Por Cesar Monatti
Comentário ao post “A influência da TV aberta na violência difusa“
Um indicador banal e muito eloquente do tema é a repetição pela televisão ad nauseam das cenas de violência no futebol: no gramado e nas arquibancadas.
Um dos casos mais recentes de brigas entre torcidas numa partida entre um equipes do PR e RJ – realizada fora das cidades de qualquer dos clubes, já em função de violência no estádio do mandante do jogo! – foi reprisada na TV incansavelmente por uma semana a fio ou mais, acompanhada de um discurso pretensamente moralizante.
A pergunta que fica é: depois dos noticiários do dia e do dia seguinte, qual o valor jornalístico dessas cenas?
A resposta para qual o valor em termos comerciais parece óbvia: a utilização de uma característica inata do ser humano, a morbidez, como estimulante eficaz para garantir audiência, a qual tem como um dos efeitos colaterais contribuir com a “indústria cultural de exploração da violência” citada no post.
janes salete
11 de fevereiro de 2014 7:45 pmEu sou doida por esportes.
Eu sou doida por esportes. Mas, faz tempo, deixo sem volume quando olho volei, futebol e demais, porque eu não aguento mais ouvir os berros daqueles imbecilizados narradores (com raras exceções) imitando uns aos outros. Não possuem vida própria. O que é aquele luiz carlos berrando? A sensação, quando ouvia, era que ele teria uma parada respiratória, uma síncope a qualquer instante. A “forçação” de barrra é deprimente, irritante e, pior, as palavras vingança, vida ou morte e tais, potencializando a rivalidade entre torcidas. Mas, quando o pau quebra, eles, os narradores, se “mostram” espantados com o ocorrido. Cínicos! Na verdade, eles necessitam da violência para se sentirem reis e justiceiros.