4 de junho de 2026

Manuel Azaña, o último Presidente da República Espanhola

Por Motta Araujo

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BIOGRAFIAS POLÍTICAS – MANUEL AZAÑA – Último Presidente da República Espanhola – Manuel Azaña nasce em 1880 em Alcalá de Heneraes. Estudou no Mosteiro del Escorial com os padres agostinianos, de família abastada, formou-se em Direito na Universidade de Zaragoza. Jornalista e escritor tornou-se crítico do ditador dos anos 20, Primo de Rivera e do Rei Alfonso XIII (avô do atual Rei Juan Carlos). Assinou o Pacto de San Sebastian que organizou as forças políticas para as eleições municipais de abril de 1931 que derrotaram o Partido Real provocando a queda da Monarquia. Foi o primeiro Ministro da Guerra da Segunda República Espanhola, em outubro do mesmo ano substituiu o Primeiro Ministro Niceto Alcalá Zamora, tornoando-se Premier (na Espanha o título é Presidente del Gobierno).

Depois de muitas crises políticas quando renunciou como Premier, fundou em 1934 o Partido da Esqurda Republicana e em coligação com outros formando a Frente Popular foi eleito Presidente da República em maio de 1936.

Dois meses depois deu-se o Alzamiento dos Generais Franco, Sanjurjo e Mola, que dão inicio à Guerra Civil Espanhola.

Fugiu com a vitória das forças franquistas em 1939 para a França onde morreu acuado pela polícia do Marechal Petain em Montauban, tal era o reacionarismo da França de Vichy que em certo momento foi alertado pela Gestapo, quando então colocou-se sob a proteção da Embaixada do México para não ser preso.

Azaña é o exemplo acabado do esquerdista moderado que perde o controle da situação para a esquerda radical e com isso levanta a direita que conta sempre com as forças da ordem e implanta um regime autoritario, dentro do modelo histórico que acometeu Leon Blum na França na mesma época e Jango no Brasil em 1964.

Os movimentos da esquerda radical que se iniciaram em junho de 2013 e culminaram hoje com a primeira morte em batalha de rua é um aviso do que a História já registrou quando governos da esquerda moderada perdem o controle da rua para milícias radicais e por reação unificam as forças da ordem que acabam por enfrentar em campo raso todo o conjunto da esquerda vista como incendiária, sem distinguir os moderados e os radicais.

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6 Comentários
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  1. Motta Araujo

    11 de fevereiro de 2014 12:24 pm

    http://www.cervantes.es/bibli

    http://www.cervantes.es/bibliotecas_documentacion_espanol/biografias/toulouse_manuel_azana.htm

    Biografia de Manuel Azaña no Instituto Cervantes

  2. -Charlie-

    11 de fevereiro de 2014 1:28 pm

    André, discordo que de você

    André, discordo de você no ponto em que diz que a esquerda radical iniciou os protestos em 2013.

    Ao contrário: foram os filhos da Classe C – jovens, despolitizados, com educação formal deficitária e facilmente manipuláveis pelo noticiário que bombardeia crises a cada dia;

    A estes, soma-se a classe média tradicional conservadora, que finalmente conseguiu dar volume à seus protestos, valendo-se do grupo acima para capitalizar suas frustrações.

    A esquerda radical, acrítica, tem participação acessória nesse quadro. Não tem, nem nunca teve, capacidade de mobilização. Haja vista seus resultados eleitorais, sempre por volta de zero ponto alguma coisa.

    1. DanielQuireza

      11 de fevereiro de 2014 2:26 pm

      Creio que voce tenha razão.

      Creio que voce tenha razão. Mas a verdade factual conta pouco nesses casos. Fica mais a imagem. E pode sim cair no colo das “esquerdas”. O que, se for ver, de alguma forma é justo. Já que o Governo é da Dilma, cabe a ela tomar medidas, ainda que duras, para acabar com essas palhaçadas.

    2. DanielQuireza

      11 de fevereiro de 2014 3:31 pm

      Aliás, essa turma de bandidos

      Aliás, essa turma de bandidos que vem ganhando notoriedade é ligada a pessoal de esquerda sim.

      http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/129848/Black-Bloc-a-cinegrafista-%E2%80%98voc%C3%AA-vai-ser-o-pr%C3%B3ximo%E2%80%99.htm

      Li outro dia que essa tal de sinhinho é ligada ao deputado Marcelo Freixo, que é notorialmente de esquerda.

  3. Durvaldisko

    11 de fevereiro de 2014 1:57 pm

    Pero señor,  en aquel tiempo

    Pero señor,  en aquel tiempo  no habia  la Red Globo !

    Ou não  percebeu que   está em marcha,  há algum tempo,seja por cacoete ou vocação, a conspiração dos revanchistas que  perderam  o posto e a boca. Usam  de tudo.Reconheçamos que são criativos e o apoio abundante brota como cogumelos depois  da chuva. Quatro famílias controlando a informação,mesmo  num pais   de  dimensões  bem fornidas como o nosso,  são tão eficazes  quanto igual número na Venezuela. A TV ,filha dileta  da Redentora, é  estratégica.Ainda hoje. Perceba como estão apreensivos  com  o espectro planaltino de Franklin Martins. Argentina,Equador,Bolívia e  a indefectível Venezuela, estão presentes quando  aludem  a “liberdade” nas  páginas  ilegíveis  dos seus diários. Difícil  será a defesa das “manifestações  democráticas populares”, daqui por diante.

    Porém,nada se  espere  de indignação maciça. Leitores,povo e  contribuinte, encontram-se embotados ou indiferentes pela massa indecifrável  de informações e contra informações, hoje regidos  pelo  dominante  sensacionalismo.

    E, assim serão mantidos até  que  uma civilizada  lei de  meios  restitua o honesto jornalismo. 

  4. Heart

    11 de fevereiro de 2014 9:13 pm

    Motta, toda sua argumentação
    Motta, toda sua argumentação cai por raso em dois aspectos:

    1º: Assim como os militares do Brasil em 64 tiveram apoio maciço de recursos e logística dos EUA (o que é imperdoável); como na Síria provavelmente tem apoio externo aos rebeldes; na Espanha os _NAZISTAS_ apoiaram Franco. Isso é um ponto nevrálgico que você olvidou nos seus argumentos.

    2º: Não morreu ninguém no governo de Jango, mas usaram a ‘desculpinha’ da anistia dos marinheiros (pelo comandante-mor da nação) para tomar o poder.

    No governo Vargas usaram a desculpinha da atentado a Carlos Lacerda. E o pior é que Getúlio já anteriormente sofria ameaças, justamente por ser uma pessoa honesta e íntegra.

    E para seguir o figurino (nunca vi a direita entrar em um jogo difícil), os Franquistas só entraram em ação por causa do apoio da Itália e Alemanha. Ou seja, a batalha já estava ganha, antes mesmo de começar, para a direitolândia.

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