4 de junho de 2026

Advogado diz que entregou à polícia nome de suspeito por morte de cinegrafista

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Advogado entrega à polícia nome de suspeito por morte de cinegrafista

André Naddeo
Direto do Rio de Janeiro

​O advogado Jonas Tadeu Nunes disse nesta segunda-feira que passou à polícia no Rio de Janeiro o nome e informações do homem que acendeu o rojão que atingiu o cinegrafista Santiago Ilídio Andrade. Nunes representa o tatuador Fábio Raposo, preso acusado de ser coautor do crime. Andrade teve morte cerebral hoje.

Policiais da 17ª Delegacia de Polícia (São Cristóvão) estão em diligência na tentativa de capturar o suspeito. Momentos após o advogado ter falado com a imprensa, o delegado Maurício Luciano, titular da 17ª DP, deixou o prédio.

“O objetivo da defesa era delação premiada. O Fábio não conseguiu indícios diretos pelo Facebook dele, mas me passou um caminho para que eu chegasse a essa pessoa. Não é o acusado, é uma pessoa próxima que está ajudando esse homem a se entregar e ter os mesmos benefícios que o Fábio vai usar. O processo de delação premiada está concluído, acredito eu, mas não vou discutir isso aqui, vou discutir em juízo”, diz o advogado.

Com a morte confirmada do Santiago, o advogado vai tentar transformar a acusação em “lesão corporal gravíssima seguida de morte”. Até agora, a acusação era de tentativa de homicídio.

O delegado Maurício Luciano, titular da 17ª Delegacia de Polícia e responsável pelas investigações, disse que Fábio já foi indiciado por tentativa de homicídio qualificado e crime de explosão e que a pena pode chegar a 35 anos de reclusão caso o cinegrafista não resistisse aos ferimentos. Santiago Andrade teve afundamento do crânio, perdeu parte da orelha esquerda e foi submetido a uma cirurgia logo após ser levado para o Hospital Souza Aguiar, onde estava em coma induzido até ser constatada sua morte.

O tatuador confessou à polícia ter participado da explosão do rojão que atingiu o cinegrafista da TV Bandeirantes. Ele foi preso na manhã de domingo em cumprimento a um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. O cinegrafista cobria uma manifestação na Central do Brasil contra o aumento da passagem de ônibus de R$ 2,75 para R$ 3, que começou a vigorar no sábado no Rio de Janeiro, e acabou ferido por uma bomba identificada pela polícia como sendo do tipo rojão de vara.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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3 Comentários
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  1. Ivan de Union

    10 de fevereiro de 2014 7:15 pm

    Ufa!

    Ufa!

  2. Ivan de Union

    10 de fevereiro de 2014 7:20 pm

    “lesão corporal gravíssima

    “lesão corporal gravíssima seguida de morte”. Até agora, a acusação era de tentativa de homicídio”:

    Ja deu burrada entao:  ou era acordo de delacao premiada previamente escrito e assinado, ou nao vale nada.

  3. manuel dos santos T

    10 de fevereiro de 2014 9:33 pm

    “lesão corporal gravíssima

    “lesão corporal gravíssima seguida de morte”.

    Como isso é possível se se trata de umm ato de um terrorista desvairado.

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