por Antonio Abujamra
Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza…
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.
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Mário de Sá-Carneiro foi um poeta, contista e ficcionista português. Cursou o primeiro ano de Direito, o qual não chegou a concluir. Em 1912 veio a conhecer Fernando Pessoa de quem se tornou, talvez, o melhor amigo. Colaborou na Revista Presença. Influenciou vários escritores, entre eles Eugénio de Andrade. Foi um dos grandes expoentes do modernismo em Portugal e um dos mais reputados membros da Geração d’Orpheu.
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