A nova fase na guerra travada entre Estados Unidos/Israel e Irã colocou o sistema militar norte-americano sob uma pressão inédita por conta do confronto entre armamentos extremamente caros e sistemas de ataque relativamente baratos.
Análise elaborada pela Bloomberg afirma que, embora o poder de fogo norte-americano seja “incomparável”, o conflito destacou uma vulnerabilidade inesperada: o custo e a escassez de mísseis interceptadores necessários para conter ataques massivos de drones e mísseis balísticos iranianos.
A ofensiva teve início com ataques de precisão contra alvos militares dentro do território iraniano, mas a resposta iraniana tem sido intensa com o lançamento de centenas de mísseis balísticos e milhares de drones do tipo Shahed contra bases militares, radares e instalações energéticas no Oriente Médio.
E a lógica econômica coloca o Irã em vantagem no confronto: enquanto um drone Shahed custa entre US$ 20 mil e US$ 50 mil, o interceptor Patriot PAC-3 usado para derrubá-lo pode custar cerca de US$ 4 milhões.
Desta forma, mesmo que a defesa funcione, a neutralização de cada ataque pode custar dezenas ou centenas de vezes o valor da arma usada pelos iranianos. Analistas dizem que mais de mil interceptadores PAC-3 podem ter sido utilizados em poucos dias — quase o dobro da produção anual do sistema.
Impasse estratégico
Outro fator inesperado do conflito é a dificuldade dos Estados Unidos em dominar o espaço aéreo, fator que foi diferencial em confrontos anteriores, como a guerra no Iraque em 2003.
Como o Irã possui mísseis guiados por sensores infravermelhos e sem radar, as aeronaves norte-americanas podem ser atingidas sem aviso prévio, fazendo com que os EUA dependam de armas de longo alcance, como os mísseis Tomahawk – de produção anual limitada.
Em meio ao explosivo aumento dos custos (os EUA gastaram US$ 5,6 bilhões apenas em dois dias de guerra), o governo de Donald Trump já considera buscar uma saída diplomática. Agora, a guerra caminha para um impasse estratégico: ou o conflito ganha escala ou um acordo que permita declarar vitória política seja negociado.
Rui Ribeiro
12 de março de 2026 9:32 amO Trump tá exortando os Timoneiros a continuarem cruzando o Estreito de Ormuz. Timoneiros, entreguem o timão para o Trump e deixem ele atravessar o Estreito de Ormuz. Qquem quer vai, quem não quer, manda.
Antonio Uchoa Neto
12 de março de 2026 5:03 pmNovamente (sem trocadilhos), nada de novo sob o sol. O Vietnam não era nenhuma potência militar, nem dispunha de armamentos caros e/ou sofisticados demais, e mesmo assim, colocou os americanos para correr, num dos momentos mais gloriosos da história da humanidade. A guerra do arroz contra o cornflakes. Minha falecida mãe costumava citar uma expressão idiomática, “avacalhar a guerra com baladeira”, quando alguém dava pouca importância a um assunto, ou tentava resolvê-lo de maneira informal, ou inadequada. Vamos lá, bravos iranianos, vamos avacalhar a guerra com baladeira, e botar para correr esses hillbillys e rednecks!