4 de junho de 2026

Clipping do dia

As matérias para serem lidas e comentadas.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

22 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Maria Carvalho

    2 de fevereiro de 2014 4:07 am

    Ator Maximilian Schell morre aos 83 anos

    Do DW.DE

    http://www.dw.de/ator-maximilian-schell-morre-aos-83-anos/a-17402977

    Primeiro artista de língua alemã a ganhar Oscar depois da Segunda Guerra, ator foi vitimado por “doença súbita e grave”, de acordo com sua agente. Schell havia sido internado neste mês com pneumonia.

    O ator autríaco Maximilian Schell morreu na madrugada deste sábado (01/02), “vítima de uma doença súbida e grave” em um hospital em Innsbruck, na Áustria, em companhia de sua mulher, Iva, anunciou a agente do artista, Patricia Baumbauer.

    Ganhador do Oscar de melhor ator em 1962 por seu papel em O Julgamento de Nuremberg, Schell tinha 83 anos. Foi o primeiro artista de língua alemã a ganhar o prêmio depois da Segunda Guerra Mundial.

    Ele fora hospitalizado em 18 de janeiro em Kitzbühel, no oeste da Áustria, e diagnosticado com pneumonia, depois de passar mal durante filmagens para a rede de televisão alemã ZDF.

    Entretanto, teve alta dez dias depois. “Ele está muito bem”, afirmara sua agente nesta semana, quando o ator deixou a clínica, segundo a agência de notícias DPA.

    MD/afp/dpa

     

  2. Nilva de Souza

    2 de fevereiro de 2014 4:18 am

    A CARTA ABERTA DE JOÃO PAULO A JOAQUIM BARBOSA
    A CARTA ABERTA DE JOÃO PAULO A JOAQUIM BARBOSA

    “O senhor me condenou por peculato e não definiu onde, como e quanto desviei. Anexei ao processo a execução total do contrato de publicidade da Câmara, provando a lisura dos gastos. O senhordeve essa explicação e não conseguirá provar nada, porque jamais pratiquei desvio de recursos públicos”, diz o deputado João Paulo Cunha (PT/SP), que pode ser preso assim que Joaquim Barbosa regressar das férias na Europa e reassumir a presidência do Supremo Tribunal Federal; “um Judiciário autoritário e prepotente afronta o regime democrático”, diz ainda o ex-presidente da Câmara dos Deputados; “O senhor pode muito, mas não pode tudo. Pode cometer a injustiça de me condenar, mas não pode me amordaçar”, completa
    1 DE FEVEREIRO DE 2014 ÀS 21:52

    247 – O deputado João Paulo Cunha (PT/SP), ex-presidente da Câmara dos Deputados e réu condenado na Ação Penal 470, escreveu uma carta aberta ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que poderá prendê-lo assim que regressar das férias na Europa. Leia abaixo:

    Carta aberta ao ministro Joaquim Barbosa

    Por João Paulo Cunha

    Caro ministro Joaquim Barbosa, há poucos dias, em entrevista, o senhor ficou irritado porque a imprensa publicou a minha opinião sobre o julgamento da ação penal 470 e afirmou que não conversa com réu, porque a este só caberia o ostracismo.

    Gostaria de iniciar este diálogo lembrando-lhe da recente afirmação do ex-ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal: “O Judiciário tende a converter-se em um produtor de insegurança” e que “o que hoje se passa nos tribunais superiores é de arrepiar”. Ele tem razão. E o julgamento da ação penal 470, da qual V.Exa. é relator, evidencia as limitações da Justiça brasileira.

    Nos minutos finais do expediente do último dia 6 de janeiro, o senhor decretou a minha prisão e o cumprimento parcial da sentença, fatiando o transitado e julgado do meu caso. Imediatamente convocou a imprensa e anunciou o feito. Desconsiderando normas processuais, não oficializou a Câmara dos Deputados, não providenciou a carta de sentença para a Vara de Execuções Penais, não assinou o mandato de prisão e saiu de férias. Naquele dia e nos subsequentes, a imprensa repercutiu o caso, expondo-me à execração.

    Como formalmente vivemos em um estado democrático de direito, que garante o diálogo entre o juiz e o réu, posso questionar-lhe. O caso era urgente? Por que então não providenciou os trâmites jurídicos exigidos e não assinou o mandato de prisão? Não era urgente? Por que então decretou a prisão de afogadilho e anunciou para a imprensa?

    Caro ministro, o senhor pode muito, mas não pode tudo. Pode cometer a injustiça de me condenar, mas não pode me amordaçar, pois nem a ditadura militar me calou. O senhor me condenou sem me dirigir uma pergunta. Desconsiderou meu passado honrado, sem nenhum processo em mais de 30 anos como parlamentar.

    Moro na periferia de Osasco há 50 anos. Trabalho desde a infância e tenho minhas mãos limpas. Assumi meu compromisso com os pobres a partir da dura realidade da vida. Não fiz da fortuna minha razão de existir, e as humilhações não me abatem, pois tatuei na alma o lema de dom Pedro Casaldáliga: “Minhas causas valem mais do que minha vida”.

    O senhor me condenou por peculato e não definiu onde, como e quanto desviei. Anexei ao processo a execução total do contrato de publicidade da Câmara, provando a lisura dos gastos. O senhor deve essa explicação e não conseguirá provar nada, porque jamais pratiquei desvio de recursos públicos. Condenou-me por lavagem de dinheiro sem fundamentação fática e jurídica. Condenou-me por corrupção passiva com base em ato administrativo que assinei (como meu antecessor) por dever de ofício.

    Por que me condenou contra as provas documentais e testemunhais que atestam minha inocência? Esclareça por que não aceitou os relatórios oficiais do Tribunal de Contas da União, da auditoria interna da Câmara dos Deputados e da perícia da Polícia Federal. Todos confirmaram que a licitação e a execução do contrato ocorreram em consonância com a legislação.

    Desafio-lhe a provar que alguma votação tenha ocorrido na base da compra de votos. As reformas tributária e previdenciária foram aprovadas após amplo debate e acordo, envolvendo a oposição, que por isso em boa parte votou a favor.

    Um Judiciário autoritário e prepotente afronta o regime democrático. Um ministro do STF deve guardar recato, não disputar a opinião pública e fazer política. Deve ter postura isenta.

    Despeço-me, senhor ministro, deixando um abraço de paz, pois não nutro rancor, apesar de estar convicto – e a história haverá de provar – que o julgamento da ação penal 470 desprezou leis, fatos e provas. Como sou inocente, dormirei em paz, nem que seja injustamente preso.

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/128888/A-carta-aberta-de-João-Paulo-a-Joaquim-Barbosa.htm  

  3. Otto

    2 de fevereiro de 2014 4:21 am

    Impeachment de Joaquim Barbosa

    Gente, vamos nos mobilizar para conseguirmos milhares de assinaturas neste pedido de impeachment de Joaquim Barbosa:

    https://secure.avaaz.org/po/petition/Senado_Federal_Impeachment_de_Joaquim_Barbosa/?wyowTab

  4. anarquista sério

    2 de fevereiro de 2014 5:44 am

    Procuradoria denuncia 12 em

    Procuradoria denuncia 12 em caso de propina da Alstom em SP

    Cinco anos depois de ter iniciado a investigação em torno da Alstom, o Ministério Público Federal apresentou na última sexta-feira (31) a primeira denúncia (acusação formal) contra 12 dos investigados no caso de compra de equipamentos para subestações de energia da EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia), segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”. Nenhum político foi denunciado.

    A Alstom é acusada de ter pago propina de R$ 23,3 milhões para evitar uma concorrência que rendeu à multinacional francesa R$ 181,3 milhões –todos os valores foram atualizados.
    O suborno foi pago entre 1998 e 2003, quando o Estado era governado por Mário Covas e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB.

    A Alstom pagou o suborno para que a EPTE usasse um contrato de 1983 para comprar as subestações em 1998. Segundo a lei de licitações, o contrato de 1983 tinha caducado em 1988, o que obrigava a EPTE a fazer uma nova licitação para a compra.

    O ex-presidente da EPTE e atual prefeito da Cidade Universitária da USP, José Sidnei Colombo Martini, e um ex-diretor da empresa, Celso Sebastião Cerchiari, são acusados de corrupção passiva.

    Cerchiari é atualmente diretor da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista, empresa privada que comprou a EPTE em 2001. Colombo e Cerchiari são acusados de ter recebido cerca de R$ 4 milhões para fazer a compra sem licitação.

    José Geraldo Villas Boas, que foi presidente da Cesp, também foi denunciado por lavagem de dinheiro. A acusação sustenta que ele recebeu recursos para prestar consultoria, mas não comprovou os serviços prestados.

    Um ex-diretor financeiro da Alstom, Thierry Charles Lopes de Arias, e o ex-presidente da Cegelec (que seria comprada pela Alstom), Jônio Foigel, foram denunciados por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

    Dois ex-diretores da multinacional francesa, Daniel Huet e Jean Pierre Courtadon, foram denunciados por lavagem de dinheiro.

     

    NA SUÍÇA

    Sabino Indelicato, que foi sócio de Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, foi acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

    A denúncia da Procuradoria diz que Marinho recebeu US$ 953.690 em uma conta na Suíça –ele sempre negou ter conta bancária naquele país. A propina, de acordo com os procuradores, foi paga “para que o Tribunal de Contas aprovasse a inexibilidade de licitação”.

    O conselheiro do tribunal nega ter beneficiado a Alstom. Ele não foi incluído na acusação porque tem foro privilegiado e está sob investigação no Supremo Tribunal Federal. Se a denúncia for aceita pela Justiça, eles se tornam réus num processo criminal.

    Os procuradores Rodrigo de Grandis e Andrey Borges de Mendonça não incluíram na acusação o vereador paulistano Andrea Matarazzo (PSDB), por avaliar que não há provas contra ele. Os procuradores decidiram instaurar um inquérito específico para investigar Matarazzo.

    Documentos internos da Alstom francesa mostram que um funcionário da Secretaria de Energia recebeu um suborno de 3% em relação ao valor do contrato, como a Folha revelou há duas semanas.

    Matarazzo era o titular da secretaria em 1998. Ele nega ter discutido o aditivo do contrato que resultou na compra dos equipamentos.

    OUTRO LADO

    A Alstom não quis se proncunciar sobre as acusações da Procuradoria. O advogado Pedro Iokoi, que defende José Sidnei Colombo Martini e Celso Cerchiari, diz que não pode se manifestar porque não teve acesso à denúncia.

    O advogado Celso Vilardi, que defende Robson Marinho, afirma que seu cliente jamais julgou qualquer matéria relativa ao contrato da EPTE com a Alstom. Romeu Pinto Jr. não quis comentar as acusações.

    A Folha não conseguiu localizar os advogados de Jonio Foigel, Jean Pierre Courtadon, Thierry Arias, Daniel Huet, José Geraldo Villas Boas, Jorge Fagali Neto, Jean Marie Lannelongue, Sabino Indelicato e Cláudio Luiz Petrechen Mendes

     Editoria de Arte/Folhapress 

  5. anarquista sério

    2 de fevereiro de 2014 5:48 am

    Procuradoria denuncia 12 em

    Procuradoria denuncia 12 em caso de propina da Alstom em SP

    Cinco anos depois de ter iniciado a investigação em torno da Alstom, o Ministério Público Federal apresentou na última sexta-feira (31) a primeira denúncia (acusação formal) contra 12 dos investigados no caso de compra de equipamentos para subestações de energia da EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia), segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”. Nenhum político foi denunciado.

    A Alstom é acusada de ter pago propina de R$ 23,3 milhões para evitar uma concorrência que rendeu à multinacional francesa R$ 181,3 milhões –todos os valores foram atualizados.
    O suborno foi pago entre 1998 e 2003, quando o Estado era governado por Mário Covas e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB.

    A Alstom pagou o suborno para que a EPTE usasse um contrato de 1983 para comprar as subestações em 1998. Segundo a lei de licitações, o contrato de 1983 tinha caducado em 1988, o que obrigava a EPTE a fazer uma nova licitação para a compra.

    O ex-presidente da EPTE e atual prefeito da Cidade Universitária da USP, José Sidnei Colombo Martini, e um ex-diretor da empresa, Celso Sebastião Cerchiari, são acusados de corrupção passiva.

    Cerchiari é atualmente diretor da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista, empresa privada que comprou a EPTE em 2001. Colombo e Cerchiari são acusados de ter recebido cerca de R$ 4 milhões para fazer a compra sem licitação.

    José Geraldo Villas Boas, que foi presidente da Cesp, também foi denunciado por lavagem de dinheiro. A acusação sustenta que ele recebeu recursos para prestar consultoria, mas não comprovou os serviços prestados.

    Um ex-diretor financeiro da Alstom, Thierry Charles Lopes de Arias, e o ex-presidente da Cegelec (que seria comprada pela Alstom), Jônio Foigel, foram denunciados por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

    Dois ex-diretores da multinacional francesa, Daniel Huet e Jean Pierre Courtadon, foram denunciados por lavagem de dinheiro.

     

    NA SUÍÇA

    Sabino Indelicato, que foi sócio de Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, foi acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

    A denúncia da Procuradoria diz que Marinho recebeu US$ 953.690 em uma conta na Suíça –ele sempre negou ter conta bancária naquele país. A propina, de acordo com os procuradores, foi paga “para que o Tribunal de Contas aprovasse a inexibilidade de licitação”.

    O conselheiro do tribunal nega ter beneficiado a Alstom. Ele não foi incluído na acusação porque tem foro privilegiado e está sob investigação no Supremo Tribunal Federal. Se a denúncia for aceita pela Justiça, eles se tornam réus num processo criminal.

    Os procuradores Rodrigo de Grandis e Andrey Borges de Mendonça não incluíram na acusação o vereador paulistano Andrea Matarazzo (PSDB), por avaliar que não há provas contra ele. Os procuradores decidiram instaurar um inquérito específico para investigar Matarazzo.

    Documentos internos da Alstom francesa mostram que um funcionário da Secretaria de Energia recebeu um suborno de 3% em relação ao valor do contrato, como a Folha revelou há duas semanas.

    Matarazzo era o titular da secretaria em 1998. Ele nega ter discutido o aditivo do contrato que resultou na compra dos equipamentos.

    OUTRO LADO

    A Alstom não quis se proncunciar sobre as acusações da Procuradoria. O advogado Pedro Iokoi, que defende José Sidnei Colombo Martini e Celso Cerchiari, diz que não pode se manifestar porque não teve acesso à denúncia.

    O advogado Celso Vilardi, que defende Robson Marinho, afirma que seu cliente jamais julgou qualquer matéria relativa ao contrato da EPTE com a Alstom. Romeu Pinto Jr. não quis comentar as acusações.

    A Folha não conseguiu localizar os advogados de Jonio Foigel, Jean Pierre Courtadon, Thierry Arias, Daniel Huet, José Geraldo Villas Boas, Jorge Fagali Neto, Jean Marie Lannelongue, Sabino Indelicato e Cláudio Luiz Petrechen Mendes

     Editoria de Arte/Folhapress 

  6. Almeida

    2 de fevereiro de 2014 10:03 am

    Ocupação Esperança promove debate sobre Copa do Mundo e moradia.

    Do Brasil de Fato:

    Ocupação Esperança promove debate sobre Copa do Mundo e moradia

    Divulgação

    Ancop estima que cerca de 250 mil pessoas já foram ou estão sendo removidas por obras ligadas a megaeventos no país
     

    31/01/2014
     

    Da Redação
     

    Acontece neste sábado (01), a partir das 16 horas, na Ocupação Esperança o debate “Ocupar e Resistir: Moradia e Copa da Fifa 2014”, promovido pelo Comitê Popular da Copa de São Paulo e o movimento Luta Popular. Antes do debate está marcado para acontecer um “futebol rebelde”, de acordo com os organizadores.  

    Vão participar do debate: Benedito Barbosa, o “Dito”, da União de Movimentos de Moradia (UMM) e Nelson da Cruz, o “Nelsão”, da Ocupação Mauá, e do Movimento de Moradia da Região Central (MMRC). Eles vão discutir como a realização da Copa do Mundo no Brasil se relaciona com a questão habitacional, abordando as remoções forçadas de comunidades que têm acontecido nos últimos anos.

    Estimativas da Ancop (Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa) apontam que aproximadamente 250 mil pessoas foram e estão sendo removidas em razão de obras justificadas pela Copa do Mundo e Olimpíadas.

    A Ocupação Esperança está localizada próxima à rodovia Anhanguera, e conta com cerca de 1.500 famílias que pedem a desapropriação de um terreno pela Prefeitura de Osasco para a construção de moradias populares.

    Com informações da assessoria de imprensa

     

    1. Almeida

      2 de fevereiro de 2014 10:17 am

      Assistam o vídeo

      Copa 2014: Quem ganha com esse jogo?

      [video:http://www.youtube.com/watch?v=HmoLZBtqQ3c%5D

       

  7. Webster Franklin

    2 de fevereiro de 2014 10:22 am

    Joaquim Barbosa deve satisfações pela foto com um foragido

    Joaquim Barbosa deve satisfações pela foto com um foragido

      Postado em 01 Feb 2014  por :   

    Captura de Tela 2014-02-01 às 20.08.48

    Circula hoje pela internet uma foto que é um embaraço – mais um numa longa série – para Joaquim Barbosa.

    Nela, JB aparece confraternizando, nos Estados Unidos, com um homem que parece um a mais na multidão.

    Mas não é.

    Ao lado de JB está Antonio Mahfuz, que os amigos chamam de Toni ou Toninho. A foto foi postada por Mahfuz no seu Facebook, e nela ele sauda o “justiceiro” JB.

    Não haveria problema nenhum não fosse Mahfuz a chamada chave de cadeia. Ele fugiu do Brasil, há quinze anos, e deixou atrás de si copiosos calotes. Uma contabilidade recente coloca Mahfuz como réu em 221 processos.

    Foi exatamente para escapar da cadeia que ele se refugiou na Flórida, numa cidade chamada Hollywood, perto de Miami. Miami, sabemos, é onde JB comprou um apartamento em nome de uma empresa imaginária, para não pagar imposto.

    Quando fugiu, a sentença de prisão de Mahfuz estava decretada, por conta do processo movido contra ele pelo seu principal credor, o banco Chase Manhattan.

    Dono de uma rede de lojas nascida na região de Rio Preto, em São Paulo, e depois expandida para outras partes, Mahfuz deu em garantia para empréstimos bens.

    Ele não honrou as dívidas, e o banco, quando o executou, simplesmente não encontrou os bens penhorados. Ele foi decretado pela justiça “depositário infiel”. Quando sua prisão foi pedida, ele foi para os Estados Unidos.

    Deixou no Brasil as dívidas, e uma situação judicial extraordinariamente complicada.

    Suas irmãs o estão processando sob a acusação de que ele falsificou a assinatura do pai numa procuração que lhe dava poderes para administrar os negócios do patriarca, Elias Mahfuz, um imigrante sírio que montou do nada um patrimônio respeitável no interior de São Paulo.

    Um perito contratado por elas atestou que a assinatura no documento que investe Antonio Mahfuz não “partiu do punho” do pai. Um site da região conta com detalhes essa história.

    Elas querem que todos os negócios realizados a partir da procuração sejam anulados. Seria a maneira de recuperaram a herança paterna que o irmão fez desaparecer.

    É ao lado de Mahfuz, com esta folha corrida, que JB aparece na foto.

    Tudo bem?

    Não, evidentemente. Na hipótese mais benevolente, JB estava em algum lugar quando foi abordado por alguém que o reconheceu, e para quem ele é um herói.

    Na pior, ele conhece Mahfuz, o que criaria um conflito ético profundo.

    Num mundo menos imperfeito juízes não teriam amigos, porque isso pode afetar suas sentenças, mas vivemos num país em que Merval Pereira se abraça sem cerimônia com magistrados como Ayres Britto e Gilmar Mendes, com todas as partes aparentemente sem noção da gravidade dos abraços.

    Seja qual for a origem da confraternização de Mahfuz e Joaquim Barbosa, está claro que JB deve uma satisfação aos brasileiros.

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/joaquim-barbosa-deve-satisfacoes-pela-foto-com-um-foragido/

  8. Gilberto .

    2 de fevereiro de 2014 11:21 am

    Do pé na cozinha ao pé no chão

    Do Globo

    Enviado por Fernando Henrique Cardoso – 

    02.02.2014

     | 

    07p7

    POLÍTICA

    Mudar, com pé no chão

    Fernando Henrique Cardoso

    As pesquisas eleitorais estão a indicar que os eleitores começam a mostrar cansaço. Fadiga de material. Há doze anos o lulo-petismo impõe um estilo de governar e de se comunicar que, se teve êxito como propaganda, demonstra agora fragilidade.

    Toda a comunicação política foi centralizada, criou-se uma rede eficaz de difusão de versões e difamações oficiais pelo país afora, os assessores de comunicação e blogueiros distribuem comunicados e conteúdos a granel (pagos pelos cofres públicos e pelas empresas estatais) e se difundiu o “Brasil Maravilha”, que teria começado em 2002.

    Ocorre que a realidade existe e que às vezes se produz o que os psicólogos chamam de “incongruências cognitivas”. Enquanto os efeitos das políticas de distribuição de renda (criadas pelos tucanos) eram novidade e a situação fiscal permitia aumentos salariais sem acarretar consequências negativas na economia, tudo bem. O cântico de louvor da propaganda encontrava eco na percepção da população.

    Desde as manifestações de junho passado, que pegaram governo, oposição e sociedade de surpresa, deu para ver que nem tudo ia bem. A insatisfação estava nas ruas, a despeito das melhorias inegáveis do consumo popular e de alguns avanços na área social.

    É que a própria dinâmica da mobilidade social e da melhoria de vida, e principalmente o aumento da informação, geram novas disposições anímicas. As pessoas têm novas aspirações e veem criticamente o que antes não percebiam. Começam a desejar melhor qualidade, mais acesso aos bens e serviços e menos desigualdade.

    O estopim imediato da reação popular foram os gastos da Copa, o custo do transporte, a ineficiência, a carestia e a eventual corrupção nas obras públicas. Ao lado disso, a péssima qualidade do transporte urbano, da Saúde, da Educação, da segurança, tudo de cambulhada.

    Nada é novo, nem a reação provocada por este mal-estar se orientou, de início, contra um governo específico ou contra um partido. Significou o rechaço de tudo que é autoridade. Na medida em que o governo federal reagiu propondo “pactos”, que não deslancharam, e vestiu a carapuça, a tonalidade política mudou um pouco.

    Mas o rescaldo dos protestos — e não nos esqueçamos que eles têm causas — foi antes a criação de um vago sentimento mudancista do que um movimento político com consciência sobre o que se quer mudar.

    Os donos do poder e da publicidade se aperceberam da situação e se aprestam para apresentarem-se com máscaras novas. Só que talvez a população queira eleger gente com maior capacidade organizacional e técnica, que conheça os nós que apertam o país e saiba como desatá-los. Esta será a batalha eleitoral do ano em curso.

    O petismo, solidário com os condenados do mensalão a ponto de coletar “vaquinhas” para pagar as dívidas dos condenados, porá em marcha seus magos para dizer aos eleitores que são capazes da renovação.

    E a oposição? Terá de desmascarar com firmeza, simplicidade e clareza, truque por truque do adversário e, principalmente, deverá mostrar um caminho novo e convencer os eleitores de que só ela sabe trilhá-lo.

    Os erros da máquina pública, seu custo escorchante, a incompetência política e administrativa estão dando show no dia a dia. As falhas aparecem nas pequenas coisas como na confusão armada a partir de uma simples parada da comitiva presidencial em Lisboa, e nas mais graves, como o inexplicável sigilo dos gastos do Tesouro para financiar obras em “países amigos”.

    Isso abriu espaço, por exemplo, para o futuro candidato do PSDB dizer, com singeleza: “uai, pena que a principal obra da presidente Dilma tenha sido feita em Cuba e não no Nordeste tão carente de infraestrutura”.

    Eu sei que há razões estratégicas a motivar tais decisões. Mas na linguagem das eleições o povo quer saber “quanto do meu foi para o outro”. E disso se trata: em quem o eleitor vai confiar mais para que suas expectativas, valores e interesses sejam atendidos.

    Daí que a oposição deverá se concentrar no que aborrece o povo no cotidiano, sem desconhecer os erros macroeconômicos, que não são poucos.

    Quanto à insegurança causada pela violência e o banditismo, é preciso reprimi-los e está na hora de o PSDB apresentar um plano bem embasado de construção de penitenciárias modernas, inclusive algumas sob a forma de parcerias público/privado, como foi feito em Minas Gerais.

    É o momento para: refazer a lei de execuções penais e incentivar os mutirões que tirem das prisões quem já cumpriu pena, como também pôr fim, como está fazendo São Paulo, às cadeias em delegacias e, ainda, incentivar os juízes à adoção de penas alternativas.

    Não será possível, sem negar eventuais benefícios de mais médicos, mostrar que a desatenção às pessoas, as filas nos hospitais, a demora na assistência aos enfermos, nada mudou? E que isso se deve à incompetência e à penetração de militantes partidários na máquina pública?

    Por que não mostrar que o festejado programa Minha Casa, Minha Vida tem um desempenho ruim quando se trata de moradias para a camada de trabalhadores também pobres, mas cuja renda ultrapassa a dos menos aquinhoados, teoricamente atendidos pelo programa?

    Sobra uma enorme parcela da população trabalhadora sem acesso à casa própria, tendo de pagar aluguéis escorchantes.

    Isso para não falar de um estilo de governo mais simples, mais honesto, que diga a verdade, mostre os problemas e não se fie no estilo “Brasil Maravilha”. De um governo mais poupador de impostos, reduzindo-os para todos e não apenas para beneficiar as empresas “campeãs” ou “estratégicas”.

    As oposições precisam ser mais específicas e mostrar como reduzirão os absurdos 39 ministérios, como eliminarão o inchaço de funcionários e fortalecerão critérios profissionais para as nomeações. Também chegou a hora de uma reforma política e eleitoral. Não dá para governar com 30 partidos, dos quais boa parte não passa de legenda de aluguel.

    Em suma, está na hora de mudar e quem tem a boca torta pelo cachimbo da conivência com a corrupção, o desperdício e a incompetência administrativa, por mais que faça mímica, não é capaz dessa proeza. O passado recente teve suas virtudes, mas se esgotou. Construamos um futuro de menos arrogância, com realismo e competência, que nos leve a dias melhores.

     

    Fernando Henrique Cardoso é ex-presidente da República

    1. Jussara Lourenço

      2 de fevereiro de 2014 3:34 pm

      Gostei muito deste comentário

      Gostei muito deste comentário do Yacov no blog do PHA – Conversa Afiada.

      Já pensou se essa hashtag faz sucesso? Pena que eu não tenho familiaridade com o tweeter. Do contrário, começaria a “espalhar” essa mensagem.

      Quem se habilita?

      Yacov

      Se o fhc quer mudança, porque é que ele não muda de mala e cuia para a França, e vai morar no seu apê triplex milionário, na Avenue Foché, que ele comprou com a grana da PRIVATARIA TUCANA ?!?!?

      #mudaprafrançaFHC!

       

      1. Gilberto .

        2 de fevereiro de 2014 6:06 pm

        Qual o link?

        Oi Jussara, 

        Qual o link do comentário? 

        Pensando bem, FHC só não muda para lá pois se anda esquecido aqui, imagina lá. 

        Na praça Vilaboim, algumas pessoas diferenciadas de Higienópolis ainda o reconhecem…

        1. Jussara Lourenço

          2 de fevereiro de 2014 10:04 pm

          Oi, Gilberto,
          este é o

          Oi, Gilberto,

          este é o link: http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/02/02/o-principe-achou-os-blogs-sujos/

          E o comentário do Yacov é das 12:58h.

          Abs

           

  9. Sérgio T.

    2 de fevereiro de 2014 1:07 pm

     Mas, porém, todavia, contudo

     

    Mas, porém, todavia, contudo

     

    Por Luciano Martins Costa em 01/02/2014

    Manchete na Folha de S. Paulo e destaque nas primeiras páginas do Globo e do Estado de S. Paulo nas edições de sexta-feira (31/1), o nível de desemprego caiu para 5,4% na média anual em 2013. Em dezembro, o número de desempregados foi de 4,3% do total de pessoas que buscam uma colocação no mercado de trabalho.

    Trata-se do melhor desempenho em onze anos, mas os jornais tratam de minimizar o efeito positivo desse indicador, com a informação de que a renda do trabalho cresceu com menos vigor no ano passado.

    Especialistas ainda se empenham em uma discussão sobre a hipótese de o Brasil ter alcançado a situação de pleno emprego, após a divulgação de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), publicado em outubro do ano passado, mas esse aspecto da realidade brasileira perde complexidade quando chega à imprensa.

    A rigor, trata-se de uma tarefa que o jornalismo dificilmente poderá cumprir, não apenas porque a economia brasileira se caracteriza por intensa mobilidade, mas principalmente porque a imprensa, como entidade corporativa, rejeita o modelo voltado para o fortalecimento do mercado interno e repudia a ação do Estado no sentido de uma economia com interesse social.

    No estudo do Ipea ficou claro que, ao contrário do que vinha sendo divulgado, o Brasil não sofre um “apagão” de mão de obra qualificada. Na verdade, há carência de trabalhadores em atividades como agricultura, construção civil e trabalho doméstico, que formam a base da chamada pirâmide educacional. Esses e outros setores podem ser afetados por eventos sazonais, como o aumento da demanda por funcionários em regiões turísticas durante o verão, que tanto pode estimular a busca de empregos temporários como produzir o abandono do emprego pela oportunidade de ganhar mais com atividades informais de curto prazo. Ainda assim, a formalização do mercado de trabalho continuou aumentando em 2013, como acontece ininterruptamente desde 2003.

    Esses elementos dificultam a construção de teorias sólidas num campo do conhecimento tão volátil, inconsistente e ideologicamente comprometido como o da imprensa.

    A renda do trabalho

    A conjunção adversativa agregada aos títulos de todos os principais jornais na sexta-feira se refere ao ritmo de aumento da renda do trabalho. Praticamente todas as análises selecionadas pelos editores afirmam que os salários continuaram crescendo em 2013, mas em ritmo menor do que em anos anteriores.

    Esse é o aspecto que cabe destacar aqui: os jornais não conseguem ou não querem, em nenhuma hipótese, apresentar uma boa notícia sem agregar um elemento negativo, ainda que para isso seja necessário dar uma forçadinha nos fatos.

    Ora, certamente o ritmo de aumento da renda média do trabalho desacelerou em 2013. Os números dos anos anteriores, principalmente os de 2012, vinham registrando uma situação absolutamente insustentável, no sentido positivo: em 2012, por exemplo, a renda média por pessoa em idade ativa aumentou 6,5%, muito acima do crescimento do Produto Interno Bruto e quase dois pontos porcentuais acima da inflação. Objetivamente, não houve redução da renda média, mas uma acomodação a patamares mais realistas, dadas as circunstâncias gerais da economia.

    Para poder oferecer um retrato mais fiel da realidade aos seus leitores, os jornais precisariam levar em conta outros elementos, como a menor participação da indústria na composição das ofertas de emprego, o maior número de jovens que preferem apenas estudar, e o aumento real da renda familiar. Também devem ser incluídos nesse quadro a queda na inadimplência e a desaceleração da inflação no final do período observado.

    O que pode ser realmente um tema preocupante passa longe dos textos jornalísticos sobre o assunto: o território nebuloso que se cria entre a ação do Estado e a dinâmica do mercado, que pode ser afetada pelo pessimismo da mídia tradicional. Assim, se o Estado estimula a formalização do emprego pela combinação das políticas de benefícios com mais fiscalização, o próprio mercado produz a informalidade, com surtos de oportunidades mais tentadoras em atividades informais – tendência que pode se manifestar ainda mais com eventos como a Copa do Mundo.

    Mas essa complexidade não cabe nos jornais.

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/mas_porem_todavia_contudo

     

  10. Almeida

    2 de fevereiro de 2014 2:59 pm

    A Situação da Ucrânia Vista por Jean -Marie Chauvier.

    Ucrânia: “A opção europeia será também a opção militar a favor da NATO”  

    por Jean -Marie Chauvier [*]
    entrevistado por Jean Pestieau

    Quais são os problemas económicos enfrentados pelo povo ucraniano, principalmente os trabalhadores, pequenos agricultores e desempregados ?

    Jean-Marie Chauvier: Desde o desmembramento da União Soviética em 1991, a Ucrânia passou de 51,4 para 45 milhões de habitantes. Esta diminuição deveu-se a uma baixa da natalidade, um aumento da mortalidade, em parte devido ao desmantelamento dos serviços de saúde. A emigração é muito forte. Cerca de 6,6 milhões de ucranianos vivem hoje no exterior. Muitas pessoas no leste da Ucrânia foram trabalhar para a Rússia, onde os salários são sensivelmente mais elevados, enquanto os do oeste são mais dirigidos para a Europa Ocidental, por exemplo, em estufas de Andaluzia ou no sector da construção em Portugal. A emigração faz entrar por ano na Ucrânia, 3 mil milhões de dólares.

    Enquanto o desemprego é oficialmente de 8% na Ucrânia, uma parcela significativa da população vive abaixo da linha de pobreza: 25%, de acordo com o Governo, até 80 % de acordo com outras estimativas. A pobreza extrema, acompanhada de desnutrição é estimada entre 2 e 3 % até 16%. O salário médio é de 332 dólares por mês, um dos mais baixos da Europa. As regiões mais pobres são as áreas rurais no oeste. As ofertas de emprego são baixas e limitadas no tempo.

    Os problemas mais prementes são agravados pelos riscos de assinar um acordo de livre comércio com a União Europeia e a implementação das medidas recomendadas pelo FMI. Existe, portanto, a perspectiva de encerramento de empresas industriais, especialmente no Leste, ou a recuperação, reestruturação e desmantelamento pelas multinacionais. No que diz respeito à terra fértil e à agricultura, está no horizonte a ruína da produção local que é actualmente assegurada pelos pequenos agricultores e sociedades por acções, herdeiros dos colcozes e com a chegada em grande das multinacionais agro-alimentares. A compra massiva de terra rica vai acelerar-se. Assim Landkom, um grupo britânico, comprou 100 mil hectares e o hedge fund russo Renaissance comprou 300 mil hectares.

    Para as multinacionais há, portanto, bons nacos a apanhar: algumas indústrias, oleodutos, terra fértil, mão-de-obra qualificada.

    Quais são as vantagens e desvantagens de uma aproximação com a União Europeia?

    JMC: Os ucranianos – em primeiro lugar a juventude – têm o sonho da UE, a liberdade de viajar, as ilusões de conforto, bons salários, prosperidade, etc. Sonhos com os quais os governos ocidentais contam. Mas, na realidade, não é questão da adesão da Ucrânia à UE. Não é questão de livre circulação de pessoas. A UE oferece poucas coisas, apenas o desenvolvimento do comércio livre, a importação maciça de produtos ocidentais, a imposição de normas europeias nos produtos que podem ser exportados para a UE, o que levanta barreiras formidáveis para a exportação ucraniana. A Rússia, por sua vez – em caso de acordo com a UE – ameaça fechar o seu mercado a produtos ucranianos. Moscovo ofereceu compensações tais como a baixa de um terço dos preços do petróleo, uma ajuda de 15 mil milhões de dólares, a união aduaneira com ela própria, o Cazaquistão, a Arménia… Putin tem um projecto eurasiático que abrange a maior parte do antigo espaço soviético (excepto os países bálticos), fortalecendo os vínculos com um projecto de cooperação industrial com a Ucrânia, a integração de tecnologias que a Ucrânia estava realizando no tempo da URSS: aeronáutica, satélites, armamento, construção naval, etc, modernizando os complexos industriais. É, obviamente, o leste da Ucrânia que está mais interessado nesta perspectiva.

    Pode explicar as diferenças regionais na Ucrânia?

    JMC: Não há Estado-nação homogéneo na Ucrânia. Há contradições entre as regiões. Há diferenças históricas. A Rússia, Bielorussia e Ucrânia tiveram um berço comum: o Estado dos Eslavos Orientais (século IX a XI ), a capital Kiev, foi chamada de “Rous”, “Rússia” ou “Ruthénia”. Mais tarde, os seus caminhos diferenciaram-se: línguas, religiões, filiações estatais. O Oeste esteve muito tempo ligado ao Grão-Ducado da Lituânia, aos reinos polacos, ao Império Austro-Húngaro. Após a Revolução de 1917 e a Guerra Civil, nasceu a primeira formação nacional chamada ” Ucrânia”, co-fundadora, em 1922, da URSS. A parte ocidental anexada, em particular, pela Polónia, foi “recuperada” em 1939 e 1945, em seguida, o actual território da Ucrânia ampliou-se para a Criméia, em 1954.

    O leste da Ucrânia é mais industrializado, mais operário, mais russófono, enquanto o oeste é mais rural, de língua ucraniana. O leste é Ortodoxo, ligado ao Patriarcado de Moscovo, enquanto o Ocidente é tanto católico grego (“Uniata”) e ortodoxo, ligado ao Patriarcado de Kiev desde a independência em 1991. A Igreja Uniata Católica, em particular no Oeste em Galicia, tem sido tradicionalmente germanófila, muitas vezes em conflito com a Igreja Católica da Polónia. O centro da Ucrânia, com Kiev, é uma mistura de correntes Leste e Oeste. Kiev é esmagadoramente de língua russa, as suas elites são pró-oposição e intimamente ligadas aos ultra-liberais de Moscovo.

    A Ucrânia é pois partilhada – histórica, cultural, politicamente – entre o Oriente e o Ocidente, e não faz nenhum sentido lançar uma contra a outra, a não ser para se colocar um cenário do início da guerra civil, o que é, provavelmente, a intenção de alguns. À força de impor a divisão, como estão a fazer os ocidentais e seus pequenos soldados no local, pode vir o tempo em que a UE e a NATO poderão ter o seu “pedaço”, mas onde também a Rússia tomará o seu! Não seria o primeiro país que se faria deliberadamente explodir. Todos devem estar cientes de que a opção europeia também será militar: a NATO virá a seguir e em breve se vai levantar a questão da base russa em Sebastopol na Crimeia, maioritariamente da Rússia e estrategicamente crucial para a presença militar no Mar Negro. Pode-se imaginar que Moscovo não vai deixar instalar uma base dos EUA naquele lugar!

    O que acha da forma como o actual conflito é apresentado em nossos meios de comunicação?

    JMC: É um western! Há os “pró-europeus” bons e os maus “pró-russos”. É maniqueísta, parcial, ignorante da realidade da Ucrânia. Na maioria das vezes, os jornalistas vão ter com pessoas que pensam como eles, que dizem o que os ocidentais querem ouvir, que falam Inglês e outras línguas ocidentais. E depois, há as mentiras por omissão.

    Logo de inicio há uma notável ausência: o povo ucraniano, os trabalhadores, os camponeses, submetidos a um capitalismo de choque, à destruição sistemática de todas as suas conquistas sociais, aos poderes das máfias de todos os lados.

    Nacionalista ucraniano ou fascista ucraniano? Depois, há a ocultação ou minimização de um fenómeno que é conhecido como “nacionalista” e que é, na verdade, neo-fascista ou mesmo claramente nazi. É principalmente (mas não exclusivamente), localizado no partido Svoboda, seu líder Oleg Tiagnibog e a região ocidental que corresponde à antiga “Galicia oriental” polaca. Quantas vezes tenho visto, ouvido, lido na Comunicação Social, citações do partido e seu chefe como “opositores ” e sem outra qualificação?

    Estamos a falar de jovens simpáticos “voluntários de auto-defesa”, vindos de Lviv (Lwow, Lemberg) para Kiev, mas trata-se de comandos levados pela extrema-direita para esta região (Galicia), que é o seu bastião. Pesada é a responsabilidade daqueles – políticos, jornalistas – que jogam este jogo, a favor de tendências xenófobas, anti-Rússia, anti-semitas, racistas, celebrando a memória do colaboracionismo nazi e da Waffen SS e de que a Galicia (e não toda a Ucrânia!) foi a terra natal.

    Finalmente, os meios de comunicação passam em silêncio as várias redes financiadas pelo Ocidente (EUA, UE, Alemanha) para a desestabilização do país, a intervenção directa de políticos ocidentais. Imagine-se a área neutra de Bruxelas ocupada durante dois meses por dezenas de milhares de manifestantes exigindo a renúncia do rei e do governo, atacando o Palácio Real e aclamando na tribuna ministros russos, chineses ou iranianos! Pode-se imaginar isto em Paris ou Washington? Mas é o que acontece em Kiev.

    O meu espanto cresce dia a dia observando a diferença entre “as informações” emitidas pela nossa Comunicação Social e aquelas que posso colher nos meios de comunicação ucranianos e russos. As violências neonazis, as agressões anti-semitas, as tomadas de assalto das administrações regionais: nos nossos meios de comunicação, não há nada disso! Só temos um único ponto de vista: o dos opositores de Maidan (Praça de Kiev, onde os pró-europeus se reúnem (Nota do Editor). Na Comunicação Social, o resto da Ucrânia não existe!

    Quais são os principais actores em presença?

    JMC: A oligarquia industrial e financeira, beneficiária das privatizações, é compartilhada entre a Rússia e o Ocidente. Viktor Yanukovich e seu Partido das Regiões representam os clãs (e a maior parte da população) no leste e sul. O Partido das Regiões venceu as eleições, tanto presidenciais como parlamentares, no Outono de 2013. Ele também tem bases sólidas a Oeste, na Transcarpácia (também conhecida como Ucrânia sub-carpática), uma região multiétnica que resiste ao nacionalismo. Mas a crise actual, as hesitações e fraquezas do presidente podem custar-lhe muito caro e desacreditar o seu partido…

    O poder é largamente responsável pela crise social que beneficia a extrema-direita e as enganosas sereias da UE e da NATO. O poder no terreno é impotente, de facto, e defende uma parte da oligarquia. Ele favoreceu a disseminação da corrupção e das práticas mafiosas.

    Perante ele, há três partidos políticos que se baseiam especialmente no Ocidente e também no centro da Ucrânia. Batkivschina (“A Pátria”), cujo líder é Arseniy Yatsenyuk. Ele sucedeu a Yulia Tymoshenko, doente e presa. Em seguida, o partido Oudar (Partido democrático das reformas), cujo líder e fundador é o ex-boxeur Vitali Klitschko. É o querido de Angela Merkel e da UE. Os quadros do seu partido são formados pela Fundação Adenauer. Finalmente, a Svoboda (“Liberdade”), partido neo-fascista liderado por Oleg Tiagnibog.

    Svoboda é um filiado directo da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN ) – fascista, sob o modelo de Mussolini – fundada em 1929 no leste da Galicia sob o domínio polaco. Com a chegada de Adolf Hitler em 1933, o contacto é feito com o slogan “vamos usar a Alemanha para avançar com as nossas reivindicações”. As relações com os nazis são por vezes tumultuosas – porque Hitler não queria uma Ucrânia independente – mas todos estão firmemente unidos no seu objectivo comum de eliminar comunistas e judeus e escravizar os russos. Os fascistas ucranianos opõem a natureza “europeia” da Ucrânia à “asiática” da Rússia. Em 1939, Andriy Melnik é o chefe da OUN, com Andriy Cheptytskyi, Metropolita (Bispo, Nota do Editor) da Igreja greco-católica (Uniata) germanófila, “líder espiritual” da Galicia, passada em 1939, para o regime soviético. Em 1940, o radical Stepan Bandera cria uma dissidência: o seu OUN-b forma dois batalhões da Wehrmacht, Nachtigall e Roland, para participar na agressão pela Alemanha e seus aliados contra a União Soviética em 22 de Junho de 1941. Imediatamente cria uma onda de progroms.

    Após várias eleições, após a “Revolução Laranja” de 2004, a influência de Svoboda cresceu na Galicia e em toda a Ucrânia ocidental, inclusive nas grandes cidades, com 20 a 30% dos votos. No conjunto da Ucrânia, Svoboda tem 10 % dos votos. Svoboda é “dominado” por grupos neo-nazis ainda mais radicais do que ele.

    As três formações políticas Batkivschina, Oudar e Svoboda, apoiadas pelo Ocidente, reclamam há dois meses o derrube do governo e do Presidente da República. Eles exigem novas eleições. Svoboda vai ainda mais longe, organizando um golpe de Estado localmente. Lá, onde ele governa com o seu reinado de terror, Svoboda proíbe o Partido das Regiões e o Partido Comunista da Ucrânia.

    O PC da Ucrânia apela à razão há várias semanas. Ele recolheu mais de três milhões de assinaturas pedindo um referendo que deve decidir se a Ucrânia quer um acordo de associação com a UE ou uma união aduaneira com a Rússia. A situação insurreccional deve-se, não só aos três partidos da oposição, mas também ao poder, que ofereceu o país e o povo “de bandeja” aos líderes da pseudo oposição, aos grupos de extrema direita neo-nazis, às organizações nacionalistas violentas, aos políticos estrangeiros que apelam às pessoas a “radicalizar os protestos” e “lutar até ao fim”. O PC destaca os problemas sociais. Ele tem a posição mais democrática entre os partidos políticos. Mas sua influência é limitada à Ucrânia oriental e meridional.

    Qual o jogo das grandes potências (EUA, UE, Rússia) no confronto actual?

    JMC: Zbigniew Brzezinski, influente geostratega, cidadão dos EUA de origem polaca, traçou na década de 1990, a estratégia dos EUA para controlar a Eurásia e instalar permanentemente a hegemonia do seu país, com a Ucrânia como elo essencial. Para ele, havia uns “Balcãs mundiais”, de um lado a Eurásia, do outro o grande Médio Oriente. Esta estratégia deu os seus frutos na Ucrânia com a “Revolução Laranja” de 2004. Instalou uma rede tentacular de fundações norte-americanas – como Soros e a reaganiana National Endowment for Democracy (NED) – que pagam a milhares de pessoas para “fazer progredir a democracia”. Em 2013-2014, a estratégia é diferente. É especialmente a Alemanha de Angela Merkel e a União Europeia que estão no comando, ajudados por políticos americanos como John McCain. Arengam às multidões na Maidan e em outros lugares com grande irresponsabilidade: para atingir facilmente a meta de fazer balançar a Ucrânia para o campo euro-atlântico, incluindo a NATO, eles contam com os elementos mais antidemocráticos da sociedade ucraniana. Mas esse objectivo é inatingível sem partir a Ucrânia entre o Oriente e o Ocidente e com a Crimeia que se tornará a juntar á Rússia como o seu povo deseja. O parlamento da Crimeia declarou: “Nunca viveremos sob um regime fascista”. E para Svoboda e os outros fascistas, esta é a vingança de 1945, que eles vivem. De qualquer forma acho que a grande maioria dos ucranianos não quer esta nova guerra civil ou a dissolução do país. Mas a sociedade está em reconstrução…

    Para mais informações: Jean-Marie Chauvier, Euromaïdan ou a batalha da Ucrânia , 25/Janeiro/2014; Ucrânia: “que posição”? , 13/Dezembro/2013, publicado pela revista Política (Bruxelas) e reproduzido em http://www.globalresearch.ca; OUN e a Alemanha nazi: referências, ver Le Monde Diplomatique , Agosto/2007 .

     

    Política anti-social da oposição revelada por WikiLeaks

    Viktor Pynzenyk, ex-ministro das Finanças e, agora, membro do partido da oposição Oudar, de Vitali Klitschko, em 2010 explicou ao embaixador dos EUA o que queria para a Ucrânia:

    O aumento da idade de aposentadoria em dois anos a três anosA eliminação de reforma antecipadaA restrição das pensões para os aposentados que trabalhamA triplicação do preço do gás para as famíliasO aumento dos preços da electricidade em 40%O cancelamento da Resolução do Governo que exige o consentimento dos sindicatos para elevar os preços do gásO cancelamento da disposição legal que proíbe os fornecedores municipais de cortar o fornecimento ou multar os consumidores em caso de não pagamento de serviços municipaisA privatização de todas as minas de carvãoO aumento dos preços dos transportes, o cancelamento de todos os benefíciosA abolição de subsídios do governo para nascimentos, refeições gratuitas e livros escolares (está escrito: “As famílias devem pagar “)Cancelamento de isenções de IVA para produtos farmacêuticosAumento dos impostos sobre a gasolina e aumento de 50% nos impostos sobre veículosO pagamento dos subsídios de desemprego, só após um período mínimo de seis meses de trabalhoO pagamento de benefícios de licença médica só a partir do terceiro dia de folgaO não aumento do ordenado mínimo vital (embora introduzindo opções de pagamento adicionais para os necessitados).

    Fonte: 10KYIV278 telegrama diplomático revelado pelo Wikileaks
    http://www.cablegatesearch.net/cable.php?id=10KYIV278&q=elections+ukraine

    Ver também:

    Ukraine and the Rebirth of Fascism in EuropeIMF Sponsored “Democracy” in The UkraineSolidarité en Ukraine avec le Parti communiste qui lance un appel aux forces communistes et de gauche du monde entier!

    [*] Jornalista e ensaísta belga, especialista na Ucrânia e na antiga União Soviética. Conhece estes países e a língua russa, colabora em Le Monde Diplomatique e outros jornais e sítios da internet.

    O original encontra-se em http://www.ptb.be/... . Tradução de GAC.

    Esta entrevista encontra-se em http://resistir.info/ .

  11. jns

    2 de fevereiro de 2014 3:12 pm

    Ameaça à liberdade de expressão

    Nota de solidariedade ao cartunista Duke

    SEXTA-FEIRA, 31 DE JANEIRO DE 2014

    Oposição Sindical do SJPMG

    A Oposição Sindical dos Jornalistas de Minas manifesta sua solidariedade ao cartunista Duke, condenado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) a pagar 15 mil reais ao árbitro Ricardo Marques Ribeiro, por causa da charge publicada nos jornais “O Tempo” e “Super Notícia”, sobre o resultado do jogo Cruzeiro e Ipatinga pelo Campeonato Mineiro de 2010.

    A charge mostra uma raposa ferida no chão e um torcedor dizendo a um policial que primeiro o juiz assaltou o Tigre, e em seguida o Tigre atropelou a Raposa.

    O humor usado por Duke não é de forma alguma ofensivo, pelo contrário, é um retrato divertido da relação dos torcedores com o Futebol, esporte popular, cuja linguagem foi retrada pelo chargista de forma sadia e verdadeira. Portanto, a decisão tomada pela 11ª Câmara Cível do TJMG, onde Ricardo Marques trabalha, é uma ameaça à liberdade de expressão.

    A Oposição Sindical dos Jornalistas de Minas repudia qualquer tentativa de censura ao trabalho da categoria. Não podemos permitir que tal mordaça jurídica sirva de arma contra os jornalistas.

    http://oposicaosindical.blogspot.com.br/

  12. Gilberto .

    2 de fevereiro de 2014 6:00 pm

    Genoino é internado novamente

    Genoino passa mal e é internado em hospital de Brasília

    Ex-presidente do PT, que cumpre pena em prisão domiciliar, se sentiu mal durante a madrugadaO ex-presidente do PT José Genoino, que passou mal e foi internado neste domingo Foto: Eliaria Andrade/15-11-2013 / Agência O Globo

    O ex-presidente do PT José Genoino, que passou mal e foi internado neste domingo Eliaria Andrade/15-11-2013 / Agência O Globo

    BRASÍLIA – O ex-presidente do PT José Genoino passou mal e foi internado no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal. Segundo petistas, ele se sentiu mal durante a madrugada deste sábado, mas preferiu avisar os filhos apenas por volta das 10h desta manhã. Ele chegou ao hospital às 11p0m com sudorese e fortes dores no peito. As causas do mal-estar ainda ainda não são conhecidas. Por volta das 15p0m, ele estava na Unidade Semi-Intensiva recebendo oxigênio, acompanhado da filha Miruna e da mulher Rioco.

    Condenado no processo do mensalão a seis anos e 11 meses de prisão, em regime semiaberto, Genoino foi levado para a Penitenciária da Papuda, em Brasília, em 15 de novembro. Mas, dias depois, passou mal e foi internado em um hospital da capital federal. Em 21 de novembro, ele foi autorizado a ser transferido provisoriamente para a prisão domiciliar e, desde então, cumpre a pena em casa em Brasília. 

    Em dezembro, ao negar o pedido da defesa de Genoino para que ele cumprisse prisão domiciliar em São Paulo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, avaliou que existe “forte probabilidade” de o ex-deputado voltar para a cadeia após o período de 90 dias de prisão domiciliar. O prazo da prisão domiciliar, de 90 dias, termina em meados de fevereiro, quando o petista voltará a ser avaliado pelos médicos. Com isso, o presidente do STF decidirá se ele deve voltar para a Papuda ou continuar em casa.

     

  13. Nilva de Souza

    2 de fevereiro de 2014 6:08 pm

    de Miruna Kayano no

    de Miruna Kayano no Facebook
    “Amigos, meu pai está no INCOR de Brasília… Acordou se sentindo muito mal, respiração ofegante, dores no peito e estamos aqui tentando manter a calma para não perdermos a cabeça… Pensem positivo por nós, por favor…”

  14. Nilva de Souza

    2 de fevereiro de 2014 6:59 pm

    Morto aos 81 anos, cineasta

    Morto aos 81 anos, cineasta Eduardo Coutinho deixa obras questionadoras como legado 

    Paulistano é um dos mais importantes documentaristas contemporâneos

    O principal longa de Coutinho é Cabra Marcado Para MorrerReprodução/ Pipoca Moderna

    Morreu neste domingo (2), aos 81 anos, o cineasta Eduardo Coutinho, um dos mais importantes documentaristas contemporâneos. Coutinho foi assassinado a facadas e o principal suspeito do crime é o próprio filho, Daniel, que supostamente sofre de esquizofrenia. 

    Eduardo Coutinho deixa um legado de mais de 20 filmes, entre longas e curtas metragens, de caráter questionador e crítico. O mais conhecido é Cabra Marcado Para Morrer, que retrata a sociedade brasileira durante o período de ditadura militar a partir da história de João Pedro Teixeira, líder camponês morto em 1962. 

    O longa começou a ser filmado em 1964, em forma de “semidocumentário”, com cenas reais e fictícias, mas parte da equipe foi presa, acusada de comunismo. Dezessete anos depois, o trabalho foi retomado e o filme se transformou em uma obra prima.

    Recebeu importantes prêmios e foi exibido em festivais internacionais, como o XXXV Festival de Berlim, em 1985, FesTróia – Festival Internacional de Cinema de Tróia, em 1985, e o VI Festival do Novo Cinema Latino-americano, em 1984. O filme também recebeu o prêmio Hours Concours no 13º Festival de Cinema Brasileiro de Gramado.

    Seus únicos longas de ficção são O Homem que Comprou o Mundo (1968) e Faustão (1971).

    Entre suas obras estão Jogo de Cena (2007), Babilônia 2000 (2000) e Edifício Master (2002), que retrata com depoimentos verídicos a vida dos 500 moradores de um antigo e tradicional edifício de Copacabana. 

    Coutinho nasceu em São Paulo, em 11 de maio de 1933, e cursou Direito. Trabalhou como revisor em uma revista e dirigiu peças infantis antes de mergulhar no cinema.

    O cineasta também já trabalhou na TV, no Globo Repórter, da Rede Globo, em 1975. Já foi editor, redator e diretor no programa. Foi nele que realizou diversos trabalhos inovadores para a época e, em 1984, decidiu seguir o caminho de documentarista

    http://entretenimento.r7.com/cinema/morto-aos-81-anos-cineasta-eduardo-coutinho-deixa-obras-questionadoras-como-legado-02022014

     

  15. Nilva de Souza

    2 de fevereiro de 2014 7:00 pm

    Cineasta Eduardo Coutinho é

    Cineasta Eduardo Coutinho é assassinado no Rio; filho é suspeito

    O crime foi cometido a facadas; filho também teria tentado matar a mãe e se matar

    Do R7

    Eduardo Coutinho morreu neste domingo (2) aos 81 anosReprodução / Pipoca Moderna

    O cineasta Eduardo Coutinho, de 81 anos, foi assassinado a facadas neste domingo (2) dentro de casa no bairro da Lagoa, na zona sul do Rio de Janeiro. O filho, Daniel Coutinho, é o principal suspeito. Ele também seria o responsável por esfaquear a mãe e, em seguida, teria tentado se matar.

    A mulher do cineasta foi internada em estado gravíssimo no Hospital Municipal Miguel Couto. O filho, que supostamente sofre de problemas mentais, também foi levado para lá, com ferimentos menos graves.

    O corpo do cineasta foi levado para o Instituto Médico Legal. A Divisão de Homicídios assumiu as investigações. O delegado responsável pelo caso estava no hospital por volta das 15p5 para colher o depoimento de Daniel.

    Coutinho era considerado um dos maiores documentaristas do Brasil. Entre seus trabalhos de maior destaque estãoCabra Marcado para Morrer, Edifício Master, Jogo de Cena e Babilônia 2000. Em 2007, o cineasta ganhou um Kikito de Cristal, principal premiação do cinema brasileiro, pelo conjunto da obra. Seu último documentário, As Canções, foi lançado em 2011 e foi o 12º longa-metragem dirigido por ele.

    http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/cineasta-eduardo-coutinho-e-assassinado-no-rio-filho-e-suspeito-02022014

     

  16. Gilberto .

    2 de fevereiro de 2014 7:12 pm

    Domingo triste para o cinema

    Além de Coutinho,  se foi um grande ator

    Do G1

    02/02/2014 16p5 – Atualizado em 02/02/2014 17h04

    Ator Philip Seymour Hoffman morre aos 46 anos

    Ator sofreu overdose dentro de casa, segundo ‘New York Post’.
    Ele ganhou o Oscar de Melhor Ator por ‘Capote’, em 2005.

     

    Do G1, em São Paulo

      1º de setembro - Também no elenco de 'The master', Philip Seymour Hoffman este no Lido para apresentar o filme, que trata de religião, com referências à cientologia (Foto: Max Rossi/Reuters)O ator Philip Seymour Hoffman durante premiação
    (Foto: Max Rossi/Reuters)

    Morreu o ator Philip Seymour Hoffman, segundo informações dos jornais “Wall Street Journal” e “New York Post”. Ele ganhou o Oscar de Melhor Ator por “Capote”. Hoffman tinha 46 anos. O corpo foi encontrado pela polícia em sua casa em Nova York neste domingo (2), segundo a revista “Variety”.

    Hoffman lutava contra o vício em drogas e ficou internado em uma clínica de reabilitação no ano passado por dependência de heroína, segundo entrevista dada ao site TMZ. Ele já teve problemas de dependência no passado e teve uma recaída há pouco mais de um ano. Hoffman era casado com a estilista Mimi O’Donnell. Ele deixa três filhos: Cooper, de dez anos; Tallulah, de seis; e Willa, de quatro.

    saiba maisFOTOS: Relembre a trajetória de Philip Seymour Hoffman

    Entre os projetos recentes do ator está a saga “Jogos Vorazes”. Ele interpretou Plutarco Heavensbee no filme de 2013, “Em chamas”. Hoffman já foi quatro vezes indicados ao Oscar. Além de levar o prêmio por “Capote” (2005), foi lembrado pela Academia por suas atuações em “O mestre” (2012), “Dúvida” (2008) e “Jogos de poder” (2007). Outros personagens importantes da carreira foram Jon Savage, em “A Família Savage” (2007), que o fez ser indicado ao Globo de Ouro. Ele também recebeu elogios ao interpretar o jornalista Lester Bangs em “Quase Famosos” (2000) e o vilão Owen Davian de “Missão Impossível 3”.

    A filmografia de Philip Seymour Hoffman tem ainda “Tudo pelo Poder” (2011), “Sinédoque, Nova York” (2008), “Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto” (2007), “Magnólia” (1999), “O talentoso Mr. Ripley” (1999) e “Boogie Nights” (1997).

     

  17. Nilva de Souza

    2 de fevereiro de 2014 7:29 pm

    Philip Seymour Hoffman

    Philip Seymour Hoffman 1967-2014
    Postado por Sean em 2 de fevereiro de 2014 Arquivado em: Notícias da Indústria 
    Fonte: Wall Street Journal

    Notícia chocante aqui no Super Bowl de domingo: o ator vencedor do Oscar Philip Seymour Hoffman teria sido encontrado morto em seu apartamento em Nova York esta tarde. Os detalhes ainda estão chegando, mas acredita-se que ele morreu de uma overdose de drogas. Hoffman tinha lutado com problemas de drogas por anos, mas depois de mais de 20 anos de ser limpo, ele se internou num centro de reabilitação no ano passado. Ele tinha 46 anos. Amplamente reconhecido como um dos maiores atores de sua geração, ele vai claramente ser desperdiçada. Vamos atualizar com mais informações assim que estiverem disponíveis, mas, entretanto, o que são algumas de suas performances favoritas Philip Seymour Hoffman?
    http://filmjunk.com/2014/02/02/philip-seymour-hoffman-1967-2014/

  18. Nilva de Souza

    2 de fevereiro de 2014 7:36 pm

    O cinema segundo Eduardo

    O cinema segundo Eduardo Coutinho

     

     

    POR JOSÉ GERALDO COUTO– ON 15/07/2013

    eduardo-coutinho

    Aos 80, em auge de produtividade, grande documentarista prepara nova obra e é homenageado em livro que resgata cinema como arte impura, porque viva

    Por José Gerado Couto*, do blog IMS

    Este é, para todos os efeitos, o ano de Eduardo Coutinho. Aos 80 anos, o cineasta vive seu apogeu de produtividade e prestígio. Enquanto prepara um novo documentário, foi uma das estrelas maiores da recente Festa Literária de Paraty (Flip) e será homenageado na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em outubro, quando virá à luz um grande livro coletivo a seu respeito.

    Sua entrevista na Flip, conduzida pelo diretor e montador Eduardo Escorel, seu velho amigo e parceiro, está inteira no YouTube. Aqui, a primeira das cinco partes:

    topo-posts-margem

     

     

     

    Uma espécie de versão compacta do futuro livro acaba de ser publicada pela editora Cosac Naify, com organização de Milton Ohata. No pequeno e precioso volume, intitulado O olhar no documentário, há textos do próprio Coutinho, essenciais para quem quer conhecer sua visão do cinema e da vida

    Contra as ideias gerais

    Um deles, o artigo que dá nome ao livro, foi escrito pelo cineasta em 1992, a pedido do Festival Cinéma du Réel, de Paris, e resume sua descoberta tardia de um caminho pessoal no território do documentário: “Adotando a forma de um ‘cinema de conversação’, escolhi ser alimentado pela fala-olhar de acontecimentos e pessoas singulares, mergulhadas na contingência da vida. Eliminei, com isso, até onde fosse possível, o universo das ideias gerais, com as quais dificilmente se faz bom cinema, documentário ou não, e dos ‘tipos’ imediata e coerentemente simbólicos de uma classe social, de um grupo, de uma nação, de uma cultura”.

    Impossível não notar – e não louvar – a rigorosa coerência entre as palavras do autor e a filmografia esplendorosa que ele produziria a seguir, na segunda de suas grandes “ressurreições” ou “reinvenções”. A primeira se deu quando ele retomou no início dos anos 1980, sob a forma de documentário de busca, o filme de ficção Cabra marcado para morrer, cujas filmagens tinham sido interrompidas brutalmente pelo golpe militar de 1964. Concluído em 1984, o filme se tornaria uma marco incontornável do documentário brasileiro e mundial.

    O caráter central e emblemático do Cabra na trajetória do cineasta é iluminado no volume por três outros criadores que têm uma íntima proximidade com sua obra. Num texto breve, o poeta Ferreira Gullar fala do cordel que escreveu no início dos anos 1960 e que deu o título e o mote para o que deveria ser o primeiro longa de Coutinho, e contextualiza a gênese do filme. Eduardo Escorel, que editou o documentário final, detalha a saga das filmagens e da organização do material, numa verdadeira aula sobre montagem. E o documentarista João Moreira Salles, principal interlocutor criativo de Coutinho na última década, traça um comovente resumo do itinerário pessoal e artístico do diretor.

    Absurdamente, Cabra marcado para morrer não está ainda disponível em DVD. Mas é possível vê-lo na íntegra no YouTube:

     

    Dentro desse conjunto, podem parecer à primeira vista deslocados os sete textos de crítica escritos por Coutinho para o Jornal do Brasil em 1973 e 1974 e inseridos no coração do livrinho. Mas o desencaixe é só aparente. Com uma verve saborosa, que consegue ser ao mesmo tempo incisiva e elegante, o cinesta-crítico expõe sua visão pessoal do cinema, isenta de qualquer ranço intelectualista, programático ou doutrinário, ao analisar produções distantes de seu próprio universo. Fala de musicais, filmes de aventura, melodramas hollywoodianos, documentários “mundo cão”, surrealismo etc.

    Cinema impuro

    Ao exaltar o caráter circense de O pirata sangrento, estrelado por Burt Lancaster e dirigido por Robert Siodmak, afirma: “Sucedem-se as quedas e mortes, mas tudo no espírito do desenho animado. Não se vê uma gota de sangue e a violência é escamoteada – na verdade, os mortos poderiam se levantar, sem surpresa, como bons figurantes e stunt-men a serviço do show. Nesse sentido, o público sente logo que o filme não é contemporâneo: falta-lhe o cinismo complacente, a exploração sistemática da violência sádica”. O texto é de 1974, mas teria ainda mais sentido hoje.

    Falando de surrealismo no cinema, Coutinho execra os “delírios formalistas” da vanguarda francesa dos anos 1920 e 1930, salvando apenas a concretude da linguagem de Buñuel, na qual “tudo pode ser interpretado indiferentemente como real ou como sonho e merece da câmera um tratamento igual – seco, preciso como o olhar de um entomologista”.

    Ainda mais significativa é a coragem com que, num artigo sobre uma grande retrospectiva do cinema brasileiro promovida pela Cinemateca do MAM, o diretor defende a inventividade torta, “subdesenvolvida”, de filmes obscuros como Aves sem ninho (1939), de Raoul Roulien, com seu “estilo narrativo frequentemente confuso ou primário mas de vigorosa procura expressiva”.

    Na leitura desses textos tão breves quanto luminosos, configura-se uma visão do cinema como arte impura, em que a expressão da vida trava uma luta incessante com as convenções industriais, culturais ou políticas para explodir na tela. Nos momentos em que isso ocorre, como nos filmes de Coutinho, é uma coisa linda de se ver.

    http://outraspalavras.net/posts/o-cinema-segundo-coutinho/

     

Recomendados para você

Recomendados