4 de junho de 2026

Autoridades americanas criticam ação militar no Irã

Ataque realizado pelos EUA ao lado de Israel não obteve aprovação dos legisladores norte-americanos e violou resolução de 1973
Foto: RS/via FotosPublicas

Presidente Trump enfrenta críticas por atacar o Irã sem apoio público e sem alertar especialistas do Congresso.
Senador Tim Kaine acusa Trump de tentar iniciar guerra ilegal antes de votação do Senado sobre resolução de poderes.
Lei de 1973 exige consulta e notificação ao Congresso para ações militares, limitando a 60 dias compromissos não autorizados.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O fracasso do presidente norte-americano Donald Trump em obter apoio da opinião pública norte-americana por atacar o Irã e seguir sem sequer alertar os principais especialistas em segurança doméstica do Congresso gerou diversas críticas entre as autoridades.

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Um dos críticos mais contundentes da ação militar foi Tim Kaine, senador democrata da Virgínia. Em entrevista à NPR, o senador acusou Trump de antecipar uma votação no Senado marcada para a próxima semana em uma moção que patrocinou com o republicano de Kentucky, Rand Paul. Ele pediu o retorno urgente do Congresso para tratar do assunto.

“A Casa Branca sabia que eu tinha uma resolução de poderes de guerra marcada para votação pelo Senado no início da próxima semana. Presumo que eles queriam tentar apressar a iniciação de uma guerra ilegal antes que o Congresso tivesse a chance de votar nela”, disse o político.

Como lembra o jornal britânico The Guardian, o ato de 1973 – aprovado na sequência da guerra do Vietnã e projetado para controlar a capacidade de um presidente de embarcar em aventuras militares sem autorização – exige consulta com o Congresso e notificação de 48 horas para implantações de tropas, e impõe um limite de 60 dias para compromissos não autorizados.

A precipitada construção de discurso em torno de uma “vasta armada” na região contra o Irã contrasta com o discurso adotado pelos EUA em 2003 para a guerra no Iraque, quando o então presidente George W. Bush, que publicamente e repetidamente fez o caso – finalmente refutado – que Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Renato Lazzari

    1 de março de 2026 4:13 pm

    Na conta de Trump, antes ser criticado por agredir outro país – o que, convenhamos, os EUA tem feito regular e ininterruptamente há décadas, seja quem for o presidente da vez deles lá, com críticas ou sem – do que ser condenado por indecências e crimes sexuais com as provas que até as pedras sabem, os sionistas tem por conta do Mossad. O que mais põe em risco seu poder, contrariar os sionistas e ter sua devassidão exposta ou promover (mais alguns) crimes contra povos?

    O mundo está estranho… matar ou participar da matança de centenas de milhares de palestinos e iranianos (e iraquianos e sírios e diversos outros povos), tocar terror e medo, gerar instabilidade em todos os povos de países dólar-dependentes pode. Mas participar de orgias num ambiente restrito, com talvez centenas de pessoas, barbarizar umas moças aí, isso não pode. Vai ver que é por isso que o “ocidente” tratou de nos instar, através de propaganda diuturna e por todos os meios, a desumanizarmos populações inteiras de árabes e descendentes ao mesmo tempo em que trabalha a nossa hipocrisia: quem não sabe que o “andar de cima” é de uma promiscuidade profunda? Mas quem afirma isso – ou pelo menos toma isso como parâmetro para constituir ideia do que é esse “andar” – de forma plena?

    Claro que as mocinhas vítimas de indecências – especialmente as que participaram sem consciência do que eram aquelas orgias, que o fizeram honestamente – merecem justiça. Mas é estranho Trump temer mais ser acusado de crimes sexuais do que de crimes contra a ordem internacional e a humanidade…

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