3 de junho de 2026

Uma homenagem a Rosina Pagã

Somente ontem tomei conhecimento do falecimento da cantora e atriz cinematográfica ROSINA PAGÃ. Partiu no dia 3 de fevereiro, em sua casa na cidade de Los Angeles.

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Não vi nada aqui no Blog do Nassif e porisso faço  esta homenagem à grande intérprete que, em carreira solo e ainda em dueto com sua irmã Elvira Pagã, teve uma vida dedicada à arte.

Rosina Pagã
 
Rosina Cozollino
 10/7/1919 Itararé, SP 
 3/2/2014 Los Angeles, EUA
 
Iniciou a carreira artística em 1935, apresentando-se juntamente com a irmã e o grupo Anjos do Inferno na inauguração do Cine Ipanema. 
Nessa apresentação, foi apresentada com a irmã, pelo locutor Heitor Beltrão (pai do futuro ministro Hélio Beltrão), como sendo as “Irmãs Pagãs”, nome artístico que passaram a adotar. 
No mesmo ano, passou a atuar em dupla com a irmã na Odeon, e participou com ela do filme “Alô, alô, carnaval”, de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro, interpretando a marcha “Não beba tanto assim”, de Geraldo Décourt. 
Em 1936, atuou nos filmes “Cidade-Mulher”, com direção de Humberto Mauro, e “O Bobo do Rei”, com direção de Mesquitinha, e roteiro de Joracy Camargo e Mesquitinha.
Gravou um total de 14 discos em dupla com a irmã. Como integrante das Irmãs Pagãs foi contratada da Rádio Nacional e excursionou pela Argentina, Peru e Chile.
Com o casamento de Elvira, a dupla Irmãs Pagãs acabou e ela seguiu carreira solo. 
Contratada pela Victor, gravou o primeiro disco solo em 1941, interpretando a marcha “Volta Horácio”, de Roberto Roberti e Rachid Hadad, e o samba “Abana, baiana”, de Roberto Roberti, Jorge Faraj e C. Brasil. 
No mesmo ano, foi contratada pela Columbia, e com acompanhamento de Aldo Taranto e sua orquestra gravou o choro “Tabuleiro da ilusão”, de Mário Lago e Roberto Martins, e o fox-trot “Oh! Juca”, de João de Barro e A. Olman, e com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu conjunto regional o samba “Tem que me dar, me dá logo” e a marcha “As aparências enganam”, ambos de Benedito Lacerda e Gastão Vianna. 
Também em 1941, foi contratada pela Odeon e gravou com acompanhamento de Fon-Fon e sua orquestra a marcha “Firin-fin, fon-fon”, de Peterpan e Milton de Oliveira, e o samba “Vai dormir, criança”, de Newton Teixeira e Ciro de Souza. 
Para o carnaval de 1942, lançou, em dueto com Lamartine Babo e acompanhamento da Orquestra de Fon Fon, a marcha-conga “La canga”, de Lamartine Babo e Héber de Bóscoli. 
No mesmo ano, gravou, com a orquestra de Fon Fon, a batucada “Pobreza não é defeito”, de Antônio Almeida e Jorge Faraj, e o samba “Gasparino”, de Ary Barroso; e, com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu conjunto regional, os sambas-choro “Desculpa de ocasião” e “Caroá”, de Herivelto Martins e Darci de Oliveira, e o samba “Coco dendê”, de Haníbal Cruz e Carlos Cruz. 
Para o carnaval de 1943, gravou com a Orquestra Odeon a marcha “Oh quitandeira!”, e o samba “Encontrei um amor”, ambas de Felisberto Martins e Ari Monteiro. 
Foi contratada pela Continental em 1944, e gravou, com acompanhamento de Napoleão Tavares e Seus Soldados Musicais, o corrido “Chiu…chiu…”, de N. Molinari em versão de Osvaldo Santiago, e o fox “Meu coração me diz”, de M. Gordon e H. Warren, com versão de Alberto Ribeiro. 
Gravou em 1946, com acompanhamento do conjunto Continental as marchas “A volta de Suzana”, de João de Barro e Valdemar de Abreu, o Dunga, e “Maria”, de Roberto Roberti e Arlindo Marques Jr, esta última, em dueto com o cantor Newton teixeira. 
Ainda nesse ano, seguiu turnê em Cuba, EUA e México. 
Atuou nos filmes mexicanos “Musica y Dinero”, “Calabacitas Tiernas” e “La Liga de Las Muchachas”. 
Em 1955, na cidade de Los Angeles, se casou e lá passou a residir. 
No mesmo ano, dublou a personagem “Lady”, no filme “A Dama e o Vagabundo”, de Walt Disney. 
Abandonou a carreira artística logo a seguir. 
Passou a vir ao Brasil em ocasiões muito esporádicas para visitar a irmã Elvira que continuou a carreira solo de vedete de teatro de revistas. 
Gravou dez discos solo pelas gravadoras Continental, Odeon, Columbia e Victor. 
Em janeiro de 2014, foi exibido no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, o filme “Rosina Pagã – a história de uma cantora do rádio”, documentário em longa-metragem dirigido por seu biógrafo Dimas Oliveira Júnior. 
Nesse documentário aparecem as últimas imagens da cantora gravadas em sua casa em Los Angeles.
 
 
http://www.dicionariompb.com.br/rosina-paga/dados-artisticos
 

Luciano Hortencio

Música e literatura fazem parte do meu dia a dia.

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14 Comentários
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  1. lucianohortencio

    8 de fevereiro de 2014 12:40 pm

    Dimas Oliveira Júnior

    Rosina Pagã by Dimas Oliveira Júnior!

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=8zMLcEsRpFk%5D

  2. Almeida

    8 de fevereiro de 2014 3:21 pm

    Não Tenho Lágrimas, Rosina Pagã.

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=_2wwBek70Rg%5D

  3. Almeida

    8 de fevereiro de 2014 3:28 pm

    As Irmãs Pagã: Não Beba Tanto, do filme ‘Alô, Alô, Carnaval’

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=rRP51L0tmgI%5D

  4. Almeida

    8 de fevereiro de 2014 3:32 pm

    Porqué Será, Rosina Pagã e Tin Tán.

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=UWi5XOlUpeo%5D

  5. Almeida

    8 de fevereiro de 2014 3:39 pm

    Sambando na Lua, do filme ¡Ay, que bonitas piernas!, de 1948.

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=_Ko8Ld5G3y0%5D

  6. Almeida

    8 de fevereiro de 2014 3:44 pm

    Irmãs Pagãs: Tristeza, de Assis Valente e Zequinha Reis.

    Cenas do filme “Die Arme Jenny”, 1912, direção de Urban Gad.

     

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=A7s2p-VErco%5D

  7. Almeida

    8 de fevereiro de 2014 3:48 pm

    Que Será Será, Rosina Pagã.

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=6SF-P2aeOnc%5D

  8. Almeida

    8 de fevereiro de 2014 4:04 pm

    As Irmãs Pagãs cantam “O palhaço, o que é?” (1938)

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=lJHuc8lbSGQ%5D

  9. lucianohortencio

    8 de fevereiro de 2014 4:23 pm

    Obrigado, Almeida!

    Interessantíssimos e excelentes os vídeos aqui trazidos, caro Almeida!

    Fico muito feliz com isso pois muita gente esnoba o talento de Rosina Pagã. Os vídeos por ti apresentados, por si só, jogam por terra comentários de incautos que, como papagaios, dizem o que sabem e não sabem o que dizem.

    Fico muito feliz ao ver ressonância na minha simples homenagem. Os vídeos enriqueceram-na de uma forma extraordinária.

    Receba um abraço do luciano

     

  10. jns

    8 de fevereiro de 2014 6:12 pm

    Rosina e Carmen Miranda

    [video:http://youtu.be/Xja6-ix_etU%5D

    [video:http://youtu.be/_2wwBek70Rg%5D

    Elvira e Rosina Pagã, anos 30

    O que poucas pessoas sabem é que foram as Irmãs Pagãs quem primeiro gravaram o clássico samba Camisa Listada, em 1937, antes de Carmen Miranda, porém, só a gravação de Carmen foi comercializada.

    [video:http://youtu.be/9f01BkrntYE%5D

    http://bonavides75.blogspot.com.br/2013/03/irmas-pagas-interpretam-assis-valente.htm

  11. jns

    8 de fevereiro de 2014 6:23 pm

    Jaguatiricas Namoradeiras

    “Dizia-se que as Irmãs Pagãs tinham sido criadas a leite de jaguatirica…” – Ruy Castro.

    Entre gravações de álbuns, por volta de 1944, Rosina vai para os Estados Unidos atrás da febre americana de Carmen Miranda, sonhando lançar-se em carreira internacional. O que ela foi descobrir chegando lá é que apesar de todo o sucesso de Carmen Miranda, da música e exoticidade brasileira em voga no mercado americano, este só dava espaço para a própria Pequena Notável, pois ela já preenchia a lacuna South American Way que a indústria fonográfica e ambos os governos precisavam. Rosina visitava diversos lugares em busca de uma apresentação, mas sem a sorte e o talento de sua compatriota não teve muitas oportunidades. Após muitas tentativas frustradas, finalmente conseguiu ser contratada para um show, mas logo percebeu que não tinha nenhuma daquelas roupas exóticas necessárias para uma brasileira cantora se apresentar nas terras do Tio Sam. Carmen Miranda, ao saber da história por intermédio de uma amiga, emprestou a Rosina um traje de baiana para que ela pudesse trabalhar. “As velhas mágoas, se existiram, tinham ficado para trás”.

    Apesar do constante crescimento econômico dos EUA no período pós segunda guerra, os tempos ainda não estavam fáceis, principalmente para artistas-aventureiros-imigrantes. Em Los Angeles certa vez Rosina visitou uma amiga que havia chegado há pouco tempo na cidade e levou de presente nada menos do que dois rolos de papel higiênico – artigo difícil naqueles dias.

    Azar no jogo, sorte no amor – Esse foi o caso de Rosina em seus romances com os atores John Garfield, Brian Aherne, com o diretor John Huston e mais alguns outros.

         

    Entre trabalhos escassos nos Estados Unidos, Cuba e México, durante suas visitas ao Brasil chegou a gravar mais alguns álbuns por aqui. Seu último disco gravado havia sido em 1946 e já estava há um bom tempo sem conseguir nada, quando finalmente em 1948 foi chamada para um papel no filme mexicano “Ay que Bonitas Piernas!” com o papel protagonista ocupado por Tin-Tan. Seu papel não era de grande destaque, pois a estrela do filme era Tin-Tan e ela dividia o restante do foco com mais seis atores do elenco principal. As temáticas dos filmes eram sempre as mesmas: Foco comercial, cenas musicais, mulheres bonitas e estilos de vida excêntricos. Depois de sua primeira participação no cinema internacional, gravou ainda mais dois filmes mexicanos na mesma linha: “Liga de las muchachas” (1950) e “Música y Dinero” (1958). O nome que a acompanhou por 23 anos de carreira foi diminuindo até não aparecer mais no cartaz de seu último filme.

    Rosina Pagã e Tin-Tan no Filme “Ay que Bonitas Piernas”, 1948

    O tempo foi passando e Rosina foi se cansando das frustrações impostas pela vida artística, perdendo por fim o interesse em sua carreira. Optou pelo anonimato e passou a viver na Cidade do México sem deixar muitos rastros, até quando se teve notícias dela pela última vez, em 2003, com 83 anos.

    Eis o último álbum lançado pela cantora, em 1957 e o release romantizado de Fernando Lobo, encontrado na contracapa do LP. O álbum foi gravado com um certo apelo comercial e não chega a ser um primor do ponto de vista de escolha de repertório e arranjos, mas tem um clima bem legal, com destaque para o sambinha “Não sossega não”.

    “Eram duas meninas Rosina e Elvira que o rádio daquele tempo deu o nome de “Irmãs Pagãs”. Antes muito pequenino, o rádio carioca não tinha estradas longas como agora por onde pudessem caminhar os que queriam vitórias, os que buscavam sucesso. O tempo veio vindo rápido e, de repente, as duas irmãs foram por ele separadas, umas seguindo para a calma do lar, outra foi cruzando mares e céus, parando nos Estados Unidos, vendo e revendo a Europa e fixando-se na Cidade do México. Para onde seguiu e onde esteve deixou a semente do samba que trocava pela música da terra e, nesta longa andança pelo mundo foi faturando anos e anos para voltar agora ao Brasil e deixar antes de partir outra vez este disco que é também um relatório do seu trabalho de divulgação da nossa música e o recibo dos que ouviram com agrado o nosso ritmo. Rosina Pagã está aqui presente nos dizendo de Paris, nos contando das novidades musicais da terra norte-americana e repetindo o que de mais novo existe em matéria de ritmo brasileiro. É um punhado de melodias de várias terras que se juntam nesta gravação que a “Rádio” entrega ao seu público, o mesmo público que tanto aplaude a beleza e a arte de Rosina Pagã” (Fernando Lobo)

    Elvira Pagã

         

    Elvira, em seu livro, sobre a vida e a morte:

    “O riso é dor e a dor é riso. O mundo é éter! O éter é vida, a vida é gozo e o gozo é o final”.

    Extraído do excelente material sobre as Irmãs Pagãs publicado pelo ‘Tecnicolor’

    http://tecnicolor.art.br/tag/rosina-paga/

    1. lucianohortencio

      8 de fevereiro de 2014 7:02 pm

      Dom JNS!

      Acho que as Irmãs Pagãs devem ter causado ciúme e birra por serem “bonitas e gostosas”. Todo mudo quer tirar um pedacinho… Acho que Ruy Castro pega muito pesado na análise sobre Rosina no seu livro Carmen. O biógrafo de Rosina, no vídeo que anexei, tem outras explicações para que Rosina não tenha tido a mesma repercussão que Carmen Miranda teve, sobretudo aqui no Brasil.(Interessante a entrevista…)

      De todo modo,as IRMÃS PAGÃS serão lembradas e relembradas por muito tempo e fico feliz que estejas aqui participando dessa homenagem á Rosina!

      Abração do luciano

      1. jns

        9 de fevereiro de 2014 6:23 pm

        The Original Bikini Girl

        “Enquanto a carne arder no fogo da vida eu serei a flama sensual entre os homen.” – Vida e Morte, Elvira Pagã

        A Homenagem de Rita Lee

        [video:http://youtu.be/nH_94yNV4cQ%5D

        “A maneira de pensar de Elvira Pagã é proibitiva pois ela tem uma verdadeira aversão aos conceitos sociais.” – Revista Escândalo, 1956

        “Foi depois de ver, com minha mãe, uma de suas apresentações na Rádio Nacional que eu resolvi ser artista.” – Ney Matogrosso

        ***

        Certo dia em plena praia de Copacabana, Elvira rasgou o seu maiô e o adaptou a duas peças, tornando-se a primeira mulher de destaque artístico a utilizar biquini no Brasil, promovendo Copacabana para o mundo e ficando conhecida como The Original Bikini Girl ou The Brazilian Buzz Bomb. Foi a primeira mulher brasileira a fazer plástica nos seios e, satisfeita com o resultado, não pensou duas vezes: Posou nua e distribuiu a foto como cartão de Natal.

          

        Carmen e Aurora Miranda

        “Carmen Miranda (…) sabia ainda que metade do Rio de Janeiro já namorara Rosina, enquanto a outra metade se encarregara de Elvira – e que elas também não eram loucas por casamento.” – Ruy Castro

        ***

        Aos treze anos casou-se com o milionário Eduardo Duvivier, que na época tinha quase 30 anos mais que ela…O casamento foi anulado alguns meses depois por exigência da família. Orgulhosa de ter namorado o astro Errol Flynn (“ele tinha um membro enooorme”), com igual orgulho contava que foi a primeira mulher na vida do adolescente Daniel Filho, quando estrelou diversas revistas produzidas por seus pais Juan e Mary Daniel no Teatro Follies de Copacabana.

        ***

        Elvira tornou-se rival de Luz del Fuego, a quem chamava com desdém de “A Mulher das Cooobras”. As duas trabalharam em algumas revistas juntas mas se detestavam. Disse-me Rose Rondelli, que esteve no elenco de uma destas revistas, que as duas colocavam trabalhos de macumba nas portas de seus respectivos camarins. Com direito à farofa, galinha e velas acesas, para desespero dos artistas que passavam pelos corredores para a troca de roupas

        ***

        Foi amada por homens e mulheres, odiada e perseguida por autoridades e políticos conservadores e desejada pelo perigoso bandido Carne Seca. O histórico malfeitor tinha na sua cela, na prisão, as paredes forradas com fotos de Elvira, e dava destaque para uma onde a vedete estava deitada sobre uma pele de onça com a dedicatória: “Para Carne Seca, um consolo de Elvira Pagã”.

        ***

        “Declaro que o motivo de meu suicídio é a paixão que sinto por ela. Sou uma invertida sexual. Eu gosto de mulheres. Apaixonei-me loucamente por ela. Disse que a amava, não pude mais suportar, declarei-me. Mas Elvira Pagã recusou-se terminantemente a cooperar comigo. Desiludiu-me totalmente e tomou uma atitude que me fez perder a esperança por completo. Amá-la-ei eternamente. Por ela darei a minha própria vida.” – Wanda Eichner, no seu bilhete de despedida.

        ***

        Era muito divertida e completamente inesperada. Residindo em frente ao Pinel, recebia jornalistas para entrevistas, mas nem sempre as coisas acabavam bem. Foi assim que deu uma corrida na Gloria Maria e na equipe do “Fantástico”, como também acabou expulsando da sua casa a galera do Pasquim, que a entrevistou  e acabou contando tudo com aquele humor peculiar: “Aquele tarado do Ziraldo disse que encheu uma piscina de esperma de tanto se masturbar por mim”, disse-me.

        ***

        O mundo nunca mais foi o mesmo depois de ELVIRA PAGÃ.

        A sua presença no comportamento de uma época reprimida e repressora, em que ela, de certa maneira, rompeu com os padrões de comportamento, aprontou e encarou o machismo reinante com um paganismo inusitado. Como pano de fundo, o frenético mundo pós-guerra, a ditadura militar e os revolucionários anos 60, por onde ela pisou com determinação e coragem.

        Informações e imagens

        http://tecnicolor.art.br/tag/rosina-paga/ 

        http://obucaneiroprateado.blogspot.com.br/2013/09/o-mito-erotico-elvira-paga.html

  12. Laura Macedo

    8 de fevereiro de 2014 8:27 pm

    Adorei a homenagem!

    Amigo Luciano, adorei a homenagem, como também as colaborações dos comentaristas Almeida e Jns. De uma maneira geral considero os comentários tão importantes quanto o próprio post. Um exemplo recente é o do meu post “Afrobrasilidades em 78 rpm”. Um comentarista, um tal de Luciano Hortencio aparaceu por lá e arrasou rsrsrsrsrrs. E eu amei.

    Abraços.

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