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  1. Gunter Zibell - SP

    5 de fevereiro de 2014 2:15 am

    O REINADO TUCANO AMEAÇADO NA REELEIÇÃO DE ALCKMIN

    http://revistaforum.com.br/digital/132/o-reinado-tucano-ameacado-na-reeleicao-de-alckmin/

    Em São Paulo, partido enfrenta dificuldades que podem colocar fim a quase 20 anos seguidos de gestões do PSDB

    Por Glauco Faria

    Geraldo Alckmin (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

    Geraldo Alckmin (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

    Geraldo Alckmin é favorito para ganhar mais uma vez o governo de São Paulo para o PSDB, assegurando a sexta gestão seguida para o seu partido no Estado mais rico da federação. Pode-se tirar essa conclusão com base naúltima pesquisa Datafolha, divulgada em dezembro de 2013, na qual o tucano tem 43% das intenções de voto, índice que lhe garantiria uma vitória no primeiro turno, e 41% de avaliação ótimo/bom para seu mandato. No entanto, comparando-se outros levantamentos e analisando o cenário político atual, também é possível dizer que o partido que comanda São Paulo desde 1994 não chega tão fragilizado à disputa desde 2002, quando o quase neófito Alckmin bateu o petista José Genoino no segundo turno.

    Tomando-se como referência, por exemplo, o levantamento do Datafolha de dezembro de 2009, o nome de Alckmin, nos diferentes cenários possíveis àquela altura quando se especulavam candidaturas de nomes conhecidos como Marta Suplicy, Ciro Gomes e Paulo Maluf, o peessedebista tinha entre 50% e 54% da preferência do eleitorado, números superiores aos de agora. Mesmo assim, evitou o segundo turno nas eleições de 2010 por uma margem apertada, 0,63% dos votos.

    Já em dezembro de 2005, o PSDB não tinha ainda um nome certo para a disputa estadual, pois Alckmin era o virtual candidato à presidência e José Serra, prefeito de São Paulo, ainda se via preso entre uma possível candidatura ao Planalto e a sua promessa de não sair da prefeitura da capital paulista. À época, umapesquisa do instituto da Folha de S.Paulo também lhe dava uma avaliação bem melhor do que a atual: 62% dos paulistas consideravam sua gestão ótima ou boa, índice 50% melhor do que o ostentado atualmente. Quando Serra decidiu ser candidato ao Palácio dos Bandeirantes, em março de 2006, seu ponto de partida também era melhor que o do governador hoje, variando entre 52% e 58%.

    Gilberto Kassab (Foto: BIDtransporte / Flickr)

    Gilberto Kassab (Foto: BIDtransporte / Flickr)

    Alguns dos pontos fracos da atual gestão já se tornaram alvo de possíveis adversários do tucano. O ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) lançou sua candidatura ao governo e a do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao Senado, focando no calcanhar de Aquiles do governador: a segurança pública. “Os servidores, em especial os policiais, precisam ser mais valorizados, receber melhores salários. O estado precisa investir em equipamentos, a Polícia Civil precisa recuperar poder de investigação e a Polícia Militar sua autoestima”, disse.

    Em novembro de 2012, uma onda de violência que gerou choques entre policiais e integrantes do PCC causou uma queda na popularidade de Alckmin, que chegou a ter 29% de ótimo/bom, índice próximo dos que consideravam seu governo ruim/péssimo, 25%. Desde então, houve uma recuperação e nova queda após as manifestações de junho, que atingiram quase todos os governantes brasileiros, mas marcadas pela violência policial em São Paulo, rejeitada por grande parte da população.

    Para consolidar uma nova recuperação em sua aprovação, o governador de São Paulo anunciou a criação, em 20 de janeiro, de um plano de bônus e metas para reduzir os índices de criminalidade. A proposta concebe que o policial possa receber bônus de até R$ 2 mil caso alcance metas trimestrais e regionais na redução do número de ocorrências como roubos, furtos e roubos de veículos, latrocínios e homicídios.

    A medida recebeu críticas de associações e sindicatos – o que justifica o “afago” de Kassab – como a feita pelo presidente da Feipol/Sudeste, Aparecido Lima de Carvalho (Kiko). “Esta é mais uma medida insuficiente e paliativa que se traduz em benefícios efetivos aos companheiros, que estão todos os dias expostos no campo de batalha em condições na maioria das vezes inferiores aos criminosos”, analisou. “Pessoalmente, acho que é uma medida que não ajuda em nada. O policial precisa de estrutura e bom salário. E mais uma vez, como sempre o governo faz, deixaram os inativos de fora”, avaliou o diretor do Sipolice (Sindicato dos Policiais Civis do Estado de São Paulo), José Roberto Ducati.

    As frentes de Alckmin

    Paulo Skaf (http://www.flickr.com/photos/felipemaxfotografia/)

    Paulo Skaf (www.flickr.com/photos/felipemaxfotografia/)

    Mas não é só a segurança pública que tira o sono do governador. O chamado “Trensalão”, esquema de propinas e superfaturamento que pode chegar a R$ 1 bilhão, de acordo com as últimas denúncias, tem rendido notícias todos os dias mesmo na mídia tradicional. Ainda que a divulgação de dados a conta-gotas ajude a diluir o tamanho do escândalo, o tema certamente fará parte da campanha eleitoral.

    Além da corrupção que pode ter perpassado vários governos tucanos, tendo origem na gestão de Mario Covas, o sistema de transporte público como um todo, mote principal das Jornadas de Junho, é outro pedaço do telhado de vidro do governador. Levantamentofeito pelo jornal Folha de S.Paulo mostrou que, no segundo semestre de 2013, 25% dos compromissos de Alckmin em sua agenda oficial diziam respeito a eventos relacionados à área de transportes.

    O Programa Estadual de Habitação também ocupou um bom espaço da agenda do governador e dará a ele a chance de visitar em 2014 cidades da região metropolitana de São Paulo, onde o PSDB tem menos apoio do que no interior do Estado, cuja votação nas pequenas e médias cidades têm sacramentado só triunfos tucanos.

    Mais nomes na disputa

    Em 2010, Alckmin conseguiu vencer no primeiro turno, repetindo 2006, ocasião em que José Serra triunfou da mesma forma. No entanto, Aloizio Mercadante, seu adversário, alcançou 35,23% dos votos válidos, maior votação recebida pelo PT em um primeiro turno na disputa pelo governo paulista. A eleição não foi para uma segunda volta por conta da fraqueza dos outros adversários. Celso Russomanno (PP) teve 5,42%; Paulo Skaf (PSB), 4,56% e Fabio Feldmann (PV), 4,13%.

    Agora, o quadro é distinto. Skaf sairá candidato pelo PMDB, que tem uma estrutura consolidada justamente nos municípios menores, que votam nos candidatos tucanos. Ele conta ainda com os vultosos investimentos em propaganda institucional da Fiesp, Sesi e Senai, um total recorde de R$ 32 milhões para 2014, mesmo montante do ano passado. Na maioria das peças publicitárias, Skaf foi o protagonista, o que lhe rendeu bons porcentuais em pesquisas – 19% no Datafolha de dezembro – e também uma representação movida pelo PSDB junto ao Ministério Público Eleitoral por propaganda antecipada. A postulação de Skaf tira ainda o principal partido aliado dos tucanos em 2010, já que os peemedebistas estiveram junto com Alckmin em um acordo costurado pelo falecido Orestes Quércia.

    Alexandre Padilha (Foto: Fernando Ramos Silva/Vermelho)

    Alexandre Padilha (Foto: Fernando Ramos Silva/Vermelho)

    Outro ponto preocupante para Alckmin é o provável crescimento da candidatura Padilha, que, por enquanto, aparece com 4% nas pesquisas. Com a exposição de seu nome e o apoio de Lula, o ex-ministro da Saúde deve tirar parte dos votos que hoje estão com o governador pelo chamado “recall”. O petista pretende ainda reeditar as “caravanas da cidadania”, feitas por Lula após a derrota de 1989, e tentar quebrar a resistência ao PT no interior, onde o programa Mais Médicos tem sido bem recebido pela população.

    Diante do panorama, o melhor para Alckmin seria a retirada de um dos nomes que disputam o campo conservador, o que facilitaria a polarização com os petistas, situação que tem sido favorável aos tucanos paulistas. Mas, ao que tudo indica, nem as denúncias contra Kassab, tampouco a pressão sobre Skaf, indicam para uma desistência de um dos dois. Por ora, Alckmin vai ter que trabalhar com a perspectiva de uma disputa em dois turnos. E a probabilidade de ficar isolado no turno final.

     

  2. Gunter Zibell - SP

    5 de fevereiro de 2014 2:17 am

    Ibope incluirá Pastor Everaldo, do PSC, nas pesquisas

    http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2014/02/04/ibope-incluira-pastor-everaldo-do-psc-nas-pesquisas-de-intencao-de-voto/

    Ibope incluirá Pastor Everaldo, do PSC, nas pesquisas de intenção de voto

    O Ibope incluirá o nome de Pastor Everaldo (foto), pré-candidato do PSC à Presidência da República, nas próximas pesquisas de intenção de voto.

    Everaldo Dias Pereira é pastor da Assembleia de Deus em Madureira e vice-presidente nacional do PSC, legenda do deputado Marco Feliciano, que fez fama em 2013 ao criticar a união civil de pessoas do mesmo sexo.

    Ele reuniu-se nesta 3ª feira (4.fev.2014) com o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, para comunicar sua pré-candidatura e obteve a confirmação de que estará nas próximas pesquisas.

    Nos últimos anos, o PSC foi um dos partidos pequenos que mais cresceu. Em 2002, elegeu 1 deputado federal e teve 500 mil votos no país inteiro. Em 2006, pulou para 9 deputados federais e 1,8 milhão de votos. Em 2010, 17 deputados e 3,1 milhões de votos. Ou seja, de 2002 a 2010, o PSC agregou 2,6 milhões de brasileiros ao seu eleitorado. Um salto de 508% na sua votação para a Câmara dos Deputados.

    O PSC apresenta um discurso que pode ser descrito como conservadorismo pró-família e valores cristãos. É a única das 32 legendas brasileiras que fala de maneira direta sobre suas convicções com imbricações em ideais religiosos.

    O Ibope também incluirá nas próximas pesquisas o nome de outro pré-candidato nanico, Levy Fidélix, do PRTB.

    A eleição deste ano será realizada em 5 de outubro. Os candidatos só serão conhecidos em julho, quando os partidos precisam registrar as candidaturas. Até agora há 5 possíveis nomes já apresentados como pré-candidatos: Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB), Pastor Everaldo (PSC) e Levy Fidélix (PRTB).

    Também falam em disputar a Presidência da República, entre outros, os seguintes políticos: Randolfe Rodrigues (PSOL), Ronaldo Caiado (DEM) e José Maria (PSTU).

  3. Gunter Zibell - SP

    5 de fevereiro de 2014 2:19 am

    PT pode deixar novamente Comissão de Direitos Humanos de lado

    http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,14/2014/02/04/interna_politica,411061/pt-pode-deixar-novamente-comissao-de-direitos-humanos-de-lado.shtml#.UvDftTg-xqg.twitter

    A bancada petista se reuniu e decidiu que, das três comissões a que tem direito de chefiar, dará prioridade à de Constituição e Justiça

    Responsável indireto pela eleição do deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à presidência da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara, o PT pode novamente deixar o colegiado de lado. Na noite dessa segunda-feira (3/2), a bancada petista se reuniu e decidiu que, das três comissões a que tem direito de chefiar, dará prioridade à de Constituição e Justiça (CCJ). As outras duas serão decididas na próxima terça-feira, pois a bancada está dividida: há interesse em comandar as comissões de Educação, de Agricultura, de Seguridade Social e Família, e de Finanças e Tributação. Caso as maiores legendas decidam abrir mão da CDH, a bancada evangélica já anuncia que está disposta a mantê-la sob seu comando.

    O novo líder do PT, Vicentinho (SP), disse que a CDH está entre as pretendidas pela legenda, mas não garantiu a escolha. “Não gostaria que se repetisse o que aconteceu no ano passado (a eleição de Feliciano). Sem demérito a ninguém. Mas temos outras preocupações, como a de Educação, a de Agricultura, a de Finanças e Tributação”, disse. Esses colegiados foram defendidos na reunião da bancada.

  4. Gunter Zibell - SP

    5 de fevereiro de 2014 2:20 am

    Pochmann: podem acabar eleições com candidaturas populares

    http://www.viomundo.com.br/politica/marcio-pochmann-eleicao-de-2014-pode-ser-a-ultima-com-candidaturas-populares-ao-parlamento.html

    por Luiz Carlos Azenha

    Se nada mudar, as eleições de 2014 serão as últimas em que haverá a possibilidade de “candidaturas populares” ao Parlamento, sustenta o presidente da Fundação Perseu Abramo, o economista Marcio Pochmann.

    Se não houver uma reforma eleitoral, é possível que aumente o desequilíbrio que se vê hoje no Congresso: 40 mil produtores agrícolas que controlam 50% das áreas agricultáveis elegem de 120 a 140 deputados, enquanto de 4 a 6 milhões de famílias que praticam agricultura familiar são representadas por de 12 a 13 deputados.

    O domínio do poder econômico no Parlamento pode frustrar uma das metas do PT no poder, que é a de colocar o Estado a serviço da “geração de equilíbrio” em uma sociedade marcada pelo “monopólio das oportunidades” em todos os campos, diz Pochmann.

    Desde que assumiu o cargo, na fundação que ajuda a formular as políticas públicas do PT, o ex-presidente do IPEA, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, tem se dedicado a renovar os laços entre o partido e intelectuais com o objetivo de pensar nos desafios que estão diante do PT depois de 12 anos de poder no Planalto.

    Alguns destes desafios resultam das próprias mudanças que os governos de coalizão liderados pelo PT introduziram na sociedade brasileira.

    Por exemplo, há um milhão de novos universitários, que praticamente não se vincularam às entidades do movimento estudantil; 1,2 milhão de famílias de baixa renda que tiveram acesso à casa própria mas não fazem parte de associações de bairro ou de moradores; 22 milhões de pessoas que se integraram ao mercado de trabalho sem que isso resultasse no aumento da taxa de sindicalização.

    Novos interesses emergiram sem representação institucional. Na avaliação de Marcio, é um risco para a democracia e um desafio para todos os partidos.

    Ele lembra que o próprio PT foi resultado de um processo de ascensão social que se deu no Brasil nos anos 70, durante a ditadura militar, com a rápida urbanização: vindos do campo, os novos operários tinham empregos em grandes empresas mas viviam em condições degradantes.

    Àquela altura, sob a ditadura, os interesses do operariado encontraram representação em sindicatos, associações e nas Comunidades Eclesiais de Base ligadas à igreja Católica.

    O economista ouve a pergunta, “recua” alguns passos e formula a resposta contextualizando historicamente.

    Por isso, não se assusta com as manchetes extremamente negativas sobre a economia brasileira que dominam os jornais nos últimos meses.

    A “dissonância”, diz ele, ainda resulta da incompreensão ou má vontade com o novo paradigma de enfrentamento da crise internacional adotado pelo ex-presidente Lula, em 2008.

    Os críticos estão presos às antigas soluções neoliberais para enfrentar os desdobramentos da crise do neoliberalismo.

    No Brasil, isso se traduz, segundo Marcio, em pelo menos duas propostas políticas distintas: a do PT, que acredita que é possível crescer com distribuição de renda; e a da oposição, que quer retomar a ideia de que primeiro é preciso crescer para depois distribuir o bolo.

    Sobre os críticos à esquerda, o presidente da Fundação Perseu Abramo afirma que a sociedade brasileira tem características próprias em relação aos vizinhos latinoamericanos: muda devagar, mas de forma segura.

    Relembra a oposição ao Bolsa Família e às cotas raciais, que foi duríssima no início do primeiro governo Lula, mas foi se diluindo ao longo dos anos. Hoje, as duas políticas contam com sólido apoio na opinião pública.

    Marcio atribui a cautela petista, em parte, a exemplos históricos que deixaram marcas: o golpe de 64, que enterrou as reformas de base de João Goulart, e a derrota da campanha das Diretas, que adiou a implantação do projeto Esperança e Mudança, do antigo MDB — partido de oposição à ditadura –, que pretendia eleger Ulisses Guimarães presidente da República.

    O presidente da Fundação Perseu Abramo acredita que parte importante do debate eleitoral deste ano será escancarar quem serão e quem não serão os ganhadores num eventual segundo mandato da presidente Dilma, já que ele acredita estar “no limite” o projeto do ex-presidente Lula que se sustentava na ideia de que todos podiam ganhar o tempo todo.

    Ele lembra que apesar das mudanças que deram mais margem de manobra ao Brasil nos cenários político e econômico internacionais, nossa autonomia continua limitada pelo domínio dos Estados Unidos.

    Destaca que o rearranjo de poder em Washington, para impor ao mundo o neoliberalismo, continua desafiando a autonomia de projetos nacionais, como se vê neste momento em que o dólar flutua em várias economias dependentes.

    Sugerimos aos leitores que assistam a íntegra entrevista, que dá pistas sobre como o partido governista pretende encarar o debate deste ano eleitoral.

    Toda a produção de conteúdo exclusivo do Viomundo é bancada pela colaboração de nossos assinantes, aos quais agradecemos.

  5. Gunter Zibell - SP

    5 de fevereiro de 2014 2:21 am

    Ninguém quer mais 4 anos ‘do que está aí’, diz Campos

    http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/ninguem-quer-mais-4-anos-do-que-esta-ai-diz-campos,73858ffd95df3410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

    Governador de Pernambuco discursou em tom de candidato à Presidência em evento do PSB, na Câmara dos Deputados

    O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), endureceu o tom nesta terça-feira contra o atual modelo de administração federal e deixou claro como será seu discurso durante as eleições presidenciais deste ano. Em tom de candidato, Campos disse que ninguém quer “mais quatro anos do que está aí”.

     

    “Não há nesse País, em nenhum recanto que possamos andar, (não há) ninguém que ache que mais quatro anos do que está aí vai fazer bem ao povo brasileiro”, disse o pré-candidato, falando alto e gesticulando, sem citar a presidente Dilma Rousseff. O governador indicou que até mesmo aliados da atual gestão torcem pela vitória da chapa com Marina Silva. “Eu, a Marina e todos outros que está aí ouvimos de muitos que estão lá que estão contando as horas para estar aqui, que estão torcendo para nós ganharmos”, discursou, no audiório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados.

     

    ​Campos mostrou como se comportará como terceira via na campanha presidencial: tentará mostrar que sempre fez uma oposição “consciente” nos anos do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e que saiu “pela porta da frente” da administração petista. “Tivemos a consciência de fazer oposição 8 anos ao presidente FHC, mas nunca fizemos oposição desqualificando o debate político. Sempre fizemos com ideias, com pontos de encontro”, disse o governador.

    Fazendo coro às críticas também feitas por Marina Silva, Campos disse que o pacto político atual “mofou”. “Da mesma forma que nos empenhamos, que participamos e ajudamos por dentro e por fora na luta pelas conquistas da vida pública, tivemos a capacidade de sair pela porta da frente, que esse pacto social novo não tolera mais esse pacto político que mofou e não vai dar nada de novo para o povo brasileiro”, afirmou. “Nossa paciência revolucionária vai derrota-los com argumentos, com projetos, com uma visão de futuro do nosso país, com planejamento estratégico”, arrematou.

     

    O socialista disse, durante o discurso, ter “aplaudido” as manifestações do ano passado, mostrando como as imagens das multidões nas ruas serão usadas no período eleitoral. Comparando com as massas da campanha pelas eleições diretas, há 30 anos, Campos disse que os movimentos sempre levaram a mudanças.

     

    “É contra exatamente esse estado de letargia que nos incomodava, que nós vimos e aplaudimos o que o povo brasileiro fez em junho. E todas as vezes que o povo foi às ruas, anunciou mudanças. Anunciou melhoras”, disse.

     

    Em entrevista após o evento, Campos negou preocupação com o tempo de TV da aliança durante a campanha eleitoral. “Eu acho que o tempo de TV será o suficiente para passar as boas ideias. Nós vamos ter muita gente nos ajudando nas ruas, nas redes sociais, a divulgar nossas ideias. As vezes a gente vê gente com muito tempo de televisão e não tem o que dizer. Temos muito o que dizer e temos pouco tempo de televisão”, disse.

     

    Ele desconversou sobre divergências pontuais nos Estados entre PSB e membros da Rede Sustentabilidade. Dirigentes estaduais do PSB terão até o dia 15 de março para informar sobre a situação local. “Tudo que vai ser feito nos Estados dialogará com as diretrizes aqui apresentadas. Não haverá nenhum projeto regional que passará por cima”, prometeu.

     

  6. Gunter Zibell - SP

    5 de fevereiro de 2014 2:27 am

    Wyllys vai colocar legalização da maconha na pauta do Congresso

    http://rollingstone.uol.com.br/noticia/exclusivo-deputado-jean-wyllys-vai-colocar-legalizacao-da-maconha-na-pauta-do-congresso/

    Exclusivo: deputado Jean Wyllys vai colocar legalização da maconha na pauta do Congresso

    “Defendo a legalização e a regulamentação da maconha no Brasil”, ele afirma

    No momento em que o nosso vizinho Uruguai começa a regulamentar a rotina da legalização da maconha, o Congresso Nacional brasileiro se prepara para entrar de cabeça no debate. Está na fila de prioridades do Senado a votação de um Projeto de Lei já aprovado na Câmara que segue no caminho diametralmente oposto ao da liberação da erva. De autoria do deputado Osmar Terra (PMDB-RS), o Projeto de Lei 7663/2010 trata da intensificação das penalidades para traficantes de drogas e deixa em aberto qual a quantidade limite que separa o criminoso do usuário. Para fazer frente ao que considera “um projeto pavoroso”, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) apresentará um PL para legalizar a maconha no Brasil. A ideia, que está em fase final de preparação, promete incendiar a discussão na arena política e colocar a maconha na ordem do dia do debate eleitoral. Em entrevista exclusiva, Wyllys contou mais detalhes do projeto à Rolling Stone Brasil.

    Perfil: a cruzada libertadora de Jean Wyllys.

    Qual é a inspiração e a base do seu projeto?
    Defendo a legalização e a regulamentação da maconha no Brasil. As bases do projeto serão as experiências de Portugal e Espanha. Na Espanha, a maconha é comercializada em clubes específicos para essa finalidade e as pessoas precisam se associar. Uma vez feito isso, podem usar lá mesmo ou levar uma quantidade para casa. O Estado controla a qualidade e a quantidade do tudo que é plantado. Com isso se controla o tráfico. Começamos a estudar isso no final do ano passado.

    Como avalia o projeto do deputado Osmar Terra, que prevê penas maiores para traficantes e internação compulsória de viciados?
    É um projeto pavoroso, um retrocesso. Ele segue na contramão. Não distingue uso de abuso. Tentei aprovar uma emenda ao projeto dele para colocar aviso no rótulo das bebidas sobre os riscos do abuso do álcool, mas foi vetado. Isso mostra que não há o interesse genuíno de combater.

    Os críticos da legalização dizem que o uso regular da maconha pode desencadear problemas psiquiátricos em pessoas que têm predisposição a isso. Dizem também que a maconha é a porta de entrada para outras drogas…
    Dizer que a maconha é a porta de entrada para outras drogas é um discurso demagógico. Nem todo mundo que usa uma droga parte para outra. Mas se isso fosse verdade, a droga de entrada não seria a maconha. Seria o álcool. Meu pai era alcoólatra, não passava um dia sem beber. Morreu de alcoolismo. Eu bebo socialmente e não sou igual ao meu pai. No caso da predisposição, existem mais pessoas que tem propensão ao alcoolismo do que ao vício em maconha. O usuário da maconha não pode ser comparado ao usuário do crack.

    Acha que, com a atual configuração do Congresso Nacional, existe alguma chance do seu projeto ser aprovado?
    Se a gente ficar pensando na configuração do Congresso, não faz nada no Brasil.

     

  7. Gunter Zibell - SP

    5 de fevereiro de 2014 2:30 am

    EUA demonstrarão em Sochi seu compromisso com LGBTs

    http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2014/01/29/obama-afirma-que-eua-demonstrarao-em-sochi-seu-compromisso-com-a-igualdade.htm

    Obama afirma que EUA demonstrarão em Sochi seu compromisso com a igualdade

    Washington, 28 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que seu país demonstrará nos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi seu “compromisso” com a “dignidade” e a “igualdade” de todos os seres humanos, em uma referência à aprovação de várias leis discriminatórias com os homossexuais na Rússia.

    “Acreditamos na dignidade intrínseca e na igualdade de todos os seres humanos, sem distinção de raça e religião, credo e orientação sexual”, afirmou Obama durante seu discurso sobre o Estado da União no Congresso americano.

    Na próxima semana “o mundo verá uma expressão desse compromisso quando a equipe dos Estados Unidos entrar no estádio olímpico marchando com a bandeira vermelha, branca e azul, e voltar com o ouro para casa”, destacou o líder, entre ovações e gritos de “EUA, EUA, EUA”.

    Mais de 230 atletas, 270 treinadores e cerca de 10 mil americanos irão até Sochi, na Rússia, por ocasião dos Jogos Olímpicos de Inverno.

    A delegação que representará os Estados Unidos na abertura e no encerramento dos Jogos de Sochi será composta por dois antigos atletas abertamente homossexuais.

    Enquanto alguns atletas gays criticaram o governo da Rússia por suas políticas discriminatórias e inclusive convocaram um boicote aos Jogos, o líder russo, Vladimir Putin, disse que todos os atletas e torcedores serão bem-vindos a Sochi, independentemente de sua nacionalidade, raça ou orientação sexual.

    Pela primeira vez desde os Jogos Olímpicos de Sydney (Austrália) em 2000, não comparecerão à cerimônia de abertura de Sochi nem o presidente, nem a primeira-dama, nem o vice-presidente ou um ex-mandatário em representação dos Estados Unidos. 

     

    1. Jorge Nogueira Rebolla

      5 de fevereiro de 2014 3:10 am

      …Врагов посягнувших на край родной…

      …Сражай беспощадно могучей рукой…

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=JiZzoaTZ7Hs%5D

       

  8. Gunter Zibell - SP

    5 de fevereiro de 2014 2:33 am

    Parlamento escocês dá sinal verde ao casamento gay

    http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/parlamento-escoces-da-sinal-verde-ao-casamento-gay

    A lei já aprovou para a Inglaterra e Gales no ano passado, recebeu 105 votos favoráveis e 18 contra em seu último trâmite em Holyrood (Edimburgo)

    Londres – O Parlamento escocês aprovou nesta terça-feira a lei do casamento gay que permitirá as uniões civis e em alguns casos religiosas entre casais do mesmo sexo.

    Leia Mais

    04/02/2014 | Vídeo chocante mostra espancamento de gays na Rússia04/02/2014 | Ministro norueguês levará marido aos Jogos de Sochi

    A chamada Lei do Casamento e das Uniões Civis, similar ao texto legislativo que o Parlamento de Westminster já aprovou para a Inglaterra e Gales no ano passado, recebeu 105 votos favoráveis e 18 contra em seu último trâmite em Holyrood (Edimburgo).

    A lei exime de celebrar esse tipo de uniões os credos que se oponham a eles, como a igreja protestante da Escócia e a católica, mas cada igreja poderá “optar” a realizar os casamentos gays.

    “Sempre sustentamos que no fundo deste debate reside uma questão simples: o casamento só tem a ver com o amor”, afirmou o ministro da Saúde escocês, o nacionalista Alex Neil.

    Até agora, as pessoas do mesmo sexo já contavam com a opção de registrar-se como casais civis na Escócia, apesar de o governo do independentista Partido Nacional Escocês considerar que a lei aprovada hoje era um “importante passo adiante para a igualdade”.

    Enquanto os deputados debatiam em Holyrood a aprovação do texto, ativistas a favor do casamento homossexual se manifestavam na frente do Parlamento e comemoravam uma aprovação que parecia assegurada, uma vez que a lei já tinha passado por uma primeira votação parlamentar, em novembro passado, na qual recebeu 98 votos a favor e 15 contra.

    “O dia de hoje será recordado na história como o dia no qual lésbicas, gays e bissexuais viram finalmente reconhecida sua igualdade legal completa na Escócia”, afirmou Tom French, coordenador do grupo escocês Rede de Igualdade.

     

  9. Nilva de Souza

    5 de fevereiro de 2014 4:01 am

    Carta aberta à sociedade

    Carta aberta à sociedade brasileira, em defesa da verdade e da justiça
    João Paulo Cunha – Deputado Federal – PT/SP

    “VOU ME ENTREGAR, MAS CONTINUAREI LUTANDO”

    Em carta aberta, deputado do PT João Paulo Cunha afirma que, “apesar do desrespeito à legislação vigente” ao longo do julgamento da Ação Penal 470, vai “seguir a lei” e se entregar para “cumprir a injusta e absurda pena” a que foi sentenciado; mas garante que continuará lutando, “em defesa da verdade e da justiça”; ex-presidente da Câmara anuncia que sua defesa solicitará a revisão do processo e dispara críticas ao presidente do STF, Joaquim Barbosa, quem, segundo ele, “age como se fosse o todo poderoso que estaria acima da lei”; João Paulo, que teve a prisão determinada hoje, ressalta: “Tenho minhas mãos limpas”
    4 DE FEVEREIRO DE 2014 ÀS 18:07

    247 – No dia em que teve determinada a ordem de prisão pelo relator da Ação Penal 470, Joaquim Barbosa, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) divulgou uma carta aberta afirmando que irá se entregar à polícia, apesar das injustiças a que foi condenado, e ressalta que continuará lutando “em defesa da verdade”. João Paulo foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e peculato e cumprirá pena inicial de seis anos e quatro meses de prisão em regime semiaberto.

    “Apesar do desrespeito à legislação vigente ao longo deste processo, vou seguir a lei e me entregar para cumprir a injusta e absurda pena a que fui sentenciado. Continuarei lutando, em defesa da verdade e da justiça, para que este julgamento seja revisto”, escreveu o parlamentar. No texto, ele reafirma ser inocente e não ter cometido “os crimes pelos quais nem sequer deveria ter sido levado a julgamento”, diante das provas testemunhais que apresentou.

    O ex-presidente da Câmara anunciou também que, encerrada a fase de embargos, sua defesa solicitará a revisão criminal de todo o processo. “Tenho minhas mãos limpas”, disse. Cunha criticou o ministro Joaquim Barbosa, quem, segundo ele, agiu de maneira “açodada” ao decretar o fim do julgamento para ele, João Paulo Cunha, e sair de férias sem assinar a ordem de prisão.

    O ato visou “garantir que as manchetes dos jornais e TVs, do dia 07 de janeiro, fossem dedicadas a mais um deputado que mandou prender. E não sobre a situação caótica no presídio de Pedrinhas e nas ruas de São Luís, no Maranhão”, escreveu. O texto é marcado por outras críticas a Barbosa: “A verdade, que a grande imprensa finge não existir, é que o relator não segue as normas vigentes e age como se fosse o todo poderoso que estaria acima da lei”. Leia a íntegra da carta:

    Carta aberta à sociedade brasileira, em defesa da verdade e da justiça

    O Julgamento da Ação Penal 470, muito mais do que um procedimento jurídico foi um show midiático. Caracterizou-se pela exaustiva espetacularização de uma farsa chamada mensalão. Um caso político usado levianamente pela oposição e pelos setores conservadores da grande imprensa para atacar o PT e seus líderes. Crimes eleitorais foram tratados na esfera penal, e as condenações foram abusivas, sem provas e, também, como no meu caso, contra a farta produção de provas que confirmam a minha inocência. A democracia brasileira foi vilipendiada com um julgamento político, que para mim resultou numa sentença injusta e juridicamente equivocada. E o direito legal, de todo réu, ao duplo grau de jurisdição foi desconsiderado.

    O Estado de democrático de Direito foi desrespeitado quando se limitou o direito à ampla defesa e quando se submeteu os réus a uma exposição permanente de ataques midiáticos contra a sua honra e integridade moral. Assim, como esse julgamento, em suas várias fases, desprezou as garantias legais e constitucionais, não surpreende que os réus comecem a cumprir a sentença mesmo tendo ainda o direito a um novo julgamento para cabíveis e legítimos embargos infringentes, como no meu caso.

    Apesar do desrespeito à legislação vigente ao longo deste processo, vou seguir a lei e me entregar para cumprir a injusta e absurda pena a que fui sentenciado. Continuarei lutando, em defesa da verdade e da justiça, para que este julgamento seja revisto. Encerrada a fase de embargos, minha defesa solicitará a revisão criminal de todo o processo, de modo a garantir um novo e imparcial julgamento.

    Reafirmo que sou inocente e não cometi os crimes pelos quais nem sequer deveria ter sido levado a julgamento, pois apresentei farto volume de provas testemunhais e documentais que confirmam que não cometi nenhum ato ilícito. Mantenho a determinação de provar minha inocência, em fóruns jurídicos nacionais ou internacionais, se assim for necessário.

    Assegurei e provei que não houve desvios de recursos públicos da Câmara dos Deputados, com a aprovação da licitação e da execução do contrato de publicidade pelo plenário do Tribunal de Contas da União (TCU), pela Polícia Federal e por auditoria oficial da Câmara. Minha gestão na presidência da Câmara, no biênio 2003-2004 foi marcada pela democracia e transparência dos atos administrativos, com a divulgação na internet, pela primeira vez, de todos os contratos firmados.

    Estou no meu quinto mandato de deputado federal, fui deputado estadual e vereador. Em trinta anos de atuação parlamentar jamais respondi a nenhum processo. Enfrentarei esta dura travessia de maneira serena e de cabeça erguida, pois sei que nada fiz de errado. Buscarei força e coragem na trajetória política de um mandato verdadeiramente democrático e popular, em que milhares de companheiras e companheiros militam a favor dos direitos humanos e da inclusão social.

    Moro na periferia de Osasco há 50 anos. Tenho minhas mãos limpas. Na minha vida nada foi fácil. Trabalho desde minha infância. Engraxei sapatos, vendi sorvete, trabalhei na feira, em loja e fui metalúrgico. Assumi meu compromisso com os pobres e trabalhadores a partir do mundo do trabalho e da dura realidade da vida. Não fiz da fortuna razão de minha vida e as injúrias, calúnias e humilhações que tenho sofrido não me abatem, pois tatuei em minha alma o lema do grande Dom Pedro Casaldáliga ” Minhas causas valem mais do que minha vida “.

    A primeira determinação de minha prisão, no dia 06 de janeiro, foi mais um momento revelador da postura autoritária que marcou a conduta do relator da AP 470 durante todo o processo. Ele negou meus recursos sem ouvir a posição da Procuradoria Geral da República que, nesta mesma fase processual, já se manifestou sobre outros idênticos embargos infringentes de outros réus. Requeridos, neste contexto, também para os casos de votação a favor do réu inferior a quatro votos.

    O relator, nos últimos minutos do expediente de seu derradeiro dia de plantão, declarou o trânsito em julgado fatiado de meu caso e determinou o início do cumprimento da minha sentença. Descumprindo as normas processuais, que estão longe de ser meras formalidades, não oficiou à Câmara dos Deputados, não providenciou a carta de sentença para a Vara de Execuções Penais, não assinou o mandado de prisão e simplesmente saiu de férias.

    Esses fatos evidenciam que o relator agiu naquele momento de maneira açodada visando garantir que as manchetes dos jornais e TVs, do dia 07 de janeiro, fossem dedicadas a mais um deputado que mandou prender. E não sobre a situação caótica no presídio de Pedrinhas e nas ruas de São Luís, no Maranhão. Uma dura realidade que, na condição de presidente também do CNJ, buscou ocultar. O que conseguiu apenas por um dia, já que a crise do sistema penitenciário e da segurança no Maranhão é muito grave e dominou a pauta jornalística brasileira no mês de janeiro. Outra possível explicação para essa conduta errática estaria na possibilidade do relator buscar faturar politicamente sobre minha prisão duas vezes.

    O relator da AP 470 condenou-me por peculato e não definiu onde, como e quanto desviei. Anexei ao processo a execução total do contrato, provando a lisura dos gastos, real por real. Ficará devendo essa explicação por que nunca conseguirá provar nada, pois jamais pratiquei desvios de recursos públicos. Condenou-me por lavagem de dinheiro sem fundamentação nos fatos, nas provas e na lei. Condenou-me por corrupção passiva com base em um ato administrativo que assinei por dever de ofício. Ato administrativo idêntico foi assinado pelo presidente da Câmara dos Deputados que me antecedeu, sem que o relator tenha feito qualquer questionamento ou reparo.

    A verdade, que a grande imprensa finge não existir, é que o relator não segue as normas vigentes e age como se fosse o todo poderoso que estaria acima da lei. E se algo não sair como quer, ele pressiona e consegue trocar um juiz da Vara de Execuções Penais, como já fez nesse processo. Típica postura antidemocrática, que não respeita a opinião divergente, como já provou inúmeras vezes ao agredir verbalmente, de maneira destemperada, os ministros do STF que ousam confrontar sua opinião e conduta. Um espetáculo deprimente que o relator protagoniza, ao vivo e em cores, com sádico prazer.

    Não temo enfrentar, se for necessário, um novo julgamento na Câmara dos Deputados. Deste caso, já fui absolvido pelo plenário da Casa e nas urnas, em duas eleições, em disputas (2006 e 2010) marcadas pelo uso deslavado e leviano do chamado mensalão contra o PT. Nos pleitos eleitorais sempre estimulei o debate e dialoguei com a população, esclarecendo todos os fatos. Portanto, os mais de 255 mil eleitores que em 2010, pela segunda vez seguida, me elegeram o deputado federal mais votado do PT no Estado de São Paulo, fizeram-no de maneira consciente, informados e convencidos de que jamais me envolvi em ilegalidades.

    Não fugirei de minhas responsabilidades nessa decisiva quadra da história nacional, em que se vivencia a judicialização da política e se assiste ao aviltamento dos princípios que estão na base do Estado de Direito Democrático. Em defesa das prerrogativas constitucionais que garantem as competências do Poder Legislativo para decidir sobre os mandatos de seus membros, estou preparado para o legítimo julgamento do plenário da Câmara dos Deputados. Onde provarei, novamente, que não pratiquei nenhuma irregularidade, sendo inocente em relação aos crimes dos que sou acusado.

    Sei que a injustiça contra mim não é a primeira e não será a última que se comete na história. A humanidade já viu Dreyfus ser equivocadamente condenado. E os irmãos Naves serem torturados e condenados com o apoio da mídia e da maioria da população. Mesmo condenado injustamente mantenho a cabeça erguida e a serenidade dos que sabem que são inocentes e fizeram na vida a opção correta, ficando ao lado da grande maioria do povo sofrido da Senzala, enquanto muitos poderosos, alguns togados, escolhem servir à elite minoritária da Casa-Grande.

    Ao longo do julgamento da AP 470, por diversas vezes, o devido processo legal e o legítimo e amplo direito de defesa foram desrespeitados por uma condução autoritária da presidência e relatoria, que reproduziu e sustentou, praticamente na íntegra, a frágil peça acusatória da PGR. Contribuindo diretamente para fazer um julgamento que sem sustentação legal, desprezou fatos e provas e perpetrou inúmeras arbitrariedades.

    A começar pela divulgação ao vivo das sessões do julgamento, expondo os réus à execração pública, em tempo real. Este desserviço à justiça séria, imparcial e livre da pressão da opinião pública e da opinião publicada de uma grande mídia antipetista é uma aberração brasileira, não existindo em nenhuma das consolidadas democracias constitucionais em todo o mundo. Pelo contrário, nessas democracias o réu é preservado de pressões externas, sendo considerado inocente até prova em contrário, enquanto no caso da AP 470 os réus já estavam condenados muito antes de ocorrer o julgamento.

    O fato é que cresce a cada dia o número de ministros, ex-ministros e juízes de todos os tribunais, advogados, estudiosos e pesquisadores que questionam a orientação jurídica e a conduta da presidência e da relatoria do STF, no julgamento da AP 470. Quando assistimos, ao vivo, o amplo direito de defesa ser relegado e a difusão de uma extensa gama de mentiras. Como, por exemplo, a falsa informação de que teria existido compra de votos no Congresso Nacional. Ou a mentira deslavada de que o mensalão foi o maior caso de corrupção do país. Uma cantilena insustentável, quando se sabe que houve no Brasil dezenas e dezenas de casos de corrupção, com comprovados desvios de bilhões de reais.

    Um poder judiciário autoritário e prepotente avilta o regime democrático. Um presidente do STF que trata um réu como se estivéssemos na idade média, tentando amordaçá-lo e desprezando provas robustas de sua inocência, presta um desserviço ao aperfeiçoamento das instituições democráticas do país. Um ministro do SFT deve obrigatoriamente guardar recato, não deve disputar a opinião pública e fazer política a partir de seu cargo. Deve ser isento e imparcial. Ter civilidade e cortesia. Atributos que estão ausentes na postura e conduta do relator da AP 470.

    Brasília, 04 de fevereiro de 2014.

    João Paulo Cunha
    Deputado Federal – PT/SP

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/129160/“Vou-me-entregar-mas-continuarei-lutando”.htm

  10. Nilva de Souza

    5 de fevereiro de 2014 4:10 am

    SUPLICY REBATE GILMAR:

    SUPLICY REBATE GILMAR: DOAÇÕES FORAM LEGÍTIMAS

    Senador do PT, Eduardo Suplicy, criticou nesta terça (4) as suspeitas levantadas pelo ministro Gilmar Mendes sobre a origem do dinheiro doado para pagar multas dos petistas condenados na Ação Penal 470; Suplicy disse que não há nenhuma irregularidade nas doações; “Eu fui uma das pessoas que contribuiu. Eu desafio o ministro Gilmar Mendes a mostrar onde é que existe lei que proíba isso. Acho que ele não conhece a lei brasileira”, afirmou; após o ministro do STF sugerir que houve lavagem de dinheiro nas vaquinhas, o PSDB entrou com representação na PGR contra as doações
    4 DE FEVEREIRO DE 2014 ÀS 21:59

    André Richter, repórter da Agência 

    O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) criticou hoje (4) as suspeitas levantadas pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a origem do dinheiro doado por apoiadores do PT para pagar multas dos integrantes do partido condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

    O senador disse que não há nenhuma irregularidade nas doações feitas aos condenados e que fez doações para ajudar a pagar as multas do ex-deputado federal José Genoino e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Ele não quis revelar o valor das doações. “Eu fui uma das pessoas que contribuiu. É mais do que legítimo que os cidadãos possam contribuir para algo que consideram adequado. Eu desafio o ministro Gilmar Mendes a mostrar onde é que existe lei que proíba isso. Acho que ele não conhece a lei brasileira”.

    Em entrevista no início da sessão da Segunda Turma do STF, Mendes considerou “muito esquisito” o fato de os condenados terem conseguido arrecadar rapidamente os valores. “Essa dinheirama, será que esse dinheiro que está voltando é de fato de militantes? Ou estão distribuindo dinheiro para fazer esse tipo de doação? Será que não há um processo de lavagem de dinheiro aqui? São coisas que nós precisamos examinar”, questionou o ministro.

    Para Mendes, o Ministério Público deve investigar também a origem dos recursos que foram doados. “Agora, vem essa massa de dinheiro. Será que vão também fazer uma arrecadação para devolver todo o dinheiro que foi desviado? Tudo estranho. Agora, é interessante que todos nós estamos noticiando isso como se fosse só um fato corriqueiro. Não, não é um fato corriqueiro, há algo de grave nisso. E precisa ser investigado”, disse.

    Para pagar as multas, o ex-deputado federal José Genoino (SP) e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares fizeram campanhas na internet e criaram sites próprios para receber doações de amigos e apoiadores do partido para conseguir arrecadar os valores.

    Genoíno quitou a dívida de R$ 667,5 mil e Delúbio pagou R$ R$ 466,8 mil. Ambos arrecadaram mais do que o valor que tinham de pagar. O excedente será repassado ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, cuja multa foi calculada em R$ 971 mil. O prazo para o pagamento ainda será definido.

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/129183/Suplicy-rebate-Gilmar-doações-foram-legítimas.htm

  11. Nilva de Souza

    5 de fevereiro de 2014 4:58 am

    COM MAIOR LUCRO DA HISTÓRIA,

    COM MAIOR LUCRO DA HISTÓRIA, ITAÚ ATACA ECONOMIA DO PAÍS

    :

     

    Instituição de Roberto Setúbal apresenta lucro de R$ 15,695 bilhões em 2013; recorde nacional em todos os tempos; ações sobem na bolsa; dias antes, ao mundo, no Fórum Econômico de Davos, economista-chefe e sócio Ilan Goldfajn afirmara que Brasil “não é” uma economia sustentável e estável; avaliação ganhou peso no Financial Times para ajudar a afugentar investidores; face rósea das propagandas com Luciano Huck sofreu uma autuação de R$ 18 bilhões da Receita Federal por não pagamento de impostos; instituição diz que não deve um centavo sequer; lucro, crítica e política fiscal do Itaú Unibanco servem mesmo ao Brasil?

     

    4 DE FEVEREIRO DE 2014 ÀS 16:57

     

    247 – O Itaú Unibanco acaba conseguir uma proeza inédita. Superando todas as expectativas do mercado, que já eram elevadas, divulgou R$ 15,695 bilhões de lucro no exercício de 2013, nada menos que o maior lucro de uma instituição financeira já registrado no Brasil.

    Com ganhos de R$ 4,68 bilhões apenas no quatro trimestre do ano passado, os técnicos do banco justificaram o resultado como fruto da queda da inadimplência entre seus clientes, ampliação da tomada de crédito por eles e redução no provisionamento para perdas.

    Não deu outra. As ações do Itaú Unibanco dispararam na Bolsa de Valores, com alta de 4,95% às 13p1 desta terça-feira 4.

    Há motivos, diante de tantos números azuis, para o Itaú Unibanco estar feliz da vida da economia brasileira, certo?

    Errado.

    Em meio ao esforço do governo para mostrar ao mundo que o Brasil está, sim, numa posição diferenciada, para melhor, frente aos demais emergentes e, também, diante de muitas economias de países ricos, o Itaú Unibanco joga na mão contrária. A do pessimismo.

    No encontro de investidores mais importante do mundo, o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o economista-chefe e sócio do Itaú Unibanco Ilan Goldfajn foi pródigo em divulgar que o Brasil está na bola da vez da crise.

    – Os investidores estão olhando para os países com uma economia sustentável e estável, ensinou Goldfajn. “E o Brasil não é”.

    A derrubada do ex-diretor do BC durante o governo FHC correu o mundo. A frase foi citada até mesmo numa reportagem do jornal Financial Times, que avaliou que o Brasil fora o grande perdedor do fórum de Davos.

    Agora, porém,  o Itaú Unibanco sai a público, como determinam as regras bancárias para brasileiras, para mostrar que obteve o maior lucro da história.

    Mas este, para o mesmo Itaú, não é um país que não tem uma economia sustentável e estável?  E que, nessa medida, não deveria interessar aos investidores, como disse o sócio da instituição? De resto, o mesmo Ilan Goldfajn que, no ano passado, ao longo de praticamente todo o segundo semestre, foi o pioneiro e mais ardoroso defensor do desemprego como forma de controlar a inflação…

    Engajado em fazer política, o Itaú Unibanco apresenta ao público, na face do apresentador global Luciano Huck, seu lado cor de rosa, ou melhor, laranja, matiz oficial da instituição. Mas nos bastidores joga pesado contra o atual governo e a política econômica praticada.

    Esse jogo contra ficou ressaltado, além das palavras, também num gesto. O processo de fusão entre as casas bancárias das famílias Setúbal e Moreira Salles, em 2008, deixou de lado, segundo a Receita Federal, um detalhe estimado hoje em R$ 18 bilhões. Trata-se do correspondente a Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, acrescido de juros e multas que, a tomar pela autuação feita pelo Fisco na semana passada, o banco deixou de recolher.

    No País que “não é”, de acordo com um dos principais porta-voz da instituição, ter mais cuidado com o recolhimento de impostos seria um grande passo para ajudar na estabilização da economia. Se bem que, é claro, o Itaú já disse que não tem nada a dever.

    Itaú, taí um banco que gosta de levar vantagem em tudo.

    http://www.brasil247.com/pt/247/economia/129129/Com-maior-lucro-da-hist%C3%B3ria-Ita%C3%BA-ataca-economia-do-Pa%C3%ADs.htm

     

     

  12. ROSE

    5 de fevereiro de 2014 5:21 am

    Apagão do sinal para celular da CLARO em São Paulo

    Será que já é coisa tão ‘normal’ que nem vale a pena noticiar, fazer um auê?? 

    No meu caso já são mais de 48 h (desde a madrugada de 2ªFeira 03/2) com o celular mudo, no “Apenas Emergência”… Imaginem como fiquei ‘feliz’ com as “informações” da operadora, na pequena notícia que encontrei:

    Celulares da Claro estão sem sinal no ABC paulista

      DE SÃO PAULO  04/02/2014  19p0  

     Clientes da Claro da região do ABC paulista (Santo André, São Bernardo e São Caetano) e bairros de São Paulo próximos às cidades afetadas estão sem sinal para ligações pelo celular desde a manhã de ontem, segundo reclamações em redes sociais e no site Reclame Aqui.

    A operadora confirmou o problema, e atribui a falha a uma “instabilidade na rede”. Os usuários não estão recebendo nem efetuando chamadas.

    As queixas apontam que o problema ocorre há ao menos 36 horas.

    A operadora afirmou que percebeu o problema na manhã desta terça-feira (4), mas não sabe precisar quando a falha teve início, e nem quando será solucionada. Segundo a empresa, a instabilidade afeta apenas a rede 2G e as redes 3G e 4G estão operando normalmente.

    Ontem, o Procon divulgou ranking de reclamações em 2013 em que o setor de telecomunicações aparece como líder de queixas. A Claro ficou em terceiro lugar na lista das 30 empresas mais reclamadas. 

     

       **************  

    Mais algumas informações em:

    http://caiutudo.com/fora-do-ar/claro

    1. ROSE

      5 de fevereiro de 2014 6:00 am

      (antiga, mas atualíssima…)

      http://amarildocharge.wordpress.com/2010/08/10/telefonia-dicas/

  13. Webster Franklin

    5 de fevereiro de 2014 5:35 am

    Gilmar Mendes e a tagarelice no país dos Batmans do Lebon

    Do Diário do Centro do mundo

     

    Gilmar Mendes e a tagarelice no país dos Batmans do Leblon

     Postado em 04 Feb 2014 por :   Mendes

    Mendes

     

    Houve um tempo, e não faz tanto tempo assim, em que ninguém sabia quem eram os ministros do Supremo Tribunal Federal. Talvez o STF fosse a mesma coisa, essencialmente. Mas havia uma certa aura de algo inatingível e de credibilidade.

    Os juízes viraram estrelas, são reconhecidos nas ruas e falam o que querem, eventualmente fazendo acusações sem ter conhecimento do assunto, como qualquer mané.

    Gilmar Mendes disse que o Ministério Público precisa investigar as doações aos condenados do mensalão. Que se investigue, sem dúvida. Mas ele foi além, sugerindo crime. “Essa dinheirama, será que esse dinheiro que está voltando é de fato de militantes? Ou estão distribuindo dinheiro para fazer esse tipo de doação? Será que não há um processo de lavagem de dinheiro aqui? São coisas que nós precisamos examinar”, afirmou.

    “Há algo muito estranho. Há algo de grave nisso. E precisa ser investigado. E essa gente, eles não são criminosos políticos, não é gente que lutava por um ideal e está sendo condenado por isso. São políticos presos por corrupção, são coisas que precisam ser refletidas. A sociedade precisa discutir isso”.

    Mas discutir é uma coisa e condenar por antecipação é outra. Gilmar não deveria, em nome da democracia e do bom senso, aguardar um parecer antes de levantar uma suspeita dessa gravidade? Não deve ser tão difícil rastrear as doações — se houver razões concretas para tanto, e não apenas encenação. Que tal o silêncio que o cargo deveria impor enquanto não há fatos concretos? Que tal, se lhe for perguntado, ele disser a verdade: “Não sei. Vamos apurar”

    Num momento em que os ânimos estão absolutamente exaltados, ele não deveria servir como uma voz sensata e… justa? Gilmar Mendes julga sem conhecimento, na presunção da culpa? É mais um símbolo de uma instituição precipitada e encrenqueira.

    É símbolo também da tagarelice generalizada. Do opinionismo. Da mania de acusar sem elementos suficientes. Dos justiceiros da fofoca.

    A quantidade de irresponsáveis falando o que querem, ameaçando, mentindo, julgando, condenando e executando sem provas — em nome de “causas nobres” — é uma enormidade. Ninguém responde por nada. Basta apontar o dedo. A impunidade grassa. A quem apelar?

    Os ministros do Supremo deveriam, em tese, ser o oposto dessa histeria. Mas é sempre bom lembrar que o Brasil é o país dos Batmans do Leblon.

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/gilmar-mendes-a-tagarelice-os-batmans-do-leblon/

  14. Fiódor Andrade

    5 de fevereiro de 2014 6:07 am

    Degradação do Judiciário
    TENDÊNCIAS/DEBATESSubstituição no STFDalmo de Abreu Dallari comenta a nomeação de Gilmar Mendes para o STF (8 de maio de 2002):

    www1.folha.uol.com.br

     
    Degradação do Judiciário

    DALMO DE ABREU DALLARI

    Nenhum Estado moderno pode ser considerado democrático e civilizado se não tiver um Poder Judiciário independente e imparcial, que tome por parâmetro máximo a Constituição e que tenha condições efetivas para impedir arbitrariedades e corrupção, assegurando, desse modo, os direitos consagrados nos dispositivos constitucionais.
    Sem o respeito aos direitos e aos órgãos e instituições encarregados de protegê-los, o que resta é a lei do mais forte, do mais atrevido, do mais astucioso, do mais oportunista, do mais demagogo, do mais distanciado da ética.
    Essas considerações, que apenas reproduzem e sintetizam o que tem sido afirmado e reafirmado por todos os teóricos do Estado democrático de Direito, são necessárias e oportunas em face da notícia de que o presidente da República, com afoiteza e imprudência muito estranhas, encaminhou ao Senado uma indicação para membro do Supremo Tribunal Federal, que pode ser considerada verdadeira declaração de guerra do Poder Executivo federal ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, à Ordem dos Advogados do Brasil e a toda a comunidade jurídica.
    Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. Por isso é necessário chamar a atenção para alguns fatos graves, a fim de que o povo e a imprensa fiquem vigilantes e exijam das autoridades o cumprimento rigoroso e honesto de suas atribuições constitucionais, com a firmeza e transparência indispensáveis num sistema democrático.
    Segundo vem sendo divulgado por vários órgãos da imprensa, estaria sendo montada uma grande operação para anular o Supremo Tribunal Federal, tornando-o completamente submisso ao atual chefe do Executivo, mesmo depois do término de seu mandato. Um sinal dessa investida seria a indicação, agora concretizada, do atual advogado-geral da União, Gilmar Mendes, alto funcionário subordinado ao presidente da República, para a próxima vaga na Suprema Corte. Além da estranha afoiteza do presidente -pois a indicação foi noticiada antes que se formalizasse a abertura da vaga-, o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país.
    É oportuno lembrar que o STF dá a última palavra sobre a constitucionalidade das leis e dos atos das autoridades públicas e terá papel fundamental na promoção da responsabilidade do presidente da República pela prática de ilegalidades e corrupção.
     

    A comunidade jurídica sabe quem é o indicado e não pode assistir calada e submissa à consumação dessa escolha inadequada

    É importante assinalar que aquele alto funcionário do Executivo especializou-se em “inventar” soluções jurídicas no interesse do governo. Ele foi assessor muito próximo do ex-presidente Collor, que nunca se notabilizou pelo respeito ao direito. Já no governo Fernando Henrique, o mesmo dr. Gilmar Mendes, que pertence ao Ministério Público da União, aparece assessorando o ministro da Justiça Nelson Jobim, na tentativa de anular a demarcação de áreas indígenas. Alegando inconstitucionalidade, duas vezes negada pelo STF, “inventaram” uma tese jurídica, que serviu de base para um decreto do presidente Fernando Henrique revogando o decreto em que se baseavam as demarcações. Mais recentemente, o advogado-geral da União, derrotado no Judiciário em outro caso, recomendou aos órgãos da administração que não cumprissem decisões judiciais.
    Medidas desse tipo, propostas e adotadas por sugestão do advogado-geral da União, muitas vezes eram claramente inconstitucionais e deram fundamento para a concessão de liminares e decisões de juízes e tribunais, contra atos de autoridades federais.
    Indignado com essas derrotas judiciais, o dr. Gilmar Mendes fez inúmeros pronunciamentos pela imprensa, agredindo grosseiramente juízes e tribunais, o que culminou com sua afirmação textual de que o sistema judiciário brasileiro é um “manicômio judiciário”.
    Obviamente isso ofendeu gravemente a todos os juízes brasileiros ciosos de sua dignidade, o que ficou claramente expresso em artigo publicado no “Informe”, veículo de divulgação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (edição 107, dezembro de 2001). Num texto sereno e objetivo, significativamente intitulado “Manicômio Judiciário” e assinado pelo presidente daquele tribunal, observa-se que “não são decisões injustas que causam a irritação, a iracúndia, a irritabilidade do advogado-geral da União, mas as decisões contrárias às medidas do Poder Executivo”.
    E não faltaram injúrias aos advogados, pois, na opinião do dr. Gilmar Mendes, toda liminar concedida contra ato do governo federal é produto de conluio corrupto entre advogados e juízes, sócios na “indústria de liminares”.
    A par desse desrespeito pelas instituições jurídicas, existe mais um problema ético. Revelou a revista “Época” (22/4/ 02, pág. 40) que a chefia da Advocacia Geral da União, isso é, o dr. Gilmar Mendes, pagou R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público -do qual o mesmo dr. Gilmar Mendes é um dos proprietários- para que seus subordinados lá fizessem cursos. Isso é contrário à ética e à probidade administrativa, estando muito longe de se enquadrar na “reputação ilibada”, exigida pelo artigo 101 da Constituição, para que alguém integre o Supremo.
    A comunidade jurídica sabe quem é o indicado e não pode assistir calada e submissa à consumação dessa escolha notoriamente inadequada, contribuindo, com sua omissão, para que a arguição pública do candidato pelo Senado, prevista no artigo 52 da Constituição, seja apenas uma simulação ou “ação entre amigos”. É assim que se degradam as instituições e se corrompem os fundamentos da ordem constitucional democrática.

    Dalmo de Abreu Dallari, 70, advogado, é professor da Faculdade de Direito da USP. Foi secretário de Negócios do município de São Paulo (administração Luiza Erundina)

    Source: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0805200209.htm

     

  15. BRAGA-BH

    5 de fevereiro de 2014 10:59 am

    Falha provoca falta de energia em Minas e outros dez estados bra

    Falha provoca falta de energia em Minas e outros dez estados brasileiros

    230 mil consumidores de um total de 7,5 milhões ficaram sem energia em Minas

     

    Marina Rigueira – Estado de Minas

    Publicação: 04/02/2014 16:02 Atualização: 04/02/2014 20:21

    Minas Gerais e outros dez estados brasileiros ficaram sem energia na tarde desta terça-feira. De acordo com o Operador Nacional do Sistema elétrico (ONS) foi registrada uma falha em uma linha de energia, que liga o Norte ao Sudeste, o que provocou a falta de energia. Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins tiveram o fornecimento de energia afetado.

    De acordo com a ONS, as empresas de energia afetadas pelo apagão foram: Eletrobras Eletronorte, INTESA, TAESA, FURNAS, RACTBEL, ENERPEIXE, LAJEADO, CEMIG-GT, CTEEP, CESP, ELETROSUL, Agentes Distribuidores e consumidores industriais da região Sudeste-Centro-Oeste/Sul.

    Em nota divulgada na tarde desta terça, a ONS explicou que “às 14h03, uma perturbação no Sistema Interligado Nacional causou a abertura da interligação em 500 kV entre a Região Norte e as Regiões Sudeste/Sul, entre Colinas e Serra da Mesa, interrompendo o fluxo de 5 mil MW para essas regiões”.

    A ONS informou em nota consolidada que “ocorreu um curto-circuito monofásico envolvendo a fase A da linha de transmissão 500 kV Miracema – Colinas C3, de propriedade do agente de transmissão Intesa, cujo controlador é o FIP Brasil, sendo a falha eliminada pela atuação correta das proteções da linha. Em seguida, ocorreu um curto-circuito bifásico-terra envolvendo as fases A e B da linha de transmissão 500 kV Miracema – Colinas C2, de propriedade do agente de transmissão Taesa, cujo controlador é a Cemig, sendo a falha eliminada pela atuação correta das proteções da linha”.

    Após a configuração da perda dupla entre Miracema e Colinas e considerando que o somatório dos fluxos nos três circuitos deste trecho, imediatamente antes dos distúrbios, era de 3.400 MW, foi acionada a lógica de perda dupla do Esquema de Controle de Emergência (ECE) da interligação, comandando o desligamento do circuito remanescente, de propriedade da Eletronorte. “Com a abertura da interligação Norte/Sudeste no trecho Miracema – Colinas, atuou o Esquema de Controle de Emergência – ECE dessa interligação, desligando a LT 500 kV Serra da Mesa 2 – Rio das Éguas, separando fisicamente os sistemas Norte e Nordeste do restante do restante do SIN”.

    A nota divulgada pelo órgão diz ainda que “para evitar a propagação do evento, houve atuação do primeiro estágio do Esquema Regional de Alívio de Carga (ERAC), causando o desligamento automático de cargas pré-selecionadas pelos agentes distribuidores locais, visando restabelecer a frequência do sistema. Às 14p1, a interligação Norte-Sudeste foi religada e a frequência normalizada. Já foi iniciado o processo de recomposição das cargas desligadas. Com a separação das regiões Sudeste/Centro-Oeste e Sul da região Norte/Nordeste, que antes da perturbação exportava energia, verificou-se déficit nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Sul, com consequente queda na frequência elétrica. Às 14:41h, a interligação foi restabelecida, dando-se início ao processo de recomposição das cargas, cuja conclusão se deu às 15:30h”.

    Minas Gerais

    A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informou nesta tarde que o sistema elétrico que atende os consumidores de Minas foi afetado por um distúrbio que teve origem no Sistema Interligado Nacional, provocando perda de carga e consequente interrupção de energia elétrica, pelo período máximo de 56 minutos, para cerca de 230 mil de um total de 7,5 milhões de consumidores da Empresa.

    O desligamento ocorreu às 14h02 desta terça-feira, e o restabelecimento se iniciou a partir da determinação do ONS, às 14p8 e, às 14p8, todos os clientes afetados já tinha sido restabelecidos. A Cemig divulgou em nota “que, desde o início da ocorrência, técnicos e engenheiros trabalharam para restabelecer o fornecimento de energia no menor prazo possível, evitando maiores transtornos para os seus consumidores”. De acordo com ONS, as causas que originaram o desligamento estão sendo apuradas.

    Na Região Metropolitana de Belo Horizonte foram afetadas a de Venda Nova e os municípios de Ribeirão das Neves, Sete Lagoas, Baldim e Santana do Riacho. As cidades que ficaram sem energia no leste de Minas foram Poté, Ladainha, Malacacheta, Franciscópolis, Novo Cruzeiro, Setubinha, Ladainha, Chapada do Norte, Jenipapo de Minas, Caraí. Oeste de Minas: Arcos, Santo Antonio do Monte, Passos, São João Batista do Gloria, Fortaleza de Minas, Alpinópolis.

    No Sul de Minas, os municípios atingidos foram Bom Sucesso, Ibituruna, Itutinga, Santo Antonio do Amparo, São Tiago, Nazareno, Ijaci, Oliveira, Santana do Jacaré, Lavras, Baempeti, Caxambu, Conceição do Rio Verde, Soledade de Minas, São Tomé das Letras, Juruaia, Muzambinho, Bom Jesus da Penha, Nova Resende, Monte Belo, Cabo Verde, São Pedro da União, Guaxupé, Guaranésia.

    E no Triângulo Mineiro os consumidores sem energia foram os de Tapira, Araxá, Pratinha, Uberlândia, Carmo do Paranaíba, Serra do Salitre, Rio Paranaíba, Patos de Minas, Arapuá, Lagoa Formosa, Tiros, Matutina, Cruzeiro da Fortaleza, Guimarânia, Presidente Olegário, Lagamar, Coromandel, Uberaba.

    Outros estados

    A AES Eletropaulo anunciou que a falha no fornecimento de energia afetou Cotia, Vargem Grande Paulista, Embu e Diadema, além de bairros de São Paulo, como Capão Redondo Pedreira, Cidade Ademar, Mooca, São Mateus, Vila Prudente, Itaquera, Vila Mariana, Guaianases e Vila Matilde. A Eletropaulo afirma ter recebido autorização para religar para os clientes às 14p8.

    A Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. (Celesc) afirmou que a falha também afetou os clientes da empresa. “Quando isso acontece, todas as concessionárias seguem um procedimento técnico predefinido de alívio de carga, coordenado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), o que envolve desligamento de alimentadores. Esse procedimento é chamado de Esquema Regional de Alívio de Carga – Erac”, diz o comunicado da Celesc. “Salientamos que o problema é externo à rede de distribuição da Celesc, ou seja, não gerenciável pela Empresa. Quando o sistema estiver estabilizado, com a autorização do ONS, os alimentadores da Celesc serão religados gradualmente”.

    A distribuidora de energia Light informou que o fornecimento de energia foi normalizado às 16p4, após cerca de duas horas de interrupção. Foram atingidos em torno de 600 mil clientes. O problema ocorreu em 17 subestações, “interrompidas devido ao evento no Sistema Interligado Nacional (SIN)”, disse em nota.

    Segundo a Light, uma anormalidade registrada às 14h03 no SIN fez com que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) solicitasse o desligamento das 17 subestações da Light. As localidades com o fornecimento interrompido foram: região de Bangu, Campo Grande e Guaratiba; Grande Méier; região de Jacarepaguá; região da Pavuna, Inhaúma e Irajá; região da Penha, Cascadura e Madureira. O problema também ocorreu em algumas regiões de cidades da Baixada Fluminense, tais como Mesquita, Belford Roxo, Queimados e Nova Iguaçu.

    No Tocantins, a falha no Sistema Interligado Nacional durou quatro minutos – das 14h03 às 14h07, horário de Brasília. De acordo com a Companhia de Energia Elétrica do Tocantins (Celtins), foram afetadas as regiões Centro, Sul e Sudeste.  A falha não provocou nenhum transtorno em hospitais públicos estaduais, já que todos possuem geradores, informou a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). Em Palmas, também não houve registros de problemas no trânsito ou em departamentos públicos.

    Com Agência Estado

  16. BRAGA-BH

    5 de fevereiro de 2014 11:42 am

    Correção do FGTS gera caça a trabalhadores
    Correção do FGTS gera caça a trabalhadores
    Advogados fazem corpo a corpo para ganhar clientes e associações enviam cartas para repassar interessados a escritórios; OAB da PB abriu processo contra propaganda irregular

    Vitor Sorano – iG São Paulo |

    05/02/2014 09:00:00

    A correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pela inflação tem provocado uma corrida dos trabalhadores à Justiça – e uma caça desses mesmos trabalhadores por parte de advogados e associações.

    “Recebi três cartas. Uma em outubro, outra em dezembro e outra em janeiro”, diz Abel Euzebio da Fonseca, aposentado de 52 anos, de São Paulo, com os papéis que lhe convidavam a ‘analisar se você possui direito ao reajuste’. “Não conheço, nunca fui no escritório deles, nada.”

    As cartas – muito semelhantes – foram enviadas por três associações diferentes com sede em São Paulo. O objetivo é convencer o interessado a pedir a correção no FGTS na Justiça Federal com o apoio dos advogados que prestam serviços para elas. 

    A Associação Nacional de Seguridade e Previdência (ANPS), a Associação Paulista dos Beneficiários de Seguridade e Previdência (APABSP) e o Centro Paulista de Apoio aos Aposentados e Servidores Públicos (CPAASP) não responderam aos contatos da reportagem. 

    O advogado Vinícius Fiscarelli, cujo escritório é indicado como o destino dos casos das associações, afirma ser apenas um prestador de serviços e não ter responsabilidade pela conduta das entidades. 

    “Isso com certeza não saiu de alguém de dentro do nosso escritório”, diz o profissional. “Até porque se fossemos pensar dessa maneira nenhum escritório poderia advogar para algum grupo grande”, completa, sobre o atuar para as associações.

    Promessa de vitória, e rápida

    O texto, nas três cartas, é o mesmo: a correção do FGTS poderia garantir ao trabalhador uma bolada que pode “até ultrapassar o valor de R$ 40 mil” por causa de uma “atualização errada” aplicada pelos bancos entre 1999 e 2013.

    “Não perca o prazo da campanha, pois não podemos prorrogar a data”, terminam as missivas.

    A reportagem do iG visitou a ANSP – sem se identificar – na semana passada, após o prazo do fim da suposta campanha. Lá, ouviu que se pedisse a correção do FGTS por meio dos advogados da associação – ao custo de R$ 880 mais 20% sobre o que ganhar –, certamente conseguiria a revisão do FGTS, e de forma ágil. 

    “Em segunda instância a gente não perde”, diz uma atendente. O processo, diz, levaria no máximo dois anos. “Antes disso sai. A gente dá esse prazo porque sai bem antes. A gente teve processo aqui que saiu em dez dias.”

    De acordo com o último levantamento da Caixa Econômica Federal, nenhum trabalhador conseguiu a revisão até hoje no Estado de São Paulo. O banco foi notificado de 14,7 mil ações e venceu em 10 mil. Em todo o País, há cerca de 39 mil processos e pouco mais de 20 decisões favoráveis aos cotistas.

    A Defensoria Pública da União apresentou, na segunda-feira (3), uma ação coletiva para pedir a correção a todos os que tiveram saldo no fundo a partir de 1999. Isso não impede de o interessado entrar com processo individual, ou buscar seu sindicato para se juntar a uma ação coletiva. 

    Oito notificados na Paraíba e representação no Paraná

    Na Paraíba, a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) abriu um procedimento administrativo para investigar publicidade irregular sobre as ações de revisão do FGTS. Até o início desta semana, oito escritórios já haviam sido notificados por terem convocado clientes a entrarem com processos.

    Segundo uma fonte, a Caixa  também fez uma representação formal à seccional da OAB no Paraná em razão das condutas de advogados do Estado. Os profissionais estariam informando que o banco errou nas correções, quando na verdade apenas aplicou a lei atualmente vigente, que obriga o uso da Taxa Referencial, a TR.

    O banco deverá adotar a mesma medida em outros Estados, se a mesma conduta for encontrada. A OAB do Paraná, procurada no fim da tarde, não se pronunciou. 

     

  17. Gustavo Adolfo

    5 de fevereiro de 2014 2:51 pm

    A comentarista “cidadã de bem” do SBT

    http://www.sbt.com.br/sbtvideos//media/?id=78cf99c94c944d84b854f6b925d908a1

  18. Marcos C

    5 de fevereiro de 2014 4:06 pm

    Pizzolato é detido na Itália

    O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no histórico julgamento do mensalão por corrupção política com outras pessoas ligadas ao ex-presidente Lula, foi detido na Itália, para onde havia fugido, declarou nesta quarta-feira a Polícia Federal brasileira.

    “Podemos confirmar que ele (Pizzolato) foi detido na Itália”, informou um porta-voz da Polícia Federal à AFP.

     

     

     

    http://br.noticias.yahoo.com/henrique-pizzolato-%C3%A9-detido-it%C3%A1lia-153530903.html

  19. Raymundo Júnior

    5 de fevereiro de 2014 5:21 pm

    2014-02-05 L’Osservatore

    2014-02-05 L’Osservatore Romano

    «Economia» é uma palavra grega que significa «lei da casa» do mundo, na qual devemos considerar primeiramente as pessoas antes de qualquer realidade financeira

    Todo conteúdo: http://www.news.va/pt/news/e-fundamental-reconhecer-que-a-figura-central-da-e

     

  20. BRAGA-BH

    5 de fevereiro de 2014 6:26 pm

    Cubana abandona Mais Médicos e vai pedir asilo ao governo
    Após descobrir valor do salário, cubana abandona Mais Médicos e vai pedir asilo ao governo
    Cubana procurou auxílio do partido Democratas em Brasília

     

    Uma cubana que se apresentou como profissional participante do programa Mais Médicos abandonou o projeto, refugiou-se na terça-feira, dentro da Câmara dos Deputados e promete pedir asilo ao governo brasileiro.

    Ramona Matos Rodríguez, de 51 anos, disse ter deixado no sábado, a cidade paraense de Pacajá, onde outros seis estrangeiros atenderiam no Mais Médicos, e viajou para Brasília.

    A médica declarou ter decidido abandonar o programa ao descobrir que o salário pago aos profissionais de outras nacionalidades era de R$ 10 mil, valor que não teria sido informado pelas autoridades cubanas.

    Segundo relato de Ramona, ela decidiu contatar a liderança do Democratas na Câmara depois de falar por telefone com uma amiga em Pacajá. Esta pessoa lhe teria dito que agentes da Polícia Federal estiveram na cidade paraense em busca de Ramona e também que o telefone da cubana estava grampeado.

    O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), que chegou a levar a médica cubana ao plenário da Casa para denunciar o que chamou de “uso de trabalho escravo” pelo programa, disse que Ramona vai ficar instalada dentro do gabinete da liderança do partido enquanto o governo não deliberar sobre o pedido de asilo. Ela também colocou o espaço da liderança “à disposição” de outros médicos cubanos que queiram se asilar.

    Caiado surpreendeu o Plenário e deputados do PT chegaram a acionar de pronto o Ministério da Saúde para pedir mais informações. O próprio ministério foi pego desprevenido e enviou imediatamente assessores ao Legislativo.

    Natural de Havana, Ramona Matos Rodríguez disse exercer a medicina há 27 anos, ter especialização em “medicina geral integral” e já ter participado de uma missão de médicos cubano à Bolívia.

    Ela levou à Câmara uma cópia do contrato para a sua atuação no Brasil. No documento, firmado entre Ramona e “La sociedad mercantil cubana Comercializadora de Servicios Médicos Cubanos” e com duração de três anos, Ramona aceitou ganhar o equivalente a US$ 400 mensais, depositados no Brasil, sendo que os demais US$ 600 seriam retidos em uma conta em Cuba.

    A médica cubana também alegou que recebia outros R$ 750 da prefeitura de Pacajá a título de auxílio alimentação e que a hospedagem era mantida pela administração municipal.

    Ramona relatou ter chegado ao Brasil em outubro e ter participado, em Brasília, de um curso de capacitação do programa em suas primeiras semanas no País. Conheceu profissionais do Mais Médicos originários de locais como Argentina e Colômbia, momento em que tomou conhecimento do salário de R$ 10 mil pago pelo programa.

    — Em Cuba não se falou nada sobre isso. Me senti muito mal — relatou Ramona em coletiva de imprensa na sala do DEM.

    Diante disso, e somado ao fato do alto custo de vida em Pacajá para a remuneração disponível pelo programa, Ramona disse ter decidido fugir. Ela conta ter uma filha em Cuba e afirma temer por possíveis represálias do regime castrista contra ela.

     

  21. Gui Oliveira

    6 de fevereiro de 2014 3:25 am

    Ficou barato …

    Depois de causarem com a crise de 2008 prejuízos financeiros multitrilionários a investidores, instituições bancárias e governos de todo o planeta, sem falar nas centenas de milhões de pessoas que sofreram, sofrem e ainda sofrerão com as perdas de empregos e salários mundo afora, os bancos de investimentos que criaram e venderam “a rodo” os criminosos ativos “securitizados” contendo titulos hipotecários podres (os fatídicos subprimes) estão, um a um, limpando sua barra junto às autoridades supostamente reguladoras dos EUA através destes acordos envolvendo verdadeiras “merrecas” diante do tamanho do rombo causado. E segue o barco tudo como dantes no ambiente (des)regulatório do sistema bancário norte-americano. Até a próxima crise …

    ———————————————————————

    Morgan Stanley paga US$ 1,25 bi para encerrar processo

    Jornal de Brasília – 05/02/2014
     

    O Morgan Stanley concordou em pagar US$ 1,25 bilhão para encerrar um processo judicial sobre ativos referenciados em hipotecas. A instituição também irá separar US$ 150 milhões em reservas legais adicionais, o que deverá impactar o resultado após impostos do último trimestre de 2013 em US$ 97 milhões.
    O acordo foi feito com a Agência Federal de Financiamento Imobiliário (FHFA, na sigla em inglês). Segundo documento apresentado pelo Morgan Stanley, o acordo ainda está “sujeito a aprovações finais pelas partes”. Um porta-voz da FHFA confirmou o acordo.

    Esse é o oitavo acordo entre um grande banco e a FHFA, que em 2011 deu entrada em 18 processos em busca de danos não especificados sobre os US$ 200 bilhões em investimentos hipotecários comprados pela Fannie Mae e Freddie Mac. A FHFA já coletou US$ 9,1 bilhões nos oito acordos.
     

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