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Ao lado de Marina Silva, governador e provável candidato à Presidência criticou ‘letargia do Estado’ e afirma que educação será prioridade
Erich Decat
Brasília – Protagonista do lançamento das diretrizes da campanha presidencial do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, utilizou parte do discurso para criticar o que classificou como letargia do Estado brasileiro. O evento foi realizado na Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 4, e contou com a participação da ex-ministra Marina Silva e alguns parlamentares do PPS, PDT e PROS.
“Temos a clara percepção de que as pessoas estão vendo que o País parou”, disse Campos, provável candidato à Presidência. Assim como Marina, o dirigente defendeu a manutenção das atuais conquistas sociais, mas disse que é preciso resgatar bandeiras deixadas para trás ao longo dos últimos anos. “Se quisermos salvar os próximos 20 anos, temos que fazer o que foi deixado para trás”, afirmou. “Temos que recolher as bandeiras que foram ficando no caminho e ter coragem de levantá-las com a nossa história.”
Campos também criticou o que chamou de apropriação do Estado por parte de partidos, uma referência indireta à atual reforma ministerial iniciada pela presidente Dilma Rousseff. “Temos coragem de dizer desde já: o Estado não pode ser apropriado”. Também sem citar nominalmente os adversários, o governador mandou o recado de que durante a campanha presidencial não pretende “baixar o nível” do debate. “Não vamos fazer o jogo daqueles que querem baixar o nível do debate político”, afirmou.
Na primeira semana de janeiro, um texto publicado no Facebook do PT nacional classificava o governador de Pernambuco como “tolo”, “playboy mimado” e como candidato “sem projeto, sem conteúdo e sem compostura política” para disputar a Presidência da República neste ano.
“O desespero já se abate sobre alguns, que não pensam na nação”, ironizou Campos no evento.
Segundo ele, a prioridade do partido será a educação. “Sonho em ver a classe média ou executivos matriculando seus filhos na escola pública.”
O documento apresentado hoje contem 70 páginas e, conforme antecipou o Broadcast Político, as diretrizes serão divididas em cinco eixos: Estado e a democracia de alta intensidade; Economia para o desenvolvimento sustentável; Educação, cultura e inovação; Políticas sociais e qualidade de vida; Novo urbanismo e o pacto pela vida.
Marina Silva, por sua vez, afirmou que é preciso ampliar as conquistas dos brasileiros. As declarações reforçam o possível mote de campanha do partido de que é preciso manter as conquistas das últimas décadas realizadas nos governos do PSDB e PT, mas fazê-las avançar.
Antes do evento, a ex-ministra reafirmou que o candidato da coligação é Campos e cabe a ele definir quem ocupará a vice-candidatura. Dentro da Rede, há expectativas de que ela anuncie a vice até março.
Ao longo do discurso Marina também focou as críticas no modelo de coalização dos partidos, segundo ela, baseado no tempo de TV e estruturas de cada legenda. “Essa política com base em estruturas precisa mudar”, afirmou. “Se Eduardo Campos ganhar [a disputa presidencial] só haverá um a quem se deve agradecer, o povo brasileiro.”
Sugerido por Gunter Zibell – SP
Do Terra
Ninguém quer mais 4 anos ‘do que está aí’, diz Campos
Governador de Pernambuco discursou em tom de candidato à Presidência em evento do PSB, na Câmara dos Deputados
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), endureceu o tom nesta terça-feira contra o atual modelo de administração federal e deixou claro como será seu discurso durante as eleições presidenciais deste ano. Em tom de candidato, Campos disse que ninguém quer “mais quatro anos do que está aí”.
“Não há nesse País, em nenhum recanto que possamos andar, (não há) ninguém que ache que mais quatro anos do que está aí vai fazer bem ao povo brasileiro”, disse o pré-candidato, falando alto e gesticulando, sem citar a presidente Dilma Rousseff. O governador indicou que até mesmo aliados da atual gestão torcem pela vitória da chapa com Marina Silva. “Eu, a Marina e todos outros que está aí ouvimos de muitos que estão lá que estão contando as horas para estar aqui, que estão torcendo para nós ganharmos”, discursou, no audiório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados.
Campos mostrou como se comportará como terceira via na campanha presidencial: tentará mostrar que sempre fez uma oposição “consciente” nos anos do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e que saiu “pela porta da frente” da administração petista. “Tivemos a consciência de fazer oposição 8 anos ao presidente FHC, mas nunca fizemos oposição desqualificando o debate político. Sempre fizemos com ideias, com pontos de encontro”, disse o governador.
Fazendo coro às críticas também feitas por Marina Silva, Campos disse que o pacto político atual “mofou”. “Da mesma forma que nos empenhamos, que participamos e ajudamos por dentro e por fora na luta pelas conquistas da vida pública, tivemos a capacidade de sair pela porta da frente, que esse pacto social novo não tolera mais esse pacto político que mofou e não vai dar nada de novo para o povo brasileiro”, afirmou. “Nossa paciência revolucionária vai derrota-los com argumentos, com projetos, com uma visão de futuro do nosso país, com planejamento estratégico”, arrematou.
O socialista disse, durante o discurso, ter “aplaudido” as manifestações do ano passado, mostrando como as imagens das multidões nas ruas serão usadas no período eleitoral. Comparando com as massas da campanha pelas eleições diretas, há 30 anos, Campos disse que os movimentos sempre levaram a mudanças.
“É contra exatamente esse estado de letargia que nos incomodava, que nós vimos e aplaudimos o que o povo brasileiro fez em junho. E todas as vezes que o povo foi às ruas, anunciou mudanças. Anunciou melhoras”, disse.
Em entrevista após o evento, Campos negou preocupação com o tempo de TV da aliança durante a campanha eleitoral. “Eu acho que o tempo de TV será o suficiente para passar as boas ideias. Nós vamos ter muita gente nos ajudando nas ruas, nas redes sociais, a divulgar nossas ideias. As vezes a gente vê gente com muito tempo de televisão e não tem o que dizer. Temos muito o que dizer e temos pouco tempo de televisão”, disse.
Ele desconversou sobre divergências pontuais nos Estados entre PSB e membros da Rede Sustentabilidade. Dirigentes estaduais do PSB terão até o dia 15 de março para informar sobre a situação local. “Tudo que vai ser feito nos Estados dialogará com as diretrizes aqui apresentadas. Não haverá nenhum projeto regional que passará por cima”, prometeu.
Antônio Bierrenbart
5 de fevereiro de 2014 9:48 am“Quem sobe ao alto lugar, que
“Quem sobe ao alto lugar, que não merece,
Homem sobe, asno vai, burro parece,
Que o subir é desgraça muitas vezes.
A fortunilha, autora de entremezes
Transpõe em burro o herói que indigno cresce:
Desanda a roda, e logo homem parece,
Que é discreta a fortuna em seus reveses.
Homem sei eu que foi vossenhoria,
Quando o pisava da fortuna a roda,
Burro foi ao subir tão alto clima.
Pois, alto! Vá descendo onde jazia,
Verá quanto melhor se lhe acomoda
Ser homem embaixo do que burro em cima.”
Gregório de Matos
Andre SP
5 de fevereiro de 2014 10:18 amkkkkkkkkkkkkk
Embromação monumental… KKKKKKKKKK
Já se estão implantando Escola em periodo integral. Estão reformulando o conteudo aprimorando o ensino de idomas.
Pela falta de médicos que é uma vergonha de planejamento está sendo liberados cursos de medicina para 50 faculdades. Acho que a formação deveria ser publica pelo custo do curso de medicina, mas, veremos como irão se desenrolar estas movimentações. A cada ano as universidades privadas diminuem o número de horas aulas em cursos superiores comprometendo a qualidade do curso.
Como é bom prometer aquilo que já está em andamento. É só chegar e sentar na cadeira e não fazer mais nada… kkkkkk
Estou muito interessado de como o Edu e a Marina transportarão a estrutura do metro para a pereferia.
Como promoverão uma reurbanização? Vamos demolir as cidades e reconstruir tudo sustentável… KKKKKKK
Já sei!!! Vamos proibir as colheitaderias e semeadoras que ocupam toda a lavoura brasileira e criar trabalho no campo para aqueles que correm atras de trabalho nas metropoles. O restante agente bota para vender natura, cartão de credito e seguros.
Sem coligação nenem, não aprova nem o orçamento, quanto mais um programa de governo.
Estou muito curioso para ler estas 70 páginas, que possívelmente estão em branco. Não vi defesa de reforma politica, tributária, judiciaria, saúde… 5 eixos realmente é novo, abandona o tripe e não diz nada… kkkkkkk
Publiquem estas 70 páginas para que eu ficar estupefato.
Agarwaen
5 de fevereiro de 2014 5:17 pmNo site do PSB você acha o
No site do PSB você acha o documento:
http://imprensa.psbnacamara.org.br/psb-rede.pdf
Alexandre Weber - Santos -SP
5 de fevereiro de 2014 10:36 amBaixa credibilidade
Pelo visto a campanha será feita em cima de chavões genéricos com comprometimento zero.
Perder a chance de se discutir o Brasil para valer e tentar arrumar a casa no rico momento eleitoral é uma lástima.
No mais, com cinco eixos fica muito complicado qualquer plano que se queira executivo, na minha opinião deveria ter três eixos com oito direções, para começar e o comprometimento com um governo com 14 ministérios para implementar as políticas públicas.
Falta credibilidade para as propostas, que me parecem ser somente retórica de campanha em cima dos lugares comuns de sempre.
Se a internet conseguir a proeza de discutir, avaliar e julgar todas as proposta dos candidatos, com certeza, a melhor e mais crível irá conquistar boa parte do eleitorado.
O Povo não é burro!
Barbalho
5 de fevereiro de 2014 11:05 am“Sonho em ver a classe média
“Sonho em ver a classe média ou executivos matriculando seus filhos na escola pública.”
EC tem que consultar um psicólogo para clarear melhor o sonho dele. Uma coisa que esse profissional pode fazer, talvez com hipnose, é localizar no sonho onde vão estudar os filhos de outros profissionais que não sejam executivos. Vamos entender que o sonho de EC é mais amplo e recupera-se lá na fase do REM a parte do sonho em que todos vão estudar na mesma escola. Admitindo isso, o ex-alidado da “letargia” terá que acordar todos os dias para viver questões existenciais.
A primeira é que ele tem que antes combinar esse sonho com a classe média. Esse grupo social não tolera sequer dividir espaço do Shopping Center por duas horas quanto mais espaço de escolas por toda uma vida estudantil.
Será que vai aprofundar esse discurso e colocar o dedo na ferida do apartheid social? Ele vai peitar os grandes grupos educacionais? Ou, ao final, vai ficar tudo apenas no sonho vazio e fácil?
Ironias a parte, essa é a grande questão. Sair do discurso vazio, envolver atores relevantes, aprofundar o conceito que está por trás desse tipo de posicionamento. Além disso, deve-se discutir principalmente, o direcionador da educação. Será apenas para formar mão de obra ou para estimular de forma criativa a formação de cidadãos conscientes e inseridos nos debates para uma sociedade mais justa e sustentável?
Se o candidato aprofundar esse discurso e colocar essas questões em pauta, já terá dado uma grande contribuição para o debate.
José Carlos Lima
5 de fevereiro de 2014 12:05 pmDudú Itau..ou Dudutu.,.rss
O verdadeiro programa de Dudu está no cofre do Itaú,,até rimou..kikikii
Alexandre Tambelli
5 de fevereiro de 2014 12:23 pmUma notícia de Dezembro da RBA!
PSB encolheu com projeto pessoal de Eduardo Campos
Nas eleições de 2010, partido saiu das urnas com uma bancada eleita de 35 deputados federais. Hoje bancada está reduzida a 25 parlamentares, mesmo depois da filiação do grupo de Marina Silvapor Helena Sthephanowitz publicado 18/12/2013 12:47 MICHELE SOUZA/JC IMAGEM/FOLHAPRESS
Campos começou a colocar projetos pessoais acima do partido na aliança com Gilberto Kassab
O encolhimento do PSB tem muito a ver com as ambições pessoais de seu principal cacique, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Ao direcionar todos os seus movimentos políticos para suas ambições pessoais de candidatar-se a presidente da República ainda em 2014, Campos acabou por prejudicar o conjunto do partido.
Os erros começaram com o apoio a retrocessos nos hábitos políticos, tais como o incentivo à infidelidade partidária, apoiando a chamada portabilidade do horário eleitoral na TV para deputados que migrassem para novas legendas. Campos acreditava que seria o principal beneficiário desde o tempo em que articulava uma união com o PSD de Gilberto Kassab. Depois insistiu em apoiar esta portabilidade casuisticamente para beneficiar o partido de Marina Silva, Rede Sustentabilidade, que acabou não sendo viabilizado a tempo de disputar as eleições do ano que vem. Como resultado da “esperteza”, hoje os novos partidos criados após 2010 serviram para esvaziar o próprio PSB e fazê-lo perder minutos no horário eleitoral gratuito, o que poderá dificultar a reeleição de alguns governadores e parlamentares do partido.
Campos continuou errando ao não apoiar de fato uma reforma política, fazendo “corpo mole”. Com o PSB há alguns anos adquirindo feições de frente partidária, que acomoda em suas fileiras oligarquias políticas regionais as mais diversas, Campos não quis se indispor com estas oligarquias acostumadas a se elegerem e reelegerem segundo as regras atuais. Preferiu dedicar-se a articulações de bastidores para angariar apoios da oligarquia Bornhausen em Santa Catarina e de Heráclito Fortes no Piauí.
Outro problema é se o Supremo Tribunal Federal confirmar a inconstitucionalidade do financiamento empresarial de campanhas. Campos sofrerá outro duro revés, pois ele passou 2013 cortejando banqueiros e grandes empresários, negociando o apoio financeiro para sua campanha, em vez de ouvir a voz das ruas e apoiar com empenho uma reforma política que pelo menos diminuísse a influência deste poder econômico que acaba por corromper a democracia.
Para completar a escalada de erros que compromete o futuro de sua legenda, Campos jogou o PSB na condição delicada de perder sua identidade como alternativa da situação e, ao mesmo tempo, não convencer como oposição.
Até agora, as aventuras de Eduardo Campos custou ao PSB a perda de 29% de sua bancada na Câmara dos Deputados. O receio de seus partidários é que essa perda se repita nas urnas em 2014.
http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2013/12/psb-encolheu-com-projeto-pessoal-de-eduardo-campos-5184.html
rkodama
5 de fevereiro de 2014 3:15 pmÍntegra das Diretrizes PSB-Rede
disponível em http://psb40.org.br/not_det.asp?det=5019
Li sobre o trecho sobre Reforma da administração pública e não gostei. Principalmente naquilo que vai diminuir a ação dos órgãos de controle.
José Carlos Costa
5 de fevereiro de 2014 6:23 pmEduardo Campos, deveria olhar para sua casa.
Conheço quase toda Pernambuco, é um estado muito pobre, Recife é um dos lugares que assombra pela quantidade de favelas e pela pobreza. Não vou ficar aqui falando mal de Estado nenhum, pois temos problemas em todos eles no Brasil. Mas Pernambuco não é modelo de Administração, já que o Eduardo Campos sai a candidato a presidência a partir do comando de um Estado. E como anda Pernambuco? Pernambuco, após longas e longas datas, é um canteiro de grandes obras, ainda a serem concluídas. Tudo obra do PAC do governo federal. É incrivel o montante de investimento no Estado, realizado pelo governo federal. Sem falar da felicidade dos Pernambucanos em ver tantas obras. Isso vai completamente de encontro ao desejo do governador do Estado em querer ser candidato a presidência da república, contra quem é aliado de mãos dadas e atadas de tantos e tantos encontros. O governo do Estado por sí, só, ao que vejo, faz o mesmo feijão-com-arroz de sempre. Grandes investimentos em PUBLICIDADE. E nada de gestão e crescimento. Quem impulsiona o Estado é o governo federal, e muito forte. É incrível vermos o Eduardo Campos falar em gestão, em mais e mais, se o seu Pernambuco é campeão em investimento. O ser-humando nos apresenta essas facetas, e o Eduardo Campo trairagem.s é uma delas, Vamos assistir o que acontecer, vamos ver se ele é bom de política ou outra coisa. Para finalizar, só é governandor de Pernambuco por que se abraçou e foi mais que apoiado pelo ex-presidente Lula.
Heart
5 de fevereiro de 2014 10:13 pmEle tá de olho no dinheiro do
Ele tá de olho no dinheiro do Pré-sal.
Apesar disso, ele é um bom candidato. Como ele é de ‘direita’ vai ter bem menos atrito político do que Dilma.
E como Dilma já gastou todo capital político que tinha — nem financiamento público de campanha conseguiu–, é ideal que outro candidato pegue o vácuo de dela.
Eu gosto muito de Dilma, mas, infelizmente, só políticos de direita conseguem governar sem atrito neste país…