4 de junho de 2026

A Rússia segundo seus detratores preguiçosos, por Frederico Füllgraf

Por Frederico Füllgraf

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Comentário ao post “Rússia: as dimensões de uma pretensão”

Não fosse desprezível, em virtude da preguiça de seu autor, dos “fatos” infundados e da pobreza da argumentação, e o texto sobre a Rússia não mereceria atenções e comentários.

Porém, ocorre-me alertar meus coleitores para o contexto em que esse lamentável libelo aparece publicado no Jornal GGN.

Na semana passada, o ex-Primeiro Ministro da Alemanha, Gerhard Schröder, deplorou através da Spiegel Online a campanha orquestrada na maioria das mídias alemãs contra a Rússía na véspera da abertura dos Jogos Olímpicos em Sochi, alertando que está em curso uma pseudo-cobertura sobre a Rússia, de caráter descaradamente “ideológico”.

Ironicamente, a advertência de Schröder – que não é nenhum líder guerrilheiro nas selvas do hemiisfério Sul, mas expoente do centrista partido socialdemocrático alemão e atual executivo europeu da empresa russa Gazprom – ocorreu simultaneamente ao indicente envolvendo a secretária de estado norte-americana, Victoria Nulland, cujo telefone foi grampeado enquanto conversava com o embaixador americano em Kiev, desembestando encolerizada contra a diplomacia alcolchoada da União Europeia no conflito ucraniano, com a frase “Fuck the EU! – Foda-se a União Europeia!”.

 

Educadamente, peço licença para a citação por extenso, pois não é demais recordar que o léxico resume o pensamento da política de canhoneira de Washington, sempre que algum processo em curso não lhe convém; neste caso, o que considera a condescendência da diplomacia europeia com o governo Victor Yanukovich, que o governo Obama prefere ver defenestrado pela via das armas.

Obviamente, o grampo e a divulgação do telefonema via Youtube foram sentidos em Washington como inaceitável insolência e logo atribuídos à FSB, a agência russa que sucede a velha KGB, pois na NSA ninguém imaginava que seu arrogante monopólio de espionar o mundo inteiro pudesse ser afrontado com tamanho e alegre escancaramento.

Não se sabe se Schröder riu quando ouviu o destempero de Nulland, mas entendeu sua fúria, pois já em 2003 teve seus telefones grampeados depois que Bush Jr. vociferou “fuck this guy!”, como reação à rejeição do alemão e seu par francês, Jacques Chirac, de partiiciparem da invasão e sangria do Iraque.

Este é o contexto em que li o texto do sr. Zibell: uma pobre nota de rodapé à campanha midiática em curso contra a Rússia.

Não cabem defesas patrioteiras e ufanistas ao governo Vladimir Putin, que tem lidado de modo infeliz, fosse com o Greenpeace, as garotas Pussy Riot ou os direitos dos homossexuais. Certamente, cabeça fria e saudável dose de desprendimento e bom humor tivessem reiterado a justeza da escolha da revista Forbes, ao atribuir a Putin o título de “homem mais poderoso do planeta em 2013”.

Afinal, graças à Rússia, nos últimos anos, o mundo não enveredou para a completa barbárie na Síria e o encurralmento militar de nações soberanas da América Latina. Sem mencionar o impedimento do cerco à própria Rússia pelo seu flanco sudoeste, onde, desde a queda da União Soviética, os EEUUA reproduzem sua política da conspiração iniciada na década de 1990, com o financiamento e armamento de mercenários fundamentalistas islâmicos.

Com Vladimir Putin e na combalida Rússia da era pós-soviética, com todas as suas contradições – máfias, verticalismo político e administrativo – tornou-se difícil provar que sua população esteja “passando fome” e, face ao Estado Paranóico-Militar instalado em Washington, é no mínimo farisaico reclamar da “falta de liberdade”.

Lentamente, a Rússia retorna ao cenário internacional e questiona com sabedoria o mundo unipolar engendrado por Washington após a queda do Muro de Berlim.

Por isso, a 15 mil quilômetros de distância de Moscou, sinto-me  mais seguro.

Essa sim é uma dimensão realista do que a Rússia é e efetivamente representa no mundo dos dias de hoje. 

Aos mal intencionados ou noviços na matéria, recomendo que sejam menos preguiçosos e vaidosos.

O resto é pretensão.

Frederico Füllgraf, Santiago do Chile

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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  1. iron

    10 de fevereiro de 2014 9:39 pm

    Simplesmente eh o loby gay

    Simplesmente eh o loby gay querendo manchar a Russia. Ahi vale tudo, basta uma porta que enguicou, para virar noticia destacada. A lei russa eh mto sabia, ao restringir apologias homofilicas.

    1. André LB

      11 de fevereiro de 2014 12:00 am

        Como é que é???
        Uma coisa

        Como é que é???

        Uma coisa é ativistas demonizarem a Rússia, outra é a “restrição a apologias homofilicas”. E desde quando o ESTADO deve ter que se meter na vida pessoal dos outros??? Isso é tão nefasto quanto se dizer “os negros podem fazer o que quiser, desde que façam samba dentro das casas deles”. A rua é DE TODOS! 

        Afinal, por que homens andando de mãos dadas incomodam tanto? Você não é obrigado a também fazer isso, basta deixá-los em paz e tocar sua vida como achar melhor.

      1. Gunter Zibell - SP

        11 de fevereiro de 2014 1:08 am

        E olha que ninguém demonizou a Rússia

        Apenas se está questionando qual o poder real de influência de um país com PIB igual ao do Brasil, além de manter o governo Assad.

        Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

        A Rússia não está conseguindo desenvolver e diversificar sua economia (apesar das loas à sua tecnologia…);

        Não consegue estabilizar ou tornar popular o governo da Ucrânia;

        Não tem como (e não quer) influenciar na questão palestina;

        Não tem mais como extrair dividendos junto à opinião pública com o episódio Snowden (o qual logo verá o que poderá lhe acontecer quando acabar o asilo provisório e de ocasião);

        Não tem como impedir uma eventual queda nos preços de petróleo e gás (e não cortará fornecimento a ninguém porque depende das receitas para a popularidade do governo);

        Não conseguiu vender caças ao Brasil;

        E…

        a culpa é do lobby gay!

        Vai ver que foi por isso que recolheram um livro com as biografias de Elton John e Tchaikovsky.

        Pura subversão!

        Esse mundo está ficando uma piada.

         

        1. André LB

          11 de fevereiro de 2014 1:40 am

            Ocorre demonização da

            Ocorre demonização da Rússia sim, mas não entendo ser o caso do movimento LGBT. Escrevi pensando em um espectro mais amplo, a exemplo do que ocorre na Ucrânia.

          1. Gunter Zibell - SP

            11 de fevereiro de 2014 1:52 am

            Ah bom, mas aí você está falando

            de demonização por parte de segmentos da mídia internacional.

            Mas aqui no blog não vi isso. Ninguém se fia nessa ‘mídia’ padrão Fox News.

            Quando eu sugiro a leitura de algo sobre a Rússia é do The Guardian, por exemplo, que é justamente quem reproduz os artigos de Snowden.

            O último artigo foi da Revista Fórum, muito longe de ser suspeita de demonizações, não?

            Nem eu demonizo Putin (embora obviamente não goste nada dele). Apenas trouxe à luz alguns fatos de como ele constroi sua estratégia e de quais são seus pontos fracos.

            O que a torcida putiniana não pôde contestar.

            Mas fiquemos com o pop de Annie.

            [video:http://www.youtube.com/watch?v=tBO7F0PJP48%5D

          2. André LB

            11 de fevereiro de 2014 8:24 am

              Sim, justamente disso que

              Sim, justamente disso que estou falando, Gunter, já que a Rússia tem aparecido bastante no noticiário, seja por causa da Síria, dos Jogos de Inverno, do Snowden, da Ucrânia… e ‘last but not the least’, do tema LGBT.

              O pessoal do blog, de modo geral, pode não se fiar, mas às vezes a gente esquece que o pessoal do blog, mesmo eu ou você, não se informa só por aqui, por isso achei pertinente mencionar o que mencionei.

             

              Quanto a Putin, Dilma, etc etc etc, o que eu posso dizer? Tirando raríssimas exceções, não acho ser o caso de demonizar nem Hitler nem endeusar minha própria mãe, rs. Todo mundo tem defeitos e qualidades, em diferentes quantidades.

              Saindo do momento paz e amor, a Rússia tem sido um contraponto saudável aos EUA, mas com certeza é de assustar a petroleodependência do país.

          3. Gunter Zibell - SP

            11 de fevereiro de 2014 10:16 pm

            É isso mesmo, claro

            Mesmo em imprensa ‘confiável’ a Rússia aparece quase que só negativamente. É cheia de debilidades, tipo ‘não ganha uma’. A não ser em coisas que não impactam poder dos EUA (até que ponto os EUA não gostaram da solução síria?) ou que não serão permanentes (a própria histeria anti-LGBT será de curto prazo.)

            Não há porquê brigar com fatos: mesmo na blogosfera ‘pensante’ e ‘independente’ não há quem escreva um artigo sequer apontando para um papel mais relevante e/ou anti-americano para a Rússia. As coisas mudaram muito nos últimos 40 anos. 

            Note como nenhum dos torcedores foi capaz de apontar um texto relevante sequer.

            Se há uma mídia ridícula que fica mostrando fotos de banheiros ridículos, é claro que seria ridículo se ficar falando disso. Mas o que fazer se quem dá atenção a essa mídia tosca é justamente a torcida?

            Saudável ou não, estamos falando de um contraponto muito menos expressivo do que as pessoas falam. É um Irã maior.

             

             

             

             

          4. Alberto G

            11 de fevereiro de 2014 1:33 pm

            Apontar falhas e pontos

            Apontar falhas e pontos fracos da administração Putin é fácil. Tem que ser analisado o contexto histórico de como se chegou ao ponto atual e como foi a evolução da Russia desde que Putin ascendeu ao poder.

            Após a dissolução da URSS e ascensão do pior governante russo de todos os tempos, o alcólatra Ieltsin, a Russia foi tomada por uma quadrilha que assaltou e se apropriou das melhores e mais lucrativas estatais da era soviética. Assim nasceram e se criaram bilionários como o Khodorkovsky, Abramovich, Berezovsky e outros. A Russia que Ieltsin deixou foi um pais falido, com  alto desemprego e uma economia totalmente desorganizada, com alta dívida externa (crise russa de 1998, que provocou a crise do real no governo FHC) e a um triz da dissolução total, como planejado e desejado pelo império, que assim se apropriaria de vastos recursos energéticos via Mobil, Chevrom e Shell e provavelmente conseguiria o objetivo mor de despojar o que sobrasse da Russia da suas temidas armas termonucleares.  O Putin pode ser acusado de tudo mas foi ele que reorganizou a economia, retomou PARA O ESTADO a petroleira roubada pelo Khodorkovsky (um simples professor de matemáticas que em 2 ou 3 anos virou um magnata bilionário), reorganizou as forzas armadas, teve que conter e reprimir o terrorismo islámico, terrorismo este apoiado pelos EUA e pelo Bin Laden (como agora na Síria) e vem retomando, paulatinamente, o lugar que ocupava a mediados do século XX. As credenciais democráticas de Putin não são piores que as do Bush jr, que na maior cara de pau e com apoio da Corte Suprema, roubou as eleições de 2000, mentiu para o mundo e provocou um massacre de centenas de milhares de civis inocentes no Iraque, produziu o maior retrocesso das liberdades individuais nos EUA e criou o mecanismo de sequestros internacionais de pessoas inocentes e o assassinato de milhares de civis, todos os anos, mediante bombardeios de população totalmente indefensa, mecanismo este aprimorado e aumentado pelo prêmio nobel da paz (em minúscula mesmo) Barack Hussein Obama. Quando esses genocidas do “exemplo de democracia mundial” forem julgados e condenados, então poderemos falar dos métodos democráticos ou não de Vladimir Putin. Todo o resto é HIPOCRISIA.

        2. Gão

          11 de fevereiro de 2014 1:46 am

          Essa foi a melhor

            olha quem quer que a AL-Qaeda, armada na síria pelos EUA e cia ltda junta com outros malucos derrube assad(além da montanha de outros mortos), os LGBT iriam sair correndo pra Rússia rapidinho, ou melhor já devem ter saído.

          Não consegue estabilizar ou tornar popular o governo da Ucrânia;

          ?

          e a rússia é que tem que limpar a esculhambação promovida pelo ocidente ?(olha que ela consegue) mas a Rússia ainda tem que fazer o governo da ucrânia ser popular na ucrânia ?

           

          Não tem como (e não quer) influenciar na questão palestina;

          e quem pode resolver a questão não faz(EUA) , porque nunca quis realmente

          Não tem mais como extrair dividendos junto à opinião pública com o episódio Snowden (o qual logo verá o que poderá lhe acontecer quando acabar o asilo provisório e de ocasião);

          rss se você diz…. aliás já se sabe o asilo vai ser renovado, talvez de forma permanente. Mas já se sabe que essa é a  verdadeira preocupação com a Rússia.

          Não tem como impedir uma eventual queda nos preços de petróleo e gás (e não cortará fornecimento a ninguém porque depende das receitas para a popularidade do governo);

            Isso eles deixam com o Tio Sam mesmo, sempre armam uma bagunça no O M para as multis lucrarem com o alto preço

          Não conseguiu vender caças ao Brasil;

             A Rússia é o segundo maior exportador de armas do mundo, não vai falir por causa do fx2 rss, além disso o Brasil vem comprando helicópteros e sistemas de mísseis russos e provalvelmente também comprará o principal caça russo bem mais caro e avançado que o Gripen.

           

  2. Alexandre Weber - Santos -SP

    10 de fevereiro de 2014 9:40 pm

    Misseis americanos contra a Síria

    Pelo visto não engoliram ainda o retumbante fracasso do ataque “surpresa”.  O Obama está entre a cruz e a espada.

  3. Gão

    10 de fevereiro de 2014 10:55 pm

    A Rússia é um freio à bestialidade ocidental.

       Por traz desse suposto “mundo encantado” do ocidente se esconde uma enorme besta genocida que assombra  o mundo desde as cruzadas passando pela escravidão dos negros, o genocídio indígena, o colonialismo, a loucura do nazi-fascismo, a primeira e a segunda Guerras Mundiais, a tragédia africana,  o neocolonialismo, Hiroshima e Nagasaki, Corrida atômica, O Grande Irmão da vigilância eletrônica global, as novas investidas sobre o oriente médio e sabotagem constante aos “rebeldes”, eles não param. Só a Rússia vem tendo capacidade de parar a loucura ocidental embora a China comece incomodar também.

        Evidentemente não é um paizinho qualquer que causa insônia nessa enorme máquina mortífera hoje comandada por EUA e Alemanha, é um país capaz de se contrapor aos EUA que tem o dobro da população e mais seus muitos asseclas da OTAN. O maior território do mundo, e a sexta maior população(bem educada) e também economia em paridade de poder de compra, reconhecida capacidade tecnológica e artística, o país que levou o ser humano ao espaço é hoje o único fornecedor de transporte à Estação Espacial Internacional inclusive levando a tripulação americana, tem a mais prestigiada escola de balé do mundo, entre as 3 maiores potências olímpicas, entre muitos outros feitos, é preciso estar muito fora de órbita para fazer pouco caso de um país como a Rússia.

          Mas os russos não estão empenhados em estabelecer um domínio cultural ou de qualquer outra forma mundo afora, ao contrário dos seus detratores a Rússia procura parceiros, não servos.

  4. Flics

    10 de fevereiro de 2014 10:58 pm

    Bom…

    … muito bom o teu comentário… tenho acompanhado a situação da Ukrania e dos jogos de Sotchi pelo Le Monde e sempre fico com vontade de vomitar… no jornal, digo…

     

    … quanto ao Zibel… bom, o movimento gay junto com o movimento ecológico, cada vez mais caminhando para a direita pela mão desse pessoal.

    1. Nick

      10 de fevereiro de 2014 11:20 pm

      Um jornal como Le Monde

      Um jornal como Le Monde explica por que a França hoje é um buraco decadente.. Não surpreende-me como Hollande preferiu ir aos EUA prestar vassalagem e discutir os bastidores para mais crimes na Síria do que ter prestigiado a abertura de Sochi sexta-feira passado como um chefe de estado de uma ‘dita’ nação soberana.. Patético.

  5. junior50

    10 de fevereiro de 2014 11:10 pm

    Qual Russia ?

      Não comentarei sobre Volodia Putin e sua “entourage”, ou sobre seus opositores ( alguns ex-aliados), pois seria inutil, são todos “farinha do mesmo saco”, na tradição de toda e qualquer autocracia que já exerceu o poder  naquele território imenso, desde o Principiado de Kiev, passando pelo de Moscou, pelos Tzares, pelos “apparatchiks” da União Soviética, culminando nos supostos “democratas” que vieram a partir de 1992.

       Mas posso opinar sobre algo: ” Ocidentais” não conhecem a “Russia”, ou como alguns russos me comentaram, há uns 30 anos atrás, algo até poético:  ” Russia “, não se entende, se sente – trata-se de um exercicio de compreensão, no qual, ocidentais cartesianos, devem se despir de preconceitos, de comparar valores, procurar entende-los.

       Por que “Qual Russia ?” : A Federação Russa, do Tzar Putin e seus boiardos, é dividida em: 21 Republicas Semi-Autonomas ( na constituição elas aparecem como autonomas, mas não são “na real”), 07 territórios, 48 provincias (estados), existe até um “distrito autonomo judaico” (Birabdjian), uma “herança” dos expurgos estalinistas (que só fez o que os tzares russos, poloneses e ucranianos católicos, sempre fizeram – pogroms e deportações), bem longe de Israel – na fronteira da China, com a Sibéria.

        Russia, Russias, e russos, ao contrario do que os ocidentais imaginam, são de grande variedade, em todos os sentidos: moral, religioso, trabalho, educação, cosmopolitismo, compreensão do mundo etc.., é até simples, para quem for até lá, viver a atmosfera europeizada de S. Petersburgo, e a uma hora de voo, chegar a Moscou ou Saratov, e deparar-se com “outro mundo”, e caso vc. tenha tempo, embrenhar-se para Perm, Omsk, Yhkutsk, ou + 12 hs de voo, até Kamchatka, com certeza vc. passará por  “varios mundos”, todos russos, ou “russificados” há séculos (nunca vá a Russia, sem antes ler a História da formação da Russia), outro fator importante, para conhecer o que é “russo”: procurar entender o que significa a Igreja Ortodoxa Russa, sua influência revigorada, tanto em relação ao Estado, como em sua população – afinal, mesmo na época da URSS, a religião nunca se manteve afastada do povo russo, nem a superstição, ou dogmas morais muito antigos, derivados desta religiosidade – até arquetipico: a Mãe Russia.

          Para os que desejem compreender melhor, sobre o expansionismo russo, suas origens, seu desenvolvimento, estudem o “pan-eslavismo”, e sua derivada histórica, a russificação como forma de civilização e sua aceitação, tanto pelos balcanicos, como pelos asiáticos.

  6. Nick

    10 de fevereiro de 2014 11:12 pm

    Bem escrito. A Russia não é

    Bem escrito. A Russia não é perfeita, mas esses ataques estão beirando a paranóia, sem contar as manipulações e mentiras que estão sendo propagada… Graças a deus não vivemos mais nos 80s ou 90s, e agora muito disso já esta sendo facil de desmacarado em minutos..

     

    Quando lendo sobre os jogos de Sochi na BBC, NY Times, CNN, Le Monde, etc.. e quando não requentado e traduzido na GAFE (Globo, Abril, Folha, e estadão), apenas mostra-me um desespero todo em atacar a Russia como um bando de Kamikaze  revelando um Ocidente  ‘desenvolvido’ decadente e  economicamente menos influente para a ordem mundial…

     

    Obama está engolindo a Síria a seco isso olha! Acalma-se Obama.. Bem vindo ao mundo multipolar..

  7. Nicolas Crabbé

    10 de fevereiro de 2014 11:22 pm

    Democracia…

    Gostei do “tem lidado de modo infeliz”, como se a atitude do presidente russo com relação a Greenpeace, às moças do Pussy Riot ou aos homossexuais fosse um pequeno deslize de um democrata nato.

    Os massacres durante a invasão da Chechênia e a instalação de um tirano sanguinário como títere do Kremlin, os ataques constantes contra opositores, que são condenados sob qualquer pretexto (geralmente ameaça à segurança nacional) toda vez que poderiam representar uma ameaça nas eleições ou se tornam populares demais, o corte de fornecimento de gás à Ucrânia no auge do inverno como meio de pressão para que ela não se aproxime da União Europeia, esses são alguns exemplos do caráter altamente democrático do presidente russo.

    Quanto a Schroeder, pretender que ele é neutro e isento quando defende o regime russo é ignorar que ele simplesmente defende quem paga seu salário, uma vez que Gazprom é a maior empresa de gás do mundo e está intimamente ligada ao Kremlin (foi ela quem cortou o abastecimento da Ucrânia, a mando do governo). Aliás foi exatamente esse o motivo da contratação dele, para servir como garoto-propaganda da Rússia na Alemanha.

    Se o Putin conseguiu evitar a invasão da Síria (embora eu tenha dúvida de que o Obama quisesse apesar da pressão dos Republicanos e dos militares), foi por interesse geopolítico, para tentar readquirir uma estatura internacional há muito tempo perdida. Não tem nem nunca teve a menor intenção democrática ou de defesa dos direitos humanos. 

    Pode ser que um mundo multipolar seja melhor que um mundo com uma única grande potência, mas não contem com a Rússia para espalhar a democracia pelo mundo, que não é o objetivo dela.

    1. joao

      11 de fevereiro de 2014 1:08 am

      Comentario Democratico!

      Muito bom comentario!

      . Só acho que poderia ir além das truculências na Síria e seu regime ditatorial familiar!

      .Também não nos rebateu os selvagens, constante cutucada!

      “Ironicamente, a advertência de Schröder – que não é nenhum líder guerrilheiro nas selvas do hemisfério Sul, mas expoente do centrista partido socialdemocrático alemão e atual executivo europeu da empresa russa Gazprom.”

      (Um cavalo puro sangue e premiado!) Rindo.

    2. Gunter Zibell - SP

      11 de fevereiro de 2014 1:38 am

      Muito lúcido seu comentário

      Cabe perfeitamente como contraponto ao post. Deveria ser upado na sequência.

      Mas, enfim, terminei com a dúvida de como foi que a Forbes teve a ideia de alçar Putin à condição de homem mais influente do mundo.

      Vou tentar achar o artigo, mas achei irônico ser usado como base.

  8. junior50

    10 de fevereiro de 2014 11:30 pm

    Não é a Ukrania.

      O buraco é outro.

       Estratégicamente, a manifestação da Sra. Nuland, ao encher o saco da União Européia, não tem nada a ver com a Ucrania, o problema real 1, é que a UE tem limites para interceder na crise ucraniana ( país mais corrupto da Europa), pois ela depende, principalmente a Alemanha, do fornecimento de gás russo, cujos pipelines atravessam a Ucrania, e a GAZPROM, alem do gás, é grande empregadora na Alemanha e Republica Tcheka, e os europeus sabem: em caso de eleições na Ucrania, a porção leste do país ( quase 2/3), vota russo ( até usa a lingua e a religião – o ocidente ucraniano é polaco, o oriental é russo – desde o século XVII).

         Problema Real 2: Kaliningrado –  Procurem em um mapa – Este enclave militar russo, no litoral da Polonia, projetado em 12 milhas nauticas ao Mar Báltico, é um tremendo problema financeiro para os Estados Unidos, pois a UE/Nato-E, recusou-se a defende-lo, jogando o “pepino” para os Estados Unidos,que firmou Acordo com a Polonia, na época do Gov. Bush, e a adm. Obama, pulou fora – o “escudo” anti-misseis polonês, foi “pro saco”, Obama jogou o custo e implantação para a NATO, que não tem dinheiro para paga-lo.

           E me causa calafrios, nosso país, tem acordo com esta baderna que é a Ucrania – antes fosse com os russos, são chatos, subrepticios, chorões, mas bem mais faceis de negociar que os ucranianos.

          As ucranianas são lindas, pelo menos isto. 

        

    1. Thiago Luiz

      10 de fevereiro de 2014 11:46 pm

      Júnior

      O problema real 1 :  A não existência  direta com interesses geopolíticos?Apenas questões de abastecimento ?

      O problema real 2 : Despesas com o “pepino” Kaliningrado?

       

      1. junior50

        11 de fevereiro de 2014 12:21 am

        Decupando

         1. A UE, principalmente sua lider, a Alemanha, e seus atuais “estados satélites” (os a leste), dependem muito do gás fornecido pela Russia, que tambem é uma grande importadora de produtos alemães, por estas razões nem apenas Schoreder falou, mas a própria Sra. Merkel, declarou-se hoje contraria as declarações da Sra. Nuland, pois para a Alemanha não existe interesse na deposição do atual governo ucraniano, pois teriam que renegociar todos os seus convenios e tratados.

         2. Kaliningrado/Köningsberg, é um enclave russo na costa do Baltico, que entra no território polones, completamente militarizado ( e 12 mn no Baltico, é muita agua),  no governo Bush foi prometido a Polonia, um “escudo anti-misseis” fixo, contra esta instalação russa, vendido ao mundo como uma suposta proteção a “ataques terroristas” ( ou do Irã), uma tremenda besteira, a qual os russos entenderam como uma precaução européia contra eles, para os Estados Unidos, tal “escudo” ficaria em US$ 2,0 Bi, fora a manutenção – mas quando Obama assumiu, ocorreu a desistência, corroborado com a “promessa” que navios americanos, patrulhariam a região do Skagerrak ( entrada do Báltico), e teriam a missão de abater quaisquer misseis disparados de Kaliningrado, que não foi feito, e depois da crise de 2008, os Estados Unidos delegaram a NATO – Europa, que ela se encarrega-se de “vigiar” Kaliningrado – o que ela não está fazendo ( tambem seria inutil, muito dinheiro, que a NATO-E, não possui, e entende como um “resquicio da guerra fria”).

        1. Nick

          11 de fevereiro de 2014 12:28 am

          Kaliningrado/Köningsberg não

          Kaliningrado/Köningsberg não é, foi e nunca será território Polones, isso foi parte da Antiga Prussia Oriental( Alemanha) e hoje um território Russo… Poloneses como sempre os Portugueses do Leste.. Não surpreende como Russos e Alemães amam fazer piada deles

          1. iron

            11 de fevereiro de 2014 3:52 am

            Eh impressao minha, ou o

            Eh impressao minha, ou o senhor refere-se ao ”espaco vital” ?

          2. Nick

            11 de fevereiro de 2014 2:28 pm

            Espaço vital teve nada a ver

            Espaço vital teve nada a ver com aquelas regiões mencionadas. Antes de falar procure ler um livro de história.  Espaço vital seria regiões a leste que nunca fizeram parte da Alemanha. 

            Aquelas regiões mencionadas são referentes ao deslocamento da Polonia a oeste definido por Stalin e Churchill em 1944 e a anexação de Königsberg/Kaliningrad (Prussia Oriental)  a Russia em 1945.  A própria Polonia como a Alemanha também perdeu históricos territórios por causa desse deslocamento imposto. Hoje o que é metade da Bielo-Russia, foi históricamente a Polonia Oriental, incluindo ali históricas cidades Polonesesas como Brest e Smolensk, como Koenigsberg hoje Kaliningrad, foi uma histórica cidade alemã desde a idade média..

        2. Gunter Zibell - SP

          11 de fevereiro de 2014 12:51 am

          Junior, gostaria que você comentasse

          o que acha das perspectivas de preços de petróleo para os próximos anos e dos porquês do Irã estar mais sensível a negociar a questão nuclear. E das possibilidades para a Ucrânia, agora que até se fala em eleições antecipadas lá.

          Vamos ficar por ora no mundo da diplomacia e dos acordos econômicos mesmo…

          Eu não me preocupo com nada militar (sei que você acompanha isso) porque acho que ninguém se disporia a nada militar de fato. Isso sairia completamente de qualquer racionalidade. E tudo ficaria muito imponderável.

          De qualquer modo, dizer que Nato ou Europa não dispõem de recursos não me parece crucial. Podem não querer é desperdiçar nisso. Como falei no outro post o PIB conjunto dos países da Nato é umas 20 vezes o da Rússia. 

          E a Rússia sacrificar sua população com uma máquina militar exagerada para seus recursos é uma potencial fonte de impopularidade que havia escapado à outra discussão.

          1. Paulo F.

            11 de fevereiro de 2014 2:08 am

            Nada militar?

            A parada russa na Ossetia foi o que?

            Apesar do jus esperniandi estadunidense ocorreu o que?

            Como diria o Garrincha, quanto a Ucrania::  combinou com os russos?

            O preço do petróleo vai depender da recuperação econômica dos EUA. Apesar do alarde todo, a nova economia do Obama ainda é dependente de combustível fóssil. Novas fontes aliviam a pressão , mas a UE é dependente do gás e do petróleo russo. Apesar de todo PIB da UE tem-se um pepino colossal a ser resolvido, ou Grécia , Espanha e Portugal estão nadando de braçada e os bancos germanicos e franceses estão com a vida mansa (vide o que esta ocorrendo no Deustch Bank). E fica a a pergunta , implodindo o Euro o que sobra da UE?

            A UE, apesar dos tratados existentes, não possui uma política de defesa comum. Não há uma força de intervenção da UE. Tem a Nato, mas sem o U$ não se vira um parafuso nela.

            Um dos principais fatores de popularidade de Putin é devolver à Russia parte do poderio soviético. E a China também anaboliza seus músculos. Se há um pais onde os gastos militares sempre estão em cheque este são os EUA. Ou não haveria tantos comites no Senado para o controle (crescentes ) dos gastos.

            Gunter saber separar o que é desejo do que é real  também faz parte da análise.

             

          2. Gunter Zibell - SP

            11 de fevereiro de 2014 9:53 pm

            Gunter saber separar o que é desejo do que é real

            Exato.

            Por isso já rebati os poucos argumentos a favor da fantasia de a Rússia se contrapôr aos EUA em um terceiro texto.

          3. junior50

            11 de fevereiro de 2014 2:19 am

            Irã, Af-Pak

             Meu caro,

              O Irã estar mais sensivel a discussão sobre seu programa nuclear, engloba multiplas realidades, a começar a saida de Ahmadinejad do poder ( o qual nunca teve), e a associação, teoricamente expuria politicamente, que os Estados Unidos, pela doutrina Obama/DoD (contenção a China), de aproximar-se do Irã, cuja inluencia é muito importante no Af-Pak oeste (fronteira-lingua e etnia), e para a estabilização do Iraque, um Estado xiita, com governo próximo ao Irã, sem apoio iraniano, o governo do Iraque não se sustenta

               Quanto a Nato- Europa ( que difere da Nato, e pouca gente sabe), continua atual, a briga constante desde a decada de 70, a Europa querendo jogar seus pepinos militares para a conta americana, que querem “sair” da Europa, e concentrar-se no Pacifico.

               Já quanto a Russia, e “Russias”, sobre seu aparato militar, é componente histórico, sempre foi assim, desde os tzares, recrudescendo quando da URSS, e evoluindo ainda mais na “alma” do povo russo, após a II GM, quando toda a produção, e capital da URSS, era destinado as FFAA, e hj. , apesar da redução significativa destas, a industria de defesa russa, é a 2a colocada no comércio de defesa mundial, e o povo russo ( estive lá recentemente), ao contrario do que afirmam as publicações ocidentais e seus comentaristas, possuem um respeito muito grande em relação a suas FFAA, e sua defesa da “Mãe Russia”.

          4. Gunter Zibell - SP

            11 de fevereiro de 2014 4:37 am

            Obrigado.

            Abs.

          5. Almeida

            11 de fevereiro de 2014 8:58 pm

            Petróleo vai continuar em alta.

            E deve aumentar mais ainda, no decorrer desta década, na medida em que o petróleo convencional está em esgotamento.

            A demanda por petróleo é hoje sustentada pelo petróleo não-convencional, oriundo de águas ultra-profundas (acima de 1500 m), de óleos extra-pesados, do tight-oil e de areias betuminosas. Se o preço cair, essas fontes ficam inviabilizadas, o que faria a demanda sobrepassar a oferta, que implicaria em nova alta, quea viabilizaria as fontes não-convencionais; no seu trabalho “A questão do carvão”, Jevons demonstra desta forma descrita, que o preço do carvão dependia da mina menos eficiente; sem ela cai a oferta, o preço dispara e a mina “ineficiente” é reaberta.

          6. Gunter Zibell - SP

            11 de fevereiro de 2014 9:48 pm

            Isso, então

            não é sinal de que o preço continuará em alta. Significa que ficará em torno do custo de extração das oportunidades menos rentáveis.

            E desenvolvimento de tecnologia faz custos caírem no longo prazo.

            Como há prazos de maturação para projetos, o marginalismo ficará sujeito a oscilações em torno de um preço, mas não a uma ruptura de tendências.

            O petróleo quintuplicou de preço em 15 anos. Mas o ponto atual é mais exceção que regra histórica.

            Ou seja, novas “minas de carvão” estão sendo abertas, é questão de ver como fica quando estiverem em operação.

             

    2. Nick

      11 de fevereiro de 2014 12:23 am

      Kalingrado não é litoral da

      Kalingrado não é litoral da Polonia e nem sequer parte desse país, isso é uma antiga ex-região da Prussia Oriental ( Alemanha) hoje parte do território Russo, como parte da Polonia Ocidental até 1945 foi parte da Prussia  (Alemanha) também.

      Como a própria antiga Polonia Oriental é hoje metade do território da Bielo-Russia..

      Isso foi um tratado de expansão da Polonia a oeste imposto por Churchill e Stalin em 1944 que redesenhou essas fronteiras.. Se você que ser honesto historicamente o que você poderia dizer é que aquele território seria litoral da ”Alemanha”..

  9. lclbotelho

    10 de fevereiro de 2014 11:56 pm

    Prezado Nassif
    Muito

    Prezado Nassif

    Muito interessante esta discussão .Mas o ponto é que pós queda URSS -1989, a Rússia Européia  ainda tem um papel  muito pequeno no fator inovação ,no Mundo da Cultura ,da ciência , do consumo , etc..Neste contexto ,A Rússia Asiática não existe(90% da extensão territorial Russa ?)  . Lembra muito o papel  do Brasil  no Mundo :percebe-se o peso do PIB de  São Paulo , Rio de Janeiro, Minas e Rio grande do Sul , em contrapartida a prcepção não existente  do ainda incipiente desenvolvimento sócio econômico cultural  -pib ,de outras regiões brasileiras  .

    O papel principal da Rússia no Mundo , parece ser   ainda aquele herdado do Stalin , que são o respeito -terror as suas forças atômicas , capazes de destruir o Mundo “Civilizado” dezenas de vezes e “aparentemente” controlada por uma suposta “semi-bárbarica” (Mafiosa) Elite econômica .Já no campo intelectual ,me parece também que a Rússia reage muito mais  com aperfeiçoamentos (que funcionam razoavelmente !) aos processos  já estabelecidos criados por outros  , do que cria-los ( e aí , a espionagem conta muito!) .Mas não se deve perder de vista que a Rússia tem como “Adversários” os USA, Canada, Austrália e Europa Ocidental  como contraponto .E é óbvio que o Ocidente conheçe muito pouco da Rússia .E sem os adversários “Americanisks” forçando o seu avanço tecnológico militar  , a Rússia Européia poderia ser uma outra Ucrania ….

    E certamente , em um futuro próximo (sec 22-23), a Sibèria Russa poderá  ser chinesa (fluxo migratório ) .

    Eu gostaria de saber dos opinistas do blog , as comparações entre o Japão , Suécia , Alemanha , Austrália e Rússia européia .

     

  10. Gunter Zibell - SP

    11 de fevereiro de 2014 12:37 am

    Claro, a situação na Ucrânia é “pretensão”

    e “atual executivo europeu da empresa russa Gazprom” é sinônimo de análise com independência.

    e “graças à Rússia, nos últimos anos, o mundo não enveredou para … o encurralmento militar de nações soberanas da América Latina.”

    E foi por isso mesmo que o Brasil comprará caças suecos.

    Beleza.

    1. Álvaro Noites

      11 de fevereiro de 2014 10:00 am

      Quem eh sinônimo de isenção
      Quem eh sinônimo de isenção então? O William Waack?

    2. Athos

      11 de fevereiro de 2014 2:29 pm

      O projeto é tão importante

      O projeto é tão importante para a alemanha que ele está lá.

      Sem isso a alemanha congela. Não tem como se manter.

      Captou a mensagem ou terei que desenhar?

    3. Filipe Rodrigues

      11 de fevereiro de 2014 4:34 pm

      Não comprará caças russos

      Não comprará caças russos porque são mais caros e não quiseram transferir tecnologia.

      Importante para o Brasil e América Latina manter relações com China e Rússia para se contrapor aos EUA, mas sempre com independência e espírito crítico.

      Pelo menos, conservadores suecos são melhores que ingleses, americanos e até russos.

  11. lclbotelho

    11 de fevereiro de 2014 2:04 am

    Prezado Nassif
    Para

    Prezado Nassif

    Para contribuir com as discussões :

    http://www.mapsofworld.com/russia/thematic-maps/russia-ethnic-groups-map.html

  12. Antonio Passos

    11 de fevereiro de 2014 2:26 am

    O mundo está mudando de forma

    O mundo está mudando de forma vertiginosa, mas tem gente que ainda não percebeu. 

  13. Gui Oliveira

    11 de fevereiro de 2014 3:51 am

    Pseudo-cobertura
    A cobertura dos jogos de Sochi é, ao meu ver, de fato claramente viesada, tanto no sentido de amplificar questões polêmicas de política e organização da competição quanto de, até mesmo, manifestarem alguns repórteres e comentaristas mal disfarçada satisfação com os revezes esportivos soviéticos. A antipatia da cobertura da globo aos russos rescende a mofados resquícios da gerra fria e está claramente articulada ao distorcido jornalismo global que trata da política interna brasileira. A imprensa conservadora está se superando no aproveitamento de qualquer oportunidade para implantar o macarthismo tupininquim, e agora pega carona nas olimpíadas de inverno para fortalecer a narrativa de terror anti-PT: além do bolivarianismo chavista e dos perigosíssimos médicos cubanos, temos que temer também os velhos vermelhos comedores de criancinhas que tenham seduzir nossos jovens com propaganda disfarçada de competição esportiva. Francamente, este texto fica bem mais interessante dito pela Sarah Palin …

    1. Gunter Zibell - SP

      11 de fevereiro de 2014 4:36 am

      “revezes esportivos soviéticos”?!?

      Só russos.

      1. Gui Oliveira

        11 de fevereiro de 2014 10:46 am

        Até tu, Brutus?
        Bobeira isto, Gunter.

        1. Gunter Zibell - SP

          11 de fevereiro de 2014 6:17 pm

          Não é bobeira não

          A saudade do sovietismo ainda está em alguns subconscientes

  14. Eneuton

    11 de fevereiro de 2014 11:30 am

    Na história, todos aqueles

    Na história, todos aqueles que menosprezaram a Russia, erraram feio. Hoje, não é diferente. Nessa disputa pela Ucrânia, isto é, pela banda ocidental da Ucrânia, porque a banda oriental, a mais rica, nunca vai se separar da Rússia, evidente que são os russos que vão levar a melhor. Afinal, à base da matriz energética mundial, que nao vai mudar tão cedo, UE e Ucrânia é que dependem da Rússia. O perigo é da Ucrânia se enveredar numa guerra civil e se invialibizar como País. A Ucrânia faz parte da zona da Influência da Rússia desde os tempos dos czares, e disso a Russia não abre mão. A complementariedade econômica, tecnológica, cultural entre os dois países é histórica. Tem a UE e EUA cacife para bancar a conversão da Ucrânia para sua área de influência? Não tem. A propósito, essa indignação seletiva e de defesa dos direitos humanos pela midia internacional e EUA não convencem mais ninguem, ou apenas os parvos. 

    1. Flics

      11 de fevereiro de 2014 3:03 pm

      Falou…
      … parvos?… falou bem.

  15. Fernando G Trindade

    11 de fevereiro de 2014 1:13 pm

    Sorry, Gunter mas depois do

    Sorry, Gunter mas depois do seu desastrado post sobre a Rússia se impunha um comentário acertado e esclarecedor como o do Füllgraf, que  botou os pingos nos iii na questão russa.

    Sou totalmente solidário com o Gunter (um grande colaborador deste blog) em seu ativismo gay, mas confesso que achei meio estranho o seu artigo levando água para o manjado moinho da campanha anti Rússia manipulada pela mídia ocidentalista, subserviente aos estadunidenses.

     

     

    1. Gunter Zibell - SP

      11 de fevereiro de 2014 9:29 pm

      Desastrado por quê, Fernando,

      se nenhum ponto do que eu falei, em três artigos, foi contestado?

      Não vale a pena dar atenção a torcidas. E o Nicolas (vide comentário dele neste post) já desmontou a falácia do post de Füllgraf.

      A Rússia não exercerá o papel antihegemônico que alguns pretendem. Eu escrevo sobre realidades, não sobre esperanças dos outros.

      http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/a-torcida-anti-eua-e-a-torcida-pelo-urso-de-papel

      Você pode estar misturando outros dois artigos.

      O (pobre) uso de homofobia em política interna é uma coisa:

      http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/a-homofobia-de-conveniencia

      A percepção de que a Rússia é subsidiária na economia mundial é outra coisa:

      http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/russia-as-dimensoes-de-uma-pretensao

      Eventualmente estão ligados os assuntos, pois o recurso de autoritarismo em política fala muito da precariedade de desenvolvimento econômico de um país.

      Obrigado pelo apoio e solidariedade no processo de obtenção de igualdade de direitos civis LGBTs.

      Mas, indiferentemente de como esse processo se dá internacionalmente (quer seja nos EUA, na Rússia, no Brasil, na França, na China, na Nigéria ou na Índia), eu não vou participar dessa tosca campanha anti-norteamericana que campeia pela blogosfera.

      Não é só que alimentar isso não tem nada a ver com o que eu penso, mas é porque também é ridículo. Vivemos no mundo real, não no de fantasia, certo?

      Que há uma mídia subserviente aos norte-americanos, é um fato. Mas quem contesta esse fato? Ninguém. E daí que essa mídia mostra a fraqueza da Rússia ou de outros países com lideranças anti-americanas? As fraquezas mostradas são reais mesmo.

      Mesmo quem é anti-norteamericano (e eu não sou, sou bastante alinhado com o que se chama ‘liberals’, parte expressiva do partido Democratas) deve lidar com informações, não com fantasias dignas de balés russos.

      I’m sorry. Мне очень жаль.

       

  16. MarcoPOA

    11 de fevereiro de 2014 1:22 pm

    Saudoso Boris!

    Naquele tempo tudo seguia como o ocidente queria. Saudades!

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=R-z9wfueMAw%5D

    Za Vas!

  17. FabioT2

    11 de fevereiro de 2014 1:23 pm

    ei gunter
    só faltou combinar

    ei gunter

    só faltou combinar com os russos…

  18. iron

    11 de fevereiro de 2014 1:47 pm

    Chega a ser desanimador o

    Chega a ser desanimador o nivel de censura aplicado neste blog de uns tempos para cá. Qualquer menção mais aguda a determinados assuntos não é publicada. Foi o caso ocorrido comigo, quando em meu comentario apontei que a má vontade em relação à Russia por parte da midia devia-se simplesmente ao lobby gay. E não é para menos, uma vez que este país deixou de ser comunista ha um bom tempo, portanto não é mais alvo do capitalismo. Green peace, afinal de contas os ativistas foram perdoados e soltos. Quer mais estragos que Japão e Noruega causam ? Na  réplica (que foi censurada) eu argumentava que a atitude de Putin era compreensivel, uma vez que era um contraponto a homofilia estabelecida. E citava a confraria dos autores de novelas da globo, que não se cansam de espalhar homofilia. É óbvio que o bombardeio diario, em mensagens diretas ou subliminares, causa sim distorções de identidades, especialmente nos jovens. Para resumir, tentei argumentar que a homofilia é tão condenavel quanto a homofobia. Portanto, o que se passa nesta campanha odiosa contra a mãe Russia, por eliminação, seria obra do lobby gay. Factivel e possivel, mas foi o que bastou para ser censurada.

    A censura  sempre foi assim, delega-se um dedo, e daqui a pouco o censor borra absolutamente tudo. Acham-se com um poder imenso estes tontos.

    1. Gunter Zibell - SP

      11 de fevereiro de 2014 6:14 pm

      “Homofilia” é mera paranoia

      Ansiolíticos podem resolver isso.

      O seu desânimo decorre de que suas assertivas “a má vontade em relação à Russia por parte da midia devia-se simplesmente ao lobby gay” e “campanha odiosa contra a mãe Russia… seria obra do lobby gay” são simplesmente ridículas.

      O que você chama de má vontade da mídia é apresentação de fatos.

      Que não coadunam com a torcida anti-americana e/ou anti-LGBT populares em nichos de internet.

       

      1. iron

        11 de fevereiro de 2014 7:42 pm

        Por vezes, as coisas

        Por vezes, as coisas aparentemente complicadas são muito simples. Voce desenvolveu varias teorias para rebaixar a Russia, porem acho que acertei na mosca ao identificar isto apenas como um simples lobby gay. Daí decorre sua irritação. Quanto a homofobia e homofilia, as duas são obrigatoriamente  lixos. É inevitavel que assim o seja, está na base de uma proposição lógica, e novamente isto te irrita.

        1. Gunter Zibell - SP

          11 de fevereiro de 2014 8:50 pm

          Você deve estar certo

          Aproveite para ler também:

          http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/a-torcida-anti-eua-e-a-torcida-pelo-urso-de-papel

          [video:http://www.youtube.com/watch?v=_HkF-rEmCHk%5D

  19. Jose Borges

    11 de fevereiro de 2014 2:03 pm

    Russia

    A Russia tem poderio belico em quantidade e tecnologia praticamente similar ao dos EUA. O que diferencia os dois países é a capacidade de projeção de uma guerra, que a Russia não tem. Mas tente invadir a russia para ver o que acontece… Tem duas experiencias desastrosas no passado.

  20. Turco

    11 de fevereiro de 2014 2:31 pm

    Perfeito

    o comentário do Flics:

    “bom, o movimento gay junto com o movimento ecológico, cada vez mais caminhando para a direita pela mão desse pessoal.”

  21. ArthurTaguti

    11 de fevereiro de 2014 4:28 pm

    Relativizar o papel da Rússia

    Relativizar o papel da Rússia é um erro. O que define o papel geopolítico de um país não é apenas o enfoque econômico. Alemanha e Japão são economias fortíssimas, mas desde a 2ª Guerra, se tornaram satélites de outros países mais bem guarnecidos militarmente. 

    Já a Rússia, nada de braçadas quando falamos de território e força militar. O movimento Lgbt, se quiser combater Putin a contento, precisa reconhecer que as ogivas nucleares a que Putin está sentado em cima dão autonomia para o seu país bater o pé em diversos aspectos de sua política interna.

     

  22. Doney

    11 de fevereiro de 2014 4:56 pm

    É tudo uma briga sem

    É tudo uma briga sem mocinhos.

  23. lclbotelho

    11 de fevereiro de 2014 5:51 pm

    Prezado Nassif
    O ponto

    Prezado Nassif

    O ponto principal do embate Ocidente (OTAN) versus Oriente (Ex-Pacto de Varsóvia e de algum modo incluindo  a China) passa unicamente pelo convencimento ou não da …opinião pública americana . Penso que no caso do Irã (construir um arsenal nuclear) , a decisão da opinião pública americana (e daquela Européia não francesa) parece  já estar  tomada ..e com as Rússias ou sem as Rússias .É mais vantajoso para o Iran construir refinarias e vender o seu petróleo industrializado ao Ocidente “Perdulário”!Quanto a ações militares de potencias militares globais ,lembre-se do Iraque (e ainda tem a Coréia do Norte  -satélite da China e as Repúblicas “Bolivar-Castrianas” na América do Sul, incluindo especialmente a espinha de peixe na garganta americana :Cuba de Fidel Castro ! ) .

    Quanto a Síria , bem , o problema é um teste para a “civilidade” moderna da diplomacia e prestígio das  Rússias .O seu fracaso , naturalmente empanará o recente prestígio político das Rússias , obtido UNICAMENTE com a movimentação militar da frota do mar negro . E afinal a primavera árabe , desapareceu no Oriente Próximo .Só serviu para tomar o Petróleo da Líbia pelos …Franceses e Ingleses !.

    Quanto a Ucrânia , ainda presencia-se um jogo político e econômico entre  a OTAN e a Rússia . Penso que  economicamente haverá uma maior e crescente europeização da Ucrânia (assim como das Rússias européias !) .Mas do ponto de vista militar , me parece que não há ganhos militares para a OTAN  com a entrada da Ucrania para a OTAN .E pontos de vistas militares convencionais (projetando poder através de armas convencionais ) me parecem anacrônicos neste nova geopolítica do  século 21 ;Prestígio real e efetivo parecem contar muito mais do que a máxima do velho Stalin : Tanques e Matemáticos são suficientes para ganhar uma guerra !.E a Ucrânia sabe muito bem deste fato.

  24. lima.no.stress

    12 de fevereiro de 2014 12:27 am

    Quanto papo. Basta uma

    Quanto papo. Basta uma simples espiada no papel desempanhado pelos russos na crise síria, quando Putin tampou o Obama, e quanto ao projeto nuclear di Irã, em que os russos bloquearam sistematicamente as manobras ianques, para ver que o polemista Gunther carece de melhores argumentos. Se aquilo não foi contraponto, foi o quê?

  25. lima.no.stress

    12 de fevereiro de 2014 12:32 am

    É o problema dos ativistas.

    É o problema dos ativistas. Só enxergam a parte, nunca o todo. Filtram a realidade através das lentes da conveniência. Tudo que se opõe ao seu mundinho deve ser destruído.

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