5 de junho de 2026

Sob pressão, Trump suspende ataques ao Irã por cinco dias; regime iraniano chama decisão de “guerra psicológica”

Trégua temporária derruba petróleo e alivia mercados, mas tensão persiste com ameaça de bloqueio no Estreito de Ormuz
Donald Trump por Gage Skidmore - Flickr

▸ Donald Trump anunciou trégua de cinco dias em ataques à infraestrutura energética do Irã, citando avanços diplomáticos.

▸ Irã nega negociações e atribui pausa de Trump a recuo estratégico diante de ameaças de retaliação no Golfo Pérsico.

▸ Trégua condicionada ao sucesso das conversas; Estreito de Ormuz segue fechado para navios de países inimigos, diz Irã.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (23) uma trégua de cinco dias nas operações militares contra a infraestrutura energética do Irã. Em comunicado publicado na rede Truth Social, o republicano afirmou que Washington e Teerã mantiveram “conversas muito boas e produtivas” durante o fim de semana, sinalizando uma tentativa de resolução para as hostilidades que já duram três semanas no Oriente Médio.

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A versão da Casa Branca, no entanto, foi prontamente rebatida pelo governo iraniano. Por meio de suas agências estatais, o Irã negou a existência de negociações diretas ou indiretas e atribuiu a pausa de Trump a um “recuo” estratégico diante das ameaças de retaliação contra alvos americanos e aliados no Golfo Pérsico.

O anúncio da Casa Branca

Segundo Trump, a decisão de adiar os bombardeios partiu de um progresso diplomático recente. “Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio”, declarou o presidente.

O adiamento, instruído ao Departamento de Guerra, foca especificamente em usinas de energia e infraestrutura petrolífera. Informações de bastidores sugerem que a mediação estaria sendo conduzida por altos funcionários da Turquia, Egito e Paquistão, que serviram de ponte entre o enviado americano Steve Witkoff e o chanceler iraniano, Abbas Araghchi.

A resistência de Teerã

Apesar do otimismo de Washington, a retórica em Teerã permanece beligerante. A agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária, afirmou que o presidente americano recuou após ser advertido de que o Irã atacaria estações energéticas em todo o Golfo caso suas usinas fossem atingidas.

A agência Tasnim reforçou que “não houve negociações e não haverá”, classificando o anúncio de Trump como “guerra psicológica”. De acordo com fontes oficiais iranianas, o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, não retornará ao normal sob as atuais condições, e a instabilidade nos mercados de energia deve persistir.

Pressão econômica e militar

A mudança de postura ocorre no limite de um ultimato de 48 horas dado por Trump no sábado (21), quando ameaçou “obliterar” a infraestrutura iraniana caso o Estreito de Ormuz não fosse totalmente liberado. Em resposta, o Irã ameaçou fechar a via permanentemente e destruir empresas com participação norte-americana na região.

O impacto da trégua foi imediato na economia global. O preço do barril de petróleo (Brent) registrou queda de 13%, operando na casa dos US$ 96, enquanto mercados europeus, como o FTSE 100, ensaiaram recuperação após dias de perdas acentuadas pela escalada do conflito.

Próximos passos

A trégua de cinco dias está condicionada ao “sucesso das discussões em andamento”, segundo Trump.

Enquanto isso, o Irã mantém o alerta máximo, e o embaixador iraniano na Organização Marítima Internacional (IMO), Ali Mousavi, reiterou que o estreito permanece fechado para navios de países considerados “inimigos”.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

6 Comentários
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  1. Gaspar Alencar

    23 de março de 2026 11:30 am

    Segundo o Prof. Chinês Jiang Xueqin, em uma de suas aulas no YouTube. Considera ” os sem imaginação ” estão nas sombras. Invisíveis quebrando regras e tratados, alimentando a transgressão em consórcio com as sociedades secretas.

  2. AMBAR

    23 de março de 2026 12:27 pm

    Alvíssaras, exaltai-vos, entoai cânticos, regozijai-vos, fazei soar pífaros e saltérios! O laranjão amarelou, a raposa grita que as uvas estão verdes.
    USA deixa israel na mão enquanto se rearma para atacar inimigos mais fracos.
    Bom para a China, bom para a Rússia, melhor para os BRICS, para quem a sorte sorri com os dentes brancos enquanto eles respiram.

  3. Rui Ribeiro

    23 de março de 2026 12:41 pm

    Trump always chickens out.

  4. jossimar

    23 de março de 2026 4:40 pm

    Espero que os iranianos não acreditem no que esse bandido rastaquera diz. Fiquem atentos iranianos, esse rato quer reorganizar estratégia depois de sofrer humilhação histórica.
    Enquanto isso bombardeiem o estado sionista assassino e genocida sem dó.

  5. Rui Ribeiro

    24 de março de 2026 9:01 am

    Com a agressão $ionista e dos Falcões Galinhas Estadunidenses à população iraniana, ninguém fala mais no pedófilo Epstein. Trump fez uma guerra desnecessária para desviar o foco dos crimes do seu amigo.
    Ninguém queria virar a página, Ele e o Bibi viraram a página, pois já estava passando da hora. Enquanto isso, o filho da Rainha está lá, esquecidinho.

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