4 de junho de 2026

FMI aponta riscos em redução rápida de estímulo econômico

Jornal GGN – As economias mais desenvolvidas, como os Estados Unidos, devem evitar a redução dos seus incentivos econômicos de forma muito veloz, por conta da fraqueza apresentada no processo de recuperação econômica global e a recente volatilidade dos mercados. Segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), tais componentes acabam se tornando fatores de risco importantes em alguns mercados emergentes. 

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Em relatório, a entidade afirma que existe escopo para uma melhor coordenação dos planos de saída de banco central, uma demanda muito solicitada por autoridades de mercados emergentes quando o Federal Reserve, o Banco Central norte-americano, começou a reduzir seu suporte à economia. 

Em nota preparada para as reuniões do G20 (grupo que reúne as principais economias do mundo), a equipe do FMI informou que a perspectiva para o crescimento global é semelhante à avaliação anterior, divulgada em janeiro. O fundo prevê expansão de cerca de 3,75% neste ano e 4% em 2015. Contudo, o fundo monetário afirma que existem novos riscos com a inflação muito baixa na zona do euro e mercados emergentes precisam de políticas econômicas sólidas e taxas de câmbio flexíveis para enfrentar a turbulência. 

“Fugas de capital, juros mais altos e ampla depreciação cambial em economias emergentes continuam sendo importantes preocupações e o persistente aperto das condições financeiras pode golpear o investimento e o crescimento em alguns países, considerando as vulnerabilidades corporativas”, informou a nota, antes da reunião de ministros das Finanças e integrantes de bancos centrais em Sidney, em 22 e 23 de fevereiro. 

De acordo com informações da agência de notícias Reuters, algumas autoridades de mercados emergentes culparam o Fed pelas turbulências nos mercados em janeiro e no ano passado, quando o banco central dos EUA começou a sugerir a redução do estímulo. O Fed começou a diminuir o ritmo das compras de títulos, atualmente em US$ 65 bilhões, nos últimos dois meses.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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