21 de maio de 2026

COP30 propõe pacto global para manter aquecimento em 1,5 °C

Documento traz metas para reduzir combustíveis fósseis, ampliar financiamento climático e garantir justiça a povos vulneráveis
Foto: Hermes Caruzo/COP30

1. Rascunho da COP 30 em Belém propõe ações para manter aquecimento em 1,5°C, com metas claras de redução de carvão e fósseis.

2. Pacto global propõe financiamento climático ampliado e adaptação prioritária, destacando Fundo de Perdas e Danos para comunidades vulneráveis.

3. Transição energética justa propõe investimentos em renováveis, redes elétricas descentralizadas e apoio a regiões dependentes de energia fóssil.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O rascunho da carta final da COP 30, divulgado em Belém (PA), traz propostas ambiciosas para acelerar a ação climática global e manter a meta de aquecimento em 1,5 °C, conforme estabelecido pelo Acordo de Paris.

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O documento reforça a urgência de uma transição energética: sugere trajetórias claras para reduzir progressivamente o uso de carvão, petróleo e gás, com metas específicas para eliminar o carvão e reduzir substancialmente outras fontes fósseis.

Para que essa transformação seja justa, propõe mecanismos internacionais de cooperação para apoiar regiões fortemente dependentes desses setores.

Contudo, o rascunho do texto final deixa evidente a mensagem de que “não há mais espaço para protelação”: é preciso transformar compromissos em políticas concretas, com prazos definidos, calendário claro e mecanismos de implementação.

Pacto global baseado na equidade

Limitar o aquecimento a 1,5 °C, segundo o texto, exige “um novo pacto global”. Países historicamente mais emissores devem aumentar suas metas climáticas e oferecer financiamento adequado e acessível aos países em desenvolvimento.

O rascunho destaca a ampliação do financiamento climático como prioridade máxima. Há proposições concretas para mecanismos que apoiem adaptação, mitigação e compensação de perdas e danos. Em particular, sugere-se fortalecer o Fundo de Perdas e Danos, para que comunidades vulneráveis (como aquelas afetadas por secas, enchentes ou outros desastres) tenham acesso mais direto e simplificado aos recursos.

Adaptação e infraestrutura resiliente

Para além da mitigação, a carta rascunha exige que a adaptação ocupe papel político equivalente. Propõe a construção de um quadro global robusto com métricas claras para avaliar progresso, investimentos em infraestrutura resiliente (água, saúde, alimentos, proteção costeira) e o fortalecimento da segurança hídrica nos locais mais vulneráveis.

O rascunho dedica atenção especial a povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, ressaltando que são essenciais para preservar florestas, manter a biodiversidade e promover resiliência climática. Propõe ampliar a participação dessas populações nos processos da ONU, defendendo como inegociável o princípio da “consulta livre, prévia e informada”.

Transição energética justa

Para assegurar que a mudança não agrave desigualdades, o texto sugere investimentos nas energias renováveis, expansão das redes elétricas e sistemas de energia descentralizados, especialmente em regiões como a Amazônia.

O texto também prevê apoio aos trabalhadores e às regiões que dependem da cadeia fóssil, a fim de garantir uma transição socialmente justa.

A carta coloca o comércio internacional como instrumento estratégico: defende políticas que evitem fluxos que estimulem desmatamento ou exploração predatória, e que priorizem mercados sustentáveis. Há também foco em sistemas alimentares sustentáveis, restauração ecológica e soluções baseadas na natureza, reunindo economia, biodiversidade e justiça climática.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Robert Red

    19 de novembro de 2025 5:34 pm

    Se os países ricos e poluidores não participarem como já não estão participando dos sacrifícios do Sul Global e não pagarem sua parte pelo histórico de poluição e pela manutenção das florestas tropicais, qualquer um que venha falar em “Foz do Amazonas” não é mais que um jumento. Nós sacrificar e aos pobres amazônidas para estadunidenses queimarem petróleo nas suas SUVs é nada mais que idiotia, comprovada científica e matematicamente.

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