O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou nesta segunda-feira (17) estar disposto a ter uma conversa “cara a cara” com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A manifestação veio em meio a um recrudescimento da pressão militar de Washington na região do Caribe e após o próprio Trump ter sugerido a possibilidade de um diálogo direto.
Durante seu programa semanal de televisão, “Com Maduro”, o líder chavista reforçou a abertura para negociações, apesar do aumento da tensão bilateral.
“Este país está em paz, este país vai continuar em paz e, nos Estados Unidos, quem quiser falar com a Venezuela vai conversar, face to face, cara a cara, sem nenhum problema“, afirmou Maduro. Ele também defendeu o caminho da diplomacia: “Reafirmamos que somente por meio da diplomacia os países e governos livres devem se entender, e somente por meio do diálogo devem buscar pontos em comum em questões de interesse mútuo”.
O aceno de Trump e a crise no Caribe
A declaração de Maduro surge após um aceno de Trump. Mais cedo, o presidente americano disse acreditar que a Venezuela gostaria de dialogar com os EUA.
“Poderíamos ter algumas discussões com Maduro e ver o que acontece. Eles gostariam de conversar. O que isso significa? Você me diz, eu não sei… Eu conversaria com qualquer um“, declarou Trump a jornalistas no aeroporto internacional de Palm Beach, na Flórida. O líder americano, contudo, não descartou o uso de força, afirmando que não diria o que faria em relação à Venezuela e que Maduro causou “danos tremendos” ao país.
As falas ocorrem em um dos momentos de maior tensão entre Caracas e Washington. O governo Trump intensificou recentemente sua presença militar no Caribe com a operação batizada de Lança do Sul (Southern Spear). A Casa Branca justifica a ofensiva como combate ao que chama de “narcoterrorismo” na região, uma acusação que Maduro nega categoricamente.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth – a quem o governo Trump passou a tratar oficialmente como “secretário de Guerra” – anunciou a mobilização, que envolve o Comando Sul e uma força-tarefa voltada a atacar organizações envolvidas no tráfico internacional.
A ofensiva já resultou em 21 ataques contra barcos no leste do Oceano Pacífico e no Caribe desde o início de setembro, com um total de 83 mortes na região até o momento, segundo relatos.
Escalada e pedido de paz
Diante da escalada militar e do deslocamento de porta-aviões e aviões de transporte de tropas e carga para o Caribe, Maduro intensificou sua retórica contra Washington. A Venezuela anunciou uma mobilização militar nacional e acusa os EUA de “fabricar uma guerra” para justificar uma intervenção e derrubar o governo chavista, alimentando rumores de um possível ataque terrestre.
No entanto, Maduro também fez um apelo pela paz. Neste sábado (15), durante um comício em Miranda, o líder pediu paz entre os países. “É o momento de acreditar na convivência e na esperança“, afirmou ele.
O líder chavista criticou também o anúncio de Trinidad e Tobago de realizar exercícios militares conjuntos com tropas americanas a partir deste domingo (16).
Rui Ribeiro
18 de novembro de 2025 2:18 pmMaduro deveria conseguir com o Putin mísseis hipersônicos russos e detonar o porta-aviões dos EUA, pois os EUA fornecem armas prá Ucrânia. Reciprocidade
Os EUA não têm tecnologia para neutralizar um míssil hipersônico manobrável.
Prefiro testemunhar e ser vítima do holocausto nuclear a viver eternamente de joelhos.