4 de junho de 2026

Justiça decreta prisão de suspeito de acender rojão que atingiu cinegrafista

Sugerido por Gão

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Do Terra

 
A Justiça do Rio de Janeiro decretou na noite dessa segunda-feira o pedido de prisão temporária do homem suspeito de ter acendido o rojão que matou o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Ilídio Andrade. Trata-se de Caio Silva de Souza, de acordo com o Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado.
 
De acordo com a nota do TJ, “há evidentes necessidades de se resguardar a instrução, a fim de que as demais provas sejam colhidas pela autoridade policial garantindo-se, ao final, a instrução da causa, que é de grande repercussão e que merece integral apuração, dada a lesividade social que os eventos violentos havidos nas recentes manifestações nesta cidade não mais se repitam”.
 
Santiago morreu nessa segunda, três dias depois de ser atingido por um rojão na manifestação contra o aumento da tarifa dos ônibus, no Rio de Janeiro. A Polícia Civil já tinha o nome, endereço, idade e perfil de Caio Silva de Souza, segundo com o delegado titular da 17ª Delegacia de Polícia (São Cristóvão), Maurício Luciano.

 
Com a ordem de prisão temporária expedida pela Justiça, o suspeito pode se entregar em qualquer unidade policial. Caso não se apresente, a polícia poderá cumprir o mandado a partir da manhã desta terça-feira.
 
Por conta da morte do cinegrafista, o indiciamento tanto de Caio Silva de Souza, quanto o de Fábio Raposo, passará para homicídio doloso qualificado com uso de artefato explosivo, mais crime de explosão. Se ficar comprovado que eles agiam em bando organizado, ambos podem ser acusados ainda de formação de quadrilha, o que pode elevar a pena máximo para até 40 anos de reclusão.
 
O rosto do suspeito foi reconhecido por Fábio Raposo, detido no último final de semana por ter supostamente passado para este indivíduo o artefato que vitimou fatalmente o repórter cinematográfico. Ao contrário da primeira versão, Raposo, preso no complexo penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro, afirmou, de acordo com o relato do delegado Maurício Luciano, que “eles se encontravam em manifestações e que esse rapaz tem perfil violento.” “Aquele cara que tem função de briga, agressão, de instigar”, afirmou ainda Luciano. “Não foi um atentado à liberdade, o que se procurou foi atingir as forças policiais que vinham daquele lado. O Santiago ficou na linha de tiro”, completou.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

23 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. João Alexandre

    11 de fevereiro de 2014 9:56 am

    Sensacionalismo

    Baita de sensacionalismo em torno de um ACIDENTE! Como se sabe, a polícia faz uso de projéteis de borracha que podem cegar (já aconteceu com fotógrafo em manifestação recente ) e até matar. Um rojão também pode ferir ou matar como aconteceu com o cinegrafista.São dois lados de uma mesma moeda. De um lado, o estado repressor, do outro, a resistência da turba que procura se defender como pode. No meio do fogo cruzado, a imprensa que por vezes é atingida. Niguém soltou o rojão com o intuito de atingir a cabeça do cinegrafista, até porque, rojão solto a esmo no chão não possui dispositivo eletrônico de rota teleguiada…  

    1. André LB

      11 de fevereiro de 2014 10:16 am

        Tem razão, que

        Tem razão, que sensacionalismo, foi só um cinegrafista que morreu, né? Quase não é gente…

       

        Agora falando sério: se o propósito era se “defender” da polícia (policial pelo visto pode ser morto, também quase não é gente), então por qual motivo usar um rojão, que pode ir pra qualquer lado, como de fato foi? Ou se eu em protesto sair dando tiro pro alto e por acidente matar alguém, é “sensacionalismo” criticar isso? Agora a pirralhada baderneira é inimputavel??

        NÃO TEM DESCULPA. Os defensores da “barbárie reativa” precisam se decidir: na hora em que alguém com máscara mata um inocente, daí a culpa é só dele, não é do BLOCO que-não-é-bloco-é-tática, em puro barata-voa; quando policiais praticam abusos, daí não se individualiza, a culpa é de TODO e QUALQUER policial. A polícia no geral é PÉSSIMA, despreparada e torturadora? É. Isso justifica agir de modo a, potencialmente, tirar a vida de alguém? A meu ver, MIL VEZES NÃO. 

        Outro dia foi o “burro” do serralheiro, que “só” perdeu o carro e instrumento de trabalho; agora foi o “burro” do cinegrafista, que perdeu a vida. Quem vai ser amanhã? Black Blocs são VÂNDALOS CARNICEIROS, isso sim!

      1. João Alexandre

        11 de fevereiro de 2014 10:27 am

        Morreu por acidente

        Morreu devido a um acidente, não por crime de homicídio doloso como querem fazer crer. Quando muito, lesão corporal culposa seguida de morte.Esses são os fatos.O que passa disso é sensacionalismo.

        1. Raul Abreu Leite

          11 de fevereiro de 2014 11:49 am

          Se eu posiciono um artefato

          Se eu posiciono um artefato acionado através de propulsão em formato de lança e com explosivo, no ângulo terra-terra, aponto-o para uma multidão, sem a intenção de te acertar, quer dizer sem um alvo específico definido (digamos). Acerto tua cabeça e você morre. Você não acha que eu tinha a intenção sim de matá-lo? Parece paradoxal, mas não é, é uma linha de raciocínio extremamente simples.

          1. João Alexandre

            11 de fevereiro de 2014 4:47 pm

            Se o policial atira em direção a multidão

            com balas de borracha, (que a princípio não é letal, mas que pode sim eventualmente matar) e acerta alguém que é ferido e depois morre no hospital devido aos ferimentos, por qual crime o policial responderia se fosse identificado? Lesão corporal culposa seguida morte ou talvez nem isso. O mesmo ocorre com o rojão, que em tese não é letal, especialmente se lançado contra uma tropa policial dotada de escudos, capacetes, etc. mas que pode sim matar dependendo de onde atinge. Simples.

        2. rundfunk hörer

          11 de fevereiro de 2014 1:00 pm

          Acidente coisa nenhuma – quis matar sim!

          O que pode ter havido é erro quanto à pessoa vitimada. Quis acertar um policial, mas acertou um cinegrafista.

          Apenas isto, no máximo.

          Mas não é, em hipótese alguma, acidente.

          Quis acertar e ferir alguém.

          Conseguiu.

          Acertou e matou.

          Homicídio culposo?

          Mandar um petardo daquele prá cima de seres humanos e dizer que não queria matar ninguém?

          Me parece que este é um caso típico em que se assumiu totalmente o risco de ferir gravemente ou de matar.

          Forte possibilidade de dolo eventual, portanto.

      2. xtecnico2

        11 de fevereiro de 2014 10:31 am

        Verdade

        Realmente.

        O cara quer justificar o injustificável. Pior que o sensacionalismo é a total desvalorização da vida humana. Ninguém se tocou do ridículo que passa ao ser influenciado a imitar um filme (V de Vingança) achando que a história do filme pode se encaixar na nossa realidade. Ou imitar quadrinhos americanos, como esses autointitulados Justiceiros do Flamengo.

        Todos reclamam da imprensa, mas querem aparecer nela de qualquer forma.

        A violência está vencendo a razão.

    2. Manoel Teixeira

      11 de fevereiro de 2014 12:22 pm

       Matar uma pessoa é só

       Matar uma pessoa é só detalhe, né? Bem se vê o nível dos black blocs.

       Eles mataram e a culpa é do morto? Estranho, não?

      Quer dizer que se o pessoal que estava no fusca incendiado no dia 25 de janeiro em São Paulo hovesse morrido, a culpa seria deles?

      Estes black blocks são uns grandes f.d.p.

       

       

      1. João Alexandre

        11 de fevereiro de 2014 4:45 pm

        Eu não sou Black Bloc

        Meu caro, não sou partidário nem faço parte desse grupo, apenas procuro analisar a verdade factual sem me deixar influenciar por paixões ideológicas.

        1. Galvão

          11 de fevereiro de 2014 5:33 pm

          Não é… mas pensa como…

          João Alexandre, você sabe quem á Vanessa Andrade? Não? É a filha do jornalista que foi assassinado por um Black Block. Procura por ela, e peça para que não se deixe levar por “paixões ideológicas”, e que aceite como normal, o assassinato de um trabalhador no exercício da sua profissão. Mesmo que seja seu pai.

          1. João Alexandre

            11 de fevereiro de 2014 6:30 pm

            Neste caso…

            …ela tem todo o direito de, movida pelos seus sentimentos de filha que perdeu o pai recentemente por um trágico acidente, opinar de forma passional, porém suas declarações não seriam compromissadas em juízo, pois como filha, não teria o dever legal de dizer a verdade.

          2. Ivan de Union

            11 de fevereiro de 2014 6:37 pm

            “como filha, não teria o

            “como filha, não teria o dever legal de dizer a verdade”:

            !!!!!!!!!

            Quer tentar consertar essa lambanca?

          3. João Alexandre

            12 de fevereiro de 2014 12:48 am

            Consertar o quê?

            O tal do Galvão é quem colocou a pobre da filha do cinegrafista no meio do debate, como se eu estivesse me referindo a ela quando disse que procurei analisar a questão sem paixões ideológicas.

            Quanto  à expressão acima reproduzida, é isso mesmo, pois se a mesma tivesse presenciado os fatos e fosse eventualmente chamada na Polícia ou em juízo para dar as suas declarações, não teria o dever LEGAL de falar a verdade, pois o sistema normativo não exige que um parente ( ou vítima) assuma compromisso LEGAL de testemunhar a verdade, de modo que o mesmo não pode ser processado por falso testemunho. E por qual motivo? Vínculo afetivo ou questões passionais que costumam  interferir na descrição, interpretação e julgamento dos fatos.

    3. Ivan de Union

      11 de fevereiro de 2014 2:47 pm

      “Baita de sensacionalismo em

      “Baita de sensacionalismo em torno de um ACIDENTE”:

      E como voce saberia disso?

      E se minha tese de ontem for verdade e Caio for realmente a pessoa que soltou o primeiro rojao?

  2. Manoel Teixeira

    11 de fevereiro de 2014 12:11 pm

    E Caetano Veloso, irá na

    E Caetano Veloso, irá na cadeia apoiar os amigos black blocs?

  3. Manoel Teixeira

    11 de fevereiro de 2014 12:19 pm

    Quem matou ou apoiou que se matasse, que segure o rojão.

     

     A mídia golpista apoiou os black blocs, assim como Caetano Veloso.

     Agora vão ter que conviver associados ao assassinado do cinegrafista. Que os acusados peguem uma condenação exemplar.

     

     Caetano Veloso irá à cadeia prestar solidariedade aos seus ídolos (ou seguidores) ?

     

    O PT precisa trabalhar para associar este evento à mídia golpista que ajudou a disseminar o ódio pelo país.

  4. Louzada

    11 de fevereiro de 2014 2:14 pm

    O GRANDE intelectual do Black

    O GRANDE intelectual do Black Bloc também terá sua prisão decretada????

  5. CEduardo

    11 de fevereiro de 2014 5:53 pm

    está sendo procurado um

    está sendo procurado um mulato. Imagem no g1, e Uol.

    Quando é que vão atrás daquele que soltou o rojão( o cara é de cor branca- de camisa cinza)

    http://www.noticiasdodia.info/2014/02/para-a-policia-explosivo-que-feriu-cinegrafista-era-de-black-bloc/

    E convenhamos hem..o coronel, chefe do batalhão viu quando um black bosta jogou o esplosivo no cinegrafista?

    _

    Que se busque os responsáveis pela desgraça e puna conforme as leis do país, mas fazer um embulho e conforme a vontade do fregues, num dá para admitir.

     

    1. Gão

      11 de fevereiro de 2014 11:11 pm

      Realmente podem estar procurando o cara errado
        

  6. CEduardo

    11 de fevereiro de 2014 6:31 pm

    leiam esta nhaca sobre os

    leiam esta nhaca sobre os “fogos nuclear”:

     

    http://www.fogosnuclear.com.br/SegRojoes.htm

     

  7. Fulvia

    11 de fevereiro de 2014 8:57 pm

    (Sem título)

    Black Blocks

  8. Gão

    11 de fevereiro de 2014 9:15 pm

    Os dois tem passagem pela polícia ?

    isso só aumenta a chance de estarem sendo pagos

    RJ: polícia divulga foto de homem acusado de matar cinegrafista

     

    Caio Silva de Souza foi detido por envolvimento com tráfico de drogas há quatro anos, mas crime não foi comprovado e ele não foi indiciado

    Fotografia de Caio Silva de Souza, divulgada pela Polícia Civil Foto: Divulgação 

    A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou, na manhã desta terça-fira, o retrato do suspeito de ter acendido o rojão que matou o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, durante protesto contra a tarifa de ônibus na última quinta-feira. Hoje, policiais da 17 ª DP, em São Cristóvão, fazem buscas em diversos pontos do Estado para cumprir o mandado de prisão temporária contra Caio Silva de Souza, 23 anos.

     

    O suspeito tem antecedentes criminais por tráfico de drogas entre suas quatro passagens pela polícia. Caio Silva de Souza foi detido  em 2010 pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e tem ocorrências em seu nome registradas na 53ª DP (Mesquita) e na 56ª DP (Comendador Soares), ambas na Baixada Fluminense, onde ele mora. No entanto, nada foi comprovado, e o suspeito nunca foi indiciado. Como não foi encontrado em seus endereços, ele é considerado foragido. 

     

    O mandado de prisão por homicídio doloso qualificado por uso de explosivo foi expedido na noite desta segunda-feira, pela Justiça. De acordo com a nota do TJ, “há evidentes necessidades de se resguardar a instrução, a fim de que as demais provas sejam colhidas pela autoridade policial garantindo-se, ao final, a instrução da causa, que é de grande repercussão e que merece integral apuração, dada a lesividade social que os eventos violentos havidos nas recentes manifestações nesta cidade não mais se repitam”.

  9. Gabriel Philipe

    11 de fevereiro de 2014 11:10 pm

    Tambem creio q a midia esta
    Tambem creio q a midia esta fazendo sensacionalismo, certo q quando ele acendeu o rojão ele assumiu o risco de matar alguem e pode sim ser enquadrado por homicidio doloso.
    Mas por outro lado milhares de pessoas morrem no nosso tao querido país e de formas ainda mais brutal, porem a midia nao faz td esse alvorosso esse sensacionalismo. Mexer cm a midia e mexer cm o diabo.

Recomendados para você

Recomendados