Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
Gunter Zibell - SP
8 de fevereiro de 2014 2:33 amHuman Rights Watch lança campanha contra a homofobia na Rússia
http://revistaforum.com.br/blog/2014/02/human-rights-watch-lanca-campanha-contra-a-homofobia-na-russia-assista/#.UvLF5C5-124.twitter
Ativistas lançaram campanha para denunciar violência homofóbica e pressionar patrocinadores a se posicionarem contra a lei anti-gay
Por Redação
Foto: Gays são sequestrados e torturados na Rússia
A Human Rights, aproveitando que as Olimpíadas de Sochi começam nesta semana, lançou uma campanha denunciando a violência que a população LGBT sofre na Rússia. O vídeo contém imagens com homossexuais sendo fortemente espancados e humilhados. Para o grupo de ativistas, a situação piorou muito desde que o governo local aprovou a lei contra a “propaganda homossexual”.
De acordo com relatos da Human Rights Watch, as cidades mais perigosas para homossexuais são Moscou, São Petersburgo e Novosibirsk, onde há relatos de sequestros de caráter homofóbico. As ações são comandadas pelo grupo Ocuppy Pedofilia. No vídeo é possível ver gays sendo perfurados por membros deste grupo, que filma as agressões e posta na rede.
Ainda de acordo com o relatório, a maioria das vítimas tem medo de ir na delegacia denunciar, pois teme que sofram novo assédio por parte da polícia. A maioria não vai adiante. Uma carta denunciando a perseguição de homossexuais foi enviada aos principais patrocinadores do Jogos Sochi:
“Sabemos que certamente lhe diz respeito , pois diz respeito profundamente todos nós, que desde que foi escolhido como o país sede dos Jogos Olímpicos de Inverno , o governo russo tem intensificado sua agressão contra os direitos humanos de sua lésbicas, gays, bissexuais e transexuais ( LGBT) cidadãos. Cidadãos russos e estrangeiros estão proibidos por lei de apoiar publicamente a igualdade para pessoas LGBT. Ativistas e jornalistas que buscaram investigar e denunciar tais abusos de direitos humanos foram secretamente gravadas, perseguidos e deportados da Rússia. LGBT russos têm efetivamente sido empurrado para a margens da sociedade e agora são forçados a conviver com ameaças diárias à sua segurança em um país que está promovendo a homofobia e transfobia sancionada pelo Estado. Estas ameaças vêm na forma de sequestros, tortura, atos de violência e ameaças de bomba.”
A carta foi enviada aos CEOs das empresas Coca-Cola, General Eletric, McDonalds, Procter & Gamble, Samsung e Visa e também pede para que as empresas que se posicionem publicamente contra a lei anti-gay da Rússia.
Os Jogos Olímpicos de Sochi começam nesta sexta-feira.
[video:http://www.youtube.com/watch?v=zMTbFSJ_Tr4%5D
Gunter Zibell - SP
8 de fevereiro de 2014 2:36 amBan Ki-Moon: ‘O ódio não pode ocorrer no século 21′
http://www.onu.org.br/o-odio-de-qualquer-tipo-nao-pode-ocorrer-no-seculo-21-diz-chefe-da-onu-na-russia-sobre-homofobia/
‘O ódio de qualquer tipo não pode ocorrer no século 21′, diz chefe da ONU na Rússia sobre homofobia
Por Nações Unidas no Brasil
“As Olimpíadas mostram o poder do esporte de unir indivíduos, independente da sua idade, raça, religião, habilidade, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nesta quinta-feira (6) em seu discurso na 126ª sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI) em Sochi, na Rússia, também reconhecendo o poder do esporte para promover os direitos humanos.
“Todos nós devemos levantar nossas vozes contra ataques a gays, lésbicas, bissexuais ou pessoas trans”, salientou Ban, acrescentando que “o ódio de qualquer tipo não pode ocorrer no século 21”.
Ele destacou a necessidade de combater “demonstrações racistas horríveis e dolorosas em jogos esportivos”.
Ban também reiterou seu apelo para que todas as partes em conflito honrem a Trégua Olímpica, especialmente na Síria, no Sudão do Sul e na República Centro-Africana, afirmando que ela pode “criar uma abertura para a paz duradoura”.
“Os atletas enviam uma mensagem unificada de que as pessoas e as nações podem pôr de lado as suas diferenças”, disse ele, ressaltando que se os atletas podem fazer isso nas arenas esportivas de Sochi, os líderes de combates em todo o mundo devem fazer o mesmo.
A trégua simbólica, que começou uma semana antes dos XXII Jogos Olímpicos de Inverno, durará até uma semana após o encerramento dos XI Jogos Paraolímpicos de Inverno, que será realizado de 7 a 16 de março.
Ban sublinhou a natureza essencial dos Jogos Paraolímpicos de Inverno de Sochi e destacou como o Movimento Olímpico promove os direitos humanos, que incluem os direitos das pessoas com deficiência, declarando que ele é “uma das milhões de pessoas inspiradas por esses atletas”.
Ban lembrou que “a popularidade dos esportes transcende todas as barreiras”, enfatizando o poder e a importância do esporte para a “paz e o desenvolvimento” mundial.
“Os Jogos Olímpicos também serviram para acabar com os estereótipos negativos e construir atitudes positivas. Fico feliz que a ONU conta com muitos atletas olímpicos como campeões de nossas causas – paz, desenvolvimento e direitos humanos. Estes esforços estão ajudando no avanço dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, os nossos objetivos para combater a pobreza, a doença, a degradação ambiental e a desigualdade”, afirmou o chefe das Nações Unidas.
Em seu discurso, Ban também apreciou as garantias do presidente russo Vladimir Putin, de que “não haverá qualquer tipo de discriminação”, e de que as pessoas de qualquer orientação sexual são bem-vindas para competir e desfrutar os Jogos Olímpicos.
Em uma coletiva de imprensa ao lado do presidente do COI, Thomas Bach, Ban disse que “os Jogos Olímpicos nos dão uma oportunidade para celebrar o direito de todos competirem nas mesmas condições, não importa como eles são, de onde vêm ou quem eles amam”.
jc.pompeu
8 de fevereiro de 2014 2:51 amCOMEÇOU… HOJE AO MEIO DIA O APAGÃO DA FALTA D’ÁGUA
COMEÇOU… HOJE AO MEIO DIA O APAGÃO DA FALTA DE ÁGUA EM SÃO PAULO NO SISTEMA SABESP / CANTAREIRA!
ESTÁ FALTANDO ÁGUA NA MINHA CASA, NO MEU VIZINHO, NESTE BAIRRO LOCALIZADO NA FRANJA PERIFÉRICA DA REGIÃO NORTE-OESTE DA MEGALÓPODE PAULISTANA, NA JURISDIÇÃO DA SUBPREFEITURA DE PERUS.
35ºC À SOMBRA….DO VUL/CÃO CHUPANDO MANGA!
“ALEA JACTA EST”
Marco St.
8 de fevereiro de 2014 2:54 amImagina no Brasil…..
Merkel considera xingamento de diplomata dos EUA inaceitável
Deutsche Welle
Em conversa com embaixador em Kiev, subsecretária de Estado americana criticou a participação da UE na crise ucraniana. Telefonema foi grampeado e colocado no YouTube com legendas em russo.
A subsecretária de Estado americana, Victoria Nuland: “Que se f… a UE”
A chanceler federal alemã, Angela Merkel, considerou nesta sexta-feira (07/02) inaceitáveis as declarações da subsecretária de Estado americana, Victoria Nuland, que, com uso de palavrão, criticou a atuação da União Europeia na crise política ucraniana.
“Que se f… a UE”, disse Nuland por telefone ao embaixador americano em Kiev sobre a situação na Ucrânia. A conversa foi gravada e colocada no YouTube com legendas em russo.
O governo alemão reagiu através da porta-voz Christiane Wirtz. Ela disse que “Merkel considera as declarações absolutamente inaceitáveis” e que a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, “está fazendo seu trabalho”.
A chanceler alemã Angela Merkel
Ainda na quinta-feira, Nuland pediu desculpas aos europeus, mas disse que não faria comentários sobre uma conversa diplomática privada. No telefonema, ela afirma ainda ter tido informações de que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nomearia um antigo embaixador da Holanda em Kiev como representante especial para a Ucrânia.
“Isso seria fantástico para ajudar a unir tudo isso, ter a ONU que una isso e, você já sabe, que se f… a UE”, disse a diplomata.
Não se sabe quem foi o responsável por grampear o telefonema. Funcinários do governo americano não negaram que a conversa tenha ocorrido, mas se recusaram a comentá-la. Jay Carney, porta-voz da Casa Branca, diz que o fato de o governo russo ter colocado no Twitter oficial um link para o vídeo “diz algo sobre o papel da Rússia” no ocorrido.
Gão
8 de fevereiro de 2014 2:54 amGuerra: Arábia Saudita pode estar por trás dos ataques em Volgog

Mais uma vez, a elite globalista, através do seu falso terrorismo, age para fomentar um possível conflito na região…
Vale lembrar que a Arábia Saudita é um dos grande aliados dos EUA na região!
”Príncipe Bandar advertiu Putin, “Os grupos chechenos …. são controlados por nós”.
Explosões gêmeas visando uma estação de comboios e um autocarro elétrico na cidade de Volgograd, que matou pelo menos 31 pessoas seguem uma ameaça feita pela Arábia Saudita para atacar a Rússia usando terroristas chechenos se Moscou não retirasse o seu apoio ao presidente Assad na Síria.
O primeiro ataque ocorreu na estação Volgograd-1 na manhã de domingo, matando 17 pessoas.Imagens do circuito interno mostra uma explosão de laranja por trás das portas principais da estação, quebrando janelas e envio de detritos para a rua. O principal suspeito é uma mulher-bomba.
O segundo ataque ocorreu perto de um movimentado mercado no distrito de Dzerzhinsky de Volgograd. Um ônibus cheio de pessoas em seu trabalho pela manhã foi rasgado ao meio por um homem-bomba, matando 14.
Embora nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelas explosões, a suspeita recaiu sobre os islâmicos radicais imediatamente da região do Norte do Cáucaso que rotineiramente atacam alvos fáceis na Rússia.
Enquanto a mídia tem se concentrado na ameaça que tais grupos representam para os Jogos Olímpicos de Inverno de fevereiro em Sochi, sem qualquer controle, foi dado um aviso emitido pelo príncipe saudita Bandar bin Sultan em agosto, quando ele disse a Vladimir Putin que a Arábia Saudita poderia ativar os grupos terroristas chechenos que ele controla e atacar a Rússia se Moscou se recusa a abandonar seu apoio ao presidente da Síria, Bashar Al-Assad.
Como informamos na época, a ameaça foi feita durante uma reunião a portas fechadas entre o príncipe Bandar e Putin no início de agosto.
De acordo com uma transcrição dos comentários feitos durante a reunião pela agência de notícias do Oriente Médio Al monitor , Bandar fez uma série de promessas e ameaças para Putin em troca de Moscou retirasse seu apoio a Assad na Síria.
“Eu posso lhe dar uma garantia para que protejam os Jogos Olímpicos de Inverno no ano que vem”, teria afirmado Bandar, acrescentando: “Os grupos chechenos que ameaçam a segurança dos jogos são controlados por nós.”
Bandar deixou claro que sua posição foi apoiada pelo governo dos EUA.
Esta “garantia” para os chechenos começarem a atacar os Jogos Olímpicos de Sochi também foi, obviamente, uma ameaça velada de que, se a Rússia não abandonar Assad, seria dada luz verde a ataque terroristas.
Dado que a Rússia não abandonou Assad e de fato praticamente sozinho impediu um ataque militar dos EUA na Síria, para grande desgosto da Arábia Saudita, que é a principal fornecedora de jihadistas rebeldes anti-Assad, devemos acreditar que os atentados de Volgograd são evidências de Bandar dando prosseguimento a sua ameaça?
Fonte: PrisonPlanet.com e UND http://www.libertar.in/2013/12/guerra-arabia-saudita-pode-estar-por.html
Roberto São Paulo-SP 2014
8 de fevereiro de 2014 2:55 amSeguro de crédito à exportação para MPMEs
Fazenda lança seguro de crédito à exportação
por Portal Brasil—publicado: 05/02/2014 20:14 última modificação: 06/02/2014 10:52—Economia e Emprego—Exportação
Medida beneficia empresas com faturamento anual de até R$ 90 mi. Meta é chegar, até 2018, a US$ 1 bi em garantias, com a ferramenta
A Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda (Sain) anunciou, nesta quinta-feira (5), o lançamento de seguro de crédito à exportação para micro, pequenas e médias empresas (SCE/MPME). O seguro será concedido em operações de exportação de bens e serviços com prazo de financiamento da comercialização de até dois anos. A meta do governo é chegar a US$ 1 bilhão em garantias por ano até 2018 por meio dessa ferramenta.
Poderão solicitar o seguro empresas com faturamento anual de até R$ 90 milhões e com exportações de até US$ 1 milhão. “O seguro vem a preencher uma importante lacuna de mercado e facilitará a exportação das MPMEs”, afirmou o ministério, por meio de nota.
Ainda de acordo com a nota, o mercado de seguro de crédito à exportação privado tem pouco apetite para as operações de MPMEs na faixa de valores em que o governo vai operar. A falta de garantias é um forte limitador para a obtenção de financiamento público ou privado às exportações dessas empresas.
O Seguro poderá garantir o financiamento das exportações de MPMEs realizado por qualquer banco. A partir da concessão do Seguro espera-se um incremento na competitividade e na participação de MPMEs no esforço exportador brasileiro.
“Para ilustrar a importância dessa medida, em 2013, 14.199 empresas exportaram até US$ 1 milhão, totalizando US$ 2,2 bilhões em exportações. Esse é o universo potencial de empresas a serem atendidas, observado o limite de faturamento por empresa de R$ 90 milhões/ ano. A meta do governo é chegar a US$ 1 bilhão em garantias por ano até 2018 por meio dessa ferramenta”, acrescenta o Ministério da Fazenda.
As empresas interessadas devem acessar o sítio da Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação (SBCE) na internet (http://www.sbce.com.br) e prestar as informações requeridas pelo Sistema de Garantias Públicas.
A MPME terá um prazo de até 30 dias da data do preenchimento dessas informações, inclusive, para fornecer os dados financeiros. Se as informações apresentadas forem consideradas satisfatórias, a MPME receberá, via e-mail, login e senha de acesso ao sistema eletrônico. Após análise cadastral e financeira da MPME, será atribuído seu limite de crédito anual.
Também é definido um limite para cada operação de crédito à exportação, que é determinado de acordo com as informações cadastrais e financeiras do importador. O Certificado de Garantia de Cobertura das operações de MPME tem vigência de um ano e pode garantir mais de uma exportação de tais empresas.
Fonte: Portal Brasil com informações do Ministério da Fazenda
URL:
http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2014/02/fazenda-lanca-seguro-de-credito-a-exportacao-para-micro-pequenas-e-medias-empresas
Marco St.
8 de fevereiro de 2014 3:01 amViajantes do tempo na internet. Aqui tem.
Dica para os cientistas: Da próxima vez usem o termo “Cuba” para atrair viajantes do tempo. Vários deles escrevem aqui diretamente da década de 60, protestando contra Fidel e aguardando o Presidente Kennedy invadir a nação caribenha…
Astrofísicos procuram viajantes do tempo na internet
Baseado em artigo de Marcia Goodrich – MTU – 07/02/2014 Inovação Tecnológica.
Durante as férias, o astrofísico Robert Nemiroff estava batendo papo com sua aluna Teresa Wilson, e a conversa derivou para os sites de redes sociais.
Eles se perguntaram: Se houvesse viajantes do tempo entre nós, será que eles estariam nas mídias sociais? Como se poderia encontrá-los? Como procurar por eles usando sites de busca?
Outros teóricos já haviam concluído que é possível detectar máquinas do tempo do futuro que tenham vindo para o presente, mas os dois queriam localizar os viajantes do tempo de forma mais fácil – procurando-os pela internet.
“Nós tivemos uma pequena discussão fantasiosa sobre isso,” confessa Nemiroff, que é professor da Universidade Tecnológica de Michigan, nos Estados Unidos.
O resultado foi um esforço divertido, mas sério, para tentar identificar os hipotéticos viajantes do futuro peneirando-os entre os internautas do presente.
Conhecimento presciente
Como não daria bons resultados simplesmente perguntar para as pessoas se elas eram viajantes do tempo, Nemiroff e Teresa desenvolveram uma estratégia de pesquisa com base no que eles chamam de conhecimento presciente – se pudessem encontrar uma menção a algo ou alguém na internet antes que as pessoas pudessem saber algo sobre o assunto, isso poderia indicar que, quem quer que tenha escrito a mensagem, só poderia ter vindo do futuro.
O grupo selecionou termos de busca relacionados a dois fenômenos recentes, o Papa Francisco e o cometa ISON, e começou a procurar por referências a eles antes que eles fossem conhecidos.
O trabalho foi exaustivo: eles usaram uma variedade de motores de busca, como Google e Bing, e varreram o Facebook e o Twitter.
O futuro pode afetar o passado por meio da “causalidade retrospectiva“, defendem alguns pesquisadores.
No caso do cometa ISON, não houve menção antes que ele entrasse em cena em setembro de 2012, prometendo ser o cometa do século. E eles descobriram apenas um post em um blog fazendo referência a um papa Francisco antes que Jorge Mario Bergoglio fosse eleito chefe da Igreja Católica em 16 de março, mas o texto parecia mais acidental do que presciente.
Eles também procuraram por “consultas prescientes” que pudessem ter sido feitas nos motores de busca. Sem sucesso.
Coisas de tempo… e espaço
Para o seu último e talvez mais engenhoso esforço, os pesquisadores criaram um post em setembro de 2013 pedindo aos leitores para enviar por e-mail ou tweeter uma de duas mensagens até agosto de 2013 (que já havia passado): “#ICannotChangeThePast2” ou “#ICanChangeThePast2” – “Eu não posso mudar o passado” ou “Eu posso mudar o passado”, respectivamente.
Infelizmente, o convite ficou sem resposta, e eles não receberam nenhum insight novo sobre as contradições inerentes das viagens no tempo.
“Nossa pesquisa limitada não deu em nada,” comentou Nemiroff. “Eu realmente não achava que pudesse dar em alguma coisa. Mas eu ainda não sei de ninguém que tivesse realizado uma pesquisa como esta. A internet é essencialmente um vasto banco de dados, e eu acho que, se os viajantes do tempo estivessem por aqui, a sua existência já teria sido denunciada de alguma outra forma, talvez postando números vencedores da loteria antes do sorteio.”
Nemiroff, que normalmente publica sobre temas menos controversos, como lentes gravitacionais e erupções de raios gama, diz que este esforço não é tão esdrúxulo para ele como alguns poderiam pensar: “Eu estou sempre fazendo coisas no espaço e no tempo. Isto tem sido muito divertido.”
André Paulistano
8 de fevereiro de 2014 3:22 amLiberdade de Imprensa na França
Ex-primeira dama da França vai processar revista por invasão de privacidade
Paris, 7 fev (EFE).- A ex-primeira-dama francesa Valérie Trierweiler, recém separada do presidente François Hollande, anunciou nesta sexta-feira que vai processar a revista de celebridades “Closer” por invasão de privacidade.
A revista publicou nesta semana fotos de Valérie de biquíni durante suas férias nas ilhas Mauricio, para onde viajou acompanhada de duas amigas.
A reportagem mostra a jornalista passeando na praia junto de Valérie de Senneville, esposa do ministro do Trabalho, Michel Sapin, e da atriz Saïda Jawad, esposa do também ator Gérard Jugnot.
“Valérie Trierweiler prepara sua revanche sob o sol”, diz a manchete da publicação, a mesma que em 10 de janeiro revelou o romance de Hollande com a atriz Julie Gayet, e que uma semana depois garantiu que essa relação existe há dois anos.
O artigo afirmou que a ex-primeira-dama e suas duas amigas, que também processarão a revista, saíram de férias em 1º de fevereiro e reservaram uma vila de luxo em um complexo que cobra diárias de 1.420 a 1.969 euros por noite.
“Quero que deixem minha mãe tranquila”, pediu hoje um dos filhos da jornalista, Léonard, no Twitter, e que foi retuitado pela própria Valérie, e em outra publicação disse que sua mãe tem “direito a descansar”. EFE
Filipe Rodrigues
8 de fevereiro de 2014 4:40 amA Mãe Dinah sabe mais
A Mãe Dinah sabe mais de economia que o pessoal do mercado, vem aí mais um ano de “previsões”. Particulamente, nada contra o México, país e povo que admiro e não tem culpa de nada pela gula dos financistas.
México, ‘queridinho’ do mercado, cresce menos que o Brasil em 2013
Valor Econômico
Tainara Machado
Um olhar rápido sobre o México no ano passado poderia colocar em dúvida os prognósticos mais positivos que têm sido feitos em relação à economia local. No ano passado, o país deve ter crescido apenas 1,2%, menos do que os 2,3% esperados para o Brasil, de acordo com as projeções mais recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI). O setor manufatureiro mexicano também deve encerrar o ano em queda, enquanto a indústria brasileira cresceu pouco, mas teve resultado positivo, de 1,2%.
No entanto, é o México um dos “queridinhos” dos mercados, dos investidores e das agências de classificação de risco neste momento, enquanto o tom em relação ao Brasil é bem mais crítico. Para economistas ouvidos pelo Valor, o México largou na frente com uma ambiciosa agenda de reformas aprovada em 2013, ao flexibilizar leis trabalhistas, subir impostos, acabar com o monopólio no setor de óleo e gás e abrir o segmento de telecomunicações para o investimento estrangeiro, entre outras medidas.
Em dezembro, a S&P elevou o rating do país para BBB+, classificação que o deixou apenas um degrau abaixo da nota A, que reúne países com “forte capacidade de honrar compromissos financeiros”. Na quarta-feira, foi a vez da Moody’s alçar o país de Baa1 para a A3, um degrau acima da S&P. Nos dois casos, as reformas foram citadas como tendo papel relevante para a mudança da nota de classificação de risco, já que, no médio prazo, devem elevar o potencial de crescimento do país para algo em torno de 4% a 5%.
Lisa Schineller, diretora de ratings soberanos para América Latina da Standard & Poor’s, avalia que as reformas aprovadas no ano passado pelo México são relevantes para o crescimento de médio e longo prazos e podem elevar o potencial de crescimento do país para algo como 4%, mais do que os 2,5% que o México cresceu, em média, na última década. Neste sentido, diz, não houve o mesmo progresso no Brasil. “A agenda de concessões é importante, mas elas estão acontecendo vagarosamente. No México, por exemplo, o custo da energia vai cair, mas no Brasil ele permanece alto e é um entrave”. A S&P colocou a nota brasileira em perspectiva negativa em junho do ano passado.
A economia brasileira cresce pouco, diz Lisa, porque tem problemas estruturais, como a falta de competitividade da economia brasileira, que inibem o crescimento num horizonte mais longo. Para 2014, por exemplo, a S&P projeta que a economia brasileira crescerá apenas 2,1%, enquanto o México vai conseguir avançar mais, com aumento previsto de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.
Lisa reconhece que a implementação das reformas no México é um desafio considerável e diz que esse fato já está embutido na perspectiva estável para o rating. “As reformas são grandes e vão fazer diferença para o país, mas os benefícios só virão no futuro”, afirma a economista, que projeta crescimento de 4% do México em 2016.
André Loés, economista-chefe do HSBC para América Latina, projeta crescimento de 4% para o México já neste ano e avalia que no médio prazo o potencial de crescimento do país, hoje um pouco acima de 3%, pode subir de 1 a 2 pontos percentuais como reflexo das medidas adotadas no ano passado. Para Loés, apesar do México ter crescido menos do que o Brasil no ano passado, as exportações para os Estados Unidos, cuja expectativa é de recuperação neste ano, devem dar impulso à economia ao longo de 2014. “As vendas externas do México têm forte correlação com a indústria americana, que não foi muito bem no primeiro semestre do ano passado, mas deve se recuperar neste ano”, diz.
Além disso, ao contrário do Brasil, o México tem déficit em conta corrente baixo, de 1,7% do PIB. “O Brasil não pode crescer muito mais porque aceleraria o déficit externo, mas o México não tem essa limitação”, afirma Loés. Para ele, a projeção de crescimento do México em 2014 pode parecer otimista, mas está em linha com o avanço do país em 2011 e 2012, quando a ajuda dos Estados Unidos era pequena.
Por último, diz o economista do HSBC, o mercado também está mais otimisma com o México por causa da comparação internacional. “Poucos emergentes saíram na frente com reformas, hoje temos apenas a China e o México. Quando há competição por investimento internacional, essa diferenciação é importante”, afirma.
Em sua avaliação, o Brasil já deu sinais de que reconhece os riscos de estar em uma situação considerada mais frágil e está procurando sinalizar um maior compromisso com a política fiscal. No entanto, a realização de eleições no fim deste ano torna improvável ajustes mais relevantes na condução da política econômica ou reformas estruturais significativas.
Já Neil Shearing, economista-chefe para mercados emergentes da Capital Economics, diz que não está “particularmente otimista” com a possibilidade de reformas estruturais no Brasil mesmo depois de passado o pleito presidencial, porque muitas das medidas necessárias, como a reforma da Previdência, são impopulares e poderiam enfrentar resistências da sociedade.
Por outro lado, diz Shearing, o México conseguiu evitar várias das armadilhas das quais o Brasil não conseguiu escapar nos últimos anos. “O país não teve excessos na concessão de crédito nem forte valorização no mercado imobiliário, os bancos estão em boa forma e o setor manufatureiro vai bem, na esteira da melhora da economia americana”, afirma.
Apesar da confiança maior em relação ao México, o país ainda tem mostrado dificuldade para retomar o crescimento. Em novembro, o índice de atividade do país ficou estacionado em relação ao mesmo mês de 2012.
Maria Carvalho
8 de fevereiro de 2014 4:51 amQuanta presunção e quanto desrespeito!
Do site Carta Capital
por Matheus Pichonelli — publicado 07/02/2014 13:20, última modificação 07/02/2014 18:35
“O empregado tem carro e anda de avião. Estudei pra quê?
Se você, a exemplo dos professores que debocharam de passageiro “mal-vestido” no aeroporto, já se fez esta pergunta, parabéns: você não aprendeu nadapor Matheus Pichonelli — publicado 07/02/2014 13:20, última modificação 07/02/2014 18:35 Reprodução
Professora universitária faz galhofa diante do rapaz que foi ao aeroporto sem roupa de gala. É o símbolo do país que vê a educação como fator de distinção, e não de transformação
O condômino é, antes de tudo, um especialista no tempo. Quando se encontra com seus pares, desanda a falar do calor, da seca, da chuva, do ano que passou voando e da semana que parece não ter fim. À primeira vista, é um sujeito civilizado e cordato em sua batalha contra os segundos insuportáveis de uma viagem sem assunto no elevador. Mas tente levantar qualquer questão que não seja a temperatura e você entende o que moveu todas as guerras de todas as sociedades em todos os períodos históricos. Experimente. Reúna dois ou mais condôminos diante de uma mesma questão e faça o teste. Pode ser sobre um vazamento. Uma goteira. Uma reforma inesperada. Uma festa. E sua reunião de condomínio será a prova de que a humanidade não deu certo.
Dia desses, um amigo voltou desolado de uma reunião do gênero e resolveu desabafar no Facebook: “Ontem, na assembleia de condomínio, tinha gente ‘revoltada’ porque a lavadeira comprou um carro. ‘Ganha muito’ e ‘pra quê eu fiz faculdade’ foram alguns dos comentários. Um dos condôminos queria proibir que ela estacionasse o carro dentro do prédio, mesmo informado que a funcionária paga aluguel da vaga a um dos proprietários”.
Mais à frente, ele contava como a moça havia se transformado na peça central de um esforço fiscal. Seu carro-ostentação era a prova de que havia margem para cortar custos pela folha de pagamento, a começar por seu emprego. A ideia era baratear a taxa de condomínio em 20 reais por apartamento.
Sem que se perceba, reuniões como esta dizem mais sobre nossa tragédia humana do que se imagina. A do Brasil é enraizada, incolor e ofuscada por um senso comum segundo o qual tudo o que acontece de ruim no mundo está em Brasília, em seus políticos, em seus acordos e seus arranjos. Sentados neste discurso, de que a fonte do mal é sempre a figura distante, quase desmaterializada, reproduzimos uma indigência humana e moral da qual fazemos parte e nem nos damos conta.
Dias atrás, outro amigo, nascido na Colômbia, me contava um fato que lhe chamava a atenção ao chegar ao Brasil. Aqui, dizia ele, as pessoas fazem festa pelo fato de entrarem em uma faculdade. O que seria o começo da caminhada, em condições normais de pressão e temperatura, é tratado muitas vezes como fim da linha pela cultura local da distinção. O ritual de passagem, da festa dos bixos aos carros presenteados como prêmios aos filhos campeões, há uma mensagem quase cifrada: “você conseguiu: venceu a corrida principal, o funil social chamado vestibular, e não tem mais nada a provar para ninguém. Pode morrer em paz”.
Não importa se, muitas e tantas vezes, o curso é ruim. Se o professor é picareta. Se não há critério pedagógico. Se não é preciso ler duas linhas de texto para passar na prova. Ou se a prova é mera formalidade.
O sujeito tem motivos para comemorar quando entra em uma faculdade no Brasil porque, com um diploma debaixo do braço, passará automaticamente a pertencer a uma casta superior. Uma casta com privilégios inclusive se for preso. Por isso comemora, mesmo que saia do curso com a mesma bagagem que entrou e com a mesma condição que nasceu, a de indigente intelectual, insensível socialmente, sem uma visão minimamente crítica ou sofisticada sobre a sua realidade e seus conflitos. É por isso que existe tanto babeta com ensino superior e especialização. Tanto médico que não sabe operar. Tanto advogado que não sabe escrever. Tanto psicólogo que não conhece Freud. Tanto jornalista que não lê jornal.
Função social? Vocação? Autoconhecimento? Extensão? Responsabilidade sobre o meio? Conta outra. Com raras e honrosas exceções, o ensino superior no Brasil cumpre uma função social invisível: garantir um selo de distinção.
Por isso comemora-se também à saída da faculdade. Já vi, por exemplo, coordenador de curso gritar, em dia de formatura, como líder de torcida em dia de jogo: “vocês, formandos, são privilegiados. Venceram na vida. Fazem parte de uma parcela minoritária e privilegiada da população”; em tempo: a formatura de um curso de odontologia, e ninguém ali sequer levantou a possibilidade de que a batalha só seria vencida quando deixássemos de ser um país em que ter dente é, por si, um privilégio.
Por trás desse discurso está uma lógica perversa de dominação. Uma lógica que permite colocar os trabalhadores braçais em seu devido lugar. Por aqui, não nos satisfazemos em contratar serviços que não queremos fazer, como lavar, passar, enxugar o chão, lavar a privada, pintar as unhas ou trocar a fralda e dar banho em nossos filhos: aproveitamos até a última ponta o gosto de dizer “estou te pagando e enquanto estou pagando eu mando e você obedece”. Para que chamar a atenção do garçom com discrição se eu posso fazer um escarcéu se pedi batata-fria e ele me entregou mandioca frita? Ao lembrá-lo de que é ele quem serve, me lembro, e lembro a todos, que estudei e trabalhei para sentar em uma mesa de restaurante e, portanto, MEREÇO ser servido. Não é só uma prestação de serviço: é um teatro sobre posições de domínio. Pobre o país cujo diploma serve, na maioria dos casos, para corroborar estas posições.
Por isso o discurso ouvido por meu amigo em seu condomínio é ainda uma praga: a praga da ignorância instruída. Por isso as pessoas se incomodam quando a lavadeira, ou o porteiro, ou o garçom, “invade” espaços antes cativos. Como uma vaga na garagem de prédio. Ou a universidade. Ou os aeroportos.
Neste caldo cultural, nada pode ser mais sintomático da nossa falência do que o episódio da professora que postou fotos de um “popular” no saguão do aeroporto e lançou no Facebook: “Viramos uma rodoviária? Cadê o glamour?”. (Sim, porque voar, no Brasil, também é, ou era, mais do que se deslocar ao ar de um local a outro: é lembrar os que rastejam por rodovias quem pode e quem não pode pagar para andar de avião).
Esses exemplos mostram que, por aqui, pobre pode até ocupar espaços cativos da elite (não sem nossos protestos), mas nosso diploma e nosso senso de distinção nos autorizam a galhofa: “lembre-se, você não é um de nós”. Triste que este discurso tenha sido absorvido por quem deveria ter como missão a detonação, pela base e pela educação, dos resquícios de uma tragédia histórica construída com o caldo da ignorância, do privilégio e da exclusão.
Maria Carvalho
8 de fevereiro de 2014 5:28 amPeço desculpas pela repetição!
Não observei que esse assunto já havia sido postad anteriomente.
Nilva de Souza
8 de fevereiro de 2014 5:18 amRicardo Boechat ! “” TEM MAIS
Ricardo Boechat ! “” TEM MAIS É QUE QUEBRAR MESMO ISSO É MANIFESTAÇÃO —, VANDALISMO É MEU FILHO MORRER EM UM LEITO DE HOSPITAL PUBLICO”””
[video: http://www.youtube.com/watch?v=2lffHdqksM4%5D
Fernando
8 de fevereiro de 2014 10:51 amQuem vai por o sino no pescoço do gato ?
Ele fala que é favorável mas fica lá na dele.
Queria ver ele como figura pública ir na frente capitaneando a turba…
Nilva de Souza
8 de fevereiro de 2014 5:20 amArfoc RioNOTA OFICIALA
Arfoc Rio
NOTA OFICIAL
A Associação Profissional dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro (ARFOC-Rio) e a Associação Brasileira dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos (ARFOC-Brasil) exigem das autoridades de segurança do Estado Rio de Janeiro a imediata prisão do responsável pelo lançamento do artefato pirotécnico que explodiu na cabeça do associado Santiago Ilídio de Andrade, repórter cinematográfico da TV Bandeirantes do Rio, nesta quinta-feira (6), no Centro, durante manifestação contra o aumento das passagens de ônibus.
É necessário que o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro exija do Ministério Publico do Trabalho uma ação efetiva contra a TV Bandeirantes do Rio. Essa empresa, além de não fornecer aos profissionais equipamentos de segurança adequados para a cobertura desse tipo de evento, ainda obriga os repórteres cinematográficos a exercerem, simultaneamente, as funções de motorista e iluminador. É inadmissível que essa empresa mais uma vez – e de forma irresponsável – submeta um funcionário jornalista a risco de morte. Isso tem que acabar! Basta!
A ARFOC-Rio e a ARFOC-Brasil vão acompanhar de perto a evolução do quadro clínico do jornalista Santigo e prestar assistência jurídica à família, além de esclarecer se ele estava contratado como “operador de câmera”, uma ilegalidade trabalhista cometida com frequência por essa emissora.
Luiz Hermano – Presidente da ARFOC-Brasil
Alberto Jacob Filho – Presidente ARFOC-Rio
Nilva de Souza
8 de fevereiro de 2014 5:21 amA “Liberdade de Expressão” de
A “Liberdade de Expressão” de Eduardo Azerêdo-PSDB
Agressão
[video: http://www.youtube.com/watch?v=iGaa1faHoAw%5D
Nilva de Souza
8 de fevereiro de 2014 5:24 amPróprio Irmão desmente Romeu
Próprio Irmão desmente Romeu Tuma Jr. e afirma que a ditadura ia matar Lula
Irmão de Tuma Jr. afirmou que a ditadura ia matar Lula
A edição desta semana da revista Veja lançou o livro Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado, de autoria do ex-secretário nacional de Justiça (2007-2010) Romeu Tuma Júnior. Na obra, o ex-delegado da Polícia Civil e ex-deputado acusa o ex-presidente Lula de ter sido “informante” da ditadura militar (1964-1985).
Essa historieta de Tuma Júnior – entre outras que conta em seu livro recém-lançado e que, por si só, é altamente inverossímil, pois Lula foi um notório antagonista da ditadura e se projetou na política justamente por tê-la enfrentado com destemor –, ganha, agora, um novo componente que a torna ainda mais frágil.
Reportagem do portal UOL sobre a missa de sétimo dia do ex-senador Romeu Tuma, falecido em 2010, mostra que a ocasião foi marcada por uma revelação: o irmão de Tuma Júnior, o médico Rogério Tuma, ao discursar para os presentes contou, emocionado, que o pai salvou Lula de ser assassinado pelo regime militar.
Ora, se um dos filhos de Romeu Tuma diz que ouviu do pai, quando vivo, que a ditadura queria assassinar Lula – obviamente pelo notório enfrentamento que lhe deu –, como é possível que tenha dito ao outro filho (Tuma Júnior) que Lula serviu a essa mesma ditadura como “informante? É óbvio que um dos dois está mentindo.
Confira, abaixo, a reportagem do UOL em que o médico Rogério Tuma faz a revelação supracitada. A dica do vídeo é do leitor Nelson Efraim
youtube.com
http://www.blogdacidadania.com.br/2013/12/irmao-de-tuma-jr-afirmou-que-a-ditadura-ia-matar-lula/
Nilva de Souza
8 de fevereiro de 2014 5:26 amMÉDICA CUBANA ESTÁ EM
MÉDICA CUBANA ESTÁ EM APARTAMENTO DA CÂMARA E RECEBE VAQUINHA DO DEM
A médica cubana Ramona Matos Rodríguez, que deixou o programa Mais Médicos, está hospedada no apartamento funcional do deputado federal Abelardo Lupion (DEM), de quem também tem utilizado o carro pessoal, mas com combustível pago pelo Congresso; ela tem recebido ainda dinheiro arrecadado pelos demistas; de acordo com as regras da Câmara, é “vedada cessão ou transferência (do apartamento funcional) para terceiros”; o motorista que tem dirigido para Ramona é também funcionário do gabinete de Lupion
7 DE FEVEREIRO DE 2014 ÀS 20:07
247 – A médica cubana Ramona Matos Rodríguez, que deixou o programa Mais Médicos e que foi recebida pela liderança do DEM na Câmara, está hospedada no apartamento funcional do deputado federal Abelardo Lupion (DEM), de quem também tem utilizado o carro pessoal, mas com combustível pago pelo Congresso. Os demistas também fizeram uma “vaquinha” para arrecadar dinheiro para a médica. Na terça-feira (4), primeiro dia da cubana como refugiada, ela recebeu R$ 850 para comprar roupas e itens de higiene pessoal. Desde então, novos valores têm sido repassados de acordo com pedidos de Ramona. Estas informações são de reportagem do portal IG.
De acordo com as regras da Câmara, é “vedada cessão ou transferência (do apartamento funcional) para terceiros”, conforme definido no Ato da Mesa Diretora da Câmara nº 5, de maio de 2011. “O imóvel destinar-se-á exclusivamente à residência do Deputado e de seus familiares, vedada a cessão ou transferência a terceiros, a qualquer titulo”, diz o ato.
A médica tem sido transportada pela capital federal pelo motorista Geosmar Soares Cunha, que é lotado oficialmente como “secretário parlamentar” no gabinete de Lupion. O cargo oficial do motorista é definido pelo Ato da Mesa nº 58, de 2010, como de “exercício em Brasília, nos gabinetes parlamentares, ou no Estado de representação do parlamentar”. A definição, contudo, recebeu do mesmo ato da Mesa Diretora da Câmara a atribuição de “conduzir veículo” como uma das tarefas de um secretário.
Além de dirigir, o motorista também assumiu o papel de acompanhante da médica cubana no apartamento funcional ocupado por ela. Ramona tem sido acompanhada por uma funcionária aposentada da Câmara, que passa o dia apresentando Brasília à estrangeira. À noite, além da companhia do motorista de Lupion, Ramona é assistida por um funcionário da liderança do DEM – a equipe se reveza para dormir no apartamento junto com a médica.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/129536/M%C3%A9dica-cubana-est%C3%A1-em-apartamento-da-C%C3%A2mara-e-recebe-vaquinha-do-DEM.htm?fb_action_ids=672382959479118&fb_action_types=og.likes&fb_source=other_multiline&action_object_map=%7B%22672382959479118%22%3A664375693601603%7D&action_type_map=%7B%22672382959479118%22%3A%22og.likes%22%7D&action_ref_map=%5B%5D
Nilva de Souza
8 de fevereiro de 2014 5:33 amJOÃO PAULO CUNHA
JOÃO PAULO CUNHA RENUNCIA
Petista condenado na Ação Penal 470 e preso desde a última terça-feira, João Paulo Cunha decidiu renunciar ao mandato de deputado federal; pedido foi protocolado às 20p1 na secretária da Mesa-Diretora da Câmara; “É com a consciência do dever cumprido e baseado nos preceitos da Constituição Federal e no Regimento Interno da Câmara dos Deputados que eu renuncio ao meu mandato de Deputado Federal”, diz a carta de Cunha; em nota, bancada do PT “manifesta seu profundo respeito e solidariedade à decisão e reafirma a certeza da inocência do companheiro”
7 DE FEVEREIRO DE 2014 ÀS 21:09
247 – O petista João Paulo Cunha (PT) decidiu renunciar ao mandato de deputado federal. Pedido foi protocolado na Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Câmara na noite desta sexta-feira (7). Condenado na Ação Penal 470 e preso no Complexo Penitenciário da Papuda, Cunha enviou uma carta à Câmara pedindo para deixar o cargo.
“É com a consciência do dever cumprido e baseado nos preceitos da Constituição Federal e no Regimento Interno da Câmara dos Deputados que eu renuncio ao meu mandato de Deputado Federal”, diz a carta protocolada às 20p1 na Secretaria-Geral da Mesa.
Nesta quinta, João Paulo, que está preso no regime semiaberto, chegou a pedir autorização na Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP) para sair do presídio durante o dia para trabalhar na Câmara dos Deputados como parlamentar.
Ele se entregou na terça-feira (4) após o mandado de prisão ser expedido por ordem do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa.
Abaixo a nota do líder do bancada do PT:
O deputado João Paulo Cunha – PT/SP apresentou nesta data, junto à Mesa Diretora da Câmara, sua carta de renúncia ao mandato.
A bancada do Partido dos Trabalhadores manifesta seu profundo respeito e solidariedade à decisão e reafirma a certeza da inocência do companheiro.
Reiteramos ainda que João Paulo terá o nosso apoio em todas as iniciativas que vier a tomar para demonstrar os equívocos, erros e omissões que permearam seu julgamento no âmbito da Ação Penal 470.
Deputado Vicentinho – PT/SP
Líder da Bancada na Câmara
Leia, abaixo, reportagem da Agência Brasil:
Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco
O deputado João Paulo Cunha (PT-SP) encaminhou hoje (7) sua carta de renúncia ao secretário-geral da Câmara dos Deputados, Mozart Paiva. O documento foi entregue pelo advogado de João Paulo, Luiz Eduardo Yukio Egami, às 20p1, na Secretaria-Geral da Casa.
“É com a consciência do dever cumprido e baseado nos preceitos da Constituição Federal e no Regimento Interno da Câmara dos Deputados, que eu renuncio ao meu mandato de deputado federal”, diz o breve texto assinado por João Paulo.
Além disso, o documento traz uma pequena citação do escritor e jornalista cubanoLeonardo Padura, que diz: “… pois a dor e a miséria figuram entre aquelas poucas coisas que, quando repartidas, tornam-se sempre maiores”.
João Paulo Cunha está preso na Complexo Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, cumprindo pena por ter sido condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Além de João Paulo, estão presos os ex-deputados José Genoíno, Pedro Henry e Valdemar Costa Neto. Todos eles, condenados no mesmo processo, renunciaram depois da prisão.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/129545/Jo%C3%A3o-Paulo-Cunha-renuncia.htm
Gão
8 de fevereiro de 2014 8:23 amUm pouco de justiça se fez, num dos caos mais escabrosos do país
Médicos do “Caso Pavesi” são condenados e presos por retirada de órgãos de criança há 14 anos
Segundo sentença, profissionais devem perder cargos e pagar multas de até R$ 695 mil
Enzo Menezes, do R7
Quatorze anos após a morte de Paulo Pavesi, três médicos foram condenados nesta quinta-feira (6) pela retirada de órgãos do menino na Santa Casa de Poços de Caldas, no sul de Minas.
Foram condenados Celso Roberto Frasson Scafi, Cláudio Rogério Carneiro Fernandes e Sergio Poli Gaspar. Scafi e Fernandes foram levados para o presídio da cidade às 23h, já que o juiz Narciso Monteiro de Castro, da 1ª Vara Criminal, considerou que a liberdade dos médicos condenados durante a fase de recursos prejudicaria a tramitação processual. Sérgio Poli Gaspar ainda não foi encontrado pela polícia. As prisões foram confirmadas pela Seds (Secretaria de Estado de Defesa Social).
Gaspar, Scafi e Fernandes foram condenados, respectivamente, a 14, 18 e 17 anos de prisão em regime fechado por submeter o paciente a procedimentos inadequados, adulteração de diagnóstico da morte encefálica e retirada dos órgãos. Paulo Pavesi havia caído da grade do playground do prédio onde morava em abril do ano 2000.
O juiz também decretou a perda dos cargos públicos, ressaltando que houve lesão à administração pública por causa do recebimento indevido de verbas do SUS com o comércio do fígado e córneas da criança. Foi ainda fixada multa de R$ 695.040 para Scafi e Fernandes, e R$ 452.500 para Sérgio Poli Gaspar.
Eles respondem em outro processo pelo homicídio da criança, que foi aditado e aguarda recurso. Outros quatro médicos recorrem da decisão de terem sido levados a júri popular pela morte.
O advogado José Arthur Di Spirito Kalil, que defende Fernandes e Scafi, afirma que as prisões durante a fase de recurso “são determinações desnecessárias e ilegais”, já que “o processo correu em absoluta tranquilidade perante o juízo de Poços de Caldas”.
Ele promete entrar com habeas corpus para tentar tirá-los da cadeia e recorrer da sentença. Entretanto, isso só pode acontecer depois de terça-feira (11), quando a sentença será publicada. Até lá, os médicos permanecem no presídio.
Livro detalha crimes
Há três semanas, o pai do menino, Paulo Veronesi Pavesi, lançou o livro “Tráfico de Órgãos no Brasil – O Que a Máfia Não Quer Que Você Saiba”, em que detalha os crimes praticados pelos médicos e a rede de proteção política que permitiu aos condenados continuar trabalhando sem qualquer impedimento nos últimos 14 anos. As denúncias da família levaram à instalação da CPI do Tráfico de Órgãos em 2004, quando casos semelhantes vieram à tona, mas todos os pedidos de indiciamento no relatório final foram arquviados. O pai do menino recebeu asilo político na Itália em 2008, alegando perseguição, e hoje vive em Londres.
http://noticias.r7.com/minas-gerais/medicos-do-caso-pavesi-sao-condenados-e-presos-por-retirada-de-orgaos-de-crianca-ha-14-anos-07022014
Em livro, pai denuncia médicos por morte e tráfico de órgãos de criança em MG
R7
Paulo Pavesi, 10 anos, cai da grade do playground do prédio onde morava em Poços de Caldas, no sul de Minas, em abril de 2000. Levado para o hospital Pedro Sanches e depois transferido para a Santa Casa, tem a morte confirmada e a família autoriza a retirada de órgãos. O procedimento, que é pago pelo SUS, foi cobrado da família. Ao questionar a conta de R$ 11 mil, o pai começa a investigar as cirurgias do filho e reúne dezenas de provas de que a criança teve o tratamento negligenciado e os órgãos retirados e vendidos por médicos que atuavam em uma central de transplantes clandestina
Esta é a história contada pelo pai da criança, o analista de sistemas Paulo Pavesi, no livro “Tráfico de Órgãos no Brasil – O Que a Máfia Não Quer Que Você Saiba”, lançado neste mês na Amazon.com e também disponível para download gratuito.
Pavesi obteve asilo na Itália em 2008 ao comprovar que corria risco de continuar no Brasil por conta das denúncias e hoje mora em Londres. Em um dos trechos, Pavesi cita a investigação do Ministério da Saúde que confirmou a retirada de fígado e córneas antes da morte:
—A auditoria constatou que, quando a central clandestina foi acionada, meu filho não tinha a morte comprovada, o que contraria a lei rígida de transplantes. No dia seguinte, 21 de abril de 2000, Paulinho foi transferido para a Santa Casa ainda vivo, e teve os órgãos retirados sem que qualquer outro exame tivesse sido realizado
Nos últimos 14 anos, Pavesi denunciou erros nas investigações e pressões políticas para impedir a punição dos médicos envolvidos. Conseguiu pressionar deputados para a criação da CPI do Tráfico de Órgãos, na Câmara, que reuniu em 2004 diversos casos semelhantes no País. Todos os pedidos de indiciamento de médicos foram arquivados. O Ministério da Saúde descredenciou o Hospital Pedro Sanches para procedimentos do SUS e suspendeu transplantes na cidade. O mais grave: atestou que a central MG Sul Transplantes era clandestina. Pavesi detalha o procedimento de listas paralelas, cobradas dos pacientes:
— As listas paralelas eram completamente ilegais. Já os pacientes de Álvaro [Ianhez, um dos coordenadores] não passavam por esta fila e recebiam órgãos mediante uma ‘doação’ em dinheiro. Tudo registrado nos livros como sendo algo legalizado. Estávamos diante de um caso de trafico de órgãos humanos e isto explicava o assassinato de Paulinho.
Os sete médicos acusados de atuar no Caso Pavesi nunca foram julgados. A Santa Casa de Poços de Caldas, desde 2002, está impedida de realizar transplantes de órgãos. Quatro médicos foram condenados pela morte do pedreiro José Domingos de Carvalho, 38 anos, ocorrida em 2001. Em 2013, quatro receberam penas de sete a oito anos de prisão por terem abandonado o tratamento do paciente, permitindo a morte, e pela retirada e venda ilegal dos órgãos. Os condenados recorrem em liberdade e continuam a trabalhar normalmente. Segundo o Conselho Regional de Medicina, as condenações não são suficientes para a cassação dos registros profissionais. Consultado pelo R7, o presidente Itagiba de Castro Filho esclarece que foi aberta uma sindicância para recolher provas. A câmara técnica do CRM emitirá um parecer para então ser aberto um processo administrativo para apurar a conduta ética dos profissionais.
Em inúmeros trechos do livro, Pavesi acusa o deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB) de orquestrar pressões políticas para impedir punições aos médicos. Isto porque, segundo a Justiça, Mosconi era sócio de Celso Scafi, um dos médicos condenados, e ajudou a criar a MG Sul Transplantes, como mostra um relatório publicado pela própria organização em seu site no início dos anos 2000. Mosconi é presidente da comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
O deputado nega as acusações de Pavesi e desqualifica as denúncias:
— Não conheço detalhes da história do livro. Não estou preocupado porque não tenho envolvimento com a história. Além do mais, nunca fui investigado, indiciado, estou completamente por fora.
Em 2008, o processo retornou da Justiça Federal para a comarca de Poços de Caldas, onde se reiniciou. Em 17 de janeiro de 2014, os autos sobre a retirada de órgãos de Paulinho foi declarado concluso para julgamento – com o fim dos depoimentos, é aguardada uma decisão judicial. Respondem pelo crime Celso Scafi, Cláudio Carneiro Fernandes e Sérgio Poli Gaspar. Eles também podem responder pelo homicídio, já que nova denúncia foi oferecida pelo Ministério Público. A Justiça decidiu levar a júri popular quatro médicos acusados pela morte do garoto: José Luiz Gomes da Silva, Álvaro Ianhez, José Luiz Bonfitto e Marco Alexandre da Fonseca. Os réus recorreram e aguardam decisão há nove meses. Se o recurso for rejeitado, o juiz marca a data do júri .
Paulo Veronesi Pavesi não acredita em punições:
—Ainda que o juiz da primeira instância seja mantido no cargo e condene os médicos, estamos longe de obter justiça. São 14 anos de completa enrolação e lentidão proposital para a prescrição das penas. Há ainda o passo mais difícil que é a segunda instância. A considerar as ultimas decisões, não ficarei surpreso se desembargadores inocentarem todos. Há muito dinheiro em jogo, além de ofertas de facilidade política.
Álvaro Ianhez, segundo o advogado Luiz Carlos Abritta, ainda não se manifestou sobre o livro. Ele nega as acusações de Pavesi.
— Não tenho o que dizer, cuido do processo na esfera criminal e não sei se ele tomará alguma medida na esfera cível.
Os defensores dos outros médicos não foram encontrados para comentar o caso.
http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=em_livro_pai_denuncia_medicos_por_morte_e_trafico_de_orgaos_de_crianca_em_mg&edt=22&id=357306
Gão
8 de fevereiro de 2014 8:28 amRodoviária ou cruzeiro ?
Silvio Spetic Selva
sujeito do aeroporto apelidado de “Mr. Rodoviária” pela turma da professora estava voltando de um cruzeiro internacional, é CEO de um escritório de advocacia…
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=797174783630050
Gão
8 de fevereiro de 2014 8:31 amSenadora do PT e deputado do PSOL vão ao MP contra jornalista
Senadora do PT e deputado do PSOL vão ao MP contra jornalista
publicado em 6 de fevereiro de 2014 às 20:12
Presidenta da CDH-Senado oficia MP de São Paulo contra Sheherazade por violações de direitos humanos na TV
via e-mail da assessoria de imprensa da Comissão de Direitos Humanos do Senado
A presidenta da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, senadora Ana Rita (PT-ES), oficiou nesta quinta-feira (06/02) a Procuradoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo sobre o caso do editorial proferido pela jornalista Rachel Sheherazade, do Jornal do SBT, solicitando instauração de procedimento e providências por violações aos direitos da pessoa humana e incitação à violência. Junto ao ofício foi encaminhada a nota de repúdio publicada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Comissão de Ética sobre as violações de direitos cometidas pela jornalista ao afirmar em rede nacional que são “compreenssíveis” as práticas do grupo que acorrentou um jovem acusado de prática de furtos e roubos, o espancou, mutilou e divulgou sua imagem na internet.
Ofício da presidenta da CDH-Senado ao MP-SP
“Encaminho cópia da Nota de repúdio do Sindicato dos Jornalistas e da Comissão de Ética contra declarações da jornalista Rachel Sheherazade do SBT, solicitando a instauração do competente procedimento para investigar e responsabilizar a jornalista Sheherazade, porquanto violou os direitos humanos, o Estatuto da Criança e do Adolescente e fez apologia à violência quando afirmou achar que “num país que sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível” — Ela se referia ao grupo de rapazes que, em 31/01/2014, prendeu um adolescente acusado de furto e, após acorrentá-lo a um poste, espancou-o, filmou-o e divulgou as imagens na internet.”
*****
PSOL vai representar contra SBT e jornalista por apologia ao crime
do site do PSOL
O lder Ivan Valente defende total liberdade de imprensa, mas afirmou que esta liberdade não é permissão para mandar torturar
O PSOL vai protocolar representação, no Ministério Público, contra o SBT e a apresentadora Rachel Sheherazade por crime de apologia ao crime. No jornal “SBT Brasil”, da última terça-feira (4), Sheherazade exaltou a atitude de “justiceiros”, do bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro (RJ), que tiraram a roupa de um menor, cortaram parte da sua orelha e o acorrentaram pelo pescoço a um poste. O adolescente havia praticado furtos na região.
De acordo com o líder do PSOL na Câmara, deputado Ivan Valente, a jornalista e o SBT fizeram incitação ao crime, à tortura e ao linchamento. “Em pleno meio de comunicação, em horário nobre, foi feita a apologia de crime. Essa jornalista simplesmente disse que tem razão os vingadores que fizeram justiça com as próprias mãos, em torturar, porque a polícia para ela está desmoralizada, a Justiça não opera e é necessário voltar ao velho oeste e fazer justiça com as próprias mãos”.
Não é a primeira vez que Rachel Sheherazade causa polêmicas. O deputado lembrou que, recentemente, ela “analisou as peripécias do cantor Justin Bieber” – que dirigiu alcoolizado e em alta velocidade nos Estados Unidos e pichou muros no Rio de Janeiro – classificando-as como “coisas de adolescente”.
Ivan Valente disse ainda ser a favor da liberdade de imprensa, mas que esta não pode ser desculpa para práticas abusivas. Segundo ele, uma regulação da mídia brasileira deve começar com a democratização dos meios de comunicação e fim dos monopólios no sistema.
“Defendo total liberdade de imprensa, mas não a liberdade para mandar torturar, matar, assassinar e fazer justiça com as próprias mãos e ser anticonstitucional, ilegal e aplaudida, para quê? Atrás do ibope, atrás do medo da população, da marginalidade, atrás daquilo que não se investe em saúde, em educação, em mobilidade urbana, em resposta à pobreza que está aí?”.
http://www.viomundo.com.br/denuncias/senadora-do-pt-e-deputado-do-psol-vao-ao-mp-contra-jornalista-por-violacao-dos-direitos-humanos-e-apologia-ao-crime.html
James
8 de fevereiro de 2014 1:59 pmPeriguete
Sheherazade tem cara de periguete.
Sheherazade tem boca de periguete.
Sheherazade fala que nem periguete.
Sheherazade pensa que nem periguete.
O que é que Sheherazade é?
Apresentadora de TV :o)
Ricardo S
8 de fevereiro de 2014 2:49 pmImportantíssima a atitude dos
Importantíssima a atitude dos parlamentares pois um caso desses não pode ficar sem responsabilização, tanto da apresentadora, quanto da concessão pública de televisão. A força da tv para incitar atos criminosos é enorme, como já se viu no caso da transmissão ao vivo de protestos em junho-13, quando por exemplo, o apresentador Marcelo Resende fazia ataques pesados ao prefeito de S. Paulo, enquanto as imagens mostravam vândalos depredando a prefeitura. O incentivo da mídia, principalmente da TV nos protestos, desde o início e depois os que se seguiram, foi fundamental para sua disseminação e acirramento dos ânimos de todos. O resultado da politicagem e da irresponsabilidade e impunidade de setores da mídia foi que muitas pessoas se feriram, inclusive algumas pessoas morreram, além dos prejuízos financeiros com as depredações e à imagem do País. A incitação à violência é um crime e não pode ficar impune.
Sivaldo
13 de fevereiro de 2014 5:49 pmA Constituição Federal nos
A Constituição Federal nos Atos decorrentes do disposto no § 3º do art. 5º no seu no capítulo II dos Direitos Sociais e Art. 6º diz: “São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 64, de 2010).” Se são direitos garantidos pela lei a todo cidadão, e o Estado não cumpre a lei que ele mesmo prega, quem está omisso à responsabilidade? Ela o Estado? Se alguém deveria ser punido pelos autos da lei por negligência ao que determina a Constituição Brasileira, esse alguém deveria ser o próprio Estado e não a Jornalista. Ela apenas está reivindicando um direito já garantido por lei ‘São direitos sociais a…, segurança…’.
Agora a senadora Ana Rita (PT-ES), oficiou no (06/02) a Procuradoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo sobre o caso do editorial proferido pela jornalista Rachel Sheherazade, do Jornal do SBT, solicitando instauração de procedimento e providências por violações aos direitos da pessoa humana e incitação à violência. Essa senadora deveria processar era o Estado por descumprimento da lei.
Mas aqui no Brasil o que funciona é a “lei” ‘de dois pesos e duas medidas’, ou seja, aqui no Brasil o Estado pode falhar ou não cumprir as suas atribuições e fica por isso mesmo, agora se o cidadão falhar pode ser processado e até preso.
Ricardo S
8 de fevereiro de 2014 2:49 pmImportantíssima a atitude dos
Importantíssima a atitude dos parlamentares pois um caso desses não pode ficar sem responsabilização, tanto da apresentadora, quanto da concessão pública de televisão. A força da tv para incitar atos criminosos é enorme, como já se viu no caso da transmissão ao vivo de protestos em junho-13, quando por exemplo, o apresentador Marcelo Resende fazia ataques pesados ao prefeito de S. Paulo, enquanto as imagens mostravam vândalos depredando a prefeitura. O incentivo da mídia, principalmente da TV nos protestos, desde o início e depois os que se seguiram, foi fundamental para sua disseminação e acirramento dos ânimos de todos. O resultado da politicagem e da irresponsabilidade e impunidade de setores da mídia foi que muitas pessoas se feriram, inclusive algumas pessoas morreram, além dos prejuízos financeiros com as depredações e à imagem do País. A incitação à violência é um crime e não pode ficar impune.
Webster Franklin
8 de fevereiro de 2014 8:56 amDEM pede a mão da cubana em casamento
Da Carta Maior
07/02/2014 –
DEM pede a mão de cubana em casamento
Descobrimos como a profissional do programa ‘Más Médicas’ foi parar no colo do Democratas. O DEM lhe prometeu cama, comida e roupa lavada. Ela aceitou.
Estanislau Castelo
A médica Ramona Matos está em Brasília, “duela a quien duela”.
A fantástica odisseia da cubana do programa “Más Médicas” começou com uma simples informação equivocada e acabou em casamento.
Ao sair de seu consultório em Pacajá, no Pará, a médica perguntou ao dono de uma quitanda: “Donde está Miami?”.
O quitandeiro até entendeu o “donde”, mas confundiu Miami com o Motel “Me Ame” e acabou apontando na direção de Brasília.
Ramona caminhou, e caminhou, e caminhou, e caminhou mais um pouco. Estava achando tudo muito distante e demorado, mas pensava com perseverança: “Miami, aqui vou eu”.
Ao chegar a Brasília, perguntou onde poderia encontrar o presidente Barack Obama.
Um engraçadinho a levou ao deputado Agripino Maia e apontou: “É aquele ali”.
Ao ouvir o nome “Agripino”, a médica achou que o deputado reclamava de um resfriado. Foi logo receitando um Luftal e uma colher de Emulsão Scott.
Em seguida, chegou o deputado Ronaldo Fenômeno, em seu cavalo caiado de branco, que homenageou a refugiada com o toque de seu berrante: “múúúúúúú”.
O DEM lhe prometeu cama, comida e roupa lavada. Ela aceitou e viveram felizes para sempre.
O ato selou a adesão oficial da Câmara dos Deputados, onde o casal passará a lua de mel, ao programa “Minha Casa, Minha Vida”.
A Executiva do DEM (representada na foto abaixo pelas três pessoas sem pé nem cabeça) autorizou a operação, denominada “Amor à primeira vista”.
A cerimônia foi celebrada pelo pastor Marco Feliciano, que embora estivesse sem um exemplar da Bíblia, improvisou com uma lista telefônica.
Ao final, os parlamentares do DEM entoaram a música “com quem será”.
A médica de Cuba lançou o buquê, que foi pego pelo deputado Onyx Lorenzoni.
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/DEM-pede-a-mao-de-cubana-em-casamento/4/30209
Gão
8 de fevereiro de 2014 9:08 amDirceu muda de regime e pode trabalhar 2 ª feira
Publicado em 07/02/2014
Dirceu muda de regime
e pode trabalhar 2 ª feira
Liminar de Lewandowski foi decisiva
A promotora de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal, Márcia Milhomem, deu parecer favorável, hoje, ao pedido de Dirceu para começar a trabalhar.
Com isso, o juiz Bruno Araújo, da Vara de Execução, não pode mais retardar o início do emprego de Dirceu.
Como se sabe, um telefonema de autoria da Folha (*) tinha sido o motivo para o juiz Araújo adiar o inicio do trabalho do Dirceu.
O juiz e o presidente Barbosa ficaram moral e juridicamente constrangidos pela decisão do Ministro Ricardo Lewandowski, no exercício da presidência do Supremo.
Araújo deve encaminhar Dirceu para a área da Papuda em que ficam os condenados, como Delúbio, que só dormem ali.
Nas próximas horas Dirceu começa a trabalhar.
E voltará a exercer a liberdade de expressão a que tem direito e a militar em defesa dos fracos e oprimidos.
Como se sabe, Barbosa e Gilmar Dantas (**) ficarão no Supremo, no máximo, até o fim de seus mandatos regulamentares.
O Dirceu, não .
O Dirceu vai fazer política até que o seu mandato se encerre por determinação Superior.
Paulo Henrique Amorim
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/02/07/dirceu-muda-de-regime-e-pode-trabalhar-2%C2%AA-feira/
Ricardo S
8 de fevereiro de 2014 2:11 pmO culpado pela falta de água em SP
Ignácio de Loyola Brandão é um bom escritor, mas tem uma visão política do nível do Estadão: deplorável. Começa bem o texto sobre a falta de água, criticando o desperdício, a falta de conscientização da população… Mas nenhuma menção à Sabesp e ao governo estadual, que permitiu que os reservatórios, mais uma vez, chegassem a um ponto crítico, com ameaça de racionamento. Nenhuma crítica ao governo estadual do PSDB, há 20 anos no poder, pela falta de construção de represas, fiscalização em relação aos esgotos despejados nos rios (que até a própria Sabesp continua despejando boa parte sem tratamento, e ainda cobrando a tarifa caríssima de esgoto na conta). Tudo bem, talvez ele não quizesse falar de política. Mas, de repente, eis que ele resolve responsabilizar o Poder Público pela situação que relata e então critica… Haddad! “Está todo mundo ouriçado, estressado, o calor abafando, antessala do inferno, os bandidos atacando, o Haddad nem se importando (…)”. Será que ele apenas se equivocou, e confundiu as atribuições das esferas de governo? Será que ele não sabe que a Sabesp é uma empresa estadual, de responsabilidade do Alckmin? É bem pouco provável, já que se trata de alguém nascido neste mesmo estado, no interior de SP. Mas, por que será que ele ataca o Haddad e não o Alckmin? Ao final do texto, depois de mencionar que, segundo uma senhora, “o problema da água (…) é com o prefeito, com o governador, é com a Dilma”, Loyola ironiza: “Quando faltar água, vamos trazer da Bolívia, de Cuba, da Venezuela, dos países amigos…”. Ah! entendi o por quê do “equívoco”. Um texto digno do piguento jornal.
Ignácio de Loyola Brandão
O arco-íris da seca anunciada
Vinha pela rua, a empregada regava a calçada, eu disse amavelmente:
– Desculpe-me, a senhora não sabe que a água está sendo um problema?
Ah! É?
Não tem chovido, precisamos economizar a água.
Hum, hum…
E continuava sem me olhar.
A senhora ouviu o que eu disse?
Ouvi.
E…?
O senhor se meta com a sua vida.
Outro dia, cena semelhante. Um senhor atirava o jato de água contra as folhas, conduzindo-as aos bueiros. Divertia-se. Interpelei:
Por que faz isso?
O quê? O que estou fazendo para irritar o senhor?
Mudei o tom, não percebi, devia ter me exaltado.
– Primeiro, gastando água. Segundo, mandando as folhas para o bueiro, que vai entupir. E quando as chuvas chegarem vai ser aquela calamidade.
– Quem é o senhor? Fiscal?
– Não.
– Por que se preocupa com a água? Está faltando?
– Pode ser que falte, olhe a seca, o sol, o calor.
– Quando faltar o problema é meu.
Em um terceiro encontro, adverti a empregada que lavava usando motorzinho, o jato levantava poeira, folhas, galhos, tampinhas, maços de cigarros, frascos de iogurte. Nas ruas tem de tudo, jogam a torto e a direito.
Não sabe que o governo está pedindo para racionar água?
Não sei de nada.
– Com o calor, sem as chuvas, as represas estão vazias, vai dar o maior problema.
– Que represas? Do que o senhor fala?
– As represas que abastecem a cidade. A água pode acabar.
– Se acabar, meu patrão compra. Sabe quem é meu patrão?
– Não, não tenho ideia.
– Um ricão. Não se preocupe, aqui nunca vai faltar água.
A via-sacra se estendeu, porque, como diz o povinho humilde, quando “encatiço” com uma coisa, prossigo. Nova cena.
– Por que você está gastando água desse jeito, se começou a faltar?
Aqui ainda não. Quem disse que vai faltar?
Os jornais, o noticiário da televisão.
– Bobagem. Se fosse faltar, o Boechat tava mandando o pau, ele é bom. O José Paulo Andrade ia pegar no pé do prefeito. Se fosse faltar, a Sabesp ia avisar. Tudo o que vi da Sabesp foram comerciais dizendo que o litoral está limpo, saneado. O senhor pensa que está falando com um bobo? Leio, converso, sei, sou instruído, sou zelador aqui do prédio. O síndico daqui não deu nenhuma orientação, a piscina está cheia, tudo em paz. O senhor quer é pentelhar. É um missionário?
Não sou, tenho meus ataques, ainda que nesta cidade os ataques sejam perigosíssimos, você pode estar morto no minuto seguinte a uma palavra mal interpretada. Está todo mundo ouriçado, estressado, o calor abafando, antessala do inferno, os bandidos atacando, o Haddad nem se importando, o transito congestionando, o sol queimando, a chuva desaparecida. Está na hora de convocar a dança da chuva pelos índios. Uma senhora de seus 60 anos, varria cuidadosamente a calçada, apanhou o lixo num saquinho, fechou e amarrou. Fiquei olhando. Finalmente alguém consciente. Ia elogiar quando ela puxou a mangueira, abriu a torneira e começou a molhar a parede. Não resisti:
O que está fazendo?
Molhando a parede.
Para que molhar?
Não vê? É de pedra. Para esfriar, Molho três vezes ao dia.
Não devia! Não sabe que com a seca a água está a perigo?
– Só sei que faço o que me mandam fazer. O senhor não é meu patrão. Venha falar com ele. Isso é briga de grandão, não me meta, não me encha. Com esse calor, vou molhar a parede até esfriar quantas vezes eu quiser. Ou molho ou sou despedida. O problema da água não é comigo, é com o prefeito, com o governador, é com a Dilma. Vai falar com eles, já que é tão intrometido.
– Bem que queria, bem que devia, mas eles estão em campanha eleitoral. A senhora tem razão. Pena! Muita pena que todos nós não estejamos nos intrometendo, não estejamos pentelhando. Quando faltar água, vamos trazer da Bolívia, de Cuba, da Venezuela, dos países amigos…
A senhora me olhou intrigada, deu as costas, mandou o jato na parede, o sol se refletiu, formou um arco-íris lindo, as cores da seca que se anunciam, da calamidade anunciada.
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-arco-iris-da-seca-anunciada,1127702,0.htm
Alessandre de Argolo
8 de fevereiro de 2014 3:54 pmMinistério Público diz que
Ministério Público diz que médica cubana tem razão e que salário deve ser pago na íntegra
Procurador concluirá em inquérito que todos os cubanos do Mais Médicos devem receber R$ 10 mil
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/ministerio-publico-diz-que-medica-cubana-tem-razao-que-salario-deve-ser-pago-na-integra-11524240#ixzz2skKcmKnD
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Gão
8 de fevereiro de 2014 9:10 pmContinuem insistindo, Mais médicos é o assunto, o Padilha vem aí
Mais propaganda por favor, o PT lutando pela saúde e escravocratas(caiado) , médicos monstros cúmplices de tráfico de orgão , perseguidores de petistas geral, tudo do outro lado.
Alessandre de Argolo
9 de fevereiro de 2014 1:37 amA questão é: a médica pode
A questão é: a médica pode receber menos do que os outros médicos? É com isso que você e associados têm com que se preocupar. Eu e as pessoas lúcidas consideram que não pode. Você e os pelegos usuais acham que pode.
Alexandre Weber - Santos -SP
8 de fevereiro de 2014 5:53 pmEl neuromarketing: entre la dualidad de lo prohibido y lo permit
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El neuromarketing: entre la dualidad de lo prohibido y lo permitido
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Categories: Education, Health, Marketing,Technology
El curioso caso de Phineas Gage
13 de Septiembre 1848 fue la fecha que marcó una nueva etapa para la neurociencia. Phineas Gage, un joven capataz que estaba trabajando en la construcción de una línea de ferrocarril en Cavendish, Vermont sobrevivió por milagro a un accidente mientras estaba haciendo una de sus tareas habituales. Su trabajo consistía en colocar cargas explosivas en rocas perforadas. Después de llenar el agujero de pólvora, tapaba la roca con arena y la aplastaba con una barra pesada de metal. Ese día se le olvidó echar la arena antes, y, al tocar la barra de metal directamente con el explosivo, se formó una chispa que originó una explosión. Como consecuencia, la barra de metal le penetró el lóbulo frontal. Sorprendentemente sobrevivió y se recuperó muy rápidamente, pero su personalidad sufrió un cambio radical. Si antes era considerado muy eficiente en su trabajo y muy buen compañero, después del accidente su médico le describía como “impulsivo, irreverente y en ocasiones se permite las blasfemias más groseras”. Nunca volvió a ser el mismo y al final murió de joven a causa de epilepsia.
A partir de este caso, las investigaciones neurocientíficas que se habían realizado hasta entonces tomaron otra dirección. Por la primera vez se demostraba como una lesión del lóbulo frontal podía alterar aspectos de la personalidad, la emoción y la interacción social. El descubrimiento de una relación entre el comportamiento y la actividad cerebral frontal se concretó en una nueva etapa en el estudio de la neurociencia.
El marketing que llega al cerebro
Desde ese momento la neurociencia hizo un salto significativo. El estudio del cerebro nos ofrece datos cada vez más exactos sobre su funcionamiento e, implícitamente, sobre nuestro comportamiento. Estos resultados científicos no podían haber pasado desapercibidos por el potente mundo del marketing. ¿Qué puede ser más efectivo para estimular el deseo de compra que ver de cerca los mecanismos que lo crean?
Para hacerlo los investigadores necesitaban un perfil más íntimo del consumidor. La investigación que se realizaba antes de lanzar un producto al mercado se veía limitada por la falta de información consistente sobre las motivaciones reales de los consumidores. Muchas veces los cuestionarios se quedan limitados en reflejar los intereses de los encuestados. De la misma forma, el hecho que se consiguen estudios de mercado favorables sobre el lanzamiento de un producto, no garantiza su éxito. Hay estadísticas que demuestran una alta tasa de fracaso para los nuevos productos que llegan al mercado cada año. El motivo es muy sencillo: el consumidor interrogado que realiza una encuesta o rellena un formulario online a cambio de un obsequio, no está del todo sincero o, muy probable, no es capaz de indagar en sus propias motivaciones cuando realiza la compra.
Los avances de la neurociencia han abierto otro camino para el marketing. Combinando las técnicas de investigación de la actividad cerebral (encefalograma, resonancia magnética, etc) con las técnicas clásicas del marketing ha nacido el neuromarketing, una ciencia que analiza las mentes de los consumidores y está más cerca de la respuesta que tanto quieren descubrir los especialistas: que es lo que motiva la decisión de compra. El alcance de estas técnicas no se para aquí. La información que se recibe al investigar la actividad cerebral es mucho más amplia, incluyendo, además de factores motivacionales, un análisis de indicadores importantes en la evaluación de productos/anuncios. Niveles de atención, memoria o emoción mostrados a través de la sus correspondientes actividades cerebrales se pueden decodificar a través de una simple resonancia.
Uno de los principales objetivos del marketing encuentra su solución en las técnicas de la neurociencia: obtener un mapa cerebral del comportamiento del consumidor creando las mismas condiciones de la acción de compra. ¿Será esta la mayor conquista del marketing o todavía quedan muchas más cosas por llegar?
Detrás de las puertas blancas
Un experimento dirigido por un grupo de psicólogos de la Universidad de Stanford para predecir el comportamiento de compra puede ayudar a hacerse una idea de lo que pasa detrás de las puertas del laboratorio. La prueba consistía en lo siguiente: los pacientes recibían 40 dolares que podían usar para comprar productos que les aparecían en una pantalla, mientras estaban sometidos a una resonancia magnetica. Los sujetos tenían derecho a llevarse la compra y quedarse con el dinero sobrante.
El punto de interés del experimento se centraba en lo que los psicólogos llaman: núcleo accumbens o el centro de placer del cerebro. El resultado de este análisis ha sido inesperado.
Las indicaciones de la actividad cerebral de los sujetos eran suficientes para que los médicos predijeran sus intenciones de compra. Al pasar la imagen del producto por delante de sus ojos se activaba una zona de su cerebro. Si coincidía con el núcleo accumbens relacionado con la anticipación de buenos acontecimientos las personas realizaban la compra. En caso contrario, si al ver el producto se estimulaba la actividad en esa zona del cerebro relacionada con anticipación de malos acontecimientos o el sufrimiento, su respuesta era de rechazo.
La conclusión final ha sido que las emociones juegan un papel fundamental cuando intentamos decidir nuestras preferencias. Estas reacciones psicofisiológicas representan un filtro muy importante de nuestra conducta, a veces superando el comportamiento racional, aunque eso no tendría que quitar mérito a la extraordinaria capacidad de nuestro cerebro, capaz de crear comportamientos que no estén relacionadas sólo con el factor emocional.
El neuromarketing puede estudiar el nivel de emociones que implica un proceso de compra pero no dispone de los medios de llegar a lo que las origina. Al fin y al cabo los especialistas de marketing están interesados en establecer una asociación positiva con el producto o ver qué hay detrás de una valoración negativa. Si a nivel científico existen varias modalidades de medir la actividad del cerebro, el subconsciente como origen de las emociones, quedaría todavía alejado del objeto de estas investigaciones.
Las opiniones de los especialistas concuerdan que la mayoría de decisiones de compra son inconscientes y de aquí el papel fundamental de la emoción en nuestro comportamiento, pero no sería más efectivo encontrar la clave de lo que determina que una emoción sea positiva o negativa? Lo que ello puede medir a través de las técnicas del neuromarketing son efectos de un proceso que a su vez se ve influido por una serie de elementos que se quedan mucho más ocultos a nuestro pensamiento. Una de las más conocidas teorías neurocientíficas que intenta aclarar este proceso es la de los tres cerebros presentada a continuación.
La teoría de los tres cerebros
El estudio del sistema límbico, aquella zona cerebral que gestiona respuestas fisiológicas ante estímulos emocionales, ha sido siempre un punto de atracción para los profesionales de marketing. Esta zona responde de la memoria, la atención, los instintos sexuales, las emociones (placer, miedo, agresividad), la personalidad y la conducta. Con esta enumeración no extraña su relación con la publicidad y, en concreto, con la trayectoria de un buen anuncio: tiene que captar la atención, para que después se quede guardado en la memoria, activando emociones o apelando a los instintos básicos y que tenga influencia en la conducta concluyendo con el acto de compra.
La teoría de los tres cerebros de Paul MacLean no ha sido la única que se ha generado del estudio del sistema límbico, pero sí que es una que tiene una importancia especial para el neuromarketing. El motivo ha sido la fuerte relación que han encontrado entre la toma de decisiones y una zona cerebral situada en la parte superior del encéfalo denominada cerebro reptil o cerebro límbico.
Según Paul MacLean hay una jerarquía de tres cerebros según su evolución a lo largo de la historia. El primero en formarse ha sido el cerebro reptiliano o el cerebro arcaico y determina comportamientos como la agresividad y la huida. Le ha seguido el cerebro de los primeros mamíferos, responsable de comportamientos más complejos como la memoria y las emociones y el último, llamado el neocortex, es el responsable del pensamiento abstracto y del lenguaje. Según Paul MacLean, los tres cerebros no pueden comunicarse entre ellos y funcionan solo como zonas independientes, sin ninguna conexión. Consideraba cada uno de los tres cerebros diferente por su anatomía, su funcionalidad y su compuesto químico.
Es por esta razón por la cual se considera una teoría desfasada que ha generado muchas controversias dentro de las investigaciones neurocientíficas. A día de hoy los estudios desvelan una complejidad que supera la idea de cerebro dividido en tres partes individuales. Las herramientas de neuroimagen han revelado que esta distinción estructural no existe y que la arquitectura cerebral es mucho más compleja de la que expone MacLean en su teoría.
La propia evolución del órgano que más importancia tiene en la toma de decisiones es un indicio de una serie de transiciones que se hayan realizado a lo largo de la historia y que es muy poco probable que hubieran sido posibles sin una conexión entre los distintos niveles.
El boton de compra que el neuromarketing sitúa en el cerebro más antiguo de nuestra evolución podría ser una forma de simplificar e infravalorar la capacidad extraordinaria de nuestra mente. Por otro lado cómo se podría explicar que la industria publicitaria tiene que renovar continuamente sus técnicas persuasivas para llegar a las necesidades de su target? Si ya existe la solución que puede decodificar nuestra mente, cómo es posible que no se haya encontrado todavía el ingrediente perfecto para hacer un éxito de cualquier producto?
La respuesta todavía se queda encriptada en ese organismo complejo que es nuestro cerebro.
Los consumidores son más que sujetos que actúan en función de algunas pautas bien conocidas. Estudiar su mente a través de las máquinas puede ofrecer una idea más concreta de cómo funciona, pero no quiere decir que de esta forma se llega a conocer en profundidad todo ese proceso. El cambio que generamos continuamente a través de nuestro pensamiento indica el permanente desarrollo de nuestro cerebro, ya que estamos siempre obligados a adaptarnos a la novedad que nosotros mismos creamos y esto introduce nuestra mente en una espiral de evolución que se queda todavía lejos de ser finalizada.
Aunque la misión de descubrir los secretos de nuestro cerebro no es una de las más fáciles, está claro que las investigaciones de neuromarketing no se pararán en este punto. Existen descubrimientos, como el que sigue a continuación, que podrían tener mucho interés para futuros estudios de neuromarketing.
El futuro del neuromarketing
Los avances que se han hecho en neurociencia no se pararán aquí. El desarrollo tecnológico tendrá una implicación directa en estimular la búsqueda de respuestas para descifrar nuestra mente. Toda la evolución en la que se verá encaminada la actividad de los neurólogos no pasará desapercibida por los especialistas de marketing que tendrán un especial interés en descubrir el mecanismo que activa la aceptación o rechazo de un producto. Aunque se hayan quedado todavía lejos de descubrir la existencia de un boton detonador de los deseos, los pasos que se han hecho en cuanto a medir niveles de procesos sensoriales y cognitivos es significativo. Años atrás, cuando la publicidad todavía recurría a mass-media para llegar a nuestras mentes, era difícil de imaginar que el nuevo hombre de marketing se nos presentaría en bata blanca.
La pregunta que puede surgir ahora es: ¿cuál será el siguiente nivel en neuromarketing?
Un descubrimiento sin precedente en la Universidad de Carnegie Mellon, Estados Unidos, puede ofrecer una variante tentadora para acercarse aún más al cerebro del consumidor.
Un grupo de profesores del Centro para Imágenes Cerebrales Cognitivas en colaboración con el Departamento de Machine Learning han trabajado en encontrar un software capaz de leer los pensamientos. Su investigación se centra en el uso de algoritmos y de información a través de resonancias magneticas para diseñar el mapa de la base neuronal que forma el espacio semántico. De otra forma dicho, al someter un sujeto a una resonancia magnetica se podrán señalar por imagenes los conceptos en los que estará pensando. Hasta ahora se ha conseguido realizar asociaciones sencillas, en la mayoría objetos muy comunes, pero, será una cuestión de tiempo llegar a decodificar procesos más abstractos. Todavía en desarrollo, estos avances están dirigidos dentro del campo de la neurosemántica aunque la idea de presentar de forma gráfica nuestros pensamientos no podrá pasar desapercibida por los especialistas en marketing.
El software que puede leer nuestros pensamientos es el principio de lo que nos espera desde ahora en adelante. Es muy probable que debido al progreso tecnológico, dentro de un tiempo, el laboratorio sea sustituido por otros dispositivos fáciles de manejar y que ofrezcan información de manera mucho más precisa y rápida. A todo esto el factor ético quedará en medio de los aspectos controvertidos que suscita el neuromarketing. No cabe ninguna duda que la sociedad del futuro será la sociedad tecnológica que cambiará profundamente las actividades de todos los sectores. A nivel social el boom tecnológico tendrá influencia directa en aumentar el nivel de confianza en una sociedad con más posibilidades de mejorar la calidad de vida. Más alternativas implican más libertades que, sin un uso responsable, tocarán muy de cerca la línea de la privacidad. El neuromarketing, como ciencia emergente, no ha podido evitar críticas relacionadas con la falta de rigor de la metodología usada. Sin negar el derecho a la investigación científica útil, la relación entre la finalidad deseada y la responsabilidad ética tendría que ser un punto muy importante a considerar.
Es muy fácil provocar consecuencias irremediables. La solución para evitar desencadenar tales efectos queda sólo en manos de los implicados en estas acciones y son los únicos que pueden fijar el tipo de criterio que vayan a usar al valorar las decisiones antes de llevarlas a la práctica.
Pedro Penido dos Anjos
8 de fevereiro de 2014 6:58 pmGlobo usa Ali Kamel para
Globo usa Ali Kamel para intimidar a blogosfera
8 de fevereiro de 2014 | 13:26 Autor: Miguel do Rosário
Acabo de receber um email do Marco Aurélio Mello, que mantinha o blog Do Lado de Lá, informando-me que Ali Kamel está lhe pedindo outra indenização (a primeira foi por causa de um conto seu, de ficção!), desta vez por causa de um post seu que trata de suas angústias pessoais. Ele está aflito, por razões óbvias. Mais gastos com advogado. É o mesmo problema que eu tenho. Que todos temos.
O Azenha quase fechou o Viomundo no ano passado, por causa justamente do assédio judicial de Ali Kamel, e igualmente aborrecido com os gastos que estava tendo com advogado. Seu caso chegou até o Senado, com intervenções de Roberto Requião, um dos raros parlamentares com coragem para defender os blogs.
Mello fechou seu blog exatamente por receio de mais bomba para seu lado. Não adiantou: dias depois de se despedir dos leitores, chega outro pedido de indenização, assinado por advogados de Ali Kamel. Vários outros blogueiros estão sofrendo processo do mesmo Kamel. Eu perdi boa parte da quinta-feira passada discutindo com meu advogado o processo que Ali Kamel move contra mim. A cada processo desses, a gente tem que pagar uma pequena fortuna para nos defender com alguma decência. Ou seja, os custos advocatícios são quase tão altos quanto a multa que Kamel quer nos impor.
Não estou reclamando dos advogados. Eles são nosso último anteparo contra eventuais arbítrios judiciais e contra o assédio de figuras como Ali Kamel. Se cobram caro é porque o serviço é caro mesmo. É um gasto que vale a pena, porque não é só o dinheiro que está em jogo, e sim a liberdade de expressão.
Ali Kamel, em sua obsessão contra os blogueiros, está reinstaurando a figura de crime de opinião no Brasil. Isso é perigoso e pode se voltar contra qualquer um. Há um processo de intimidação contra a opinião crítica à mídia. O irônico é que a mídia vive nos acusando de “governistas”, mas a verdade é que não há nenhuma sinalização de que o governo está preocupado com esse assédio, disfarçado de processo por dano moral, da Globo contra os blogs. Mas deveria estar, se dá mesmo importância à liberdade e aos valores democráticos. Se os blogs fecharem, não haverá “controle remoto” que dê jeito. Este assédio não é mais apenas uma questão judicial, está se tornando também um problema político. Mais uma vez, o Brasil testemunha quem está ao lado da democracia, e quem tenta violá-la. E o que é pior, violando a democracia através de seus próprios instrumentos, coisa que só mesmo o poder econômico pode fazer.
Ali Kamel é uma figura pública, porque diretor de jornalismo da maior concessão pública de TV do país. Tem de ser mais democrático e entender que a crítica a seu trabalho, a crítica às vezes veemente, às vezes irônica e mordaz, é inevitável. Em entrevista exclusiva ao Cafezinho, o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous, deixou bem claro o que pensa desse abuso:
“Alguém que ocupa um cargo de destaque, num grande jornal, numa emissora de televisão, está sujeito a críticas. Crítica veemente. E infelizmente o que nós temos visto em algumas decisões do Judiciário, aliás em muitas decisões do Judiciário, é chancelar essas tentativas de intimidação. A tentativa de calar a crítica. E isso não deixa de ter seu viés autoritário.
E isso é o mais grave porque tem uma aparência de formalismo democrático. Formalmente, o réu dessas ações se defenderam normalmente, tiveram todos os seus prazos respeitados, constituíram advogado, são processos que tramitam normalmente. Mas o conteúdo dessas decisões acabam servindo de instrumento para intimidação. E isso é que é o pior: com um formato democrático.”
A Comissão de Direitos Humanos e Liberdade de Imprensa da ABI também já se manifestou publicamente em minha defesa, e contra a tentativa de Ali Kamel de me asfixiar financeiramente.
Até onde pensa chegar Ali Kamel? Vai fazer a Globo passar pelo vexame de levar uma repreensão da ONU?
A ONG Repórteres sem Fronteiras, que alguns acusam inclusive de ser direitista, por causa de seus relatórios duros contra países comunistas, como Cuba, e “bolivarianos”, como Venezuela, produziu uma gravíssima denúncia contra a concentração midiática no Brasil. Só que a denúncia foi abafada pelos… grandes meios de comunicação.
Enquanto isso, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, vem a público externar sua preocupação com… os grandes meios de comunicação. Preocupação não pela concentração excessiva, ou pela agressão aos blogs, mas porque os meios estariam sofrendo concorrência de outras empresas…
Ora, o Huffington Post, blog norte-americano, pertencente a um gigante financeiro qualquer, acaba de lançar uma versão em português, associado à Abril, e não vi preocupação do ministro com a concorrência aos blogs brasileiros… Nem a gente está reclamando. Pode vir Huffington Post associado a Abril. Pode vir blog da Fox associada à Globo. A gente se garante.
O nome de Ali Kamel aparece várias vezes por dia na TV aberta para milhões de brasileiros. É uma figura pública. Se algum texto nosso lhe incomoda, ele pode nos mandar um email com uma resposta. O sujeito tem milhares de jornalistas, colunistas e blogueiros trabalhando para ele, ou seja, tem espaço suficiente para responder uma crítica, ou para se defender, mas prefere asfixiar os blogs independentes. Isso é um vício autoritário, mais grave ainda ao vir do diretor de uma empresa que apoiou a ditadura militar do início ao fim.
O Judiciário brasileiro num regime democrático não pode chancelar esse abuso, esse autoritarismo!
O Judiciário precisa entender que os blogs hoje são importantes. O Cafezinho já tem mais de cinquenta mil acessos por dia; anteontem o Tijolaço – onde eu escrevo também – bateu mais de 230 mil acessos. E isso é só um retrato, porque o gráfico nos mostra crescendo vertiginosamente, dia a dia. A gente oferece uma visão diferente de vários assuntos, e também uma plataforma onde milhares de pessoas podem se expressar. Acredito que isso é salutar num regime democrático. Muitas pessoas ficarão decepcionadas com o Judiciário, se Ali Kamel tiver sucesso em sua empreitada pessoal (com advogados da Globo) para destruir os blogs. Se um blog de grande alcance como o Cafezinho não conseguir resistir ao assédio de um executivo da Globo, como esperar que um blog numa cidade pequena possa enfrentar o poder local?
A pluralidade política não é mais fundamental para a consolidação da democracia? Alguém a riscou da Constituição? Não, continua lá. É um dos cinco fundamentos que abrem a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
A Justiça Brasileira é sobrecarregada, não por ser falha, mas porque o Brasil é um país grande, com 200 milhões de pessoas, e cheio de problemas a resolver. Eu acho um absurdo que um grande executivo de uma emissora privada, que tem o privilégio de usufruir de uma concessão pública, contribua para sobrecarregar ainda mais o Judiciário com picuinhas políticas. Ao brincar de processar blogueiros, Ali Kamel está gastando dinheiro público, porque obriga a pesada máquina judiciária a trabalhar para analisar suas demandas.
Ou seja, até isso a Globo faz: sobrecarregar o Judiciário brasileiro com suas picuinhas contra o pensamento crítico. Enquanto isso, milhares de cidadãos, presos em masmorras infectas, aguardam análise de suas sentenças.
*
Assuntos relacionados:
Leia a entrevista que fiz com Wadih Damous, presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, em que ele fala, entre outros assuntos, dessa tentativa de intimidação contra a opinião crítica. A gente conversou sobre o caso Kamel X blogueiros.
Essas são os posts em que explico o processo do Ali Kamel contra mim:
Ali Kamel processa Cafezinho
O sacripanta de 41 mil reais
A íntegra do processo de Ali Kamel contra mim.
Quem quiser ajudar o blogueiro a se defender do assédio judicial do diretor de jornalismo da Rede Globo, basta fazer uma assinatura. Se não quiser assinar, mas só dar uma contribuição financeira, basta usar uma das contas informadas na página de assinatura.
Pedro Penido dos Anjos
8 de fevereiro de 2014 7:05 pmPresidente da Comissão de
Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB defende blogosfera
8 de fevereiro de 2014 | 13:23 Autor: Miguel do Rosário
Os blogs Cafezinho e Tijolaço tem a honra e o prazer de publicar uma entrevista, exclusiva, com Wadih Damous, presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB e presidente da Comissão da Verdade do Rio, realizada dias atrás.
Wadih não tem medo de nenhum assunto. Encarou tudo: processos contra blogueiros, ativismo judicial, mensalão, moralismo, criminalização da política, as peripécias de Joaquim Barbosa, democratização da mídia, reforma política.
Acho que foi a melhor entrevista que já fiz na vida, porque tocou nos temas politicamente mais sensíveis nos dias de hoje.
Essa entrevista tem uma importância especial para mim, e outros blogueiros, porque Wadih nos fornece uma teoria importante para nos defender da tentativa da Globo de nos asfixiar financeiramente, através de um artifício sórdido: os inúmeros processos que seu diretor de jornalismo, Ali Kamel, vem movendo, obsessivamente, contra vários blogueiros.
*
Íntegra da entrevista com Wadih Damous, presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB e presidente da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro. Minhas perguntas estão em negrito, as de Wadih, em fonte normal.
Cafezinho & Tijolaço: Eu estava conversando com meu advogado, que me falava dessa onda conservadora no Judiciário. Teve a condenação do Azenha [blog Viomundo], na semana passada, a quem o Ali Kamel [diretor de jornalismo da Globo] também está processando. Ele perdeu em primeira instância, recorreu, perdeu de novo…
Wadih: Por dano moral?
Cafezinho & Tijolaço: Sim, dano moral. A Justiça reduziu de 30 para 20 mil reais o valor da indenização, mas ele perdeu o processo. Estava conversando com meu advogado, o objetivo não é…
Wadih: Ganhar dinheiro.
Cafezinho & Tijolaço: Sim, é mais para intimidar, porque ele vê a blogosfera como uma ameaça ao poder político do qual ele se acha um representante. Não fico intimidado por esse processo, mas é intimidante pensar que o Judiciário pode estar chancelando isso. O Judiciário pode querer se tornar um poder moderador?
Wadih: Ao longo dos anos, quando se trata da questão do Judiciário, eu sempre tenho reiterado que dos três poderes, o Judiciário é o mais conservador. Numa série de aspectos. O Judiciário não é eleito. Os juízes tem uma formação positivista. São recrutados, majoritariamente, na classe média (alta). E isso, sem sombra de dúvida, acaba se espelhando em suas decisões.
Essas ações de danos morais, dependendo de quem propõe a ação, quando é proposta por autoridades que exerçam qualquer poder, seja poder político, seja poder econômico, seja detentor de cargo público ou não, ela acaba sendo um instrumento de intimidação contra a outra parte.
A doutrina em relação ao dano moral é quase unânime no sentido de que quando se trata de pessoa pública, quando se trata de alguém que desempenha cargo público, a esfera do dano é diferente de quando se está tratando com um cidadão comum.
A pessoa pública está exposta a isso. Ela está sujeita à crítica, inclusive a crítica veemente.
É claro que pode ter havido uma agressão desmedida, um abuso, mas isso tem que ser observado com muito cuidado, e só em casos extremos deve haver condenação.
Alguém que ocupa um cargo de destaque, num grande jornal, numa emissora de televisão, está sujeito a críticas. Crítica veemente. E infelizmente o que nós temos visto em algumas decisões do Judiciário, aliás em muitas decisões do Judiciário, é chancelar essas tentativas de intimidação. A tentativa de calar a crítica. E isso não deixa de ter seu viés autoritário.
E isso é o mais grave porque tem uma aparência de formalismo democrático. Formalmente, o réu dessas ações se defenderam normalmente, tiveram todos os seus prazos respeitados, constituíram advogado, são processos que tramitam normalmente. Mas o conteúdo dessas decisões acabam servindo de instrumento para intimidação. E isso é que é o pior: com um formato democrático.
Tem uma aparência democrática, mas um fundo autoritário.
O judiciário acaba se prestando, a partir dessas decisões, a ser um instrumento de intimidação, de calar as vozes críticas.
Cafezinho & Tijolaço: Pois é, de um lado você tem o diretor da maior corporação de mídia do país, representado por advogados que prestam serviços para esta mesma corporação, e ele está processando uma série de blogueiros. São vários blogueiros. Chega a ser irônico, na acepção negativa, trágica, do termo, que é ver o executivo mais bem pago da comunicação brasileira tentando arrancar dinheiro dos blogueiros, que, ao menos em sua condição de blogueiros não ganham quase nada. Alguns ganham bem em seus empregos, mas são assalariados, e não a ponto de poder enfrentar processos intermináveis, contra Ali Kamel.
Ali Kamel mobilizou oito advogados da Globo para condenar o Cloaca News, um blog de humor, pequenino, por causa do vídeo que ele publicou.
A gente crítica muito a mídia, acha que ela exagera, mas o que a gente pede é direito de resposta, não retaliação financeira, porque aí nós perdemos.
No campo do debate de ideias, eu posso lutar de igual para igual com qualquer pessoa ou corporação, porque eu tenho confiança no meu potencial intelectual, mas não posso travar uma luta jurídica-financeira contra a Globo ou Ali Kamel. Aí é covardia.
Wadih: Eu, como advogado, tomo sempre cuidado de não falar sobre casos que eu não conheça concretamente. Estou falando aqui em tese. Se eu fosse juíz, eu avaliaria todos esses dados antes de tomar uma decisão. Se há uma categoria sendo sistematicamente sendo processada, isso pode gerar a convicção de que há tentativa de intimidação.
Talvez alguns elementos de analogia poderiam ser aplicados. Por exemplo, os advogados também são uma categoria profissional que vivem da palavra. Muitas vezes, na defesa de seus clientes, o advogado é duro, e se expressa de uma forma veemente, quase na fronteira da ofensa. A Lei da Advocacia diz o seguinte, que no exercício da profissão, aquilo que está dito pelo advogado, no curso do processo, ainda que ele tenha cometido injúria e difamação, ele não pode ser punido por isso. Ele pode ser punido pela calúnia, que é um crime mais grave, atribuir a alguém uma prática de crime.
Em se tratando de pessoas públicas, podia-se aplicar um princípio semelhante. E estou usando o termo pessoa pública num entendimento bem amplo, grandes executivos, próceres dos grandes jornais…
Cafezinho & Tijolaço: Diretor de jornalismo de uma concessão pública…
Wadih: É, tem uma série de critérios aí que reforçam minha convicção de que, em ações como essas, um juiz tem que sopesar bem, porque ele pode estar contribuindo para intimidar. Contribuindo para calar a voz da crítica. Aí sim, é um atentado contra a democracia.
Cafezinho:Há risco desse tipo de intimidação se tornar jurisprudência?
Wadih: Decisões de primeiro grau não formam jurisprudência. Apenas decisões dos tribunais intermediários e tribunais superiores.
Cafezinho & Tijolaço: Nossa preocupação é a seguinte. Há uma identificação, por parte inclusive de organismos internacionais, de que a mídia brasileira é muito concentrada. Há um relatório recente da ONG Repórteres sem Fronteiras falando do Brasil cujo título é “O país dos 30 berlusconis”, no qual se identificam 30 famílias que dominam a mídia nacional.
Quando surge a blogosfera e as redes sociais, elas oxigenam o debate político, porque oferecem mais pluralidade… agora a blogosfera surge com algumas dores. Ela é uma coisa nova. Não tem ainda formas de financiamento. Você falou sobre os advogados, que às vezes precisam defender um posicionamento com dureza. O blogueiro também. Isso se chama liberdade de expressão. E você caminha no fio da navalha. Uma crítica veemente, uma ironia mordaz, às vezes pode parecer ofensa. Sem contar o limiar às vezes tênue entre a linguagem do jornalismo e a linguagem da literatura…
Wadih: O judiciário deveria ser o poder mais próximo da sabedoria, porque o juiz tem um poder às vezes quase divino. Em alguns países ele pode decretar a morte de alguém. Aqui ele pode botar alguém na cadeia, tirar alguém da cadeia, pode acabar com seu patrimônio material, pode abalar o seu patrimônio moral, então o exercício desse poder tem de ser de fato não moderador, mas moderado.
O saudoso ministro Evandro Lins e Silva sempre dizia: quando eu era juiz – ele foi ministro do Supremo Tribunal Federal – antes de entrar fundo na causa, em seus aspectos técnicos, aplicando os dispositivos legais pertinentes, eu primeiro estabelecia como aquele caso seria um julgamento justo. Estabelecido isso, eu adequava isso à lei, à jurisprudência. Agora a maior parte dos juízes não age dessa forma.
O problema não é só a blogosfera. Alguns jornais do interior do Brasil, muitas vezes são condenados, são aplicadas a eles condenações altíssimas, pecuniárias, e simplesmente são forçados a fechar o jornal. E tudo isso em processos conduzidos pelo poder local, pelo prefeito. Se um juiz não leva isso em consideração… Uma coisa é a esfera privada, um vizinho meu que me xinga, me agride, outra coisa é quando o objetivo da crítica é uma autoridade, um governamente.
Cafezinho & Tijolaço: O lamentável é que a grande mídia parece pensar que só quando atacam ela, aquele grupinho fechado de donos de grandes meios, há uma agressão à liberdade de imprensa. Quando é um jornal pequeno, quando é um blog, ela não dá bola. As organizações nacionais, como a Aberj, ou mesmo internacionais, como a SIP, não protegem nenhum pequeno, nenhum médio. Pelo contrário. Quer mais é que os pequenos e médios se explodam, porque aí canaliza mais poder para eles. Que é o aconteceu no Brasil nos últimos anos. Somos um dos países com menos jornais locais. São raros os jornais regionais, sobretudo municipais, que tenham um mínimo de força. Em geral são totalmente manietados pelo poder local, pela prefeitura.
Wadih: Isso mostra que ainda temos um déficit de democracia.
Cafezinho & Tijolaço: Talvez haja um pouco de herança da ditadura…
Wadih: Tem um viés autoritário. A ditadura resolve as coisas na força bruta. O problema é quando o poder se vale de ritos democráticos para exercer o autoritarismo. O sujeito não resolveu as coisas através de seu amigo, delegado de polícia, mas pela via correta, pelos trâmites democráticos, mas com uma intenção autoritária. É isso o que torna a situação mais dramática. O juiz não foi corrompido ou coagido, mas ele optou pela solução mais autoritária.
Cafezinho & Tijolaço: Esse é o grande risco, na minha opinião. Em Honduras, houve um golpe de Estado, conduzido pelo STF local, e me lembro que o Arnaldo Jabor foi para o Jornal da Globo e falou em “golpe democrático”.
Wadih: Aqui no Brasil a gente tem esse fenômeno, que é o chamado “ativismo judicial”, que é uma interferência inadequada do Judiciário nos outros poderes. Agora, existe um clamor por isso. Aliás, sempre há clamor. A polícia, quando extermina, quando tortura, mata, desaparece, hoje não mais tanto, como no passado, com presos políticos, mas com pobres, pretos, favelados, existe um amparo na sociedade para isso. A polícia não faz isso apenas porque é arbitrária e formada na ditadura. Na própria ditadura, nas próprias ditaduras, sempre existiu clamor para que elas se afirmassem. No Judiciário, também há um clamor punitivo. Há setores que acham que o direito penal resolve os contrastes da nossa sociedade. Não se trata apenas da cabeça do juiz e da polícia. Eles tem uma chancela social. O clamor punitivo, que passa por esse moralismo rasteiro. Há uma criminalização enorme da política. Quantas vezes na rua a gente vê, em filas de banco, na padaria, a gente ouve as pessoas repetindo que político é tudo ladrão. Muitas vezes, o próprio Parlamento, intimidado, acaba chancelando isso através de projetos de lei. O ativismo judicial tem um cunho autoritário muito intenso.
Os juízes, sobretudo nos tribunais superiores, em especial no Supremo Tribunal Federal, dizem que esse ativismo é necessário por causa da inércia do poder legislativo. Isso não é verdade. Ou é em parte verdade. Eles atuam de qualquer maneira. A justiça eleitoral, por exemplo, legisla. Ela exerce um poder legislativo. E sempre em detrimento da democracia. Sempre restringindo o processo eleitoral. Transformando as eleições em algo burocrático. Isso também tem seus valores. A eleição suja a cidade, dizem. Essa assepsia é própria da ditadura.
Outro dia estava vendo um filme, A Grande Luta de Muhammad Ali. Num primeiro momento, você acha que é uma das lutas memoráveis no ringue, mas não. É a batalha de Ali na Suprema Corte americana para que não fosse considerado desertor. Ele se recusou a lutar na guerra do Vietnam, por uma questão de consciência. Sua religião – ele era muçulmano – não lhe permitia matar outras pessoas. A Suprema Corte tinha de decidir se aquele era um caso de objeção de consciência. Lá nos EUA, é uma praxe dos juízes se reunirem antes do julgamentos notórios, com grande visibilidade na mídia, para trocarem ideias e praticamente decidirem ali. O que não deixa de ter um certo autoritarismo, porque é o presidente da corte quem faz isso e tenta convencer os juízes para votarem com unanimidade. A tendência inicial era de que não aceitassem o argumento de objeção de consciência, o que levaria Ali à cadeia. Alguns juízes que defendiam a tese da objeção de consciência resolveram fazer política internamente. Ficou acertado então o seguinte: essa decisão só valeria para Muhammad Ali, não formaria jurisprudência. Aí foi para o bem. Para livrar alguém da cadeia. Para não prender um grande ídolo, um homem respeitado. Pode ser que aqui no Brasil, as decisões no julgamento do processo chamado mensalão só tenha valido para esse processo, só para colocar algumas pessoas na cadeia. Pode ser. Quando eu assisti a esse filme, de imediato eu lembrei do mensalão. E se não me engano, algum ministro, numa entrevista – eles dão muita entrevista, acho que é a corte suprema que tem ministros mais loquazes -, falou isso, que as decisões só valeriam para esse processo.
Agora, na prática, não é verdade. Tenho notícia de colegas advogados que muitos elementos ideológicos do processo do mensalão já começam a ser aplicados em decisões de tribunais intermediários: a valorização de indícios, não da prova; a dispensa de provas para condenar. Isso é algo que a vida é que vai mostrar. Vamos ver se acontecerá o que houve com Muhammad Ali, ou de fato, o mensalão irá formar jurisprudência. Eu não sei o que é pior: ter a consciência de que uma ação penal foi julgada politicamente, ou se os elementos usados nessa decisão vão formar jurisprudência.
Cafezinho & Tijolaço: Escrevendo sobre o mensalão, a gente acaba estudando muita coisa sobre teoria penal, filosofia penal, e pelo que eu estudei de filosofia penal moderna, sempre que há alguma dúvida, esta deve ser em favor do réu.
Wadih: Isso não é teoria penal moderna. É teoria penal universal. É um princípio de todo o direito penal democrático. Evandro Lins e Silva dizia isso também: é melhor deixar um culpado solto, do que um inocente na cadeia. Isso é uma decorrência da presunção de inocência.
Quando o juiz, por mais que haja elementos que possam levar a condenação, tem uma dúvida, justa, ele tem que absolver.
Eu não questiono o poder judiciário. Muitas vezes a decisão correta é mandar pra cadeia. Muitas vezes a decisão correta, à luz daquele ordenamento jurídico, é condenar à morte. Expropriar bens. Isso é o poder inerente ao poder judiciário. Mas ele tem que usar esse poder de forma moderada.
Cafezinho & Tijolaço: Além disso, é vitalício. O presidente da república tem um mandato fixo, depois do qual ele volta a ser um cidadão comum.
Wadih: Isso eu também não questiono. Nos EUA, há estados onde juízes são eleitos, em outros que não. Mas na maior parte dos países, os juízes não são eleitos. Só pelo fato de ser um poder que já nasce fora do povo, do poder popular, o juiz tem de agir moderamente. Numa ação penal, todos esses princípios, de moderação, tem de ser observados intensamente. O contraditório, a ampla defesa, a presunção de inocência.
O juiz só pode condenar de acordo com os autos. A convicção dele só pode se dar em acordo com os autos. Um julgamento penal no Supremo Tribunal Federal não pode ser considerado igual ao julgamento de anencefalia, marcação de terras indígenas. Nesses casos, são julgamentos de ordem política, e o STF é uma corte política. Ela não julga só juridicamente. Ali os juízes podem manifestar suas posições e convicções ideológicas, religiosas. Agora, numa Ação Penal?
Cafezinho & Tijolaço: Você lembra que o grande constitucionalista português, José Canotilho, esteve no Brasil onde deu entrevistas afirmando que o nosso STF é o mais poderoso do mundo?
Wadih: Por isso muitos juristas, e modestos advogados como eu, defendemos a criação de um Tribunal Constitucional Exclusivo, que não é esse STF; com mandato, não mandato vitalício. Só julgando causas constitucionais. Um tribunal assim obviamente não julgaria a Ação Penal 470.
Cafezinho & Tijolaço: Hoje saiu uma matéria nos jornais informando sobre uma nova lei que entra em vigor contra a corrupção, aumentando as punições contra o corruptor. Aí você vê o Congresso Nacional agindo contra a corrupção.Criando leis efetivas contra a corrupção. É bonito ver o parlamento se mexendo e se você analisar o parlamento faz muita coisa. E aí Joaquim Barbosa vai em Londres falar que a classe política brasileira é uma porcaria, que as instituições são ruins. Você acha que Joaquim Barbosa se excede um pouco ao falar tanto de política? É função dele falar de política?
Wadih: Esse cenário de criminalização da política, para o qual Joaquim Barbosa contibuiu imensamente, como todo processo ideológico, ele acaba turvando nossa vista, e vão se formando convicções sem conhecimento de causa. Eu confesso que, quando mais jovem, eu endossava esse tipo de coisa. De dizer que o Congresso é um mar de lama, de reacionários, que não fazem nada. Até mesmo respeitáveis nomes progressistas, como o ex-presidente Lula, ao usar a expressão “300 picaretas”, faziam isso. Esse tipo de visão traz consequências até hoje. Basta visitar o Congresso, a Câmara de Deputados, para verificar que ali se trabalha. Independemente dos problemas, ali se trabalha. As comissões trabalham freneticamente, estão sempre reunidas. O Congresso – a Câmara e o Senado – votam leis importantes, como essa que você acabou de se referir. Essas coisas tem de ser conhecidas. Outro dia fui interpelado por alguém que disse ser um absurdo que os deputados tivessem muitos assessores. Hoje em dia, o Congresso, para se afirmar, até diante do Poder Executivo, ele tem que ter capacidade técnica. O legislativo lida hoje com assuntos que não lidava há 40 anos, ações extremamente complexas, a vida está cada vez mais complexa.
Aí eles começam a criticar os deputados porque eles passam o final de semana em seus estados. Ora, isso pode ser um viés democrático. Eles vêm para seus estados de origem para conversar com o eleitor. Se ele não vem, é porque fica encastelado em Brasília, esquece seus eleitores, sem vem estão gastando dinheiro público, passando o final de semana na praia, em seus estados de origem.
Estão são distorções que são decorrentes desse viés ideológico e autoritário que tem por trás da criminalização da política.
Em relação ao ministro do Joaquim Barbosa, um presidente de um poder, ele tem uma esfera de atuação institucional que é normal. Agora, polemizar, falar sobre tudo, como faz o ministro, deslustrando os outros poderes, sobretudo no exterior, não sei em que isso contribui para a democracia. O ministro Joaquim Barbosa tem um viés autoritário muito intenso. Acho que os nossos ministros do STF tem uma postura midiática que não vemos em outros países. Você não vê ministro dando entrevista toda hora. Muitas vezes falando temas que ainda serão julgados. Aliás, isso aconteceu na Ação Penal 470. Manifestaram-se previamente acerca do processo. Praticamente antecipando o seu entendimento sobre a matéria.
Cafezinho & Tijolaço: Isso é contra o Código de Ética da Magistratura, não?
Wadih: Mas parece que aqui no Brasil, o Supremo Tribunal Federal está acima do Código de Ética.
Cafezinho & Tijolaço: Durante esses debates sobre o STF, eu acabei lendo e relendo várias vezes a Constituição Brasileira e sempre parava naquele capítulo sobre o magistrado: a ele é vedado exercer qualquer atividade político-partidária.
Wadih: O presidente do STF tem de exercer o poder que a democracia lhe outorga com moderação, recato e discrição. E isso o ministro Joaquim Barbosa não faz.
O Joaquim Barbosa, quando aborda a questão política, fala mal, de forma autoritária, com deboche, de forma ultrajante.
Como o poder judiciário é um poder não eleito pelo povo, isso faz com que ele fale e tudo fique por isso mesmo. Que sanções podem ser aplicadas ao ministro Joaquim Barbosa, que não fosse o impeachment?
E quanto mais ele fala, mais admiração ele ganha, por mais barbaridades que ele fale, mais admiração ele ganha de alguns setores da sociedade brasileira. Mas mesmo esses setores começam a prestar mais atenção, de forma crítica, ao comportamento do ministro Joaquim Barbosa.
Eu acho que Joaquim Barbosa não faz bem ao Poder Judiciário brasileiro.
Cafezinho & Tijolaço: O que você acha do ministro Joaquim Barbosa figurar como candidato nas pesquisas de intenção de voto para presidente da república?
Wadih: Ele não pediu para figurar como candidato. Ele é colocado nessas listas. Mas é colocado a partir de sua atuação na Ação Penal 470.
Eu acho que o ministro Joaquim Barbosa fala de forma excessiva, mesmo sendo chefe de um poder. Emite opiniões em tom desrespeitoso, com menoscabo a outras pessoas, sobretudo a seus críticos. A forma como trata jornalistas e advogados… Ele sai de seu pedestal institucional e desce para o bate-boca que não é próprio a um chefe do poder judiciário.
Cafezinho & Tijolaço: Eu fui jantar na semana passada com o professor Wanderley Guilherme, e a gente conversava sobre o STF, sobre a arrogância de alguns ministros. Ele me falava que o problema era aquela “capa preta”. O sujeito põe aquela capa e se transforma. Às vezes é uma pessoa simples, de posições progressistas, e aí bota aquela capa e vira outra pessoa, transforma-se.
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Wadih: É óbvio que é uma simbologia que o professor Wanderley Guilherme está usando, mas que tem raízes na sociologia do poder judiciário brasileiro, e na história do poder judiciário brasileiro.
Em nenhum lugar do mundo, que eu saiba, existem essas designações que existem aqui para os juízes brasileiros: desembargador e ministro. Lá fora são apenas juízes: juiz da suprema corte, juiz do tribunal constitucional. Aqui são designações nobiliárquicas. Para você ter uma ideia, a Constituição, ela fala dos desembargadores apenas nos tribunais de justiça. Mas hoje todos os tribunais, não apenas os tribunais de justiça – tribunais regionais do trabalho, tribunal regionais federais – os regimentos internos desses tribunais foram alterados para eles se auto-designarem desembargadores. Há um apego ao formalismo, a atavismos que remontam ao monarquismo. O poder judiciário é o mais monárquico dos poderes. Esse gostar de ser chamado de desembargador, de ministro… Por que ministro? Desembargador tem origem exatamente no império português. Era o que fazia os desembargos no paço. E daí passou a ter um sentido nobiliárquico.
O poder judiciário brasileiro, sobretudo os tribunais regionais, eles são perpassados por esse viés autoritário, por esses atavismos.
Cafezinho & Tijolaço: Aristocratismo…
Wadih: Total.
Cafezinho & Tijolaço: Podemos falar um pouco da Comissão da Verdade, já que você é presidente da Comissão da Verdade do Estado do Rio. Tem um assunto que a gente tem discutido no Barão de Itararé. Que é discutir a participação dos empresários de mídia no processo de golpe de Estado e manutenção do regime militar. Você acha que alguma comissão da verdade pode enveredar por esta seara?
Wadih: Devia. A Comissão Nacional da Verdade. E não no sentido de demonstrar que nossa mídia é autoritária… o nome é Comissão da Verdade. Isso faz parte da história do Brasil. A chamada grande mídia – aliás a própria Rede Globo outro dia fez uma mea-culpa… Acontece que aqui no Brasil elegem-se temas que viram tabus. O simples fato de você debater o tema já gera um estigma. Se eu quero debater o tema da discriminalização do aborto, eu automaticamente sou a favor do aborto. Se eu quero debater uma “Ley de Medios”…. posso até votar depois contra a “Ley de Medios”, mas o simples fato de querer debater, já sou taxado de favorável à censura. Se quero debater a discriminalização das drogas, automaticamente sou tachado de maconheiro.
A democracia brasileira tem sérios déficits, ela ainda não está completamente consolidada. É uma democracia ainda intimidada e com nichos autoritários. Não pode haver limitação ao debate. Nesse ponto, eu sou voltairiano. Eu posso ser radicalmente contra aquilo que você está dizendo, mas lutarei até a morte pelo direito de você dizer.
A ditadura não foi só uma quartelada. Há fatores do contexto mundial, do contexto de guerra fria, há fatores internos, entre os quais o apoio de grandes grupos de mídia.
Cafezinho & Tijolaço: Eles promoveram uma inversão de valores. Quando o golpe se dá, eles fazem uma propaganda massiva de que a democracia tinha sido restaurada. E com isso conseguem o apoio de setores importantes da socidade: a comunidade jurídica, setores esclarecidos.
Wadih: Nós mesmos. A OAB apoiou o golpe. A CNBB apoiou. O dr.Sobral Pinto apoiou. Depois quando ele viu o que era, ele voltou atrás. Alguém vai deslustrar a história do Sobral Pinto?
Teve apoio de um contingente da população. Apoio financeiro e jurídico dos EUA. Teve apoio empresarial. Foi um movimento.
Tem um outro lado, que é importante resgatar o papel dos jornalistas que resistiram. Que mesmo trabalhando nesses veículos, resistiram.
Houve um papel decisivo dos meios de comunicação, a favor do golpe. Faltam inclusive trabalhos acadêmicos sobre isso.
O apoio dos jornais à ditadura tem um fator ainda mais grave: não foi apenas o apoio ao golpe. Afinal, eles poderiam alegar que também foram enganados pelos militares. Mas não. Eles deram sustentação ao golpe e chancelaram as versões do governo sobre as mortes dos presos políticos. Não foi só um apoio ideológico num mundo dividido pela guerra fria.
Alguns que apoiaram o golpe, depois que viram o que eram, como o Dr.Sobral Pinto, a OAB, a CNBB, os bispos, imediatamente passaram para a oposição, passaram a denunciar as arbitrariedades do regime. Agora, a imprensa, o papel dela é mais profundo. Ela vai dar sustentação ao regime até o fim da ditadura.
Cafezinho & Tijolaço: Eu acompanhei o papel da OAB nas manifestações de junho, prestando auxílio jurídico a manifestantes presos. Um dos gritos mais constantes em todas as manifestações de junho, sobretudo nas grandes cidades, era aquele “a verdade é dura, a rede globo apoiou a ditadura.”
Não aconteceram ainda análises sociológicas sobre esse viés das manifestações. Eu arrisquei algumas coisas. A maioria dos que cantavam nem viveram a ditadura, então porque isso veio à tôna? Eu acho que há uma associação da Globo a toda a grande mídia, como se a Globo fosse a própria grande mídia. Isso é vontade de fazer um resgate histórico das responsabiliades da grande mídia em relação aos atrasos dos quais ainda somos vítimas…
Wadih: Existe mesmo essa ânsia.
Cafezinho & Tijolaço: Mas quando as pessoas começam a debater isso, a própria mídia abafa esse debate. Diz que as ruas discutiram outras coisas, não isso.
Wadih: Daí entra a necessidade da chamada democratização dos meios de comunicação. Acho que todos os setores da sociedade brasileira, tem de ser banhados pela democracia. Não pode haver nenhum setor da sociedade de fora desse processo. O poder judiciário, por exemplo, tem uma zona de sombra autoritária muito acentuada. A grande mídia a mesma coisa.
Se todos combatemos os monopólios, isso tem que valer para todos os setores.
Cafezinho & Tijolaço: Há muitas arbitrariedades na mídia brasileira. Dentro da lei de mídia debatida pelos movimentos sociasi, há um ponto que é bem popular, que angaria bastante apoio junto ao povo. É sobre o fato da Globo impor o horário dos jogos de futebol de acordo com sua própria grade de programação. Os jogos tem de começar depois das noevelas das 8, depois do Big Brother, sendo exibidos muito tarde para a maioria dos trabalhadores, que têm de acordar cedo.
Na Argentina, a Ley dos Medios normatizou o horário dos jogos e liberou o sinal dos jogos para o canal publico.
Wadih: Não sei porque essa questão não está sendo debatida no Congresso Nacional.
Cafezinho & Tijolaço: Porque o Congresso é intimidado pela mídia.
Wadih: Não deveria, o Congresso é um poder.
Cafezinho & Tijolaço: É, mas eles são os próprios, os caciques, Henrique Alves, Sarney, todos são donos de concessões de TV e rádio.
Wadih: O que mostra a necessidade premente da reforma política, que esse congresso não vai fazer. Nisso aí, a gente não pode virar as costas para as mazelas do nosso sistema político. O Congresso Nacional tem déficit de representação, déficit de legitimidade, todas as reformas políticas propostas são voltadas para a rejeição daqueles que não estão lá. Então por isso mesmo eu acho que houve uma precipitação, até mesmo da OAB, ao criticar a presidente Dilma quando ela lançou a proposta de constituinte exclusiva, parcial, com vistas a uma reforma política. Eu defendo.
Apareceu logo um punhado de juristas dizendo que isso agredia a teoria constitucional. A Constituição não é Bíblia. É a vida que a move. As leis não nascem apenas do talento de juristas geniais, elas decorrem das necessidades sociais. Simplesmente liquidaram a questão, por ignorância jurídica. Tanto que há movimentos, de juventude, sociais, que querem retomar o debate da constituinte exclusiva. Porque entendem que o Congresso como está não vai fazer uma reforma política. Aí voltamos ao moralismo. Todos querem combater a corrupção, mas quando se quer atacar as causas da corrupção, não se faz nada.
Cafezinho & Tijolaço: Os grandes meios de comunicação também fizeram campanha violentíssima contra a constituinte exclusiva.
Wadih: A presidente recuou. Não deveria ter recuado.
Cafezinho & Tijolaço: O próprio Congresso também rejeitou, e ela ficou acuada, isolada politicamente.
Wadih: Há uma série de questões que poderiam debatidas, com mais independência. Mas não se quer isso.
Só uma coisa. A nossa Constituição é muito boa na parte de direitos humanos. Temos que tomar cuidado com essa Constituiente, para não jogar a água fora como bebê dentro. Mas uma constituinte exclusiva é importante para dar uma resposta aos anseios das ruas, que é qualificar a nossa representação política, que hoje é de baixa qualidade. Temos setores políticos que só existem para vender tempo de televisão. Mas não se debate isso. Querem ficar no escândalo, no mensalão.
Pedro Penido dos Anjos
8 de fevereiro de 2014 7:16 pmBlogThis!Compartilhar no
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Mudanças climáticas e a água de São Paulo – FERNANDO REINACH
O Estado de S.Paulo – 08/02
Olhe para o céu e para o termômetro. Se o primeiro estiver azul e o segundo alto, faça como nossas autoridades, reze. Mas, se você prefere lidar com a realidade, que tal entender o funcionamento do Sistema Cantareira? O Sistema Cantareira fornece 45% de toda a água da Região Metropolitana de São Paulo. Vinte milhões de pessoas, 10% da população brasileira, dependem dele.
O Sistema Cantareira está à beira do colapso. Ele nunca esteve com tão pouca água. E continua esvaziando quando já deveria estar enchendo desde dezembro. O maior dos reservatórios (Jacareí/Jaguari) está com menos de 17% de sua capacidade, e a água se encontra na cota 826 metros. Essa represa possui seis tomadas de água que levam o precioso líquido para São Paulo. As quatro mais altas, nas cotas 836 e 827, já estão no seco, fora da água. As duas mais baixas, na cota 818, ainda estão captando água. Mas, se a represa chegar à cota 818, é o fim, nem uma gota de água poderá ser captada.
O governo continua otimista e acredita que São Pedro esqueceu de ligar o despertador. Se isso for verdade será a primeira vez nos últimos 40 anos. Mas, se não chover muito nos próximos 30 dias, São Paulo e outra dezena de municípios vão ter de sobreviver a partir de abril sem os 36.000.000 de litros de água por segundo (36 m³/seg) que este conjunto de represas e túneis pode trazer até São Paulo.
O que poucos sabem é que em agosto de 2014 a outorga do Sistema Cantareira terá de ser renovada. Nesse processo o governo vai decidir quanto de água pode ser retirada do sistema a cada dia, quem vai ter o direito a essa água, e com que prioridade. A má notícia é que aparentemente o Sistema Cantareira não tem mais capacidade de fornecer os atuais 36 m³/seg. Se a decisão for baseada em critérios técnicos, a vazão total deveria ser reduzida. É o que está escrito nas entrelinhas do documento preparado pelos técnicos para embasar a renovação da outorga (veja link abaixo). São 113 páginas de gráficos, tabelas, mapas e explicações. Vale a pena ler.
Em 1976, com base nos dados coletados desde 1930, os técnicos decidiram outorgar à Sabesp o direito de retirar 33 m³/seg do Sistema Cantareira até 2004. Em 2004, a renovação ocorreu durante uma grande seca, quando o sistema chegou pela primeira vez a 20% de sua capacidade máxima e houve racionamento de água. Foi decidido na época que seria possível aumentar em 10% a quantidade máxima de água que poderia ser retirada do sistema, que passou a ser 36 m³/seg. Essa renovação foi feita por um prazo de 10 anos e vence agora (veja na página 69 do documento).
Nas série histórica em que foi baseada a renovação da outorga em 2004 (dados coletados entre 1930 e 2003) a capacidade dos rios que compõem o Sistema Cantareira foi estimada em 44,8 m³/seg. Já as medidas feitas nos últimos anos (2004 a 2012) mostram que esta capacidade se reduziu para 39,7 m³/seg, uma redução de 13%. Se você quiser ser generoso pode comparar os dados de 1930 a 2003 com os dados de 1930 e 2012 e, neste caso, a redução é menor, aproximadamente 10% (veja página 36 do documento).
Esses dados bastariam para justificar uma redução no volume da próxima outorga, mas, além disso, o relatório demonstra que nos últimos anos a variabilidade da quantidade de chuva aumentou significativamente (em alguns anos chove muito e em outros chove pouco). Essa variabilidade é uma das consequências previstas nos modelos de mudança climática. No futuro, teremos mais anos com pouca chuva e mais anos com um grande excesso de chuvas. Para garantir o suprimento de água nos anos secos, os reservatórios deveriam ser administrados com uma folga maior. Menos água pode ser retirada, e os níveis médios devem ser mantidos mais altos.
Esses são os fatos. Resta saber como o governo vai se comportar. Vai aceitar a realidade e renovar a outorga com um volume menor (o que força a Sabesp a investir ainda mais em novas fontes de água) ou vamos continuar acreditando em São Pedro e torcer para que a seca final só ocorra em um governo futuro (que, claro, será o culpado).
A Sabesp já emitiu sua opinião. Em uma carta que pode ser encontrada no site da ANA, sua presidente solicitou a renovação da outorga. Pediu que, desta vez, a outorga seja concedida por 30 anos e não mencionou uma possível redução de volume (http://bit.ly/1e92mjq).
Sergio Saraiva
8 de fevereiro de 2014 11:28 pmUm blog para Marcola
MÔNICA BERGAMO
Um blog para Marcola
Então quer dizer que, assim como condenados do mensalão, o Marcola, líder do PCC em SP, e o traficante Fernandinho Beira-Mar também deveriam ser autorizados a dar entrevistas? E a manter um blog na internet enquanto estão presos?
A pergunta é feita por pessoas que concordam com Joaquim Barbosa, presidente do STF: os condenados “por corrupção” deveriam ficar “no ostracismo”. A imprensa (em especial a Folha) erra ao abrir a eles “suas páginas nobres”.
Barbosa diz que até mesmo ministros do STF têm restrições: não podem falar de processos. Não podem frequentar todos os lugares que desejam. Que dirá um preso? E ainda com conexões políticas, capazes de minar, com ataques, a credibilidade da Justiça?
São argumentos relevantes. Sob diversos pontos de vista, no entanto, é possível, e até desejável, que condenados possam se expressar.
A Lei de Execução Penal, em seu artigo 3º, é clara: ao condenado são assegurados “todos os direitos não atingidos pela sentença ou pela lei”.
Eles podem pensar. Eles podem se expressar.
A lei veda a comunicação telefônica e por rádio porque não é possível controlar seu conteúdo. O preso, com um celular, pode ordenar crimes.
Mas não veda, e até garante, a comunicação escrita com o mundo exterior.
Em habeas corpus, o ministro Celso de Mello admitiu que a correspondência do preso pode ser interceptada, “sempre excepcionalmente”, por razões de segurança, de disciplina penitenciária ou de preservação da ordem jurídica.
A lei não veda que a correspondência seja publicada em um blog, desde que não cometa nem faça apologia ao crime.
Entrevistas de presos são autorizadas pelos juízes de execução –que observam as condições de segurança antes de permitir o contato de um jornalista com o condenado.
O italiano Cesare Battisti deu entrevistas no presídio da Papuda –autorizado pelo STF.
Não se trata de jabuticaba brasileira. O escritor Fernando Morais entrevistou, para seu livro “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, presos cubanos condenados por espionagem nos EUA. Eles estavam em presídios de segurança máxima. E falaram mal das condições carcerárias.
Na Venezuela, Raul Baduel, preso por corrupção e dissidente do chavismo, escreve cartas que são publicadas por familiares em seu blog.
Tão ou mais importante que o direito dos presos, porém, é o direito do cidadão brasileiro de ter acesso às versões de condenados –sejam eles José Dirceu, Marcola ou Beira-Mar–, ainda que elas não tenham prevalecido nos tribunais.
“O que vige é a transparência”, diz o ministro Marco Aurélio Mello. “Você não emudece quem quer que seja em uma democracia.”
Rpv
9 de fevereiro de 2014 1:00 amMENSALÕES DIFERENTESAo
MENSALÕES DIFERENTES
Ao contrário do que ocorre na AP 470, é fácil apontar desvio de dinheiro público no mensalão PSDB-MG
Se você é daqueles que acredita que o mensalão PSDB-MG é igual ao esquema financeiro da AP 470 pode despedir-se de mais uma ilusão.
A leitura das alegações finais de Rodrigo Janot, procurador geral da República sobre o mensalão PSDB-MG mostra uma verdade difícil de negar. Tudo aquilo que se disse – e não se provou – sobre o esquema de Valério-Delúbio pode ser dito e provado no mensalão PSDB-MG.
A polêmica principal sobre o mensalão dos petistas diz respeito ao desvio de recursos públicos. O procurador geral Antônio Carlos Fernando, seu sucessor Roberto Gurgel e o relator Joaquim Barbosa sustentam, desde o início, que o esquema Valubio baseou-se no desvio de R$ 73,8 milhões de recursos públicos. Dizia-se, no começo, que esse dinheiro fora desviado do Banco do Brasil. Uma apuração mais acurada mostrou que o dinheiro pertencia ao Fundo de Incentivo Visanet, destinado a divulgar o cartão Visa, que é uma empresa privada. Hoje não há a mais leve dúvida a respeito.
Embora uma única testemunha tivesse dito que – qualquer que fosse sua natureza — os recursos destinados a DNA eram desviados para campanhas petistas, a contabilidade mostra que o desvio – se houve – está longe de ter sido demonstrado.
As contas batem, conforme várias auditorias.
E tanto é assim que nesta semana, teremos uma novidade neste item. Enquanto os réus da AP 470 já estão cumprindo penas longas, em regime fechado, seus advogados começam a distribuir uma notificação judicial aos veículos que receberam as verbas da DNA. Estamos falando da TV Globo, Editora Abril, Estadão, Folha, Editora Três.
Convencidos de que irão colher um dado que ajudará a demonstrar a inocência dos réus, os advogados querem que as empresas confirmem – ou desmintam – a informação de que os recursos da DNA chegaram a seus cofres. Estes dados, a rigor, encontram-se nos documentos da AP 470. Mas ficaram ali, congelados nos arquivos, sem que fosse possível examinar seu significado e extrair todas implicações.
A consulta às empresas, que será feita agora, deveria ter ocorrido em 2005 ou 2006, na época da denúncia. Era o tempo certo para uma checagem tão importante, decisiva, até.
Mas não interessava questionar uma teoria que agradava tantas pessoas e tantos interesses, vamos combinar.
A leitura das alegações finais de Janot sobre o mensalão do PSDB descreve fatos muito mais graves. Ele fala de desvio de milhões de reais de empresas estatais do governo de Minas Gerais. Fala da Copasa, Codemig, Comig. Ao contrário do que acontecia com a Visanet, que se definia como “empresa de capital privado”, em seus estatutos e também num questionário enviado a CPMI dos Correios, aqui estamos falando de empresas públicas, controladas pelo governo do Estado, com funcionários concursados e tudo mais.
A Copasa é a Companhia de Saneamento do Estado. A Codemig dedica-se ao desenvolvimento econômico e obras de infraestrutura. A Comig é a estatal de mineração.
Não há comparação possível com a Visanet, criada pela multinacional dos cartões Visa, uma das maiores empresas do mundo.
Com notas e depoimentos, Janot descreve cenas tão didáticas que poderiam estar num filme. O dinheiro sai das estatais, chega às agências e, em vez de ser gasto em publicidade, é despachado para os cofres da campanha estadual do PSDB em 1998. Porções mínimas das verbas destinadas a publicidade chegaram a seu destino. A maior parte ficou no meio do caminho, diz ele.
Muitas pessoas diziam, quando Roberto Jefferson fez a denúncia, que o PT apenas repetia o que o PSDB fizera antes. O próprio Lula disse em Paris que seu partido nada fazia de diferente daquilo que ocorria “sistematicamente” na política brasileira.
Parecia uma forma do PT tentar proteger-se atrás dos erros do adversário, o que levou a acusação de que o partido queria justificar seus erros através dos erros dos outros. Talvez seja mais correto afirmar o contrário. A construção de uma visão distorcida na AP 470 ajudou a encobrir erros e desvios — mais graves — da AP 536-MG.
Embora o próprio Janot se permita, nas alegações finais, lembrar as semelhanças – e algumas distinções – entre os dois mensalões, as diferenças são muito maiores do que se quer acreditar. O Banco Rural é o mesmo, um personagem central – Valério – também. Até as secretarias eram as mesmas.
Mudava a natureza da mercadoria.
A existência do mensalão PSDB-MG chegou ao STF Supremo em 2003 mas ficou em segredo até a denúncia de Roberto Jefferson contra o PT. Foi então que se descobriu que Marcos Valério, o parceiro que se aproximou de Delubio – o Carequinha, nas palavras de Jefferson — nos meses finais da campanha de 2002, havia sido formado e treinado nas campanhas tucanas desde 1998.
Veio daí a teoria de que o segundo mensalão era uma cópia do primeiro. As diferenças no ponto essencial – dinheiro público – permitem pensar em outra hipótese. A teoria do segundo mensalão serviu para justificar o primeiro.
É como se, já tendo conhecimento anterior do mensalão PSDB-MG, a acusação tenha feito o possível para vestir o esquema de Delúbio-Valério com as mesmas roupagens e a mesma gravidade, fazendo uma denúncia igual para casos substancialmente diferentes. Isso explica porque se forçou a barra para dizer que as verbas saiam do Banco do Brasil e, quando se verificou que sua origem era a Visanet, para dizer, num exercício espantoso, aque os recursos seguiam publicos embora fossem propriedade de uma empresa privada.
http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/paginar/347201_MENSALOES+DIFERENTES/5