A presidenta Dilma Rousseff anunciou, há pouco, a troca de três ministros de sua equipe. A Casa Civil, até agora chefiada por Gleisi Hoffmann, será ocupada pelo atual ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Para o lugar de Mercadante, vai o o secretário executivo da Educação, José Henrique Paim Fernandes.
O Ministério da Saúde será ocupado por Arthur Chioro, atual secretário de Saúde de São Bernardo do Campo, São Paulo. Chioro substituirá o ministro Alexandre Padilha.
De acordo com o Blog do Planalto, a posse dos novos ministros será na próxima segunda-feira, às 11h.
Antes de comandar a parta da Educação, Aloizio Mercadante, de 59 anos, chefiou o Ministério da da Ciência, Tecnologia e Inovação durante um ano. Doutor em economia pela Universidade de Campinas (Unicamp), ele começou sua trajetória política em entidades estudantis. Mercadante foi eleito três vezes deputado federal e uma vez senador.
Em 1994, foi indicado a vice-presidente na chapa encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro também ocupou o cargo de vice-presidente nacional do PT e participou da formulação dos programas de governo do partido e da campanha presidencial do partido nas eleições de 1989 e 2002. Em 2010, disputou a eleição para o governo de São Paulo, perdendo para Geraldo Alckmin, do PSDB.
Graduado em economia, José Henrique Paim, de 47 anos, é secretário executivo do Ministério da Educação (MEC) desde 2006. Mercadante deixa o MEC após chefiá-lo por dois anos. Entre 2004 e 2006, o gaúcho Henrique Paim presidiu o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pelo repasse de recursos para as políticas educacionais em todos os estados e municípios brasileiros.
Paim também foi subsecretário da Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, em 2003. Esta não é a primeira vez que um secretário executivo assume definitivamente a Educação. Em 2005, o petista Fernando Haddad substituiu Tarso Genro após passar pelo cargo de número 2 do MEC.
Ademar Arthur Chioro dos Reis é graduado em medicina pela Fundação Educacional Serra dos Órgãos, com residência em medicina preventiva e social pela Unesp. Mestre em saúde coletiva pela Unicamp, Chioro concluiu em 2011 doutorado em ciências pelo Programa de Saúde Coletiva da Unifesp.
Entre 2003 e 2005, Chioro trabalhou no Ministério da Saúde, como diretor do Departamento de Atenção Especializada. Em Santos, São Paulo, foi professor de saúde coletiva da Faculdade de Fisioterapia e da Faculdade de Medicina. Secretário de Saúde de São Bernardo do Campo desde 2009, Chioro tornou-se presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo no ano de 2011.
Recentemente, Arthut Chioro anunciou que se afastaria da Consaúde – Consultoria, Auditoria e Planejamento, empresa que dirigia desde 1997, alegando ser exigência da legislação. Na empresa, Chioro prestava consultoria na área de planejamento e gestão de sistemas e serviços de saúde.
André LB
30 de janeiro de 2014 8:11 pmSó?
Só?
Luiz Eduardo Brandão
30 de janeiro de 2014 8:32 pmMudanças na Secom
Essas mudanças não mudam nada. Mas, se o que corre por aí é verdade, a mudança que iria ocorrer na Secom pode vir a ser uma mudança de fato. Sairia a inexistente Helena Chagas para entrar o atual porta-voz Traumann, desconhecido do público, mas que pelo menos teria o aval do Franklin Martins. O que é alvisarreiro, como mostra o Miguel do Rosário. Cruzemos os dedos e batamos na madeira.
Helena Chagas será demitida
Enviado por Miguel do Rosário on 30/01/2014 – 2:20 pm
Nota publicada hoje na coluna Painel, da Folha:
Dilma irá nomear o porta-voz do governo para chefiar a Secom
Canal direto Dilma Rousseff decidiu nomear o porta-voz do governo, Thomas Traumann, para chefiar a Secretaria de Comunicação Social, no lugar de Helena Chagas. Com a mudança, a presidente quer fortalecer a comunicação do Planalto, alvo de críticas do PT e de ministros, no ano eleitoral. A Secom terá interlocução direta com o ex-ministro Franklin Martins e com o marqueteiro João Santana, que coordenarão a comunicação da campanha à reeleição. Consultados, eles aprovaram a troca.
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A demissão de Chagas, somada à decisão de trazer Franklin Martins para o núcleo duro da comunicação de governo, pode representar uma pequena revolução no debate político nacional.
É uma excelente notícia, em todos os sentidos!
Helena Chagas é uma profissional séria, ética e respeitável, mas sem estofo político. É uma ministra absolutamente técnica numa pasta essencialmente política. Sua própria presença lá representava um posicionamento oficial extremamente conservador, e flertando com a covardia, visto que ela controlava instrumentos que poderiam servir para enriquecer o debate político, e não os usou. Ao contrário, a Secom viveu um duro retrocesso político durante a sua gestão. Várias revistas e publicações comprometidas com ideias diferentes foram abandonadas. Adotou-se um critério técnico que só beneficiava as corporações midiáticas, cujo poder financeiro foi consolidado num regime de exceção.
É como se o governo da Alemanha pós-nazista só distribuísse verbas para jornais que apoiaram o nazismo, usando como pretexto o fato de só eles satisfazerem as condições “técnicas” necessárias.
http://www.ocafezinho.com/2014/01/30/helena-chagas-sera-demitida/
Alexandre Weber - Santos -SP
31 de janeiro de 2014 12:09 amRenovação de quadros
Seria realmente uma surpresa se os quadros do PT usados nas substituições não fossem mediocres.
Acorda, Dilma!
André Mares
31 de janeiro de 2014 3:54 amPara começarmos a conhecer o
Para começarmos a conhecer o novo ministro da educação… o FNDE foi o responsável por aquela contratação vergonhosa que deu 2 milhões para a Veja.
Que beleza!
http://www.brasildefato.com.br/node/27123