
Jornal GGN – No próximo 26 de fevereiro, 400 famílias moradoras do Brooklin e Campo Belo, na zona sul de São Paulo, podem perder suas casas. Isso se dará caso o governo de Geraldo Alckmin concretize o leilão de 42 terrenos pertencentes ao Departamento de Estradas e Rodagem (DER).
Segundo o engenheiro Filipe Sartori Sigollo, as moradias estão vazias, e fez o laudo correspondente. Acontece que essas 400 famílias estão em suas casas, nestes terrenos, e ali estão entre 30 e 50 anos, tendo construído suas casas e contribuído também com o desenvolvimento do bairro.
Para a moradora Elisete Lopes Santos, desde a chegada das obras do Monotrilho e da linha Ouro do Metrô na região, as comunidades de menores recursos estão sofrendo a expulsão. A este movimento de empurrar a pobreza para bairros distantes é conhecido como gentrificação, um processo de valorização dos terrenos em prejuízo dos que ali já estão instalados. “O governador Alckmin não quer pobre morando do lado de rico”, diz Elisete.
Apesar das tentativas da Defensoria Pública contra a realização dos leilões, a Secretaria de Planejamento alegou, em nota, que os imóveis estão ocupados de forma irregular e confirmou os leilões.
A uma semana da possível perda de suas moradias, as famílias atingidas do Brooklin e Campo Belo convocaram uma passeata, saindo da comunidade em caminhada, até o Palácio do Governo, na próxima sexta (21) às 7hs. No dia do leilão, os moradores prentedem acampar em frente ao prédio da Secretaria do Planejamento no 26 de fevereiro.
Veja nesta vídeo-reportagem de Nacho Lemus e Pedro Garbellini, a situação das famílias. Os repórteres confirmaram, neste vídeo, que essas “casas vazias” abrigam, na verdade, muitas famílias.
http://www.youtube.com/watch?v=i_ofg6eAgWs&feature=youtu.be width:700 height:394
Ed Döer
19 de fevereiro de 2014 6:58 pmPinheirinho 2 – A Reeleição?
Pinheirinho 2 – A Reeleição?
Maria Luisa
19 de fevereiro de 2014 7:34 pmUsucapião
“Deus vai tocar no coração dele”. A unica coisa que move essa mente e coração é o dinheiro e seus compromissos com os que bancam sua banca.
E o direito de usucapião ? Tem gente que mora ha uns trinta anos ja…
Tiago M. Bevilaqua
19 de fevereiro de 2014 11:30 pmTambém
Também me pergunto pelo usucapião. Lembro q no passado sempre ouvia dizer q se alguém morasse em um terreno de outrem por mais de 10 anos, tinha direitos assegurados. Por favor um advogado ajude-nos.
luiz c
19 de fevereiro de 2014 11:50 pmOs bens públicos não são
Os bens públicos não são usucapíveis. Pelo que entendi, os terrenos são de propriedade do DER, então se enquadraria no que eu disse. Isso ocorre por força da nossa Constituição:
Art. 183. Aquele que possuir como sua área urbana de até duzentos e cinqüenta metros quadrados, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.
§ 1º – O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou a ambos, independentemente do estado civil.
§ 2º – Esse direito não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez.
§ 3º – Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.
Antonio C.
19 de fevereiro de 2014 7:52 pmComentário
Falipe Sigollo é velho conhecido, braço direito e coordenador da campanha de Alckmin à presidência, que, evidentemente, perdeu.
Entendi. O monotrilho pode passar na casa de gente humilde, mas o traçado do metrô tem que passar longe de Higienópolis.
Se quisessem – e podem -, poderiam fazer um plano urbano nos terrenos citados e construir as moradias, em pleno acordo com as famílias.
Fica difícil, desse modo, ser contra qualquer ação BB. Com exceção que o alvo nunca é pego em cheio.
Ivan de Union
19 de fevereiro de 2014 8:07 pm“Segundo o engenheiro Filipe
“Segundo o engenheiro Filipe Sartori Sigollo, as moradias estão vazias, e fez o laudo correspondente”:
O Brasil tem judiciario PARA QUE? Ou isso eh fraude ou nao eh: nao da pra ficar em cima do muro ponto final.
ANTONIO CARLOS FON
19 de fevereiro de 2014 8:46 pmA QUESTÃO MILITAR
Oi Nassif,
o major-brigadeiro Rui Moreira Lima é uma lenda entre os militares brasileiros: herói de guerra com 94 missões de combate contra o nazi-fascismo na IIª Guerra Mundial e condecorado por bravuera pelo Brasil e pelos Estados Unidos.
Em 1964 o brigadeiro Moreira Lima se recusou a rasgar a Constituição e a descumprir seus juramentos de soldado. Por isso foi preso, torturado e perseguido, bem como sua família.
O brigadeiro Moreira Lima morreu no dia 13 de agosto de 2013, no mesmo dia em que minha neta Catarina completava 4 anos. No entanto, ainda após sua morte a Força Aérea Brasileira continua perseguindo-o, ao negar a sua família direitos garantidos por lei.
Seria mais um caso de sofrimento causados a pessoas inocentes pelo rancor dos golpistas de 64 se não trouxessem subjacentes dados importantes da chamada “questão militar” que as forças armadas fazem questão de esconder.
O primeiro deles é que nenhuma outra categoria profissional foi mais perseguida pelos golpistas de 64 que os próprios militares. Foram calculadamente 8.400 militares reformados, expulsos, presos, torturados ou assassinados pelos golpistas de 64. Entre eles Edgar Aquino Ferreira, assassinado apenas para não revelar que o famigerado cabo Anselmo, a quem dera abrigo e ajudara como companheiro marinheiro, era um agente provocador a serviço do Cenimar – Centro de Informações da Marinha.
O que os golpistas de 64 fizeram com seus companheiros de armas não fica nada a dever ao que fizeram aos civis.
O segundo é que há um profundo mal estar entre os jovens oficiais. Há uma profunda divisão nas forças armadas, produto da própria evolução da arte da guerra.
Hoje aos alunos das academias militares, como na canção do Vandré, ainda “lhes ensinam antigas lições”. Você sabia, por exemplo, que nas escolas militares o golpe de 64 ainda é descrito como “a revolução que livrou o Brasil do comunismo”?
O problema é que esses soldados perdidos de armas não mão são cada vez menos importantes na arte da guerra. A guerra moderna, eletrônica, digital, tecnológica, exige cada vez mais conhecimentos que apesar de esforços como da Marinha em Aramar, da FAB no Ita e do Exército no IME – os militares não conseguem acompanhar.
Para não ficarem completamente desatualizados, os miliares são obrigados a buscar talentos nas universidades e centros de pesquisa. Isso não acontece apenas no Brasil, mas em todo o mundo. É isso que explica o agressivo programa de recrutamento das forças armadas americanas nas universidades de ponta.
Ocorre que esses jovens oficais vindos das universidades não têm compromisso com o passado de corrupção, torturas, estupros e assassinatos dos golpistas de 64 e se sentem terrivelmente incomodados com os crimes dos Ustra, Moreira Lima, Médici etc.
A disciplina necessária à carreira militar ainda está represando essa insatisfação, mas ela cresce exponencialmente à medida que a enormidade desses crimes vai sendo revelada.
Eu gostaria de sugerir que a chamada “questão militar” fosse mais discutida no blog. Há uma tensão muito grande crescendo nas forças armadas e é preciso que a sociedade saiba o que está acontecendo com seus soldados.
Até porque essa tensão tende a crescer muito com a decisão da Comissão Nacional da Verdade, anunciada ontem, de exigir que os próprios militares apurem os crimes de seus antecessores.
Também aí o Brasil enfrenta o desafio de enfrentar o passado para construir o futuro.
A.C.Fon
kalangobakunin2222
19 de fevereiro de 2014 8:52 pmDinheiro vota?
En el desespero hay que tener mucha grana preta en el Caribe
Con todos los euros del trensalón del estado de Sum Pablo
Y del mensalón de minas azeredas
Y de la media tonelada del Polvo Royal Paraguayo del Helipóptero Misterioso
Para vivir en apartamentos en Paris, Avenue Foch, como el Gran Tukán de la Canabis Privata
O en la playa de Boca Ratón, Florida
Sin embargo la grana no vota como la gentalla pobre
Fantasmas sin dientes que irán morar en los quintos del infernio
Heil Alkmin!
Sieg heil!
NNN
19 de fevereiro de 2014 9:12 pmOnde?
De onde esta turma está falando? Brooklin e Campo Belo são referências vagas.
É do favelão ao longo da Av. R. Marinho, entre as ruas Cristóvão Pereira e Casemiro de Abreu?
Nira
19 de fevereiro de 2014 9:25 pmPois é, mais ou menos o que o
Pois é, mais ou menos o que o Dudu Paes fez aqui no Rio com o pessoal que estava na frente das obras do porto maravilha.
Andre SP
19 de fevereiro de 2014 9:44 pmEles vem fazendo isto
Eles vem fazendo isto sistematicamente a 30 anos não é novidade! Regiões que eram brejos sem valor, depois de ocupadas e vilas construidas, hoje estão sendo espulsos por empreendimentos imobiliarios e falsas obras de mobilidade urbana.
evandro condé de lima
19 de fevereiro de 2014 11:18 pmA questão que acontece em
A questão que acontece em TODAS as cidades desde tempos imemoriais é a ocupação de áreas geralmente governamentais, sem que NENHUMA administração faça QUALQUER coisa. Desde áreas urbanas à beira de estradas. Aí quando necessita-se fazer uma obra qualquer o caos está instalado. O melhor exemplo atual sõa as favelas do Rio. Sem um mínimo de urbanização, após anos de crescimento sem que administrações se importassem, vêm agora querer implantar Polícia Pacificadora. Tão me gozando. E a estrutura da favela continua toda lá.
Gilson AS
19 de fevereiro de 2014 10:20 pmA sensibilidade do Alkimim
A sensibilidade do Alkimim com o social é impressionante, o governador não quer saber, passa o rodo.
Só não consigo entender, como depois de tanta covardia com os pobres, mesmo assim ele continua na dianteira nas pesquisas de opinião.
Acho que os pobres paulistas e paulistanos são sádicos, e ficam excitados com o sofrimento, só pode.
Não consigo ver justificativa do governo do Alkimim para ele está na dianteira nas pesquisas.
Tiago M. Bevilaqua
19 de fevereiro de 2014 11:34 pmCanalha e usucapião
Canalha, única palavra que me ocorre.
“Segundo o engenheiro Filipe Sartori Sigollo, as moradias estão vazias”. Eis, mais que um mentiroso, um canalha. Ele está numa categoria diferenciada, seres desumanos. Preposto do capital imobiliário. Um dos mais nefandos capitais.
E é incrível que uma entrevistada que diz que queria ter sua casa. Como a casa em que mora não é dela. Contruiu e nela mora há muitos anos, muito provavelmente mais que 10. Onde está o direito ao usucapião? Ou não vale no caso do governo de SP?
Tiago M. Bevilaqua
19 de fevereiro de 2014 11:48 pmParadoxo
Há uma coisa que não entendo: não se ganha eleição apenas com a classe A, óbvio. No entanto, Alckmin foi eleito duas vezes governador de SP. Ou seja, ele teve votos, e muitos, das chamadas classes C e D. Mas ele é profundamente reacionário (vide, por exemplo, apoio às ações da polícia, que sempre atingem as chamadas classes baixas, Pinheirinho, teve mais uma em SP e agora esta no Brooklin). Nem tampouco teve políticas voltadas para as C e D. Ele é até chamado de chuchu, algo absolutamente sem graça, a não ser se muito bem complementado – o que ele não tem. Por que então muitos votos das classes desfavorecidas? Peço ajuda para entender esse paradoxo.
Sergio SS
19 de fevereiro de 2014 11:49 pmComprovado !!
Este é mais um exemplo de que as obras públicas de infraestrutura dos governos tucanos tem seu planejamento manipulado para agregar valor nas áreas de entorno, agradando aos chefões das máfias das incorporadoras e construtoras imobiliárias… Como aconteceu recentente no Pinheirinho. Ou como bem fez as operações de higienizição de pontes e viadutos do Andrea Matarazzo na AR-Sé e dos incêndios kassabianos de favelas…
antonio francisco
20 de fevereiro de 2014 12:07 amChoros. De novo.
O fotógrafo Reginaldo Manente tirou esta foto durante um despejo. A mãe chora, e a filhinha tenta enxugar suas lágrimas.
Acho que Geraldo Alckmin não vê realidades como esta, nem ao vivo nem em fotos. Uma pena.
Zeza Estrela
20 de fevereiro de 2014 3:22 amPor que os palhaços contra a
Por que os palhaços contra a Copa que dizem protestar pelas desocupações próximas aos estádios não protestam contra isso? 8-|
adolpho
20 de fevereiro de 2014 2:03 pmDiuturnamente, a gente pede
Diuturnamente, a gente pede por democracia, por respeito aos poderes constituídos, às leis, ao Estado de Direito, aos Direitos Humanos, como uam forma de preservar as mínimas conqusitas civlizatórias que conseguimos alcançar. E – num lance meio esquizofrênico – toda vez que há hipossuficiente de um lado cometendo ilegalidades e alguém do outro lado – seja público, seja privado – cobrando pelo conserto da situação, ocorre uma gritaria danada.
Gente, se o terreno é do Estado, se ele está sendo ocupado ilegalmente, se não existe usocapião para a coisa pública, se existe a necessidade de o Estado usar a tal da área para realizar obras que iraõ beneficiar a população como um todo e não penas uma parcela dela, que o Estado cumpra o seu papel. É duro, mas é o certo.
A energia deveria ser direcionada para realocar as pessoas que serão atendidas. E não para perpetuar a ilegalidade. Ou a gente opta por viver na civilização – e isso significa o respeito ao que foi definido como legal – ou rasga-se o contrato social e fica cada um por si e deus contra todos, de volta ao estado natural. Ao contrário do que dizia Rousseau, nosso estado natural é o da barbárie…