Jornal GGN – Da mesma forma como ocorreu em 11 meses anteriores, o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas iniciou 2014 abaixo do nível registrado no mesmo período do ano anterior. Entretanto, o resultado do mês de janeiro pode ser considerado favorável: o índice médio do trimestre findo em janeiro ficou 1,6% abaixo do mesmo período do ano anterior, o melhor resultado desde fevereiro do ano passado (-0,9%), na mesma base de comparação. Em dezembro de 2013, a variação interanual trimestral do índice havia sido de -3%.
Os números foram diretamente afetados pelo aumento da confiança do comércio atacadista – que representa cerca de um terço do total. A variação interanual trimestral do ICOM do segmento passou de -5% em dezembro para 0,2% em janeiro de 2014. No Varejo tradicional, a evolução foi igualmente favorável no conceito Restrito, em que as taxas de variação passaram de -1,8% para -1,5% nos mesmos período e base de comparação. Já a evolução das taxas do Varejo Ampliado foi desfavorável, ao passarem de -1,9% para -2,6%, respectivamente.
De acordo com o levantamento, os dados foram afetados principalmente pelas expectativas em relação aos meses seguintes. Segundo a FGV, a variação interanual trimestral do Índice da Situação Atual (ISA-COM) passou de -6,4%, em dezembro, para -5,5% em janeiro, enquanto o Índice de Expectativas (IE-COM) do setor fechou com variação interanual trimestral em janeiro de 1,4%, uma melhora expressiva em relação aos -0,4% de dezembro.
O estudo aponta que, de forma geral, “o resultado geral da pesquisa sinaliza um ritmo de atividade moderado para o setor ao início de 2014, sustentado por expectativas mais otimistas em relação aos meses seguintes”.
O Índice da Situação Atual (ISA-COM), que retrata a percepção do setor em relação à demanda no momento presente, mostra que 22,8% das empresas consultadas avaliaram o nível atual de demanda como forte e 18,8%, como fraca, na média do trimestre fechado em janeiro. No mesmo período de 2012, estes percentuais haviam sido de 25,4% e 15,3%, respectivamente.
Considerando-se a comparação interanual trimestral, o indicador que mede o otimismo em relação às vendas nos três meses seguintes foi o que mais contribuiu para a melhora do Índice de Expectativas (IE-COM), ao passar de uma variação de -0,6% em dezembro para 1,5% em janeiro. Já a taxa de variação do indicador que mede o otimismo com a situação dos negócios nos seis meses seguintes passou de -0,3% para 1,2%, no mesmo período.
Entre dezembro e janeiro, a análise desagregada dos dados avançou em oito dos 17 segmentos, considerando-se as comparações trimestrais. No Varejo Restrito houve melhora em quatro de nove segmentos. No Atacado houve melhora nos quatro segmentos pesquisados. O desempenho de Veículos, Motos e Peças segue desfavorável: as taxas de variação passaram de -4,7%, em dezembro, para -7,0%, em janeiro. Após dois meses de avanço, o segmento de Material para Construção também recuou em janeiro, com a variação interanual trimestral passando de -0,7% para -3,4%.
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