O Produto Interno Bruto (PIB) do país encerrou 2025 com crescimento de 2,3%, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
As três atividades econômicas analisadas cresceram: Agropecuária (11,7%), Serviços (1,8%), Indústria (1,4%). Já o PIB per capita chegou a R$ 59.687,49, com um crescimento real de 1,9% frente a 2024.
As atividades de Agropecuária, Indústrias extrativas, Informação e comunicação e Outras atividades de serviços contribuíram com 72% do total do volume do Valor Adicionado em 2025, uma vez que são menos afetadas por uma política monetária contracionista.
Segundo Gustavo Casseb, economista e Conselheiro do Cofecon, um crescimento de 2,3% pode ser considerado moderado para os padrões históricos recentes do Brasil.
“Se pegarmos, por exemplo, a taxa média de crescimento dos últimos quatro anos, teremos um resultado de 3,6% para o crescimento da economia brasileira”, explica.
“Dada a pujança do agronegócio brasileiro, bem como a elevada concentração do setor de serviços, eu diria que o grande desafio para aumentar o potencial de crescimento do Brasil é elevar a participação da indústria e da formação bruta de capital fixo, o que será impossível sem uma redução considerável das taxas de juros do país (tanto a Selic, quanto as taxas de crédito e financiamentos bancários)”.
No quarto trimestre de 2025, o PIB variou 0,1% frente ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal, mantendo-se praticamente estável nessa comparação. Os Serviços e a Agropecuária cresceram 0,8% e 0,5%, respectivamente. Já a Indústria recuou 0,7%.
Milho e soja impulsionam agronegócio
No caso da Agropecuária, o crescimento da categoria no PIB nacional no ano de 2025 foi favorecido pelo aumento na produção e dos ganhos na produtividade de várias culturas, com destaque para o milho (23,6%) e a soja (14,6%). A Pecuária também contribuiu positivamente.
“Observa-se que o desempenho da agropecuária está intimamente relacionado a produtos de exportação relevantes, que têm grande importância na balança comercial brasileira”, explica Carlos Eduardo de Freitas Vian, delegado do Corecon-SP e professor do Departamento de Economia da ESALQ USP. “Embora os preços (da soja e do milho) não tenham sido tão favoráveis, o aumento da produção compensou, resultando em impacto positivo no PIB”.
Para este ano, o economista explica que as perspectivas podem ser um pouco diferentes, considerando questões geopolíticas e também possíveis impactos climáticos – “é possível que não tenhamos um clima tão favorável quanto o do ano passado”.
Indústria e serviços em alta
No caso da indústria, o destaque positivo ficou com o desempenho da extração de petróleo e gás, concorrendo para que o valor adicionado das Indústrias Extrativas fechasse 2025 com alta de 8,6%. Outra contribuição positiva veio da Construção, que variou 0,5% no ano.
Por outro lado, a Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,4%) e as Indústrias de Transformação (-0,2%) fecharam o ano com variações negativas.
Todas as atividades ligadas ao setor de Serviços cresceram em 2025: Informação e comunicação (6,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%), Transporte, armazenagem e correio (2,1%), Outras atividades de serviços (2,0%), Atividades imobiliárias (2,0%), Comércio (1,1%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%).
Consumo das famílias desacelera frente a 2024
O Consumo das Famílias cresceu 1,3% em relação a 2024, com a melhora no mercado de trabalho, o aumento do crédito e os programas governamentais de transferência de renda.
Entretanto, esta taxa representa uma desaceleração em relação ao crescimento de 2024 (5,1%) devido, principalmente, aos efeitos adversos da política monetária contracionista. O Consumo do Governo, por sua vez, cresceu 2,1%.
Já a Formação Bruta de Capital Fixo (volume de investimentos) cresceu 2,9% em 2025, puxada pelo aumento da importação de bens de capital e pelo desenvolvimento de software, além da alta na indústria da Construção.
A taxa de investimento em 2025 foi de 16,8% do PIB, contra 16,9% em 2024. A taxa de poupança, por sua vez, foi de 14,4% em 2025, ante 14,1% em 2024
Frente ao terceiro trimestre de 2025, o PIB variou 0,1%
No quarto trimestre de 2025, o PIB variou 0,1% frente ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal, mantendo-se praticamente estável nessa comparação. Os Serviços e a Agropecuária cresceram 0,8% e 0,5%, respectivamente. Já a Indústria recuou 0,7%.
Entre as atividades industriais, houve queda na Construção (-2,3%) e nas Indústrias de Transformação (-0,6%). Por outro lado, as Indústrias Extrativas (1,1%) e a Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (1,5%) tiveram resultados positivos.
Nos Serviços, houve variações positivas em Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (3,3%), Informação e comunicação (1,5%), Outras atividades de serviços (0,7%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%). Houve estabilidade em Atividades imobiliárias (0,2%), e resultados negativos em Comércio (-0,3%) e Transporte, armazenagem e correio (-1,4%).
Pela ótica da despesa, o Consumo do Governo cresceu 1,0%, enquanto o Consumo das Famílias ficou estável (0,0%) e a Formação Bruta de Capital Fixo recuou 3,5%.
JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO
9 de março de 2026 8:12 amCom o PIB fechando em 2.3%, ainda não dá para o sistema finaceiro soltar rojões, pois neste patamar a ameça de perda da sua hegemonia sobre o Brasil perdura. Por outro lado a imposição da taxa selic em patamares escorchantes, ja começaram a travar o crescimento da economia. Portanto, o clube da usura não pode reclamar dos altos rendimentos financeiros auferidos em 2025. Some-se a isto, os ganhos obtidos com o serviços de lavanderia financeira bem explorados pela turma que só enxerga cifrão. A turma da faria lama, penhoradamente agradece.