21 de maio de 2026

Bancos farão aporte extra de R$ 32,5 bilhões no FGC

Medida foi anunciada após pagamentos aos credores do Banco Master; operação busca reforçar capacidade financeira do fundo
José Cruz - Agência Brasil

Bancos do sistema financeiro brasileiro devem aportar R$ 32,5 bilhões no FGC até 25 de março para reforço financeiro.
Valor corresponde a 60 meses de contribuições futuras, antecipadas para fortalecer a estrutura patrimonial do fundo.
Medida ocorre após colapso do Banco Master, com pagamentos a credores e proteção de depósitos garantida pelo FGC.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Os bancos que integram o sistema financeiro brasileiro terão de realizar um aporte extra estimado em R$ 32,5 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o dia 25 de março, como parte de um plano para reforçar a capacidade financeira do fundo.

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A informação foi divulgada pela Agência Brasil, a partir de decisão tomada pelo conselho de administração do FGC.

A proposta prevê a antecipação de contribuições ordinárias que normalmente seriam pagas ao longo dos próximos anos pelas instituições financeiras associadas. O valor corresponde ao equivalente a 60 meses de contribuições futuras ao fundo.

Segundo o FGC, o objetivo da medida é fortalecer a estrutura patrimonial da instituição e garantir sua capacidade de cumprir as obrigações previstas no sistema de garantia de depósitos.

O reforço no caixa ocorre em meio ao processo de pagamento de garantias após o colapso do Banco Master, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central em 2025. Dezenas de bilhões de reais já foram desembolsados para credores da instituição, com centenas de milhares de investidores ressarcidos até agora.

O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada para proteger depositantes e investidores em caso de quebra ou liquidação de instituições financeiras.

No Brasil, o fundo cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição financeira para produtos como depósitos em conta corrente, poupança, CDBs e algumas letras financeiras.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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