Por Motta Araujo
BIOGRAFIAS POLÍTICAS – MANUEL AZAÑA – Último Presidente da República Espanhola – Manuel Azaña nasce em 1880 em Alcalá de Heneraes. Estudou no Mosteiro del Escorial com os padres agostinianos, de família abastada, formou-se em Direito na Universidade de Zaragoza. Jornalista e escritor tornou-se crítico do ditador dos anos 20, Primo de Rivera e do Rei Alfonso XIII (avô do atual Rei Juan Carlos). Assinou o Pacto de San Sebastian que organizou as forças políticas para as eleições municipais de abril de 1931 que derrotaram o Partido Real provocando a queda da Monarquia. Foi o primeiro Ministro da Guerra da Segunda República Espanhola, em outubro do mesmo ano substituiu o Primeiro Ministro Niceto Alcalá Zamora, tornoando-se Premier (na Espanha o título é Presidente del Gobierno).
Depois de muitas crises políticas quando renunciou como Premier, fundou em 1934 o Partido da Esqurda Republicana e em coligação com outros formando a Frente Popular foi eleito Presidente da República em maio de 1936.
Dois meses depois deu-se o Alzamiento dos Generais Franco, Sanjurjo e Mola, que dão inicio à Guerra Civil Espanhola.
Fugiu com a vitória das forças franquistas em 1939 para a França onde morreu acuado pela polícia do Marechal Petain em Montauban, tal era o reacionarismo da França de Vichy que em certo momento foi alertado pela Gestapo, quando então colocou-se sob a proteção da Embaixada do México para não ser preso.
Azaña é o exemplo acabado do esquerdista moderado que perde o controle da situação para a esquerda radical e com isso levanta a direita que conta sempre com as forças da ordem e implanta um regime autoritario, dentro do modelo histórico que acometeu Leon Blum na França na mesma época e Jango no Brasil em 1964.
Os movimentos da esquerda radical que se iniciaram em junho de 2013 e culminaram hoje com a primeira morte em batalha de rua é um aviso do que a História já registrou quando governos da esquerda moderada perdem o controle da rua para milícias radicais e por reação unificam as forças da ordem que acabam por enfrentar em campo raso todo o conjunto da esquerda vista como incendiária, sem distinguir os moderados e os radicais.
Motta Araujo
11 de fevereiro de 2014 12:24 pmhttp://www.cervantes.es/bibli
http://www.cervantes.es/bibliotecas_documentacion_espanol/biografias/toulouse_manuel_azana.htm
Biografia de Manuel Azaña no Instituto Cervantes
-Charlie-
11 de fevereiro de 2014 1:28 pmAndré, discordo que de você
André, discordo de você no ponto em que diz que a esquerda radical iniciou os protestos em 2013.
Ao contrário: foram os filhos da Classe C – jovens, despolitizados, com educação formal deficitária e facilmente manipuláveis pelo noticiário que bombardeia crises a cada dia;
A estes, soma-se a classe média tradicional conservadora, que finalmente conseguiu dar volume à seus protestos, valendo-se do grupo acima para capitalizar suas frustrações.
A esquerda radical, acrítica, tem participação acessória nesse quadro. Não tem, nem nunca teve, capacidade de mobilização. Haja vista seus resultados eleitorais, sempre por volta de zero ponto alguma coisa.
DanielQuireza
11 de fevereiro de 2014 2:26 pmCreio que voce tenha razão.
Creio que voce tenha razão. Mas a verdade factual conta pouco nesses casos. Fica mais a imagem. E pode sim cair no colo das “esquerdas”. O que, se for ver, de alguma forma é justo. Já que o Governo é da Dilma, cabe a ela tomar medidas, ainda que duras, para acabar com essas palhaçadas.
DanielQuireza
11 de fevereiro de 2014 3:31 pmAliás, essa turma de bandidos
Aliás, essa turma de bandidos que vem ganhando notoriedade é ligada a pessoal de esquerda sim.
http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/129848/Black-Bloc-a-cinegrafista-%E2%80%98voc%C3%AA-vai-ser-o-pr%C3%B3ximo%E2%80%99.htm
Li outro dia que essa tal de sinhinho é ligada ao deputado Marcelo Freixo, que é notorialmente de esquerda.
Durvaldisko
11 de fevereiro de 2014 1:57 pmPero señor, en aquel tiempo
Pero señor, en aquel tiempo no habia la Red Globo !
Ou não percebeu que está em marcha, há algum tempo,seja por cacoete ou vocação, a conspiração dos revanchistas que perderam o posto e a boca. Usam de tudo.Reconheçamos que são criativos e o apoio abundante brota como cogumelos depois da chuva. Quatro famílias controlando a informação,mesmo num pais de dimensões bem fornidas como o nosso, são tão eficazes quanto igual número na Venezuela. A TV ,filha dileta da Redentora, é estratégica.Ainda hoje. Perceba como estão apreensivos com o espectro planaltino de Franklin Martins. Argentina,Equador,Bolívia e a indefectível Venezuela, estão presentes quando aludem a “liberdade” nas páginas ilegíveis dos seus diários. Difícil será a defesa das “manifestações democráticas populares”, daqui por diante.
Porém,nada se espere de indignação maciça. Leitores,povo e contribuinte, encontram-se embotados ou indiferentes pela massa indecifrável de informações e contra informações, hoje regidos pelo dominante sensacionalismo.
E, assim serão mantidos até que uma civilizada lei de meios restitua o honesto jornalismo.
Heart
11 de fevereiro de 2014 9:13 pmMotta, toda sua argumentação
Motta, toda sua argumentação cai por raso em dois aspectos:
1º: Assim como os militares do Brasil em 64 tiveram apoio maciço de recursos e logística dos EUA (o que é imperdoável); como na Síria provavelmente tem apoio externo aos rebeldes; na Espanha os _NAZISTAS_ apoiaram Franco. Isso é um ponto nevrálgico que você olvidou nos seus argumentos.
2º: Não morreu ninguém no governo de Jango, mas usaram a ‘desculpinha’ da anistia dos marinheiros (pelo comandante-mor da nação) para tomar o poder.
No governo Vargas usaram a desculpinha da atentado a Carlos Lacerda. E o pior é que Getúlio já anteriormente sofria ameaças, justamente por ser uma pessoa honesta e íntegra.
E para seguir o figurino (nunca vi a direita entrar em um jogo difícil), os Franquistas só entraram em ação por causa do apoio da Itália e Alemanha. Ou seja, a batalha já estava ganha, antes mesmo de começar, para a direitolândia.