4 de junho de 2026

Trump flexibiliza escopo de tarifaço e favorece Brasil

Mudança atinge produtos de alta participação na exportação brasileira, como frutas tropicais, suco de frutas, carne e café
Foto: Daniel Torok/ White House - via fotospublicas.com

1. Trump modifica tarifas recíprocas para produtos agrícolas, liberando café, frutas, carne bovina e mais, retroativamente a partir de 13 de novembro de 2025.

2. Mudança baseada em avanço nas negociações comerciais e demanda doméstica dos EUA, impactando exportações brasileiras de produtos agrícolas.

3. Exportadoras brasileiras podem ser beneficiadas pela flexibilização, mas cenário permanece instável, sujeito a contrapartidas e negociações futuras com os EUA.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump divulgou nesta sexta-feira (14/11) uma ordem executiva que modifica o escopo das tarifas recíprocas instituidas em abril, liberando alguns produtos agrícolas de sua aplicação.

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Segundo o documento oficial, a mudança se explica pelo “avanço substancial” nas negociações comerciais recíprocas — com conclusão de 9 acordos de quadro, 2 acordos finais de comércio e 2 de investimento, além do fato de que a demanda doméstica dos EUA e a capacidade de produção nacional permitiriam essa flexibilização.

A lista dos produtos agrícolas excluídos, ou cujo tratamento tarifário será alterado, inclui: café e chá; frutas tropicais e sucos; cacau e especiarias; bananas, laranjas e tomates; carne bovina; além de alguns fertilizantes. A nova regra se aplica de forma retroativa em 13 de novembro de 2025.

Clique aqui e leia a íntegra da ordem executiva de Donald Trump

Por que isso importa para o Brasil

A flexibilização atinge produtos que têm grande participação nas exportações brasileiras — como café, frutas tropicais e carne bovina — o que abre uma janela para a indústria de exportação brasileira.

Para exportadoras brasileiras, isso pode significar tanto alívio como pressão para ajustes — pois, embora parte dos produtos passe a ter tratamento mais favorável, o cenário permanece instável e atrelado a negociações.

Resta saber como as negociações entre Brasil e EUA se desenrolarão: se haverá contrapartidas exigidas pelo governo Trump ou condicionamentos vinculados à segurança nacional ou a acordos mais amplos.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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4 Comentários
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  1. Paulo Dantas

    14 de novembro de 2025 9:23 pm

    Sério ?!
    O bode no alojamento.
    Trump tirou o bode e as coisas “melhoraram”.
    Podemos trocar a piada por “as tarifas do presidente”.

    1. Rui Ribeiro

      17 de novembro de 2025 9:29 am

      A alteração das tarifas apenas reduz o desfavorecimento do Brasil.

  2. Jose

    15 de novembro de 2025 10:18 am

    Muitos reclamam dos incentivos oferevidos pela China e do BRICS mas cá pra nós: o que os EUA oferece para que seus paises satélites como o Brasil se desenvolvam?
    Nada, pois tais paises tem que ser meros fornecedores de materias primas, terras raras e petroleo,
    Jamais as empresas brasileiras podem ser concorrentes das corporacoes americanas mundo afora, pois ai os EUA inventarao uma nova Lava Jato pra destruir tudo
    Industria de defesa nem pensar, nao podemos ter
    
    E tem abestado que pensa que os ataques a Venezuela nao eh por causa do petroleo
    
    oi

  3. Rui Ribeiro

    15 de novembro de 2025 11:00 am

    Inflação e eleições: por que Trump decidiu reduzir tarifas sobre café, carne e frutas?
    A frustração dos americanos com os preços altos, consequência do tarifaço, contribuiu para a derrota republicana nas eleições estaduais deste mês em Nova Jersey e na Virgínia, segundo a imprensa norte-americana.

    Se o tarifaço tava de vento em popa, porque o Laranjão chickened out?

    “Quem é contra tarifas alfandegárias é tolo! Agora somos o país mais rico e respeitado do mundo, com inflação quase nula e um mercado de ações com preços recordes. Estamos arrecadando trilhões de dólares e em breve começaremos a pagar nossa ENORME DÍVIDA de 37 trilhões de dólares. Investimento recorde nos EUA, com fábricas e usinas sendo construídas por todo o país. Um dividendo de pelo menos 2.000 dólares por pessoa (sem incluir pessoas de alta renda!) será pago a todos”. Trump

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