5 de junho de 2026

IPCA sobe 0,33% em dezembro e inflação fecha 2025 dentro da meta

Resultado anual atinge 4,26%, o menor resultado desde 2018 – e reforça expectativa de queda dos juros em 2026
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

IPCA subiu 0,33% em dezembro, acumulando alta de 4,26% em 2025, abaixo do teto da meta de inflação.
Habitação, Educação, Saúde e Despesas pessoais foram os principais grupos que pressionaram a inflação em 2025.
Vitória teve a maior inflação do ano (4,99%), enquanto Campo Grande registrou a menor (3,14%) no país.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,33% em dezembro, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Com isso, o índice acumulou variação de 4,26% em 2025, permanecendo abaixo do teto da meta de inflação, fixado em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). No acumulado de 12 meses, a inflação brasileira atingiu o menor patamar desde 2018, refletindo a desaceleração observada ao longo de 2025.

O resultado de dezembro representa uma aceleração em relação a novembro, quando o IPCA havia subido 0,18%. Ainda assim, o índice ficou abaixo do registrado no mesmo mês de 2024 (0,52%), indicando um comportamento mais moderado dos preços no fim do ano.

Ao longo do ano, os maiores impactos sobre a inflação vieram dos grupos Habitação, Educação, Despesas pessoais e Saúde e cuidados pessoais, que concentraram cerca de dois terços da alta do IPCA. O grupo Habitação, com aumento de 6,79%, foi pressionado principalmente pela energia elétrica residencial, que acumulou alta de 12,31% em 2025, em função de reajustes tarifários e do acionamento de bandeiras tarifárias ao longo do ano.

O grupo Educação registrou avanço de 6,22%, influenciado por reajustes em mensalidades escolares, enquanto Saúde e cuidados pessoais (5,59%) refletiu aumentos em planos de saúde e produtos farmacêuticos. Já as Despesas pessoais, com alta de 5,87%, foram impactadas por serviços ligados ao consumo das famílias.

Em sentido oposto, a inflação de Alimentação e bebidas mostrou desaceleração expressiva em 2025, passando de 7,69% no ano anterior para 2,95%. A queda nos preços de itens básicos, como arroz e leite longa vida, ajudou a conter a pressão sobre o custo de vida das famílias, especialmente as de menor renda.

Regionalmente, os dados do IBGE mostram comportamentos distintos da inflação. Vitória apresentou a maior variação acumulada no ano, com alta de 4,99%, impulsionada por aumentos na energia elétrica e nos planos de saúde. Já Campo Grande teve a menor inflação do país em 2025, com variação de 3,14%, beneficiada pela redução nos preços de alimentos.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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