidade ou a vida útil do reservatório que, se nós estamos agora, no verão, no período de chuvas, e estamos na estiagem, seria importante que fosse utilizada a menor quantidade de água possível para que o reservatório socorresse, realmente, na estiagem, que teoricamente começa a partir de abril”, diz o executivo do Consórcio PCJ.

    Uma conta que não fecha

    Francisco Lahóz lembra que no dia 18 de dezembro de 2013, pelas contas dos engenheiros do Consórcio PCJ, haveria água do Sistema Cantareira para apenas 100 dias. “Fizemos ofício com DAEE, ANA, Secretaria de Recursos Hídricos de São Paulo, Comitês PCJ, já recomendando que todos os municípios, inclusive a Grande São Paulo, entrassem em processo severo de racionalização e nós também alertávamos para o seguinte: se estavam entrando 12m3 por segundo no Sistema Cantareira e saindo 36m3 por segundo, essa conta final não iria dar certo”. Diz também: “Em uma condição de crise, principalmente quando você tem uma estiagem em pleno verão, há de se liberar só a vazão que entra no sistema e isso também não foi atendido. Agora, na atual situação que se encontra o Cantareira, não está bom nem para São Paulo”, diz Lahóz.

    Não racionalizar na Grande São Paulo – medida tomada por Alckmin considerada por Garcia como de dois pesos e duas medidas, já que “não pode faltar água na capital, mas no resto do estado pode” -, somada aos alertas que partiram do Consórcio PCJ desde dezembro do ano passado e às retiradas de 31m3 por segundo resultam hoje na menor vazão da história do Sistema Cantareira, que opera abaixo de 19% de sua capacidade, o que já comprometeu o volume mínimo de água necessário para atravessar a época de estiagem. Há riscos de que a Grande São Paulo sofra racionamento a partir de meados de abril.

    Segundo o professor do Instituto de Filosofia e Ciências Políticas (IFCH) da Unicamp, Valeriano Mendes Ferreira da Costa, “apesar de não ser possível entrar na cabeça do governador”, Alckmin está “levando até o limite do possível para não ter racionamento em São Paulo”. “O calendário eleitoral tornou as coisas mais difíceis com o candidato do PT com força maior”. Costa avalia que, se não for por populismo o fato de Alckmin não anunciar o racionamento na Grande São Paulo, o que pode estar em jogo são as eleições.

    – Ele não pode abrir espaço para uma situação como essa, na qual pesa a decisão de quase 12 milhões de votos, contra 5 milhões na região que agora sofre com a falta de água – concluiu.

    Cibele Buoro é jornalista e professora universitária.

    http://correiodobrasil.com.br/noticias/brasil/alckmin-coloca-em-risco-o-abastecimento-de-agua-em-sao-paulo/686621/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20140221

     

  3. Webster Franklin

    21 de fevereiro de 2014 5:30 am

    Por que a Globo é contra o governo venezuelano

    Diario do Centro do Mundo

    Por que a Globo é contra o governo venezuelano

     Postado em 20 Feb 2014  por :   

    image

    Noto, nas redes sociais, revolta contra a maneira como a Globo vem cobrindo a crise na Venezuela.

    A Globo ataca, ataca e ainda ataca o governo eleito.

    Não existe razão para surpresa. Inimaginável seria a Globo apoiar qualquer tipo de causa popular.

    O problema começou com Chávez.

    Chávez e Globo tinham um história de beligerância explícita. Ambos defendem interesses antagônicos.

    Se estivéssemos na França de 1789, a Globo defenderia a Bastilha e Chávez seria um jacobino. Em vez de recitar Bolívar, ele repetiria Rousseau.

    Chávez cometeu um crime mortal para a Globo: não renovou a concessão de uma emissora que tramara sua queda. Veja: um grupo empresarial usara algo que ganhara do Estado — a concessão para um canal de tevê — para tentar derrubar o presidente que o povo elegera. Chávez fez o que tinha que fazer. E o que ele fez é o maior pesadelo das Organizações Globo: a ruptura da concessão.

    Há uma cena clássica que registra a hostilidade entre Chávez e a Globo. Foi, felizmente, registrada pelas câmaras. É um documento histórico. Você pode vê-la no pé deste artigo.

    Chávez está dando uma coletiva, e um repórter ganha a palavra para uma pergunta. É um brasileiro, e trabalha na Globo. Fala num espanhol decente, e depois de se apresentar interroga Chávez sobre supostas agressões à liberdade de expressão.

    Toca, especificamente, numa multa aplicada a um jornalista pela justiça venezuelana.

    Chávez ouve pacientemente. No meio da longa questão, ele indaga se o jornalista já concluiu a pergunta. E depois diz: “Sei que você veio aqui com uma missão e, se não a cumprir, vai ser demitido. Não adianta eu sugerir a você que visite determinados lugares ou fale com certas pessoas, porque você vai ter que fazer o que esperam que você faça.”

    Quem conhece os bastidores do jornalismo sabe que quando um repórter da Globo vai para a Venezuela a pauta já está pronta. É só preencher os brancos. Não existe uma genuína investigação. A condenação da reportagem já está estabelecida antes que a pauta seja passada ao repórter.

    Lamento se isso desilude os ingênuos que acreditam em objetividade jornalística brasileira, mas a vida é o que é. Na BBC, o repórter poderia de fato narrar o que viu. Na Globo, vai confirmar o que o seu chefe lhe disse. É uma viagem, a rigor, inútil: serve apenas para chancelar, aspas, a paulada que será dada.

    “Como cidadão latino-americano, você é bem-vindo”, diz Chávez ao repórter da Globo. “Como representante da Globo, não.”

    Chávez lembrou coisas óbvias: o quanto a Globo esteve envolvida em coisas nocivas ao povo brasileiro, como a derrubada de João Goulart e a instalação de uma ditadura militar em 1964.

    Essa ditadura, patrocinada pela Globo, tornou o Brasil um dos campeões mundiais em iniquidade social. Conquistas trabalhistas foram pilhadas, como a estabilidade no emprego, e os trabalhadores ficaram impedidos de reagir porque foi proibida pelos ditadores sua única arma – a greve.

    Não vou falar na destruição do ensino público de qualidade pela ditadura, uma obra que ceifou uma das mais eficientes escadas de mobilidade social. Também não vou falar nas torturas e assassinatos dos que se insurgiram contra o golpe.

    Chávez, na coletiva, acusou a Globo de servir aos interesses americanos.

    Aí tenho para mim que ele errou parcialmente.

    A Globo, ao longo de sua história, colocou sempre à frente não os interesses americanos – mas os seus próprios, confundidos, na retórica, com o interesse público, aspas.

    Tem sido bem sucedida nisso.

    O Brasil tem milhões de favelados, milhões de pessoas atiradas na pobreza porque lhes foi negado ensino digno, milhões de crianças nascidas e crescidas sem coisas como água encanada.

    Mas a família Marinho, antes com Roberto Marinho e agora com seus três filhos, está no topo da lista de bilionários do Brasil.

    Roberto Marinho se dizia “condenado ao sucesso”. O que ele não disse é que para que isso ocorresse uma quantidade vergonhosa de brasileiros seria condenada à miséria.

    Sobre o Autor

    O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-que-a-globo-e-contra-o-governo-venezuelano/

  4. Fiódor Andrade

    21 de fevereiro de 2014 6:20 am

    Roberto Jefferson diz que seus amigos votam em Barbosa

     

    Do Globo

    Roberto Jefferson diz que Azeredo saiu pela ‘porta da frente’, ao contrário de João Paulo Cunha À espera da prisão ao lado de sua mulher, ex­deputado comentou ainda a possibilidade de Barbosa ser candidato Cássio Bruno, Enviado Especial LEVY GASPARIAN (RJ) ­ O ex­deputado federal Roberto Jefferson (PTB­RJ) disse ao GLOBO estar sereno nesta quinta­feira. Ele assistiu ao julgamento do mensalão e esperou a expedição do mandado de prisão ao lado da mulher, Ana Lúcia.­ Estou tranquilo, sereno. Esperando ­ disse o ex­deputado.Enquanto aguardava o anúncio da prisão, que não ocorreu nesta quinta­feira, Jefferson comentou a renúncia doex­governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo, após virar réu no processo do mensalão tucano.­ Saiu pela porta da frente. Não desgastou o partido (PSDB), como fez o João Paulo Cunha, que desgastoudemais o PT. Pediu o boné e foi embora. Não deixou o partido mal. Com o João Paulo, foi um sofrimento. Foipesado.O ex­deputado falou também sobre a tentativa de o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), pré­candidato à Presidência, convencer Joaquim Barbosa a ser candidato ao Senado pelo Rio.­ Se (Joaquim Barbosa) for candidato, terá muito voto. Almocei com três amigos: um empresário, um funcionáriopúblico e um advogado. Os três disseram que votam nele. Não sei quais serão os adversários que ele teria, nemtenho pesquisas. Mas ele não tem voto apenas na elite. Tem voto no povão também. O povão gosta desta atitudeafirmativa dele. Se ele tiver apoio, ganha a eleição ­ avaliou o petebista.Sobre a arrecadação de petistas e simpatizantes na internet de mais de R$ 700 mil para pagar a multa do ex­ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado e já preso no mesmo processo, Roberto Jefferson declarou:­ O PT tem essa tradição. Isso não se faz uma suspeita de irregularidade. Quem é petista dá dinheiro mesmo.Todo mês, funcionários públicos do PT contribuem com o partido com 10% do salário. Deputados e senadorescontribuem com 25%. É a cultura do PT. Nós, de outras legendas, não temos esse sentimento de partido. O PTBnão dá nenhum centavo, sobrevive do fundo partidário.Doação de Collor para pagar multaPara pagar a multa de R$ 720 mil, determinada pelo STF, Jefferson venderá seu escritório de advocacia, noCentro do Rio, e contará com doações de integrantes do próprio PTB, entre eles o ex­presidente Fernando Collor.A defesa de Roberto Jefferson tenta fazer com que o ex­deputado cumpra a pena de sete anos e 14 dias porcorrupção passiva e lavagem de dinheiro em prisão domiciliar. Segundo a denúncia, o ex­deputado recebeu R$4,5 milhões de petistas quando fazia parte da base de apoio do governo Lula.Jefferson foi diagnosticado com um tumor no pâncreas. Em dezembro do ano passado, ele enviou ao STF cópiada dieta recomendada por uma médica nutróloga, com itens como salmão defumado, geleia real e suco batidocom água de coco. Acompanhando o cardápio, uma petição argumenta de que dificilmente uma penitenciária teráesses ingredientes na dispensa. Portanto, Jefferson deveria cumprir pena em casa.Dos 25 condenados no mensalão, sete estão presos no regime fechado e nove, no semiaberto. Genoino está emprisão domiciliar, devido a problemas de saúde e também aguarda uma decisão de Joaquim Barbosa. Outros trêscondenados cumprem penas alternativas. O ex­diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato estápreso na Itália depois de ter ficado foragido. 

  5. NNN

    21 de fevereiro de 2014 10:02 am

    Conjunto residencial Caraguatatuba…

    So o título basta…

  6. Gão

    21 de fevereiro de 2014 10:22 am

    A esquerda no Amapá: PSOL discute aliança com grileiro e Camilo

    A esquerda no Amapá: PSOL discute aliança com grileiro e Camilo leva apoio ao MST

    Tweet

    Dois momentos e as contradições da política tucuju O blog demorou, mas não poderia deixar de fazer esse um registro importante. A política tucuju revela contradições gritantes entre lideranças e partidos que são considerados de esquerda no Amapá.  Se por um lado o governador Camilo Capiberibe (PSB) na semana passada (14/02) foi levar apoio do povo amapaense ao 6º Congresso do MST, reforçando a luta desse importante movimento pra construirmos um país menos desigual no que tange a democratização do acesso a terra na perspectiva de construir uma reforma agrária popular que fortaleça a agricultura familiar, por outro lado o PSOL que tem como candidato a presidência da república o senador eleito pelo Amapá Randolfe Rodrigues, se reunia no mesmo dia com o pré-candidato ao governo Jorge Amanajás (PPS) para debater alianças eleitorais Até aí tudo bem porque o PSOL e o PPS se merecem já que os dois partidos fazem oposição ao governo do PT de Dilma,  mas a contradição estão no fato de o ex-presidente da Assembleia Legilativa, Jorge Amanajás ser acusado de grilagem de terras no Amapá, além de árduo defensor do agronegócio por meio do plantio de soja e arroz nas nossas terras tucuju junto com o deputado estadual Eider Pena.  O registro do encontro entre o senador Randolfe Rodrigues e o prefeito Clécio Luis, lideranças do PSOL com as lideranças do PPS, Jorge Amanajás e o vice-prefeito de Macapá Allan Sales, foi comemorado com confetes e serpentinas pelo blog Repiquete no Meio do Mundo da jornalista Alcilene Cavalcante, amiga dos ensolarados. Faço questão de registrar a fonte para que depois não digam que isso é intriga de um blogueiro que nunca escondeu que é filiado do PT.Postagem mostra reunião onde PSOL discute aliança com ex-deputado acusado de grilagem de terras no AmapáMas não é apenas o aliancismo eleitoral que revela que Randolfe Rodrigues não pratica o que pregou na TV em programa partidário nacional do PSOL no mês passado quando condenou os juros exorbitantes aos banqueiros e defendeu a Reforma Agrária no Brasil. O PSOL no Amapá é aliado de grileiros de terras que nos últimos dias por meio do lobby pesado dos “grileiros do colarinho branco” fizeram uma verdadeira ofensiva pra revogar a lei estadual que criou a Floresta Estadual do Amapá (FLOTA, alvo da cobiça desenfreada de madeireiros e desses setores que o PSOL se alia. O fato é que o PSOL no Amapá não se posiciona sobre esse tema que os coloca no mesmo cesto ao lado de grileiros. E não se posiciona porque tem acordos espúrios com o PPS que no Amapá é comandando por um grileiro assumidamente defensor do plantio de soja, enquanto que a maiora da esquerda nortista defende um modelo de desenvolvimento sustentável para a Amazônia. Mesmo o MST não existindo no Amapá, o governador do PSB foi a Brasília prestar apoio ao MST porque sabe que a luta do movimento é importante. Mas o atual governo tem enfrentado o bombardeio midiático dos setores da mídia aliada aos grileiros, principalmente por meio do deputado estadual Eider Penas (PSD), que na Assembleia tem desconstruído a importância da Floresta Estadual e pediu por várias vezes a revogação da lei porque fere os interesses daqueles que querem expandir o seu quintal e continuar grilando terras no Amapá. O que chama atênção é omissão do PSOL e Randolfe Rodrigues nesse debate porque do ponto de vista nacional se diz defensor da Reforma Agrária, mas do ponto de vista local se banqueteia na mesma mesa farta de grileiros como Jorge Amanajás, sócio do deputado Eider Pena na fazenda Lago Azul. Na verdade a atual conjuntura da luta de classes deveria unir a esquerda em torno do combate aos grileiros que querem acabar com a Flota, que será importante pra manter a vida dos povos tradicionais, ribeirinhos, índios e quilombolas que vivem no território da Flota que engloba diversos municípios do Amapá. Mas parece que o interesse maior do PSOL no Amapá não é a luta de classes, mas sim o pragmatismo eleitoral e isso é gritante em suas alianças, algumas piores do que a do PT que eles tanto condenam. Sem falar que até o presente momento o PSOL não se posicionou firmemente contra uma possível candidatura de reeleição de José Sarney, ficando inclusive atrás do PT que já até apresentou o nome da vice-governadora Dora Nascimento pra disputar o cargo. O fato é que a extinção ds Flota, apoiada pelos aliados de Randolfe Rodrigues pode iniciar um grande conflito fundiário entre os povos tradicionais e a agricultores e os grileiros de terras que já mantém relações com empresários do agronegócio do Mato Grosso. Será que a ex-deputada Luciana Genro, que deverá ser a vice na chapa do presidenciável Randolfe Rodrigues concorda com esse tipo de aliança e vai aceitar dividir palanque no Amapá com grileiros de terra. Mas no Amapá tudo é possível, até boi voar em outubro! http://www.heverson-castro.blogspot.com.br/2014/02/a-esquerda-no-amapa-psol-discute.html#.UwYesiJBKUk

     

  7. Gão

    21 de fevereiro de 2014 11:38 am

    Correios: Terminais automatizados começam a funcionar até abril

    Correios: Terminais automatizados começam a funcionar no Rio até abril

     Akemi Nitahara – Agência Brasil 17.02.2014 – 20p5 | Atualizado em 17.02.2014 – 20p9

    Até abril, moradores do Rio de Janeiro poderão retirar encomendas entregues pelos Correios de forma automática. A princípio, serão oito terminais na cidade, que funcionarão também para postagem. Em seis meses, serão implantados 21 terminais nos estados do Rio de Janeiro, Paraná, de São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.

    Leia mais notícias

    A vice-presidente de Clientes e Operações dos Correios, Glória Guimarães, explica que a ação faz parte da modernização da empresa, prevista na Lei 12.490/11.

    “O objetivo disso é se modernizar como os bancos se modernizaram. Os bancos colocaram self-service e a gente também quer fazer a mesma coisa. Tudo isso facilita muito a vida do cliente, é conveniência, é facilidade, independência. Não depende de horário de a agência estar aberta. Enfim, todas essas facilidades a gente vai disponibilizar para o cliente”.

    As máquinas são abastecidas pelos carteiros, portanto não substituem a mão de obra. Elas funcionarão 24 horas por dia, os sete dias da semana, em locais como estações de metrô, shoppings e supermercados. Segundo os Correios, a automação contribui para reduzir o número de encomendas devolvidas por ausência de destinatário, que hoje chega a 4%.

    De acordo com Glória, o sistema de pagamento ainda está em estudo, mas provavelmente será por meio de cartão de crédito ou pré-pago, feito pela internet. A princípio, os valores de postagem devem ser os mesmos do meio tradicional. Para o recebimento de encomendas, o cliente será informado por mensagem de texto.

    “Eu fiz uma compra pelo e-commerce, aí ela [a loja virtual] me pergunta ‘como você quer a entrega?’, você quer receber em casa ou em um quiosque perto da sua casa?, te abre uma janelinha, que nós vamos disponibilizar, [mostrando] onde tem os quiosques. Eu marco ‘quero buscar no quiosque perto do meu trabalho’ e indico meu celular. Na hora em que a encomenda estiver vindo, eu recebo uma mensagem: ‘sua encomenda já se encontra na caixinha tal e a senha é tal’. Eu vou lá, dou a senha na caixinha, abro, pego minha encomenda e fecho. É simplesinho assim mesmo.”

    A empresa é a primeira do país a implantar o sistema automatizado, e a iniciativa é um piloto para a utilização desses terminais em todo o país. De acordo com os Correios, o método é utilizado por operadores postais nos Estados Unidos, no Chile e em países da Europa e Ásia.

    Segundo a vice-presidente de Clientes e Operações, o investimento inicial foi de R$ 3 milhões. As primeiras máquinas virão de quatro fornecedores europeus, emprestadas em sistema de comodato, para os testes.

     

    Editor: Stênio Ribeiro

    Direitos autorais: Creative Commons – CC BY 3.0

     

    http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2014/02/terminais-automatizados-dos-correios-comecam-a-funcionar-no-rio-ate-abril

     

  8. Gão

    21 de fevereiro de 2014 11:50 am

    Amor, estranho amor: O Globo, Caetano e Freixo

    Amor, estranho amor: O Globo, Caetano e Freixo

    19 de fevereiro de 2014 | 09:21 Autor: Fernando Brito

    amor

    Hoje eu acordei me sentindo um velhinho…

    Daqueles que dizem: ih, como as coisas estão mudadas…

    Quem vê a troca de críticas, com espaços imensos, artigos para cá, editoriais para lá, entre Caetano Veloso, Marcelo Freixo e o império Globo, descuidadamente, fica pensando que finalmente vivemos a democracia na mídia…

    Caetano acusando O Globo de parcialidade, Freixo descobrindo que o cogumelo global apoiou a ditadura…Meu Deus, quantas revelações!

    O Globo defende-se hoje, num novo editorial: apoiamos sim, mas já fizemos autocrítica. Agora, somos democratas radicais…

    Eu devo estar mesmo velho…

    Não vi Caetano nem Freixo se recordarem antes da postura autoritária do império Globo.

    Só agora, que experimentou na pele o que é ser vítima do Império é que Freixo descobriu que “a Globo é sócia de um projeto autoritário de cidade”.

    O senhor tem toda razão, Deputado Freixo, damo-lhes as boas vindas nesta sua tardia adesão aos que sempre o disseram.

    Quando a Globo sabotou Leonel Brizola de todas as formas, só conseguimos espaço para responder às acusações que fazia no Judiciário – e depois de dois anos! – que acabou gerando o antológico Direito de Resposta do governador no Jornal Nacional, história que um dia será contada em seus bastidores, aqui.

    Artigo de Leonel Brizola n’O Globo? Só pagando, e caro, como publicidade.

    Mas Caetano, este muito mais,  e Freixo sempre frequentaram as páginas globais. nada de errado, só que, como disse ontem aqui, o diabo não compra só um pedaço da alma, leva o lote.

    Claro que Caetano e Freixo têm razão ao dizer que O Globo é faccioso com eles, mas sua fraqueza é nunca terem dito que era faccioso com outros.

    As blaquibloquices de Caê e e Freixo, enquanto eram úteis para desgastar o governo federal, sempre foram bem-vindas.

    Agora, que a tolerância oportunista com grupos de irresponsáveis “deu merda” – desculpem a expressão – eles fazem carga contra vocês como se fossem o que para eles são: lixo.

    O Deputado Freixo e Caetano Veloso deveriam se mirar no exemplo de Fernando Gabeira.

    De tão moderno, libertário, outsider, descolado, pós-moderno, relativista ;  de tantos espaços, colunas, artigos, entrevistas e participações na Globo, foi indo, indo, indo e virou um notável expoente da direita conservadora nos quadros da emissora.

    Agora, se quiserem mesmo continuar esse casamento, vão ter de se comportar. Nada de gracinhas, porque senão, vale aquela coisa  horrível do Nélson Rodrigues sobre gostar de apanhar.

    Mas é melhor virem para o lado de cá, onde vocês nasceram e cresceram, antes de se apaixonarem, como mariposas,, pelo brilho das luzes.

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=14270

  9. jc.pompeu

    21 de fevereiro de 2014 12:10 pm

    do portal consultivo operante de márcio chaer

    LIBERDADE EM PLENITUDE

    Jornalista tem o direito de fazer crítica impiedosa

    Por Elton Bezerra

    A publicação de reportagem ou opinião com crítica dura e até impiedosa afasta o intuito de ofender, principalmente quando dirigida a figuras públicas. Com esse fundamento, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, acolheu o Recurso Extraordinário da Editora Abril contra condenação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal que a obrigava a indenizar em R$ 10 mil o ex-governador Joaquim Roriz por danos morais. A empresa foi defendida pelo advogado Alexandre Fidalgo, do EGSF Advogados.

    “Não caracterizará hipótese de responsabilidade civil a publicação de matéria jornalística cujo conteúdo divulgar observações em caráter mordaz ou irônico ou, então, veicular opiniões em tom de crítica severa, dura ou, até, impiedosa, ainda mais se a pessoa a quem tais observações forem dirigidas ostentar a condição de figura pública, investida, ou não, de autoridade governamental, pois, em tal contexto, a liberdade de crítica qualifica-se como verdadeira excludente anímica, apta a afastar o intuito doloso de ofender”, afirmou o decano do STF.

    Na avaliação de Celso de Mello (foto), a liberdade de imprensa é uma projeção da liberdade de manifestação do pensamento e de comunicação, e assim tem conteúdo abrangente, compreendendo, dentre outras prerrogativas: o direito de informar, o direito de buscar a informação, o direito de opinar e o direito de criticar. Dessa forma, afirma o decano, o interesse social, que legitima o direito de criticar, está acima de “eventuais suscetibilidades” das figuras públicas.

    Mello afirma que essa prerrogativa dos profissionais de imprensa justifica-se pela prevalência do interesse geral da coletividade e da necessidade de permanente escrutínio social a que estão sujeitas as pessoas públicas, independente de terem ou não cargo oficial.

    “Com efeito, a exposição de fatos e a veiculação de conceitos, utilizadas como elementos materializadores da prática concreta do direito de crítica, descaracterizam o ‘animus injuriandi vel diffamandi’, legitimando, assim, em plenitude, o exercício dessa particular expressão da liberdade de imprensa”, diz Mello.

    No caso, o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz processou a Editora Abril e o jornalista Diego Escosteguy por conta de uma reportagem publicada em dezembro de 2009. No texto, a revista compara Roriz ao personagem Don Corleone, do filme O Poderoso Chefão, e afirma que ele pode ser o homem que teria ensinado José Roberto Arruda, ex-governador do DF, a roubar.

    No entendimento do TJ-DF, a veiculação de juízo de valor teria deixado “clara a intenção do veículo de comunicação e do responsável pela matéria de injuriar e difamar, com ofensa à honra e à moral, excedendo os limites da liberdade de imprensa”. Para o ministro, a crítica faz parte do trabalho do jornalista.

    Clique aqui para ler a decisão do ministro Celso de Mello

     

    Clique aqui para ler a decisão do TJ-DF.

  10. alfeu

    21 de fevereiro de 2014 2:50 pm

    Buenos Aires ganha Prêmio Transporte Sustentável 2014

    EcoDesenvolvimento

    http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2014/buenos-aires-ganha-premio-transporte-sustentavel?tag=cidades-sustentaveis

    Buenos Aires tornou-se recentemente a vencedora do nono prêmio anual de Transporte Sustentável. A capital argentina faturou a conquista pelo fato de a cidade reduzir as emissões de CO2 e fornecer melhorias na segurança para pedestres e ciclistas durante o ano de 2013.

    No ano passado a cidade reformou o trânsito em uma das suas maiores avenidas, a 9 de Julho, separou as pistas e incluiu o corredor de ônibus rápido (BRT). Lá, o BRT tem 17 estações ao longo da avenida, na qual são acomodadas 11 linhas de ônibus, que tornam mais rápidas as viagens para cerca de 200 mil passageiros por dia.

    Além disso, Buenos Aires adicionou um novo corredor de BRT de 23km, o Metrobus Sur, e transformou dezenas de blocos do centro da cidade em um ambiente que estimula a andar a pé e em bicicleta, promovendo assim uma cultura que prioriza as pessoas, em vez dos carros.
    O Prêmio Transporte Sustentável é concedido anualmente a uma cidade que tem implementado projetos de transportes inovadores e sustentáveis ​​no ano anterior

    “O sucesso de Buenos Aires prova que você pode sonhar com uma cidade sustentável”, destacou Guillermo Dietrich, secretário de Transportes da capital da Argentina, ao portal Cities Today.

    Menções honrosas

    As três cidades que ganharam menções honrosas em 2013 foram Suwon (Coreia do Sul), Indore (Índia) e Lanzhou (China). A primeira investiu em infraestrutura para os ciclistas; a segunda implantou um corredor eficiente de ônibus rápido; enquanto a terceira foi destaque por conta de sua integração entre alternativas de transporte coletivo.

    Fundado em 2005, o Prêmio Transporte Sustentável é concedido anualmente a uma cidade que tem implementado projetos de transportes inovadores e sustentáveis ​​no ano anterior. Estas estratégias devem melhorar a mobilidade para todos os residentes, reduzir o transporte e as emissões de poluição do ar e melhorar a segurança e acesso para os ciclistas e pedestres.

  11. André Paulistano

    21 de fevereiro de 2014 4:10 pm

    Merval Pereira: “Sabe-se lá de onde vem esse dinheiro”

    Comentarista também lança suspeitas sobre origem dos recursos arrecadados para pagamento de multa dos condenados pela AP 470.

    <iframe src=”http://www.cbn.com.br/Player/player.htm?audio=2014/colunas/merval_140221&OAS_sitepage=cbn/comentarios/” width=”475″ height=”193″ marginheight=”0″ marginwidth=”0″ frameborder=”0″ scrolling=”no” bgcolor=”#CCCCCC”/></iframe>

  12. André LB

    21 de fevereiro de 2014 6:08 pm

    http://www.cartamaior.com.br/

    http://www.cartamaior.com.br/?/Coluna/-Nao-vai-ter-copa-e-um-chute-de-rosca/30306

     

     

                ‘Não vai ter copa’ é um chute de rosca

     

    Chute de rosca é aquele em que o jogador bate de raspão na bola, que sai para cima ou para om lado, rodopiando que nem pião, e pode dar tanto na vidraça do vizinho, como no próprio gol ou ainda na cabeça de quem chutou.

    É que está acontecendo com o chute chamado ‘Não vai ter Copa’, que prepara mais uma edição no sábado, dia 22.

    O que chama a atenção na proposta é a construção de hipocrisias e desinformação que vem animando o movimento.

    Li a entrevista de um suposto blackblock supostamente chamado Pedro, no Estadão, que diz que supostamente não é contra a Copa nem futebol, mas que é a favor de educação e serviços públicos de qualidade. Grande hipocrisia. Porque o que lhe interessa é dizer que vai jogar molotov em “ônibus de gringo” (aliás, uma expressão, no contexto, racista), para que eles tenham medo de ficar no Brasil e vão embora.

    Se isto é ser a favor de educação, etc., somos todos os outros micos de circo. Além do mais, quem é a favor de educação, etc., faz manifestação, mata a cobra e mostra a cara – porque pau não tem, já que vai desarmado para a praça pública.

    Tudo está baseado no argumento de que o dinheiro público “gasto” (na verdade, investido, com retorno no futuro) com os estádios, deveria ser usado em escolas e hospitais. O argumento desconhece a natureza e os labirintos de um orçamento público ou de um banco como o BNDES. Mas não importa: é repetido ad nauseam por inocentes-úteis (onde a inocência bordeja  – ou poreja – a má-fé) e cobras-criadas.

    Aí entra o papel das velha mídia e dos arautos do caos. Como as oposições midiáticas e extra-midiáticas não podem expor o seu programa verdadeiro (ver, a propósito, post no meu Blog do Velho Mundo), o que lhes resta é apostar no caos, numa catástrofe que detenha o governo Dilma, a melindre nacional e internacionalmente. Nada melhor do que a Copa. Nada melhor do que o fracasso da Copa. Nada melhor do que a violência durante a Copa. Até porque aionda crêem que a Copa possa “eleger” ou “deseleger” a Dilma. Caramba, cambada, vai ser a economia e a política, talvez na ordem inversa.

    Os arautos na mídia dizem que são contra, que não pregam a violência. De fato: não pregam. Mas chamam. Esperam.

    O problema é que das últimas vezes, o chute deu uma de rosca e caiu-lhes na cabeça. Foi o fusquinha queimado do trabalhador; foi a trágica morte do cinegrafista da Band. “Fatalidade”, diz o arrogante ‘Pedro’ entrevistado pelo Estadão, com o turvoso e clandestino ego infatuado pela recepção na mídia. ‘Fatalidade”? Crônica de uma morte anunciada, isto sim.

    Daí vem o clima de violência que entra em anexo, e que não é desejável de nenhum lado. O blackblock que voi incomodar o show do Paulinho da Viola em São Paulo, atacado pelos assistentes com direito até a paulada na cabeça e sendo salvo pelos seguranças. Depois o apresentador dizendo que iam ‘quebrar a cara’se eles aparecessem de novo. As torcidas do Inter e do Corinthians prometendo arrebentar com  eles caso apareçam nos seus estádios. Para culminar o coió do manifestante ameaçando um cinegrafista dizendo que “ele ia ser o próximo”e levando com a câmera na cabeça, uma nova versão do dito do Cinema Novo: ‘Câmera na cabeça e nenhuma idéia’.

    Para completar o entrevistado non Estadão dizia que ‘foram abandonados pelo Movimento Passe Livre’. Mas é o contrário: a presença destes caras e do movimento ‘Não vai ter Copa’é que esvazia as manifestações, as impede, como já  aconteceu com  a manifestação suspensa dos motoristas e cobradores no Rio de Janeiro, pelo temos diante da possibilidade da incontrolável violência.

    Por fim, lembremos que a direita agradece penhorada estes esvaziamentos de manifestações que poderim transcorrer legitimamente, com suas justas reivindicações. Por exemplo: quem tiver alguns neurônios em ordem sabe que o que vai garantir mais verbas para a educação, saúde, transporte público, etc., é o corte na taxa de juros, nos juros da dívida pública, no superávit primário, é a adoção de um sistema mais progressivo de impostos e não mais regressivo, e não o abandono do investimento em estádios, também – hipocritamente – definidos como inúteis pelos arautos do caos.

    O capital especulativo, portanto, agradece estes movimentos bola-de-rosca.

     

     

  13. Lucio Vieira

    21 de fevereiro de 2014 6:51 pm

    O “clima” está quente em Rio Claro

    Em decorrência dos últimos acontecimentos na segurança pública, a ROTA da capital foi para Rio Claro na tentativa de ajudar.

    Delegado de Rio Claro, SP, afirma ter sido agredido por tenente da Rota

    Aroldo Cesário Diniz diz que recebeu um empurrão e uma gravata.
    Ele se recusou a prender homem detido pela PM que não era procurado.

    http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2014/02/delegado-de-rio-claro-sp-afirma-ter-sido-agredido-por-tenente-da-rota.html

  14. Pedro Penido dos Anjos

    21 de fevereiro de 2014 7:35 pm

    Quanto se paga pelos mesmos

    Quanto se paga pelos mesmos produtos em outros países

    Compare quanto custa, em reais, um celular e um carro fora do Brasil. Apesar da fabricação local, os brasileiros desembolsam mais dinheiro que seus vizinhos que precisam importar esses itens

    EL PAÍS São Paulo 20 FEV 2014 – 19:14 BRT

    iPhone 5s com 16GB desbloqueado

    Brasil = 2.799,00 reais

    EUA = 1.552,34 reais

    Alemanha = 2.288,04 reais

    México = 1.913,12 reais

    Chile = 2.054,80 reais

    Colômbia = 1.888,42 reais

    Peru = 1.763, 37 reais

    Corolla básico com câmbio manual

    Brasil = 62.100,00 reais (fabricado no Brasil)

    Chile = 38.429,80 reais (importado do Japão)

    Colômbia = 43.400 reais (importado do Japão)

    Peru = 45.541,78 reais (importado do Japão)

    EUA = 40.183,92 reais (fabricado nos Estados Unidos)

    México = 43.300,14 reais (fabricado no México)

    Alemanha = 60.228,72 reais (o modelo europeu, fabricado na Turquia, é um pouco mais sofisticado do que o norte-americano)

    *Os câmbios das moedas foram obtidos no site do Banco Central na data de 14/02/2014

     

  15. Pedro Penido dos Anjos

    21 de fevereiro de 2014 7:37 pm

    Quanto se paga pelos mesmos

    Quanto se paga pelos mesmos produtos em outros países

    Compare quanto custa, em reais, um celular e um carro fora do Brasil. Apesar da fabricação local, os brasileiros desembolsam mais dinheiro que seus vizinhos que precisam importar esses itens

    EL PAÍS São Paulo 20 FEV 2014 – 19:14 BRT

    iPhone 5s com 16GB desbloqueado

    Brasil = 2.799,00 reais

    EUA = 1.552,34 reais

    Alemanha = 2.288,04 reais

    México = 1.913,12 reais

    Chile = 2.054,80 reais

    Colômbia = 1.888,42 reais

    Peru = 1.763, 37 reais

    Corolla básico com câmbio manual

    Brasil = 62.100,00 reais (fabricado no Brasil)

    Chile = 38.429,80 reais (importado do Japão)

    Colômbia = 43.400 reais (importado do Japão)

    Peru = 45.541,78 reais (importado do Japão)

    EUA = 40.183,92 reais (fabricado nos Estados Unidos)

    México = 43.300,14 reais (fabricado no México)

    Alemanha = 60.228,72 reais (o modelo europeu, fabricado na Turquia, é um pouco mais sofisticado do que o norte-americano)

    *Os câmbios das moedas foram obtidos no site do Banco Central na data de 14/02/2014

    Os carros e iPhones no Brasil custam até 40% mais que na Aliança do Pacífico

    Um dos maiores lucros do mundo, tributos exagerados e um consumidor que não reclama explicam os preços maiores do que os pagos pelos países vizinhos do continente

      São Paulo 20 FEV 2014 – 17:08 BRT

    Arquivado em:

    iPhoneInflaçãoTelefonia móvel multimídiaTelefonia móvelCarrosIndicadores econômicosTelefoniaBrasilVeículosAmérica do SulAmérica LatinaTelecomunicaçõesAméricaTransporteEconomiaComunicações

    Consumidores fazem fila na abertura da loja da Apple no Rio de Janeiro, no último dia 15. / Dado Galdieri (Bloomberg)

    Recomendar no Facebook 407Twittear 56Enviar para LinkedIn 4Enviar para Tuenti Enviar para Kindle Enviar para Menéame Enviar para EskupEnviar Imprimir Salvar

    O Brasil é um país onde os produtos obedecem a um sistema de tributação em que os bens considerados de menor necessidade cotidiana pagam mais impostos. Deste modo, enquanto ao adquirir um celular de alta tecnologia como o iPhone o consumidor paga 63% de tributos, para levar um quilo de feijão para casa ele desembolsará 17% para o Governo. Os impostos altos explicam muito dos preços elevados praticados no país. Mas essa é uma ponta da história, não a única razão. Sob o pretexto de criar empregos no país, que é nobre, o Governo brasileiro mantém a economia relativamente fechada a quem está fora, e possibilita lucros altíssimos para os selecionados no jogo.

    De acordo com um levantamento pedido pelo EL PAÍS ao professor Alcides Leite, da Trevisan Escola de Negócios, os brasileiros pagam mais por um Corolla do que seus vizinhos do Bloco da Aliança do Pacífico, que os Estados Unidos e que a Alemanha. Os 62.100 reais pagos por um brasileiro por um Corolla fabricado no Brasil significam 38% a mais do que um chileno paga pelo mesmo carro importado do Japão e 26% mais do que um peruano desembolsa. Já um colombiano paga 30% menos pelo Corolla japonês. Na comparação com o México, o carro fabricado também no país latino-americano sai por 43.300 reais, ou 30% a menos que no Brasil. Os Estados Unidos fabricam o Corolla e o carro está saindo 40.100 reais no mercado local (-35% que no Brasil). Na Alemanha, onde os impostos também são altos, o Corolla fabricado na Turquia chega ao consumidor por 60.220 reais (-4% em relação ao Brasil).

    As montadoras de carros nos Estados Unidos, por exemplo, trabalham com uma margem de lucro de 1% a 2% e, em 2008, ela chegou a ser de 0,4% negativa. No Brasil, onde Fiat, GM, Volkswagen e Ford tem uma fatia de mercado de mais de 60%, a lucratividade desse pelotão de elite fica em torno de 6% a 8%, segundo estimativas de fontes do setor. “Na indústria automotiva, que só se justifica financeiramente com fábricas a pleno vapor, essa diferença percentual significa bilhões de reais, dólares, euros ou qualquer outra moeda. E ainda há casos de montadoras com lucros de dois dígitos”, afirma José Roberto Ferro, presidente do Lean Institute Brasil.

    Apesar disso, diz Ferro, a perspectiva para o futuro do setor automotivo é de redução dessas margens, à medida que novas fabricantes, especialmente chinesas, se instalam, os consumidores sintam o peso do fim do benefício de incentivo fiscal do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o consumo tenda a se estabilizar nos níveis de 2013. No ano passado, as vendas de carros caíram pela primeira vez em dez anos, com 1,6% de recuo, e já foram registrados lucros menores nos relatórios das quatro líderes do mercado local, com a indicação de efeitos negativos do Brasil, como a desvalorização cambial.

    Outro cálculo feito por Leite mostra a situação do telefone iPhone 5S com 16 gigabytes de memória. Os 2799 reais pagos no Brasil representam 37% mais do que no Peru, 32% acima do que na Colômbia, 31% acima do pago por um chileno e é 26% mais caro do que no México. Ainda é 44% mais caro do que nos Estados Unidos e 18% maior do que o valor que um alemão paga pelo mesmo telefone. “As transnacionais acabam se adaptando ao nosso mercado. O que surpreende é que o consumidor brasileiro não conteste politicamente esses preços”, diz Leite.

    “Ou seja, para não ‘exportar’ empregos, o Brasil tributa fortemente bens de consumo, dando vantagens às empresas que preferem se instalar aqui, em vez de apenas importar. Nem todas as empresas acabam cedendo a esse jogo, já que, às vezes, o mercado brasileiro por si só não compensa os investimentos”, diz Ivair Rodrigues, sócio da IT Data Consultoria. “Quando existe viabilidade financeira para abrir uma operação no Brasil, o que acontece, no entanto, é que o consumidor nacional acaba não beneficiado com preços menores, já que essas empresas acabam simplesmente cobrando mais por causa da instabilidade do ambiente de negócios e pela falta de confiança no país.”

    O presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, João Eloi Olenike, lembra que, de 1986 até hoje, os impostos no Brasil subiram de 22% do PIB para 36%. “O maior peso é do Imposto de Comercialização de Serviços e do IPI, mas o sistema é um verdadeiro cipoal. O governo brasileiro ainda segue uma mentalidade dos anos 1950. O país não entrou na era da globalização. Em vez de enfrentar os problemas enormes de competitividade, o raciocínio é aqui não entra. Ou a mercadoria entra pagando um alto pedágio”, diz Olenike.

     

  16. Pedro Penido dos Anjos

    21 de fevereiro de 2014 7:49 pm

    “Colonialismo tributário”

    “Colonialismo tributário” brasileiro subsidia passagens aéreas para o exterior

    Impostos sobre querosene para viagem doméstica encarecem passagens no país e privilegiam turismo internacional ELPAÍS

    EL PAÍS

      São Paulo 20 FEV 2014 – 18:31 BRT

    Nunca os brasileiros gastaram tanto no exterior como no ano passado. Foram desembolsados 25,3 bilhões de dólares, quase 15% a mais que em 2012. A renda e o emprego ajudam a explicar esse fenômeno. Mas também os preços mais atraentes de produtos e serviços fora do país, e que fazem com que a Flórida, nos Estados Unidos, siga entre os destinos mais procurados, mesmo com a alta recente do dólar. Essa disparidade nos valores já começa, inclusive, na hora de comprar as passagens aéreas, graças a uma carga tributária regional e única no Brasil que acaba subsidiando os voos internacionais. Trata-se de um “colonialismo tributário”.

    A expressão foi cunhada pelo próprio ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil da Presidência, Moreira Franco. Em entrevista por telefone ao EL PAÍS, ele afirma que o alto custo do turismo interno, que passa substancialmente pelo setor aéreo, faz com que o Brasil acabe subsidiando a transferência de recursos para o exterior. “É uma postura colonial para a transferência de renda para a metrópole. Nós temos infelizmente uma estrutura tributária que penaliza muito os negócios e, sobretudo, o contribuinte”, completa.

    O alvo principal do ministro é a taxação do maior insumo do setor aéreo, o querosene de aviação (QVA). Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o combustível responde por cerca de 40% dos custos de uma companhia no país, ficando entre os mais caros do mundo. Sobre ele incidem tributos federais, como o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), e estaduais, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

    “Essa tributação regional é única no mundo”, afirma o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz. “O ICMS não pode ser cobrado para voos internacionais porque isso está definido em acordos comerciais dos quais o Brasil é signatário. As taxas federais existem em outros países e não violam conceitos de reciprocidade que permeiam esses tratados. Já as estaduais, como não existem no exterior, não podem incidir sobre voos internacionais no país”, explica.

    Ainda de acordo com a Abear, o ICMS sobre o combustível varia de 4% a 25% nos principais aeroportos brasileiros. Esses 4% seriam cobrados em voos dentro do mesmo estado, e em quatro ou cinco deles apenas. Entre estados diferentes, essa variação fica entre 12% e 25%. Como resultado das diferentes alíquotas, é prática comum nas empresas planejar a malha para abastecer no ponto de menor ICMS.

    “Se você somar, no final do dia, os pagamentos de tributos, o custo derivado de enquadramentos regulatórios, o preço do QAV em si e um déficit em infraestrutura, a aviação doméstica brasileira acaba saindo 27% mais cara que na Europa”, acrescenta Sanovicz. “Enfrentar essa questão é vital para a economia, para o ingresso de divisas e para movimentar centros mais afastados do eixo Sudeste, como Natal e Belém, entre outras cidades”, emenda.

    No Estado de São Paulo, por exemplo, o ICMS cobrado é de 25%, ou seja, um quarto do metro cúbico do QAV. Quase 40% do tráfego nacional passa pelos aeroportos paulistas, com destaque para dois dos que apresentam maior movimentação de passageiros no Brasil, Congonhas e Guarulhos. Na prática, basta imaginar um mesmo caminhão-tanque abastecendo dois aviões de uma mesma companhia na pista, um com destino a Recife e outro a Buenos Aires. O combustível é o mesmo, mas o preço dele para o voo doméstico sai mais caro, em uma diferença que acaba repassada no preço das tarifas dos usuários.

    Uma simples busca em um site que relaciona os preços mais vantajosos na internet pode evidenciar essa disparidade no exemplo citado por Moreira Franco. Uma viagem direta de um adulto de São Paulo a Recife, distantes pouco mais de 2.000 quilômetros em linha reta, é estimada entre 753 reais (318 dólares) e 818 reais (346 dólares) nas duas principais companhias aéreas do país, Gol e TAM.

    O período pesquisado para a ida foi 1o de agosto deste ano, com retorno previsto para uma semana depois, no dia 8. Nas mesmas condições de busca, ida e volta para Buenos Aires, distante 1.677 quilômetros da capital paulista, sai entre 604 reais (256 dólares) e 621 reais (263 dólares).

    “É por isso que se diz brincando que a classe média brasileira vai para Miami nas férias, enquanto a classe média alta vai para a Europa e os ricos brasileiros seguem para o Nordeste. É uma coisa bárbara, o imposto é muito alto. Não é à toa que o (presidente) Obama, durante a sua campanha à reeleição, fez questão de anunciar medidas que facilitassem a entrada de brasileiros nos Estados Unidos”, acrescenta o ministro Moreira Franco.

    Mesmo tendo a maior parte de seu volume produzido no Brasil, o QAV é precificado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) levando em conta parâmetros do mercado internacional, a fim de manter o seu custo compatível com outras alternativas de importação no setor. Segundo representantes das companhias aéreas, essa lógica está ultrapassada e remonta à década de 1980, quando a maior parte não era produzida aqui, e sim comprada do exterior.

    De 2002 a 2012, o presidente da Abear estima que houve aumento de 30 para 100 milhões de passageiros por ano no Brasil. O preço médio das passagens, por sua vez, caiu de 500 reais (210 dólares, na cotação desta quinta-feira) para 270 reais (113,4 dólares) no mesmo período. O crescimento no fluxo de viajantes pode ajudar a diluir o impacto das tarifas. “Mas o setor poderia ser muito mais competitivo”, rebate Sanovicz.

    A “exportação” de turistas para o exterior contribui para elevar o déficit do Brasil nas contas externas, além de estimular o comércio e os serviços apenas em outros países. Segundo o Banco Central brasileiro, mesmo com o aumento do fluxo de turistas previsto para a Copa do Mundo, as despesas dos brasileiros fora do país vão superar novamente os gastos dos estrangeiros no país neste ano. Em 2013, esse déficit ficou em 18,6 bilhões de dólares, também um novo recorde.

     

  17. Pedro Penido dos Anjos

    21 de fevereiro de 2014 7:59 pm

    Se fosse um país, classe C

    Se fosse um país, classe C brasileira estaria no G20 do consumo mundial

    Sozinha, classe média seria o 18º país em consumo e o 12º em população. As 108 milhões de pessoas da classe social que mais cresce no Brasil gastaram 1,17 trilhão de reais em 2013

    EL PAÍS

    São Paulo 18 FEV 2014 – 12:43 BRT

    Se fosse um país, a classe média brasileira, com seus 108 milhões de pessoas, seria a 12ª nação do mundo em população, algo como a Alemanha inteira ou duas vezes a Austrália. Em matéria de consumo, a classe social que mais cresce no Brasil estaria em 18º lugar, ou seja, no G20 do consumo mundial, com um gasto calculado em 1,17 trilhão de reais em 2013.

    Os dados são da pesquisa realizada pelo instituto Data Popular em parceria com a Serasa Experian. De acordo com o levantamento, sozinha, a classe C, que compreende os brasileiros que ganham entre 320 reais e 1.120 reais por mês, consome mais que a Holanda ou a Suíça inteiras.

    Embora o montante seja alto, a comparação precisa levar em conta que a população da Holanda é de pouco mais que 16 milhões de habitantes, que produziram uma renda per capita de pouco mais de 42.000 dólares, ou 101.000 reais. Valor distante dos 22.400 reais gerado por cada brasileiro no mesmo ano, 2012. Já a Suíça, com seus oito milhões de habitantes, registra um PIB per capita de mais de 50.000 dólares.

    Ainda assim, o consumo da classe C se distribui por diversas áreas. Comparando com outros países, o potencial da classe C com alimentação, com gastos calculados em 223 bilhões de reais em 2013, equivale ao consumo de todas as famílias da Bolívia, Paraguai, El Salvador e Uruguai juntas.

    Porém, parte do dinheiro gasto por essas famílias brasileiras, é com produtos de marca, o grande desejo dessa classe social. “A classe C está consumindo cada vez mais produtos premium”, diz o presidente do Data Popular, Renato Meirelles.”Mas também está cada vez mais pesquisando preços. Basicamente porque o dinheiro está curto”, pondera.

    Ou seja, ainda que haja uma pesquisa prévia, essa classe social, que abrange os jovens do “rolezinho”, deseja consumir. E não é pouco. “Ocorre que a democratização do consumo foi mais rápida que a dos espaços do consumo”, diz Meirelles. “O cara tem dinheiro para a passagem muito antes do aeroporto estar pronto, por exemplo. Com poder de compra, esse jovem se apodera”, diz, sobre os maiores consumidores do país.

    O sonho da classe média

    Além do que já foi consumido, o levantamento também traçou o que essa classe social pretende comprar neste ano de 2014. Em primeiro lugar, estão as viagens nacionais, seguida de aparelhos de TV, geladeiras e tablets. “Percebemos um crescimento grande do consumo de eletrônicos, basicamente porque esse bem é visto como uma ferramenta para a qualidade de vida”, explica Meirelles. “Outro grande responsável pelo consumo são os serviços de beleza, impulsionados pela ingresso das mulheres mulheres no mercado de trabalho, já que, a cada cinco mulheres da classe média brasileira que estão trabalhando, quatro têm alguma função relacionada com o atendimento ao publico”, diz. “E depois, vem a educação, que é vista como um investimento no futuro“.

    E para entender essa parte da população que mais consome no país, os pesquisadores dividiram a classe c em quatro grandes grupos: Promissores, Batalhadores, Experientes e Empreendedores.

    Os Promissores, ou 19% da classe média, são jovens com idade média de 22 anos, solteiros, com ensino médio completo e trabalham com carteira assinada. Eles consomem 230 bilhões de reais em sua maioria com beleza, automóveis, educação, entretenimento e tecnologia. 42% deles estão na região sudeste do Brasil

    Os Batalhadores representam 39% da classe média, com 30 milhões de pessoas de idade média de 40 anos e 48% têm ensino fundamental completo. A maioria é solteira e 41% têm acesso à internet. Para esse grupo, o estudo é visto como uma oportunidade para ascensão social. Por ser a maior parcela, os Batalhadores são responsáveis pela maior parte do consumo: 389 bilhões de reais, gastos em viagens pelo Brasil, automóveis, imóveis, móveis, eletrodomésticos e seguros.

    Os Experientes são compostos por 20 milhões de pessoas ou 26% da classe média. Têm idade média de 65 anos e apenas 7% têm acesso à internet e continua trabalhando mesmo depois de se aposentar, em busca de uma atividade para preservar o padrão de consumo, que é de 274 milhões de reais ao ano. Esse dinheiro é gasto em viagens nacionais, eletrônicos, saúde, móveis e eletrodomésticos.

    O último grupo, os Empreendedores, abrangem 16% da classe média, com 11 milhões de pessoas, formando o grupo mais escolarizado: 42% deles estão cursando ou já concluíram o ensino médio e 19%, o ensino superior. Com idade média de 43 anos, 60% têm acesso à internet e 43% trabalham com carteira assinada. Consomem anualmente 276 bilhões de reais em educação, eletrônicos, turismo internacional, tecnologia, automóveis e entretenimento.

     

    NOTÍCIAS RELACIONADAS

  18. Pedro Penido dos Anjos

    21 de fevereiro de 2014 10:04 pm

    Imperdível:
     
    Enviado por

    Imperdível:

     

    Enviado por Rádio do Moreno –

    21.02.2014

    |

     

    FORA DA DISPUTA

    Serra diz que não há descontrole fiscal no Brasil

    SILVIA AMORIM

    Serra contraria análise de Aécio sobre economia. Em palestra, ex-governador de São Paulo diz que não há descontrole fiscal, como afirmou o senador mineiro, Aécio Neves.

    SÃO PAULO – O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) fez ontem análises sobre o quadro econômico brasileiro que se contrapõem ao que tem pregado o pré-candidato tucano à Presidência, o senador Aécio Neves (MG). Em teleconferência para consultores financeiros, ele disse que não vê no Brasil situação econômica “calamitosa” nem “descontrole inflacionário e fiscal”.
    — Eu não vejo que o quadro econômico seja tão calamitoso quanto se divulga. Não significa que estamos bem, mas o que não vejo é que seja tão calamitoso — disse Serra, ao começar a análise da conjuntura econômica.
    Inicialmente, ele avaliou que não há no país um descontrole da inflação, ao contrário do que têm defendido o PSDB e o próprio Aécio desde o ano passado. O tema foi um dos destaques do programa nacional do partido em 2013 e tem sido usado pelo PSDB para tentar desgastar a imagem do atual governo.
    — Há uma perda por ensaio e manobra em relação à inflação, mas não há o risco de descontrole inflacionário — avaliou Serra na palestra.
    O tucano também afirmou que a situação na área fiscal do governo federal não é de descontrole nem de calote:
    — Há perda de manobra na área fiscal, mas não há perspectiva de descontrole na área fiscal e muito menos de calote. Não há isso.
    Em janeiro deste ano, em artigo para o jornal “Folha de S.Paulo”, Aécio afirmou haver no país “um descontrole fiscal generalizado”.
    Mais adiante, Serra citou a projeção de crescimento do PIB para 2014 — que ontem foi rebaixado pelo governo de 3,8% para 2,5%. Num discurso moderado, disse que o índice — que o PSDB tem chamado de “pibinho” — não chega a ser uma “tragédia”.
    — O PIB por habitante, se crescer 2% este ano, em termos per capita, vai ser da ordem de 1,2%. Não é um desempenho negativo. Não chega a ser uma tragédia. Nada brilhante, nada desastroso.
    Serra disse que a presidente Dilma Rousseff tem parcela de culpa pelo pessimismo mundial que ronda a economia brasileira. Segundo o tucano, ela pouco entende de economia e, quando fala sobre o tema, atrapalha, em vez de ajudar.
    Sobre o futuro político, Serra não quis falar. Perguntado sobre temas eleitorais,não respondeu, alegando que a palestra era para tratar de questões econômicas.
    Cresce no PSDB a pressão para que o ex-governador se candidate a deputado federal. Serra e Aécio têm um acordo para que a pré-candidatura do mineiro à Presidência seja lançada em março. Não está certo se, até essa data, José Serra anunciaria seus planos eleitorais.

    Publicado no Globo de hoje.

  19. alfeu

    22 de fevereiro de 2014 2:19 am

    Grupo Air France-KLM assina parceria com a Gol

    RFI

    http://www.portugues.rfi.fr/economia/20140220-grupo-air-france-klm-assina-parceria-com-gol

     

    De olho no mercado sul-americano, o grupo Air France-KLM vai investir US$ 100 milhões na Gol (R$ 238 milhões). Parte da transação se dará por meio da compra de US$ 52 milhões (R$ 123 milhões) de ações da companhia brasileira. A participação do grupo franco-holandês no capital será de 1,5%.

    Segundo comunicado da Air France-KLM, essa parceria “exclusiva de longo prazo” vai reforçar a cooperação comercial entre o Brasil e a Europa. “Esse acordo assinado hoje [ontem] faz parte da nossa estratégia de reforçar a posição de líder no Brasil e na América Latina,”, declarou o presidente do grupo aéreo europeu Alexandre de Juniac. O executivo também destacou a importância crescente das rotas aéreas no Brasil. Com a Copa do Mundo neste ano e os Jogos Olímpicos sediados pelo Rio de Janeiro em 2016, a tendência é de um aumento significativo no tráfego aéreo tanto para turistas como para viagens de negócio.

    Desde 2009, a Air France-KLM e a Gol já havia estabelecido um sistema de codeshare que permite o transporte de passageiros com bilhetes emitidos pela outra companhia. Esse acordo oferecia aos passageiros do grupo franco-holandês 28 destinos no Brasil partindo do Rio de Janeiro e de São Paulo. Do lado brasileiro, Paulo Kakinoff, diretor-presidente da Gol, afirma que a Europa é um dos destinos mais populares entre os turistas brasileiros e que a aliança proporcionará “benefícios e oportunidades singulares”.

    Fundada há 12 anos, a Gol expandiu sua frota operacional de 6 para 127 aeronaves, atingindo, aproximadamente, 40% de participação no mercado doméstico brasileiro. A rede internacional abrange10 países na América do Sul, Caribe e Estados Unidos.

Recomendados para você

Recomendados