4 de junho de 2026

Protesto no Rio volta a pôr em questão preparo da polícia

Reação das forças de segurança à manifestação contra aumento das passagens é criticada como desproporcional. Pesquisa mostra que próprios policiais se sentem despreparados, e nem jornalistas escapam da violência.

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“O protesto começou de forma pacífica. Mas logo explodiram atrás de mim as primeiras bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo. O pânico era generalizado, e tentei junto com a multidão ir para a estação e passar pela polícia, que batia sem controle. Tentei sair e, com um golpe, um policial bateu na câmera que estava em minhas mãos. Tentei juntar as peças e tomei um golpe na barriga e outro nas costas. A polícia reagiu de maneira absolutamente exagerada.”

O relato é do correspondente da Deutsche Welle no Rio de Janeiro, Philipp Barth, que cobria o protesto realizado na quinta-feira (06/02) à noite contra o aumento do preço da passagem de ônibus na cidade. A manifestação, no início pacífica, transformou a região da Central do Brasil num palco de violência e voltou a colocar em questão atuação da polícia.

“Os fatos falam por si só e têm demonstrado cabalmente que as polícias militares não sabem lidar com manifestações da sociedade civil”, afirma Rafael Custódio, coordenador do Programa de Justiça da ONG Conectas Direitos Humanos. “As polícias não só não estão preparadas como parecem não entender o grau de violência e ilegalidade que têm perpetrado contra a população.”

Estudo aponta falta de treinamento

Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) realizada junto a policiais militares e civis de todas as regiões do país revelou que as próprias forças de segurança se sentem despreparadas para agir diante de grandes manifestações. Na sondagem, 64% dos entrevistados admitiram não ter recebido orientações e treinamento adequados para lidar com protestos e com o movimento Black Bloc.

O movimento Black Boc também participou do protesto

A pesquisa, realizada entre 26 de novembro de 2013 e 14 de janeiro de 2014, mostrou também que 69% dos entrevistados afirmaram que agiram durante as manifestações como foi possível – ou seja, de forma improvisada, devido às circunstâncias do momento. A pesquisa contou com a participação de 4.499 policiais militares e 805 policiais civis.

“Quando os próprios policiais reconhecem isso, embora formalmente as instituições policiais não admitam, fica evidente que a falta de preparo pode levar a excessos”, afirma Tião Santos, coordenador da ONG Viva Rio. “Então situações como essa, não só a de ontem [quinta-feira], tem a ver com a falta de formação que os policiais estão tendo não só em cidades como Rio e São Paulo, mas em todo o Brasil.”

O motivo das manifestações desta quinta-feira foi o aumento de R$ 0,25 nas passagens de ônibus, levando o preço para o valor de R$ 3. A nova tarifa, anunciada pelo prefeito Eduardo Paes na semana passada, deverá entrar em vigor neste sábado. Não se descarta que a mudança leve a mais protestos.

Para o diretor executivo da Anistia Internacional Brasil, Átila Roque, o recrudescimento da violência nos protestos preocupa. Ele diz que os protestos têm caminhado para confrontos violentos, com uso excessivo e desproporcional de força pela polícia.

“Um trabalho de inteligência policial mais qualificado certamente ajudaria a polícia a identificar aqueles que estão ali com objetivos outros que não sejam de realizar um protesto pacífico”, afirma.

Desde junho, mais de cem repórteres feridos

A confusão durante a manifestação começou no momento em que policiais tentaram retirar manifestantes que pulavam as catracas da estação de trem da Central do Brasil usando golpes de cassetetes. Os manifestantes revidaram jogando pedras e, assim, o tumulto começou. A polícia deteve 28 pessoas e dois policiais foram feridos a pedrada, sem gravidade. Quatro civis ficaram feridos e levados a um hospital.

População ficou em pânico por causa de bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo

Entre os feridos está o cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, da emissora Band. Ele foi atingido na cabeça por um explosivo e permanece em estado grave no CTI. O profissional, que está em coma, teve afundamento do crânio e perdeu parte da orelha esquerda. Ainda não se sabe se a bomba foi lançada por um policial ou um civil.

O cinegrafista faz parte de um retrospecto preocupante de violência contra repórteres. De acordo com dados da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), somente em 2013, 116 profissionais foram feridos em todo o país durante a cobertura dos protestos que ocorreram em junho e julho.

“De maneira geral, a polícia não está preparada. Ela enxerga os jornalistas de uma maneira indesejável, ou seja, a cobertura que eles estão fazendo ali de alguma maneira os expõem”, diz o presidente da Fenaj, Celso Schröder. “A polícia não conseguiu se livrar de uma tradição de ações ocultas, protegidas por um manto de impunidade, de proteção corporativa e, inclusive, isso se expressa nessa violência em que os jornalistas também são vítimas.”

De acordo com dados da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), somente neste ano, quatro jornalistas foram alvo de agressão durante protestos – sendo que, em relação ao cinegrafista da Band, a autoria ainda é incerta. O secretário-executivo da associação, Guilherme Alpendre, diz que a maioria dos jornalistas agredidos em protestos foi alvos de forças de segurança.

“Esta constatação é preocupante, porque se trata de um braço do Estado voltando-se contra direitos fundamentais: liberdade de expressão e acesso à informação”, diz Alpendre. “É preciso que o Estado – os Poderes Executivo e Judiciário – procure, encontre e puna os responsáveis por essas violências.”

 

DW.DE

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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21 Comentários
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  1. BHZ

    8 de fevereiro de 2014 5:36 pm

    Violência para todos os lados….

    Blog ameaça humorista após sátira de policiais militares
    Blog do Soldado fez sérias acusações contra ator Fábio Porchat que publicou, na segunda-feira (3), vídeo que ‘zomba’ de oficiais da corporação

    PUBLICADO EM 07/02/14 – 19h04
    DA REDAÇÃO

    O ator e humorista Fábio Porchat foi ameaçado por um site de militares depois de divulgar, na página Porta dos Fundos, no Youtube, um vídeo que mostra uma dupla de cidadãos criticando dois policiais e brincando com clichês associados à corporação. A exibição, chamada “Dura”, foi publicada na última segunda-feira (3).

    A ameaça surgiu pelo “Blog do Soldado”, página não oficial mas que apoia a Polícia Militar do Rio de Janeiro. “Não estamos incitando a violência, mas, bem que esse merda do Fabio Porchat deveria levar umas belas de umas porradas por esta humilhação que proferiu contra os policiais militares”.

    “Você, Fábio Porchat, merece ter sua carinha totalmente furada por tiros de fuzil, para aprender a respeitar os milhares de homens e mulheres que compõem a tropa da PM” diz trechos do post.

    A assessoria do humorista preferiu não comentar o episódio. Já a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro afirmou que o blog não possui qualquer tipo de ligação com a corporação.

    Veja o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=DyPb15CHdew

    1. Obelix

      8 de fevereiro de 2014 6:06 pm

      O humor pode tudo?

      Bem, se está valendo este tipo de humor, quem sabe o Porchat não faça um esquete com uma cena de estupro?

      Sinceramente, e esta é uma questão de gosto pessoal, vejo tanta violência na encenação quanto aquela que pretende criticar e ironizar.

      Agora aguentem.

      Não adianta tentar abusar do direito de ser fraco.

      Prezado BHZ, tens razão, é violência para todos os lados. Só que uns a têm como ofício, e outros não. Portanto, como disse, não adianta ficar choramingando depois, quem fala o que quer, ouve o que não quer.

      Saudações.

      1. BHZ

        8 de fevereiro de 2014 8:43 pm

        Cara Morgana Profana

        Se for só “ouve o que não quer”, então ok… Mas o problema é que o texto sugere que os comendiantes não vão só ouvir, mas ser objeto de violência….

        O Porta dos Fundos é um grupo que satiriza todos sem exceção, por isso nenhum grupo social pode se sentir perseguido por eles.

        A razão pela qual terá gerado uma reação tão clara neste caso é provavelmente porque tocaram bem na ferida…..

        1. Obelix

          8 de fevereiro de 2014 9:19 pm

          Cara Vânia

          …eu só conheço um discurso que é contra todos: o nazismo e o fascismo.

          E se o Porta dos Fundos reivindica tal condição, então não deveriam buscar defesa em algum discurso de civilidade ou humanidade.

          É bem provável que eles tenham “tocado na ferida”, eu concordo.

          Mas é aí que está o problema: não é uma ferida que vai ser curada com sarcasmo. Não deste tipo, e você sabe, o discurso é de quem ouve, não de quem fala.

          E como eu disse: No mundo real, quem está disposto a satirizar a tudo e a todos (um gesto unilateral e sempre uma escolha arbitrária), deve estar preparado para respostas duras, sejam simbólicas, sejam físicas.

          É claro que se eles levarem um tiro de fuzil na cara vai ser um crime bárbaro, que eu repelirei veementemente, mas eu pergunto: de que adianta morrer cheio de razão?

          Em tempo: já houve várias discussões aqui sobre os limites do humor, e não acredito em nenhuma forma de expressão artística que seja neutra ou esteja alheia as responsabilidades, ainda que insistam em se acreditar über alles.

          Saudações

           

          1. BHZ

            8 de fevereiro de 2014 10:13 pm

            Tsk-tsk

            Vc é a morgana… mas eu não sou a Vânia….Mas vejo que ela habita seu imaginário….

            Mein Schatz, weniger Deutsch und mehr Vernunft!

  2. Jorge Nogueira Rebolla

    8 de fevereiro de 2014 5:43 pm

    PM

    “Se eu fosse mãe de bandido as ONGs teriam me procurado”

     

     Maria Rosalina Rafael Castilho, mãe da Soldado PM Alda Castilho

    Uma jovem trabalhadora foi assassinada aos 27 anos e os defensores dos direitos humanos não se manifestaram. Para eles uma morte aceitável. Embora fosse mulher, negra, filha de empregada doméstica e moradora da baixada fluminense. Tinha o perfil exato do grupo de brasileiros considerado o mais vulnerável socialmente. Porém ela possuía aos olhos ongueiros falhas imperdoáveis: trabalhava e estudava, pior ainda, era uma policial militar. Saia de casa às quatro e meia da manhã para ir para a UPP, no Complexo do Alemão, e após o expediente ia para a faculdade cursar psicologia. Foi a primeira da sua família a ingressar no ensino superior. Deixou como herança a dor da mãe, a saudade dos seus amigos e familiares e uma casa em construção, para onde pretendia se mudar no ano que vem após se casar.

    Os bandidos que invadiram o seu local de trabalho e a assassinaram ajudaram a mostrar como funcionam os movimentos em defesa dos direitos humanos no Brasil. Caso ela reagisse e tivesse sucesso seria alvo da fúria dos defensores dos pobres e dos excluídos. A sua morte não causou comoção, aliás, passou em branco por essas organizações. Todas estavam preocupadas com o bandidinho acorrentado ao poste e a história contraditória da Yvonne.
     

     

     

  3. Obelix

    8 de fevereiro de 2014 5:52 pm

    Fehler, Fehler, Fehler.

    Prezados, desculpem o uso da língua alemã com o tradutor do Google.

    Asneiras, asneiras, asneiras.

    Pesquisa diz que 64% dos policiais civis e militares se sentem inseguros para agir em grandes manifestações.

    Bem, quem fez a pesquisa não mora no Brasil, e se mora, esteve em coma desde muito tempo.

    A polícia civil não intervém em manifestações, pois ela é de ação repressiva (pós-crime), talvez apenas raramente, mas não me lembro a última vez que qualquer unidade da polícia civil esteve em ação em tumultos de rua).

    Já a polícia militar é que tem esta missão.

    Mesmo assim, não existe treinamento, a não ser para unidades específicas, que dê conta do imponderável que se apresenta em manifestações de rua.

    Nenhuma polícia do mundo detém treinamento para tanto, e muito menos para situações de extrema urgência ou pânico

    É só dar uma olhadela no caso Jean Charles de Menezes, ou no que houve em L.A., no pós Rodney King, ou na Grécia, no Occupy Wall Street e em cada tumulto nas manifestações anti-capitalistas em Davos ou em Bruxelas, ou na própria Alemanha, onde a polícia desce o cacete sem dó, seja em manifestantes, seja nos porcalistas.

    A França ficou com a periferia de Paris dois meses em chamas após a morte do garoto eletrocutado para se esconder da fúria policial, e não houve “treinamento” que desse jeito.

    Pelo que lemos no texto, é bom que se diga:

    Ninguém deve defender a violência contra quem quer que seja, mas no caso dos porcalistas, como este que escreveu esta porcaria, umas bordoadas no lombo não fazem nada mal.

    Jornalismo (e a maioria esmagadora dos jornalistas) e empresas de mídia não têm nada a ver com Democracia.

    Saudações.

     

    1. Nicolas Crabbé

      8 de fevereiro de 2014 7:24 pm

      Mostrou a cara…

      Aqui não se trata de imponderável. Faz mais de 6 meses que a população sabe, e a polícia também, que existem elementos infiltrados nas manifestações, cujo objetivo é depredar e provocar tumulto. Essa manifestação era de alto risco, todo já sabiam disso bem antes dela começar.

      Quando alguém faz a apologia da violência policial encima dos jornalistas só porque eles têm uma opinião diversa da dele, mostra o quanto aprecia a democracia, desde que seja para ele e não para os adversários.

      1. Obelix

        8 de fevereiro de 2014 8:39 pm

        Pau que dá em chico, deve bater em franciscos.

        Prezado legionário Nicolas,

        Que bom que eu tenha mostrado a minha cara. Em um debate, problema mesmo é quando temos interlocutores que se escondem atrás de sofismas ou meias-verdades.

        Há muito tempo carregando menires e observando o tempo passar, entre um javali e uns sopapos em legionários me deram uma noção tosca da vida:

        Nem sempre a violência se expressa apenas na forma clássica (ou física, se preferir). 

        A reação violenta a violência simbólica da mídia não se legitima porque ela discorda deste ou daquele governo, ou desta ou daquela posição política, mas sim porque ela (a mídia) exerce esta discordância de forma manipuladora e subrrepetícia, com viés sempre unilateral e anti-democrático, isto é, sempre VIOLENTA, seja de forma explícita como datenas, bóris e sherazades, seja de forma velada.

        Mas você tem o direito de acreditar que o jornalismo e a mídia empresarial, bem como seus lacaios, estejam a serviço da Democracia, assim como acreditar em papai noel, coelhinho da páscoa e até em deus.

        Saudações.

        1. Nicolas Crabbé

          8 de fevereiro de 2014 10:30 pm

          Pois é…

          Meu caro Obélix,

          Antes de entrar no cerne da discussão, um esclarecimento: Pela minha origem sou muito mais próximo dos Gauleses do que dos Romanos; aliás o próprio Júlio César já escreveu alguns séculos atrás na obra De Bello Gallico: “Horum omnium fortissimi sunt Belgae”. Talvez a palavra legionário não seja a mais adequada nesse contexto, embora a Bélgica de hoje seja muito diferente daquela conquistada por Roma.

          Depois dessa pequena correção, vamos ao que interessa. Pelo que entendo do seu argumento, basta uma pessoa ser jornalista para ser canalha e merecer apanhar. Isso porque os donos da empresa onde esse jornalista trabalha têm uma atitude antidemocrática e golpista. Ou seja, se o cinegrafista da Band foi atingido por um rojão e está em coma, bem feito porque ele trabalha para a família Saad. E com certeza o jornalista da Deutsche Welle também mereceu apanhar da polícia porque é da imprensa. E o jornalista que perdeu o olho durante as manifestações de junho de 2013 também foi merecido.

          Em momento algum mencionei que a imprensa brasileira era democrática. Até uns 10-12 anos atrás eu comprava todo domingo a FSP e o Estadão. Gostava de lê-los, havia artigos interessantes, com o Estado claramente mais conservador e a Folha com uma postura sempre mais polêmica, às vezes gratuita. Porém em ambos havia reportagens interessantes e espaço para opiniões divergentes. Parei de comprar e ler esses jornais quando a cobertura tornou-se tendenciosa demais e incompatível com meus ideais. Desde então as coisas só pioraram, a grande imprensa tem prestado um desserviço enorme à democracia brasileira. Porém não preconizo a violência para silenciá-la.

          A partir do momento em que você justifica a violência para calar seus adversários ideológicos, abre a porta para o totalitarismo, e com isso não posso compactuar.

  4. Gão

    8 de fevereiro de 2014 6:29 pm

    sangue O+. Doações no HemoRio

    6 min

    O cinegrafista da Band, que está em coma, está precisando de sangue O+. Doações no HemoRio, rua Frei Caneca, 8 – Rio de Janeiro. DIVULGUE

  5. Gão

    8 de fevereiro de 2014 6:36 pm

    Black blocks x PM x Imprensa golpista

    corrão para as montanhas

  6. zuleica Jorgensen

    8 de fevereiro de 2014 7:27 pm

    Desde o início dessas

    Desde o início dessas manifestações, que invariavelmente terminam em pancadaria, eu me faço a mesma pergunta: o que fazer, como resolver essa situação?

    Acho mesmo, como disse um comentarista antes de mim, que não há treinamento que possa ensinar a polícia a controlar tais situações. Vemos na TV, todos os dias, a polícia agindo com truculência  em todo o mundo. Nos países do centro (EUA, Reino Unido, França, etc…) e da periferia, os chamados emergentes, como Turquia, Chile, Brasil, Rússia. Não vemos nada na China, claro, porque lá, como se diz, o buraco é mais embaixo.

    Trata-se de uma questão muito tormentosa.  A possibilidade de se reprimir com êxito, sem ferir ninguém, torna-se quase impossível, seja aqui, seja em qualquer parte do mundo. Vimos a repressão no movimento OWS, com cenas pesadíssimas de violações dos direitos humanos.

    Nao estou defendendo BB ou meros manifestantes violentos, e eles existem com certeza.  Muito menos a polícia de Cabral ou Alckmin. Só acho que o problema não tem solução, ao menos nos moldes de repressão usuais. Também é óbvio que não se pode simplesmente cruzar os braços e deixar a violência correr solta.

    A questão, eu imagino, está ligada ao desenvolvimento das comunicações, da atualidade que a internet provoca, levando os acontecimentos em tempo real a todo mundo. Hoje pouco se pode esconder dos cidadãos. E creio que quanto mais se sabe, mais cresce a revolta dos excluídos, cada vez mais numerosos.

    Conter as manifestações e a violência é cada vez mais dificil.

    O problema está aí. Dilma vai ter que trabalhar muito, conversar muito, inovar muito, para não submergir num pais em revolta.

  7. Marco St.

    8 de fevereiro de 2014 9:01 pm

    Black Book

    Do G1

    No Brasil tentar matar (ou matar) uma pessoa com um rojão e depredar a cidade não dá em absolutamente nada.

    Já se vc furtar um livro…

    Jovem é preso após furto de livros de literatura fantástica em livraria na BA

    Segundo a polícia, caso aconteceu na Livraria Cultura, em Salvador.
    Suspeito de 19 anos foi encaminhado à Cadeia Pública Estadual.

     

    Um jovem de 19 anos foi preso na quinta-feira (6), após furtar livros e revistas de literatura científica e fantástica na Livraria Cultura, localizada no Shopping Salvador, na capital baiana. As informações só foram confirmadas neste sábado (8). De acordo com informações da assessoria de imprensa do estabelecimento, o jovem foi pego em flagrante e os procedimentos de segurança foram feitos de acordo com o regulamento do shopping.

    Ainda segundo a assessoria, a segurança do shopping foi chamada e acionou a polícia. O jovem foi encaminhado para a 1ª Delegacia, nos Barris, onde fica concentrado as ocorrências de flagrante na capital baiana.

    Segundo a polícia, na sexta-feira (7), o jovem seguiu para a Central de Flagrantes da Cadeira Pública da Mata Escura.

    A assessoria da Livraria Cultura disse que o jovem chegou a dizer, em depoimento, que essa não teria sido a primeira vez que ele furtou livros na unidade. A assessoria informou ao G1, que a loja possui uma política de permitir que interessados possam folhear ou ler livros de qualquer gênero em pufs, escadas ou sofás da loja.

    A polícia não tem informações se rapaz já possuia antecedentes criminais. Não há informações sobre os títulos furtados.

     

    1. allegro82

      9 de fevereiro de 2014 11:49 am

      Quem nunca fez isso?

      Quem nunca fez isso?

  8. claudio mesquita

    8 de fevereiro de 2014 10:16 pm

    Gostaria de saber como a

    Gostaria de saber como a polícia alemã iria reagir se um bando de malucos invadisse um terminal ferroviario na hora do rush, quebrando tudo e soltando bombas.

    Mas por aqui esse ato é tratado pela mídia como uma simples manifestação de movimentos sociais, uma revolta popular e o problema é o despreparo da PM. A informação é tão embaralhada que se voce critica o vandalismo é tachado de ser contra as manifestações, chamado de petista querendo defender a Dilma-que-está-morrendo-de-medo da-revolta-popular. Ou então de fascista e reacionário. O maniqueísmo é tanto que chega a ser irritante.

    A globo pelo visto estava dentro do script tradicional, tratando a invasão da Central do Brasil como simples manifestação popular “pacífica” violentamente reprimida pela PM mal treinada. Arrumaram até uma entrevista com um reporter dizendo que viu quando o cinegrafista da band foi atingido por projétil lançado pela PM.

    Mas parece que um reporter de uma tv russa filmou a cena toda e deu entrevista pra todo mundo desmontando a farsa da globo, que arranjou rapidamente outra entrevista falando o contrário, apareceram videos e fotos que provavelmente ficariam na gaveta. Fomos até brindados com aquele tom editorial de que a globo sempre esteve comprometida com a verdade dos fatos e bla, bla, bla. Isso por 3 vezes no mesmo dia. Não tem preço ver a Sandra Annenberg e o Bonner Simpson pedindo desculpas com aquela cara de bunda. Figuras que salivam quando descrevem as manifestações.

    Parece que o plano dessa turma é mesmo incentivar uma revolta popular. Essa semana, na globo, quando noticiaram os problemas no metro de SP, mostraram as cenas do povo revoltado por causa dos trens parados, e a imagem passou na sequencia, sem voltar aos apresentadores, para cenas das ruas em chamas na Ucrania, com o bonner falando algo imcompreensivel (pelo visto de propósito). Em seguida voltaram falando das olipíadas de inverno.

    Para um desatento aquele fogo na rua era em SP. A mensagem, o Brasil está em meio de uma revolta, venham é assim que se manifesta, a culpa é do “governo”. Truque de manipulação primário que pega muita gente boa que está ali só esperando a novela.

    Acho que eles estão precisando de ajuda, até o jornalão alemão veio dar uma força:

    “A confusão durante a manifestação começou no momento em que policiais tentaram retirar manifestantes que pulavam as catracas da estação de trem da Central do Brasil usando golpes de cassetetes. Os manifestantes revidaram jogando pedras e, assim, o tumulto começou”.

    Quem começou o tumulto foi a PM, é mole?

  9. Paulo Figueira

    8 de fevereiro de 2014 10:28 pm

    Qual não foi a minha surpresa
    Qual não foi a minha surpresa ao preparar-me para o almoço, o jornal Hoje fazia uma chamada para entrevista exclusiva com um black bloc assumindo ter entregue a outro bloc o artefato que feriu o jornalista da Bandeirantes.
    É isso mesmo, os contra tudo que esta aí comunicam-se através de exclusiva para a Globo?
    É para chorar ou para rir? Por favor me esclareçam

  10. Lucas Gomes

    8 de fevereiro de 2014 10:35 pm

    vai explodir ainda muita

    vai explodir ainda muita coisa nesses protestos, infelizmente. Mas, como ficaremos sabendo quem acendeu o rojão, em dias como os nossos?:

     

    Governo infiltrou agentes no Black Blocs, diz Reuters

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/governo-infiltrou-agentes-no-black-blocs-diz-reuters/

    1. claudio mesquita

      9 de fevereiro de 2014 12:35 am

      É verdade. O Fabio e aquele

      É verdade. O Fabio e aquele outro que soltou o rojão provavelmente são agentes disfarçados da Abin.

  11. Vito o Caramuru

    8 de fevereiro de 2014 10:39 pm

    Eu fico fulo, sério, quando

    Eu fico fulo, sério, quando começam com essa mentira descarada de “começou pacífico, mas depois que a polícia começou a  lançar bombas de efeito moral etc etc” . Mas que droga, ninguém vai protestar pacificamente portando rojões! Esse rojões não aparecem do nada por geração espontânea. Há uma grande massa de manobra pacífica sim, mas que está organizando isso quer o caos, a barbárie. Malditos!

  12. basilio

    9 de fevereiro de 2014 3:08 am

    Fosse na Germânia

     

    Fosse  na Germânia,  numa briga entre centenas de neonazistas perseguindo imigrantes, preferencialmente turcos, a polizei baixaria porrada mas tudo estaria bem.

    Já no Brasil a culpa é sempre da polícia,  nunca do poder judiciário,  o verdadeiro culpado, valhacouto de privilégios inaceitaveis em qualquer lugar onde sesmarias já tenham sido abolidas, e que fornece liberdade, definitiva ou temporária a qualquer criminoso razoavelmente assessorado.

     Um delegado exemplificou uma situação, John Lenon foi assassinado em 1980, seu assassino continua preso, Daniela Perez foi assassinada em 1992 e seus assassinos estão soltos há muitos anos.

    O debil mental, fdp, que foi identificado por sua tatuagem, se apresentou dizendo que apenas transportava a bomba que destruiu a vida do cinegrafista da Bandeirante, acredite quem quiser, já tinha 2 ou  3 passagens pela polícia,  uma por destruir patrimônio público outra por ameaça, advinha quem o soltou?

    Agora vem “jornalistas” da Germânia querer estabelecer regras, e a imprensa colonizada, a opinião publicada, subserviente, subordinada, direitopata e mesmo de pseudo esquerdoites acha o máximo,  a “culpa é da polícia”.

    A culpa é sempre da polícia,  facinho, né?

     

     

     

     

     

     

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