13 de junho de 2026

LDO 2026 aprovada com meta de superávit e flexibilizações

Texto projeta meta fiscal, salário mínimo e superávit de R$ 34,3 bilhões, mas permite ao governo buscar resultado neutro
Crédito: Mário Agra/ Câmara dos Deputados

1. Congresso Nacional aprova Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 com superávit de R$ 34,3 bi e margem de tolerância para déficit zero.

2. LDO estabelece projeções para salário mínimo, limite de despesas em R$ 2,43 tri e cronograma para emendas parlamentares em 2026.

3. Proposta isenta R$ 10 bi em despesas de empresas, limita aumentos de gastos e impõe restrições, mas desafios fiscais persistem.

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O Congresso Nacional aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 (PLN 2/25), fixando uma meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões — equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

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Apesar da meta, o texto aprovado inclui uma margem de tolerância: o governo poderá considerar o “piso” da meta — ou seja, resultado neutro (receitas iguais às despesas) — na prática, reduzindo a meta a “déficit zero”, caso precise limitar empenhos e gastos.

Além da meta fiscal, a LDO estabelece diversos parâmetros e condicionantes para 2026: projeção para o salário mínimo — inicialmente estimado em R$ 1.630,00, depois revisto para R$ 1.627,00, valor que será confirmado conforme o IPCA de novembro.

Outro ponto relevante: o limite de despesas foi fixado em R$ 2,43 trilhões, segundo as regras do atual arcabouço fiscal que permite crescimento real de gastos controlado e acima da inflação de 2,5%. A LDO também antecipou um cronograma para execução de emendas parlamentares obrigatórias — exigindo que 65% das dotações previstas sejam pagas até o fim do primeiro semestre de 2026, o que gera pressão em ano eleitoral.

Em adendo, a proposta isenta até R$ 10 bilhões em despesas de empresas com plano de reequilíbrio econômico-financeiro — como a reestruturação de estatais — do cálculo do déficit das estatais. Também limita novos aumentos de despesas em 2026 (excetuando calamidades públicas) e impõe restrições à criação de fundos, novos encargos e gastos obrigatórios.

O texto segue para sanção presidencial, mas especialistas e parlamentares alertam que a combinação de metas ambiciosas — mas com folga para o piso fiscal — somada ao crescimento das despesas obrigatórias e ao compromisso de pagamento de emendas em ano eleitoral pode tornar difícil conciliar rigidez fiscal com gastos públicos relevantes.

(Com informações da Agência Câmara)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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